Novo tema de Danni Gato, chama-se “Maré”, conta com a colaboração de Diogo Piçarra e é mais um single de avanço de “Soldier” – álbum que este ano se estreia ao vivo no icónico festival belga de música eletrónica Tomorrowland.
“Maré” é título do novo single de Danni Gato, editado ontem (12), que junta o produtor ao cantor e compositor Diogo Piçarra.
Danni Gato apresenta “Maré” numa colaboração com Diogo Piçarra que cruza a identidade afro house do produtor com uma abordagem mais pop e melódica. A colaboração surge de forma natural entre dois artistas com percursos distintos, mas com uma vontade comum de explorar novas linguagens. Liga-os a sua origem. São ambos algarvios.
Depois de temas como “Where Are You”, “Lisboa” ou “Tudo Bem”, “Maré” é mais um single de avanço de “Soldier”, o próximo álbum de Danni Gato, que este ano estreia-se ao vivo no icónico festival belga de música eletrónica Tomorrowland, no dia 17 de julho.
Saliente-se ainda que Danni Gato é hoje um dos nomes mais marcantes da música eletrónica portuguesa. O seu percurso começou em Faro, sempre ligado às raízes cabo-verdianas que moldaram o seu ouvido e a sua forma de criar.
A mistura entre a alma da morna e da coladeira com a energia do afro house tornou-se a base do seu estilo. Esse equilíbrio entre tradição e vanguarda fez com que conquistasse públicos de diferentes países e se afirmasse como um dos artistas em maior crescimento na cena afro house internacional.
A sua presença em palco levou-o a cidades como Ibiza, Paris, Londres, Amesterdão, Dubai, Boston e Nova Iorque. Partilhou cabine com nomes fortes do afro house como Shimza, Da Capo, Enoo Napa e DJeff, mostrando consistência e capacidade de adaptação em contextos muito distintos.
Em Portugal, tornou-se presença habitual em festivais de referência. Atuou no Brunch Electronik, MEO Sudoeste, O Sol da Caparica, Nova Era Beach Party, Festival F e Rock in Rio, onde reforçou a reputação de DJ capaz de criar momentos de grande intensidade.
No estúdio, o seu trabalho tem gerado sucessos que circulam entre os maiores DJ internacionais. Xaguada, Gratitude e Hulk tornaram-se temas de destaque em pistas e rádios especializadas. Já Pedrinha, Oskey e Num Tás a Ver valeram-lhe vários galardões de singles de Ouro e Platina, confirmando o impacto do seu catálogo e a sua evolução como produtor.
Na capital, Lisboa, Danni Gato alcançou um marco importante ao esgotar por três vezes o Pavilhão Carlos Lopes, reunindo milhares de fãs e reforçando a ligação que construiu com o público português. Esta capacidade de transformar a sua herança cultural em linguagem universal ajudou-o a definir uma identidade própria dentro do afro house e a levar o género a novos espaços.
Com uma combinação natural entre autenticidade, energia e visão, Danni Gato continua a marcar o ritmo da música eletrónica lusófona. O seu trabalho reflete uma evolução constante e uma vontade clara de levar a sonoridade que representa a públicos cada vez mais amplos. Cada novo set e cada novo lançamento reforçam o lugar que ocupa no panorama internacional.
A aldeia de Marmelete acolhe no próximo dia 21 de junho, pelas 16:00 horas, o lançamento da 2.ª edição da revista Fábrica de Memórias.
O lançamento, segundo nos informa a Associação Vicentina, acontece no dia que assinala o solstício de verão, dando continuidade ao ciclo iniciado com a primeira edição no solstício de inverno.
Nesta segunda edição, reúnem-se novamente conteúdos que valorizam o património material e imaterial do concelho, abordando temas como as práticas agrícolas, a arquitetura, as festividades e os modos de vida locais. Ao longo desta edição, destaca-se a água enquanto elemento estruturante do território e recurso distintivo de Monchique no contexto regional. O património cultural imaterial assume também particular valor, através de um conjunto de oralidades recolhidas e registadas em Alferce e Marmelete, dando relevância à riqueza da tradição oral do concelho.
A sessão terá lugar às 16:00 horas, no Largo da Igreja de Marmelete, reunindo comunidade local, participantes e colaboradores do projeto para dar a conhecer os conteúdos desta nova edição. Após a apresentação da publicação, pelas 16h30, terá início o percurso cultural e “O Caminho das Fontes”, uma iniciativa concebida para assinalar o lançamento da revista e promover a ligação das diferentes gerações ao património cultural local.
Com partida no Largo da Igreja, o percurso conduzirá o público por algumas das fontes da aldeia, palco de momentos dedicados à partilha de cantigas, tradições orais, histórias e crenças associadas às festividades de verão. A entrada é livre.
A revistaFábrica de Memórias é uma das ações do projeto Cluster Criativo – Monchique Fábrica de Memórias, um projeto que resulta da parceria entre a Associação Vicentina e o Município de Monchique, financiado pelo Programa Regional Algarve 2030 através da operação Inclusão pela Cultura. Com duas edições anuais, publicadas em junho e dezembro, a publicação assume-se como um instrumento de valorização do património cultural material e imaterial e de promoção do envolvimento da comunidade em ações de valorização e preservação do mesmo.
Pessoas com doença de Alzheimer que tomavam o suplemento comum glucosamina tinham 25% mais probabilidade de morrer em até cinco anos do que aquelas que não o tomavam. Essa é a principal conclusão de um novo estudo que meus colegas e eu publicamos na revista científica Nature Metabolism.
A glucosamina é uma molécula de açúcar vendida sem receita médica como tratamento para dores articulares e artrite. Mais de 40 milhões de americanos a utilizam todos os anos.
Descobrimos também que a glucosamina afetava pessoas nos estágios mais iniciais da perda de memória, uma condição chamada comprometimento cognitivo leve. Pessoas nesse estágio inicial da demência que tomavam glucosamina tinham 25% mais probabilidade de evoluir para Alzheimer completo.
Nossa análise de pacientes com doença de Alzheimer baseou-se em registros médicos anonimizados do sistema de saúde da Universidade da Flórida. Incluímos 24 mil pacientes com demência e 41 mil com comprometimento cognitivo leve, comparando aqueles que tomavam glucosamina com os que não tomavam.
Em seguida, realizamos experimentos em camundongos geneticamente modificados para apresentar sintomas semelhantes aos do Alzheimer, a fim de identificar o possível mecanismo pelo qual a glucosamina pode afetar o cérebro. Descobrimos que bloquear a enzima responsável pela produção de açúcares como a glucosamina melhorou os sintomas de demência nos animais. Em contraste, administrar glucosamina aos mesmos camundongos agravou a perda de memória. Em camundongos saudáveis que receberam o mesmo suplemento, não observamos nenhum efeito.
Por que isso importa
A agência reguladora americana de alimentos e medicamentos, Food and Drug Administration (FDA), classifica a glucosamina como suplemento alimentar, e não como medicamento sujeito a prescrição. Como resultado, qualquer pessoa pode comprá-la sem consultar um médico.
