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Israel responde a los ataques de Irán a pesar de que Trump pidió a Netanyahu no hacerlo

El Ejército israelí ha bombardeado este lunes el complejo petroquímico de Mahshahr, situado en el suroeste de Irán. Esta contundente respuesta militar se da apenas horas después de la embestida inicial de Teherán.

Según ha detallado un breve comunicado militar emitido a las 8.00 hora local (5.00 GMT), la Fuerza Aérea israelí ha sido la encargada de atacar "varios objetivos" de estas estratégicas instalaciones energéticas iraníes. "Hace poco, la Fuerza Aérea israelí atacó varios objetivos en el complejo petroquímico de Mahshahr, en el suroeste de Irán. Más detalles próximamente" decía el comunicado.

Las autoridades de la provincia iraní de Juzestán no han tardado en reconocer el impacto de los bombardeos. A través de medios oficiales como la cadena Press TV, el encargado de seguridad regional confirmó que la compañía petroquímica Karun en Mahshahr ha sido alcanzada por los proyectiles israelíes, lo que ha provocado "daños parciales" en diversas partes del complejo industrial.

La respuesta militar de Tel Aviv se ha extendido más allá de este complejo. Israel también ha informado de ataques adicionales a zonas del oeste y centro de Irán. El desafío bélico del Gobierno de Benjamín Netanyahu cobra especial relevancia por las presiones internacionales que lo rodeaban. Con la tensión en máximos desde el alto el fuego del pasado mes de abril, el presidente estadounidense, Donald Trump, intentó este domingo, sin éxito, aplacar la intención del primer ministro israelí de contraatacar a Irán. El mandatario estadounidense buscaba evitar a toda costa que la represalia hebrea entorpeciera las frágiles negociaciones que Washington mantiene con Teherán para intentar poner fin a la guerra.

El detonante directo que ha llevado a esta incursión en Mahshahr fue el ataque de Irán, que durante la noche del domingo lanzó sucesivas oleadas de misiles contra territorio israelí. El Ejército israelí se vio obligado a activar las alertas en "varias zonas" del norte del país tras la detección de una primera andanada de dos misiles, seguida inmediatamente de una segunda ráfaga. Este grave episodio ha supuesto el primer ataque de Irán contra Israel desde la tregua del pasado abril.

Frente a la amenaza iraní, la Fuerza Aérea israelí operó intensamente para "interceptar y atacar donde sea necesario". Pese a la magnitud de la ofensiva, el servicio de emergencias israelí, Maguén David Adom (MDA), confirmó la ausencia de víctimas o heridos. No obstante, los equipos del Servicio de Bomberos y Rescate de Israel tuvieron que desplegarse para inspeccionar varios puntos en los Altos del Golán tras recibir múltiples alertas telefónicas derivadas de los impactos.

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Nem São Miguel nem Terceira: TAP inaugura nova rota para esta ilha nos Açores

A rede de ligações aéreas entre o continente e os Açores continua a ser ajustada com novas rotas e reforços de capacidade, num movimento que procura responder à procura crescente por viagens entre os dois territórios. A mais recente alteração envolve a abertura de uma ligação direta a uma das ilhas menos servidas do arquipélago.

De acordo com o Jornal Económico, a TAP Air Portugal passou a operar uma nova rota entre Lisboa e a ilha de Santa Maria, nos Açores, reforçando a presença da companhia no arquipélago. A ligação arrancou com duas frequências semanais, programadas para quintas-feiras e domingos.

Segundo a mesma fonte, os voos partem de Lisboa ao início da tarde, com chegada a Santa Maria pouco depois, enquanto o regresso à capital ocorre ainda no mesmo dia, ao final da tarde.

Operação ajustada ao longo do ano

A operação vai variar consoante a época do ano, com diferentes aeronaves atribuídas à rota. A mesma fonte refere que, durante o verão, será utilizado o Airbus A320neo, com maior capacidade de passageiros, enquanto no restante período do ano a ligação será assegurada pelo Embraer 190.

Esta adaptação permite ajustar a oferta à procura sazonal, mantendo a regularidade da ligação ao longo do ano.

Expansão da rede para o arquipélago

A nova rota para Santa Maria surge integrada num conjunto mais amplo de alterações na operação da TAP para os Açores. Está também prevista a abertura de uma nova ligação entre o Porto e a ilha Terceira, com início marcado para o início de julho.

Com estas alterações, a companhia reforça a presença no arquipélago, onde já mantém ligações regulares a outras ilhas a partir de Lisboa.

Mais ligações semanais entre continente e Açores

Conforme o Jornal Económico, com a soma destas novas rotas às já existentes entre Lisboa, Ponta Delgada e Terceira, a TAP passa a disponibilizar um total de 48 voos semanais entre o continente e o arquipélago dos Açores.

