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Eleições no Peru: Sanchéz supera Fujimori com 93,9% das urnas apuradas

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Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko. 

O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru. 

Notícias relacionadas:

O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que o resultado segue incerto porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana do país, onde Sánchez é favorito. 

“Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse. 

Disputa geopolítica 

Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. Isso porque, a vitória de Keiko representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, 

“Inclusive, ela já se colocou à disposição dos EUA para fortalecer as políticas de combate aos crimes transnacionais e classificar os grupos peruanos como grupos terroristas. O Peru passa por essas disputas geopolíticas em torno dos seus recursos, pleiteados pelos EUA, e como um país do Pacífico que cada vez mais se conectou com investimentos chineses”, avaliou Menon. 

Keiko vs Sanchéz 

Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país. 

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021. 

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país. 

Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais. 

Moderação do discurso 

Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio. 

Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista. 

Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais. 

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Eleições no Peru: Sanchéz supera Fujimori com 93,9% das urnas apuradas

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Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko. 

O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru. 

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O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que o resultado segue incerto porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana do país, onde Sánchez é favorito. 

“Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse. 

Disputa geopolítica 

Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. Isso porque, a vitória de Keiko representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, 

“Inclusive, ela já se colocou à disposição dos EUA para fortalecer as políticas de combate aos crimes transnacionais e classificar os grupos peruanos como grupos terroristas. O Peru passa por essas disputas geopolíticas em torno dos seus recursos, pleiteados pelos EUA, e como um país do Pacífico que cada vez mais se conectou com investimentos chineses”, avaliou Menon. 

Keiko vs Sanchéz 

Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país. 

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021. 

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país. 

Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais. 

Moderação do discurso 

Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio. 

Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista. 

Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais. 

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Papa Leão 14 cobra justiça para vítimas de abusos e reforça proteção

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero representam uma praga para a Igreja Católica e cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A declaração foi feita durante encontro com bispos da Espanha, onde o sumo pontífice faz visita oficial. E em um contexto de críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o problema da forma adequada. “Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, afirmou o papa.

Leão 14 pediu que toda pessoa prejudicada encontre na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O papa também defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e com a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis.

Resposta aos escândalos de abusos

Trata-se da referência mais direta feita pelo sumo pontífice ao escândalo dos abusos clericais durante sua viagem à Espanha, país onde as denúncias de violência sexual praticada por religiosos prejudicaram a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, de acordo com analistas. “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, disse o papa.

O Vaticano informou que Leão 14 se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, mas não divulgou detalhes do encontro. Segundo a imprensa espanhola, a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri.

A decisão motivou críticas de associações de ativistas, que afirmam não terem sido convidadas. Integrantes desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano para denunciar o que consideram falta de transparência.

Ativistas cobraram também ações concretas, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

Relatório aponta dimensão do problema

A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940.

Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram, em março deste ano, um acordo para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Crise global e desafios migratórios

Além da questão dos abusos, Leão 14 aproveitou a visita para apresentar uma mensagem política ao Congresso. Falando em espanhol diante dos parlamentares, o papa afirmou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades.

“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, disse ele.

O papa também falou sobre migração. Segundo Leão 14, nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios migratórios. Ele defendeu uma resposta internacional coordenada, com base em acolhimento, proteção e integração.

Segundo ele, a incapacidade da comunidade internacional de lidar adequadamente com o fenômeno migratório coloca em risco os fundamentos éticos da ordem global. O papa também pediu que os governos combatam as causas que levam milhões de pessoas a deixar seus países, como guerras, pobreza e mudanças climáticas.

O tema tem especial relevância na Espanha, cuja rota das Ilhas Canárias se tornou uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa. Mais de 3 mil pessoas morreram em 2025 tentando alcançar o arquipélago em embarcações precárias, segundo organizações humanitárias.

Defesa da vida e agenda da viagem

E em um momento em que o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discute a possibilidade de incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola, Leão 14 reafirmou a posição tradicional da Igreja Católica sobre a defesa da vida desde a concepção.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, afirmou. Na Espanha, a eutanásia é permitida.

Ao longo da semana, o papa ainda visitará a cidade de Barcelona para abençoar uma nova torre da Basílica da Sagrada Família e seguirá para as Ilhas Canárias, onde encerrará a viagem. (FOLHAPRESS)

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El Gobierno aplaude el discurso del Papa por estar "alineado" con sus posiciones sobre paz, multilateralismo e inmigración

(I-D) El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez; la presidenta del Congreso, Francina Armengol, y el Papa León XIV, durante la visita del Pontífice al Congreso de los Diputados, a 8 de junio de 2026, en Madrid (España). León XIV es el primer papa que pronuncia un discurso como jefe del Estado Vaticano ante diputados y senadores, en el marco de su viaje oficial a España. Carlos Luján / Europa Press 08/6/2026

El Ejecutivo de Pedro Sánchez se siente reflejado en las palabras del Papa. Al menos, en algunas de ellas. Porque para el Gobierno la clave de su histórico discurso de este lunes ante la Cortes Generales reside en el enfoque del Pontífice acerca de los grandes temas de debate que orbitan el mundo: la defensa de la inmigración y la paz y por otro lado el respeto a la "dignidad" humana. Resta así importancia a que, ante la sede de la soberanía nacional, León XIV también aludiera al aborto y a la eutanasia, conforme a la doctrina de la Iglesia.

Sánchez recibió al Papa junto a los Reyes el pasado sábado en el aeropuerto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, a su llegada a Madrid, y también estuvo en el Palacio Real en su primer acto en España, en su discurso ante el Rey. Y este lunes acudió a la Nunciatura Apostólica a primera hora. Ambos volvían a reunirse a solas por segunda vez en apenas semana y media, puesto que el 27 de mayo el jefe del Ejecutivo fue recibido en audiencia en el Vaticano. Ambos se reunieron en esta ocasión por unos 30 minutos, y el presidente compartió con él el "éxito y la trascendencia" de la visita apostólica, que está "recibiendo una extraordinaria respuesta por parte de la sociedad española", según indicaban fuentes de la Moncloa. El viaje del Papa, agregaron, "consolida la relación bilateral y permite avanzar en dos prioridades que ambas partes comparten: la cooperación en materia migratoria y el compromiso con la paz y la estabilidad internacional".

Fueron esos dos puntos en los que hizo hincapié el ministro de la Presidencia, Justicia y Relaciones con las Cortes, Félix Bolaños, tras la intervención del Pontífice ante las Cortes Generales. Un discurso "muy claro" y "muy valiente" que "interpela" a todos, "tanto en el Gobierno como en el Parlamento": "Su apuesta por la paz, por el multilateralismo, por la dignidad de las personas, también de las personas migrantes, cómo hay acogerlas en los países ricos, cuando ellos vienen de países donde no pueden prácticamente ni comer, ni vivir y buscan un futuro mejor".

