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Análise: Investidores brasileiros buscam ativos internacionais

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos voltou a dominar as discussões do mercado financeiro. O índice CPI americano registrou alta de 4,2%, com o setor energético respondendo por 3,9 pontos percentuais desse avanço — um segmento que acumula elevação superior a 23% nos últimos 12 meses.

Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, participou de entrevista diretamente de Miami para comentar o cenário econômico americano e o comportamento dos investidores brasileiros.

Ele destacou que o impacto dos preços no cotidiano dos americanos vai além do que os mercados de ações conseguem capturar.

“A gente tinha aqui uma gasolina a US$ 3 o galão e agora está a US$ 4,60. Isso é quase US$ 1,60, é uma alta muito representativa, que o mercado de ações não consegue capturar”, afirmou Bueno, reproduzindo a avaliação de um consultor independente com quem conversou.

Brasileiros buscam ativos nos Estados Unidos

Em meio ao cenário desafiador no Brasil, onde a Bolsa de Valores registra quedas por oito semanas consecutivas, investidores brasileiros têm retirado recursos do mercado de ações doméstico e direcionado capital para os Estados Unidos.

Bueno estava em Miami justamente para participar de uma imersão com 20 consultores independentes especializados em grandes fortunas, com o objetivo de mapear os ativos internacionais disponíveis para investidores, profissionais e empresários brasileiros.

Entre os temas abordados estavam o mercado imobiliário americano, oportunidades em empresas como a Revolut e discussões sobre o IPO da SpaceX.

“A ideia é capturar tudo o que tem de atrativo, levar para os investidores, para os profissionais e os empresários, mostrando o que o brasileiro pode acessar nesse momento de muita insegurança”, afirmou Bueno.

Juros e política monetária em debate

Bueno avaliou que a perspectiva de redução dos juros nos Estados Unidos enfrenta obstáculos significativos, especialmente diante da pressão inflacionária no setor de energia.

Segundo ele, análises preditivas de algumas casas financeiras indicam que Kevin Walsh, novo nome à frente da política monetária americana, dificilmente conseguirá alterar de forma substancial a postura adotada por Jeremy Powell, que resistiu às pressões por cortes rápidos nas taxas.

“Não tem como descer esses juros porque você vai ter uma inflação que vem muito forte no setor energético“, destacou o colunista, citando a avaliação de consultores independentes ouvidos em Miami.

O analista também alertou para os riscos de uma reversão brusca na política monetária. Ele lembrou que, quando os juros foram elevados de 0,50% para 4%, vários bancos médios e pequenos nos Estados Unidos foram à falência.

Na avaliação de Bueno, qualquer movimento muito agressivo — seja na alta dos juros ou na redução do balanço do banco central — pode provocar impactos severos em setores como o imobiliário, que tem sustentado parte relevante do crescimento econômico em regiões como a Flórida.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Autoridades do BCE mantêm em aberto chance de alta dos juros em julho

Autoridades do Banco Central Europeu mantiveram em aberto, nesta sexta-feira (12), a possibilidade de um novo aumento das taxas de ​juros em julho devido à inflação acelerada, mas afirmaram que ainda ​é muito cedo para determinar se tal movimento será necessário para evitar que a alta dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio se espalhe.

O BCE elevou as taxas de juros na quinta-feira (11), tornando-se o primeiro grande banco central a apertar a política monetária diante do salto nos preços do petróleo, depois que a inflação ultrapassou os 3% e até mesmo o aumento subjacente dos preços — que exclui as variações no setor de energia — subiu bem acima da meta ⁠de 2%.

“O Conselho do BCE se reunirá ​para sua próxima reunião de política monetária em julho”, afirmou o presidente do banco central alemão, Joachim ​Nagel, em comunicado. “Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e estamos prontos para agir novamente, caso seja ⁠necessário.”

Ulo Kaasik, o recém-empossado presidente do banco central da Estônia, ⁠por sua vez, alertou que a inflação pode ser mais forte do que o previsto, ​já ‌que a incerteza á excepcionalmente alta.

“Considerando os vários riscos, é bastante provável que o aumento dos preços na zona ⁠do euro seja mais rápido do que o esperado”, disse ele em uma postagem de blog, acrescentando que o BCE ainda deve manter sua abordagem de decidir a política monetária reunião a reunião.

Embora os comentários públicos tenham sido cautelosos e evasivos ‌nesta ⁠sexta-feira, fontes próximas à ‌discussão disseram à Reuters que um aumento em julho não é o cenário base por enquanto, e que será necessário um aumento nos preços da energia ou outra surpresa negativa na inflação para que eles ajam nessa ocasião.

Ainda assim, uma ⁠pausa pode ser seguida por outro aumento em setembro, acrescentaram.

Os mercados ⁠financeiros veem uma chance em três de outro aumento dos juros em julho, mas um movimento até setembro já está totalmente precificado.