O reforço da operação insere-se numa estratégia de aumento da conectividade aérea entre regiões, garantindo maior frequência de ligações ao longo da semana.

Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

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Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

A seleção iraniana chegou ao México na madrugada deste domingo (7) para a disputa da Copa do Mundo. O torneio será realizado em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em fevereiro, a delegação do país conseguiu mudar sua base durante a Copa.

Inicialmente os iranianos ficariam hospedados no Arizona, nos Estados Unidos. Nos últimos dias, ficou acertada a mudança para a cidade de Tijuana, no México. A seleção do Irã, no entanto, vai jogar as três partidas da primeira fase nos EUA.

Notícias relacionadas:

Seus dois primeiros jogos serão perto de Los Angeles; contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Depois, no dia 26 de junho, enfrentará o Egito em Seattle.

Esta é a primeira Copa do Mundo desde a sua criação, em 1930, na qual a nação anfitriã receberá um país com o qual está em guerra. A recepção, no entanto, não é calorosa nem amigável. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão de vistos à agência Reuters, destacando a concessão do documento “aos atletas e à equipe de apoio necessária”.

“Não permitiremos que a seleção iraniana abuse desse sistema para levar terroristas para os EUA sob falsos pretextos”, acrescentou o funcionário do governo estadunidense.
 

FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo
Seleção iraniana de futebol - Foto: Reuters/Umit Bektas/Arquivo/Proibida reprodução

Vistos limitados

O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, se queixou da obrigação da seleção de seu país precisar viajar para os Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas na Copa do Mundo. Isso ocorreu em virtude da limitação imposta nos vistos concedidos a jogadores e comissão técnica do Irã.

Pasandideh entende que a obrigatoriedade imposta pelos EUA poderá trazer prejuízo físico à seleção iraniana.

“Viajar por tanto tempo, indo e voltando em voos, deixará os jogadores cansados. Os problemas de coordenação e perda de tempo poderão afetar a performance da nossa seleção”, disse ele em coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que a própria presença da seleção de seu país na Copa, enquanto o Irã segue sob ataque militar estadunidense, mostra a intenção pacífica de seus compatriotas. “Levando em conta que nosso país está sob ataque, para mostrar que viemos pela paz, nós trouxemos nosso time.”

Nem toda a delegação, no entanto, tem sua presença garantida no mundial. Vários membros da seleção iraniana não receberam vistos, incluindo “membros importantes da gerência e da administração”, de acordo com a federação de futebol do Irã, que acusou os EUA de não cumprirem suas obrigações como anfitriões e de violarem as normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Pasandideh afirmou que 15 dos 70 membros do grupo que chegaram a Tijuana neste domingo não receberam vistos para entrar nos EUA.

*Com informações da agência Reuters

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Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo

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A seleção iraniana chegou ao México na madrugada deste domingo (7) para a disputa da Copa do Mundo. O torneio será realizado em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em fevereiro, a delegação do país conseguiu mudar sua base durante a Copa.

Inicialmente os iranianos ficariam hospedados no Arizona, nos Estados Unidos. Nos últimos dias, ficou acertada a mudança para a cidade de Tijuana, no México. A seleção do Irã, no entanto, vai jogar as três partidas da primeira fase nos EUA.

Notícias relacionadas:

Seus dois primeiros jogos serão perto de Los Angeles; contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Depois, no dia 26 de junho, enfrentará o Egito em Seattle.

Esta é a primeira Copa do Mundo desde a sua criação, em 1930, na qual a nação anfitriã receberá um país com o qual está em guerra. A recepção, no entanto, não é calorosa nem amigável. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão de vistos à agência Reuters, destacando a concessão do documento “aos atletas e à equipe de apoio necessária”.

“Não permitiremos que a seleção iraniana abuse desse sistema para levar terroristas para os EUA sob falsos pretextos”, acrescentou o funcionário do governo estadunidense.
 

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Seleção iraniana de futebol - Foto: Reuters/Umit Bektas/Arquivo/Proibida reprodução

Vistos limitados

O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, se queixou da obrigação da seleção de seu país precisar viajar para os Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas na Copa do Mundo. Isso ocorreu em virtude da limitação imposta nos vistos concedidos a jogadores e comissão técnica do Irã.

Pasandideh entende que a obrigatoriedade imposta pelos EUA poderá trazer prejuízo físico à seleção iraniana.

“Viajar por tanto tempo, indo e voltando em voos, deixará os jogadores cansados. Os problemas de coordenação e perda de tempo poderão afetar a performance da nossa seleção”, disse ele em coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que a própria presença da seleção de seu país na Copa, enquanto o Irã segue sob ataque militar estadunidense, mostra a intenção pacífica de seus compatriotas. “Levando em conta que nosso país está sob ataque, para mostrar que viemos pela paz, nós trouxemos nosso time.”

