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Clube de Basquetebol de Tavira | Programa oficial do XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”

O Clube de Basquetebol de Tavira (CBT) apresenta oficialmente o programa do XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”, que decorrerá entre os dias 1 e 5 de julho de 2026, consolidando-se como um dos maiores eventos desportivos de formação realizados no Algarve. Ao longo de cinco dias, Tavira receberá centenas de atletas, treinadores, […]

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Pizzi homenageado na cidade do Futebol

VTM

Natural de Bragança, Pizzi recordou alguns pontos altos do seu percurso como as conquistas da Liga Europa, pelo Atlético de Madrid, e da Liga das Nações por Portugal, os dois títulos internacionais que alcançou como profissional.

“Tive títulos que me marcaram muito enquanto jogador, que foram a conquista da Liga Europa e, depois, claro, pela seleção, a Liga das Nações. Acho que é um dos pontos mais altos para um jogador representar a seleção e ganhar um título, o primeiro de seleções em Portugal, e acho que esse foi um ponto especial para mim”, recordou.

O futebolista de 36 anos, que se retirou dos relvados a 16 de maio, lamentou não ter tido a oportunidade de participar na fase final de um Campeonato da Europa ou do Mundo por Portugal, mas preferiu destacar a “carreira muito feliz” que protagonizou tanto pela equipa das ‘quinas’, na qual acumulou três golos em 17 internacionalizações, como nos emblemas que representou.

“Acho que todos os jogadores que estão no espaço da seleção nacional querem os grandes torneios, seja Europeu ou Mundial. Eu não tive a oportunidade de estar presente, mas acho que não há nenhum sentimento amargo em relação a isso, porque esta foi, sem dúvida, uma carreira muito feliz, seja nos clubes ou na seleção”, assinalou.

Formado no GD Bragança, Luís Fernandes (Pizzi) iniciou o percurso sénior no seu clube da terra e passou depois pelo Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e Sporting de Braga, antes de rumar a Espanha, onde representou as ‘cores’ de Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanyol. Em 2022 deixou o Benfica para representar os turcos do Basaksehir, passando, depois, pelo Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Sporting de Braga, APOEL (Chipre) e Estoril Praia.

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Vela Solidária conquista dois pódios na Vilamoura International Boat Show Regatta

A Vela Solidária participou na Vilamoura International Boat Show Regatta 2026 com três embarcações e voltou a afirmar a sua missão de tornar a modalidade mais inclusiva e acessível. A prova decorreu nos dias 6 e 7 de junho, em Vilamoura, reunindo 16 embarcações distribuídas por três classes competitivas.

A associação esteve representada pelo Smic, na classe OPEN, pelo Corsário do Arade, na classe ORC, e pelo Corsário do Algarve, na classe Sport Boats. Duas destas embarcações alcançaram lugares de destaque, garantindo a terceira posição nas respetivas categorias.

Na classe Sport Boats, o Corsário do Algarve subiu ao terceiro lugar do pódio com uma tripulação maioritariamente composta por mulheres, evidenciando a crescente participação feminina na vela de competição.

Também o Corsário do Arade terminou a prova na terceira posição da classe ORC. A embarcação integrou pessoas com deficiência na sua tripulação, num exemplo da aposta da Vela Solidária na promoção de uma prática desportiva sem barreiras.

Para além dos resultados alcançados, a presença da associação na regata procurou reforçar valores como a igualdade de oportunidades, a diversidade e o acesso universal à vela, demonstrando que o mar pode ser um espaço de inclusão e partilha.

A regata foi organizada pela Vela Solidária em conjunto com o CIMAV e contou com o apoio de diversas entidades públicas e privadas ligadas ao setor náutico e à promoção do desporto na região. No final da iniciativa, a associação agradeceu o contributo de velejadores, voluntários, patrocinadores e parceiros, reiterando o compromisso de continuar a desenvolver a prática da vela no Algarve.

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“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”

VTM

A posição foi assumida no programa “Bola ao Centro”, onde o técnico analisou uma época marcada por um percurso acima das expectativas. O Bragança terminou a época no 1.º lugar da série A e lutou pela promoção até ao último jogo, mas acabou por falhar o objetivo de subida à Liga 3.

