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🔴AO VIVO: Coletiva da Seleção Brasileira com Alisson, direto dos EUA

O goleiro Alisson será o representante da Seleção Brasileira na entrevista coletiva desta quinta-feira (11), durante a última semana de preparação para a Copa do Mundo 2026. O jogador atenderá os jornalistas para falar sobre a expectativa para a estreia do Brasil, o trabalho realizado sob o comando de Carlo Ancelotti e os ajustes finais da equipe antes do início da competição.

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Copa 2026: FIFA poderia ter evitado deportação e constrangimento de seleções, diz advogada

A Copa do Mundo 2026 começa nesta quinta-feira (11) sob tensão e desconfiança em relação à política migratória dos Estados Unidos, país-sede junto a México e Canadá. A advogada internacional e especialista em direito migratório Marta Mitico Valente explica que a proibição de entrada de algumas nacionalidades não fere o Direito Internacional nem o Direito de Migração, pois prevalece a soberania e as leis americanas. Ela aponta, no entanto, falhas tanto da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para negociar regras especiais de imigração ao evento, como das delegações de países que já enfrentavam restrições de entrada.

Advogada Marta Mitico Valente aponta falta de negociação da FIFA diante das restrições vigentes no território norte-americano

“Não que eu tenha qualquer simpatia pelas restrições, mas, sob o ponto de vista eminentemente legal e migratório, eram medidas que uma assessoria deveria ter prevenido. Não deveriam ter feito Copa nos Estados Unidos considerando essas restrições”, analisa.

Sobre o impacto político, Valente acredita tratar-se de um “tiro no pé” em relação à imagem dos EUA diante do mundo. “É uma pena muito grande que uma festa tão bonita como a Copa do Mundo, que é uma soma de nações, um momento de congraçamento das ações, comece dividida, com retaliações, divisões, excluindo nações”, acrescenta.

Durante a semana, várias situações geraram desconforto diplomático. Na última segunda-feira, 8 de junho, a FIFA confirmou o corte do árbitro somali Omar Artan, considerado o melhor do continente africano. Ele teve o visto negado ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami. A Somália está entre os 38 países com proibição de viagem decretada pelo governo norte-americano. Para Valente, “são momentos extremamente constrangedores, e a FIFA e as nações deveriam se insurgir e não aceitar esse tipo de medida”.

Banida de competições da Fifa devido à guerra na Ucrânia, a Rússia não disputa torneios da entidade desde 2022. As ações de EUA e Israel no Irã, Palestina e Líbano, no entanto, não sofreram as mesmas sanções.

A delegação do Irã também enfrenta problemas de visto e entrada com membros de sua comissão técnica. O acordo de paz entre os dois países parece distante neste início de Copa do Mundo, com o ataque dos Estados Unidos na última terça-feira, 9 de maio. As delegações do Uzbequistão e do Senegal relataram revistas demoradas e dificuldades durante a chegada ao país. 

A política migratória adotada pelos Estados Unidos acarreta consequências negativas à própria economia do país, segundo Valente,  quando nega vistos de emprego, estudo, turismo e para negócios. “Há dificuldade para encontrar mão de obra, contratar profissionais, para as próprias empresas americanas, que às vezes buscam profissionais em outros países. […] Não é só a concessão de vistos de emprego, mas para estudo, turismo e negócios. O país tem se fechado bastante, e isso vai impactar na economia americana”, diz. 

A advogada ainda critica a atuação da polícia imigratória (ICE), que fere direitos humanos ao separar famílias e impor tratamentos arbitrários a imigrantes ilegais no país, o que classifica como “arbítrio de soberania”.

Leia os principais momentos  da entrevista:

Temos visto diversos casos de restrição de entrada nos Estados Unidos à Copa do Mundo: árbitro da Somália, membros da delegação do Iraque e Irã, jornalistas iranianos e africanos (segundo a Associação Internacional de Imprensa Esportiva), um jogador do Haiti (o meia Woodensky Pierre), atacante iraquiano (Aymen Hussein) detido e interrogado por 7 horas antes de poder entrar no país. Essas práticas de controle de migração infringem o direito internacional ou o direito migratório?

Não. Há uma falha tanto das equipes que encaminham esses profissionais, como da FIFA. Como profissional que atua na área de imigração, sei que os Estados Unidos têm exigências e restrições a determinados países (em janeiro deste ano, 75 países tinham restrição e/ou congelamento de vistos de entrada aos EUA, incluindo o Brasil). Então, se eu sou uma pessoa dessa delegação, eu deveria ter visto como encaminhar o meu representante legal ao país com muitos meses de antecedência. A FIFA, igualmente, deveria ter organizado previamente para que toda delegação e toda equipe tivessem asseguradas essa ida para os Estados Unidos.

Cada país é soberano para estabelecer suas condições de entrada. Quando a FIFA elegeu os Estados Unidos, ela deveria ter estabelecido algumas condicionantes e dito: “vou criar uma zona neutra para que jogadores, equipe técnica, juízes tenham trânsito livre para esta Copa”. Deveria ter tido uma negociação para que as regras de imigração, ou que essas condicionantes existentes, no país tivessem uma regulação própria durante o período da Copa. Os países têm arbítrio para estabelecer essas regras, todo mundo sabe que o Irã está proibido de entrar nos Estados Unidos (o Departamento de Segurança Interna dos EUA declarou, na última terça-feira (9) que o time iraniano pode entrar no país na véspera de cada partida).

Ao indicarem um juiz somali (Omar Artan) para entrar nos Estados Unidos, alguém tinha que ter cuidado disso antes. Não que eu tenha qualquer simpatia pelas atitudes ou restrições americanas, mas sob o ponto de vista eminentemente legal, sobre o ponto de vista técnico e migratório, eram medidas que uma assessoria legal migratória deveria ter prevenido. Não deveriam ter feito Copa nos Estados Unidos considerando essas restrições. Isso deveria ter sido negociado. Isso é condição para que a Copa ocorresse lá.