Nem toda a delegação, no entanto, tem sua presença garantida no mundial. Vários membros da seleção iraniana não receberam vistos, incluindo “membros importantes da gerência e da administração”, de acordo com a federação de futebol do Irã, que acusou os EUA de não cumprirem suas obrigações como anfitriões e de violarem as normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Pasandideh afirmou que 15 dos 70 membros do grupo que chegaram a Tijuana neste domingo não receberam vistos para entrar nos EUA.

*Com informações da agência Reuters

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Ciclista Jorge Gálvez do Louletano conquista 46.º Grande Prémio Abimota

O ciclista espanhol Jorge Gálvez (Aviludo-Louletano-Loulé) conquistou hoje a 46.ª edição do Grande Prémio Abimota, ao chegar no grupo da frente na terceira e última etapa, vencida pelo neerlandês Enzo Leijnse.

O corredor da Anicolor-Campicarn bateu os seus companheiros de fuga no final dos 140 quilómetros entre Sever do Vouga e Águeda, relegando o português João Medeiros (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) para o segundo lugar, com as mesmas 3:34.37 horas do vencedor.

Jorge Gálvez foi terceiro na meta, a um segundo de Leijnse, e, graças às bonificações, conquistou a geral, celebrando o primeiro triunfo como profissional.

“Sabíamos que era complicado, porque tinha alguns segundos de atraso em relação aos três da frente da geral e porque tínhamos três baixas devido a queda desde o primeiro dia, mas, no final, saiu tudo perfeito”, disse o ciclista de 26 anos.

O espanhol destronou Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), que chegou apenas 1.02 minutos depois do vencedor, e acabou na terceira posição da geral, a 45 segundos do corredor da Aviludo-Louletano-Loulé.

O segundo da geral foi o britânico Harrison Wood (Feirense-Beeceler), outro dos integrantes da fuga do dia, que ficou a cinco segundos de Gálvez.

Melhor português na última Volta a Portugal e vencedor da Volta ao Alentejo deste ano, Tiago Antunes (Efapel) foi quarto, a 53.

Leia também: Pode-se pisar o traço contínuo para ultrapassar ciclistas que circulam à frente? Saiba o que diz o Código da Estrada

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Autoridades procuram homem desaparecido nas Azenhas do Guadiana, em Mértola

A Autoridade Marítima Nacional está a fazer buscas por um homem, de 37 anos e nacionalidade brasileira, que está desaparecido no rio Guadiana, na zona das Azenhas do Guadiana, no concelho de Mértola, depois de ter entrado em dificuldades na água.

Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou que o alerta para o desaparecimento foi dado pelas 12h48.

Uma outra fonte da AMN – Comando Local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, entidade que está a coordenar as buscas, disse à Lusa que o homem “encontrava-se a banhos, pediu auxílio e desapareceu” nas águas do rio Guadiana.

Nas operações de socorro estão envolvidos 20 operacionais, oito dos quais da AMN, auxiliados por três motas de água e uma outra semirrígida, uma embarcação dos bombeiros de Mértola e uma equipa mergulhados de Serpa, bem como cinco militares da GNR, apoiados por dois veículos.

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Vídeo: Atentado a tiros deixa feridos e eleva alerta de segurança nos EUA em período pré-Copa do Mundo

Um atentado a tiros registrado na cidade de Toledo, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, no sábado (06/06), deixou várias pessoas feridas e provocou uma grande mobilização das forças de segurança. As vítimas receberam atendimento de emergência e foram encaminhadas para hospitais da região.

Após o ataque, as autoridades iniciaram uma ampla operação para localizar o responsável pelos disparos. Até o momento, o suspeito não havia sido encontrado. A polícia reforçou o patrulhamento e ampliou as buscas em diferentes áreas da cidade.

Diante da gravidade da ocorrência, os moradores da região foram orientados a permanecer em suas residências como medida preventiva. Equipes policiais mantiveram o isolamento de pontos estratégicos para garantir a segurança da população.

O episódio ocorreu a poucos dias do início da Copa do Mundo e aumentou a preocupação das autoridades com a segurança pública. O caso ganhou repercussão nacional em meio ao reforço dos protocolos adotados para grandes eventos esportivos no país.

As circunstâncias do atentado ainda são investigadas. As autoridades trabalham para esclarecer a motivação do ataque e identificar possíveis conexões que auxiliem na captura do suspeito.

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Afinal estas cinco praias portuguesas têm dono? Esta empresa diz ser proprietária dos areais e avança com ação judicial

A propriedade de terrenos costeiros continua a gerar disputas em várias zonas do país. Em Setúbal, uma ação judicial veio reabrir a discussão sobre a titularidade de cinco praias situadas na zona da Herdade da Comenda, colocando uma empresa privada em confronto com entidades do Estado. Em causa está a definição dos limites entre domínio privado e domínio público marítimo.