“Quem termina em 1.º devia subir automaticamente”, afirmou André Irulegui, sublinhando que o atual modelo “torna injusto” o desfecho de uma época longa e exigente para equipas que conseguem regularidade ao longo da temporada. “Acabaram por subir as equipas que tinham ficado em 2º”, vinca.

Segundo o treinador, a época terminou com sentimento de orgulho, mas também alguma frustração. “O balanço é claramente positivo pelo que foi construído, mas no fim fica aquela sensação de termos estado muito perto”, referiu, acrescentando que a equipa “foi além do que era esperado no início da época”, quando o objetivo passava essencialmente pela manutenção.

Apesar do desfecho, o técnico fez questão de enaltecer o grupo de trabalho. “Tenho muito orgulho nos jogadores. Foram de uma entrega enorme, muitas vezes a jogar no limite físico”, destacou, lembrando o desgaste acumulado ao longo da época e a dificuldade em gerir um plantel curto.

Irulegui detalhou também os desafios estruturais enfrentados pelo clube, apontando diferenças significativas face a adversários mais preparados. “Há equipas com mais profundidade, que conseguem rodar jogadores sem perder qualidade. Nós tivemos de ir quase sempre com os mesmos”, explicou.

O treinador destacou, ainda, a eliminatória da Taça de Portugal com o S.C. Braga como o momento chave da temporada. Apesar da eliminação, o jogo serviu como ponto de viragem. “Esse jogo mostrou-nos que podíamos competir. A partir daí houve um clique no grupo”, afirmou.

Ainda sobre o último jogo da época, no reduto do Leça, o treinador luso-brasileiro falou de um balneário com um misto de emoções “Havia tristeza, mas também orgulho pelo caminho feito. Vi jogadores a consolar outros e isso diz muito sobre o grupo”, contou.

Outro dos temas abordados foi a importância da comunicação e da liderança no futebol atual, com André Irulegui a defender uma abordagem baseada na proximidade com os jogadores e na adaptação individual. “Não se pode falar para todos da mesma forma, porque cada jogador reage de maneira diferente”, explicou, acrescentando que a equipa técnica teve um papel fundamental na gestão diária do grupo.

Quanto ao futuro, o técnico não adiantou se vai ou não continuar no Bragança. Contudo, acredita que, na próxima época, a equipa será “forte” e vai querer “mostrar o que vale”.

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Algoz inaugura no sábado novo espaço multiusos desportivo

O espaço Multiusos Desportivo do Algoz, um investimento de 300 mil euros que permitirá a prática livre de diversas modalidades, será inaugurado no próximo sábado, 13 de Junho, anunciou a Câmara de Silves.

A cerimónia de inauguração, aberta a toda a população, terá início pelas 9h30, com o descerramento da placa alusiva ao momento, e contará com a presença de Luísa Conduto, presidente da Câmara de Silves, Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, e dos restantes membros do executivo.

O novo espaço desportivo do Algoz foi criado para «promover a prática desportiva e a atividade física ao ar livre», disponibilizando à população «um equipamento moderno e multifuncional que permitirá a prática livre» de diversas modalidades, nomeadamente futebol, basquetebol e atletismo, sublinha o município.

O equipamento é composto por uma área de fitness e workout equipada com sete aparelhos, um campo multidesportivo, uma pista de corrida e um mini campo de futebol sintético, «reunindo condições para a prática desportiva informal e para a realização de atividades dinamizadas pelas associações locais e pela comunidade».

A concretização desta infraestrutura representou um investimento municipal na ordem dos 300 mil euros.

O programa da inauguração contará ainda com diversas atividades desportivas, nomeadamente provas de atletismo e atividades de Kids Athletics.

A iniciativa é promovida pelo município de Silves, com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve, da ADECT – Associação Desportiva e Cultural de Tunes e do Atletis – Clube de Atletismo de Tunes.

Sul Informação

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Albufeira recebeu congresso da confederação de treinadores no âmbito da cidade europeia do desporto

Albufeira recebeu, no sábado passado, o Congresso da Confederação de Treinadores de Portugal que reuniu profissionais de diversas modalidades desportivas

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Vila Pouca vence dérbi e conquista Taça AFVR

VTM

O SC Vila Pouca conquistou a Taça AFVR ao derrotar o Juventude Pedras Salgadas por 3-1, numa final bem disputada e com uma excelente moldura humana.

