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Incêndio em Vieira do Minho com mais de 100 operacionais e seis meios aéreos

O incêndio que deflagrou hoje de manhã no concelho de Vieira do Minh, estava às 16:30 a ser combatido por 111 operacionais, 29 viaturas terrestres e seis meios aéreos, indicou a Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Ave adiantou à agência Lusa que o incêndio está a consumir mato num encosta de difícil acesso, na zona da histórica Ponte de Misarela que separa o Minho de Trás-os-Montes, nomeadamente entre Ruivães (Vieira do Minho) e Ferral (Montalegre) sobre o Rio Rabagão. Não há casas ou bens em risco.

O combate ao fogo, que deflagrou pouco depois das 06:00 na União das Freguesias de Ruivães e Campos, foi sendo reforçado ao longo do dia.

Quanto ao incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro, também no distrito de Braga, e que foi dado como dominado pelas 22:14 de quinta-feira, teve hoje uma reativação, mas, pelas 17:30, fonte do Comando Sub-regional do Cávado disse à Lusa que o reacendimento já estava dado como dominado.

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Absolvido ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de atear 18 fogos

O ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de ter ateado 18 incêndios florestais naquele concelho em 2019 foi hoje, novamente, absolvido, tendo o tribunal entendido que a geolocalização do telemóvel não prova que esteve no local exato dos fogos.

O ex-bombeiro, agora de 46 anos, já tinha sido ilibado em 2023, pela inconstitucionalidade da Lei dos Metadados, que não permitia o acesso à localização do telemóvel do acusado próximo dos locais dos fogos e que eram a base da acusação do Ministério Público, datada da 2020.

O arguido estava acusado de atear 18 incêndios florestais neste concelho do distrito de Bragança e de causar prejuízos na ordem dos 270 mil euros.

Segundo o Ministério Público, “decidiu atear incêndios a terrenos florestais e agrícolas, sabendo que seriam combatidos pela corporação de bombeiros de que fazia parte, para poder evidenciar-se nesse combate, nomeadamente pelo exercício das referidas funções de chefia, e assim progredir hierarquicamente”.

Na análise do recurso, o Tribunal da Relação de Guimarães entendeu valorar a geolocalização do arguido, devido a uma alteração à lei que permite o uso de metadados para investigação criminal, determinando que o processo voltasse à primeira instância para nova apreciação.

Hoje foi lido o novo acórdão, no Tribunal de Bragança, com o coletivo de juiz presente por videoconferência e sem a presença do arguido.  

Para o Tribunal de Bragança, existem provas que os incêndios foram provocados por mecanismos de combustão lenta, no entanto, não dá como provado as horas exatas a que foram ateados esses mesmos incêndios em 2019, nem que o ex-bombeiro esteve nesse local.

Segundo o coletivo de juiz, a geolocalização abrange uma área e não o local exato onde começou o incêndio e, por isso, “não permitindo concluir que o suspeito estava no local”, é “incapaz” de provar que ateou os fogos.

As testemunhas ouvidas no processo revelaram ter visto o ex-bombeiro passar pelos locais, mas nenhuma viu o ato de ignição.

O comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé disse também em tribunal que o arguido lhe chegou a confessar que tinha provocado o incêndio. Contudo, o tribunal considerou hoje que esta declaração é “ambigua”, porque não foi determinado quais terá ateado e não há uma confissão oficial.

Além disso, o Tribunal de Bragança também aceitou a anulação das buscas feitas ao canil e do material ali apreendido para prova, pedidas pela defesa do arguido, que alegou que os mandados de busca não abrangiam a infraestrutura em questão.

Assim, o Tribunal de Bragança considerou que não há provas “suficientemente fortes” para condenar o antigo bombeiro de Alfândega da Fé.

A Lusa tentou obter reação da advogada de defesa, que disse não querer falar, referindo em tribunal que durante “estes sete anos” a verdadeira pessoa responsável pelos incêndios não foi julgada.

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Fogo em Terras de Bouro já está dominado

O incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro foi dado como dominado pelas 22:14 de hoje, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado indicou que o fogo foi dado como dominado pelas 22:14 e que não tinha registo de danos ou vítimas, no incêndio que esteve a consumir zona de mato.

