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9 de maio de 1940, um adolescente suspira pela guerra, ela chegou | Por Mário Beja Santos

O que há verdadeiramente singular nesta novela? Temos um adolescente à janela, o pensamento desliza à solta, atropelam-se desejos, a par de uma grande sensação de tédio, depois vemo-lo inserido no ambiente familiar, há uma atmosfera de tensão que percorre o país, a Alemanha fizera capitular a Polónia numa guerra-relâmpago, partilhara os despojos do país com a URSS, iria inevitavelmente virar-se para oeste, a França e a Grã-Bretanha tinham declarado guerra. A cabeça do adolescente gira em todas as direções, reflete sobre a guerra e a distribuição que a acompanha: “Tenho mil pensamentos. Talvez eu não seja normal. Imagine-se que havia um bombardeamento, que neste momento apareciam aviões alemães a sobrevoar a cidade. Uma bomba, nesta enfadonha rua de merda, seria mesmo fantástica. Prédios a arder, uma boa dúzia deles todos em renque. Imagine-se que esta rua estava em chamas, incluindo a nossa casa, que perdíamos tudo.”

E continua radical, a falar em abrigos subterâneos, em valas comuns, em profundação de cadáveres, que as bombas caiam por toda a parte. Assim se começa a desenhar uma potente água-forte, uma notável peça literária sobre a arrogância da juventude, o desejo de aventura, a perda da inocência, o chocante a assustador encontro com os bombardeamentos, a tal guerra chegara àquele país de bonomia e do gosto do bom viver, naquele exato momento ia mudar, por vezes de modo radical, a sociedade, a civilização e a cultura, mas nada se sabia ainda naquele início da invasão alemã. Cai, Bomba! por Gerrit Kouwenaar, Publicações Dom Quixote 2026.

Regressamos à novela quando Karel chega das compras que fizera a pedido da mãe, instala-se no quarto. O adolescente está dominado por pensamentos fulminantes, um tanto caóticos, sabe, entretanto, que os tios vêm jantar, chamam-se Robert e Lies, os pais chamam-se Cora e Philip, parece estarmos numa atmosfera de bonomia, o tio Robert só fala em felicidade, no fim do jantar o tio pede-lhe para ir no dia seguinte transmitir uma mensagem a alguém, o tio deu-lhe um papelinho enrolado e uma nota de dez florins.

Gerrit Kouwenaar (1923-2014). Foto DR

Karel sente que há problemas graves entre o pai e a mãe, um conflito que ele não entende, mas que o constrange. É neste ambiente que o irmão lhe vem anunciar que começou a guerra, o ataque alemão. Cá fora ainda tudo parece normal. Aquele rapaz de 17 anos questiona-se como vai ser a guerra, há pessoas que estão descansadas, acreditam que daqui a pouco vão aparecer os ingleses. O pai de Karel dá a saber que os alemães estão a cem quilómetros da cidade, há que contê-los; nas ruas, os automóveis continuam a circular como sempre, as lojas estão abertas, correm notícias que tanques e tropas motorizadas francesas e inglesas atravessaram a fronteira belga. Karel sai de casa e vai olhar a água da ponte, sempre com o seu espírito renitente e contraditório pensa que devia chover, que o tempo devia estar frio e sombrio. Nisto, dois aviões voavam por cima da cidade, Karel viu dois pontinhos a cair. Seguir-se-ão estrondos, casas esventradas, a guerra dava sinal de vida.

Então Karel foi cumprir o pedido do tio Robert, levou uma mensagem à amante dele, é recebido pela filha, acolhimento amistoso, elas perguntam-lhe se os ingleses já chegaram, ele não sabe, mas decerto hão de vir. Karel é confrontado com uma atmosfera de uma inquestionável normalidade, elas revelam serem judias, põem a hipótese de terem de fugir, ainda confiam com a chegada das tropas britânicas para suster as alemãs. A filha sentou-se ao piano e tocou uma melodia lenta e sincopada. A mãe não tem resposta para a carta do tio Robert.

No dia seguinte Karel sai de bicicleta, pedala a uma velocidade moderada pelas ruas sem automóveis, onde as pessoas passeavam em família, entediadas, aquele ataque alemão trouxera um contratempo nos lazeres habituais. Volta a bater à porta da casa onde estivera na véspera, a filha, de nome Ria, convida Karel a passear, pede-lhe um beijo, a serenidade continua a reinar naquela casa, mas a mãe comunica que vão apanhar o barco das quatro horas. Ria mostra-se apaixonada por ele. Karel parte confuso, é o despertar sensual.