A partida começou equilibrada, com o Pedras Salgadas a entrar ligeiramente melhor. Aos oito minutos, Tiago Magalhães obrigou Meireles a uma boa intervenção, num dos primeiros lances de perigo do encontro. A resposta do Vila Pouca surgiu pouco depois, por intermédio de Lucas.

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Albufeira recebeu fases finais dos Campeonatos Nacionais de Basquetebol Sub-14 e Sub-16

O Pavilhão Desportivo de Albufeira acolheu, no passado fim de semana, as Fases Finais dos Campeonatos Nacionais de Basquetebol nos escalões Sub-14 Masculinos e Sub-16 Femininos, reunindo algumas das principais equipas de formação do país.

Na competição masculina de Sub-14 participaram o SC Braga, Sporting CP, FC Barreirense e FC Porto. Já no escalão Sub-16 Femininos marcaram presença o CPN Basket, Académico FC, Sporting CP e CAB Madeira.

O título nacional de Sub-14 Masculinos foi conquistado pelo FC Barreirense, que venceu o Sporting CP por 70-56 na partida decisiva. A equipa do Barreiro terminou a fase final invicta, somando três vitórias em três jogos. Tiago Evbounwman, autor de 22 pontos e 9 ressaltos, e Pedro Cândido, que registou 17 pontos, 8 ressaltos e 4 roubos de bola, estiveram em destaque e integraram o Cinco Ideal da competição.

No escalão Sub-16 Femininos, o Sporting CP sagrou-se campeão nacional após derrotar o CPN por 52-45. As leoas também concluíram a fase final apenas com vitórias. Ariel Vicente foi uma das atletas em evidência e integrou o Cinco Ideal da prova.

O prémio de MVP foi atribuído a Isabela Serrão, do CAB Madeira. A atleta terminou a competição com uma média de valorização de 20,8 pontos, destacando-se ainda pelos 24 pontos, 15 ressaltos e seis roubos de bola registados na última partida.

As finais contaram com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, que sublinhou a importância da realização de eventos desportivos desta dimensão no concelho.

“Albufeira continua a afirmar-se como um destino de excelência para a prática e organização de eventos desportivos. Acolher provas desta dimensão reforça o nosso compromisso com o desporto de formação, com a promoção de estilos de vida saudáveis e com a criação das melhores condições para atletas, treinadores e clubes”, afirmou o autarca.

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Rui Rodrigues enaltece “mística vitoriana” e conhecimento de Fernando Meira

O candidato da lista D às eleições do Vitória SC, Rui Rodrigues, acredita que a escolha do ex-jogador Fernando Meira para diretor desportivo vai conferir “mística vitoriana” no seio do futebol e conhecimento do ‘mercado’.

O ainda vice-presidente na direção demissionária liderada por António Miguel Cardoso crê que o antigo internacional português, que, em Portugal, jogou no Vitória e no Benfica, vai transmitir a “mística” desde os benjamins à equipa principal, caso a candidatura ‘Conquistar o futuro’ vença o sufrágio de sábado.

“Sabe como o Vitória funciona, conhece perfeitamente a mística vitoriana. É a personificação do que queremos para o projeto, porque é aquela pessoa que veio da base até à equipa A do Vitória, incorporando todo o conhecimento desportivo do futebol moderno e do ‘mercado’. Estou muito feliz por ter o Fernando Meira ao nosso lado”, realçou, em entrevista à Lusa.

A contratação do antigo defesa de 48 anos, hoje agente de jogadores, visa “potenciar os valores da formação”, que Rui Rodrigues quer ver responsável por cerca de 50% das futuras equipas e também reconhecer a experiência necessária para completar os plantéis.

“Poderá haver alterações na forma de recrutamento dos atletas. Vamos definir uma estratégia com procedimentos e regras para a contratação de um atleta. Eu e o Fernando Meira teremos a palavra final depois de recolhermos todas as informações do ‘scouting’”, completa.