De acordo com o jornal Público, a Palácio da Comenda, S.A. avançou com uma ação judicial para reclamar a propriedade das praias da Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel, bem como de outras áreas localizadas junto à ribeira da Ajuda e ao estuário do Sado. A empresa sustenta que estes terrenos integram o domínio particular e não o domínio público marítimo.

O processo decorre no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal desde julho do ano passado e procura obter o reconhecimento formal da propriedade dessas áreas.

Ministério Público e APA rejeitam argumentos

A pretensão da empresa é contestada pelo Ministério Público, que considera não terem sido apresentados elementos suficientes para demonstrar, de forma inequívoca, a propriedade e posse dos terrenos reclamados. Segundo a mesma fonte, o entendimento do MP é que as praias em causa continuam a integrar o domínio público marítimo.

Também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeita a posição da autora da ação. A entidade defende que o cadastro existente não inclui aquelas praias no prédio correspondente à Herdade da Comenda e aponta ainda falta de clareza na delimitação concreta da área reclamada.

Decisão caberá aos tribunais

O Público refere que a APA questiona igualmente a ausência de cartografia suficientemente detalhada para identificar de forma inequívoca os limites do terreno objeto da ação judicial. Essa questão poderá assumir relevância na apreciação do processo.

A decisão final caberá agora aos tribunais, que terão de determinar se existem fundamentos legais para reconhecer a natureza privada dos terrenos ou se as praias permanecem integradas no domínio público marítimo, como defendem as entidades do Estado.

Leia também: Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos

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Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Logo Agência Brasil

O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

Notícias relacionadas:

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

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Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

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A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

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Peru elege neste domingo 9º presidente em dez anos de crise política

Logo Agência Brasil

Os cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para eleger o nono presidente em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo poderoso parlamento peruano, tido como o poder de fato no país vizinho.

Neste domingo, enfrentam-se no 2º turno a direitista Keiko Fujimori, que teve 17,1% dos votos no 1º turno, e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que fechou a primeira votação com 12,0% dos votos.

Notícias relacionadas:

Apesar da vantagem no primeiro turno da filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), analistas apontam para um cenário de incerteza no resultado da eleição presidencial.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressaltou à Agência Brasil que a presença da Fujimori cria uma polarização na eleição peruana.

“Essa polarização natural tem a ver com as últimas décadas e é possível que novos votos anti-Fujimori apareçam. Sanchéz tem conseguido representar o legado do anti-fujimorismo que é uma força política que eu acredito que é majoritária”, comentou.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos - o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas - Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Já o deputado Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro, tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

“Ele pegou o chapéu do Castillo [símbolo ligado aos setores rurais do país]. Também representa o voto do interior que é mais difícil de medir nas pesquisas”, completou.

O ex-presidente Pedro Castillo venceu a eleição de 2021 contra a Keiko Fujimori, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Geopolítica do Peru

A eleição deste domingo no Peru é mais uma a influenciar a correlação de forças no continente, que tem pendido para um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos (EUA), como visto em Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

O especialista em política na América Latina Salvador Schavelzon avalia que a vitória de Fujimori deve resultar nesse alinhamento mais estreito não só com os Estados Unidos de Donald Trump, mas também com toda extrema-direita do continente.

Por outro lado, Schavelzon pondera que a vitória de Sanchéz não deve representar uma ruptura com Washington ou com os governos de direita da região devido, entre outros motivos, a fragilidade dos governos progressistas e nacionalistas na América do Sul, ainda incapazes de criar um polo “anti-imperialista” na região.

“Ele vem de uma prática política mais pragmática. O interesse dele, caso ganhe, vai ser se consolidar, o que vai ser difícil por ter muita oposição no Congresso, que já vãi tentar desestabilizá-lo. Acho que ele não vai ter como prioridade buscar uma posição geopolítica diferente porque nem tem possibilidades, nem um contexto para ele fazer essa escolha”, concluiu.

Crise política

O último presidente do Peru que cumpriu o mandato foi Ollanta Humala (2011-2016). Em seu governo, estourou o escândalo de corrupção envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Em 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele sempre negou as acusações, que considera fruto de perseguição política. Hoje está preso em Lima. 

Outro ex-presidente preso é Pedro Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe e rebelião. 

Em seu lugar, assumiu a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. 

Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que durou apenas quatro meses. 

Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano. 

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Peru elege neste domingo 9º presidente em dez anos de crise política

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Os cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para eleger o nono presidente em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo poderoso parlamento peruano, tido como o poder de fato no país vizinho.

Neste domingo, enfrentam-se no 2º turno a direitista Keiko Fujimori, que teve 17,1% dos votos no 1º turno, e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que fechou a primeira votação com 12,0% dos votos.

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Apesar da vantagem no primeiro turno da filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), analistas apontam para um cenário de incerteza no resultado da eleição presidencial.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressaltou à Agência Brasil que a presença da Fujimori cria uma polarização na eleição peruana.