O ambiente da cidade modificou-se, os cinemas estavam todos fechados. Nisto aparece o pai, vem assustado por nada saber do filho, regressam a casa. Chegou a hora da roda do destino inserir a tragédia, houve bombardeamento, morreu o tio Robert, a tia está hospitalizada, Karel vai visitá-la. Assalta-o uma grande vontade de partir. Lança-se à estrada, há áreas inundadas, faz parte do plano holandês de travar os alemães. Alguém informa Karel que a Holanda se rendeu e dá-lhe boleia na bicicleta. E dá-se um encontro com os alemães. Ria e a mãe tinham fugido, ele está transido por ter desejado que caíssem bombas, tem 17 anos, não sabe para onde ir, a vida parece ter perdido sentido, é este estado de espírito, com as lágrimas a rebentarem-lhe dos olhos que um dos soldados alemães lhe pergunta: “Meu caro, então o que é que aconteceu?”

No posfácio, o escritor Wiel Kusters comenta a novela de Kouwenaar, encontra características comuns entre Kouwenaar e Karel, apesar da guerra não ter sido completamente inesperada significou uma rutura total, toda aquela atmosfera que vemos antes da invasão alemã ficará completamente alterada, aquele jovem de 17 anos é submetido a um quadro afetivo com Ria que o desperta para uma vida sentimental que ele desconhecia. Houve base histórica para os acontecimentos que ele descreve na novela, em 11 de maio as bombas alemãs arrasaram catorze prédios num ponto de Amesterdão, um bombardeiro alemão que fora atingido por artilharia antiaérea continua a voar e largou mais duas bombas. Cai, Bomba! Contém reminescências nítidas deste episódio fatal. O que há de devastador nesta descrição de um destino impiedoso é vermos um adolescente a sentir que tomou o comboio da História e que nos conquistou o coração.

Saudemos uma obra-prima, veio tarde, mas ainda bem que veio.

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Ria Formosa inspira novo festival que estreia em julho em Olhão

O novo festival Olhão South Jazz será apresentado à comunidade no próximo dia 9 de junho, pelas 19:30, no Parque Ribeirinho Poente, numa sessão aberta ao público que pretende revelar os primeiros detalhes daquela que será uma das novas apostas culturais do concelho.

A apresentação decorrerá ao pôr do sol e contará com a participação de um artista convidado, proporcionando uma antevisão do ambiente que marcará a primeira edição do festival, agendada para os dias 24 e 25 de julho, no mesmo espaço.

Segundo a organização, o evento de lançamento servirá para dar a conhecer o conceito do Olhão South Jazz, apresentar as primeiras novidades da programação e convidar a população a integrar este novo projeto cultural.

Com a Ria Formosa como pano de fundo, o festival nasce como uma nova proposta cultural de verão, combinando música ao vivo, experiências ao ar livre e valorização do território.

Cartaz reúne nomes reconhecidos da música nacional

A programação do Olhão South Jazz será construída através de uma curadoria artística orientada para a valorização da música, da identidade local e da experiência do público.

O cartaz da primeira edição contará com artistas nacionais ligados ao jazz e a outras sonoridades, procurando atrair diferentes públicos. Entre os nomes já confirmados encontram-se Júlio Resende, Áurea, a Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo.

Além dos concertos, o recinto integrará diferentes espaços temáticos, incluindo palco principal, palco Cantaloupe, zona lounge, área de restauração, bar, photospot e várias zonas de ativação.

A organização pretende criar uma experiência diferenciadora, marcada por um ambiente elegante e pela proximidade entre artistas, público e território.

Festival aposta na criatividade e identidade algarvia

Uma das novidades da estreia do Olhão South Jazz será a integração do Ria Market, uma área dedicada ao artesanato, às marcas independentes e aos projetos locais, reforçando a ligação do evento à criatividade e à identidade cultural do Algarve.

Com esta nova iniciativa, a organização pretende acrescentar uma nova referência ao calendário cultural da região e consolidar a imagem de Olhão como um destino associado à cultura, à música e aos eventos ao ar livre.

A organização convida ainda a população a participar na apresentação pública do festival e a “descobrir, em primeira mão, o que está a ganhar ritmo em Olhão”.

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Do campo ao museu: Tavira mostra como se preserva a memória coletiva

O Município de Tavira associa-se às Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA) 2026 com um conjunto de iniciativas abertas ao público que convidam residentes e visitantes a conhecer mais de perto o património arqueológico da cidade e o trabalho desenvolvido na sua preservação.

As atividades decorrem nos dias 13 e 14 de junho, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro.

Sob o mote “A Arqueologia a Acontecer”, a edição deste ano centra-se na arqueologia preventiva e no seu contributo para a proteção e salvaguarda do património arqueológico. O programa pretende aproximar o público da investigação arqueológica, proporcionando momentos de descoberta, reflexão e participação ativa.

Segundo a autarquia, trata-se de “um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva”.

A iniciativa integra-se num evento realizado em simultâneo em vários países europeus, tendo como principal objetivo aproximar os cidadãos da arqueologia e do conhecimento produzido através desta área científica.

Oficinas, conservação e conversas sobre a história de Tavira

O programa arranca no dia 13 de junho com a atividade “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, orientada por técnicas do Museu Municipal de Tavira.

