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Viktor Orbán reeleito presidente do partido nacionalista húngaro após derrota nas eleições de abril
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O ultranacionalista Viktor Orbán, ex-primeiro-ministro da Hungria e conhecido pelas suas posições pró-russas, foi este sábado reeleito presidente do Fidesz, o principal partido do país

Vaticano atualiza estatutos para proteção das vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja
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A Igreja passa a ter um papel reforçado na supervisão de casos de abuso de menores, embora a Comissão Pontífica mantenha a sua função consultiva e continue a reportar diretamente ao Papa

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Anda com isto no carro? Multas podem sair caro (e não é o seguro nem a carta de condução)
Há uma obrigação legal que continua a falhar a muitos condutores e que, quando é esquecida, pode sair caro. Não está em causa o seguro nem a carta de condução, mas sim a inspeção periódica obrigatória do veículo e, num plano diferente, a obrigação de ser portador da respetiva ficha de inspeção no carro.
Segundo o IMT e o portal gov.pt, a inspeção periódica obrigatória serve para confirmar que o veículo mantém as condições de segurança, ambientais e de funcionamento exigidas por lei. Já o Código da Estrada obriga ainda o condutor a ser portador da ficha de inspeção, quando ela for legalmente exigida.
O que é a inspeção periódica obrigatória
A inspeção periódica é, na prática, um controlo técnico regular destinado a avaliar o estado do veículo e a detetar anomalias que possam comprometer a segurança rodoviária. De acordo com o regime das inspeções técnicas de veículos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 144/2012, e com a informação atualizada do gov.pt, a periodicidade varia consoante a categoria do veículo.
Quando deve levar o carro à inspeção
Nos automóveis ligeiros de passageiros, a primeira inspeção deve ser feita quatro anos após a data da primeira matrícula. Depois disso, passa a ser de dois em dois anos até o veículo completar oito anos e, a partir daí, anual. Nos automóveis ligeiros de mercadorias, a primeira inspeção é feita dois anos após a primeira matrícula e, depois, todos os anos.
Já nos automóveis ligeiros de transporte público de passageiros, ambulâncias, veículos usados no transporte escolar e veículos de instrução, a primeira inspeção é feita ao fim de um ano. Até aos sete anos, a periodicidade é anual. A partir do oitavo ano, passa a ser semestral. Segundo o gov.pt, a data da primeira matrícula consta do Certificado de Matrícula, ou DUA, e a inspeção pode ser feita nos três meses anteriores ao dia e mês limite.
E se se esquecer? Veja o que pode pagar
Aqui convém distinguir duas situações. Circular sem inspeção válida, não cumprir uma inspeção extraordinária obrigatória ou usar o veículo em violação das regras aplicáveis depois de uma reprovação pode dar uma coima entre 250 e 1.250 euros, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 144/2012.
Se o veículo tiver sido reprovado, a lei não trata todos os casos da mesma forma. Segundo o artigo 13.º do mesmo diploma, os veículos com deficiências do tipo 3 só podem circular para deslocação até ao local de reparação e posterior regresso ao centro de inspeção. Se circularem fora dessas condições, aplica-se a mesma moldura sancionatória.
A ficha de inspeção também conta
Mesmo que a inspeção esteja em dia, o Código da Estrada exige que o condutor seja portador da ficha de inspeção quando esta for obrigatória. Essa obrigação pode ser cumprida com o documento físico ou, nos termos legais, através de aplicação móvel que permita comprovar os dados.
Se o condutor não for portador da ficha de inspeção, a coima vai de 60 a 300 euros. O regime atualmente em vigor já não corresponde à antiga lógica dos oito dias úteis com redução automática da multa: hoje, quando a verificação eletrónica não é possível no local, o prazo relevante previsto no artigo 85.º é de cinco dias.
Confirmar o prazo nunca foi tão fácil
Segundo o gov.pt, é possível obter um relatório com o histórico das inspeções técnicas do veículo através da matrícula. Isso permite confirmar se o carro passou ou reprovou na inspeção e verificar o registo existente.
Além disso, a própria data da próxima inspeção pode ser calculada com base na data da primeira matrícula e na categoria do veículo, informação que está no DUA e que também pode ser consultada no portal do IMT.
Quanto custa a inspeção em 2026
Segundo a Deliberação n.º 1598-A/2025, em vigor desde 1 de janeiro de 2026, a inspeção periódica obrigatória para veículos ligeiros custa 30,46 euros, aos quais acresce IVA à taxa legal em vigor.
Se for necessária uma segunda via da ficha ou do certificado de inspeção, o valor fixado é de 2,86 euros, também acrescido de IVA. Já as inspeções extraordinárias, reinspeções e restantes categorias têm tarifas diferentes.
Prevenir continua a ser mais barato
Manter a inspeção em dia é uma das formas mais simples de evitar problemas e despesas desnecessárias. Mais do que uma formalidade, trata-se de um mecanismo de segurança para o condutor, para os passageiros e para todos os que circulam na estrada.
No fundo, há dois erros que saem caros: deixar passar o prazo da inspeção e esquecer que, quando ela é obrigatória, a ficha também tem de acompanhar o condutor.
Leia também: Governo aprovou novas regras para a carta de condução: conheça as mudanças importantes para os condutores
Vale-tudo na Casa Branca
Niño Guerrero, el líder que convirtió la banda del Tren de Aragua en una organización internacional desde la cárcel
Héctor Guerrero Flores, conocido en el crimen organizado como Niño Guerrero, fue una de las figuras más emblemáticas y temidas del crimen venezolano de la última década. Desde las profundidades del sistema penitenciario de Venezuela, pasó a dirigir el Tren de Aragua, una organización que mutó de ser una banda local en el estado Aragua a convertirse en una de las estructuras criminales más expansivas de América Latina.
Su ascenso se inscribe en el fenómeno de los prans, los reclusos que en Venezuela acumulan poder dentro de las cárceles y articulan redes ilegales desde el encierro. Como pran en la prisión de Tocorón, Niño Guerrero logró consolidar su autoridad, canalizar recursos y gestar una red que, bajo su mando, diversificaría sus actividades hacia la extorsión, el secuestro, la trata de personas, el narcotráfico y la minería ilegal.
