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Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade

O Caminho de Torres, que liga Sernancelhe (Viseu) a Valença, seguindo depois para Santiago de Compostela, acabou de ser certificado pelo Governo, de acordo com uma portaria que foi publicada hoje em Diário da República.

Para o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que falou à margem da sessão de abertura das Jornadas Europeias da Cultura, em Barcelos, este é um marco “importante” na “construção turística e cultural” do Norte de Portugal.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Alberto Santos, secretário de Estado, foi recebido nos Paços do Concelho de Barcelos pelo autarca Mário Constantino Lopes. Foto: Pedro Gonçalo Costa / O MINHO

O novo Caminho Português de Santiago, que se junta a outros já certificados (Central, Litoral e Interior) em território nacional, tem uma extensão de 180,49 quilómetros e atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, entrando no Minho por Guimarães, seguindo para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Imagem: DR

A certificação aponta que existem “condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.

Registos remontam ao século XII

Na portaria, o Governo sublinha a antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente que se encontra documentada por uma “rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo”.

“Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário, e de outros testemunhos de peregrinações no território atravessado, como os caminhos trilhados por São Gonçalo (séculos XII-XII), as notícias de um peregrino inglês na Sé de Lamego em 1683 ou os testemunhos da peregrinação de João Valente em 1723, que evidenciam a importância e dinâmica histórica deste Caminho”, nota.

O itinerário conta com reconhecidos pontos históricos de peregrinação, com destaque para as “edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval”.

Dois sítios Património Mundial da UNESCO

Entre os quais, de referir a Sé de Lamego e a sua capela de São Sebastião; o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o Tâmega em Amarante; o mosteiro de Pombeiro; a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira; os conventos de São Francisco e de São Domingos, últimas moradas de São Gualter e do beato Frei Lourenço Mendes, também em Guimarães; a Catedral de Braga; ou a Ponte de Ponte de Lima, um “dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional”.

A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário que atravessa duas unidades classificadas de Património Mundial da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – passando ainda por outras áreas de “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.

O Governo aponta ainda outras manifestações de cultura imaterial e práticas de culto relacionadas com o Caminho de Santiago, bem como a interessante proposta de “caminho literário” associado a este itinerário, marcado pela sua proximidade aos espaços habitados por alguns dos autores mais relevantes da história cultural portuguesa, como Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, José Leite Vasconcelos, Camilo Castelo Branco ou Aquilino Ribeiro.

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Acusação de racismo leva ao cancelamento de peça de teatro em Guimarães

A atriz e encenadora Isabél Zuaa cancelou a estreia do seu espetáculo “Afro Saloyá”, no âmbito dos Festivais Gil Vicente, em Guimarães, afirmando ter sido alvo de ameaça e alegado racismo por parte de elemento da direção técnica.

Ao jornal Público, atriz portuguesa conta que o incidente durante o ensaio geral, quando uma técnica terá feito descer um microfone fora do momento previsto.

Elementos da equipa da artista alertaram que o equipamento estava a passar demasiado perto da cabeça da encenadora e, pouco depois, o diretor técnico da estrutura terá entrado na sala para confrontar a equipa.

Segundo o relato da artista, o responsável entrou em palco, apontou-lhe o dedo e exigiu um pedido de desculpas dirigido à técnica, sob ameaça de não haver espetáculo nem equipa técnica disponível para a apresentação.

Embora reconheça ao jornal Público que não foram proferidas palavras racistas, Isabél Zuaa considera que a situação teve dimensão racista. “Mesmo não tendo dito palavras racistas, é racista na sua conduta. Sentimos que, se eu fosse uma pessoa branca, não iam interromper o ensaio geral e fazer ameaças com o dedo apontado na minha cara. Esperavam, falavam com a produção e havia uma reunião, é assim que os profissionais fazem. Como era eu, artista, negra, sentiram-se legitimados”, disse, citada por aquele diário.

OJornal de Notícias conta que Isabél Zuaa subiu ao palco para explicar ao público porque não haveria espetáculo.

A Oficina envia participação ao Ministério Público

Entretanto, A Oficina emitiu, hoje, um comunicado, no qual “lamenta” os acontecimentos que levaram ao cancelamento do espetáculo, garantindo não tolerar “qualquer forma de racismo, sexismo ou assédio” e que “eva muito a sério todas as alegações dessa natureza”.

“Face à denúncia apresentada” pela atriz, A Oficina “instaurou de imediato um processo de averiguação interno”. De acordo com o comunicado, “apesar de não ter sido identificada qualquer atitude, ato ou insinuação de natureza racial”, A Oficina “decidiu enviar uma participação ao Ministério Público para que toda a situação possa ser cabalmente investigada, pedindo a maior celeridade possível”.

“A Oficina expressa total empatia e compreensão para com todos aqueles que se sentiram afetados por esta situação, reafirmando o seu compromisso com os valores da igualdade, da inclusão, do respeito mútuo e da dignidade de todas as pessoas”, conclui o comunicado.