A sessão desafia os participantes a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a recriar técnicas decorativas utilizadas em peças históricas.

Inscrições: https://forms.office.com/e/mRH84U0gmd.

Durante a tarde, os visitantes terão oportunidade de participar na atividade “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, que permitirá conhecer áreas habitualmente reservadas do museu, incluindo reservas, espólio e os processos de conservação do património arqueológico.

Inscrições: https://forms.office.com/e/L3RDNWPHxK.

O dia termina com as “Conversas sobre Arqueologia”, iniciativa que dará a conhecer resultados de décadas de investigação em Tavira, abordando temas que vão desde estruturas defensivas e fornos de produção cerâmica até à alimentação das populações que habitaram a região desde o século X a.C.

Inscrições: https://forms.office.com/e/16MDfkSNas.

Núcleo Islâmico revela alguns dos mais importantes achados arqueológicos

No dia 14 de junho realiza-se uma visita orientada à exposição “Tavira Islâmica”, conduzida pelo arqueólogo Celso Candeias. A atividade permitirá explorar um dos espaços museológicos mais relevantes da cidade.

Inaugurado em 2012, o Núcleo Islâmico nasceu na sequência da descoberta de vestígios arqueológicos de grande relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre os achados encontram-se a mais antiga rede de pesca de atum conhecida, datada do século VI a.C., a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.

Inscrições: https://forms.office.com/e/wag78sFrjx.

O Município destaca ainda que o programa traduz o eixo central das JEA 2026, “desde a escavação até ao museu”, permitindo ao público acompanhar as diferentes etapas do trabalho arqueológico, desde a investigação de campo até à conservação em laboratório e à interpretação dos objetos expostos.

Todas as atividades são gratuitas, embora sujeitas a inscrição prévia devido ao número limitado de vagas disponíveis.

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Lídia Jorge distinguida com Medalha de Mérito Cultural no Fórum Cultura

A escritora Lídia Jorge vai ser distinguida com a Medalha de Mérito Cultural durante a 4.ª edição do Fórum Cultura, iniciativa promovida pelo Governo que decorre nos dias 8 e 9 de junho em várias localidades do Algarve.

A cerimónia de homenagem está marcada para o dia 8 de junho, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé, e será presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto. A distinção reconhece o percurso literário de uma das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea, cuja obra tem retratado as transformações sociais e culturais do país ao longo das últimas décadas.

O programa do Fórum Cultura arranca em Tavira, no Museu Zer0, dedicado à arte digital, onde terão lugar reuniões de trabalho e uma sessão pública centrada no impacto da tecnologia na cultura. O debate reunirá especialistas de diferentes áreas artísticas e académicas para refletir sobre os desafios e oportunidades que a transformação digital coloca à criação cultural.

No dia seguinte, as atividades prosseguem em Faro, no Teatro das Figuras, com uma sessão dedicada às políticas culturais para a música. O encontro pretende promover a reflexão sobre temas como a produção artística, a circulação de obras, os novos modelos de negócio e os desafios enfrentados pelos profissionais do setor.

A edição deste ano do Fórum Cultura reúne agentes culturais, académicos, artistas e responsáveis institucionais, reforçando o Algarve como palco de discussão sobre o futuro das políticas culturais e da criação artística em Portugal.

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Governo atribui Medalha de Mérito Cultural a Lídia Jorge em Loulé

A escritora algarvia Lídia Jorge vai distinguida com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo, numa cerimónia, presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, marcada para as 18h30 da próxima segunda-feira, 8 de Junho, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé.

«Será a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas», afirma a ministra Margarida Balseiro Lopes.

O evento contará com a participação do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.

Esta distinção integra-se na 4.ª edição do Fórum Cultura, que decorre na segunda e terça-feira, 8 e 9 de Junho, no Algarve.

O Fórum Cultura arranca na manhã de dia 8, no Museu Zer0, em Tavira, o primeiro do país dedicado à arte digital, com a habitual reunião de trabalho à porta fechada com os responsáveis pelas entidades tuteladas pelo Ministério na área da Cultura e representantes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. A partir das 14h30, o mesmo espaço acolhe a sessão pública “Impacto da tecnologia na Cultura: efeitos e novas expressões”.

Especialistas de várias áreas, como o artista Leonel Moura, a professora catedrática Mirian Tavares, o cineasta Mário Patrocínio, a cantora Viviane ou Pedro Pina, vice-presidente do YouTube, abordam os desafios da digitalização e as novas formas de criação artística.

Para Margarida Balseiro Lopes, «a tecnologia deve estar ao serviço da Cultura, mas não pode substituir a visão, o pensamento crítico, a sensibilidade e a experiência humana».

No dia 9, o Teatro das Figuras, em Faro, recebe a sessão “Políticas Culturais para a Música: da criação à circulação” com vários agentes e entidades culturais.