La cárcel de Tocorón se convirtió, en los años de su liderazgo, en el corazón operativo del grupo. Desde allí, Niño Guerrero gobernó una organización que se expandió geográficamente, atravesando fronteras y colonizando territorios en Colombia, Perú, Brasil y Chile.
La prisión funcionaba como un centro de mando, pero también como símbolo de la debilidad institucional: un espacio donde el mando estatal era barrido por el poder de un recluso que operaba con una autonomía casi total. Héctor Guerrero Flores se hizo con el control total del penal. Bajo su mando, los miembros de la banda transformaron Tocorón en una de las cárceles más notorias del país: construyeron dentro del recinto un zoológico, un parque infantil y un club nocturno.
Desde ese “búnker” criminal, el Tren de Aragua comenzó su expansión por todo el territorio venezolano y, posteriormente, traspasó las fronteras nacionales. Entre 2018 y 2023 consolidaron su red criminal transnacional, desplegada en varios países de América Latina. A sus espellas dejaron una lista de delitos como secuestro, tortura, trata de personas y minería ilegal, actividades que hicieron sonar las alarmas en toda la región.
Trayectoria de un criminal
Durante años, Niño Guerrero logró permanecer prófugo, eludiendo a las fuerzas de seguridad. Su figura se asoció a la expansión del crimen organizado venezolano y a la progresiva desintegración de los controles fronterizos en la región. Mientras el Tren de Aragua se asentaba en múltiples países, su nombre se convirtió en sinónimo de una criminalidad que se desplegaba a escala regional con capacidad de adaptarse a los distintos países a los que llegaban.
- 2010: ingresa por primera vez al Centro Penitenciario de Aragua (Tocorón) por tráfico de drogas, homicidio y robo.
- 28 de agosto de 2012: se fuga de Tocorón con ayuda de su hermano, un cuñado y guardias pagados.
- 2013: es recapturado y vuelve a Tocorón.
- 2018: condenado a 17 años de cárcel por homicidio, tráfico de drogas, usurpación de identidad y ocultamiento de armas.
- 2023: desaparece de la prisión antes del operativo de desalojo del 20 de septiembre; desde entonces se lo consideraba prófugo.
Vínculos de la organización con Maduro
La Fiscalía chilena estableció que el asesinato del teniente Ronald Ojeda en 2024 fue ejecutado por miembros del Tren de Aragua bajo el encargo de Diosdado Cabello ministro de Interior de Venezuela.
El régimen de Maduro negó cualquier vínculo con la organización criminal, mientras que Estados Unidos, bajo el gobierno de Donald Trump, ha acusado a Maduro de enviar miembros del Tren de Aragua al país y lo ha designado como "organización terrorista global".
Trump anuncia la ejecución del líder de la organización criminal del Tren de Aragua en una operación conjunta con Venezuela
El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, anunció este sábado la muerte de Héctor Guerrero Flores, conocido como Niño Guerrero y máximo dirigente de la organización criminal venezolana Tren de Aragua, durante una operación militar conjunta entre el Comando Sur estadounidense y las Fuerzas Armadas de Venezuela.
Según detalló el mandatario, la acción consistió en un “ataque cinético rápido y letal” ejecutado bajo su autorización, que culminó con la eliminación del líder de una de las organizaciones que calificó como “entre las más sanguinarias del mundo”.
La operación se produce casi un año después de que Washington incluyera al Tren de Aragua en su lista de Organizaciones Terroristas Extranjeras, en julio de 2025, cuando además ofreció una recompensa superior a cuatro millones de euros por información que facilitara su captura.
Trump defendió la medida como parte de su política de seguridad, recordando que al inicio de su mandato prometió designar al grupo como organización terrorista, intensificar las deportaciones y endurecer la ofensiva contra redes criminales que, a su juicio, han actuado durante años con escasa respuesta institucional.
Aunque evitó ofrecer detalles tácticos sobre la operación, el presidente subrayó que la intervención “ha hecho justicia” a las víctimas del grupo y destacó la cooperación con las autoridades venezolanas, asegurando que ambos gobiernos mantienen una coordinación eficaz.
En su comparecencia, Trump también arremetió contra su predecesor, Joe Biden, a quien responsabilizó de haber debilitado el control fronterizo y facilitar la expansión de organizaciones criminales como el Tren de Aragua en territorio estadounidense.
Por qué el papa habla sobre la inmigración pero no critica a Israel por los ataques a cristianos en Oriente Medio
Durante los seis días que ha estado en España, León XIV ha dejado mensajes contundentes relacionados con cuestiones políticas. De la defensa de la dignidad de los inmigrantes en pleno debate por la regularización extraordinaria y la "prioridad nacional" a sus críticas al aborto, algunos de los discursos papales han levantado ampollas en ambos lados del espectro ideológico español. Sin embargo, el santo padre se ha mantenido al margen de otros asuntos que han tenido relevancia en nuestro país los últimos meses. Decisiones que tienen mucho más que ver con la estrategia diplomática vaticana que con un deseo de pronunciarse sobre asuntos internos en nuestro país.
La cercanía de Pedro Sánchez al papa durante su visita no ha sido casual. El presidente del Gobierno ha querido exhibir sintonía con el pontífice en un momento crítico para los socialistas, cercados por los casos de corrupción y contra el entorno íntimo de Sánchez. Así, le ha venido bien poder anotarse un tanto con los mensajes de León XIV a favor de la paz, obviando otros aspectos más incómodos de su discurso. Pero las críticas a la escalada bélica del santo padre, de las que el Ejecutivo también ha hecho gala durante meses, no se traducen en una correspondencia absoluta con las posturas del Gobierno sobre la guerra en Oriente Medio.
En el caso del papa, León XIV ha evitado pronunciarse de una forma tan abierta como lo hacía Francisco sobre la situación en Gaza, donde la única parroquia católica ha sido bombardeada en más de una ocasión, o el Líbano, donde el Ejército israelí ataca y humilla a las comunidades cristianas del sur del país. Un "silencio nominal" que no se traduce en una falta de interés, remarca el vaticanista chileno Luis Badilla. Para el experto, la actitud del nuevo pontífice tiene que ver con un deseo por dar un lavado de cara a la diplomacia de la Santa Sede, que fue eclipsada por la figura de Francisco durante la anterior etapa.