“Essa polarização natural tem a ver com as últimas décadas e é possível que novos votos anti-Fujimori apareçam. Sanchéz tem conseguido representar o legado do anti-fujimorismo que é uma força política que eu acredito que é majoritária”, comentou.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos - o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas - Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Já o deputado Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro, tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

“Ele pegou o chapéu do Castillo [símbolo ligado aos setores rurais do país]. Também representa o voto do interior que é mais difícil de medir nas pesquisas”, completou.

O ex-presidente Pedro Castillo venceu a eleição de 2021 contra a Keiko Fujimori, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Geopolítica do Peru

A eleição deste domingo no Peru é mais uma a influenciar a correlação de forças no continente, que tem pendido para um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos (EUA), como visto em Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

O especialista em política na América Latina Salvador Schavelzon avalia que a vitória de Fujimori deve resultar nesse alinhamento mais estreito não só com os Estados Unidos de Donald Trump, mas também com toda extrema-direita do continente.

Por outro lado, Schavelzon pondera que a vitória de Sanchéz não deve representar uma ruptura com Washington ou com os governos de direita da região devido, entre outros motivos, a fragilidade dos governos progressistas e nacionalistas na América do Sul, ainda incapazes de criar um polo “anti-imperialista” na região.

“Ele vem de uma prática política mais pragmática. O interesse dele, caso ganhe, vai ser se consolidar, o que vai ser difícil por ter muita oposição no Congresso, que já vãi tentar desestabilizá-lo. Acho que ele não vai ter como prioridade buscar uma posição geopolítica diferente porque nem tem possibilidades, nem um contexto para ele fazer essa escolha”, concluiu.

Crise política

O último presidente do Peru que cumpriu o mandato foi Ollanta Humala (2011-2016). Em seu governo, estourou o escândalo de corrupção envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Em 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele sempre negou as acusações, que considera fruto de perseguição política. Hoje está preso em Lima. 

Outro ex-presidente preso é Pedro Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe e rebelião. 

Em seu lugar, assumiu a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. 

Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que durou apenas quatro meses. 

Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano. 

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Gaokao: ‘vestibular mais difícil do mundo’ tem tecnologia anti-cola, bloqueio de IA e silêncio nas ruas na China

O Gaokao, conhecido como o vestibular mais difícil do mundo, teve início neste domingo, 7 de junho de 2026, em diversas cidades da China, incluindo a capital, Pequim. Este exame nacional de admissão ao ensino superior, que registra a participação de 12,9 milhões de estudantes, é um marco na vida acadêmica dos jovens chineses, pois define quem terá acesso às universidades do país. As autoridades chinesas implementaram uma série de novas medidas de segurança para garantir a integridade do exame, que se destaca pela rigorosa fiscalização e pela utilização de tecnologias avançadas.

Medidas de Segurança Reforçadas

A edição deste ano do Gaokao trouxe um forte reforço nas medidas de segurança. Segundo informações das autoridades locais, foram instalados sistemas inteligentes de monitoramento e vigilância por vídeo em todas as escolas onde os exames estão sendo aplicados. Estas tecnologias têm como objetivo detectar fraudes e o uso de dispositivos eletrônicos proibidos, como smartphones e calculadoras. Além disso, os alunos são submetidos a detecções de metal e verificações de identidade rigorosas antes de entrarem nas salas de aula para realizar as provas.

O uso de inteligência artificial (IA) também é uma novidade nesta edição do Gaokao. Sistemas de bloqueio de IA foram implementados para evitar que os estudantes possam utilizar a tecnologia para colar ou buscar respostas durante a realização das provas. As autoridades esperam que essas medidas, que incluem o monitoramento em tempo real, inibam tentativas de fraudes e garantam um exame mais justo para todos os participantes.

Silêncio nas Ruas e Expectativa

Durante o período do Gaokao, as ruas próximas aos locais de prova costumam ficar em silêncio, uma tradição que visa criar um ambiente calmo e propício para os estudantes se concentrarem. Em Pequim, pais e familiares aguardam ansiosamente do lado de fora das escolas, demonstrando apoio e preocupação com o desempenho dos alunos. O clima de tensão é palpável, já que muitos estudantes se preparam durante anos para este momento decisivo.

O Gaokao não é apenas um teste acadêmico; ele carrega um peso cultural significativo na sociedade chinesa, onde o acesso à educação superior é visto como um caminho para melhores oportunidades de emprego e status social. A pressão sobre os estudantes para obter um bom desempenho é intensa, e muitos deles dedicam longas horas de estudo e preparação.

Contexto Histórico do Gaokao

O Gaokao foi introduzido na China em 1977, após um longo período em que o sistema educacional foi interrompido durante a Revolução Cultural. Desde então, o exame passou por diversas mudanças e adaptações, mas sempre manteve sua essência como um teste de resistência e conhecimento. A dificuldade das questões e a abrangência dos conteúdos exigidos são frequentemente citadas como motivos pelos quais o Gaokao é considerado um dos exames mais desafiadores do mundo.