Durante a tarde de hoje, pelas 19:00, o fogo com origem na freguesia de Valdosende esteve a ser combatido por cerca de 200 operacionais, 58 veículos terrestres e sete meios aéreos.

Pelas 23:15, mantinham-se no terreno 176 operacionais, apoiados por 54 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Mais de 200 bombeiros e 7 meios aéreos. Incêndio em Terras de Bouro continua com 2 frentes ativas

O incêndio que deflagrou na noite de quarta-feira no concelho de Terras de Bouro, estava hoje, pelas 19:00, a ser combatido por cerca de 200 operacionais, 58 veículos terrestres e sete meios aéreos.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado adiantou à agência Lusa que o incêndio, com origem na freguesia de Valdosende, continua a lavrar com duas frentes ativas, numa encosta e a consumir mato, sublinhando não haver casas ou bens em risco.

Este incêndio foi tendo ao longo do dia de hoje vários momentos de reforço de meios terrestres e aéreos.

Às 06:30, o combate às chamas mobilizava 75 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 18 veículos, estando “a consumir uma área de mato numa encosta de difícil acesso”, indicou na ocasião o Comando Sub-regional do Cávado.

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Loulé juntou equipas de 1ª intervenção em fogos rurais do concelho num encontro em Salir

34 equipas operacionais de 1ª intervenção em fogos rurais de Loulé reuniram-se em Vale Maria Dias, na freguesia de Salir, na terça-feira, para «um momento de formação e sensibilização», onde também foram esclarecidas «dúvidas sobre procedimentos que devem ser acautelados por estas equipas em contexto real».

O 9º Encontro Municipal de Equipas de 1ª Intervenção em Fogos Rurais teve lugar na Unidade Avançada de Proteção Civil e teve o objetivo geral de «otimizar a resposta a incêndios florestais, numa altura em que estamos a entrar na fase crítica do ano», segundo a Câmara de Loulé.

Esta foi «uma ação eminentemente prática, fomentando as dinâmicas de grupo. O Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé abordou as temáticas das regras de segurança, comunicações rádio (noções básicas) e equipamentos de proteção individual. Coube ao ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas esclarecer dúvidas sobre o fogo controlado e a prevenção estrutural».

O representante do Exército, uma das entidades parceiras da Câmara Municipal de Loulé, «fez o enquadramento da sua presença neste dispositivo, abordando ainda a questão da vigilância armada das Forças Armadas».

«Já os Bombeiros Sapadores de Loulé, elementos que estão na linha da frente do combate a incêndios, esclareceram os participantes no Encontro sobre o protocolo de segurança e a importância da segurança nos teatros de operação. Finalmente, a GNR – Guarda Nacional Republicana explicou como decorrem os processos de investigação das causas de incêndio e a importância da preservação de vestígios», descreveu a autarquia.

O dispositivo do concelho de Loulé conta com equipas de diversas entidades locais, nomeadamente de associações e clubes de caça (22 equipas), dos Sapadores Florestais de Loulé (uma equipa), dos Sapadores Florestais da Serra do Caldeirão (uma), da Quinta da Ombria (uma), Vigiquinta (Quinta do Lago, uma) , de Juntas de Freguesia (seis – Ameixial, Salir, Alte, Querença, Tôr e Benafim) e duas equipas municipais de Intervenção Florestal .

«Todas as equipas estão dotadas de kits de primeira intervenção cedidos pelo Município, equipados com depósitos de água, motobombas, abafadores e equipamentos de proteção individual», salientou a Câmara de Loulé.

A autarquia lembra que, na semana em que se celebrou o dia do município reforçou este apoio «com a entrega de reboques com kits adicionais para pré-posicionamento nas Juntas de Freguesia».

«Estas forças desempenham um papel crucial ao garantir o ataque inicial rápido, extinguindo a maioria dos focos de incêndio à nascença. Atuam ainda no rescaldo e na vigilância diurna e noturna. Os caçadores assumem relevância especial pelo conhecimento profundo do território, guiando os bombeiros no terreno», resumiu.