A iniciativa pretende identificar respostas para um setor em transformação, marcado por novos modelos de negócio e desafios para a criação artística. “É preciso refletir sobre as condições da produção e da circulação da música e os novos padrões de consumo e os impactos no trabalho, valorização e reconhecimento dos artistas portugueses”, considera a ministra.

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Festival regressa às Escaidinhas de Ferragudo para celebrar o Solstício de Verão

O Festival das Escaidinhas, que tem lugar em Ferragudo por ocasião do Solstício de Verão, regressa no próximo dia 21 de Junho, domingo, entre as 18 e as 23 horas, afirmando-se como uma celebração da identidade, da criatividade e do património humano e arquitetónico da vila.

Inspirado no momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto e os dias alcançam a sua maior duração — uma época que, desde tempos ancestrais, foi assinalada por diversas culturas europeias através de festividades ligadas à luz, à abundância e à renovação — o festival convida a comunidade e os visitantes a redescobrirem a vila através da arte e da partilha.

Na edição deste ano, e considerando o ambiente associado ao Mundial de Futebol, a organização procurou enquadrar o evento em espaços onde o fervor futebolístico não se faça sentir de forma predominante.

Em paralelo, «optou-se por uma redução dos dias de programação, privilegiando uma experiência mais contemplativa, com maior foco na fruição e perceção artística», explica a Junta de Freguesia de Ferragudo, que organiza o festival.

As escadinhas, travessas, largos e recantos que moldam a personalidade única de Ferragudo transformam-se em palcos inesperados, onde se cruzam música, teatro, dança, poesia, artes visuais, gastronomia e outras expressões culturais.

O próprio percurso pela vila integra a experiência, despertando um olhar renovado sobre espaços carregados de história e memória coletiva.

O percurso artístico terá início junto ao Salva-Vidas de Ferragudo, seguindo em direção à igreja e culminando no Cruzeiro de Nossa Senhora da Conceição.

Ao longo deste trajeto, o público poderá encontrar atuações de bandas musicais, piano, exibição de curtas-metragens e, após o pôr do sol, um momento de DJ set.

O Festival das Escaidinhas continua a afirmar-se como um projeto de valorização do espaço público enquanto lugar de encontro, promovendo a criação artística e fortalecendo a ligação entre residentes, visitantes, associações e agentes culturais.

Para os artistas, representa uma oportunidade singular de apresentar o seu trabalho num contexto de proximidade e grande beleza. Para o público, é um convite a percorrer a vila de forma livre, surpreendente e inspiradora.

O Festival é uma co-produção de A Boia Associação Cultural e da Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.

O nome Escaidinhas é uma homenagem à forma como a palavra “escadinhas” é dita nesta zona do Algarve.

Veja aqui a reportagem sobre a edição do ano passado do Festival das Escaidinhas:



Sul Informação

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Vai haver uma visita especial às obras nas Ruínas Romanas de Milreu

As Ruínas Romanas de Milreu, monumento afeto ao Património Cultural, promovem, no dia 12 de junho, às 10h00, uma visita aos trabalhos arqueológicos que estão em curso no monumento, no âmbito das Jornadas Europeias de Arqueologia.

Este ano, o tema das jornadas é “Arqueologia a Acontecer”.

«Seguindo a temática proposta pelo Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (Inrap), a atividade será dedicada à arqueologia preventiva e ao seu papel na proteção, salvaguarda e valorização do Património Arqueológico», explica o instituto Património Cultural.

As Ruínas Romanas de Milreu estão temporariamente encerradas ao público devido à execução da empreitada de “Requalificação do Centro Interpretativo e Outros Trabalhos”, desenvolvida no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Esta visita constituirá, por isso, uma oportunidade para conhecer de perto os trabalhos em curso. 

Os participantes têm de acompanhar o grupo durante toda a visita, não sendo permitido circular livremente pela área da obra.

Devem usar calçado raso, fechado e confortável e respeitar todas as orientações de segurança no espaço da obra, incluindo o uso obrigatória do equipamento de proteção individual fornecido (capacete e colete).

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Fortaleza de Armação de Pêra recebe arraial das Mulheres Social Democratas

As Mulheres Social Democratas (MSD) do Algarve vão promover, no próximo dia 26 de junho, pelas 19:00, um arraial na Fortaleza de Armação de Pêra, iniciativa que pretende reunir militantes, simpatizantes e a população em geral num ambiente de convívio, celebração e participação comunitária.

O evento terá lugar num dos espaços mais emblemáticos da costa algarvia, proporcionando aos participantes a oportunidade de desfrutar do pôr do sol junto ao mar, num cenário de grande valor patrimonial e paisagístico.

Aberta a toda a comunidade, a iniciativa procura reforçar a proximidade entre os cidadãos e as estruturas locais do partido, promovendo simultaneamente a cultura popular e as tradições da região.