Ligado aos órgãos sociais do Vitória nos últimos quatro anos, primeiro como vice-presidente do conselho fiscal e, a partir de 2024, como vice-presidente do clube, além de administrador da SAD, confessa que a demissão de António Miguel Cardoso, anunciada em 14 de abril, foi “um choque muito grande”.

“O meu pior dia como dirigente foi a conferência de imprensa da demissão e da não recandidatura. Como é óbvio, isso cria-nos um período difícil em que ainda estamos a assimilar a decisão. No momento da conferência de imprensa, mal saí da sala, comecei logo a ser abordado porque seria uma oportunidade e eu poderia ser uma pessoa com capacidades para me candidatar”, recorda.

Responsável pela área financeira na SAD, o candidato realça que o emblema vimaranense se confronta com um passivo elevado desde 2021, que advém da presidência de Miguel Pinto Lisboa – era de 61,7 milhões de euros (ME) no final de 2020/21 – mas que, apesar desse fardo, está mais forte no futebol profissional e na formação.

Ciente de que o passivo da SAD ronda os 75 ME, após contabilizado o valor da transferência do médio Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, selada por 11 ME, Rui Rodrigues estima que esse passivo tenha subido ao longo da época pela opção da administração em não vender em janeiro de 2026, e projeta “contas no verde” em 30 de junho.

O ‘rosto’ da lista D estima igualmente que o passivo de curto prazo, que tem de ser pago num prazo de 12 meses, se encontra em cerca de 47 ME, afirma estar prevista uma restruturação de cerca de 25 ME de dívida para um prazo entre seis e sete anos e esclarece que o empréstimo contraído junto do grupo norte-americano MSD, com juros de 11%, vai ser pago com dinheiro oriundo das transferências, a partir de 01 de julho.

Presente em todo o processo que liga o Vitória de Guimarães e o fundo V Sports, desde a aquisição de 46% da SAD pelo proprietário do Aston Villa em março de 2023 à redução da sua participação para 29% em junho de 2023, por imposição da UEFA, Rui Rodrigues considera possível aprofundar a parceria.

“Se ganharmos as eleições, vamos ter uma participação completamente diferente com eles. Não queremos dinheiro. O único aporte financeiro é um aporte que nos possa ajudar a reter algum valor, para potenciá-lo mais e não ter necessidade de o vender, tendo em conta as necessidades correntes do Vitória”, antecipa, considerando “inegociável” a venda da maioria da SAD pelo emblema vitoriano.

Essa parceria também pode abarcar a futura academia do clube a oeste da cidade, com Rui Rodrigues a avisar que é difícil estimar prazos para a sua construção, face à incerteza em torno da data em que os terrenos estarão disponíveis.

Sem revelar a posição quanto à continuidade de Gil Lameiras no comando técnico do plantel principal do Vitória, o ‘rosto’ da lista D ambiciona uma equipa que lutar sempre pelos cinco primeiros lugares da I Liga e ambicione sempre as finais, da Taça de Portugal ou da Taça da Liga.

Rui Rodrigues promete ainda apostar no alto rendimento dos jogadores, com otimização “da ’performance’, da medicina, do ‘scouting’, dos metadados, da nutrição e da psicologia”, trabalhar para o Vitória atingir os 40 mil sócios e investir cerca de cinco milhões de euros na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com uma instituição financeira.

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Viriato vê em Diogo Boa Alma poder de “gerir bem emoções e conflitos” no Vitória

O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Viriato Sampaio, realça a capacidade de Diogo Boa Alma, nome que propõe para diretor desportivo da equipa da I Liga portuguesa de futebol, “gerir emoções e conflitos”.

O líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ defende que a gestão do emblema da I Liga portuguesa de futebol tem de ser “muito mais profissional” e “menos em cima do joelho” e crê que o regresso do lisboeta, de 44 anos, a Guimarães, onde trabalhou entre março e maio de 2022, sob o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, vai valorizar o futebol vitoriano.

“Trabalha muito bem e tem uma componente humana de gerir bem as emoções e os conflitos. Além disso, identificou vários casos de sucesso de jogadores a custo zero, que foram rentabilizados, tanto no Santa Clara, como no Casa Pia. Está identificado com a questão da formação e com o momento complexo do Vitória”, descreveu o candidato às eleições de sábado, em entrevista à Lusa.