A glucosamina é um aminoaçúcar. Formada por glicose e um aminoácido chamado glutamina, essas moléculas são usadas pelo organismo para construir novas células. Como a glucosamina não é considerada um nutriente essencial, a deficiência de glucosamina não é reconhecida como uma condição médica. Ainda assim, muitas pessoas utilizam o suplemento com base em relatos de que ele melhora a saúde das articulações, especialmente dos joelhos.
Há mais de uma década, minha equipe e eu, na Universidade da Flórida, estudamos como o cérebro utiliza e processa açúcares e o que dá errado nesse processo em pessoas com doença de Alzheimer.
Um problema menos conhecido associado ao Alzheimer é que células cerebrais e proteínas acumulam revestimentos extras de açúcar. Normalmente, células e proteínas do cérebro possuem pequenas cadeias de açúcar em sua superfície, chamadas N-glicanos. Esses açúcares ajudam proteínas recém-formadas a adquirir sua estrutura tridimensional correta e a se conectar com outras proteínas com as quais interagem.
Mas, em pessoas com Alzheimer, essas cadeias de açúcar se acumulam em locais inadequados. As proteínas subjacentes começam a falhar, levando à perda de memória e à morte celular. Essa condição é chamada de hiperglicosilação.
Considerando que cerca de 7,2 milhões de americanos com 65 anos ou mais vivem com Alzheimer, estimamos que muitos deles também estivessem tomando glucosamina para a saúde das articulações. Nossa hipótese era que esse aminoaçúcar pudesse estar contribuindo para o declínio cognitivo.
Estudos anteriores haviam associado os suplementos de glucosamina a um menor risco de demência em adultos cognitivamente saudáveis. Nossos resultados não contradizem esses trabalhos, mas acrescentam uma importante ressalva: embora a glucosamina pareça segura e potencialmente protetora para um cérebro saudável, ela pode ser prejudicial para um cérebro que já esteja apresentando declínio cognitivo.
O que ainda não se sabe
Como nosso estudo se baseou em registros médicos de pacientes, e não em um experimento controlado com pessoas, ele não pode demonstrar que a glucosamina causa um declínio cognitivo mais rápido — apenas que existe uma associação entre os dois fatores.
Responder a essa questão exigiria um estudo em que alguns pacientes recebessem glucosamina aleatoriamente e outros não. No entanto, se houver a possibilidade de a glucosamina aumentar o risco de demência, administrar deliberadamente o suplemento a pacientes poderia ser antiético.
Além disso, ainda não sabemos se o aparente efeito prejudicial da glucosamina em cérebros com problemas de memória depende da dose utilizada, da marca do suplemento ou da duração do uso. Também não sabemos se essa observação se aplica a outras formas de demência.
Próximos passos
Uma maneira de testar se a glucosamina causa diretamente o declínio cognitivo seria acompanhar pacientes que tomavam o suplemento e depois o interromperam. Cerca de 8% dos pacientes com demência em nosso banco de dados se enquadram nessa situação. Esperamos acompanhá-los por vários anos para verificar se a interrupção do suplemento desacelera o declínio cognitivo.
Também estamos avaliando compostos capazes de bloquear as moléculas N-glicanas e reduzir o acúmulo de açúcares nas células cerebrais, para investigar se isso poderia retardar ou até reverter a doença de Alzheimer.
Por fim, pretendemos explorar se outros suplementos metabolizados pelo organismo de forma semelhante à glucosamina apresentam riscos comparáveis para cérebros que já estão sofrendo declínio cognitivo.
*Ramon Sun é professor de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
* Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.
SpaceX con una capitalizzazione da 2.196 miliardi di dollari si piazza al settimo posto tra le società con più valore al mondo
La partenza col turbo in Borsa di SpaceX, + 20% nella prima giornata di contrattazioni (da 135 a 160 dollari ad azione), porta la società di Elon Musk già in alto nella speciale classifica degli asset più capitalizzati al mondo. È infatti, con 2.196 miliardi di dollari (oltre duemila miliardi) già in settima posizione a livello globale dietro a supercolossi quotati da molti anni che producono utili certi come Nvidia, che capitalizza oltre il doppio, (4.952 miliardi), Google ( 4.370 miliardi), Apple (4.266 miliardi), Microsoft (2.555 miliardi) e la taiwanese Tsmc (2.196 miliardi).
Space X, grazie alla buona performance nella prima giornata di contrattazioni, si trova davanti a Broadcom (1.816 miliardi), al gigante del petrolio saudita Saudi Aramco (1.752 miliardi), all’altra società di Musk, Tesla (1.514 miliardi), a Meta (1.433 miliardi) e anche a Samsung (1.394 miliardi). Se fosse rimasta al prezzo di lancio del collocamento varrebbe comunque tanto: poco meno di Saudi Aramco.
Sconfessati i profeti di sventura che si erano espressi in maniera negativa guardando ai numeri di bilancio senza valutare l’effetto Musk, il visionario fondatore di Tesla e Space X, evidentemente in grado di incantare gli investitori. Nella speciale classifica degli asset più capitalizzati figura, dopo Samsung, anche il Bitcoin con 1.274 miliardi. La cripto valuta sta attraversando un periodo negativo. Gli esperti però hanno sottolineato che Space X è tra le prime 10 società quotate per numero di Bitcoin in cassa anche se ben lontana dal quantitativo enorme accumulato da Stategy (ex-Microstrategy) che ne ha circa 900mila.
O exame toxicológico de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, que morreu após comer um bolo em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, detectou a presença de um anestésico, medicamento sedativo e chumbinho no organismo da criança. O menino morreu nesta quinta-feira (11) após passar 11 dias internado.
De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), o laudo aponta a presença de lidocaína, um anestésico local, midazolam, usado como sedativo, além de terbufós-sulfóxido, conhecido popularmente como chumbinho.
O exame foi realizado pelo IMLAP (Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto) e os resultados serão analisados em conjunto com outros elementos reunidos ao longo da investigação.
Antes de morrer, Arthur esteve em coma, e, segundo a família, o quadro de saúde aparentava ser estável. A morte foi confirmada pela direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz.
Ainda segundo a PCERJ, o corpo do menino será submetido à necropsia e outras diligências seguem em andamento.
Entenda o caso
A suspeita de envenenamento foi levantada pela família antes da confirmação do laudo, após notarem características compatíveis com a presença de chumbinho no organismo da criança.
“A única coisa que a gente sabe que ele ingeriu antes de começar a passar mal foi esse bolo, né? Então, a única coisa que ele comeu foi esse bolo de chocolate”, disse Mayara Mello, prima do menino.
Em nota, a direção do hospital, por meio da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, lamentou a morte e se solidarizou com a família.
“A direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz) informa que, apesar de toda dedicação da equipe médica e multidisciplinar, infelizmente o menino Arthur de Mello da Silva foi à óbito na noite de ontem. A direção da unidade lamenta profundamente a morte de Arthur, se solidariza com a família e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos”, diz a nota.
O caso é investigado pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) e a unidade policial já realizou oitiva de testemunhas.