Un silencio que podría romperse
"El papa tiene que dibujar una línea fina en esta clase de conflictos porque es importante para la práctica política del Vaticano desde el siglo XX", explica Miles Pattenden, de la Universidad de Oxford. En este sentido, el caso de Francisco, que llamaba todos los días al sacerdote de la parroquia de Gaza, fue una desviación de la actitud habitual de la Santa Sede, que busca mantener la neutralidad en este tipo de situaciones. De hecho, el historiador recuerda que Francisco recibió numerosas críticas desde diversos sectores dentro del catolicismo. Tampoco gustó a Israel, que permaneció callado tras la muerte del pontífice.
No puede parecer que toma partido por uno de los bandos en el conflicto, porque entonces las personas que apoyan a la otra parte podrían descartar todo lo que dice
MILES PATTENDEN
Según Pattenden, León XIV trata de evitar una línea tan confrontativa. Aun así, cree que si los ataques contra las comunidades cristianas en el Líbano se intensifican, el papa podría verse interpelado a adoptar una postura más contundente contra Israel. El caso libanés es especialmente sangrante, porque se trata de un país donde alrededor del 40% de la población es cristiana.
Una postura que comparte Badilla, que ve poco probable que el Vaticano no tenga una política precisa respecto al conflicto en el Líbano. Más aún teniendo en cuenta que la estructura constitucional del país da un rol preciso a los cristianos: "Siguen siendo fundamentales".
León XIV no hablaba solo para España
Pese al incremento de la presión sobre los creyentes cristianos en el país árabe, España no era el escenario adecuado para hablar sobre el conflicto en Oriente Medio. A pesar del apoyo del Gobierno y la opinión pública a la causa palestina, y la correspondiente crítica a las acciones de Israel en la región. Aunque un mensaje así podría haber sido bien recibido en nuestro país, en otras partes podría haber resultado más incómodo, como le sucedía a Francisco.
León XIV ha visitado España, pero sabía que sus palabras aquí serían escuchadas en todo el mundo. Así, no ha hablado solo para los españoles, sino para el conjunto de cristianos repartidos por el mundo. Y, aunque su mensaje a favor de la inmigración se haya interpretado como uno dirigido a los políticos nacionales, el papa quería dar una lección a todo aquel que prestase atención. "Quizás en España se ha comentado como una cuestión interna, pero el rechazo a los inmigrantes se produce en todo el mundo", explica Pattenden.
Francisco tenía el problema de llevar cualquier planteamiento, cualquiera proposición a su persona, a su biografía y a su historia personal
LUIS BADILLO
Así, el papa no ha venido a España a hablar de los temas que interesan a los españoles, sino de su agenda como líder espiritual en un nivel general. Y por mucho que le preocupen los cristianos en el Líbano, debe ser muy cauteloso a la hora de abordar el conflicto. "No puede parecer que toma partido por uno de los bandos en el conflicto, porque entonces las personas que apoyan a la otra parte podrían descartar todo lo que dice", resume el historiador de Oxford. Esto pesa más para el santo padre que el hipotético apoyo que hubiesen podido encontrar sus palabras en España.
Un nuevo estilo de diplomacia
Esta actitud comedida de León XIV se enmarca en un esfuerzo por eliminar el personalismo de la figura del papa de la política internacional vaticana. "Francisco tenía el problema de llevar cualquier planteamiento, cualquiera proposición a su persona, a su biografía y a su historia personal", señala Badilla. En este sentido, apunta a que la versión mediática del papa argentino creó la idea de que el pontífice "siempre tiene que hacer escándalos o estar en primera página".
El nuevo papa ha restituido el papel central del personal diplomático de la Santa Sede y a sus embajadores por todo el mundo, que en los últimos años "no venían considerados como correa de transmisión importante para llevar y traer mensajes". Así, el experto vaticano señala que no se trata de que León XIV no quiera hablar sobre Oriente Medio o no le preocupe la situación allí, sino que ha decidido no centrar todo el discurso en el que él opina.
El PSOE empieza a abrir los ojos con Zapatero: "La caída del mito es prácticamente irreversible"
Las percepciones han cambiado. No son, sencillamente, las mismas que las que invadían el PSOE el pasado 19 de mayo —hace menos de un mes, pero una eternidad en política—, cuando de manera sorpresiva el juez de la Audiencia Nacional José Luis Calama imputó por el caso Plus Ultra a José Luis Rodríguez Zapatero por varios delitos, entre ellos tráfico de influencias, blanqueo de capitales, falsedad documental y organización criminal. Entonces cundió la incredulidad, la sensación de que no podía ser verdad, que el expresidente no podía haber actuado así. Su imagen hasta ese momento había quedado inmaculada. Pero ahora, a las puertas de su declaración ante el magistrado —17 y 18 de junio—, que todos en el partido esperan con auténtica ansiedad, la figura de tótem para la izquierda que había atesorado se está empezando a deshacer. Crecen las preguntas y crece la desconfianza, el descreimiento, la decepción. También el convencimiento en algunos de que, pase lo que pase, ya nada será igual, que no será posible mirar a Zapatero con los mismos ojos. Que el mito se ha roto en mil pedazos, de manera "prácticamente irreversible".
Y la razón de ese desengaño que expresan muchos dirigentes, con mucha prudencia, con mucho dolor, está en el nuevo giro de guion de la causa. La tasación de las joyas que fueron encontradas en la caja fuerte de la oficina del expresidente, en el número 35 de la calle de Ferraz. 1.323.915 euros, según el análisis preliminar encargado a la prestigiosa casa de subastas madrileña Ansorena, en colaboración con el Instituto Gemológico Español (IGE). Una cifra muy superior a los 30.000-50.000 euros que calculó el portavoz designado por Zapatero, Luis Arroyo, según había trasladado un experto que nunca identificó. "No son las joyas de Sissi emperatriz, como están diciendo. Hay una valoración, dijo entonces. "Pido perdón en mi propio nombre por haber inducido a error sobre el valor de las joyas del presidente Zapatero", se disculpó Arroyo este viernes en redes sociales.