O Direito de Migração tem como um de seus princípios a não discriminação de pessoas por sua nacionalidade, etnia e origem. Mesmo assim prevalece a soberania do país-sede?

Sim, prevalece a soberania. A gente tem uma série de situações, até de voluntários brasileiros, que tiveram dificuldade de ir pela demora de concessão de visto, de já estar com passagem marcada e não conseguir tirar o visto para trabalharem como voluntários na Copa. Há uma série de situações de dificuldade de concessão de visto. 

As restrições de entrada remetem às Olimpíadas de Berlim, em 1936, quando atletas judeus foram proibidos de participar. A exceção foi a esgrimista americana Helene Mayer, que ganhou medalha de prata. Qual é o ineditismo dessas restrições da Copa do Mundo e qual é o impacto diplomático disso?

Em termos corporativos, empresariais, isso também tem ocorrido porque, não raro, existem situações de empresas que estão contratando profissionais de outros países e eles não conseguem chegar para assumir a função porque o visto não foi concedido. Existe tanto a burocracia da concessão até o indeferimento do visto. Isso tem impactado o mundo corporativo pelas dificuldades burocráticas na concessão do visto. 

Você tem trabalhado diretamente com essas questões migratórias. Como isso tem afetado os negócios e a economia?

Nós temos situações de executivos que têm tido dificuldades para terem suas autorizações de residência, e seus contratos aprovados, pela demora na concessão do visto. Ou, ainda, a negativa de concessão de visto devido às restrições para ir aos Estados Unidos. [Por outro lado] há dificuldade para encontrar mão de obra, contratar profissionais, para as próprias empresas americanas, que às vezes buscam profissionais em outros países e encontram embaraço para fazer essa importação de mão de obra, pelas dificuldades burocráticas e migratórias. E as próprias universidades têm tido dificuldades para ter o aceite de estudantes, que [também] estão com dificuldades de serem recebidos pelas universidades americanas.

Não é só a concessão de vistos de emprego, mas para estudo, turismo e negócios. O país tem se fechado bastante, e isso vai impactar na economia americana. São esses profissionais que efetivamente trabalham e são esses profissionais que estão lá fazendo o serviço que os americanos não querem fazer. 

Que tipo de simbolismo essa Copa passa para o mundo?

A mensagem é péssima! É um “tiro no pé”, mas que, efetivamente, representa também um pensamento médio de uma parcela significativa da população americana. 

Sim, ainda mais com eleições de meio de mandato neste ano. 

Ele (Donald Trump) tem apoio popular e, convenhamos, os Estados Unidos da América também é um país que tem um índice de imigrantes extremamente elevado, em torno de pelo menos 15% da população, que é um percentual extremamente expressivo em termos de média de imigrantes estrangeiros. 

Existe algum tipo de mecanismo internacional que poderia dialogar ou pressionar contra eventuais abusos a imigrantes nos EUA?

Há muitos impactos relacionados à questão de direitos humanos, de separar famílias, de tratamento arbitrário. Há várias questões como a polícia vem tratando os imigrantes, não só na questão da concessão do visto, que isso efetivamente é um arbítrio de soberania, mas com relação ao tratamento dos imigrantes nos Estados Unidos. Tem o tratamento relacionado a direitos humanos e os próprios grupos de direitos humanos americanos têm se insurgido contra o tratamento hostil da polícia americana.

A grande ferramenta é a reciprocidade, um eventual tratamento recíproco que possa ser dado aos próprios americanos que estejam fora do país. Você vê a ONU, organizações internacionais, várias nações, também têm se insurgido. Até o Papa vem se colocando contra a questão migratória. Ele hostilizou uma série de medidas adotadas contra os imigrantes. Veja que todo tipo de organização, e até mesmo as religiosas, vêm se insurgindo com relação ao tratamento hostil e desrespeitoso que vem sendo dado aos imigrantes.

Alguma consideração final? 

É uma pena muito grande que uma festa tão bonita como a Copa do Mundo, que é uma soma de nações, um momento de congraçamento das ações, comece dividida, com retaliações, divisões, excluindo nações. Então, é lamentável que a gente comece o que deveria ser para unir os povos, com um movimento de separação e de isolamento.

São momentos extremamente constrangedores. A FIFA deveria realmente se insurgir, as nações deveriam realmente se insurgir e não aceitar esse tipo de medida. Essa festa começa muito triste com medidas como essas.

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Seleção do Senegal é revistada em aeroporto dos EUA às vésperas da Copa do Mundo

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma operação de segurança envolvendo a seleção do Senegal provocou repercussão internacional. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram jogadores e integrantes da delegação sendo submetidos a revistas com detectores de metal diretamente na pista de um aeroporto nos Estados Unidos.

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As imagens rapidamente geraram críticas de torcedores, jornalistas e internautas, que apontaram um suposto tratamento diferenciado em relação a outras seleções classificadas para o torneio. Nas gravações, atletas aparecem ao lado das bagagens enquanto agentes realizam inspeções individuais antes do embarque.

Diante da repercussão, a Federação Senegalesa de Futebol divulgou um comunicado esclarecendo que a ação fez parte de um procedimento previamente organizado para agilizar a logística da equipe. Segundo a entidade, a delegação deixou o hotel e seguiu diretamente para a área de embarque na pista do aeroporto, evitando os terminais convencionais. Dessa forma, as verificações de segurança foram realizadas ao lado da aeronave, permitindo um embarque mais rápido.

Mesmo com a explicação oficial, as imagens continuaram alimentando debates sobre os protocolos de entrada e circulação adotados pelos Estados Unidos durante a realização da Copa do Mundo. A discussão ganhou força porque registros de outras seleções mostram recepções consideradas mais discretas e sem procedimentos semelhantes expostos publicamente.