O presidente do ‌banco central austríaco, Martin Kocher, mostrou-se mais cauteloso do que alguns, dada a queda acentuada nos preços da energia mais cedo, em meio a rumores de que o Irã e os EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

“Faltam seis semanas para a próxima reunião de definição de juros no final de julho”, ‌disse Kocher em uma coletiva de imprensa, acrescentando: “Muita coisa pode acontecer nesse período… Quem sabe quais desenvolvimentos teremos.”

Primoz Dolenc, presidente do banco central da Eslovênia, disse que o BCE tem toda a flexibilidade para agir se isso ⁠se tornar necessário.

“Acreditamos que, no contexto de alta incerteza sobre a magnitude e a persistência do choque energético, esse nível de taxas de juros nos permite responder adequadamente a novos desenvolvimentos”, disse ele em uma postagem de blog.

Nagel, um potencial ​candidato à sucessão da presidente do BCE, Christine Lagarde, no próximo ano, disse que o aumento das taxas de juros na ​quinta-feira foi necessário, pois a inflação agora está se espalhando para além do setor energético e começando a afetar os preços de outros bens e serviços.

“O choque de oferta desencadeado pela guerra no Oriente Médio está se mostrando forte e persistente”, disse ele. “É por isso que não podemos simplesmente ‘ignorá-lo’.”

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Banco do Japão deve elevar juros ao nível mais alto em 31 anos

O Banco do Japão deve elevar as taxas de juros para o nível mais alto em 31 anos na ​próxima semana e sinalizar que está disposto a continuar aumentando os ​custos dos empréstimos, enquanto se concentra em combater os riscos de inflação decorrentes da guerra no Oriente Médio.

A decisão alinharia o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando políticas mais restritivas, incluindo o BCE (Banco Central Europeu), que anunciou um amplamente esperado aumento dos juros na quinta-feira (11).

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, atualmente hospitalizado para um tratamento de duas semanas devido a um cisto hepático, não participará da reunião de dois dias que se ⁠encerra em 16 de junho.

Os oito membros restantes ​do conselho, muitos dos quais alertaram para as crescentes pressões sobre os preços, provavelmente elevarão a taxa ​de juros de 0,75% para 1% — levando-a a níveis não vistos desde 1995.

“A ausência de Ueda não afetará a decisão institucional ⁠do Banco do Japão de se concentrar nos crescentes riscos ⁠de inflação, em vez dos riscos ao crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio”, disse Saisuke ​Sakai, ‌economista sênior do Mizuho Research Institute.

O aumento seria o primeiro desde dezembro e marcaria uma mudança na abordagem cautelosa do Banco ⁠do Japão, que vem desmantelando os resquícios do estímulo radical do antecessor de Ueda, rumo a um foco no papel convencional do banco central de combater a inflação.

Com um aumento na próxima semana praticamente precificado, os mercados estão voltando a atenção para o momento e ‌o ⁠ritmo dos aumentos futuros.

Uma ‌pesquisa da Reuters mostrou que economistas projetam que o Banco do Japão elevará as taxas para 1,25% no quarto trimestre, após um aumento em junho para 1%.

Uma complicação para os investidores será comparar a linguagem dos comentários anteriores de Ueda com a do vice-presidente ⁠Shinichi Uchida, que conduzirá a coletiva pós-reunião da próxima semana em nome ⁠do presidente.

Os investidores estarão atentos a pistas de Uchida sobre se sinais de ampliação da inflação poderiam levar o Banco do Japão a acelerar os ‌aumentos dos juros.

O Banco do Japão provavelmente enfatizará sua determinação em continuar aumentando os juros, já que o choque energético, os custos crescentes de importação devido ao iene fraco e um mercado de trabalho restrito alimentam os riscos de inflação.

Mas a autoridade monetária vê pouca necessidade de aumentos de juros mais rápidos ou consecutivos, pelo menos por enquanto, segundo fontes ouvidas pela ‌Reuters, citando a incerteza sobre as repercussões econômicas da guerra no Irã.

“Embora Uchida seja visto como um dos membros mais dovish do conselho, ele provavelmente tentará soar bastante hawkish para evitar provocar quedas indesejáveis do iene”, disse Nobuyasu Atago, economista-chefe ⁠do Instituto de Pesquisa Econômica da Rakuten Securities.

“É um dilema. O Banco do Japão não vai querer se comprometer antecipadamente com nenhum prazo, dada tanta incerteza. Mas parecer muito cauteloso sobre o próximo passo poderia enfraquecer o iene, elevar os preços e aumentar o ​risco de ficar para trás.”

Um aumento para 1% colocaria a taxa de juros de referência do Banco do Japão na parte inferior ​da faixa nominal estimada de 1,1% a 2,5%, considerada neutra para a economia — motivo para agir com cautela.