Bolaños destaca el discurso "muy claro" y "muy valiente" del Pontífice, que "interpela" a Gobierno y Parlamento: "Su apuesta por la paz, por el multilateralismo, por la dignidad de las personas"

León XIV dedicó buena parte de su alocución al drama migratorio, uno de los ejes de su visita apostólica a España, que está recorriendo varios de sus actos y que alcanzará su cénit en su parada, este jueves y viernes, en Canarias. "La situación de los migrantes y refugiados exige una respuesta que mire a las personas, afronte las causas que las obligan a partir y vaya más allá de la mera gestión de flujos", clamó. También reivindicó la paz como una "aspiración política" y una "verdadera exigencia moral", y criticó el rearme en diversos lugares del mundo, también en Europa. "La verdadera seguridad, en cambio, nace de la justicia, del diálogo paciente, del respeto al derecho internacional y de una política capaz de poner la vida de los pueblos por encima de los intereses que se benefician de la guerra", sostuvo.

Ha sido un honor mantener este nuevo encuentro con el Papa León XIV antes de su intervención histórica ante las Cortes.

Compartimos el compromiso de defender el valor de las migraciones y los derechos de todas las personas.

España seguirá apostando por el diálogo, el… pic.twitter.com/tqoi1onLMH

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) June 8, 2026

Para Bolaños, el Papa está diciendo claramente que "hay que apoyar la paz, la diplomacia, los derechos humanos, el derecho internacional", que "no hay que dejarse llevar por la ley del más fuerte". Y en materia migratoria también aboga, incidió el ministro, por "apoyar a los débiles, a los vulnerables, a los que no tienen de nada", que viajan hasta Europa o Estados Unidos buscando un "futuro" mejor.

"Son dos líneas del discurso del Papa en las que el Gobierno está absolutamente alineado, porque nosotros creemos en la paz, en la diplomacia, en el derecho internacional y en la dignidad de todas las personas, vengan de donde vengan", glosó el ministro, encargado de las relaciones con la Iglesia.

Por supuesto que respetamos todas las posiciones políticas y todas las posiciones que tiene la Iglesia católica. Hay diferencias, y ¿cómo se abordan? Con respeto al otro, escuchándole e intentando entendernos", dice sobre aborto y eutanasia

Bolaños enfatizó el carácter "histórico" del discurso del Pontífice en la sede de la soberanía española y de la propia visita en sí misma, puesto que España es el primer país de la UE al que León XIV, elegido como sucesor de Francisco hace poco más de un año, ha querido viajar. El ministro, en ese sentido, mostró su satisfacción por el hecho de que la organización de la visita esté siendo "absolutamente ejemplar", "impecable, milimétrica", de forma que todas las horas de trabajo que han dedicado el Gobierno, la Iglesia y distintas entidades están dando como resultado un "éxito absolutamente sin paliativos", además de que es perceptible el "cariño indiscutible" que está recibiendo el propio Papa.

El Pontífice, no obstante, sí que criticó el aborto y la eutanasia, aunque sin utilizar ambos sustantivos. "La defensa de la vida humana no es una cuestión parcial ni un interés confesional: es una meta de civilización. Toda vida humana debe ser reconocida y custodiada desde su concepción hasta su ocaso natural, en cada circunstancia de su existencia", defendió. "Por supuesto que respetamos todas las posiciones políticas y todas las posiciones que tiene la Iglesia católica", respondió Bolaños, sin recrearse en las diferencias con Roma.

#EnDirecto | El Papa advierte sobre la polarización, exige "respeto a quien piensa distinto", instituciones "al servicio del encuentro" y memoria histórica "que busque la verdad y la reconciliación": "Respeto mutuo en medio de la discrepancia" https://t.co/4AYhAn3vlm pic.twitter.com/NqCnC4cdCp

— Europa Press (@europapress) June 8, 2026

Es más, puso en valor los cuatro grandes acuerdos trenzados con la Iglesia en los últimos cinco años, los primeros que llegaron desde 2006 —sobre la exhumación de Franco y la resignificación del Valle de Cuelgamuros, las inmatriculaciones, dos exenciones fiscales y la reparación a las víctimas de abusos sexuales—. Consensos "sólidos" que suponen también el "respeto mutuo, como ha dicho el Papa en su discurso". "Hay diferencias, claro que sí, y ¿cómo se abordan? Con respeto al otro, escuchándole e intentando entendernos".

El ministro pone en valor los grandes acuerdos alcanzados por Gobierno e Iglesia en los últimos años, sobre todo el firmado para la reparación de las víctimas de los abusos sexuales

El titular de la Presidencia enfatizó la importancia del pacto sobre las víctimas de la pederastia en la Iglesia, visto "fuera de nuestras fronteras con admiración" porque "en ningún otro país del mundo" se ha alcanzado un acuerdo en el que el Estado, a través del Defensor del Pueblo, decide si una víctima tiene derecho a ser reparada y es la Iglesia la que asume esa indemnización. "Esos acuerdos, créanme, nunca fueron sencillos, pero llegamos a ellos respetando las posiciones de partida y allí donde hay discrepancia, escuchándonos. Eso es lo que nos ha dicho el Papa, que la sede de la soberanía popular [...] es escucharse para intentar encontrar un puntos de entendimiento y de acuerdo".

#EnDirecto | El Papa habla sobre los migrantes y refugiados en el Congreso y apuesta por "justicia social, acogida respetuosa e integración": "Exige una respuesta que mire a las personas, que afronte las causas que les obliga a partir y vaya más allá de la gestión de flujos" pic.twitter.com/0z6i86Apw7

— Europa Press (@europapress) June 8, 2026

De modo que el Gobierno evita totalmente el choque y "respeta las posiciones de la Iglesia" en aquellos asuntos en los que discrepan, pero sobre todo pone el acento en que "en los dos grandes debates" que hay no ya en España ni en Europa, sino en el mundo, que son la "defensa de la paz y del derecho internacional y la defensa de la dignidad humana", el discurso del Pontífice, remachó el ministro, es "absolutamente concordante, absolutamente coherente con la posición del Gobierno de España".