A Anthropic suspendeu o acesso a seus novos modelos de inteligência artificial, Fable 5 e Mythos 5, para usuários estrangeiros. A medida teria sido tomada por ordem de determinação do governo dos Estados Unidos. A decisão vale para qualquer cidadão de outro país, mesmo que esteja dentro do território americano, e também afeta funcionários estrangeiros da própria empresa.
Segundo a companhia, a ordem foi emitida com base em questões de segurança nacional e não especifica quais riscos teriam motivado a decisão.
Em comunicado, a Anthropic disse entender que as autoridades acreditam ter identificado uma forma de contornar as proteções de segurança do Fable 5, mas afirmou que a técnica apresentada envolve vulnerabilidades consideradas limitadas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros modelos disponíveis publicamente.
A empresa também declarou que analisou uma demonstração da suposta técnica e encontrou apenas falhas menores, sem benefícios específicos relacionados ao modelo. Nenhum teste teria encontrado até agora um método universal capaz de quebrar as barreiras de segurança do sistema.
A Anthropic defendeu que o Fable 5 foi desenvolvido com mecanismos avançados de proteção para reduzir o uso indevido da tecnologia em atividades relacionadas a ataques digitais. Segundo a empresa, o modelo passou por milhares de horas de testes de segurança antes do lançamento, incluindo avaliações com órgãos governamentais e organizações privadas.
Os demais modelos do Claude continuam funcionando normalmente. O governo dos EUA não fez maiores declarações.
Apesar de ser uma empresa recente, a Anthropic recebeu investimentos bilionários de gigantes da tecnologia, como Google e Amazon, e ganhou destaque por defender uma abordagem voltada à segurança no desenvolvimento de sistemas de IA.
A empresa afirma que sua missão é criar modelos mais confiáveis e com maior controle sobre possíveis usos indevidos.
Era o início de abril e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, decidiu que era hora de uma reunião presencial com seu superior, o secretário de Defesa Pete Hegseth.
George estava ansioso para conversar com Hegseth após vários problemas em que o chefe do Pentágono influenciou diretamente a carreira de generais do Exército, incluindo um incidente em que ele impediu que quatro coronéis fossem promovidos a generais de uma estrela.
Durante meses, Hegseth pareceu cada vez mais insatisfeito com o Exército e sua liderança, incluindo George.
Isso intrigou aqueles próximos ao chefe do Exército, disseram fontes à CNN, dada a interação limitada que George teve com Hegseth durante seu mandato, e a pouca ou nenhuma comunicação antes da intervenção de Hegseth nas promoções.
Isso se encaixava em um padrão no qual as informações eram mantidas em sigilo no escritório de Hegseth e poucas pessoas fora de seus limites tinham conhecimento de seus planos para o Pentágono, de acordo com as fontes.
Hegseth desconfiava profundamente de muitos ao seu redor — algumas tropas tiveram que assinar acordos de confidencialidade para obter informações sobre as operações, e os testes de polígrafo haviam se tornado comuns.
George queria amenizar um pouco a tensão com Hegseth.
Então, no dia 1º de abril, ele solicitou uma reunião presencial para discutir uma série de prioridades do secretário de Defesa — tecnologia e aprimoramento de equipamentos — e como o Exército estava trabalhando para atendê-las, disse à CNN um oficial do Pentágono, do governo americano e da área de defesa.
A reunião nunca aconteceu. No dia seguinte, o general Randy George foi demitido.
Esta reportagem é baseada em entrevistas com 15 funcionários atuais e antigos do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com o funcionamento interno do departamento sob a gestão de Hegseth.
Quase desde o início de seu mandato, segundo diversas fontes, Hegseth demonstrava desconfiança em relação às autoridades ao seu redor — tanto civis quanto militares — e suspeitava de sua lealdade.
Hegseth demitiu mais de duas dezenas de oficiais superiores, afastou um secretário da Marinha com quem teve desentendimentos e, segundo relatos, interveio em promoções em todos os ramos das Forças Armadas, influenciando diretamente a liderança.
Embora a demissão de George tenha sido abrupta e inesperada, ocorrendo enquanto o secretário do Exército, Dan Driscoll, estava fora da cidade e pegando de surpresa os altos comandantes do Exército, a demissão em si não foi. Foi o culminar de meses de tensão entre Hegseth e a alta cúpula do Exército, e George em particular.
Hegseth e outros aliados próximos de Trump se mostraram céticos em relação a George desde o início, em parte porque George atuou como assessor do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo Biden.
A designação militar apolítica foi um dos vários cargos em uma longa carreira, que incluiu o comando de tropas durante as guerras do Iraque e do Afeganistão, que colocaram George em posição de desenvolver amplos relacionamentos com legisladores.
Randy George, Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA • Reuters
As demissões e o acesso restrito têm sido uma constante na gestão de Hegseth, embora fontes tenham dito à CNN que o problema não se limita ao gabinete do secretário. Essa cultura permeou outros escritórios do Pentágono, criando um ambiente de disputas internas entre alguns dos principais líderes civis.
“Tudo o que fazíamos diariamente era calculado com base em: ‘Isso vai manter o chefe empregado ou vai resultar na sua demissão?’”, disse um oficial do Pentágono à CNN. “Todos os dias, cada decisão que tomávamos, esse era um fator de planejamento. É muito incomum que isso seja considerado com tanta importância.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse em um comunicado à CNN:
“As fontes anônimas citadas pela CNN são pessoas de fora com uma clara agenda política para difamar o Departamento e minar a liderança da Secretária Hegseth por meio de ataques partidários.”
“Toda organização bem-sucedida passa por mudanças de liderança, e agradecemos àqueles que partiram por seus serviços prestados ao país”, acrescentou. “Medidas decisivas foram tomadas para alinhar a liderança militar com as prioridades do Presidente, do Secretário e de nossos combatentes.”
É um segredo aberto em todo o Pentágono que a capacidade de sobrevivência muitas vezes depende de fazer o mínimo de barulho possível e evitar chamar a atenção de Hegseth e seu gabinete, disseram vários funcionários.
“Às vezes, os líderes precisam tomar decisões ousadas quando estão no comando, às vezes precisam se expor, e o Exército tem tentado promover líderes dispostos a fazer isso”, disse o oficial da defesa. “E, se alguma coisa, isso acabou por esfriar essa ideia.”
George estava no meio de uma reunião com seus diretores seniores do Estado-Maior do Exército quando foi interrompido e informado de que Hegseth estava tentando contatá-lo, disse o oficial do Pentágono.
Ele saiu e Hegseth deu a notícia — uma ligação curta e direta, segundo o oficial da defesa, com poucas explicações. Poucos instantes depois de Hegseth dar a notícia, Jennifer Jacobs, da CBS News, noticiou publicamente a demissão.
Aproximadamente 30 minutos depois, George reuniu novamente sua equipe. “As pessoas tinham visto o tweet”, disse o funcionário do Pentágono. “Foi constrangedor porque todos estavam olhando para ele, sem saber o que ele ia dizer?”
George transmitiu a notícia de forma objetiva, disse o oficial do Pentágono: sem emoções, sem conotação. Sua atitude parecia quase descontraída, como se tentasse amenizar a situação.