Mas o ritmo lento dos aumentos das taxas do BC japonês tem sido apontado como responsável pelo enfraquecimento do iene, que oscila em torno da marca de 160 por dólar, o que aumenta a chance de uma ‌intervenção cambial.

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Se o BCE não fizesse nada, "inflação ficaria acima" dos 2% até 2028, diz Lagarde

Não foi preventiva, nem um seguro. A líder do Banco Central Europeu defendeu a subida das taxas de juro, considerando que era um decisão "muito óbvia" para evitar que inflação ficasse acima do objetivo no médio prazo. Sobre próximas decisões, Christine Lagarde mantém modus operandi e diz: "Que sera, sera".

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Topo da Agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta quinta-feira

Quinta-feira, 11 de junho

Evento em destaque: O Governo vai voltar a disponibilizar apoios à compra de veículos elétricos em Portugal, com a abertura de candidaturas a acontecer esta quinta-feira. Depois de os incentivos anteriores terem esgotado rapidamente, surge agora uma nova fase do programa, financiada pelo Fundo Ambiental, com uma dotação inicial de 10 milhões de euros. Saiba mais aqui.

Outros eventos em foco:

  • Presidente da República na Madeira no âmbito dos 50 anos da Autonomia. Até 12/6;
  • Plenário da Assembleia da República. 14h;
  • Reunião da Comissão de Assuntos Parlamentares dos Assuntos Constitucionais Direitos e Liberdades e Garantias – Audição de António Pombeiro e do Presidente do SIRESP. 17h30;
  • Reunião do Eurogrupo. Luxemburgo;
  • Conferência de Imprensa apos reunião do BCE;
  • Governo deverá abrir até hoje as candidaturas ao novo programa de apoio à compra de veículos 100% elétricos;
  • Eurostat divulga índices de preços agrícolas (1.º trimestre de 2026) e regime de propriedade da superfície agrícola útil (2023);
  • Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) publica relatório mensal do mercado do petróleo;
  • FEI-TUR – Feira de turismo do SW. Até 14/6 – Vila Nova de Milfontes. Informação aqui;
  • Estreia do filme de Steven Spielberg – O Dia da Revelação;
  • Abertura do Mundial de Futebol. EUA.
  • Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, inicia visita aos Estados Unidos;
  • Moçambique: Início da 5.ª Conferência Empresarial “Energias Renováveis em Moçambique” e da 3.ª Conferência Internacional Crescendo Azul;
  • Angola: 6.ª edição do ANGOTIC – Fórum Internacional de Tecnologias de Informação, promovido pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, sob o tema “Na Rota da Transformação Digital”.
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Euribor sobem a 3 meses para novo máximo desde março de 2025 e caem a 6 e 12 meses

A Euribor subiu esta quarta-feira a três meses, para um máximo desde março de 2025, e desceu a seis e a 12 meses, face a terça-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,397%, continuou abaixo das taxas a seis (2,592%) e a 12 meses (2,841%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 2,592%, menos 0,014 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu hoje para 2,841%, menos 0,025 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido oposto, a Euribor a três meses avançou hoje, fixando-se em 2,397%, mais 0,024 pontos que na terça-feira e um novo máximo desde 19 de março de 2025.

Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.

Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Bce pronta a rialzare i tassi, ma niente panico: i prezzi caleranno. Ecco perché

Bce verso il rialzo dei tassi, il commento di Sansone (IbanFirst Italia)

Nella riunione di questa settimana, la Bce dovrebbe diventare la quattordicesima banca centrale a inasprire la politica monetaria in risposta alle pressioni inflazionistiche alimentate dalle tensioni in Medio Oriente, portando il tasso di riferimento dal 2,00% al 2,25%. E il percorso potrebbe non fermarsi qui: i mercati monetari prezzano già almeno un ulteriore rialzo di pari entità entro la fine dell’anno, con settembre indicato come l’appuntamento più probabile.

La svolta restrittiva della Bce arriva però in un momento peculiare. L’economia dell’Eurozona sta perdendo slancio: il Pil si è contratto nel primo trimestre e l’inflazione, pur risalita al 3,3% annuo a maggio, resta ben lontana sia dai picchi del 2022 sia dall’attuale livello registrato negli Stati Uniti, pari al 3,8%.

LEGGI ANCHE: Bce tra l’incudine e il martello, solo tre giorni al verdetto sui tassi. Rialzo in arrivo

Per comprendere l’orientamento di Francoforte è necessario guardare alle radici della sua cultura monetaria.

Sotto molti aspetti, la Bce resta l’erede della Bundesbank. Il suo approccio continua a riflettere la storica avversione all’inflazione che ha caratterizzato la banca centrale tedesca. Dopo lo shock petrolifero del 1973, la Bundesbank reagì più rapidamente e con maggiore decisione rispetto a molte altre autorità monetarie, contribuendo a contenere l’aumento dei prezzi meglio di quanto riuscirono a fare numerose economie avanzate.