Viriato Sampaio crê ainda que Diogo Boa Alma pode ajudar o emblema minhoto “a identificar jogadores de qualidade” a preços comportáveis, sobretudo no ‘mercado’ brasileiro, com o qual os vimaranenses se têm dado historicamente “muito bem”.

Adverso a “refazer plantéis de um ano para o outro”, o ‘rosto’ da lista B ambiciona ver o clube vitoriano disputar as competições europeias todas as épocas, pelo que vai insistir na Taça de Portugal como a competição em que tem de se “pôr as ‘fichas’ todas”, já que a sua conquista vale o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa.

“Na minha administração, vou fazer questão que, na Taça, cada jogo seja uma final. É como se fosse uma final do Jamor. É o caminho que o Vitória tem para ganhar títulos nesta fase. Não pode haver facilidade em termos de Taça. (…) Na Taça, é para ir com tudo”, promete.

O candidato reconhece, porém, que o Vitória se debate com um défice entre receitas e despesas operacionais, apenas compensado pelas verbas arrecadadas com vendas de jogadores, e com um passivo de 75 milhões de euros na SAD, que motiva várias transferências a acontecerem “sob pressão”.

Disposto a reduzir o passivo, o líder da lista B propõe, como via para o “equilíbrio económico-financeiro”, um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros, a ser pago num prazo entre 20 e 30 anos, contraído junto de uma instituição não europeia, que recusou nomear, a uma taxa de juro entre os 5 e os 7%.

Viriato Sampaio realça que a verba contraída junto da instituição financeira vai ser aplicada na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, até porque a garantia do empréstimo advém precisamente das receitas operacionais com o recinto vitoriano, cujo valor anual pretende ver crescer dos atuais 5,4 ME para 8,9 ME em 2029.

“Com o ‘merchandising’, perspetivamos subida para um milhão, com os patrocínios para dois ME, com lugares anuais para 1,8 ME, com a bilhética para 950 mil, com os novos camarotes na Bancada Nascente para 750 mil, com a comida para 500 mil, com o nome do estádio associado a um patrocínio para 750 mil euros, com novos ecrãs no exterior para 150 mil, com museu para 50 mil e com eventos desportivos e de entretenimento para 925 mil”, enumerou.

Sem revelar a sua posição quanto ao futuro de Gil Lameiras, treinador do Vitória, com contrato até 2027, o candidato preconiza um técnico que inclua “jovens no projeto” e, ao mesmo tempo, consiga “gerir um grupo de trabalho que tenha uma ‘espinha dorsal’ de jogadores com mais experiência”.

O sócio número 1.994 diz ainda ter em vista uma parceria com um promotor imobiliário para iniciar até 2029 a futura academia para as equipas principal, B e feminina, numa área de 19 hectares capaz de albergar oito a 10 campos e espaços comerciais, seja aquela que se prevê cedida pela Câmara Municipal a oeste da cidade, seja uma outra que esteja disponível no concelho de Guimarães.

Aberto a falar com o fundo V Sports, detentor de 29% da SAD, sobre a futura academia e a relação que pretende ter com a administração vitoriana, Viriato considera exequível ter as obras no terreno em 2029, embora o processo dependa muito de “questões legais de expropriação ou aquisição dos terrenos”.

O candidato advoga ainda a mudança dos estatutos do Vitória, para que os futuros atos eleitorais passem a contemplar segundas voltas e a votação de sócios-atletas, neste momento proibida, e para que os mandatos dos órgãos sociais se estendam de três para quatro anos.

Viriato Sampaio ambiciona também lançar o projeto ‘Vitória Olímpico’, que garanta especial apoio a atletas do clube que hipótese de participarem em Jogos Olímpicos, situação que vale “um prestígio muito grande”, mas também pode garantir “apoios financeiros” ao clube minhoto.

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Júlio Vieira de Castro quer um Vitória “muito mais certeiro nas contratações”

O candidato da lista B às eleições do Vitória SC, Júlio Vieira de Castro, quer mais acerto nas contratações para a equipa da I Liga portuguesa de futebol e aprofundar parceria com o fundo V Sports.