Para el Gobierno, la visita del Papa es una suerte de "paréntesis" en la cascada de casos judiciales que cercan al partido y al Ejecutivo desde las elecciones andaluzas del 17 de mayo

Fuentes de la Moncloa no ponían peros a la alocución de León XIV. "Un discurso maravilloso, que habla por sí mismo. Estamos encantados", señalaban. En el Grupo Socialista también fueron acogidas con agrado las palabras del Papa, y entendían que sus referencias al aborto y la eutanasia eran "esperables", porque no deja de ser la doctrina de la Iglesia y porque expresamente buscó un equilibrio. Y es que Sánchez y su partido intentan buscar refugio durante esta semana en el Papa, una suerte de "paréntesis" en la cascada de casos judiciales que llevan presionando al Gobierno y al PSOE desde las elecciones andaluzas del pasado 17 de mayo.

#EnDirecto | El Papa, en el Congreso: "Toda vida humana debe ser reconocida y custodiada desde su concepción hasta su ocaso natural" pic.twitter.com/EudG9K0qUj

— Europa Press (@europapress) June 8, 2026

El Ejecutivo está volcándose en la visita del Pontífice, y en los distintos hay un representante. El propio Bolaños y el titular de Derechos Sociales, Pablo Bustinduy, estuvieron en el centro CEDIA 24 horas de Cáritas el pasado sábado acompañándolo; o ayer mismo la responsable de Educación, Milagros Tolón, acudió a la misa en Cibeles que congregó a más de un millón de personas, igual que los vicepresidentes Carlos Cuerpo, Yolanda Díaz y Sara Aagesen se desplazaron por la tarde al Movistar Arena al encuentro con la sociedad civil. Este lunes, Sánchez fue primero a la Nunciatura y después al Congreso, en este caso acompañado de todos sus ministros salvo el de Transportes, Óscar Puente —de viaje oficial a Luxemburgo—.

El presidente, durante su encuentro en la Nunciatura, regala al Papa un ejemplar bonsái de olivo españo, de 13 años de edad. "Representa el equilibrio perfecto entre tradición e innovación"

En su encuentro en la legación diplomática del Vaticano en España, el presidente regaló al Pontífice un ejemplar bonsái de olivo español, de 13 años de edad y de hoja perenne. El presente, señalaban fuentes de la Moncloa, busca reflejar el papel del olivo, que "lleva siglos enraizado en la historia, la cultura y la economía de España". Este árbol "representa el equilibrio perfecto entre la tradición y la innovación, entre el respeto por las raíces históricas y la adopción de la vanguardia tecnológica". Pero al mismo tiempo, el cultivo del olivar "es reflejo de los retos que plantea el siglo XXI y de la adaptación al cambio climático, la agricultura de precisión y la apuesta por un futuro sostenible, como un puente entre lo rural y lo global".

👏 El Papa León XIV recibe una ovación de 7 minutos tras terminar su discurso en el Congreso de los Diputados https://t.co/4AYhAn3vlm pic.twitter.com/EPyBS8l1MN

— Europa Press (@europapress) June 8, 2026

"En España", continúan describiendo en la Moncloa, "el olivar ha definido la fisonomía de comunidades enteras, extendiéndose por millones de hectáreas, creando ecosistemas que frenan la desertificación y protegen la fauna ibérica autóctona, además de generar espacios de vida compartida. El olivo es símbolo universal de paz, diálogo y entendimiento, valores compartidos por España y el Vaticano".

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El Papa critica en el Congreso el aborto y el rearme y defiende la inmigración y los valores de la familia

El papa León XIV, en el Congreso de los Diputados.

El papa León XIV protagonizó este lunes el primer discurso de un pontífice en el Congreso de los Diputados ante las Cortes Generales, con motivo de su visita apostólica a España, iniciada este sábado con varios actos en el Palacio Real, Cibeles o la plaza de Lima junto a jóvenes y autoridades. En él hizo hincapié en temas polémicos a nivel político como la inmigración, a la par que reivindicó la paz ante unas Cortes donde predomina la polarización. Destacó el legado histórico y moral de España, el reto que hay ante la inteligencia artificial, la diplomacia o la libertad religiosa. Pero al mismo tiempo hizo una defensa de la doctrina de a Iglesia en aspectos como el aborto o la eutanasia. Se refirió a los abusos de la Iglesia y pidió a los obispos responder a ellos con "verdad, justicia y reparación".

El también jefe de Estado del Vaticano llegó a la Cámara baja, por el patio de Floridablanca, después de una reunión con el presidente del Gobierno, Pedro Sánchez en la Nunciatura Apostólica —donde descansa estos días—. Fue recibido por los presidentes de Congreso, Francina Armengol, y Senado, Pedro Rollán. También por Sánchez. Posteriormente fue saludado por los presidentes del Tribunal Supremo y del Consejo General del Poder Judicial (CGPJ), Isabel Perelló, y del Constitucional, Cándido Conde-Pumpido. Se rindieron honores y se interpretó el himno de Ciudad del Vaticano y de España, interpretados por la Banda Sinfónica de Música de la Policía Nacional. Acudió al Salón de los Pasos Perdidos para firmar el libro de honor y saludar a los miembros de las mesas de ambas Cámaras, a los portavoces de grupos y al líder de la oposición, Alberto Núñez Feijóo.

"Con el deseo de que los derechos de todos estén siempre en el ejercicio de la actividad legislativa de esta sede democrática de la soberanía nacional española".
Estas son las palabras que Su Santidad ✝️ el Papa León XIV ha escrito en el Libro de Honor del #Congreso. 📷 🏛️ pic.twitter.com/b7rY8rBvLa

— Congreso (@Congreso_Es) June 8, 2026

Durante su discurso de media hora, el más político de todos los pronunciados desde su llegada a España y en el que más equilibró entre izquierdas y derechas —ningún Papa acudía a nuestro país desde 2011—, León XIV hizo una profunda reflexión moral sobre la dignidad inviolable de la persona humana, como elemento fundamental para toda labor política y legislativa. Para la construcción social y la elaboración de las leyes. Volvió a recordar el legado histórico y moral de España, como hizo el sábado ante los Reyes y el resto de representantes públicos en el Palacio Real. Citó a Miguel de Cervantes, Santa Teresa de Ávila y a Miguel de Unamuno, incidiendo en que en nuestro país se ha sabido mirar al ser humano como alguien dotado de libertad y abierto a la verdad. Destacó el papel histórico de la Escuela de Salamanca y de fray Francisco de Vitoria, quienes introdujeron hace siglos la defensa de los derechos humanos frente a la fuerza, recordando que todo poder tiene límites morales y que existe una comunidad que trasciende a lo particular.