Oggi la Bce sembra voler seguire quello stesso precedente. Resta però da capire quanto il paragone sia davvero appropriato. A differenza della spirale inflazionistica degli anni Settanta, esistono infatti ragioni concrete per ritenere che l’attuale aumento dei prezzi possa avere natura prevalentemente temporanea. L’inflazione potrebbe raggiungere un picco estivo intorno al 3,7% per poi avviarsi gradualmente verso una fase di rientro.

A questo si aggiunge una possibile evoluzione geopolitica che potrebbe accelerare il processo di disinflazione. Un accordo, anche limitato, tra Washington e Teheran, accompagnato da una parziale riapertura dello Stretto di Hormuz, potrebbe tradursi in una rapida diminuzione dei prezzi dell’energia. In questo scenario, il petrolio potrebbe perdere tra il 20% e il 25% del proprio valore.

Significherebbe che la Bce ha reagito in modo eccessivo? Non necessariamente. L’istituto potrebbe sostenere di aver agito in via preventiva per evitare effetti di secondo impatto, soprattutto nel settore dei servizi, dove le pressioni sui prezzi hanno mostrato segnali di rafforzamento negli ultimi mesi. Eppure, osservando il quadro in prospettiva storica, le dinamiche inflazionistiche restano lontane da livelli particolarmente preoccupanti. Una giustificazione che potrebbe non convincere tutti gli osservatori, ma che offrirebbe comunque alla Bce una solida linea di difesa.

Sul fronte valutario, infine, difficilmente l’euro troverà un sostegno duraturo in tassi di interesse più elevati. I mercati dei cambi sembrano infatti reagire soprattutto alle prospettive relative di crescita economica, più che a variazioni marginali dei differenziali di rendimento. Finché l’economia statunitense continuerà a mostrare una maggiore capacità di crescita rispetto a quella europea, il dollaro dovrebbe mantenere un vantaggio competitivo, limitando i benefici che la moneta unica potrebbe trarre da un ulteriore aumento del costo del denaro.

Commento a cura di Michele Sansone, Country Manager di iBanFirst Italia

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Para relator, pressão dos EUA a Pix deve ajudar a votar PEC do BC na próxima semana

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM), espera que a pressão dos Estados Unidos contra o Pix ajude a aprovar o texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima semana.

"Acho que essa pressão do Trump sobre o Pix vai nos ajudar", disse o senador à Broadcast. "Estou vendo até o presidente Lula com cartaz [sobre o tema]. No entanto, o governo não nos procurou, e nem precisa, porque um dos artigos que tem lá garante o Pix na Constituição."

Na terça-feira, 2, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, como resultado de uma investigação sobre supostas práticas desleais do País. Na decisão, citou um suposto "tratamento preferencial" ao Pix, com prejuízo a empresas americanas.

Como mostrou a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, autoridades do próprio governo brasileiro viram as críticas como uma pressão de empresas de pagamento americanas, como as bandeiras de cartões de crédito, para privatizar o sistema de pagamentos.

O relatório de Valério à PEC do BC já inclui, no artigo 8º, a previsão de fixar o Pix na Constituição como uma infraestrutura pública, regulada e operada exclusivamente pela autoridade monetária e tendo proibida a sua concessão ou alienação por qualquer via. A avaliação é que isso protegeria o sistema de pagamentos de pressões do tipo.

Segundo o parlamentar, está mantido um acordo para votar a PEC como primeiro item da pauta da CCJ na sessão da quarta-feira da próxima semana, dia 10. "A ideia é votar e aprovar, e eu não vou aceitar não votar, porque já li o relatório. Agora, não tem mais como protelar", disse.

Disputa

O BC e a equipe econômica do governo têm disputado a narrativa sobre a PEC ao longo dos últimos dias. Como está, o texto prevê que a autoridade monetária seja retirada do Orçamento Geral da União, o que transformaria qualquer fluxo de recursos - hoje financeiro - em primário.

Fazenda e BC vinham negociando um texto de consenso, mas Valério descarta qualquer possibilidade de alterar a proposta. "Se o governo quiser mesmo o Pix, basta apoiar a PEC na quarta-feira", disse o relator.

© WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO

Senador Plínio Valério é o relator da PEC da autonomia orçamentária
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Kevin Warsh: l’uomo del “regime change” alla prova dei fatti

Confermato dal Senato con i soli voti repubblicani, Warsh promette di rivoluzionare la Fed. Ma il presidente non decide da solo. E la vera domanda non è se subirà pressioni da Trump, ma come eserciterà l’autonomia che la legge americana gli garantisce.

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