Música, gastronomia e participação comunitária em destaque

O programa inclui animação musical, gastronomia tradicional, momentos de confraternização e várias atividades destinadas a proporcionar uma experiência inclusiva e acessível a participantes de todas as idades.

Segundo a organização, o arraial pretende criar um espaço de encontro e partilha, onde a tradição e a identidade algarvia assumem especial relevância, promovendo o convívio entre diferentes gerações e fortalecendo os laços comunitários.

A iniciativa procura igualmente valorizar o papel das mulheres na vida política, social e associativa da região, destacando a importância da participação cívica, da igualdade de oportunidades e do envolvimento ativo na comunidade.

As Mulheres Social Democratas do Algarve sublinham ainda o seu compromisso com uma sociedade mais participativa e próxima dos cidadãos, defendendo uma atuação atenta às necessidades e aspirações das comunidades locais.

A organização convida a população a participar neste momento de celebração, convívio e cidadania, que pretende afirmar-se como um espaço de encontro, diálogo e valorização das tradições regionais.

A entrada é livre.

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Arte invade as ruas de Ferragudo em mais uma edição do Festival das Escadinhas

Ferragudo volta a celebrar a chegada do verão com mais uma edição do Festival das Escadinhas, iniciativa cultural que decorre anualmente em junho, por ocasião do Solstício de Verão, e que tem vindo a afirmar-se como um dos eventos mais identitários da vila.

Inspirado no momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto e os dias registam a sua maior duração, o festival recupera o espírito das antigas celebrações ligadas à luz, à abundância e à renovação, convidando residentes e visitantes a descobrir Ferragudo através da arte e da partilha.

Na edição de 2026, a organização introduziu alguns ajustes ao formato habitual. Tendo em conta o ambiente associado ao Mundial de Futebol, optou por concentrar a programação em espaços onde a influência do evento desportivo seja menos evidente. Em simultâneo, reduziu o número de dias de programação, privilegiando uma experiência mais intimista e contemplativa, centrada na fruição artística.

Música, cinema e arte ocupam as escadinhas da vila

As escadinhas, travessas, largos e recantos que caracterizam Ferragudo voltam a assumir o papel de cenários culturais, acolhendo diferentes expressões artísticas, desde música, teatro, dança e poesia até artes visuais, cinema e gastronomia.

O percurso artístico terá início junto ao Salva-Vidas de Ferragudo, seguindo em direção à Igreja de Nossa Senhora da Conceição e terminando no Cruzeiro de Nossa Senhora da Conceição. Ao longo do trajeto, o público poderá assistir a atuações de bandas musicais, momentos de piano ao vivo, exibição de curtas-metragens e, já depois do pôr do sol, a um DJ set.

Mais do que um evento cultural, o Festival das Escadinhas continua a afirmar-se como um projeto de valorização do espaço público enquanto lugar de encontro e convivência, promovendo a criação artística e reforçando os laços entre residentes, visitantes, associações e agentes culturais.

Para os artistas, o festival constitui uma oportunidade privilegiada para apresentar o seu trabalho num ambiente de proximidade com o público e enquadrado pela beleza singular da vila.

Ferragudo convida a percorrer as suas ruas

Para quem visita Ferragudo, representa um convite a percorrer as suas ruas de forma livre e surpreendente, descobrindo novos olhares sobre espaços marcados pela história e pela memória coletiva.

A organização destaca que o evento se afirma como uma celebração da “identidade, da criatividade e do património humano e arquitetónico de Ferragudo”, transformando a vila num espaço de encontro entre cultura, património e comunidade.

O Festival das Escadinhas é uma coprodução da Associação Cultural A Boia e da Junta de Freguesia de Ferragudo, contando ainda com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.

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L’arte nascosta nei giardini segreti di Venezia: da Flora Fantastica al Redentore, il filo verde della Biennale 2026

A Venezia esistono giardini che non si offrono subito allo sguardo. Bisogna arrivarci per sottrazione: lasciarsi alle spalle il passo compatto di Piazza San Marco, il rumore dei trolley, la corrente dei visitatori che si sposta da una riva all’altra, e poi entrare in una zona più quieta, dove il verde appare quasi per scarto, come se la città lo avesse custodito per sé. I Giardini Reali sono così: un cuore verde a pochi metri dal bacino di San Marco, nascosto e centrale insieme, abbastanza vicino alla piazza più fotografata del mondo da sembrarne un controcampo segreto. La serra ottocentesca che oggi ospita Flora Fantastica, la mostra promossa da Swatch per celebrare l’anniversario dello Swatch Art Peace Hotel di Shanghai, sembra il luogo giusto per cominciare un itinerario veneziano diverso, costruito non sulla fretta di vedere tutto, ma su un filo più sottile: l’arte quando incontra i giardini, le serre, gli orti murati, gli spazi verdi sottratti per qualche ora alla pressione della città.