Face às previsões de um ano particularmente difícil, a Câmara Municipal de Loulé «vai intensificar as campanhas de sensibilização pública. O plano de segurança para os meses de maior risco inclui o patrulhamento a cavalo da GNR e a vigilância ativa das equipas do Exército no interior do concelho. O Município irá também acelerar as medidas de proteção da floresta, como a criação de mais Condomínios de Aldeia e o programa “Aldeias Seguras”».

«Este ano será particularmente difícil, por isso temos que estar todos muito vigilantes. O Município vai reforçar as medidas de sensibilização e comunicação para o risco de incêndio e para a necessidade de todos adotarmos medidas preventivas que permitam reduzir o risco de incêndio. Só assim poderemos evitar uma eventual calamidade que coloque em risco a população, os seus bens e também o nosso património natural», assegurou Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

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Loulé | Equipas de 1ª intervenção de Loulé preparam-se para período crítico dos incêndios

O Município de Loulé reuniu o seu dispositivo local no 9º Encontro Municipal de Equipas de 1ª Intervenção em Fogos Rurais, evento que decorreu na passada terça-feira, na Unidade Avançada de Proteção Civil, em Vale Maria Dias, freguesia de Salir. Esta iniciativa juntou 34 equipas operacionais, com vista a otimizar a resposta a incêndios florestais, […]

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Combate a incêndio em Terras de Bouro reforçado com três meios aéreos

O combate ao incêndio florestal que lavra já desde o início da noite de quarta-feira, em Valdosende, no concelho de Terras de Bouro, foi reforçado ao início da manhã desta quinta-feira, com três meios aéreos, estando na zona 90 bombeiros e 25 veículos.

As chamas deflagraram por volta das 20 horas de quarta-feira, nas imediações do lugar do Assento, no centro da freguesia de Valdosende, por razões ainda a determinar, tendo sido combatidas toda a madrugada por mais de meia centena de bombeiros.

Face à escuridão e aos múltiplos fios elétricos de alta tensão, não houve qualquer possibilidade de destacar quaisquer meios aéreos para o teatro de operações, mas logo ao início da manhã, já foram mobilizados três meios aéreos para a zona do incêndio.

Além dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, várias corporações da área de jurisdição da Subregião do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e ainda militares da GNR estão a combater o incêndio florestal.

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Fogo em Odemira foi dado como dominado ao final da noite de quarta-feira

O incêndio que deflagrou esta quarta-feira, dia 10 de Junho, numa zona de mato do concelho de Odemira foi dado como dominado ao final da noite, de acordo com o site da Proteção Civil.

O fogo que lavrou mais de 11 horas na freguesia de São Luís está em fase de resolução desde as 23h45, depois de uma segunda frente, que estava em direção a sul, também ter sido debelada.

Durante a tarde, os bombeiros tiveram de defender das chamas, que lavravam desde as 11h49, um monte onde residem dois homens.

«Não ofereceu qualquer perigo, nem para os habitantes nem para os animais», porque, graças à intervenção dos bombeiros, «o incêndio contornou o monte», adiantou à Lusa o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Cerca das 00h30, continuavam no terreno 138 operacionais, com o apoio de 54 meios terrestres.

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Mais de 60 bombeiros combatem violento incêndio em Terras de Bouro

Um incêndio florestal de grandes proporções está a consumir uma zona alargada da freguesia de Valdosende, em Terras de Bouro.

O incêndio começou poucos minutos antes das 20:00 desta quarta-feira, na localidade de Assento.

Mais de 60 bombeiros combatem violento incêndio em Terras de Bouro
Foto: O MINHO

Às 22:30, estavam no teatro de operações 64 operacionais e 16 veículos de diversas corporações do distrito de Braga, além da Guarda Nacional Republicana.

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Fogo continua a lavrar em Odemira com uma frente ativa

O incêndio numa zona de mato que deflagrou esta quarta-feira no concelho de Odemira continuava, às 20h00, a lavrar com uma frente ativa, mobilizando 143 operacionais e quatro meios aéreos, revelou a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que «uma das duas frentes foi debelada», estando a outra, em direção a sul e junto a uma linha de água, a oferecer mais resistência ao combate.