Na antecâmara do escrutínio de sábado, o líder da candidatura intitulada ‘Só Vitória’ considera que a SAD que tutela o futebol profissional está “cada vez mais dependente da venda de jogadores” e de qualificações europeias, que não conseguiu em 2025/26, face ao nono lugar, para ‘sobreviver’, face ao défice entre receitas e custos, que pretende ver diminuídos.

“Estamos sempre a vender de forma apertada. Estamos sempre sujeitos à contingência do momento, de ter de pagar salários, de ter de pagar prémios, de ter de pagar a fornecedores. Não queremos vender sob essa contingência. Queremos um Vitória muito mais estruturado, um Vitória muito mais certeiro nas contratações. Se temos dentro de ‘portas’, não vamos buscar fora. Não queremos desperdício de dinheiro”, realça, em entrevista à Lusa.

Candidato à presidência pela segunda vez, depois de ter perdido as eleições mais equilibradas na história do clube para Júlio Mendes, em 2018 – obteve 47,6% -, o sócio número 1.447 dos vimaranenses realça que a situação financeira está pior, com o passivo do clube e da SAD em mais do triplo – na altura, rondava os 23 ME e agora é de 81.

Vieira de Castro crê que o recente campeonato mostrou que o Vitória está a “gastar mal”, já que se classificou abaixo do Famalicão, do Gil Vicente, do Moreirense e do Arouca, equipas que, a seu ver, gastam menos, e considera adequado diminuir os gastos operacionais para o patamar dos 20 ME, numa altura em que as receitas ordinárias, excluindo transferências, se aproximam dos 15 ME.

Pronto a impor uma mentalidade vencedora no seio do clube, com o “equilíbrio financeiro” a coabitar com a “ambição desportiva”, o candidato da lista B considera descabido projetar o crescimento do futebol sem o envolvimento do V Sports, fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa e que detém 29% da SAD vitoriana.

“É evidente que temos as nossas ideias para o Vitória e que vamos ouvir as ideias do V Sports. Temos a informação de que o V Sports também quer participar mais, embora em condições diferentes. Temos de perceber quais são, como são. Este ‘casamento’ tem tudo para dar certo”, refere.

Uma das áreas em que o fundo detido pelo egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wes Edens pode contribuir para o futebol vitoriano na constituição do departamento de ‘performance’, que visa otimizar o rendimento da equipa sénior e das equipas de formação.

Questionado sobre a hipótese de o V Sports aumentar a sua participação no capital social ou até pretender a maioria da SAD, Júlio Vieira de Castro reitera que qualquer decisão cabe aos sócios, em assembleia-geral.

O ‘rosto’ da lista B salienta ainda que “o respeito a Gil Lameiras é inegociável”, recusando confirmar se o treinador, de 32 anos, com contrato válido até 2027, é a sua opção para liderar a equipa principal em 2026/27 e disse já ter identificadas as características para o exercício dos cargos de diretor desportivo e diretor do futebol profissional, embora rejeite adiantar nomes.

Convencido de que o Vitória não tem condições financeiras para avançar com a futura academia para o futebol profissional no imediato, embora não seja um objetivo descartado até ao final do mandato, Júlio Vieira de Castro defende ainda que a aposta na formação tem de deixar de se fazer “por necessidade”, quando não há recursos.

O candidato promete acompanhamento personalizado dos futebolistas das camadas jovens, com “planos de desenvolvimento individuais”, e um acompanhamento especial quando são chamados às seleções nacionais, ocasiões em que são “assediados pelos empresários” para mudarem de rumo na carreira.

O ‘rosto’ da lista B confessa ainda que, em caso de eleição, deseja constituir uma fundação para fins sociais e abrir o museu, com saída junto à loja do clube no Estádio D. Afonso Henriques.

“O Vitória não faz dos ‘tours’ ao estádio uma fonte de receita. O Vitória, por exemplo, não se integra com as agências de viagens por forma a que quando os turistas vêm a Guimarães, o Estádio D. Afonso Henriques possa ser um ponto de visita”, lamenta.