O episódio ocorre em um momento de atenção redobrada às políticas migratórias e de segurança norte-americanas. Nos bastidores do torneio, relatos sobre fiscalizações mais rigorosas envolvendo cidadãos de determinados países têm gerado preocupação entre dirigentes e representantes de delegações estrangeiras.

O Senegal está no Grupo I da Copa do Mundo e fará sua estreia no dia 16 de junho contra a França. A equipe ainda enfrentará Noruega e Iraque na fase de grupos

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Última dança de CR7 é o destaque do Grupo K da Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

A última dança de um dos grandes nomes do futebol atual, é isto que o Grupo K da Copa do Mundo oferece ao público. Isto porque o atacante português Cristiano Ronaldo disputará, aos 41 anos de idade, o último mundial de seleções de sua carreira. Na primeira fase da competição, a equipe de Portugal comandada por CR7 terá pela frente a Colômbia, a República Democrática do Congo e o Uzbequistão.

A seleção de Portugal começa o Mundial disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho, como a grande favorita a ficar com a primeira colocada de sua chave. Isto porque conta com uma geração muito talentosa que permite a Cristiano Ronaldo brilhar para levantar o seu primeiro troféu da Copa do Mundo.

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Male players who've scored at 5 consecutive World Cups:

◆ Cristiano Ronaldo

That's it. pic.twitter.com/z5gGi3U0Qd — FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) February 5, 2025

Comandados pelo técnico espanhol Roberto Martínez, os Lusos contam em seu plantel com alguns destaques do futebol europeu. Dois deles são titulares incontestáveis do PSG (França), o meio-campista Vitinha e o lateral Nuno Mendes. Mais experiente, mas não menos importante, é Bruno Fernandes, o grande nome do Manchester United (Inglaterra) e que pode ser considerado o maestro da seleção portuguesa.

Para Cristiano Ronaldo, a conquista de uma Copa do Mundo, justamente em sua última participação na competição, seria um belo capítulo final de carreira. Em sua melhor campanha em um Mundial, Portugal terminou no terceiro lugar no ano de 1966. No Catar, em 2022, os Lusos pararam nas quartas de final.

Cristiano Ronaldo 🇵🇹 #FIFAWorldCup pic.twitter.com/34v3xAgMDC

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) May 9, 2026

Porém, o time de CR7 tem um forte adversário no Grupo K, a seleção colombiana. O técnico argentino Néstor Lorenzo tem em mãos uma boa geração de jogadores. O mais destacado é o atacante Luis Díaz, que, após brilhar no Liverpool (Inglaterra), foi defender as cores do Bayern de Munique (Alemanha).

Outros nomes que chamam a atenção no time da Colômbia são os meio-campistas Richard Ríos, do Benfica (Portugal), e Jhon Arias (Palmeiras). Na defesa a principal peça é o zagueiro Davinson Sánchez, que defende o Galatasaray (Turquia).

🇨🇴 Colombia have qualified for #FIFAWorldCup 26!@aramco | #WeAre26 pic.twitter.com/sLhmz8Dwyq

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) September 5, 2025

A chave conta com um estreante em mundiais de seleções masculinas, o Uzbequistão. Comandado por um dos grandes zagueiros da história do futebol, o italiano Fábio Cannavaro, a equipe da Ásia Central tem a solidez defensiva como maior virtude.

Além de contar com a força de seus defensores, o Uzbequistão apostas nas transições rápidas para o ataque, onde o experiente centroavante Eldor Shomurodov, do Istanbul Başakşehir (Turquia) e com passagem pela tradicional Roma (Itália), aparece como a grande referência.

🇺🇿👏 Uzbekistan are headed to the #FIFAWorldCup for the first time!@UzbekistanFA | #WeAre26

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) June 5, 2025

O quarto integrante da chave é uma seleção que retorna a uma Copa do Mundo após um hiato de 52 anos, a República Democrática do Congo. A equipe africana, que conquistou sua classificação apenas na Repescagem Mundial, é apontada como a mais frágil do Grupo K.

Porém, para os congoleses a participação na Copa já é uma grande vitória, pois a última vez em que o país esteve na competição foi no ano de 1974, ainda como Zaire. Naquela oportunidade os africanos enfrentaram a seleção brasileira, perdendo por 3 a 0 em jogo com gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro.

This is what it means. Congo DR dared to dream. 🇨🇩#FIFAWorldCup pic.twitter.com/Zz1zr6sXix

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) April 1, 2026

Na equipe comandada pelo técnico francês Sébastien Desabre o nome que mais chama a atenção é o do atacante Cédric Bakambu, que defende o Betis (Espanha).

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‘Acreditar de Novo’ reconstrói jornada até o tetracampeonato em 1994

Marcus Vinícius Beck

Baggio, Roberto Baggio, perdeu. Mandou por cima da baliza. Mas o italiano não erra, poucas vezes falhou, por que desperdiçaria uma penalidade máxima agora? A bola deveria beijar o ângulo de Claudio Taffarel. E não beijou. O Brasil virou o primeiro tetracampeão, em 1994.

A câmera enquadra o camisa 10 da Azzurra. Está com a mão na cintura, olha para a marca da cal, expressão incrédula. Começa o doc “Tetra: Acreditar de Novo” (Netflix), dirigido por Luis Ara: a desacreditada seleção de Carlos Alberto Parreira conquistou a Copa após 24 anos.

Na TV Globo, Galvão Bueno se esganiça. “Acabou, acabou! É tetra, é tetra, é tetra”, grita o narrador, abraçado ao Rei Pelé. Mas essa cena, que pena!, não está no filme. De toda forma, inicia-se a festa no Rose Bowl, em Pasadena, Los Angeles, nos EUA, com 94.194 pessoas.