La 61ma Esposizione Internazionale d’Arte, intitolata In Minor Keys, si svolge dal 9 maggio al 22 novembre 2026 e accende la città con una costellazione di mostre, fondazioni e palazzi aperti che funzionano come una sorta di Fuori Biennale. Basta dare uno sguardo ai numeri per avere un’idea della portata dell’evento: la Fondazione prevede un risultato positivo di 4,985 milioni di euro e ricavi da biglietteria, editoria, servizi di ristorazione, sponsorizzazioni ed erogazioni liberali per 36,364 milioni di euro; dentro questa voce, le sole sponsorizzazioni e donazioni private sono stimate in 7,920 milioni, mentre gli altri ricavi legati anche a eventi collaterali, ospitalità, utilizzo di spazi e aree ammontano a 7,279 milioni. Sono numeri che spiegano perché, nei mesi della Biennale, Venezia cambi scala: l’effetto non si misura solo nei biglietti staccati ai Giardini e all’Arsenale, ma negli alberghi, nei ristoranti, nei trasporti, nelle fondazioni private, nelle gallerie, nei palazzi aperti per mostre temporanee e in quel fitto “Fuori Biennale” che trasforma l’intera città in una piattaforma culturale diffusa. Di fronte a questa mappa sterminata, la “fomo” – la paura di perdersi qualcosa – colpisce anche l’arte. Ma l’urgenza è immotivata: le esposizioni durano mesi. La scelta migliore è rinunciare all’ansia del programma totale, individuare un filo conduttore e seguirlo per due giorni, magari lontano dai ponti festivi e dai weekend più affollati. Noi abbiamo scelto il verde.

Dai platani di Shanghai all’orchidea barocca: l’arte mutevole nella serra ottocentesca

La prima tappa ci porta a due passi da Piazza San Marco, ai Giardini Reali. Qui, all’interno della storica serra ottocentesca, va in scena Flora Fantastica, progetto a ingresso gratuito promosso da Swatch per celebrare i quindici anni dello Swatch Art Peace Hotel di Shanghai. Il verde del parco filtra dalle ampie vetrate, l’umidità lagunare altera i riflessi dei materiali e la luce naturale trasforma l’esposizione in un organismo vivo. I cinque artisti invitati, tutti ex residenti dell’hub creativo cinese, utilizzano linguaggi distanti per esplorare la natura come archivio di identità e memoria, senza mai forzare lo spazio che li ospita. Il confine tra dentro e fuori, tra opera e ambiente, resta volutamente instabile: una corteccia fotografata a Shanghai dialoga con gli alberi veneziani, un arancio ricamato riporta al Mediterraneo, una creatura subacquea digitale sembra rispondere alla laguna.

I lavori chiedono uno sguardo lento. L’italiana Stefania Orrù dialoga con la matericità del luogo: usa calce, sabbia e pigmenti naturali su iuta per evocare le ombre dei giardini urbani di Shanghai. “Non c’è una figura che voglio descrivere, ma semmai una vibrazione che voglio far provare”, spiega davanti a tele che paiono superfici erose dal tempo, dalle quali l’immagine sembra emergere anziché essere dipinta. La fotografa cinese Hammer Chen porta dentro la serra le cicatrici della memoria urbana: i frammenti di platani fotografati a Shanghai vengono ricomposti in strutture monumentali su rame e tessuto, trasformando la natura cittadina in una texture metallica e anatomica. Il turco Mustafa Boğa impone uno spazio ancora più intimo. La sua serie Orange Tree intreccia i ricordi d’infanzia del sud della Turchia: quelli che da lontano sembrano dipinti a olio o vecchie stampe, da vicino si rivelano fittissimi ricami realizzati a mano, capaci di trattenere il respiro del tempo. Il ritmo si spezza con l’argentina Elisa Insua, che trasforma i rifiuti e l’accumulo in una gigantesca scultura floreale barocca: un’orchidea composta da bijoux e materiali di recupero scovati nei mercatini, dove ciò che era nato come decorazione effimera si fa struttura monumentale. Chiude l’esposizione la canadese-cinese Catherine Chun Hua Dong con un’installazione in realtà virtuale che reinterpreta il mito di Mulan in un paesaggio sottomarino dai colori intensi, dimostrando come il corpo e l’identità continuino a trasformarsi proprio come il paesaggio naturale. Cinque linguaggi diversi che, nello spazio dei Giardini Reali, non vengono ricondotti a un’unica estetica ma a una stessa domanda: cosa resta della natura quando passa attraverso la memoria, la città, il consumo, la tecnologia, l’identità personale?