León XIV hace una profunda reflexión moral sobre la dignidad inviolable de la persona humana, como elemento fundamental para toda labor política y legislativa

Para él, el legado cultural basado en la dignidad, la moral y la libertad "vive también en estas Cortes, cada vez que el legislador se pregunta cómo hacer que lo posible sea justo, que lo legal sea verdaderamente humano y que la voluntad de la mayoría custodie aquellos bienes que pertenecen a todos y respete aquello que ninguna mayoría puede legítimamente vulnerar". "La pregunta salmantina sigue acompañando la tarea de quienes sirven a la vida pública", y cada vez, dijo, esta es más complicada porque toca ámbitos más y más "delicados de la vida personal y social". Pero para él, el "progreso ofrece posibilidades".

El Papa volvió a abordar la cuestión de la IA. Destacó que en el caso tecnológico de este ámbito, ese progreso no es neutral y requiere a una persona que ocupe el centro de las decisiones. "Como he recordado en mi reciente encíclica [Magnifica humanitas], la tecnología en sí misma no es neutral porque toma el rostro de quien la concibe, la financia, la regula y la utiliza, por eso ante las transformaciones de nuestro tiempo, nuestro discernimiento debe centrarse en el lugar que ocupa la persona humana en nuestras decisiones, y cómo se plantean hoy, de manera nueva, la dignidad del trabajo, la solidaridad, la política social y el bien común". Mencionó especialmente el uso de esas tecnologías en el ámbito militar, en un contexto de guerra entre otros puntos en Ucrania y en Oriente Medio. Pidió una vigilancia ética rigurosa para que las decisiones sobre la vida y la muerte nunca sean delegadas a automatismos de la IA, lo que eximiría a las personas de su responsabilidad moral.

#EnDirecto | El Papa avisa de que la pluralidad política no debe acabar "en la descalificación permanente" del adversario: "La firmeza no exige desprecio. La discrepancia no conlleva humillación" https://t.co/4AYhAn3vlm pic.twitter.com/xNHCnaEkVh

— Europa Press (@europapress) June 8, 2026

León XIV lamentó que actualmente el mundo experimenta "una profunda crisis espiritual y cultural, que se manifiesta en múltiples formas de violencia, polarización y desconfianza recíproca". Por ello, "la paz se presenta como una aspiración política y, más aún, como una verdadera exigencia moral". Lo reivindicó ante los legisladores, sabiendo de la importancia de los mismos en esa toma de decisiones.

Crítica del aborto y de la eutanasia

El Papa entró de lleno en un mensaje de defensa de la vida en todo su ciclo, pero sin utilizar palabras gruesas, evidenciando su deseo de utilizar un tono conciliador. "Toda vida humana debe ser reconocida y custodiada desde su concepción hasta su ocaso natural, en cada circunstancia de su existencia. Cuando esta certeza se oscurece, los más vulnerables son las primeras víctimas y la ley pierde su significado más profundo: servir y proteger a cada persona. Por eso, la grandeza moral de una nación se manifiesta, sobre todo, en su capacidad de acompañar, proteger y armar aquellas vidas que atraviesan mayor fragilidad". Consideró que una sociedad no es verdaderamente justa si abandona a los más vulnerables: "Al niño que aún no ha nacido, al anciano, al enfermo, a quien sufre en silencio o a quien depende enteramente del cuidado de los demás".

La pluralidad política no debería degenerar en descalificación permanente del adversario. En una convivencia madura, incluso el conflicto puede convertirse en camino hacia la paz

Papa León XIV en el Congreso

Con ello, el Pontífice hace alusiones a cuestiones como el aborto o la eutanasia, ahora en el foco político y de la confrontación entre los bloques de derechas e izquierdas. Advirtió de que una convivencia justa no puede subordinar la dignidad a consensos sociales o mayorías cambiantes, ya que esta precede a cualquier concesión del Estado. Defender estas cuestiones, dijo, es una "meta de la civilización".

Hilando con este asunto, el Papa protagonizó una defensa de la familia como el núcleo de la sociedad, como "la realidad humana primera y fundamento natural de la comunidad". Una garantía de estabilidad que "fortalece también la estabilidad espiritual y social de las naciones" y la convivencia. "Es la primera escuela de la humanidad", donde se aprende a "recibir la vida, cuidar al otro, perdonar, servir y pertenecer". Recalcó, por ello, el vínculo que debe haber entre las escuelas y las familias, pero igualmente hizo un alegato por la libertad educativa y el derecho de los padres a definirla en estricta coherencia "con sus propias convicciones morales, culturales y religiosas". Apostó por esa amplitud y por la libertad de credo de los ciudadanos en general. Ahora bien, expresó que si bien "la fe no pretende imponerse mediante privilegios ni coerciones, sin embargo, tampoco puede ser relegada al silencio como si fuese irrelevante para la vida pública".

El deber ético ante la crisis migratoria

El Santo Padre abordó el tema de la inmigración alejándose de cuestiones económicas o demográficas y lo encapsuló en un asunto "eminentemente moral" y jurídico. Rechazó la discriminación de cualquier signo nacional, ético, religioso, lingüístico o en la condición socioeconómica, y defendió la dignidad: "El extranjero siempre debe ser acogido conforme a su dignidad". Una referencia a la inmigración irregular y a la crisis migratoria que ha azotado a nuestro país por rachas, en Canarias o en la parte del Mediterráneo.

Instó a actuar en dos frentes, en mejorar las vías legales para la acogida, de forma segura, para quien desea hacerlo. De forma "respetuosa" y ofreciendo oportunidades. Pero también llamó a fomentar el derecho a permanecer en los propios territorios, trabajando por eliminar los problemas de origen que promueven esa inmigración forzada y a la desesperada. En temas de desigualdad social, de paz ante los conflictos bélicos o por los efectos de la crisis climática.

León XIV apuesta por ofrecer "vías seguras y legales" a los inmigrantes, una "acogida respetuosa y posibilidades reales de integración", y también promover el derecho a quedarse en la propia tierra

El asunto genera polémica en España, con una izquierda que lidera, con PSOE y Sumar en el Gobierno, cuestiones como la regularización extraordinaria de 500.000 inmigrantes irregulares que ya trabajan o residen en el país, y frente a una derecha de PP que busca restringir la inmigración vinculándola al trabajo o un Vox que aboga por procesos de deportaciones masivas o de cierre de fronteras. Todo con el concepto de "prioridad nacional" en el centro, protagonizando los últimos pactos autonómicos entre populares y ultraconservadores. Las entidades sociales vinculadas a la Iglesia, como Cáritas, han defendido con vehemencia esta regularización. Empezando por el propio Papa.