“Os funcionários, um a um, foram cumprimentá-lo com um aperto de mão ou um abraço”, lembrou o funcionário. “Foi um momento solene, como se alguém tivesse morrido.”
Na manhã seguinte, o escritório de George já estava vazio.
Controle rígido sobre informações
A rotatividade de pessoal no Pentágono chamou a atenção dos legisladores, mas a demissão de George, em particular, gerou preocupação pública em ambos os lados do espectro político, com legisladores elogiando-o como um oficial íntegro e expressando decepção com sua demissão.
“Não existe ninguém que tenha mais respeito pelo General (Randy) George e seus 42 anos de serviço, sua Purple Heart, sua esposa Patty, seus netos e seus filhos. Eu os adoro”, disse secretário do Exército, Dan Driscoll durante uma audiência da Subcomissão de Defesa do Comitê de Orçamento da Câmara no mês passado, após a destituição de George.
Hegseth, por sua vez, recusou-se a dizer aos legisladores exatamente por que havia demitido George, mas disse que é “muito difícil mudar a cultura de um departamento que foi destruída por perspectivas erradas com os mesmos policiais que estavam lá”.
Os comentários de Hegseth reafirmam que a demissão de George faz “parte dessa guerra cultural indefinível que Hegseth deseja deixar como legado”, disse o oficial do Pentágono.
Mas é o sigilo e a suspeita que estão tendo o maior impacto na tomada de decisões do Pentágono.
Como tem sido o caso durante grande parte de seu mandato, Hegseth manteve os principais planejadores militares à distância na preparação para a guerra com o Irã.
Isso significa que alguns integrantes do Estado-Maior Conjunto — o centro nevrálgico das Forças Armadas para o planejamento e assessoria ao presidente e ao secretário de Defesa — tinham pouca visibilidade do pensamento estratégico do governo Trump, disseram várias fontes.
Isso representou um desafio para os planejadores militares, que foram repentinamente incumbidos de lidar com a logística da movimentação de recursos americanos para a região, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que estava operando na costa da Venezuela.
Segundo fontes, esse tipo de tomada de decisão ad hoc, incentivada por Hegseth e pela liderança política do governo, continua a representar um desafio para os comandantes americanos.
“Mais de um ano depois, há uma falta de processos internos claros no Pentágono… causada por uma paranoia generalizada”, disse o funcionário sobre a gestão de Hegseth.
“Tudo é tratado caso a caso porque não há delegação, não há confiança. E se não há delegação nem confiança, não se podem tomar decisões políticas”, acrescentou ele.
Desde o início da guerra, Hegseth e sua equipe têm se concentrado principalmente em apresentar o conflito como um sucesso estrondoso, inclusive em coletivas de imprensa, onde ele criticou veículos de comunicação pela cobertura que descreveu como “incrivelmente antipatriótica”.
Hegseth também priorizou a produção de “vídeos de guerra” para a Casa Branca, enquanto esta defende a decisão de Trump de iniciar o conflito, disse outra fonte, ecoando os esforços do Departamento de Segurança Interna, que tem promovido agressivamente vídeos de fiscalização da imigração para projetar uma imagem de sucesso eficiente.
Mas, à medida que as realidades econômicas da decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz se tornaram claras, e com Trump cada vez mais frustrado por relatos que contradizem os comentários de Hegseth sobre a capacidade militar remanescente de Teerã, o secretário de Defesa voltou sua atenção para a investigação de vazamentos.
Seguindo o exemplo de Hegseth, o Comando Central dos EUA interrogou repetidamente militares destacados por vazamentos de informações e tentou usar poderes normalmente reservados para assuntos confidenciais a fim de intimidar as tropas e impedi-las de compartilhar qualquer informação, mesmo que não classificada, de acordo com uma das fontes.
Hegseth e as tensões com os chefes das forças armadas
Um dos exemplos mais notórios de conflitos internos durante a gestão de Hegseth foi com o secretário do Exército Dan Driscoll, frequentemente devido à estreita relação que ele mantinha com o vice-presidente dos EUA JD Vance.
A CNN noticiou que Hegseth via a relação de Driscoll com a Casa Branca como uma tentativa de contorná-lo, uma insegurança que culminou em um desentendimento relatado anteriormente no ano passado, no qua ele tentou levar Vance e Trump ao Pentágono.
Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll • Cheriss May/ NurPhoto via Getty Images
Driscoll e Vance foram colegas na Faculdade de Direito de Yale e continuam amigos próximos. O jovem secretário do Exército também construiu um relacionamento com o presidente, o que ficou evidente quando foi escolhido por Trump para ajudar a persuadir a Ucrânia a retornar à mesa de negociações com a Rússia.
Ainda assim, o funcionário do Pentágono disse que o destino de Driscoll e Hegseth estava traçado “desde o início”.
“Ele simplesmente nutre uma profunda desconfiança em relação ao Exército”, disse o oficial.
Meses antes de Hegseth demitir George, ele removeu o amplamente respeitado vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General James Mingus, e o substituiu por seu próprio assessor militar sênior, General Chris LaNeve. Ao posicionar LaNeve como vice-chefe do Estado-Maior, ficou claro que a intenção era que ele eventualmente substituísse George, disseram as fontes — uma teoria que se concretizou quando George foi demitido, deixando LaNeve assumir como chefe do Estado-Maior interino.
Apenas algumas semanas após a aposentadoria forçada de George, autoridades do Pentágono ficaram chocadas com a demissão abrupta do Secretário da Marinha, John Phelan.
A CNN noticiou que Phelan ainda buscava confirmação da Casa Branca sobre a legitimidade de sua demissão quando o porta-voz do Pentágono escreveu no X que Phelan deixaria o cargo “com efeito imediato”.
Alguns funcionários do Departamento de Defesa comentaram que era surpreendente que Phelan tivesse sido removido antes de Driscoll.
Mas diversas fontes disseram à CNN que a relação entre Phelan e Hegseth também azedou nos últimos meses por uma série de motivos, que vão desde a frustração de Hegseth com a lentidão de Phelan em relação às prioridades do governo, até a suspeita sobre a proximidade de Phelan com Trump.
Uma fonte familiarizada com as discussões em torno da demissão de Phelan disse à CNN que o motivo foi uma lista crescente de “deficiências” encontradas em sua abordagem ao trabalho — principalmente o fato de ele ser muito lento em avançar com projetos importantes, como a construção naval, e desencorajar a comunicação direta entre oficiais superiores da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais e o gabinete de Hegseth.
A mesma fonte familiarizada com o assunto disse que Hung Cao , um veterano da Marinha que agora atua como secretário interino da Marinha, foi excluído do processo de tomada de decisões por seu chefe quando era subsecretário da Marinha. Cao conhecia Hegseth antes de ambos ingressarem no governo Trump.
Quase um dia após sua demissão, Trump elogiou Phelan como um “amigo de longa data e empresário de muito sucesso, que fez um trabalho excepcional”.
Trump continuou a elogiar Hegseth, mesmo com fontes dentro e fora do Pentágono especulando ao longo do último ano que o presidente em breve nomearia um novo secretário de Defesa.