El valor de las joyas, en el mercado primario, es de 1.323.915 euros, a años luz de los 30.000-50.000€ que anticipó el portavoz de Zapatero, que este viernes se disculpaba por haber "inducido a error"
En el conjunto de alhajas, y según el informe de Ansorena, hay piezas de muchísimo valor, como un collar de oro blanco de 18 quilates, de 82 gramos de peso, "cuajado de diamantes talla brillante" y con esmeraldas naturales con origen Zambia. 278.000 euros. 220.000 cuesta otro collar de oro blanco de 18 quilates con 13 zafiros principales talla perilla de origen Tailandia, también preñado de diamantes. Otras piezas del ajuar tienen escaso o nulo valor. El peritaje está realizado según su valoración en el mercado de reposición, es decir, en el mercado primario, impuestos incluidos, por lo que los "márgenes comerciales de cada establecimiento" pueden ofrecer "algunas diferencias". Es decir, que su precio en una joyería sería seguramente mayor.
Pido perdón en mi propio nombre por haber inducido a error sobre el valor de las joyas del presidente Zapatero.
— Luis Arroyo (@LuisArroyoM) June 12, 2026
Él dará explicaciones ante el juez, también sobre eso. Yo siempre trato de informar con honestidad y veracidad. No concibo la comunicación de otro modo.
Gracias.
Pero el juez dio un paso más que reseñable. Abrió una pieza separada para investigar a Zapatero por otros dos ilícitos: delito fiscal y de contrabando. Precisamente por las joyas, porque su origen "en estos momentos no está justificado". Calama considera que la posesión de bienes de lujo de elevado valor, "unida a la ausencia de trazabilidad fiscal sobre su adquisición, constituye un indicio objetivo y racional de la posible existencia de una defraudación tributaria relevante". Y es así porque la adquisición de joyas de gran valor "genera necesariamente obligaciones fiscales, ya sea en concepto de IVA, impuesto sobre transmisiones patrimoniales, impuesto sobre sucesiones y donaciones e IRPF". La "inexistencia de declaración o pago" de esos tributos permitiría inferir que expresidente ha podido cometer delito fiscal, ya que la cuota defraudada sería superior a los 120.000 euros.
El juez Calama abre pieza separada y atribuye dos ilícitos más a Zapatero: delito fiscal y contrabando, porque pudo saltarse sus obligaciones fiscales e introducir ilegalmente las piezas en España
Y como tampoco hay constancia del pago de derechos arancelarios por la introducción de joyas en España, impuestos especiales o tributos asociados a su importación, Zapatero podría haber incurrido en contrabando. La ausencia de papeles, razona el juez en su auto, "impide descartar" que ese conjunto de joyas de gran valor "hubieran sido introducidas en España al margen de los procedimientos de control aduanero, superando ampliamente el umbral cuantitativo de 150.000 euros previsto" en el ámbito penal.
El juez investiga a Zapatero por presunto delito fiscal y de contrabandohttps://t.co/NeQyRPvZQx pic.twitter.com/NzDAVjJyMQ
— Europa Press TV (@europapress_tv) June 12, 2026
De estas dos últimas acusaciones, y de las que pesan sobre él en el caso Plus Ultra, el expresidente tendrá que defenderse el próximo miércoles, 17 de junio, ante Calama, que ha habilitado una segunda sesión, el jueves 18, por si la comparecencia se alargara. La ansiedad entre los cargos socialistas es máxima. Todos subrayan que están "deseando" que se explique, con la esperanza de que ofrezca argumentos solventes que convenzan al juez.
Escuchar las explicaciones
El Gobierno de Pedro Sánchez y Ferraz continúan mostrando un respaldo sin fisuras al exjefe del Ejecutivo. "Mantenemos el apoyo. No vamos a comentar los detalles de un proceso judicial en marcha", se limitan a manifestar desde la Moncloa. "Yo solo espero que Zapatero lo explique todo. No tengo ni idea de dónde vienen esas joyas —señala un ministro de mucho peso—, ni sé cómo lo justificará. Habrá que escucharle y ver qué explicación da".
Mantenemos el apoyo. No vamos a comentar los detalles de un proceso judicial en marcha", afirma la Moncloa. "Él lo explicará todo, la clave es que hable", apuntalan en la dirección del partido
"Él lo explicará todo. La clave es que hable. Y que lo cuente todo, pero tiene explicación", subrayan convencidos desde el aparato federal del partido. En Ferraz apuntan a que las joyas de mayor valor —12 del total de 80 peritadas— pudieron ser regalos recibidos por Zapatero en su etapa como presidente (2004-2011). Pero chocaría con lo que él mismo aprobó en 2005, el Código de Buen Gobierno de los miembros del Ejecutivo y de los altos cargos de la Administración General del Estado, cuyo artículo tercero indicaba que se debería rechazar "cualquier regalo" que fuera "más allá de los usos habituales, sociales y de cortesía" y que imponía que los obsequios de mayor cuantía se incorporaran al patrimonio del Estado. Esa normativa fue derogada al aprobarse la ley reguladora del ejercicio del alto cargo de 2015, ya con Mariano Rajoy en el poder. Dos años antes, el Ejecutivo del PP sacó adelante con su mayoría absoluta la ley de transparencia, también en vigor, y que, en su artículo 26, impide a los altos cargos aceptar regalos de gran cuantía y prescribe que los presentes de "una mayor relevancia institucional" se agreguen al "patrimonio de la Administración pública correspondiente".
Diana Morant sostiene que en España hay "doble rasero" y que la Justicia "no es igual y no se aplica igual para todos"https://t.co/34il3Cbzwz pic.twitter.com/rrQWbwMv5g
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"Lo importante es la ley", defienden en el cuartel general de los socialistas, deslizando que la obligación de devolver los regalos de mayor valor está en pie desde la ley de transparencia de 2013, posterior a la salida de Zapatero del Ejecutivo, porque hasta entonces solo operaba un Código de Buen Gobierno, sin fuerza de ley. "Además, puedes desconocer el valor de un regalo. Y en todo caso, el valor de aquellos años no es es el de ahora. Y, de todas formas, lo importante es que se explique", insisten en Ferraz. Pero para que el juez crea que se trata de regalos de su etapa en la Moncloa, y que por tanto los supuestos delitos hubieran prescrito, el exmandatario tendría que poder acreditarlo documentalmente.
En Ferraz enfatizan que "lo importante es la ley" que regula los regalos institucionales, posterior a la salida del poder del expresidente. La ministra Morant habla de "doble rasero" de la Justicia
Este viernes dominó, no obstante, el silencio en público de buena parte del Ejecutivo. La que trasladó la versión oficial fue la ministra de Ciencia, Diana Morant, quien remachó que mantiene su "apoyo y confianza" hacia el expresidente. La también líder de los socialistas valencianos continuó con la tesis de la conspiración judicial, agitada por los ministros Óscar Puente y Óscar López, con el respaldo de la Moncloa, cuando estalló el caso Leire: "Hay un doble rasero y la Justicia no es igual para todos y no se aplica igual para todos".