Não importa se foi a primeira final de Copa do Mundo a ficar no 0 a 0. Nem se foi a primeira decidida nos pênaltis. Mário Lobo Zagallo, coordenador técnico, sagrou-se em 17 de julho de 94 o único a participar de quatro títulos mundiais — era jogador em 58 e 62, técnico em 70.

Corta. É 24 de junho de 1990, Brasil e Argentina, oitavas de final da Copa. O Delle Alpi, em Turim, na Itália, viu o lesionado Diego Armando Maradona ajeitar a bola no centro e, como numa tacada de sinuca, enfiar um passe mágico para Caniggia, que saiu na cara de Taffarel.

El Pájaro eliminou a Seleção. E Maradona quase fez o segundo gol argentino em cobrança de falta espalmada por Taffarel. O técnico Sebastião Lazaroni, no entanto, achou que sua equipe jogara melhor. “Criamos mais”, lamentou ao “O Globo”, em 2023, ainda triste pelo placar.

E os culpados?

“Ao final, com a eliminação da Copa, vem a necessidade de apontar o culpado, o responsável ou os responsáveis. Acredito que um dos fatores do insucesso tenha recaído sobre mim”, desabafa, lembrando ter feito parte da transição do futebol arte para o pragmatismo de 94.

Do fracasso à glória — conforme mostra “Acreditar de Novo” —, a jornada foi incerta. A Seleção ia mal nas Eliminatórias. De cara, empatou sem gols com o Equador, sofrendo em seguida uma derrota inédita para a Bolívia, em La Paz, na qual Taffarel cometeu uma falha.

Parreira, agora o técnico, estava ameaçado. Cobravam-lhe Romário, mas o Baixinho não era fácil. Nem seus antecedentes o ajudavam, já que, em 1985, de acordo com Zagallo, o atacante urinou em direção a turistas barulhentos e fez gestos obscenos a prostitutas de Copacabana.

“Em relação a essa colocação, eu espero que não tenha saído dele, pois seria mentiroso. Nunca fiz isso”, rebateu o artilheiro, que brilhara no PSV e era a estrela no Barcelona. “Uma coisa que o meu pai sempre me ensinou foi ter respeito com as pessoas, independente da idade.”

Aquele 19 de setembro de 93 foi decisivo. A Bolívia havia se classificado para o Mundial, obrigando Brasil e Uruguai a disputarem a última vaga. Parreira chegou pressionado ao confronto. Cedeu à pressão popular: Romário convocado. Formaria o ataque com Bebeto.

“Acreditar de Novo” revive jogo decisivo no Maraca

Romário dribla goleiro uruguaio nas Eliminatórias, em 1993 – Foto: Youtube/ Reprodução

No filme “Tetra: Acreditar de Novo”, o Baixinho conta que tinha dois (ou três) objetivos naquele jogo. Um deles, claro, era dar uma caneta num zagueiro celeste, enquanto as outras promessas envolviam sua habilidade maior, o gol. Os tentos saíram no segundo tempo.

Adeus maracanazo, adeus trauma de 50: Romário abriu o placar. Subiu lá em cima e, então, botou a testa na bola. Doze minutos depois, o atacante recebeu em profundidade, com um latifúndio a ser explorado à sua frente. Corria. A torcida observava o ídolo da forma como mais gostava: livre, sem ninguém para marcá-lo, tendo a bola nos pés e o gol diante de si.

Ciente de seu papel, o goleiro Siboldi tentou esticar o cotovelo. Não parou o camisa 11, que aplicou-lhe um debochado drible de corpo e, como um felino, pôs a caça adiante. Aí ficou fácil: Romário levou a redonda aonde gostava. Cem mil pessoas explodiram no Maraca.

Até o dia 20 de junho de 94, quando o Brasil enfrentou a Rússia, Parreira pensou no time ideal para a estreia nos Estados Unidos. Mas, claro, ele não podia barrar o craque de seus titulares. Ao escalá-lo, o placar acabou 2 a 0 para a Canarinha — com um gol de Romário.

Dunga converte cobrança de pênalti na decisão da Copa de 94 – Foto: Netflix/ Divulgação

Campanha

Passada a ansiedade da estreia, a Seleção garantiu a vaga para a próxima fase ao vencer Camarões. Romário marcou no primeiro tempo. Já o terceiro tento nasceu de uma jogada na qual ele driblou o goleiro, mas errou o chute. Bem-posicionado, Bebeto empurrou a pelota.

Em Detroit, pela terceira rodada da fase de grupos, a Seleção Brasileira fez uma partida fraca. Ficou no empate com a Suécia por 1 a 1, mesma equipe que iria enfrentar na semifinal. Inclusive, os brasileiros saíram atrás, mas Romário igualou o marcador no segundo tempo.

Nas oitavas de final, não foi simples superar os donos da casa. O gol só saiu aos 28 minutos da etapa final, quando Bebeto assegurou a classificação às quartas. Depois dessa partida, o Brasil ainda suou para vencer a Holanda — Branco acertou um forte chute de fora da área.

Em meio à muralha sueca, o pequeno Romário (1,68 m) cabeceou após cruzamento de Jorginho. O atacante perderia outra chance, chutando à direita do arqueiro escandinavo. A Seleção, enfim, chegou à final. E você já sabe: Baggio, Roberto Baggio, perdeu aquele pênalti.

Jogadores fazem festa no Rose Bowl, em Pasadena, nos EUA, com 94.194 pessoas – Foto: Netflix/ Divulgação

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Grupo J: Argentina inicia Copa sonhando com bicampeonato

Logo Agência Brasil

Comandada pelo craque Lionel Messi, a seleção da Argentina inicia a Copa do Mundo, que será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, com o sonho de manter o título da competição. E a campanha dos hermanos terá início no Grupo J, ao lado de Argélia, Jordânia e Áustria.