Em suas aparições públicas, Hegseth frequentemente fala diretamente para a câmera e, por extensão, para Trump, de uma maneira que agrada ao presidente, segundo fontes da CNN. Até o momento, o presidente não demonstrou disposição para romper com seu secretário de Defesa, apesar da tensão crescente do outro lado do rio.
“O secretário de Guerra Pete Hegseth é a cara do cinema”, disse Trump em uma recente audiência do gabinete, enquanto Hegseth estava sentado à sua esquerda. “Ele adora a guerra.”
A grande novidade deste ano nas Festas do São João de Braga é o regresso à Avenida da Liberdade das “barraquinhas”, onde as associações do concelho mostram as suas atividades.
No total, a organização movimenta 365 entidades, para mais de 400 horas de programação.
O presidente da Associação Empresarial de Braga, Daniel Vilaça, disse que são esperados mais de um milhão de visitantes e apontou para um impacto económico de 20 milhões de euros.
Gigantones e cabeçudos, cavaquinhos, concertinas e cantares ao desafio são “ingredientes obrigatórios” do São João de Braga, que têm ainda no cartaz espetáculos com Rosinha e com os locais Amigos de Sobreposta, Funky Friends, Orquestra de Cordofones Tradicionais do Minho e Daniel Pereira Cristo e Siga a Farra.
Este ano, o São João de Braga tem um orçamento de 580 mil euros, superior em 130 mil euros ao de 2025.
Per anni il Tren de Aragua è stato considerato un fenomeno criminale circoscritto al Venezuela, figlio del collasso economico e istituzionale che ha travolto il Paese sudamericano nell'ultimo decennio. Poi è arrivata l'espansione lungo le rotte migratorie dell'America Latina, la crescente attenzione degli Stati Uniti e infine un passaggio che ha cambiato la percezione del fenomeno anche nel Vecchio Continente: il suo approdo in Europa.
L'operazione che nel novembre 2025 ha portato allo smantellamento della prima cellula attiva del Tren de Aragua in Spagna ha rappresentato uno spartiacque. Tredici persone sono state arrestate tra Madrid, Barcellona, Gerona, Valencia e La Coruña. Secondo le autorità spagnole, supportate dalla polizia colombiana e dal programma europeo EL PACCTO 2.0, gli indagati non erano semplici simpatizzanti o criminali isolati, ma responsabili di sottostrutture dell'organizzazione dedite al traffico di droghe sintetiche e ad altre attività illecite.
Dalla prigione di Tocorón alla multinazionale del crimine
Per comprendere la portata della minaccia bisogna partire dalle sue origini. Il Tren de Aragua nasce all'interno del carcere di Tocorón, nello Stato venezuelano di Aragua. In un Venezuela segnato da iperinflazione, crisi economica e progressivo indebolimento dello Stato, l'organizzazione cresce fino a trasformare il penitenziario nel proprio quartier generale.
Per anni Tocorón è diventato il simbolo dell'assenza delle istituzioni. A guidarla Héctor Rusthenford Guerrero Flores, meglio conosciuto come "Niño Guerrero", figura divenuta quasi leggendaria nel sottobosco criminale venezuelano, ucciso in queste ore in un'operazione congiunta degli Stati Uniti e del Venezuela.
Da semplice gruppo carcerario, il Tren de Aragua si è trasformato in una rete criminale transnazionale. A favorirne la crescita è stata soprattutto la gigantesca diaspora venezuelana. Secondo le Nazioni Unite, oltre sette milioni di persone hanno lasciato il Paese negli ultimi anni, dando vita a uno dei più grandi movimenti migratori contemporanei. La banda ha seguito quelle stesse rotte.
La caratteristica distintiva del Tren de Aragua è la sua straordinaria adattabilità. Diversamente dai grandi cartelli messicani, non punta necessariamente al controllo militare del territorio. Preferisce creare piccole cellule autonome, inserirsi nei mercati criminali già esistenti e sfruttare le vulnerabilità sociali e istituzionali.
Negli Stati Uniti la preoccupazione è cresciuta rapidamente. Washington ha individuato nel gruppo una delle principali minacce emergenti provenienti dall'America Latina, fino a inserirlo tra le organizzazioni terroristiche straniere. Ma proprio la crescente pressione esercitata nelle Americhe potrebbe aver spinto parte della rete criminale verso nuovi spazi operativi meno esposti.
La Spagna come porta d'ingresso e il rischio di contagio europeo
Che il primo focolaio europeo sia stato individuato in Spagna non sorprende gli analisti.
Il Paese ospita una delle più grandi comunità venezuelane del continente, con solidi collegamenti storici, culturali e linguistici con il Sud America. Madrid e Barcellona rappresentano inoltre importanti hub logistici, favoriti dai collegamenti aerei con l'America Latina.
L'indagine coordinata dalla polizia spagnola ha permesso di individuare una struttura articolata. Gli arrestati avrebbero svolto ruoli di comando all'interno di diverse sottosezioni territoriali. Nel corso delle perquisizioni sono stati sequestrati laboratori destinati alla produzione di "tusi", la cosiddetta cocaina rosa, oltre a sostanze stupefacenti, telefoni criptati, denaro contante e documentazione ritenuta utile alle attività criminali. L'aspetto che più preoccupa gli investigatori riguarda il livello di organizzazione. Non si tratterebbe di un fenomeno spontaneo o improvvisato, ma di un tentativo di radicamento strutturato.
Per il momento la presenza del Tren de Aragua in Europa appare ancora limitata. Tuttavia, l'esperienza latinoamericana suggerisce cautela. Molte organizzazioni criminali iniziano la propria espansione attraverso cellule ridotte, apparentemente marginali, capaci però di crescere rapidamente sfruttando le opportunità offerte dalla globalizzazione.
Le droghe sintetiche rappresentano uno dei possibili mercati di interesse, ma non l'unico. Gli esperti temono un coinvolgimento crescente nello sfruttamento della prostituzione, nell'estorsione all'interno delle comunità migranti e nella gestione dei traffici di esseri umani.
Hezbollah, Iran e la zona grigia delle minacce ibride
L'aspetto più controverso riguarda i presunti collegamenti indiretti tra il Tren de Aragua e le reti vicine a Hezbollah e all'Iran presenti in America Latina. Nessuna indagine giudiziaria ha dimostrato l'esistenza di una catena di comando condivisa o di un coordinamento operativo stabile. Ciò che emerge da numerose analisi di sicurezza è piuttosto una "convergenza tattica".
Da decenni Hezbollah mantiene una presenza finanziaria e logistica in alcune aree dell'America Latina, in particolare nella cosiddetta Tripla Frontiera tra Argentina, Brasile e Paraguay. Diversi rapporti del Dipartimento del Tesoro statunitense hanno inoltre evidenziato il ruolo di cittadini venezuelani accusati di facilitare attività riconducibili alla rete sciita.
Alti funzionari militari venezuelani in esilio, inoltre, hanno denunciato che il governo di Nicolás Maduro collabora apertamente con gruppi legati all'Iran facilitando l'operato di queste organizzazioni, e che il Tren de Aragua agisce in sinergia con il Cartel de los Soles, una rete dell'élite militare venezuelana accusata di trafficare cocaina insieme a network legati a Hezbollah.