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Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida

Um homem que assaltou à mão armada duas mulheres, dentro de uma farmácia, em Fafe, uma das quais grávida, para comprar medicamentos, em outra farmácia, destinados à sua esposa, igualmente grávida, foi condenado a cinco anos de pena suspensa.

O arguido, de 33 anos, desempregado, residente na freguesia de São Torcato, em Guimarães, esteve em prisão preventiva até à leitura do acórdão, tendo o Tribunal de Guimarães decidido dar-lhe uma oportunidade, pois não tem antecedentes criminais.

A meio da tarde de 19 de julho de 2025, o homem abeirou-se da Farmácia Maria José, na freguesia de Arões São Romão, em Fafe, onde se encontrava uma funcionária a atender uma cliente em adiantado estado de gravidez, assaltando-as com uma faca.

“O arguido agarrou a grávida pelas costas, colocando-lhe o braço esquerdo à volta do pescoço, enquanto segurava a faca com a mão direita, que apontou, alternadamente, à barriga em estado de grávida, ao pescoço e cabeça, assim a fazendo temer pela sua vida e integridade física, bem como à do seu bebé, e colocando-a na impossibilidade de resistir”, conforme ficou provado.

“Indiferente às súplicas das ofendidas para que não fizesse mal à grávida, exatamente por estar grávida, o arguido prosseguiu, exigindo que ambas lhes entregassem tudo o que tivessem”, segundo refere o acórdão condenatório do Tribunal de Guimarães.

À cliente roubou logo dez euros que a vítima tinha na carteira a tiracolo e à funcionária 215 euros, que tinha na caixa registadora, sendo este o apuro da farmácia, após o que se colocou em fuga no seu automóvel e cujas matrículas estavam ambas alteradas.

Arguido declarou estar arrependido e pediu desculpa

Na data do assalto, o arguido, tal como a mulher, encontravam-se ambos desempregados, pagando uma renda de casa mensal de 650 euros, pelo que decorridos dois terços do mês, o agregado familiar já não tinha dinheiro, segundo referiu no julgamento.

Declarando-se arrependido da autoria do assalto e pedindo já desculpa a ambas as vítimas, o arguido justificou a sua conduta “motivada pelo desespero que sentia à data”, explicando aos juízes que “na data dos factos, embora a trabalhar na construção civil, por ter já esgotado o salário que nesse mês lhe fora pago deduzido do adiantamento anterior que o patrão lhe havia feito”.

“Tal adiantamento foi para pagar a renda e a caução da casa que tomara de arrendamento, encontrava-se desesperado, sem dinheiro e a precisar de fazer compras para as filhas e a mulher grávida”, acrescentou o arguido, adiantando que “sobre o dia dos factos, recordou que, depois de procurar o patrão para lhe pedir um novo adiantamento e não o tendo encontrado, em desespero, decidiu assaltar tal farmácia, onde nunca antes tinha ido”.

“Postura colaborante” do arguido

A pena de quatro anos e nove meses de prisão, suspensa por cinco anos, sujeito ao regime de prova durante este último período, foi tida como adequada pelo Tribunal Coletivo, “atendendo à postura colaborante do arguido durante as investigações da PJ”.

“Importa notar que o arguido é primário, sem qualquer antecedente criminal averbado ao seu registo, sendo pessoa socialmente integrada, casado, com três filhos menores, o mais novo dos quais com três meses de idade”, como consideraram os três juízes.

“Ponderados estes fatores, sem olvidar as circunstâncias da prática do crime, circunscritas a um único episódio da sua vida, entende-se que as exigências de prevenção se bastam com a aplicação de pena não privativa da liberdade”, decidiram os juízes.

“A sua confissão, o arrependimento declarado e demonstrado, a sua inserção familiar e profissional, a ausência de antecedentes criminais e à sua reclusão desde agosto de 2025, período que lhe permitiu consciencializar-se da ilicitude e gravidade dos seus atos e respetivas consequências para o próprio e para a sua família direta”, levaram a suspender a execução da pena de prisão.

“Em contexto prisional, o arguido revelou uma postura de acordo com o normativo institucional, afirma não ser consumidor de droga, nem ter outras dependências e aceitou a oportunidade de trabalhar como faxina no Bar dos Reclusos e da sala de jogos do estabelecimento prisional a auferir uma quantia módica”, segundo o acórdão condenatório, ao qual O MINHO acedeu.

Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida
Advogado Germano de Vasconcelos defendeu o arguido. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O advogado de defesa, Germano Vasconcelos, em declarações a O MINHO, elogiou “a compreensão de ambas as vítimas que compreenderam o desespero do arguido e a ponderação dos três juízes perante a situação em que o meu cliente se encontrava”.

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Ainda o Transporte Público Gratuito

VTM

Penso que não será a última.