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Belmiro quer reduzir gastos até 40% na estrutura de apoio ao futebol do Vitória

O candidato da lista A às eleições do Vitória SC, Belmiro Pinto dos Santos, crê que é preciso reduzir até 40% os gastos na estrutura de apoio ao futebol profissional e aumentar o investimento no plantel.

Rosto da candidatura ‘Unidos por uma paixão única’ ao sufrágio de sábado, o sócio número 4.995 dos vimaranenses alega que a SAD, responsável pela equipa da I Liga portuguesa de futebol, vive com “um défice crónico anual de 20 milhões de euros (ME)”, fruto de uma receita média anual de 15 ME e gastos médios que superaram os 35 ME na época 2025/26, prestes a terminar.

Presidente da mesa da assembleia-geral no primeiro mandato do presidente demissionário, António Miguel Cardoso, entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos realça que cerca de cinco milhões de euros se destinam ao pagamento de juros, com os restantes gastos a repartirem-se pelo plantel e a estrutura em seu redor.

“O Vitória tem hoje uma despesa para a equipa técnica e para os jogadores que anda à volta dos 15 ME. Depois, gasta 15 ME para a estrutura à volta do futebol. Falo em departamentos relacionados com o futebol e de custos com a administração e com pessoal, de custos relacionados com viagens, hotéis e toda a logística relacionada com o futebol”, afirmou, em entrevista à Lusa.

Embora considere difícil reduzir drasticamente os custos com essa “estrutura paralela” no primeiro dos três anos de mandato, o candidato realça a intenção de os diminuir cerca de um terço “a médio prazo”.

“Há o objetivo de diminuir os custos em 30 a 40% a médio prazo. (…) Se conseguirmos isso, já é uma vantagem muito grande do ponto de vista financeiro, para conseguimos investir mais no fundamental, a equipa de futebol”, completou.

Esse défice anual, aliado ao passivo global de 81 ME – 75 na SAD e seis no clube – e ao capital próprio negativo da SAD, que, no final da época 2024/25, era de 24 ME, pressiona o Vitória a obter “receitas extraordinárias nas transferências de jogadores”, algo que, a seu ver, exige “boa performance desportiva” de forma constante.

Disposto a garantir uma das cinco primeiras posições da I Liga época após época e acesso às competições da UEFA, o líder da lista A prevê aumentar o investimento na equipa principal com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana, o SR Investments Group, que detém participações em setores como o imobiliário e energia.

Contactado pela ‘holding’ no outono de 2025, com vista à elaboração de um projeto com horizonte em 2028, data inicialmente prevista para o próximo ato eleitoral dos vitorianos, Belmiro Pinto dos Santos realça que esse grupo norte-americano pretende adquirir 17% das ações da SAD com maioria do Vitória, que detém 67,84% do capital.

O candidato está ainda disponível a ceder dois dos cinco lugares do conselho de administração da SAD ao SR Investments Group, referentes à gestão desportiva e à gestão financeira, mas a sociedade conta ainda com outro acionista, o V Sports, detentor de 29% das ações.

Belmiro Pinto dos Santos diz aceitar um maior envolvimento do fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa, ligado à SAD do Vitória desde 2023, se garantir um investimento superior ao da ‘holding’ que o apoia, mas também se diz confortável com a ‘saída de cena’ do V Sports.

“A existir algum direito de preferência, abstemo-nos de exercer o respetivo direito. Permitimos que eles negoceiem diretamente com o V Sports a aquisição desses 29%. Se eles assim o entenderem, não nos é indiferente, porque se as coisas estiverem a correr bem com o investidor, quanto mais percentagem tiverem, melhor”, argumenta.

Disposto a ver construídos até 2029 três relvados da academia projetada para o Vitória a oeste da cidade, para servir as equipas principal, B e sub-19, o candidato salientou que o SR Investments Group pode investir na infraestrutura, mediante a criação de um espaço comercial que lhe possibilite retorno financeiro.

Disposto a conversar com o atual treinador do Vitória, Gil Lameiras, após as eleições, para perceber se se quer “manter na equipa A, regressar à equipa B ou rescindir contrato”, o ‘rosto’ da lista A traça ainda a diferença entre Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente para o futebol, e o antigo treinador Manuel Machado, nome escolhido para diretor técnico.