Dudas crecientes entre la dirigencia
Los llamamientos del Ejecutivo y de Ferraz no acaban de tranquilizar a buena parte de los cuadros del partido. Muchos prefieren refugiarse en un elocuente silencio. Pero otros no dudan en mostrar su recelo. Sus dudas. "Esto hace un daño enorme, aunque vamos a ver qué explicaciones da la próxima semana", indica un secretario de Organización de una federación muy relevante. Y es que es el principal temor, la onda expansiva de este caso, dado que Zapatero se había convertido, en los últimos años, en una figura icónica para su partido y para la izquierda, sobre todo a partir de las generales de 2023 en las que influyó decisivamente en el ánimo de cuadros y bases para que saliesen a disputar unas elecciones que se daban por perdidas.
Hay dudas y desazón. Pero al margen de cómo acabe el proceso, yo ya tengo asumido que Zapatero a nivel político ha acabado, y eso es un palo para el partido muy grande", asegura un mando regional
—Yo la verdad es que estoy bastante preocupado —confiesa un alto mando de otro territorio—. Tampoco he entendido muy bien el papel de Arroyo, que dio una cuantía de las joyas muy alejada de la tasación. A ver cómo va la declaración de la semana que viene, pero pinta jodido. Veo bastante difícil que pueda satisfacer a quienes queremos que esto sea una pesadilla que se pueda aclarar. Solo espero que estos días le hayan servido para prepararse bien la defensa, pero solución yo creo muy complicado que vayamos a tener. Hay dudas y desazón. Pero independientemente de cómo acabe el proceso, yo ya tengo asumido que Zapatero a nivel político ha acabado, y eso es un palo para el partido muy grande. Era un dirigente que transmitía a nivel moral y personal una imagen que es la antítesis de esto que estamos viendo. Y es que te lo creías. Incluso gente de derechas que le podía odiar a nivel político, a nivel personal le tenía cierta simpatía por ser un tipo íntegro.
Ese sentimiento de decepción y de rabia por el daño reputacional estaba en las últimas horas muy presente en dirigentes del PSOE. Lo sintetiza un responsable con muchos años a su espalda de militancia y con hilo directo con la cúpula del Ejecutivo. Y él, como otros compañeros, coincide con que el problema se le presenta a Zapatero con esta pieza separada sobre las joyas.
Porque la principal, la del caso Plus Ultra, "está todavía cogida con alfileres", ya que "no hay pruebas directas" que incriminen al expresidente y las evidencias con más fuste proceden del contenido del móvil intervenido a Rodolfo Reyes, quien fuera presidente de la compañía aérea. El juez pidió autorización a EEUU, que había interceptado el teléfono del empresario, para poder utilizar ese volcado en la causa. La defensa de Zapatero reclamaba esta semana que se esclareciesen las circunstancias en las que la agencia americana Homeland Security Investigations (HSI) accedió en 2021 a las comunicaciones de Reyes, que fueron aportadas a la UDEF de la Policía Nacional el pasado marzo, cinco años después. "Esa prueba podía ser endeble, pero esta, si se confirma el valor y no se logra acreditar la situación fiscal de las joyas, es letal. Me temo que la caída del mito es prácticamente irreversible. ¡Qué tristeza!", apunta este citado responsable.
Para un secretario provincial, "cada día que pasa, el crédito del expresidente está más que agotado. Es una situación muy difícil para el PSOE. Estamos deseando escucharle cuanto antes"
Más dirigentes expresan ese mismo dolor. "Es que está claro que Zapatero es ya irrecuperable", indica una portavoz autonómica. "Es que, aunque espero que todo sea legal y lo pueda demostrar, sí parece que es un lobista más. Yo creo que con el sueldo de expresidente podría haber vivido más que bien. Ese era el ejemplo, pero parece que el dinero nunca es suficiente. No predico que ser de izquierdas sea ser pobre, ni vivir con estrecheces. Al contrario, que todos vivamos y disfrutemos. Pero esta ambición y encima dando lecciones es intolerable", comparte una integrante de una ejecutiva regional. "Si esto se confirma, lamentablemente es así que le habremos perdido —tercia un barón provincial—. Cada día que pasa, su crédito está más que agotado. Es una situación muy difícil para el PSOE. Estamos deseando escuchar cuanto antes a Zapatero".
La apertura de una pieza por las joyas venía a añadir incomodidad a un asunto de entrada muy molesto para los socialistas. Y llegaba en un momento de máxima alerta, de máxima debilidad por la derivada infinita del caso Leire. "Otra noticia más —constata con pesar un responsable de un aparato autonómico. Intentamos sacar la cabeza, pero... En fin, la gente está esperando a que dé las explicaciones ante el juez. A ver si es que tienen explicación". En el fondo, en el partido quieren creer que Zapatero dispondrá de un arsenal que le permita desmontar las acusaciones que pesan sobre él. "Es como cuando te cuentan algo muy malo de alguien al que quieres mucho mucho, muchísimo, como tu padre o tu hermano, y tú no lo has visto", ilustra una exalcaldesa.
El referente casi perdido
Y es que el expresidente era hasta ahora un referente total y una autoridad moral y ética para el partido. "Un icono al que sacabas como un santo en procesión —conviene un cargo local—. Un presidente que amplió derechos y que era un faro para mucha gente, y una persona leal al partido. Zapatero incorporaba a una parte del partido que no votó a Sánchez en las primarias de 2017. Y, tras aquel desgarro de una guerra civil como la que hubo en aquel año en el partido, Zapatero ayudaba a la cohesión interna. Por eso el impacto es gordo y todo es tan jodido". Y todo podría agravarse si Calama adoptara algún tipo de medida cautelar contra él, aunque por ahora en el partido no se sitúan en la hipótesis de que pueda ser enviado a prisión provisional.
Los dirigentes relatan el "impacto" de la caída en desgracia de un Zapatero que era hasta ahora referente de todo el partido, un icono que destacaba por su "austeridad" y comportamiento "íntegro"
Una exministra que trabajó con el expresidente también resalta su "austeridad", su figura de político "muy familiar, muy apasionado con su responsabilidad política, muy rompedor". Una imagen que ahora comienza a venirse abajo, para horror de su partido. "Es que se me parte el alma. Es todo una pesadilla", continúa esta exintegrante de su Ejecutivo.