Após uma trajetória emocionante que culminou com o título no Mundial do Catar, em 2022, a equipe comandada pelo técnico Lionel Scaloni fez um bom ciclo (com a conquista dos títulos das Eliminatórias Sul-Americanas e da Copa América de 2024) e é apontada como uma das grandes candidatas a ficar com o título (ao lado de França e Espanha) na competição que terá como sedes os EUA, o Canadá e o México.

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🎯 Another piece of Lionel Messi magic!#WeAre26 | #FIFAWorldCup pic.twitter.com/2NrcHljpf3 — FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) September 8, 2023

Já aos 38 anos de idade, Messi continua sendo o grande nome da seleção de seu país, mas agora depende ainda mais de uma equipe que possa colocá-lo em boas condições de desiquilibrar os jogos. Para isto nomes como os dos meio-campistas Enzo Fernández, do Chelsea (Inglaterra), e Alexis Mac Allister, do Liverpool (Inglaterra), têm papel fundamental.

Outras peças importantes da equipe são o experiente goleiro Emiliano Martínez, do Aston Villa (Inglaterra), e o talentoso atacante Julián Alvarez, formado no River Plate (Argentino) e que, após passagem pelo Manchester City (Inglaterra), agora defende o Atlético de Madrid (Espanha).

Argentina's moment. 🏆#FIFAWorldCup pic.twitter.com/rAWuwPC88W

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) December 18, 2025

A segunda força do Grupo J é a Argélia. A equipe africana disputa um Mundial pela quinta vez em sua história (após as presenças em 1982, 1986, 2010 e 2014). E a Copa disputada no Brasil foi o palco da melhor campanha das Raposas do Deserto, as oitavas de final.

O técnico bósnio Vladimir Petkovic tem em seu plantel peças interessantes. O primeiro é o goleiro Luca Zidane, filho do craque francês Zinédine Zidane. O experiente Riyad Mahrez, ponta do Al-Ahli (Arábia Saudita) com passagem marcante pelo Manchester City (Inglaterra), e o lateral-esquerdo Rayan Aït-Nouri, do Manchester City, também podem desequilibrar.

🇩🇿 Algeria.
3️⃣5️⃣ games.
📆 November 18 2018 - January 16 2022. pic.twitter.com/kmOrhRVIwS

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) April 15, 2024

Quem também aparece como candidato a garantir uma vaga na segunda fase é a Áustria. A confiança em uma boa campanha vem na proposta de jogo adotada pelo técnico alemão Ralf Rangnick, baseada na pressão na defesa e nas transições em velocidade no ataque.

Austria have qualified for their first #FIFAWorldCup since 1998! 🇦🇹#WeAre26 pic.twitter.com/vExxJni3GG

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) November 18, 2025

Em seu retorno à uma Copa após um intervalo de 28 anos, a Áustria aposta no volante Konrad Laimer, do Bayern de Munique (Alemanha), no meia Marcel Sabitzer, do Borussia Dortmund (Alemanha), e no experiente lateral David Alaba, do Real Madrid (Espanha).

Já o patinho feio da chave é a Jordânia, que defende um Mundial de seleções masculinas pela primeira vez na história. Sem nomes de grande destaque no panorama internacional, a equipe comandada pelo técnico marroquino Jamal Sellami tem a disciplina tática e a organização coletiva como suas maiores virtudes.

🇯🇴 Jordan have qualified for their first-ever #FIFAWorldCup!@aramco | #WeAre26 pic.twitter.com/uJZkrOPnZI

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Irã denuncia bloqueio de ingressos para torcedores e cobra explicações da Fifa antes da Copa do Mundo

A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) afirmou nesta terça-feira (9) que foi impedida de distribuir a cota de ingressos destinada aos torcedores da seleção para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11). Segundo a entidade, a medida foi adotada poucos dias antes do início da competição e prejudica fãs que já haviam se planejado para acompanhar a equipe no torneio.

Em nota oficial, a federação informou que o processo de venda dos bilhetes já estava em andamento quando recebeu a comunicação de que não poderia mais disponibilizá-los ao público iraniano. A FFIRI destacou que muitos torcedores haviam organizado viagens e outras despesas com base nas orientações divulgadas anteriormente.

A entidade criticou a decisão e afirmou que a restrição contraria princípios fundamentais das competições esportivas internacionais, como igualdade de tratamento entre os países participantes. Além disso, declarou que o episódio levanta questionamentos sobre a influência de fatores políticos e não esportivos na organização do principal torneio do futebol mundial.

De acordo com as regras da Copa do Mundo, cada federação recebe uma parcela dos ingressos de suas partidas para distribuir entre seus torcedores. A FFIRI, no entanto, não revelou quem determinou o bloqueio da cota, mas pediu que a Fifa atue de acordo com os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos da competição.

Federação iraniana afirma que torcedores foram prejudicados após bloqueio da cota oficial de ingressos para a Copa do Mundo | Foto: Reprodução

A Fifa ainda não havia comentado o caso. Mais cedo, a entidade informou que o secretário-geral Mattias Grafstrom teve uma conversa considerada positiva com o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, após a chegada da seleção à sua base para o torneio. Segundo a Fifa, o diálogo com a FFIRI continuará para garantir uma experiência adequada à delegação iraniana.

A participação do Irã no Mundial vem sendo marcada por incertezas desde o agravamento das tensões no Oriente Médio após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica no fim de fevereiro. Em meio ao cenário, a federação transferiu o centro de treinamento da equipe do Arizona para o México, diante das dúvidas sobre a emissão de vistos e da intenção de reduzir a permanência da delegação em território americano.

Após semanas de indefinição, os Estados Unidos autorizaram a entrada de todos os jogadores da seleção apenas dez dias antes da estreia. Ainda assim, integrantes da comissão técnica e membros da delegação não receberam permissão para viajar ao país.