È una rivoluzione gentile, quella cercata dal marchio svizzero: “Abbiamo creato qualcosa di speciale all’interno di un luogo magico“, racconta Carlo Giordanetti, Ceo dello Swatch Art Peace Hotel. “Avevamo dato un tema d’ispirazione naturale e ci siamo accorti che, in modo spontaneo, i lavori di molti artisti della residenza si stavano avvicinando a quell’idea. La natura ci piace perché ha un numero di suggestioni quasi infinito”. Il focus, precisa Giordanetti, è totalmente slegato dal prodotto commerciale: “Per noi è importante che l’artista capisca che non viene alla residenza per lavorare su degli orologi, ma per lavorare su se stesso, per la propria carriera, per esprimere al meglio il proprio linguaggio. Il nostro è un inno alla libertà artistica. Ci piace sovvertire le regole, portare avanti questo progetto con i giovani artisti per cercare di dare loro lo spazio che si meritano e offrire una visibilità che altrimenti farebbero più fatica ad avere”.

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Giardini Reali in Venedig im Sommer

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a green arch made of trees in front of the entrance to the house in the Giardini Reali of Venice

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Elisa Insua @ Credit Jake Homovich

Il segreto della Giudecca: l’orto del Palladio svelato al pubblico dopo cinque secoli

Attraversando il bacino di San Marco si approda alla Giudecca, dove si svela un segreto custodito per cinque secoli. Dietro l’imponente facciata palladiana della chiesa del Santissimo Redentore, si apre l’antico Orto Giardino del convento dei frati minori cappuccini. Devastato dall’“acqua granda” del 2019, questo spazio è stato restituito alla città grazie a un meticoloso restauro filologico curato dalla Venice Gardens Foundation con il maestro paesaggista Paolo Pejrone. Camminare oggi sotto i 400 metri del pergolato in castagno, avvolti da rose e glicini, circondati da oltre 2.500 ulivi, cipressi e piante officinali, è un’esperienza estraniante.

“Restaurare un giardino, per noi, significa restituire un luogo alla comunità urbana: uno spazio di incontro, riflessione, meditazione“, sottolinea Adele Re Rebaudengo, presidente della Fondazione. “C’è poi un altro significato, forse il più profondo: il giardino come spazio di armonia tra corpo e anima. In linea con l’antica concezione monastica, per cui l’orto-giardino era un’anticipazione del paradiso, questo luogo induce a un senso di pace interiore. Non genera solo benessere fisico, ma diventa una cura per l’anima”.

In questa cornice si inserisce la mostra Orizzonte. Un giardino a Venezia (aperta fino a ottobre). Ospitata nelle Antiche Officine restaurate, l’esposizione porta la firma della fotografa e regista Sarah Moon. Invitata a trascorrere un periodo di isolamento tra queste mura, Moon ha realizzato un film di quattro minuti accompagnato dalle note di Arvo Pärt, affiancato da una selezione di fotografie che catturano ombre e silenzi. “Entrare in questo luogo significa varcare una soglia, fare un passo all’interno delle profondità del mondo, in un tempo sospeso fuori dal tempo, in un silenzio che non avevo mai sentito prima”, ha confessato l’artista. E Re Rebaudengo chiosa: “La sua arte e l’impegno della Fondazione convergono qui nel proposito di sentire la natura, concorrendo alla sua preservazione”.

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Il giardino segreto a Dorsoduro: l’arte contemporanea sbarca a Casa Sanlorenzo

Il nostro itinerario si conclude nel sestiere di Dorsoduro, a pochi passi da Punta della Dogana, dove l’estetica nautica ha inaugurato il suo nuovo presidio culturale. Casa Sanlorenzo è un polo espositivo di mille metri quadrati ricavato da un edificio degli anni Quaranta abbandonato da tempo. A renderlo unico nel fitto tessuto urbano veneziano è il suo giardino privato di 600 metri quadrati, che si affaccia direttamente sulle maestose cupole della Basilica di Santa Maria della Salute.

Il restauro, firmato dall’architetto Piero Lissoni, rifugge la nostalgia passatista: opta per una crasi tra il recupero delle facciate in mattoni e un minimalismo rigoroso negli interni, con geometrie in vetro e metallo che rimandano alla lezione del maestro veneziano Carlo Scarpa. A sancire questa unione è il nuovo ponte pedonale, con finiture in pietra d’Istria e un corrimano in legno che richiama un remo. Un manufatto che Lissoni definisce “non semplicemente una macchina per trasportare persone, ma un ponte culturale, ideale”. Lo spazio è un incubatore che affianca la collezione permanente del marchio alle mostre contemporanee. Un luogo dove l’industria si spoglia del concetto di lusso per abbracciare l’impegno civico e intellettuale, trovando nel suo giardino antistante la Salute il rifugio perfetto per concludere il viaggio. Gli spazi ospitano fino al 28 giugno 2026 la mostra WAVES, curata da Sergio Risaliti e Cristiano Seganfreddo, un percorso multisensoriale che fonde le opere di artisti come Lucio Fontana, Alexander Calder e Tony Cragg con i paesaggi olfattivi di Xerjoff e quelli sonori di Glauk, declinando il tema dell’onda come metafora di energia e trasformazione per la città d’acqua.