—El mito se cae desde el momento en que hay duda. Y duda la hay. Si encima no se dice la verdad, como ha ocurrido con la valoración de las joyas, peor —expresa una baronesa provincial.
La tasación encargada por el juez estima en 1,3 millones de euros las joyas intervenidas a Zapatero https://t.co/0injGXUl37 pic.twitter.com/57V0EN8osz
— Europa Press TV (@europapress_tv) June 11, 2026
—Es lo peor que le puede pasar a Zapatero: la gente piensa que les ha engañado y ha jugado con sus sentimientos —apuntala una responsable que ha tratado mucho estos años al expresidente y que formó parte de su cúpula.
—El mito se cae para quien lo creyera como tal —indica con bastante más distancia una dirigente territorial muy conocida por el conjunto del PSOE—. Hace ya semanas que pasamos el shock.
Como expresa un miembro de la cúpula federal, "no deja de ser paradójico" que Zapatero no se quedase en el Consejo de Estado, cuando él cambió la ley para que los expresidentes recalaran allí
La desconfianza también alcanza a algunos miembros de la cúpula federal. Uno de ellos apunta que "no deja de ser paradójico" que habiendo Zapatero cambiado la ley para que los expresidentes pudieran incorporarse al Consejo de Estado tras dejar el cargo, "él no se incorporase". El exlíder socialista pasó por el máximo órgano consultivo del Gobierno solo tres años, entre 2012 y 2015, para pasar después a la actividad privada.
"Hay jueces que prevarican"
No obstante, muchos cuadros piden cautela, no juzgar por anticipado. Esperar. "Dentro hay incredulidad y estupor. Pero no se debe emitir juicio hasta escuchar sus explicaciones. Un poco de paciencia. Yo, que le conozco, no tiro la toalla aún. No estoy dispuesto todavía a bajar el pulgar. Es verdad que a nuestra gente, que es muy ciclotímica, los escándalos relacionados con la honestidad les desmoralizan mucho", señala un dirigente con mucha trayectoria a su espalda y muy respetado en el partido. Pero él mismo advierte de que, llegado el caso, el partido "ha de ser fiel a sus ideas por encima de las personas".
Varios responsables piden prudencia, esperar a la comparecencia de la semana próxima, y algunos aluden a las "dos velocidades" de la Justicia, muy rápidos con ellos y muy lentos con el PP
En la ejecutiva federal recuerdan que las bases están "en apretar filas", en no rendirse. Y en los territorios también hay dirigentes que ven la apertura de una pieza separada por presunto delito fiscal y contrabando como una continuación del "acoso", de una estrategia para tumbar a Sánchez, "cuando el Gobierno no tiene nada que ver con una tasación de unas joyas". E insisten en ese "doble rasero" de la Justicia del que hablaba este viernes Morant. Para algunos socialistas, como expone un jefe de un aparato autonómico, es flagrante que el juez que instruye la causa por presunta corrupción en los negocios de Alberto González Amador, novio de Isabel Díaz Ayuso, haya tardado seis meses en autorizar a la UCO de la Guardia Civil para que investigue los movimientos de varias cuentas bancarias. Como tampoco se explican que las pesquisas contra el exministro de Hacienda Cristóbal Montoro sigan dilatándose después de años. "Lo nuestro, en cambio, va a la velocidad de la luz. Todo huele tanto a cloaca que ya... Está claro que hay dos velocidades. Cada partido tiene sus papeletas, pero unas van a un ritmo y otras a otro", sostiene este responsable de Organización regional.
Para que se entienda:
— Oscar López Agueda (@oscarlopeztwit) June 10, 2026
Hay jueces que prevarican. Y si no son ellos, son alguien de su entorno.
Felicidades Álvaro García Ortiz y al resto de galardonados por los Premios @publico_es pic.twitter.com/0m01aGd22q
Palabras que caminan en la línea de lo manifestado el pasado miércoles por el titular de Transformación Digital, Óscar López: "Hay jueces que prevarican". Sin ambages. Sugiere una idea próxima otra ministra: "Creo que estamos validando investigaciones prospectivas y el proceso penal tiene que tener una finalidad concreta, no investigar a ver qué sale. Eso coloca al investigado en una posición de indefensión contraria a sus derechos y pervierte el proceso penal, aparte de vulnerar la presunción de inocencia. Estos casos generales son muy cuestionables". "Yo aguardaría, vamos a ver todo", reclama un presidente autonómico.
Estamos validando investigaciones prospectivas y el proceso penal tiene que tener un fin concreto, no investigar a ver qué sale. Eso coloca al investigado en una posición de indefensión", dice una ministra
Sí, el PSOE es un partido ahora mismo a la espera. Expectante ante lo que Zapatero pueda esgrimir ante el juez a partir del próximo miércoles. Deseoso de escucharle, de comprender sus explicaciones, de que se acabe la "pesadilla". Pero poco a poco el partido ha ido perdiendo la venda. Y la incredulidad total ha mutado en un mayor recelo, en una cierta irritación y desconfianza. En la convicción de que su mayor referente ético, el que les unía a todos, ha descendido a unos infiernos de los que difícilmente ya podrá escapar indemne.
La UE acuerda reformar los derechos de los pasajeros con indemnizaciones de hasta 600 euros y cambios en el equipaje de mano
La Unión Europea ha cerrado un acuerdo político sobre la reforma de los derechos de pasajeros tras una década de bloqueo, según la cual se mantendrán los umbrales y tiempos que dan derecho a reclamar una compensación por retraso de un vuelo (entre 250 y 600 euros) y se impide a las aerolíneas cobrar a las familias o personas dependientes un sobrecoste por garantizar asientos juntos, si bien renuncia a proteger el derecho a embarcar con equipaje de mano sin pagar por ello.
Los negociadores del Consejo (gobiernos) y del Parlamento Europeo han consensuado un texto común que detalla la reforma y que este mismo viernes ha recibido luz verde en el comité de conciliación que representa a los Veintisiete, primer paso para cumplir el proceso formal que confirme el entendimiento. El apoyo de los Veintisiete ha salido adelante pese al voto en contra de España y Letonia y las abstenciones de Finlandia y Austria, según han indicado a Europa Press fuentes oficiales.