O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo e fará seus dois primeiros jogos em Los Angeles: contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, e diante da Bélgica, em 21 de junho. A equipe fecha sua participação na fase de grupos em 26 de junho, contra o Egito, em Seattle.

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Com elenco estelar, Espanha encabeça Grupo H da Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Cabeça de chave do Grupo H, a seleção da Espanha chega como uma das favoritas ao título do Mundial, após tropeços nas últimas três edições. O elenco da Fúria reúne expoentes como o jovem atacante Lamine Yalmal (Barcelona), o meio-campista Rodri (Manchester City) e o zagueiro Cucurella (Chelsea). Também compõem a chave H o Uruguai, referência do futebol sul-americano, a Arábia Saudita e a seleção de Cabo Verde, uma das estreantes na Copa do Mundo, que começa na próxima quinta-feira (11), no Canadá, México e Estados Unidos.

𝗟𝗔 𝗙𝗢𝗧𝗢.

El equipo de todo un país.#VamosEspaña | #CopaMundialFIFA pic.twitter.com/CrqAhbzAdY

— Selección Española Masculina de Fútbol (@SEFutbol) June 4, 2026

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Campeã da Eurocopa 2024, após vitória sobre a Inglaterra, a Espanha vai buscar o tão sonhando bicampeonato mundial. Lá se vão 16 anos desde que a Fúria venceu a Copa da África do Sul. Desde então, os espanhóis têm enfileirado quedas precoces: pararam nas oitavas de final no Catar (2022) e na Rússia (2018). Na Copa do Mundo de 20214, disputada no Brasil, sucumbiram na fase de grupos.

Além do plantel qualificado, a seleção espanhola colhe bons resultados do trabalho do ex-jogador e técnico Luis De La Fuente, que assumiu o cargo há quase três anos e meio. Sob comando de Fuentes, a Furia sobrou nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias em seis jogos e nenhuma derrota.

Números confirmados para la Copa Mundial de la FIFA 2026 🔢 pic.twitter.com/G6hWvzBGXR

— Selección Uruguaya (@Uruguay) June 2, 2026

Bicampeã mundial (1930 e 1950), a seleção do Uruguai é forte candidata a avançar ao mata-mata (fase anterior às oitavas de final) em segundo lugar no Grupo H. Sob comando do técnico argentino Marcelo Bielsa, a Celeste Olímpica quer superar o fiasco na última edição (Catar 2022), em que foi eliminada na fase de grupos. 

Bielsa aposta na criatividade dos meio-campistas para avançar na competição. Dos 26 convocados,12 jogam na posição, entre eles Federico Valverde (Real Madrid), Rodrigo Bentancur (Tottenham Hotspur ), Manuel Ugarte (Manuel Ugarte) e Nicolás de la Cruz (Flamengo).

Embora convocados, Giorgian De Arrascaeta (Flamento) e Joaquín Piquerez (Palmeiras) seguem se recuperando de lesões graves e podem desfalcar o Uruguai nos primeiros jogos.

Carrying our hopes, our dreams 💚

The final 26-man squad selected for FIFA World Cup 2026™️ 🇸🇦📋

Fly high, Green Falcons 🙌#GreenFalcons | #FIFAWorldCup pic.twitter.com/KJxqlf64yL

— Saudi National Team (@SaudiNT_EN) June 1, 2026

Representante asiática, a seleção da Arábia Saudita completará sete participações em Mundiais nesta edição. O melhor desempenho dos Falcões Verdes foi na Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando chegaram às oitavas de final.

Na Copa do Catar, a Arábia Saudita surpreendeu o mundo ao vencer a Argentina de virada (2 a 1). Na ocasião, a equipe era comandada pelo técnico francês Hervé Renard, que permaneceu no cargo até abril deste ano, quando foi demitido. Quem assumiu o posto foi o treinador grego Georgios Donis.

O entrosamento pode contar a favor dos Falcões Verdes, já que a maioria dos convocados defende grandes clubes sauditas (Al-Hilal e Al-Nassr). É o caso do atacante Salem Al-Dawsari (Al-Hilal), de 34 anos, o camisa 10 da escrete saudita. 

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— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) March 30, 2026

Estreante em Copas do Mundo, a seleção de Cabo Verde chega credenciada após superar fortes adversários nas eliminatórias africana: derrotou a tradicional equipe de Camarões, que ficou de fora este ano. Responsável por garantir a vaga inédita na Copa para os Tubarões Azuis, o técnico Pedro Brito, o Bubista, foi eleito o melhor treinador da África na temporada passada.

Tidos como “azarões”, os Tubarões Azuis contam com jogadores que atuam no futebol português, e em ligas de menor projeção na Europa. O principal destaque do time é o atacante e capitão Ryan Mendes, que defende o Iğdır, time da segunda dividão da Liga Turca. 

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Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

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As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

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Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:
  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.

Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.

Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.

As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.

Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.
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Mundial: Bélgica lidera Grupo G, que tem ainda Egito de Mohamed Salah

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Em processo de renovação, a seleção da Bélgica é a cabeça de chave do Grupo G, um dos mais equilibrados da Copa do Mundo do Canadá, México e Estados Unidos, que começa na próxima quinta-feira (11). A chave tem ainda o Egito, do meio-campista Mohamed Salah; o Irã, em sua quarta participação consecutiva; e a Nova Zelândia, que retorna ao Mundial após hiato de 16 anos.

Além dos experientes Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois – remanescentes da geração de ouro da Bélgica, que eliminou o Brasil nas quartas de final do Mundial da Rússia (2018), terminando em terceiro lugar – o técnico francês Rudi Garcia convocou jovens talentos. É o caso dos atacantes Jeremy Doku (Manchester City), Charles De Ketelaere (Atalanta) e Leandro Trossard (Arsenal).