L'avvicinamento politico tra Caracas e Teheran ha ulteriormente alimentato le preoccupazioni degli analisti. Il Venezuela avrebbe rappresentato negli anni un ambiente favorevole alla sovrapposizione tra reti di contrabbando, facilitatori finanziari, gruppi criminali locali e soggetti legati agli interessi iraniani. In questo contesto, il Tren de Aragua verrebbe considerato l’attore criminale preferito, inserito in ecosistemi illegali che condividono rotte, intermediari e strumenti di riciclaggio.
Le reti utilizzate per il traffico di migranti e di droga potrebbero intersecarsi con altri canali illeciti senza che ciò comporti necessariamente una collaborazione strategica formalizzata. È proprio questa zona grigia a preoccupare maggiormente le agenzie occidentali. Le minacce contemporanee non si presentano più in forme facilmente classificabili. Terrorismo, criminalità organizzata e competizione geopolitica tendono sempre più a sovrapporsi.
Il Tren de Aragua rappresenta uno dei simboli di questa trasformazione: una banda nata all'interno di un carcere venezuelano che, sfruttando crisi migratorie, fragilità statali e opportunità offerte dalla globalizzazione, è riuscita a trasformarsi in un attore criminale transnazionale.
Enquanto atletas famosos recebem atenção mundial após uma ruptura do ligamento cruzado anterior, milhares de brasileiros enfrentam a mesma lesão longe dos holofotes. A principal dúvida é quase sempre a mesma: será que vou voltar a jogar como antes?
A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) costuma ganhar destaque quando atinge um grande jogador. Mas ela acontece todos os dias em campos de várzea, quadras, academias e partidas entre amigos. Um giro brusco, uma mudança de direção, um movimento aparentemente simples e, de repente, surge a sensação de que algo saiu do lugar. Muitas pessoas relatam um estalo no joelho, seguido de dor, inchaço e instabilidade.
Depois do diagnóstico, a preocupação vai muito além da cirurgia. O que realmente angustia a maioria dos pacientes é a incerteza sobre o futuro. “Vou voltar a correr?”, “Vou conseguir jogar futebol novamente?” e “Meu joelho voltará a ser o mesmo”?
A boa notícia é que a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades esportivas. A má notícia é que isso depende de fatores muito mais complexos do que simplesmente esperar alguns meses após a cirurgia.
O relógio não decide quando o paciente está pronto
Durante muitos anos, o retorno ao esporte foi baseado principalmente no tempo decorrido após a reconstrução do ligamento. Era comum ouvir que o paciente poderia voltar a jogar após seis, oito ou nove meses. Hoje sabemos que essa lógica é insuficiente.
A ciência tem demonstrado que o calendário, sozinho, não é capaz de determinar se o joelho está preparado para suportar novamente os movimentos exigidos pelo esporte. Força muscular, equilíbrio, controle neuromuscular, capacidade de salto, estabilidade dinâmica e confiança do paciente são fatores igualmente importantes.
Por isso, os protocolos modernos utilizam critérios objetivos para avaliar a recuperação. O retorno ao esporte não deveria ocorrer apenas porque determinado período passou, mas porque o joelho demonstrou capacidade funcional adequada para suportar as demandas da atividade. Essa mudança é fundamental porque retornar precocemente aumenta significativamente o risco de uma nova lesão.
Atletas profissionais e pacientes comuns não seguem o mesmo caminho
Quando vemos um atleta de elite voltar aos gramados após uma lesão do LCA, muitas vezes criamos expectativas irreais. Jogadores profissionais contam com equipes multidisciplinares, fisioterapia diária, preparação física individualizada, monitoramento constante e acesso a recursos que não fazem parte da realidade da maioria dos pacientes. O paciente comum precisa conciliar reabilitação com trabalho, família, deslocamentos e limitações de tempo.
Isso não significa que o resultado será pior. Significa apenas que o processo é diferente.
Em muitos casos, a ansiedade para voltar ao futebol ou a outras atividades esportivas leva o paciente a acelerar etapas da recuperação. E esse é justamente um dos maiores riscos. A reabilitação não deve ser encarada como o período entre a cirurgia e a alta médica. Ela é parte essencial do tratamento e influencia diretamente o resultado final.
O que está em jogo além do retorno ao futebol
A preocupação não deve ser apenas voltar a jogar. Deve ser voltar com segurança.
Estudos mostram que pacientes que retornam ao esporte antes de atingir critérios adequados de recuperação apresentam maior risco de re-ruptura do ligamento, além de aumentar a chance de lesionar o joelho contralateral. Outro aspecto importante é o desenvolvimento precoce de artrose. Mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a lesão do LCA pode aumentar o risco de desgaste articular ao longo dos anos, especialmente quando existem lesões associadas de menisco ou cartilagem.
Por isso, a decisão de operar, o planejamento da reabilitação e o retorno ao esporte devem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. A pergunta mais comum no consultório continua sendo: “Vou conseguir jogar bola de novo?” Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas a pergunta talvez devesse ser outra: “Vou voltar preparado para jogar pelos próximos anos?”
Quando o assunto é reconstrução do ligamento cruzado anterior, a ciência moderna tem mostrado que o sucesso não depende apenas da cirurgia. Depende da qualidade da recuperação e do respeito aos critérios que realmente indicam que o joelho está pronto para voltar ao jogo.
*Texto escrito por Dr. Leonardo Addeo, médico ortopedista e professor afiliado da Unifesp (CRM 101483-SP | RQE 43474 / 62248)
Referências bibliográficas e fontes consultadas
International Olympic Committee (IOC) Consensus Statement on ACL Injury
British Journal of Sports Medicine
American Orthopaedic Society for Sports Medicine (AOSSM)
Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT)
Suspensão ocorreu poucos dias depois da Anthropic ter disponibilizado aos assinantes do serviço Claude o modelo Fable 5. Empresa assumiu antes do lançamento que ferramenta é "demasiado poderosa".
Empresa de Inteligência Artificial recorreu aos tribunais em março para impedir que o Pentágono a adicione à ‘lista negra’ de riscos para a segurança nacional
Suspensão ocorreu poucos dias depois da Anthropic ter disponibilizado aos assinantes do serviço Claude o modelo Fable 5. Empresa assumiu antes do lançamento que ferramenta é "demasiado poderosa".
Empresa de Inteligência Artificial recorreu aos tribunais em março para impedir que o Pentágono a adicione à ‘lista negra’ de riscos para a segurança nacional
Caro leitor, a decisão do ministro Nunes Marques de suspender pesquisa eleitoral que mostrava desgaste de Flávio Bolsonaro repercutiu no Supremo Tribunal Federal. Nesta edição, destacamos também reportagens sobre a PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos e vulnerabilidades digitais dos sistemas do Judiciário. Inscreva-se na newsletter Fumus Boni Iuris. Boa leitura!