El lunes por la tarde será el turno del comité de conciliación del Parlamento Europeo, que deberá someterlo a votación y podría tumbarlo, aunque distintas fuentes europeas y parlamentarias consideran que el documento es sólido puesto que ha sido redactado entre los equipos de los dos colegisladores, según Europa Press.
De hecho, uno de los eurodiputados negociadores y excomisario, Virginijus Sinkevicius, ha celebrado ya en redes sociales el visto bueno de los Veintisiete y confiado en que el lunes será aprobado.
"Ningún acuerdo es nunca perfecto, pero el acuerdo de los embajadores demuestra por qué el Parlamento peleó tanto: Derechos de los pasajeros más claros, asientos libres para las familias, más protección para las personas con discapacidad, bonos (de compensación) más justos y una mejor protección sobre los billetes de vuelta", ha resumido el eurodiputado de Los Verdes europeos.
Entre las claves de la reforma figura conservar los umbrales de compensación por cancelación de vuelos que los Veintisiete intentaron relajar y la garantía de que a partir de tres horas de retraso el pasajero tendrá derecho a reclamar.
Así las cosas, la reforma --que entrará en vigor doce meses después de que concluya su adopción-- establece una compensación de 250 euros para todos los vuelos retrasados en rutas de hasta 1.500 kilómetros, de 400 euros para los vuelos intraUE o de entre 1.500 y 3.500 kilómetros y de 600 euros para el resto de rutas.
También queda claro que los pasajeros podrán embarcar sin sobrecoste alguno con un bulto de mano que quepa bajo el asiento en el avión, pero renuncian a proteger el derecho a subir también sin pagar por ello con una maleta de mano en cabina, tal y como avala una sentencia del Tribunal de Justicia de la UE (TJUE).
A cambio, el acuerdo establece la obligación de que el precio que se ofrezca al usuario incluya por defecto el coste de embarcar en cabina con una maleta de mano, en aras de la "transparencia", y quedará la opción para el viajero que viaje sin ella de optar a un descuento en el momento de la compra.
Pakistán asegura que Irán y EEUU han alcanzado un acuerdo de paz
Fumata gris. Blanca, según Pakistán, pero pendiente de confirmación. El primer ministro de Pakistán, Shehbaz Sharif, ha anunciado este viernes que se ha alcanzado un "texto definitivo y consensuado" para un acuerdo de paz entre Irán y EEUU. Pakistán actúa como mediador entre Washington y Teherán.
"Podemos confirmar que se ha alcanzado un texto definitivo y consensuado del acuerdo de paz y que Pakistán está colaborando estrechamente con ambas partes para concretar los próximos pasos", ha escrito el primer ministro Sharif en su cuenta de X.
Estados Unidos e Israel atacaron posiciones iraníes el pasado 28 de febrero con la intención de propiciar un cambio de régimen y forzar que Irán renunciara a su carrera nuclear. Acordaron una tregua el 7 de febrero, que ha corrido serio peligro en varias ocasiones. Esta misma semana iraníes y estadounidenses cruzaron ataques. Trump llegó a amenazar con tomar la isla de Jarg, clave en la economía iraní. Finalmente, las conversaciones siguieron adelante hasta llegar a un acuerdo.
El anuncio llegó poco más de una hora después de que el ministro de Exteriores de Irán, Abás Araqchí, asegurara, también en X, que un "memorando de entendimiento" con Estados Unidos estaba cerca.
Este mismo viernes, el vicepresidente de Estados Unidos, JD Vance, ha asegurado que la firma de un acuerdo de paz podría celebrarse este fin de semana en Europa. Vance ha añadido que los términos de lo que Irán define como memorando de entendimiento tienen "el potencial de transformar la región y conducir a una paz duradera".
"Muy cerca de la meta"
"Estamos muy cerca de la meta, pero aún no hemos llegado", ha dicho un funcionario estadounidense de alto rango a Reuters. Los términos del memorando de entendimiento (MOU) cumplirían los objetivos fundamentales de Donald Trump y su administración. Incluyen: la reapertura del estrecho de Ormuz y el levantamiento del bloqueo estadounidense sobre los puertos iraníes; el desmantelamiento del programa nuclear de Irán y la destrucción de su uranio altamente enriquecido, que posteriormente sería extraído del país; el alivio de algunas presiones económicas, incluyendo el desbloqueo de activos y el levantamiento de algunas sanciones que pesan sobre Irán.
"A los iraníes se les recompensa económicamente por cumplir con sus obligaciones en virtud del acuerdo. Así que, si entregan el material nuclear tal y como prometieron, obtendrán algo. Si desmantelan su programa nuclear o sus instalaciones nucleares, obtendrán algo más", ha apuntado esta fuente.
Un portavoz del Ministerio iraní de Exteriores ha declarado que están "en la fase final de revisión del memorándum". Las instituciones al mando en Irán se han reunido a estudiarlo.
Pakistán da por hecho que las dos partes van a secundar lo negociado previamente. Pero habrá aún tensión dramática. Como en un thriller.
EEUU prevé retirar un tercio de sus aviones de combate y buques de guerra de Europa
Estados Unidos tiene previsto reducir de forma significativa el número de aviones y buques de guerra que pone a disposición de las operaciones de la OTAN en Europa, según un documento que ya conocen los aliados y al que ha tenido acceso parcialmente The New York Times. Este paso confirmaría que Washington está decidido a dejar de proteger a los europeos como lo ha hecho desde hace 80 años.
Si finalmente se ejecuta, la capacidad de la OTAN para lanzar ataques de largo alcance y llevar a cabo operaciones de vigilancia quedaría seriamente afectada. El plan incluye: reducir el número de aviones de combate F-16 y F-15E en un tercio, de unos 150 a un centenar. También quedarían solo 15 aviones de reconocimiento marítimo en lugar de los 26 actuales.
Asimismo se eliminarán los ocho aviones cisterna de reabastecimiento aéreo que antes estaban disponibles para Europa. Y se reasignará un submarino lanzamisiles y un portaaviones, junto con varios buques de guerra y decenas de aviones que participan en las misiones del portaaviones.
El Pentágono se ha limitado a confirmar que su intención es reducir sus sus compromisos en Europa. Tampoco ha dado indicaciones sobre las fechas en que se llevará a cabo este repliegue.