L'articolo L’arte nascosta nei giardini segreti di Venezia: da Flora Fantastica al Redentore, il filo verde della Biennale 2026 proviene da Il Fatto Quotidiano.

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Fernando Pessanha apresenta obra sobre o cavaleiro Rui Valente em Castro Marim

A Comendadoria do Algarve do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém promove, no próximo dia 12 de junho, pelas 19h00, uma sessão pública de apresentação da obra “O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV”, do historiador Fernando Pessanha.

A iniciativa terá lugar na Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim, espaço que, pela sua envolvência histórica, reforça o enquadramento temático da apresentação.

A sessão contará com a presença do autor e será conduzida por Mariana Ornelas do Rego. A obra foi distinguida com o 1.º lugar na 3.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro.

A iniciativa insere-se na missão da Ordem de São Lázaro de promoção e divulgação da investigação histórica, contribuindo para a preservação da memória e para a valorização do património cultural e identitário do Algarve.

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Fernando Pessanha apresenta em Castro Marim obra distinguida sobre figura do Algarve quatrocentista

A Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim, recebe no próximo dia 12 de junho, pelas 19:00, a apresentação pública do livro O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador Fernando Pessanha.

A iniciativa é promovida pela Comendadoria do Algarve do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém e pretende dar a conhecer uma obra centrada numa figura histórica ligada ao Algarve medieval.

A apresentação contará com a presença do autor e será conduzida por Mariana Ornelas do Rego. A obra distinguida estará em destaque numa sessão aberta ao público, integrada numa estratégia de valorização da memória histórica e cultural da região.

Livro distinguido em prémio de ensaio histórico

O livro de Fernando Pessanha foi distinguido com o 1.º lugar na terceira edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro, reconhecimento que reforça a relevância da investigação desenvolvida sobre a história marítima e militar do Algarve durante o século XV.

A escolha da Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho” para acolher a apresentação não é aleatória. Segundo a organização, a ambiência histórica do espaço “reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa”.

Com esta sessão, a Ordem de São Lázaro pretende aproximar o público de episódios e protagonistas da história algarvia, promovendo simultaneamente o conhecimento e a reflexão sobre o património regional.

A instituição sublinha que a iniciativa se enquadra no seu trabalho de valorização da memória coletiva, reafirmando o compromisso de “preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento” e de continuar a “valorizar os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio”.

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Mais de 20 festas marcam os 15 anos da Rua 80 no Algarve

A Rua 80, programa de rádio dedicado à música dos anos 80 e uma das referências do entretenimento temático no Algarve, vai assinalar o seu 15.º aniversário com uma tournée que promete levar a festa a várias localidades da região ao longo do verão.

A iniciativa, denominada Tournée Rua 80 – 15 Anos, inclui 23 atuações entre os meses de junho e setembro, percorrendo oito concelhos algarvios, do litoral ao interior, com entrada livre.

Segundo a organização, as festas serão animadas pelo DJ Nuno Silva e decorrerão em praças, jardins e espaços culturais, começando a 6 de junho, em Alte, e terminando a 26 de setembro, na Cortelha, ambos no concelho de Loulé.

Digressão percorre litoral e interior do Algarve

Ao longo de quase quatro meses, a tournée passará pelos concelhos de Loulé, Portimão, Silves, Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel, Vila do Bispo, Castro Marim e Olhão.

O roteiro inclui locais emblemáticos do turismo algarvio, como Armação de Pêra, Monte Gordo e Quarteira, mas também várias localidades do interior da região.

De acordo com a organização, esta distribuição geográfica pretende reforçar a proximidade com diferentes comunidades e contribuir para a valorização do território algarvio, contando para isso com o apoio de juntas de freguesia, câmaras municipais e associações locais.

Nuno Silva, DJ e criador do projeto, sublinha que “a “Festa da Rua 80” é mais do que um evento musical; é um espaço de partilha de memórias afetivas”, acrescentando que “Quando ouvimos aquelas canções, todos temos uma história para contar. Queremos que o Algarve inteiro se sinta parte desta celebração”.

Mais de duas décadas de música e memórias

O calendário já conta com 22 datas confirmadas, estando prevista uma 23.ª atuação, marcada para 13 de julho, cujo local será anunciado posteriormente. Entre os locais já divulgados encontram-se Portimão, Silves, Armação de Pêra, Monte Gordo, Manta Rota, Alcantarilha, Sagres, Odeleite, Almancil, Quarteira e Olhão.

Criada há 15 anos, a Rua 80 consolidou-se como um projeto de rádio e animação dedicado à música e à cultura da década de 1980, sendo atualmente uma das marcas mais reconhecidas das festas temáticas de verão no sul do país.

Com esta tournée comemorativa, o projeto pretende celebrar a ligação construída ao longo dos anos com o público algarvio, levando a música, a nostalgia e o convívio a diferentes pontos da região.

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