STF prepara terreno para atuar na eleição e desafia TSE
A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de suspender monocraticamente uma pesquisa que mostrou a queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro acendeu um alerta no Supremo Tribunal Federal. Quatro ministros defendem, de forma reservada, que a Corte pode ter de fazer “eventuais correções” na área de propaganda eleitoral. Há o temor de que o tribunal eleitoral não combata com firmeza a disseminação de fake news, ao mesmo tempo em que o avanço das ferramentas de inteligência artificial exija uma atuação ainda mais rigorosa do que em 2022
Justiça italiana vê Moraes ‘vítima, testemunha e juiz’ no caso Zambelli
Corte de Cassação divulga motivos para negar a extradição da ex-deputada condenada pelo STF
PF rejeita nova proposta de delação de Vorcaro por falta de provas e fatos novos
Procuradoria-Geral da República, com quem a defesa do dono do Banco Master também negocia, ainda não deu resposta formal sobre o caso
Após caso Master, governo exige que venda de precatórios seja comunicada à AGU
Títulos são ordens emitidas pela Justiça que obrigam o pagamento de uma dívida resultante de uma condenação definitiva
A sede do Supremo Tribunal Federal
Luiz Silveira/STF
Tendência do STF é derrubar pautas-bomba aprovadas pelo Senado
Integrantes da Corte procuraram o ministro da Fazenda e ofereceram apoio contra a aprovação de projetos com impacto bilionário sobre o Orçamento
Constitucionalidade de redução da maioridade penal gera debate entre especialistas
Aprovada pela CCJ, PEC ainda precisa passar por comissão especial e ser submetida ao plenário da Câmara antes de seguir para o Senado
Artigo: Da fábrica inteligente ao empregado digital: os gêmeos digitais sob a ótica trabalhista
Ferramenta que cria réplicas de funcionários a partir de vídeo, voz e materiais escritos levanta questões sobre direitos da personalidade, proteção de dados, propriedade intelectual e o Direito do Trabalho em todas as suas vertentes
Emissão de alvarás de soltura falsos expõe falhas em sistema do Judiciário e vira mercado paralelo
Hackers utilizam credenciais de juízes e servidores para inserir documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça
Golpe do falso advogado já gerou quase duas mil denúncias no Rio
Ordem dos Advogados do Brasil instala outdoor em sua sede no Centro para alertar a população
Redes da Meta têm recorde de anúncios críticos ao STF
Pesquisa identifica crescimento expressivo da publicidade sobre a Corte no Facebook e no Instagram
Perdão judicial à mãe de Henry pode beneficiar Jairinho
Polêmica em torno do benefício concedido à professora Monique Medeiros abre nova frente de batalha no caso
EUA: Juíza pune advogados após IA inventar decisões judiciais
Magistrada afastou profissionais do caso, aplicou multas e proibiu duas profissionais de atuar na corte por dois anos
Initial plugin text
Autoridades israelenses estão diretamente envolvidas em ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupada, enquanto as forças de segurança israelenses fornecem proteção aos colonos, afirmou uma investigação da ONU na terça-feira (9).
O relatório da Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado concluiu que as autoridades israelenses permitiram ataques de colonos por meio de apoio financeiro e militar, em um clima de impunidade fomentado por órgãos judiciais e policiais.
O relatório afirma que os ataques contra aldeias palestinas e terras agrícolas aumentaram 130% desde 2023, incluindo incidentes envolvendo grupos de agressores mascarados. Segundo o relatório, as forças de segurança israelenses acompanham os colonos rotineiramente e servem de escudo contra a violência.
O gabinete do primeiro-ministro israelense e as forças armadas não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
Israel rejeita as acusações de que suas tropas protegem colonos durante ataques contra palestinos na Cisjordânia, alegando que tais ações são incidentes isolados que violam o protocolo militar e são investigados.
Grupos de direitos humanos israelenses e palestinos afirmam que essas investigações raramente resultam em punições.
Milhares de colonos israelenses vivem entre milhões de palestinos em terras que Israel capturou na guerra de 1967, onde os palestinos esperam construir um Estado.
A maioria dos países e o principal tribunal da ONU consideram esses assentamentos uma violação do direito internacional, o que Israel contesta, citando laços históricos e bíblicos com a terra.
Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun
Pelo menos sete palestinos foram mortos e 832 ficaram feridos no ano passado, e a violência continua em 2026 na forma de ataques quase diários, segundo as Nações Unidas.
“A crescente participação das forças de segurança israelenses em ataques de colonos equivale a um colapso de fato da distinção entre colonos e soldados”, concluiu o relatório.
Foi afirmado que essa violência tem sido usada para promover a política do Estado, incluindo a ocupação ilegal, o deslocamento de palestinos e a anexação de território palestino.
A Comissão documentou casos de agressões, sequestros e abusos de crianças palestinas por colonos.
Em um incidente ocorrido em 19 de abril de 2025, uma menina de 12 anos e seu irmão de 3 anos foram sequestrados sob a mira de uma faca, arrastados para um olival e amarrados a uma árvore com abraçadeiras de plástico até que sua família interveio.
Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça emitiu um parecer consultivo não vinculativo afirmando que a ocupação israelense dos territórios palestinos e seus assentamentos ali são ilegais e devem ser suspensos o mais rápido possível, sendo essa a sua conclusão mais contundente até o momento sobre o conflito.
A Comissão também afirmou que os colonos cometeram ou ameaçaram cometer violência sexual para incitar o medo e assediaram mulheres palestinas.
“Os ataques diários e implacáveis dos colonos israelenses contra os palestinos são intoleráveis — e devem acabar”, disse o chefe da comissão, S. Muralidhar, um ex-juiz sênior indiano. Ele instou a comunidade internacional a pressionar Israel para desmantelar os assentamentos e postos avançados e conter a violência.
Apesar das condenações periódicas e do desmantelamento de alguns postos avançados não autorizados, as autoridades israelenses não tomaram medidas consistentes para impedir os ataques, afirmou o relatório.
O “neto mais novo de Recife” está em Brasília. A casa ganhou outro ritmo. Aquela alegria que só criança produz tomou conta do ambiente. Os gêmeos, “Galeguinho” e “Cabeludinho”, acostumados a disputar atenção e colo, estão injuriados. “Quem é esse aí?”.
No fim do mês, junta-se o “neto mais velho de Recife” e a festa estará completa. Entre uma brincadeira e outra, encontrei o mais novo de Recife brincando com LEGO. “É um edifício, vovô.”
O prédio tinha rodas, era modular, podia ser desmontado e remontado rapidamente e aproveitava partes de outras estruturas guardadas na caixa de brinquedos.
Observei a cena encantado, enquanto era tomado por uma inquietação profissional dos últimos dias: qual o maior desafio para conceber o Exército do futuro?
Organização, mobilidade, orçamento, inteligência artificial, ameaças, integração ou presença nacional? Ao me imaginar construtor daquele edifício, logo percebi como permanecemos presos a modelos ultrapassados e soluções que já nascem obsoletas.
Por que não nos inspirarmos no conceito do LEGO? A pergunta é simples para um tema tão sério? Humildade antes de respondê-la.
Uma criança, livre dos corrimões cognitivos, para recorrer a Hanna Arendt, combina peças improváveis, desmonta sem drama, remonta sem medo e encontra possibilidades onde muitos enxergam apenas limites. Não se trata de reduzir a defesa nacional a uma brincadeira. Trata-se de intuir que o sucesso das operações militares do futuro pertencerá a quem souber montar, desmontar e remontar capacidades.