Durante esta tarde, referiu o responsável, os bombeiros tiveram que defender das chamas um monte onde residem dois homens.

«Não ofereceu qualquer perigo, nem para os habitantes nem para os animais», porque, graças à intervenção dos bombeiros, «o incêndio contornou o monte», adiantou.

Tiago Bugio previu que o incêndio seja controlado nas próximas horas, antevendo «muito trabalho» durante a noite.

«O objetivo é evitar que esta frente em direção a sul progrida, seguidamente é consolidar todo o perímetro com máquina de rasto e também fazer um rescaldo de forma a evitar reativações», acrescentou.

O fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís.

Às 20h00, as chamas eram combatidas por 143 operacionais, apoiados por 52 veículos, dois aviões e dois helicópteros.

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Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço

Um incêndio florestal que deflagrou, na terça-feira da semana passada, danificou parte do passadiço junto ao marco de fronteira n.º 1, em Cevide, Melgaço.

As chamas terão tido origem num terreno agrícola situado nas imediações e que acabaram por se alastrar até aos passadiços em madeira que ligam a aldeia ao emblemático marco de fronteira, que é o ponto mais a norte de Portugal.

Desde o dia do incêndio, os Bombeiros Voluntários de Melgaço têm sido chamados com regularidade para consolidar o rescaldo, devido ao risco de reacendimento no local, apurou O MINHO junto de fonte da corporação.

Esta quinta-feira, os bombeiros acionados às 17:00 e deslocaram-se ao local.

“Muito triste”

Mário Monteiro, um conhecido impulsionador da aldeia de Cevide, confirma a destruição parcial dos passadiços, uma situação “muito triste”.

Em declarações a O MINHO, apela à autarquia de Melgaço para que proceda à limpeza do mato na zona para evitar que o fogo atinja aquela zona emblemática.

A Junta de Freguesia de Cristóval interditou entretanto os passadiços por “questões de segurança”.

“Tentaremos ser breves na reparação desta nossa pérola”, refere a Junta, numa publicação nas redes sociais.

Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook
Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook
Incêndio danifica passadiço junto ao marco n.º 1 de Portugal em Melgaço
Foto: Mário Monteiro / Facebook

A aldeia de Cevide é onde começa Portugal, isto é, onde se situa o primeiro marco de fronteira.

De acordo com a autarquia, uma das particularidades desta aldeia é que se ouvem cantar os galos de três províncias: Minho, Pontevedra e Ourense.

O acesso ao marco de fronteira é feito através de um pequeno passadiço com cerca de um quilómetro.

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Fogo em Odemira combatido por mais de 160 operacionais

Mais de 160 operacionais, com o apoio de três meios aéreos, combatiam às 17h30 de hoje um incêndio em mato no concelho de Odemira, havendo casas em perigo, de acordo com as autoridades.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís, no concelho de Odemira.

Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Odemira, Luís Oliveira, limitou-se a adiantar que as chamas estão próximas de algumas casas.

O combate às chamas mobilizava, às 17h30, um total de 161 operacionais, com o apoio de 56 meios terrestres e três meios aéreos, segundo o site da Proteção Civil.

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Nova plataforma ‘online’ mostra se terreno é suscetível ao fogo este verão

Um novo mapa de satélite, pensado para a previsão de incêndios e inserido numa ferramenta tecnológica ligada à propriedade rústica, permite verificar qual o território mais suscetível ao fogo este verão, ao nível das freguesias de Portugal continental.

“Este ano, pode verificar o seu terreno antes da chegada do verão. Pela primeira vez em Portugal, um mapa de satélite de 10 metros mostra as condições de fogo deste ano para cada parcela do país”, revelaram os promotores da plataforma “LandOS – A Minha Terra”.

À agência Lusa pela Lusa, Pedro Rocha, da equipa de desenvolvimento do projeto, explicou que o novo mapa foi criado por uma empresa dos Países Baixos “que trabalha em modelos matemáticos e inteligência artificial, mas com foco muito grande na prevenção de incêndios”.

“Através da introdução de outras variáveis, conseguiu gerar esse mapa, que nos dá uma previsibilidade sobre as zonas onde há mais risco de incêndio”, observou.

