Imigração: Espanha “enviou mau sinal”. Teme-se impacto noutros países europeus

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) manifesta a sua profunda preocupação face ao incumprimento generalizado do prazo de transposição da Diretiva Europeia da Transparência Salarial1 por parte da maioria dos Estados-Membros da União Europeia, Portugal incluído, que era o passado dia 7 de junho.
Apesar dos compromissos políticos assumidos em matéria de igualdade entre mulheres e homens, a realidade demonstra um persistente desfasamento entre o discurso e a ação. A ausência de transposição atempada desta Diretiva atrasa a concretização de um instrumento essencial para o combate às desigualdades salariais e para a promoção de um mercado de trabalho mais justo, transparente e equilibrado.
A desigualdade salarial entre mulheres e homens continua a ser uma realidade estrutural em Portugal e em toda a União Europeia, com impactos diretos na autonomia económica das mulheres, nas suas condições de vida e no valor das suas pensões futuras. A transparência salarial constitui uma ferramenta fundamental para tornar visíveis discriminações frequentemente ocultas e para assegurar a aplicação efetiva do princípio de salário igual para trabalho igual ou de igual valor.
A Plataforma sublinha que a igualdade salarial não é uma questão opcional ou meramente técnica, mas sim um direito fundamental e um pilar essencial das sociedades democráticas. O atraso na transposição desta Diretiva compromete não apenas os direitos das mulheres, mas também a credibilidade dos compromissos em matéria de igualdade.
Neste contexto, a PpDM apela ao Governo português e às instituições competentes para que procedam, com urgência, à transposição completa, rigorosa e ambiciosa da Diretiva da Transparência Salarial, garantindo a sua efetiva aplicação na prática e não apenas no plano formal.
A igualdade entre mulheres e homens exige vontade política, medidas concretas e fiscalização eficaz. As mulheres não podem continuar a esperar por direitos que já deviam estar garantidos.
“Enquanto a igualdade salarial continuar a depender da boa vontade política e não de mecanismos obrigatórios de transparência e fiscalização, as mulheres continuarão a perder rendimento, autonomia e futuro. Em Portugal e na Europa, já não faltam diagnósticos – falta ação”, afirma a presidente da PpDM, Paula Barros.
A Secretária-Geral da PpDM, Ana Sofia Fernandes acrescenta que “a cada ano de atraso na transposição desta Diretiva, perpetuam-se desigualdades que se acumulam em salários mais baixos, carreiras interrompidas e pensões mais reduzidas. A igualdade não pode continuar a ser adiada no tempo de vida das mulheres.”
1 DIRETIVA (UE) 2023/970 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, de 10 de maio de 2023, para reforçar a aplicação do princípio da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual entre homens e mulheres através de transparência remuneratória e mecanismos que garantam a sua aplicação disponível clicando aqui.
Ponto de situação da transposição nos países da UE disponível clicando aqui.

A Onda Azul - apelido da seleção de Curaçao - terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.
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Our first session in Boca Raton is underway and we brought the vibes to Florida!#TheBlueWave #Curaçao pic.twitter.com/XtP1IzkODS — Curaçao National Football Team (@TheBlueWaveFFK) June 9, 2026
A ilha caribenha de menos de 200 mil habitantes faz sua primeira participação em uma uma Copa do Mundo e os jogadores aproveitam cada segundo. Na próxima segunda-feira (14), a Onda Azul - - apelido da seleção de Curaçao - estreia contra a Alemanha, que chega renovação para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.
Formado por um time com a marca da diáspora, com uma maioria de jogadores nascidos na Holanda — integrantes do Reino dos Países Baixos — Curaçao dificilmente passará para a fase seguinte da Copa. O time caiu no Grupo E, que, além de Alemanha, tem Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição e participações em Mundiais.
O Reino dos Países Baixos é formado por Aruba, Curaçao, São Martinho e Países Baixos (conhecido como Holanda no continente europeu). Por ser um território autônomo é permitido pela Fifa que a ilha caribenha, localizada um pouco acima da Venezuela, possa ter seleção própria, mesmo sem o reconhecimento como Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
An island dream! Curaçao qualify for their first-ever #FIFAWorldCup. 🇨🇼🤩#WeAre26 pic.twitter.com/QXsBTbNjzh
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Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.
Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.
Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

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