#EnDirecto | El Papa habla sobre los migrantes y refugiados en el Congreso y apuesta por "justicia social, acogida respetuosa e integración": "Exige una respuesta que mire a las personas, que afronte las causas que les obliga a partir y vaya más allá de la gestión de flujos" pic.twitter.com/0z6i86Apw7

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Respecto a esa inmigración irregular y las situaciones que expulsan a los ciudadanos de sus lugares de origen, el Pontífice denunció la actuación de las mafias. Alertó de que muchas personas caen en sus manos y que estos se aprovechan de su desesperación. Llamó al legislativo a fortalecer las labores de prevención, de rescate y de asistencia a las víctimas, y a promover la cooperación multilateral para transformar las fronteras. Para dar una respuesta solidaria a nivel internacional. "Las fronteras deben dejar de ser lugares de abandono para convertirse en verdaderos espacios de protección responsable".

Para acabar, León XIV apostó nuevamente por la paz, por la diplomacia y por el "desarme del lenguaje". Rechazó la escalada armamentística en Europa, recordando que las armas solo imponen silencios temporales y que la verdadera seguridad nace del diálogo paciente y la justicia. Pidió a los diputados concordia: "La firmeza no exige desprecio y la discrepancia no conlleva humillación". Porque la "pluralidad política no debería degenerar en descalificación permanente del adversario", porque "en una convivencia madura, incluso el conflicto puede convertirse en camino hacia la paz, cuando las diferencias se dejan mitigar por la escucha y se ordenan al reconocimiento de las necesidades, los anhelos y las capacidades de todos".

#EnDirecto | El Papa advierte sobre la polarización, exige "respeto a quien piensa distinto", instituciones "al servicio del encuentro" y memoria histórica "que busque la verdad y la reconciliación": "Respeto mutuo en medio de la discrepancia" https://t.co/4AYhAn3vlm pic.twitter.com/NqCnC4cdCp

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Desde la tribuna de invitados asistieron a su discurso todo el Gobierno —salvo el ministro de Transportes, Óscar Puente, de viaje oficial en Luxemburgo—, los representantes de los grupos y principales líderes políticos, como Feijóo o Santiago Abascal, o los expresidentes del Gobierno Mariano Rajoy y José María Aznar.

Acuden los expresidentes Aznar y Rajoy, varios expresidentes del Congreso, los presidentes Illa y Barbón y los líderes de CEOE y CCOO. Solo faltan los representantes de Podemos y BNG

También ocuparon la tribuna los expresidentes del Congreso Luisa Fernanda Rudi, José Bono, Federico Trillo, Jesús Posada, Meritxell Batet y Ana Pastor, y los presidentes autonómicos de Cataluña, Salvador Illa, y de Asturias, Adrián Barbón. También Antonio Garamendi de la CEOE y Unai Sordo de CCOO. Las únicas ausencias parlamentarias fueron las de los diputados de Podemos y el del BNG. Hubo presencia de todos los demás, incluido Junts, ERC o EH Bildu.

Al terminar, el Papa se ganó una ovación de siete minutos que le llevó a emocionarse. Además, se lanzaron algunos vivas.

"Identificarse" con el Papa es una "obligación ética de cualquier Estado"

La presidenta del Congreso, Francina Armengol, fue quien dio la palabra al Papa, la que en nombre de las Cortes Generales le agradeció su visita apostólica a España en un momento capital, "en tiempos de incertidumbre global y de una polarización que amenaza con debilitar las democracias". Por eso hacen falta, sostuvo, "espacios de encuentro capaces de convocarnos alrededor de aquello que compartimos: la lucha por la dignidad humana, la justicia y la esperanza". Las palabras de León XIV, las primeras de un Pontífice ante la sede de la soberanía española, serán recordadas, reivindicó, como un símbolo: "Ante la adversidad, nuestra fortaleza descansa en la unión y en el acuerdo".

Armengol destaca el compromiso del Papa con el orden internacional, con la paz, con el multilateralismo, com la "dignidad humana, la justicia y la esperanza"

Armengol trabó un discurso más político que el Papa. Coincidió con él en la defensa del "orden internacional" frente a un mundo en el que "solo unos pocos de los más fuertes" –una clara referencia a Donald Trump y Benjamin Netanyahu– "imponen la masacre de miles de los débiles con total impunidad". Insistió en que la paz "ha de ocupar de nuevo el centro de la acción política internacional", la paz "dialogada y con vocación de permanencia", de la que hablaba el filósofo y teólogo mallorquín Ramón Llull. Para Armengol, el multilateralismo, ese que también defiende el Gobierno de coalición y en el que converge León XIV, es una "condición para la posibilidad de la convivencia internacional y una garantía frente a la fragmentación, el aislamiento y la imposición de la fuerza y la sinrazón". En definitiva, que deben "imperar las leyes, no la fuerza" y deben "vencer el humanismo y la solidaridad".

Pero estos, alertó la presidenta del Congreso, "solo vencerán" si las democracias se empeñan en tareas como la lucha contra la pobreza, contra la precariedad, contra la crisis climática o contra las violencias: la de género, la racista o la que "premia el privilegio frente a la vulnerabilidad". Ahí Armengol introdujo algunos de los temas a los que no aludió el Papa, como la necesidad de luchar contra la desigualdad de hombres y mujeres o la defensa de la salud como un derecho universal. Sí convergió con él en que hay que preservar "la dignidad de todos, también de las personas migrantes" y de las "más desfavorecidas". Pero la jefa de la Cámara se acordó igualmente de las víctimas de los abusos de la Iglesia. El Pontífice no las citó en su discurso de este lunes ante las Cortes Generales, pero sí que hizo referencia en su viaje hacia Madrid, en el avión papal, a la "llaga abierta" que suponen esas personas afectadas para la Iglesia. Fue esa alusión la que Armengol introdujo en su alocución, a pocas horas de que León XIV se encuentre con algunas de ellas. Esa "llaga abierta", de la que "tanto se ha hablado en las Cortes a raíz del riguroso informe que presentó el Defensor del Pueblo", debe ser cerrada, vino a decir.

La presidenta del Congreso alude a las víctimas de los abusos de la Iglesia, utilizando la misma expresión que empleó el Pontífice en su viaje, "llaga abierta". Pero León XIV no hace alusión a ellas en su intervención ante la Cámara

"Identificarse con las palabras de Su Santidad es una obligación ética de cualquier Estado democrático", apuntó la presidenta del Congreso, para convenir que también hay que compartir el contenido de su primera encíclica, Magnifica humanitas, y sobre todo el eje que la sustenta, que la tecnología "ha de estar al servicio de la humanidad". "Debemos reorientar la economía hacia la dignidad y la tecnología hacia la igualdad, la estabilidad y la inclusión, impongamos de una vez nuestras políticas humanistas y responsables, porque ninguna innovación será verdaderamente valiosa si erosiona aquello que nos define como sociedades libres y democráticas", resumió.