Repercussão e Expectativas Futuras

As autoridades educacionais da China têm destacado a importância do Gaokao não apenas para o futuro dos estudantes, mas também para o desenvolvimento da sociedade como um todo. O governo investe continuamente em melhorias no sistema educacional e na infraestrutura necessária para a realização do exame, visando garantir que todos os alunos tenham acesso a um ambiente seguro e justo para competir.

Os resultados do Gaokao são esperados com grande expectativa, e as repercussões das notas podem influenciar não apenas a vida dos estudantes, mas também o mercado de trabalho e a economia do país. Com a implementação de novas tecnologias e medidas de segurança, o governo chinês espera que o Gaokao continue a ser um símbolo de mérito e esforço na busca pela educação superior no país.

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PR apela a que Luxemburgo alargue opção curricular de ensino de português

VTM

António José Seguro falava numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo, país que visita desde sexta-feira e que marca o arranque das comemorações oficiais do Dia de Portugal, a que se juntou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O chefe de Estado salientou que o português “é uma chave que abre portas no mundo inteiro”, falado por 260 milhões de pessoas em quatro continentes.

“Quando estiverem cansados nas aulas, lembrem-se disso. Não estão apenas a aprender uma língua, estão a ligar-se ao mundo”, afirmou.

Aos pais e professores, assegurou que o seu papel “é reconhecido e valorizado pelo Presidente da República de Portugal e também pelo primeiro-ministro”, que tinha discursado minutos antes.

“Deixei aos responsáveis luxemburgueses um apelo claro: que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular do nosso ensino, aqui, num país onde cerca de um terço de residentes é lusófono, onde o português é a segunda língua principal falada em casa pelos alunos do ensino público e isso é relevante para o nosso país”, disse.

Para Seguro, esta é “uma opção decisiva para o fortalecimento de uma comunidade dinâmica e coesa”.

O Presidente da República e o primeiro-ministro encontraram-se hoje com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem.

“Olhar para esta sala e ver estes rostos cheio de energia, cheios de futuro, é ver Portugal vivo no centro da Europa e perceber melhor do que qualquer discurso poderia explicar, porque é que escolhi o Luxemburgo para celebrar o primeiro dia de Portugal no meu mandato”, afirmou Seguro.

O chefe de Estado voltou a agradecer às autoridades luxemburguesas a forma como tem tratado a comunidade portuguesa, que classificou como “uma força do Luxemburgo”.

Para Seguro, ter dois países “não significa ter um coração dividido, significa ter um coração maior, onde cabem dois países e dois povos extraordinários”.

“Portugal está nos vossos avós que ligam pelo telefone. Está na comida que a vossa mãe faz ao fim de semana, ou o vosso pai. Está nas histórias que ouviram contar. Está nas músicas que conhecem sem saber bem quando as aprenderam. E acima de tudo, está na língua que estão a aprender aqui nesta sala”, disse.

O Presidente da República assegurou que “Portugal está sempre de braços abertos” para receber estes emigrantes, quer seja de férias, quer seja para construírem uma vida num país “que precisa de todos”.

“Continuem a falar português em casa. E quando alguém vos perguntar de onde são, digam com a cabeça erguida e um sorriso, sou português, do Luxemburgo e de Portugal”, pediu.

PRIMEIRO MINISTRO

Também no Luxemburgo, o primeiro-ministro prometeu hoje que o Governo tudo fará para “garantir condições” aos que continuam a querer ensinar português no estrangeiro, apontando a língua como “o elo mais eficaz e mais vivo” para manter a ligação entre toda a comunidade.

“Àqueles que continuam a querer ensinar português, que continuam a servir o interesse de Portugal, quero transmitir-vos que nós não deixaremos de tudo fazer para garantir as condições para que esse trabalho possa ser continuado e para garantir que este elo que liga a nossa comunidade”, afirmou Luís Montenegro.

À entrada para um encontro com alunos que aprendem português, dois professores e delegados sindicais no Luxemburgo tinham abordado o Presidente da República e o primeiro-ministro para lhe pedirem que olhem “com o coração” para o futuro regime jurídico do ensino do português no estrangeiro.

Bruno Silva, professor e delegado sindical, entregou-lhes uma proposta relativa à rede de ensino português no estrangeiro (EPE), apelando a que a transição para o novo regime seja feita “com cautela”.

“Há um aspeto fulcral que está a pôr em pânico todos os professores que estão neste momento na rede EPE: a transição que tenha de ser feita, tem de ser feita com pés e cabeça, ou seja, não se pode descartar os professores que estão na rede neste momento para o próximo regime jurídico”, disse.