Em foro íntimo, creio que o Exército do futuro precisará ser modular, flexível, móvel e eficaz. Modular, porque não será possível responder a todos os desafios com a mesma estrutura. Espera-se uma base comum, capaz de gerar inúmeras combinações e múltiplas capacidades. Em determinado cenário, o país necessitará de uma força aeromóvel. Em outro, de uma blindada. Em outro, de tropas de selva, de montanha ou de capacidades especializadas.
Flexível, porque as ameaças escaparam das tipologias tradicionais. Precisamos estar preparados para enfrentar desafios convencionais, irregulares, híbridos, cibernéticos, informacionais e ambientais. Móvel, porque um país continental não pode manter tropas capacitadas em todas as áreas do território. Seria desperdício, além de incompatível com nossas possibilidades orçamentárias. Eficaz, porque modernidade sem resultado é apenas ornamento para discurso político. Não basta possuir sistemas sofisticados. É preciso convertê-los em poder militar efetivo.
O vigor de um Exército apto a enfrentar os desafios do futuro estará associado à dinâmica dos encaixes de suas peças, que, no ambiente militar, recebem o nome de integração. Por isso, o Exército do futuro não poderá ser pensado isoladamente. Terra, mar, ar, espaço, ciberespaço e informação são dimensões de uma mesma estratégia.
A interoperabilidade deixará de ser aspiração para tornar-se exigência operacional. O tempo das ilhas institucionais ficou para trás.
Tudo isso, contudo, precisa ser compatível com o perfil geopolítico do Brasil. Somos um país dotado de imensos recursos naturais, extensas fronteiras, responsabilidades regionais e interesses permanentes a proteger. A defesa brasileira deve nascer dessa realidade, e não da simples reprodução de modelos estrangeiros.
Também precisa ser compatível com a disponibilidade orçamentária, ao mesmo tempo em que enfrenta as ilusões kantianas que ainda vicejam em parte das lideranças nacionais. Mas, se eu tivesse de eleger o centro de gravidade dessa manobra informacional, diria que o maior desafio está fora dos quartéis. Está na mesa de jantar da sociedade.
Nenhum projeto de defesa resistirá se for compreendido apenas por especialistas. A sociedade precisa entender que defesa não é gasto supérfluo, assunto distante ou preocupação reservada a tempos excepcionais. O mais novo de Recife já desmontou o edifício que havia construído. Amanhã, novas ideias o moverão na construção do outro LEGO. Eis a lição para o Exército do futuro: solte o corrimão!
Otávio Santana do Rêgo Barros General de Divisão da Reserva
A Anthropic suspendeu o acesso público aos modelos de Inteligência Artificial (IA) mais avançados, para cumprir uma diretiva de controlo de exportações, que a obriga a impedir o acesso ao serviço por parte de estrangeiros por motivos de segurança nacional.
De acordo com a Anthropic – uma startup norte-americana de IA – a ordem para impedir o acesso fora dos Estados Unidos ou por parte de estrangeiros dentro do país chegou na tarde de sexta-feira e, para poder cumprir a diretiva de última hora, optou por bloquear todo o acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 a todos os clientes.
Num comunicado divulgado no mesmo dia, a Anthropic afirmou que o Governo norte-americano não forneceu detalhes específicos sobre os motivos pelos quais os novos serviços de inteligência artificial constituem um problema de segurança nacional e pediu desculpa aos clientes pela interrupção.
“Como já afirmámos publicamente, acreditamos que o Governo deve ter a capacidade de bloquear desenvolvimentos inseguros como parte de um processo transparente, justo, claro e baseado em factos técnicos. Esta ação não está de acordo com esses princípios”, afirmou a empresa.
A suspensão ocorreu poucos dias depois de a Anthropic ter disponibilizado aos assinantes do serviço Claude o modelo Fable 5, apresentado como o mais avançado em vários testes de competências e considerado muito superior aos modelos Opus.
O Fable baseava-se no controverso modelo Mythos, sobre o qual a Anthropic alertou em abril possuir capacidades que colocavam em risco a impenetrabilidade dos sistemas mais avançados em cibersegurança em setores sensíveis, como o financeiro.
A Anthropic permitiu que o Governo dos EUA e empresas analisassem o Mythos antes do lançamento público deste, para determinar vulnerabilidades nos sistemas e como isso poderia afetar a segurança, e o Fable 5 continha salvaguardas e restrições para evitar o uso indevido, de acordo com a empresa norte-americana.
Embora a Anthropic tenha garantido que não publicaria o modelo Mythos, disponibilizou-o a uma lista muito seleta de empresas no âmbito da iniciativa de cibersegurança Project Glasswing.
Por dentro, a casa foi desenhada para famílias ou para quem procura uma solução com divisões separadas. Inclui três quartos, uma casa de banho de 5,2 metros quadrados e uma sala de estar com cozinha integrada
Por dentro, a casa foi desenhada para famílias ou para quem procura uma solução com divisões separadas. Inclui três quartos, uma casa de banho de 5,2 metros quadrados e uma sala de estar com cozinha integrada
Novas classes de medicamentos estão surgindo como aliadas no tratamento de doenças renais, oferecendo perspectivas promissoras para retardar a progressão da condição e reduzir a necessidade de diálise e transplante. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, no CNN Sinais Vitais deste sábado (13) .
Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina, apresentou duas classes de medicamentos que estão entrando no tratamento da doença renal. A primeira é a finerinona, descrita como uma versão aprimorada da espironolactona.
“A espironolactona já é uma medicação para hipetensão que nós usamos há muito tempo, e a finerinona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal“, afirmou Requião. Segundo esse, essa eficiência foi detectada primeiro em pacientes com diabetes e mais recentemente no tratamento renal.
A segunda classe mencionada são os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras“, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, que também demonstraram efeito direto sobre os rins. “Nós não sabemos ainda os mecanismos, precisa ainda de estudo de longo prazo para saber a segurança dessa classe, mas deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico“, explicou Requião.
Outra classe de medicamentos originalmente desenvolvida para o controle do diabetes, mas que demonstrou efeitos protetores sobre o coração e os rins são os inibidores do cotransporte SGLT2, conhecidos como gliflozinas. Segundo nefrologista do Hospital do Rim Caio Bastos, esses medicamentos também apresentaram efeitos protetores sobre o coração e os rins.
“É uma nova medicação que descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos. Ele ressaltou ainda que as gliflozinas estão disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes de maior risco.
Diálise
Requião enfatizou que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença renal. Segundo ele, o pilar do tratamento é a prevenção, com o controle adequado do diabetes, da hipertensão e dos demais fatores de risco.
“Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, declarou Requião.
Requião ressaltou que, na era pré-diálise, todos os pacientes com falência renal morriam em decorrência da condição. A introdução da diálise representou um marco histórico na medicina.
Além disso, o avanço tecnológico nas máquinas e nos produtos utilizados, aliado ao conhecimento científico acumulado, tem contribuído para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de hemodiálise ou diálise peritoneal.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.