#EnDirecto | El Papa llega al Congreso de los Diputados entre aplausos de varias personas allí congregadas y saluda a Armengol, Rollán, Sánchez, Conde-Pumpido y Perelló https://t.co/4AYhAn3vlm pic.twitter.com/lt24xfIDrX

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Así que las Cortes, remachó, reafirman este lunes su "compromiso con la paz, con la cooperación internacional, con la igualdad, con la defensa de los derechos humanos y con la dignidad inviolable de todas las personas", objetivos que son también la enseña del Pontífice. Y recibiéndolo con "respeto y gratitud", acabó, las Cámaras se alían con él en una "responsabilidad compartida, una que allane el necesario camino hacia la esperanza".

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Misa del papa y aquelarre de Sánchez

El papa León XIV ha estado por Madrid retándose con la Cibeles en sus carros mitológicos, retándose con Bad Bunny en las multitudes postradas, retándose con el propio Dios o con los propios dioses en atención, poder, honores, neoclasicismo y ejércitos. A mí me parece mucho más religioso creer en el papa, en un hombre con poderes o al menos cierta luminiscencia, que creer en el eterno y desasosegante silencio del cielo, al que no sabemos qué decirle y del que no sabemos qué esperar. Los dioses que caminaban por los jardines y los campos de batalla, con la misma pisada de alfombra, ésos son los únicos en los que aún podemos creer. Diría que ni los más creyentes tienen suficiente con un dios postrado en el cielo, en su larga siesta teológica. Necesitamos alguien que camine entre nosotros, con palio o borriquillo, con llagas o botafumeiros, y que nos diga con palabras divinas no lo que quieren los dioses, que ni ellos se ponen de acuerdo, sino lo que queremos nosotros. Los dioses eran tribales cuando éramos tribu, eran guerreros cuando éramos guerreros, eran imperiales cuando éramos o nos creíamos imperio, y ahora son morales cuando somos o nos gusta considerarnos morales. Lo que hace la religión es usar el lenguaje de la magia para justificar cada época. León XIV es tan humano y tan de hoy como Bad Bunny o incluso Pedro Sánchez

Por todo Madrid como un palacio o un cielo descandados, el papa era otro rey, era otro hombre, era otro dios. León XIV aún me parece tan vulnerable como cuando salió el primer día al balcón de la plaza de San Pedro, que era sólo como su ropa tendida, su túnica volada entre aquellos vapores todavía calientes, como de lavandería, del Espíritu Santo. Lo he visto ante los reyes tocándose mucho la muceta, como si sólo fuera un monaguillo, y lo he visto ante la gente incómodo de expectación, como si fuera una novia tímida. Los papas, antes, iban con armadura, o con el equivalente teológico del contrachapado (incluso Ratzinger era todavía como un blindado escolástico, impenetrable y seguramente inhumano). Ahora, los papas van con el pudor de sus propios lujos celestiales y ceremoniales y con una doctrina que, en realidad, es tan simple y poco barroca que parece budismo o estoicismo (como al principio, claro). Dios va cambiando de siglo en siglo y hasta de papa en papa, porque lo verdaderamente relevante en la religión es lo humano (Jesús es el mejor ejemplo). Es decir, lo terrenal, sea moral o sea político. Si algo tienen en común un papa conservador y un papa liberal es que ninguno se preocupa por la vida de las almas, que ya no son ningún objetivo, que ya no son clientela. Incluso los que más miran al cielo prefieren ocuparse de lo que pasa abajo.

El papa León XIV es el único dios que vamos a ver por aquí, andando y hablando con su paso de terciopelo, y yo creo que Madrid ha aprovechado eso. Madrid ha sacado a su papa como a su torero pálido y gótico, como a su rey pálido y gótico, como a su poeta pálido y gótico, como a su revolucionario pálido y gótico, que para todo eso ha dado el Madrid de la fe, de los motines y de los manteamientos. La religión, como la política, siempre es humana, y la teología se diluye en los magisterios o iconografías personales igual que la ideología. Es imposible que el Dios de Abraham, el de Jesús, el de Torquemada, el de Abascal y el de Prevost sean el mismo. Es tan evidente como que no son el mismo PSOE el de Pablo Iglesias, el de Felipe González, el de Sánchez y el de Madina. La continuidad a través de lo heterogéneo, incluso de lo contradictorio, o aún más, de lo inmoral, eso debe de ser la fe o eso debe de ser la militancia. En el PSOE, ahora mismo, es como si estuvieran pasando un papado de los Borgia. Sánchez es una especie de antipapa socialista, con el brazo secular de Leire Díez y su misa negra en el Primavera Sound, donde ha querido exorcizar el Juicio Final que se le acerca, o conjurar, entre su curia y sus cruzados, otro intento de milagro o de venganza.

Es imposible que el Dios de Abraham, el de Jesús, el de Torquemada, el de Abascal y el de Prevost sean el mismo"

El último que vio a Dios barbado y flamígero creo que fue Elías, y desde entonces hemos necesitado profetas, mesías, gurús, predicadores con convulsiones, santos de estampita y papas de papamóvil al que le acercan bebés para que los roce con la mano de madera y el manto folclórico, como si fuera la Virgen del Rocío (la magia de contacto es aún más antigua que los dioses). Es así, tiene que ser así, porque me parece que ni el más creyente termina de creerse a un Dios totalmente ausente, indistinguible del azar y del silencio. La religión es la justificación mágica de cada época, la legitimación sobrenatural de cada época, sea una época de crueldad o de compasión. O sea, es un poco como la política, que cada vez se parece más a la fe o al fanatismo. Vamos cambiando de Dios casi tanto como de presidente del Gobierno, o al menos los que sigan creyendo en los dioses o en la política. 

León XIV ha estado por Madrid, ha paseado él a Dios como una florista pasea los nardos, por la calle de Alcalá, o Dios lo ha paseado a él como al león mitológico o heráldico que ahora lo representa, lo encarna o lo vigila. A mí me sigue pareciendo que tiene mucha más fuerza la confianza en lo que pueda hacer un hombre, en lo que pueda inspirar un hombre, que la confianza en el rezo, en la tradición o en el milagro de agua bendita. No seguimos a los dioses, a sus mandamientos ni a sus teologías, que enseguida pueden cambiarse en concilios o en matanzas, como si fueran comités federales del PSOE. Todo es muy humano, seguimos sólo a personas con razones, carisma, poder, magia o luminiscencia. Seguimos incluso a falsos profetas, que parece mentira porque ya sabemos perfectamente cómo son, salvo, se diría, en el reguetón y en el PSOE. El caso es que los dioses ya no hacen ni significan nada por sí solos y la política teológica tampoco. Lo único que nos queda detrás de la magia, de la fe o de la política es la moral. Como Sánchez y sus acólitos desconocen el concepto, sólo confían en la pura magia de sangre. Hasta el inofensivo Primavera Sound parecía, con él, las negras fogatas y telas de un aquelarre. 