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Os Diabos Vermelhos vão diputar a Copa pela 15ª vez na história. Eles selaram a vaga ao terminarem as Eliminatórias Europeias na liderança do Grupo J – a chave tinha ainda País de Gales, Macedônia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein.

The Pharaohs will beat it 👊#egyptnt#FIFAWORLDCUP pic.twitter.com/dRIK9R9gKq

— Egypt National Team (@EgyptNT_EN) June 6, 2026

Semifinalista da Copa Africana das Nações no ano passado, a seleção do Egito volta nesta edição, após ter ficado de fora da Copa do Catar (2018). A equipe é comandada há pouco mais de dois anos pelo técnico Hossam Hassan, ex-jogador e maior artilheiro do Egito, com 69 gols. Um dos objetivos de Hassan é assegurar uma classificação inédita ao mata-mata. Nas participações anteriores (1934, 1990 e 2018), os Faraós pararam na fase de grupos.

Encabeçando a lista de convocados está o atacante Mohamed Salah, de 33 anos, que deixou o Liverpool no último dia 24, após nove anos no clube. Outros destaques são o atacante Omar Marmoush (Manchester City), o meio-campista Mahmoud Trezeguet e o goleiro Mohamed El Shenawy (ambos do Al-Ahly).

Em meio a incertezas geradas pela guerra dos Estados contra o Irã, a delegação iraniana optou, após autorização da Fifa, por ficar hospedada em Tijuana (México), e não mais no Arizona (EUA), como previsto inicialmente. As partidas do Irã na primeira fase seguem programados para ocorrer nos EUA, nas cidades de Los Angeles (dois jogos) e Seattle (um),

A equipe Team Melli (time nacional na língua persa) é comandada desde 2023 pelo técnico Amir Ghalenoei, que conduziu o time às semifinais da Copa da Ásia no mesmo ano. Esta será a sétima participação – a quarta seguida - do Team Melli em Mundiais. Nas eliminatórias asiátias, os iranianos arremataram a vaga com a primeira posição no Grupo A: perderam apenas um de 16 jogos.

O destaque entre os convocados é o atacante Mehdi Taremi (Olimpyakus), de 33 anos, segundo maior artilheiro da seleção, com 57 gols – o primeiro foi o ex-jogador Ali Daei, com 198.

Representing vs England 🌿🇳🇿

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— New Zealand Football 🇳🇿 (@NZ_Football) June 6, 2026

Fechando o Grupo G está a Nova Zelândia, classificada com cinco vitórias em cinco jogos – a maioria com goleadas - nas eliminatórias da Oceania. Será a terceira participação dos All Whites (apelido do time em referência ao uniforme todo branco) no torneio - as anteriores foram em 1982 e 2010.

À frente da equipe está o técnico Darren Bazeley, alçado a treinador da equipe principal em 2023, depois de alguns anos nas categorias de base. O jogador mais conhecido da equipe é o atacante Chris Wood (Nottingham Forest), de 34 anos, que será o capitão do time. Nas eliminatórias ele marcou nove gols.

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Álbum da copa: cotação da alegria

“Quanto tá o Cristiano Ronaldo?”

“Trinta reais”

É um absurdo.

Tudo o que você quer é completar um álbum.

A década de 90 era mais fácil. Figurinhas para meninas só se fossem da Moranguinho ou dos ursinhos carinhosos. No máximo, aquela coleção de casal apaixonado te dizendo que amar é alguma coisa.  

Mas a vida quis te dar um filho, e o moleque foi inventar de fazer futebol na escola, justo no ano da Copa. Porque o filho da gente precisa ser criança ativa, fazer exercício e aprender a lidar com o coletivo.

Todos os amiguinhos da escola têm o álbum. Não será o seu filho, logicamente, quem vai ficar de fora, correndo o gravíssimo risco de ser uma criança traumatizada por qualquer tipo de privação na infância. Ou de você ser acusada de mãe desnaturada. Ou só mão-de-vaca mesmo.

Mãe e pai, dois zeros à esquerda em assuntos esportivos, nem sabem por onde passa a atual escalação, nem sequer o nome do técnico atual. Só sabem que o Neymar, como sempre, tá com contusão.

Mesmo assim, acharam por bem adquirir o bendito álbum. Baratinho, 30 e poucos reais, uma barganha. Pacote de figurinha, 7 por 7, 1 real cada. Vai que dá.

Chegam em casa com o álbum e algumas figurinhas.

“Será que tem o Cristiano Ronaldo?”, o filho abre empolgado alguns pacotes.

Não, nada de Cristiano. Terminada a leva o filho já não se interessa mais pelas figurinhas novas que ganhou, só quer saber das repetidas.

“Agora eu vou poder trocar com os meus amigos”

Tá aí o aprendizado, seu filho é um arraso, se interessa mais pelas amizades e interação social. Quer fazer parte da roda de amigos. Olha aí, esse álbum vai valer a pena!

Final do dia o pai chega junto, empolgado para colar as figurinhas.

“Esse álbum não tem nem sumário…”

“Vem cá, meu filho, bora aprender a bandeira dos países”, a mãe convoca.

Vermelho, verde, estrelas amarelas. Um país chamado Curaçao. Sem til no ao.

“Onde diabos fica isso?”, a ignorante da mãe pergunta.

“É uma ilha no Caribe”, o pai pesquisa no Google.

Olha aí, o álbum de figurinhas, ensinando geografia.

Figurinhas espalhadas no tapete, os três estabelecendo a melhor estratégia de colar. “Olha aqui atrás, checa as letras do país e o número.”

“Esse álbum é muito confuso”

“Cheio de propaganda”

A mãe ordena as figurinhas em ordem alfabética. O pai ensina o filho a ver as bandeiras. Leem as siglas em inglês, checam os números. Olha aí, esse álbum de figurinhas, ensinando seu filho ortografia e ordem numérica.