O sindicalista avisou que tem de se assegurar que se mantém a qualidade do ensino português no estrangeiro e que não haja “um ano zero”.

“Vamos aguardar que a negociação corra bem”, disse o primeiro-ministro.

“Vamos analisar”, corroborou o Presidente da República.

Em causa está a possibilidade de redução dos períodos das comissões de serviço e a limitação do número de renovações, sobretudo se aplicadas com caráter retroativo.

Os professores de português no estrangeiro afirmam que a introdução destas limitações criaria um “grave fator de instabilidade estrutural” numa rede que depende da continuidade e do investimento contínuo dos profissionais.

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Ministro admite que apoio de 20 milhões aos agricultores é insuficiente e pede resposta europeia

VTM

“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.

O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.

O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.

“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.

Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.

Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.

O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.

Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.

Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.

José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).

O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.

No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.

O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.

“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.

O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.

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Visita e elogios do Papa são bênção peculiar para um Sánchez a lamber as feridas

Os elogios do Papa Leão XIV às posições de Espanha sobre a imigração e os conflitos internacionais surgem numa altura oportuna para Sánchez, que está sob fogo devido a sucessivos escândalos no seu partido. Na sua chegada a Espanha, o Papa Leão XIV teceu vários elogios ao Governo de Madrid e enalteceu a sua “fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo”. “Expresso o meu agradecimento ao vosso país pela fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo, que se traduz num compromisso ativo com a paz e a solidariedade entre os povos”, disse Leão XIV, em castelhano, no primeiro discurso da

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Nuno Melo é fiel aos EUA e contra exército europeu. “Defesa europeia não é igualmente eficaz”

Nuno Melo afirma que já desde os tempos em que era eurodeputado que é contra a criação de um exército europeu e defende o reforço da NATO. O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou-se contra a criação de um exército europeu e defendeu que faz sentido continuar a olhar para a NATO como a principal frente defensiva da Europa. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), “enquanto organização que é de dissuasão e defesa, tem cumprido muito bem o seu papel“, defendeu Melo, numa entrevista ao Jornal de Notícias e à rádio TSF. “E

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Falha de comunicação das empresas corta subsídio a trabalhadores em baixa médica

A falta de atualização do histórico contributivo do funcionário por parte dos empregadores leva a casos em que os funcionários de baixa recebem valores abaixo do que têm direito nas compensações pelos subsídios de férias e Natal. Mais de 126 mil pessoas beneficiaram, no ano passado, de prestações compensatórias pagas pela Segurança Social para compensar a perda dos subsídios de férias e de Natal durante períodos de baixa médica. Segundo dados revelados pelo Instituto da Segurança Social, a despesa com este apoio ascendeu a cerca de 16,4 milhões de euros em 2025. Apesar da dimensão do investimento, o valor total

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Governo anuncia colocação de mais de 5.400 professores em zonas carenciadas

VTM

As listas definitivas de colocação de docentes da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário foram publicadas pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE). De acordo com os dados, foram colocados 19.172 professores, dos quais 5.454 em zonas do país com dificuldades na atração e retenção de docentes.

O ministério, liderado por Fernando Alexandre, afirmou que a colocação antecipada, a mais de três meses do início do ano letivo de 2026/2027, é crucial para garantir a estabilidade e o planeamento da vida pessoal e profissional dos docentes e das escolas. No Quadro de Zona Pedagógica 45, que inclui localidades como Amadora e Cascais, foram colocados 2.814 professores, enquanto no Quadro de Zona Pedagógica 46, que abrange Alcochete e Setúbal, foram alocados 1.124 docentes.

O MECI destacou que as áreas com maior carência foram o 1.º Ciclo do Ensino Básico, com 3.090 colocações, a Educação Especial 1, com 1.784, e a Educação Pré-Escolar, com 1.697. O 1.º Ciclo do Ensino Básico tem enfrentado uma escassez significativa de docentes nos últimos anos.

Além disso, 14.396 professores de carreira mudaram de local de vínculo através do concurso interno, enquanto 4.776 docentes foram integrados nos quadros do MECI através do concurso externo. O ministério também informou que os candidatos admitidos ao concurso externo que não foram colocados poderão participar na ‘contratação inicial’ a partir de 06 de julho.

Os docentes colocados têm um prazo de cinco dias úteis para aceitar a colocação na plataforma eletrónica SIGRHE da AGSE. O MECI anunciou que, a partir do ano letivo de 2027/2028, o modelo de colocação de docentes sofrerá alterações significativas, com a introdução de um concurso interno e externo anual, que garantirá a mobilidade dos docentes já vinculados e a satisfação de necessidades permanentes.

O ministério sublinhou que este novo modelo visa respeitar a expectativa de conciliação da profissão docente com a vida familiar, assegurando que a colocação respeitará sempre a graduação profissional. Haverá também um concurso contínuo ao longo do ano para atender às necessidades temporárias das escolas, permitindo a mobilidade interna dos professores e o recrutamento de novos docentes disponíveis para ensinar.