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El PP ve blindada la relación de Feijóo con los empresarios pese a la "decepción" en el Cercle

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo, en su último encuentro con empresarios en el Cercle d'Economia de Barcelona, el 2 de junio

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo, no consiguió conectar con una parte del empresariado catalán presente el martes pasado en la 41 Reunió del Cercle d'Economía de Barcelona. La presión del sector y del Cercle para que el partido llegue a acuerdos de Estado con el PSOE como el de una nueva financiación autonómica –avivado por Hacienda días antes–, o el pulso de Junts exigiendo un encuentro con Carles Puigdemont en Waterloo si se quiere promover una moción de censura llevaron al popular a ejecutar un discurso que iba a ser "valiente" con contundencia. En definitiva: si no había presión a Junts para acceder sin condiciones, los efectos de Sánchez en el año que queda de legislatura podrían ser desastrosos para los intereses económicos.

Los empresarios lamentaron una cierta falta de "empatía" pública y un decálogo de propuestas detalladas más allá de denunciar la situación de la que advierte el PP, de España en un aprieto económico si continúa Sánchez. Algo que sí se produjo durante un desayuno previo donde Feijóo coincidió con nombres relevantes. Desde el presidente de Repsol, Antonio Brufau, el de Banc Sabadell, Josep Oliu, o Marc Murtra, de Telefónica. También con Josep Sánchez Llibre, presidente de la patronal, Foment del Treball. También se echó en falta la participación del responsable de Economía, Alberto Nadal, dado que el interés era "hablar de economía" más que de política.

Pese a todo, entre el PP y el sector hay sintonía general, de relaciones y con los objetivos fiscales o la desregularización. La denuncia por la carga impositiva o el parón legislativo es mutua. Aunque hay preocupación en el papel que tendrá Vox en la materia económica en vistas a que tendrán que gobernar en coalición –hay ya tres precedentes autonómicos– la próxima legislatura, pese a que el PP confía en lograr la mayoría absoluta. El mensaje de presión de Feijóo quedó claro in situ, pero hay temor en que condicionar a Junts puede volvérseles en contra en el futuro, por promocionar indirectamente con ello la llegada de Vox al poder, aunque haya elecciones entre medias del proceso.

En consultas con el departamento económico del PP, fuentes del mismo aseguran a El Independiente que las relaciones con el sector tanto a nivel de partido como del propio Feijóo son "buenas y constantes". "Es una relación fluida, como debe de ser". Fuentes del equipo de Feijóo coinciden en los adjetivos y profundizan en la cuestión, con la mirada a lo ocurrido en el Cercle. Se muestran críticos, en todo caso, con la recepción del discurso en el Cercle. No gustó que se reclamen esos acuerdos con un PSOE que está más cerca de necesitarlo con la justicia, y se muestran firmes ante el desconcierto entre el empresariado catalán: "No estamos en política para agasajar los oídos de nadie. Los empresarios deben valorar que haya un político con las ideas claras, con convicciones y que sea capaz de decir las cosas con firmeza aunque no gusten. No puede haber condescendencia en estos momentos o adaptarse a lo que se quiere escuchar".

No gustó la presión de la dirección del Cercle para llegar a acuerdos con Sánchez en financiación autonómica

Desde Génova se defiende el discurso de Feijóo, donde se expuso "lo que él considera que es la España que viene". No muestran mayor preocupación porque a parte del sector les haya "decepcionado que Feijóo no coja el guante" para alcanzar un acuerdo económico con el PSOE en un periodo de acorralamiento por presunta corrupción o por las 'cloacas' de Leire Díez, entre otros. En plena ofensiva política del PP.

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo, este martes durante su intervención en la 41 Reunió del Cercle d'Economía de Barcelona

"El Ibex no es el Cercle"

Desde el entorno de Feijóo se delimita, en todo caso, la situación. No se ve equiparable un hecho puntual con la relación cotidiana que el popular desarrolla con empresas y altos cargos de las mismas. No creen comparable al Ibex y todo el grueso económico del país con el Cercle, pese a que la relación de algunas grandes corporaciones como las citadas a través de sus presidentes, Caixabank o Naturgy, que cotizan en el Ibex, mantengan un vínculo estrecho. De Feijóo "el Ibex y las grandes empresas saben que si el PP gobierna al frente no hay una persona líquida". "Hay experiencia de gestión -por los 13 años al frente de la Xunta-, que no es frívola y que no te va a engañar cuanto te habla. Te puede gustar más o menos lo que dicen". Los populares evocan la existencia de una relación de confianza mutua con las empresas. "Hay atributos de Feijóo que el Ibex valora", dicen, reservándose ahondar más en ellos.

Las fuentes consultadas evitan hacer comparaciones sobre la relación con las empresas es mejor en esta etapa de Feijóo que en las anteriores de Pablo Casado o Mariano Rajoy. Éste último, durante su etapa de gobierno, aunque mostraba cercanía con los principales dirigentes económicos, apostaba por delegar en su ministro de Economía, Luis de Guindos. Afirman desconocerlo, pero sí recalcan que la materia es crucial para el PP en su enfoque de gobierno y se apuesta por tener las mejores relaciones. Se añade que el Ibex valora al equipo de Feijóo: "Hay tranquilidad. No hay temor a que llegue gente poco preparada. Saben que estamos listos y eso tranquiliza". "No reconocemos más capacidades en Sánchez que en Feijóo, o en Sara Aagesen y Arcadi España que en Nadal o Juan Bravo", ex titular de Economía del PP y actual responsable de Hacienda y Vivienda.