Más indefensos frente a Rusia
La relación entre los aliados cambiará sustancialmente, ya que de facto este paso supone que EEUU renuncia a dar cobertura a los europeos de cara a la amenaza rusa. Una retirada repentina de las fuerzas estadounidenses afectaría a la capacidad de la OTAN para vigilar el tráfico submarino ruso o lanzar misiles Tomahawk de largo alcance hacia el interior del territorio ruso. La capacidad disuasoria de los europeos quedaría mermada. Los rusos temen que los americanos los usen, pero ven a los europeos más reticentes.
Este plan tiene mucho que ver con la obsesión de Trump con la OTAN. Para el actual presidente de Estados Unidos se trata de un club que le sale muy caro a Estados Unidos. Olvida que la OTAN es la alianza militar con mayor éxito en el mundo. A EEUU le interesó ser el proveedor de seguridad. A cambio conseguía una punta de lanza en Europa. Pero eran tiempos en que los presidentes de EEUU sabían que no podían fiarse del imperio soviético y de su sucesor, la Federación Rusa. Ahora Trump minusvalora la amenaza rusa por la confianza que le inspira Putin. O por razones ocultas no probadas.
Desde su primer mandato, Trump ha instado repetidamente a Europa a hacer mucho más por defenderse sin el apoyo estadounidense. En alguna ocasión ha amenazado con retirar a EEUU de la Alianza Atlántica, algo que no podría hacer por sí solo. El anuncio de que los aliados habían acordado aumenta el presupuesto en defensa al 5% en la próxima década le tranquilizó en principio, pero está visto que no lo ve suficiente.
El 'amigo americano' se distancia
En fechas recientes, la Administración de EEUU ha anunciado la retirada de tropas de Alemania. Trump lo quiso vestir en el contexto de las críticas del canciller alemán, Friedrich Merz, a los ataques contra Irán, que han hecho que la economía global se tambalee. Sin embargo, luego no se ha ejecutado. Luego el Pentágono dijo que se suspendería la próxima rotación de tropas en Polonia. Pero el presidente polaco, Karol Nawrocki, es aliado de Trump así que tampoco se llevará a cabo. Hasta ahora los anuncios se han evaporado, como tantos de los que hace Trump.
En todo caso, las tropas estadounidenses en Europa seguirán constituyendo una de las mayores fuerzas de la OTAN en el continente. Los efectos de la reducción también se suavizarán por el hecho de que los líderes europeos, al ver la necesidad de depender menos del apoyo estadounidense, ya estaban en proceso de rearmar sus países. Es el gran desafío al que se enfrentan ahora.
Lo que cada vez tienen más claro los aliados es que no pueden confiar en que el amigo americano se siente obligado por el artículo 5, como ocurría hasta ahora. En la próxima cumbre de la OTAN en Ankara, 7 y 8 de julio, se verá cómo se va tejiendo la nueva relación entre Estados Unidos y sus aliados europeos. El Kremlin tendrá la mirada allí puesta esos días.
La justicia europea dictará sentencia sobre la amnistía el 16 de julio
El Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE) dictará el 16 de julio la sentencia sobre la ley de amnistía para determinar si los gastos del procés pusieron en riesgo los intereses financieros de la UE y si el olvido de los delitos de terrorismo es conforme a las normas comunitarias.
El servicio de prensa del tribunal informó este viernes de que la corte con sede en Luxemburgo resolverá las cuestiones prejudiciales que le han planteado el Tribunal de Cuentas y la Audiencia Nacional sobre la responsabilidad contable de los expresidentes catalanes Carles Puigdemont y Artur Mas, entre otros; y la acusación de terrorismo a doce miembros de los Comités de Defensa de la República (CDR), respectivamente.
Pero la sentencia también marcará el camino al Tribunal Constitucional, que debe resolver el recurso de amparo que ha presentado Puigdemont contra la decisión del Tribunal Supremo de no amnistiar el delito de malversación, en un fallo que puede ser fundamental para su regreso a España, según EFE.
El pronunciamiento del TJUE viene precedido de la opinión que el abogado general Dean Spielmann publicó el pasado 13 de noviembre avalando los principales puntos de la ley de amnistía, al considerar que no perjudica a las finanzas europeas y que responde al interés general.
Spielmann refutó la interpretación del Tribunal de Cuentas -que comparte el Tribunal Supremo al no amnistiar la malversación- de que la secesión de Cataluña hubiese reducido la Renta Nacional Bruta de España y, en consecuencia, su aportación al presupuesto comunitario.
Siguiendo este criterio, señaló el abogado general, se tendría que haber considerado que la retirada del Reino Unido de la Unión Europea en 2020 fue ilegal porque también afectó al presupuesto comunitario.
Y añadió además que no se puede establecer "un vínculo de conexión directa" entre los gastos del procés y las cuentas de la UE, en parte porque el Tribunal de Cuentas no aportó "ningún elemento que indique que se utilizaran fondos procedentes del presupuesto de la Unión" para promover la independencia de Cataluña.
En contra de lo que cree la Comisión Europea, el abogado general negó también que la ley del olvido sea una "autoamnistía" porque no busca "proteger a un régimen político o a sus representantes frente a posibles actuaciones judiciales", sino "dar respuesta a una situación excepcional con un objetivo declarado de normalización institucional y reconciliación".
El abogado general tampoco vio ninguna incompatibilidad entre la directiva europea de lucha contra el terrorismo y la ley de amnistía porque "conlleva meramente una desactivación parcial y temporal de sus efectos, al extinguir la responsabilidad penal por ciertos hechos determinados, limitados en el tiempo y por su naturaleza".
Según el letrado, la amnistía "cumple los estándares jurisprudenciales establecidos por el Tribunal Europeo de Derechos Humanos" y no incluye entre los delitos perdonados aquellos que supongan violaciones graves de derechos humanos, principalmente las infracciones de los derechos a la vida y a la integridad física, que excluye explícitamente.
No obstante, pese a avalar los principales aspectos de la amnistía, el abogado general cuestionó algunos de sus aspectos procedimentales, principalmente los dos meses de plazo que la ley da a los jueces para que decidan si deben aplicarla, porque "podrían ser incompatibles" con el derecho a la tutela judicial efectiva.
Sus conclusiones no son vinculantes, aunque estadísticamente suelen coincidir con las sentencias que acaba dictando el TJUE.