“Na minha época, já vinha o catálogo embutido”, o pai se explica.

Dos três, a mãe é quem tem unha, haja paciência para descolar apenas o cantinho do adesivo e deixar pronto a puxada triunfal da colação.

“Vai, filho, cola aqui, Catar 15”, a mãe incentiva.

“Confere o nome”, o pai alerta.

O filho pega a figurinha de qualquer jeito e sai grudando.

“Não vai colar torto!”, o pai quer ensinar pro filho precisão e ajuste.

“Se ficar um pouquinho torto não faz mal, né, filho?”, a mãe quer ensinar a aceitação do imperfeito e a ressignificação dos erros.

Se olham atravessados. O filho se esmera em colar um pouco melhor.

“Olha pai, uma figurinha rara!”, ele grita, balançando o brasão prateado do Uzbequistão.

Agora o álbum ensina sobre valorização e humildade.

Colam mais figurinhas prateadas raras, mas logo o filho cansa, quando percebe a quantidade que ainda falta.

“Posso assistir televisão?”

“Não!”, os pais gritam.

Só vai levantar a bunda do sofá quando terminar de colar tudo e limpar a bagunça.

O grande álbum ensinando agora resiliência.

A mãe pega um estilete para acelerar o desgrude e o pai sai colando o que falta.

“Vou levar o álbum amanhã pra escola!”, o filho guarda empolgado na mochila.

O colégio delimitou local e horários para as trocas, proibiu transações dentro das salas, mas deixou bem claro no comunicado que não irá se meter nas negociações.

“Marca as repetidas.”

“Não vai ser feito de trouxa”

O filho chega depois, meio triste.

“Não consegui trocar todas.”

“Por que?”

O filho explica que ninguém queria trocar com ele as figurinhas de Cabo Verde.

“Meus amigos não querem colar foto de jogador feio”

“O que é isso, meu filho?”

Lá vai a mãe aproveitar a belíssima oportunidade para o sermão sobre beleza interior, olhar além das aparências e discriminação. Agora o álbum de figurinhas também ensinando sobre racismo e preconceito.

“Mas se não completar tudo não faz mal, né, mamãe?”

“Lógico que não, meu filho!”

Olha aí o álbum te ensinando a aceitar o incompleto, o não conjugado, o imperfeito. O importante é a diversão!

A avó chega no final de semana com 30 pacotes, para o seu alívio, o filho já tem um belo monte de repetidas. Lá vai a mãe, até o posto de troca do shopping, tentar desencavar figurinhas novas, vai lá, filho, interage. Troca 3 por uma especial!

O álbum ensinando a força das interações anônimas.

“Não mistura o monte!”, o adolescente de 13 anos briga com o seu moleque.

Passa aqui, mostra acolá, organiza as figurinhas na ordem do álbum, não mistura. Apesar do perrengue, trocas efetivas: 23 figurinhas numa única transação. Uma glória!

Agora só falta 659.

“Se não completar tudo, não faz mal, né, mamãe?”

Depois daquela pesquisada no orçamento, são 980 figurinhas, oficiais, fora as distribuídas nas garrafas de refrigerante e as especiais.

“Lógico que não, não faz mal, filho!”, você relembra essa máxima.

O pai se recusa a baixar aplicativo. A mãe imprimiu o catálogo para ir marcando as repetidas nos moldes antigos. Pai e filho agora marcam os bens adquiridos na folha, tudo para impedir que o filho não seja feito de besta. O álbum exigindo esperteza e sagacidade.

Mesmo assim, passando em frente a uma banca, você não resiste. Sempre pega um ou dois pacotinhos.

“É baratinho. Só sete reais…”

Um dia, numa feira aberta com um extenso posto de troca e vendas, a mãe não resiste. Chega com um dos vendedores e pergunta sobre a figurinha do Cristiano Ronaldo. Descobre a cotação altíssima, junto com a figurinha FWC 8, valendo 30 vezes mais que o mercado.

Muito caro. Na sua época, pelo menos vinham com um chiclete.

“Eita indústria capitalista!”, a mãe pensa.

O álbum de figurinhas ensinando a superar o que capital representa. O importante é a experiência.

Antes de partir, a mãe para e pergunta:

“E quanto tá o Messi?”

“O Messi? Tá vinte.”

“Ah, tá. Obrigada”.

Pelo menos a cotação andava justa.

E o Neymar nem tá no álbum.

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Brasil intensifica preparação nos EUA para estreia na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira já está concentrada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde realiza a reta final de preparação para a Copa do Mundo. Antes da estreia no torneio, a equipe ainda disputa um amistoso contra o Egito, marcado para o próximo sábado (6), às 19h.

Nesta quarta-feira (3), os jogadores cumprem atividades internas pela manhã. Já no período da tarde, o técnico Carlo Ancelotti comandará mais uma sessão de treinamento com presença liberada para a imprensa. Também estão previstas entrevistas coletivas com Marquinhos e Igor Thiago.

O Brasil ficará hospedado em Basking Ridge, região próxima ao centro de treinamento que será utilizado durante a competição. O local escolhido pela delegação está a poucos minutos do Columbia Park Training Facility e relativamente próximo ao MetLife Stadium, palco da estreia brasileira no Mundial.

Ancelotti contará com os 26 convocados para os trabalhos. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, que se apresentaram após compromissos na final da Liga dos Campeões da Europa, já estão integrados ao grupo.

Seleção brasileira desembarca nos EUA | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Confira os compromissos da Seleção na fase inicial da Copa do Mundo:

• 13 de junho, às 19h — Brasil x Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Iorque.
• 19 de junho, às 22h — Brasil x Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
• 24 de junho, às 19h — Escócia x Brasil, no Hard Rock Stadium, em Miami.

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