Génova prioriza la gestión económica de cara al próximo gobierno. La importancia de la materia es "absoluta"

Por otro lado, se alude a la "red de contactos" tejida con todo ese sector por Feijóo, lo que trasmite más confianza a juicio de los populares frente a acceso de perfiles como Sánchez o José Luis Rodríguez Zapatero, sin apenas relación con ese ámbito en su acceso al Gobierno. Se hace hincapié en el asesoramiento externo que tiene Feijóo, tanto particular como a través de la fundación Reformismo21, con figuras como el expresidente de Renfe y exmiembro de la consultora McKinsey, Pablo Vázquez o la exministra de Empleo Fátima Báñez. También Luis Garicano, ex de Ciudadanos. "La importancia que Feijóo le da a la economía es absoluta", añaden. "El Ibex sabe que viene un gobierno que dará números y que tiene sensibilidad con las necesidades del país en lo económico, tributario o energético". Alejan el miedo a Vox con el compromiso de que podrán gobernar en solitario. Lo que ocurra en Andalucía con Juanma Moreno será un espejo al que mirar.

Desde el Gabinete de Feijóo aseguran que hay interacción con ese sector empresarial constante, pero prefieren no dar nombres de las reuniones de último año. "Lo es desde el principio". Hay interlocución concreta, pero también interacción con "perfiles muy elevados" para la presentación de propuestas, y muchos "prefieren no vincularse a la marca" públicamente para que haya ese feedback, justifican. "Vamos muy nutridos". Ejemplifican esa interacción de cara a las posiciones económicas frente a la guerra de Ucrania o de Irán. "En Génova no vamos con ocurrencias de papel boli".

Cuatro años de altibajos

El retrato dibujado por el entorno de Feijóo es el más actual, pero las relaciones con el mundo empresarial ha sufrido momentos de todo tipo desde abril de 2022, cuando Feijóo alcanzó la séptima planta de Génova tras el congreso del PP en Sevilla. La irrupción del gallego supuso un idilio inicial. Nada más echar a rodar su nueva dirección, Feijóo apostó por rodearse de un 'consejo en la sombra' para recibir asesoramiento de empresarios y de la sociedad civil, imputs con el que llegar mejor preparado a las generales; con una apuesta atractiva. Antes de final de año, llegó a reunirse en privado con el presidente de la Fundación La Caixa, Isidro Fainé, con el del BBVA, Carlos Torres, con el de Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán y con el de Naturgy, Francisco Reynés. Eso le permitió pronto marcar músculo.

Ese año, en septiembre, Feijóo protagonizó un desayuno informativo en Madrid al que acudieron representantes de otros bancos principales como el Santander y el Sabadell; cargos de Mutua Madrileña, de Endesa, de OHLA, DKV o los mismos Reynés y Brufau, entre otra decena de personas. Se desbordaron las previsiones de aforo. También hubo interacción desde el principio con CCOO y UGT, con la intención de demostrar un PP amplio. Otro evento ese mes fue el Almuerzo de la Cámara de Comercio de EEUU, se le presentó como "el próximo presidente" frente a directivos de empresas estadounidenses.

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo, y el expresidente de Telefónica, José María Álvarez-Pallete, en el Mobile World Congress 2023

Ahondó en esas reuniones la primera mitad de 2023, con el entonces presidente de Telefónica, José María Álvarez-Pallete, con Borja Prado, de Mediaset, o con el presidente del Real Madrid y de ACS, Florentino Pérez. Nuevamente con Torres y Fainé. Pero por primera vez, en la campaña de generales la relación con el sector se resiente al mostrarse inseguro el popular y mostrarse proclive a mantener el impuesto extraordinario a la banca y a las energéticas, aprobado meses antes como respuesta a la crisis económica por Ucrania. Los modificaría, dijo. Es una de las principales condiciones que los empresarios le pedían. No ayudó tampoco apuestas del PP como la jornada labora de cuatro días o votar junto a Sumar asuntos sobre las cláusulas hipotecarias, en una especie de 'giro social' en el que se apelaba a la vivienda y al bienestar social.

Al igual que en el Cercle, en octubre de 2024 durante la intervención de Feijóo en el XXVII Congreso Nacional de la Empresa Familiar, que el dirigente se centrase en cargar contra Sánchez dejó frío a los asistentes. "Va a bajar impuestos, pero no dice que va a hacer él", recogen algunas publicaciones de prensa los días posteriores. Esas dudas se salvaron ligeramente en diciembre. Feijóo intervino en el XXIII Congreso de Directivos CEDE en A Coruña frente a Fainé, Pallete y otras figuras de Criteria Caixa, de KPMG o de Deloitte. Se coincidió en esa sensación que ahora traslada Génova, de seguridad y seriedad.

En el último año, y ante otras dudas como en los objetivos –por la pluralidad de perfiles económicos en el equipo de Feijóo–, se trabajó por reforzar unas líneas que acabaron reflejadas en la ponencia política del PP tras el congreso de julio del año pasado en IFEMA. La incertidumbre del Ibex se rebajó al quedar en seis páginas el eje económico de la formación. Sobre todo, gustaron las menciones al fin del intervencionismo desde el Gobierno en empresas cotizadas, con ejemplos como Indra, Telefónica o Red Eléctrica, para señalar a Sánchez. Se concretaron las medidas en el plano laboral, como las "bolsas de horas" para dar mayor flexibilidad a las pymes y a los autónomos frente a la propuesta de jornada de 37,5 horas del Ejecutivo o ligar el subsidio de desempleo a la búsqueda activa de trabajo. También medidas para fomentar el turismo, atraer la inversión, no poner trabas a las empresas y proteger al campo de la "sobrerregulación" o de restricciones de las políticas climáticas que no crean justificadas.

Los empresarios o amuestran sintonía con Feijóo, pero asumen que la falta de voluntad de socios como el PNV y Junts conlleva aún un año de gobierno de Sánchez. Después de anunciar su intención de presentar Presupuestos, el Cercle llamó al presidente a tomar la iniciativa para esos acuerdos económicos.

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In address to Spanish parliament, Pope Leo warns against global polarization and migrant discrimination

Pope Leo XIV in Madrid on Monday.

Pope Leo XIV delivered a historic speech on Monday inside Spanish parliament in a joint session of both houses, where he stressed that the moral value of political decisions must prevail “over mutable social consensus” and lamented “the permanent denigration of the adversary.”

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Peru’s Roberto Sánchez and Keiko Fujimori urge caution as vote count continues in very tight presidential election

Peru’s recent history of presidential elections advises caution when the margin is measured in tenths of a percentage point. If anyone knows this better than anyone else, it is Keiko Fujimori, who lost by a hair to Ollanta Humala in 2011, to Pedro Pablo Kuczynski in 2016 and to Pedro Castillo in 2021. That is why, although an exit poll currently gives a slight edge to the leftist Roberto Sánchez —50.3% to 49.7%— the presidential runoff remains open in a race to choose the country’s ninth leader in 10 years.

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© AP/Reuters

Roberto Sánchez and Keiko Fujimori on June 7 after the vote.
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