Frisou que a “LandOS” utiliza como base informação oficial produzida por entidades do Estado, “que usam uma série de informação, estatística, climática e outra, para calcular o risco de incêndio, e estes mapas de risco estrutural são tecnicamente muito bem feitos”. Estes mapeiam as condições da paisagem – do relevo, ao declive, tipo de vegetação ou histórico de uso do solo – que tornam o fogo mais provável.

Perante o risco estrutural existente em Portugal – consubstanciado num mapa “que não mexe ou muda de 10 em 10 anos” – a “LandOS foi à procura de criar um mapa de risco sazonal, como o que agora apresenta”.

“Olhamos para o que sucedeu no último inverno, da quantidade de precipitação, à presença de vegetação, à madeira acumulada, todas essas novas variáveis e também onde ardeu no verão passado, zonas com pouco ou nenhum coberto vegetal este ano, mas que no mapa estrutural continuam com risco elevado de incêndio”, vincou Pedro Rocha.

O novo mapa não funciona, no entanto, em tempo real: “Não diz dia a dia, hora a hora, onde está o risco. É um mapa que, à entrada do verão, nos diz, por exemplo, onde a situação é pior. E isso vai-nos ajudar, no futuro, a orientar recursos para a limpeza”, observou.

Pedro Rocha deu o exemplo do Alentejo, onde, no último inverno, choveu muito: “Se virmos no risco estrutural, pode aparecer num nível baixo. Mas se formos ao sazonal, vamos ver que há zonas que aparecem com risco alto”, indicou.

Na página da plataforma, onde se lê que “uma em cada três freguesias apresentam sinais elevados de combustível e vegetação esta época”, constam ainda outros dois exemplos, consultados pela Lusa, um deles sobre a zona do Interior Centro (concelhos da Pampilhosa da Serra, Arganil e Covilhã).

“Está entre os concelhos de maior risco estrutural em Portugal. Os incêndios de 2025 arderam grande parte desta região – a camada [do mapa] sazonal de 2026 reflete isso, o combustível desapareceu e o risco, este ano, é claramente inferior ao que a base estrutural sugere”.

O outro exemplo incide sobre o interior algarvio, “historicamente uma das zonas de menor risco no mapa estrutural”.

No entanto, a “LandOS” avisa que após um inverno “invulgarmente chuvoso, a camada de satélite mostra vegetação elevada em partes do interior – combustível que normalmente ali não existe”.

Outros dados disponíveis na plataforma tecnológica mostram que uma parte significativa de áreas florestais do interior Norte e Centro do país ardeu três ou mais vezes nos últimos 20 anos, constatando que certas paisagens, em Portugal, estão estruturalmente predispostas a arder.

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Moura: Incêndio rural no Monte da Negrita continua em fase de rescaldo

O incêndio rural que deflagrou este domingo, dia 7 de junho, na zona do Monte da Negrita, em Santo Aleixo da Restauração, no concelho de Moura, está atualmente em fase de rescaldo, «mantendo-se no terreno um dispositivo operacional destinado a consolidar o rescaldo e a prevenir eventuais reacendimentos», informou hoje o Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura.

De acordo com a «avaliação provisória efetuada», o incêndio terá consumido «aproximadamente 700 hectares, afetando sobretudo áreas de pasto, mato e sobreiro», acrescentou.

Apesar da evolução favorável da situação, os trabalhos prosseguem no terreno até estarem garantidas todas as condições de segurança.

Nas operações de combate ao fogo estiveram ontem envolvidos cerca de 160 operacionais, apoiados por 30 veículos terrestres e seis meios aéreos.

De acordo com a «avaliação provisória efetuada», o incêndio terá consumido «aproximadamente 700 hectares, afetando sobretudo áreas de pasto, mato e sobreiro», acrescentou aquele

Por isso, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura expressou «o seu reconhecimento a todos os agentes de proteção civil envolvidos na resposta a esta ocorrência, cujo empenho e profissionalismo foram determinantes para o controlo do incêndio e para a proteção de pessoas, bens e património natural».

A Proteção Civil de Moura salientou que «continuará a acompanhar a evolução da situação, prestando informação sempre que se justifique».

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