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Ventura diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Afinal, é mesmo assim?

O deputado da Assembleia da República Portuguesa André Ventura voltou a defender a criação de um teto máximo para as pensões em Portugal, com o argumento de que a medida serviria para limitar disparidades no valor das reformas. O líder do Chega propõe um limite de 4.500 euros para travar aquilo que classifica como “reformas milionárias”.

Em entrevista à TVI/CNN Portugal, citada pelo Polígrafo, Ventura sustentou que a ideia não é inédita na Europa e apontou Espanha, Suíça e França como exemplos de países onde existem limites máximos nas pensões. A afirmação é genericamente verdadeira, mas a comparação exige várias cautelas, porque os sistemas de pensões não funcionam da mesma forma.

Espanha tem um limite máximo nas pensões públicas

No caso espanhol, existe de facto um teto para as pensões públicas contributivas. Segundo a informação referida pelo Polígrafo, com base no Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações de Espanha, o limite em 2026 situa-se nos 3.359,60 euros por mês.

Este teto aplica-se à soma das pensões públicas recebidas pelo beneficiário. Ou seja, mesmo que uma pessoa tenha direito a mais do que uma prestação pública, o valor conjunto não pode ultrapassar o limite fixado. Em termos anuais, o montante máximo corresponde a 47.034,40 euros. Espanha é, por isso, o exemplo mais direto entre os países referidos por André Ventura.

Na Suíça, o sistema tem vários pilares

A Suíça também tem limites, mas a comparação é menos linear. O primeiro pilar, conhecido como Old-Age and Survivors Insurance, tem um valor máximo mensal de 2.520 francos suíços por pessoa e de 3.780 francos suíços no caso de um casal. Convertidos para euros, os valores referidos no artigo do Polígrafo correspondem a cerca de 2.671 euros por pessoa e 4.128 euros por casal.

No entanto, a reforma suíça não se esgota nesse primeiro pilar. Existe também a previdência profissional obrigatória, o chamado segundo pilar, que contribui para o rendimento final na reforma. Por isso, o limite referido não representa necessariamente o total que um reformado suíço pode receber.

França também tem limite, mas só na pensão de base

Em França, o regime geral da Segurança Social estabelece que a pensão de base do Estado não pode exceder 50% do teto mensal da Segurança Social em vigor. Segundo o Polígrafo, para quem se reforme em 2026, essa regra traduz-se num limite de 2.002,50 euros por mês.

Mas também aqui há uma diferença importante. Este não é um teto global da reforma. Os trabalhadores do setor privado recebem ainda uma pensão complementar obrigatória, através do regime Agirc-Arrco. Esse regime complementar funciona por pontos e é calculado de forma independente. O valor obtido acresce à pensão de base, podendo aumentar de forma relevante o rendimento total do reformado.

Portugal não tem um teto máximo igual

Em Portugal, não existe atualmente um valor máximo fixo para a pensão de reforma nos mesmos termos do teto espanhol. Ainda assim, há regras que condicionam o cálculo. O Polígrafo recorda que, desde 2007, o cálculo da pensão passou a considerar não apenas os 10 melhores anos dos últimos 15, mas também toda a carreira contributiva.

Além disso, os 10 melhores anos dos últimos 15 ficaram limitados a 12 vezes o Indexante dos Apoios Sociais. No entanto, quando toda a carreira contributiva supera esse patamar, não há um teto máximo absoluto para a pensão atribuída.

A comparação tem de ser feita com cuidado

A afirmação de André Ventura tem base factual quando diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Porém, esses limites aplicam-se de formas diferentes e em sistemas com estruturas distintas. Em Espanha, o teto é mais claro e aplica-se ao conjunto das pensões públicas contributivas. Na Suíça, o limite referido diz respeito ao primeiro pilar, mas existe outro pilar obrigatório. Em França, o teto aplica-se à pensão de base, mas não impede o recebimento de uma pensão complementar obrigatória.

Assim, a existência de limites noutros países não significa que todos tenham um teto global equivalente ao que o Chega propõe para Portugal.

O debate em Portugal

A proposta do Chega surge num debate mais amplo sobre idade da reforma, sustentabilidade da Segurança Social e desigualdade no valor das pensões. A criação de um teto máximo teria impacto direto sobre pensões mais elevadas, mas levantaria também questões sobre carreiras contributivas longas, descontos feitos ao longo da vida ativa e desenho geral do sistema previdencial.

A conclusão é, por isso, equilibrada: sim, os países citados por André Ventura têm limites em partes dos seus sistemas de pensões. Mas a forma como esses limites funcionam varia bastante, pelo que a comparação com Portugal não pode ser feita sem atender às diferenças entre os modelos de Segurança Social.

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