“O Ricardo Pimenta será o vice-presidente para a área do futebol e terá funções próximas daquilo que é o chefe do departamento de futebol. Relativamente ao Manuel Machado é diferente. Um diretor técnico terá um trabalho muito específico na ligação entre as estruturas do futebol: a equipa A, a equipa B, a formação. Fará uma supervisão dos departamentos”, descreve.

Belmiro Pinto dos Santos também promete investir na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com “uma empresa especialista na gestão de estádios de futebol”, para aumentar as receitas com as infraestruturas e defende a alteração dos estatutos do clube, para incluir a hipótese de uma segunda volta nas eleições e para alargar os mandatos dos órgãos sociais de três para quatro anos.

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Vitória SC vai a eleições com recorde de candidatos

A discussão da situação financeira do Vitória SC tem dominado a campanha rumo às eleições de sábado, que reúnem quatro listas, número recorde entre todos os escrutínios já realizados no clube da I Liga portuguesa de futebol.

A discussão dos valores do passivo, que ronda os 75 milhões de euros (ME), e do capital próprio da SAD, que era negativo em 24 ME no final da época 2024/25, bem como as possíveis soluções para mitigar o défice crónico entre receitas e despesas, apenas compensado pelas vendas de jogadores, é transversal aos quatro candidatos à sucessão de António Miguel Cardoso.

Eleito pela primeira vez em 2022, com 62,5% dos votos perante Miguel Pinto Lisboa e Alex Costa, e reeleito no ano passado, com 89,4% frente a Luís Cirilo Carvalho, António Miguel Cardoso demitiu-se da presidência em 14 de abril, no final de uma época em que prometera sair caso a equipa se classificasse abaixo do quinto posto no campeonato, o que veio a suceder, com o nono lugar.

A decisão antecipou uma ‘corrida’ eleitoral que estava prevista para março de 2028, com Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B), Viriato Sampaio (lista C) e Rui Rodrigues (lista D) a encabeçarem as candidaturas entregues à mesa da assembleia-geral em 14 de maio e validadas no dia seguinte.

Marcadas para o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, com as urnas abertas entre as 09:00 e as 19:00, as eleições vitorianas congregam pela primeira vez quatro listas, número que supera os ‘trios’ de 2007, quando Emílio Macedo da Silva venceu Manuel Rodrigues e André Pereira, de 2019, em que Miguel Pinto Lisboa foi eleito frente a António Miguel Cardoso e Daniel Rodrigues, e de 2022.

Belmiro defende maior investimento no plantel

Presidente da mesa da assembleia-geral entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos defende maior investimento no plantel, com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana e a redução de custos na estrutura que apoia o futebol, que estará a cargo de Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente, e do ex-treinador Manuel Machado, a diretor técnico.

Vieira de Castro quer aprofundar pareceria com o fundo V Sports

Um dos protagonistas das eleições mais equilibradas da história do Vitória, ao perder para Júlio Mendes após recolher 47,6% dos votos, em 2018, Júlio Vieira de Castro regressa às urnas com a intenção de aprofundar a parceria com o fundo V Sports, proprietário dos ingleses do Aston Villa e detentor de 29% da SAD, e de apostar na formação.

Viriato diz que é preciso reestruturar passivo da SAD

Viriato Sampaio considera, por seu turno, que é preciso reestruturar o passivo da SAD e diferi-lo no tempo, através de um empréstimo obrigacionista entre 75 a 100 milhões de euros, a ser pago num horizonte de 20 a 30 anos, e aposta em Diogo Boa Alma para o cargo de diretor desportivo.

Rui Rodrigues quer prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas

Ainda em funções na direção demissionária, como vice-presidente para a área financeira, Rui Rodrigues quer aprofundar a ligação ao fundo V Sports, reforçar a presença da formação no plantel principal de futebol, entregar o cargo de diretor desportivo ao ex-jogador Fernando Meira e prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas.

Num clube em que cada sócio tem direito a um voto, o recorde de afluência às urnas data de 24 de março de 2018, com 7.274 associados a exercerem o seu direito nas eleições que opuseram Júlio Mendes a Júlio Vieira de Castro.

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