Há 5 anos, enquanto candidato à Câmara Municipal de Vila Real pela coligação “Vila Real à Frente”, propus no meu programa eleitoral uma medida que considerava estruturante para o desenvolvimento do concelho: os transportes públicos gratuitos em todo o concelho.

Esta proposta foi prontamente criticada pelos nossos adversários — um sinal inequívoco da sua relevância, utilidade e importância no debate político.

As eleições autárquicas de 2025 trouxeram uma novidade, o PSD, inacreditavelmente, não apresentou ao eleitorado esta proposta, e, a candidatura vencedora também não. Ficamos então com uma certeza, até às próximas eleições, esta proposta fica em banho-maria, e os vila-realenses terão de esperar por melhores dias.

Em Vila Real, onde vemos carros, vemos problemas.

Temos pouco espaço e muitos carros, o que afeta a nossa qualidade de vida.

A quantidade de carros por habitante não para de crescer.

Se todos nós, tivéssemos de sair de casa ao mesmo tempo, não é preciso um exercício de grande imaginação para perceber o caos que se instalaria. Já hoje esse caos existe.

Este problema dificilmente se resolve, apenas, com apelos ao bom senso, são necessárias políticas públicas, é preciso decisão. Porque no fundo o que é visível no dia a dia é: mais trânsito, mais emissões, mais tempo perdido e menos cidade.

A alternativa não é simples, mas é clara: passa por investir seriamente no transporte público.

Em Portugal, Cascais e Loulé foram cidades pioneiras e têm o sistema de transporte público gratuito implementado desde 2021. Em abril passado, Viseu aprovou esta medida, o Porto aprovou a mesma medida em maio. Até ao fim do ano Guimarães prevê implementar esta medida.

E nós?

O silêncio em torno desta matéria contrasta com a dinâmica observada noutras cidades, onde a mobilidade pública assume um papel cada vez mais central nas políticas urbanas.

Numa altura em que cada vez mais cidades portuguesas avançam para a gratuitidade dos transportes públicos, encarando-a como um investimento na qualidade de vida, na coesão social e na sustentabilidade ambiental, em Vila Real o assunto parece não despertar interesse político.

Entretanto as vozes nas redes sociais aumentam o tom de indignação, perante a possibilidade dos nossos impostos pagarem a ousadia das cidades que optaram por esta medida.

Em 2021, Vila Real não quis ir para a frente, e, neste caso também não avançou.

A interioridade e o atraso em relação ao país, não é culpa, apenas, do estado central.

Todos nós temos a nossa quota-parte de responsabilidade pelos caminhos que se vão escolhendo, pelas decisões que apoiamos e por aquelas que deixamos passar em silêncio. No fundo, também enquanto sociedade, participamos ativa ou passivamente, na definição das prioridades e das escolhas que moldam o nosso quotidiano.

Um dia teremos o transporte público gratuito, e nesse dia, as vozes repetirão a frase batida do nosso eterno atraso: “mais vale tarde do que nunca!”

É este o nosso fado.

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Guimarães ganha prémio internacional por projeto de recolha de resíduos orgânicos

A Vitrus Ambiente foi premiada com a Escoba de Ouro 2026, “um dos mais prestigiados galardões internacionais”, que distingue as melhores práticas nas áreas do ambiente, limpeza urbana e gestão de resíduos, atribuído pela Associação Técnica para a Gestão de Resíduos e Meio Ambiente (ATEGRUS).

Em comunicado, a empresa municipal vimaranense explica que a entrega do prémio decorreu ontem, no âmbito do XX Concurso Escobas, integrado na TECMA – Feira Internacional de Urbanismo e Meio Ambiente, realizada na IFEMA Madrid.

Nesta edição, foram distinguidas 116 entidades provenientes de diversos países ibero-americanos, entre os quais Portugal, Espanha, México, Chile, Argentina, Peru e El Salvador. Entre todas as organizações premiadas, apenas 21 receberam a Escoba de Ouro, grupo restrito do qual faz agora parte a Vitrus Ambiente.

O júri destacou a estratégia integrada de recolha seletiva de resíduos orgânicos implementada pela empresa municipal de Guimarães, reconhecendo um projeto alinhado com os princípios da economia circular, da neutralidade climática, da inovação operacional e da proximidade aos cidadãos.

Para o presidente do Conselho de Administração da VITRUS, Alexandre Barros da Cunha, esta distinção representa “um reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pela empresa e os seus colaboradores. É também um prémio que a Vitrus recebe para entregar a Guimarães e aos Vimaranenses. Sem a participação ativa dos Vimaranenses na separação dos biorresíduos este prémio não seria possível”.

Citado no comunicado, o responsável salienta que “o Município de Guimarães tem afirmado uma posição de liderança nas melhores práticas ambientais e este prémio é também o reflexo do compromisso da comunidade Vimaranense, que tem aderido de forma exemplar aos novos modelos de recolha seletiva e valorização de resíduos. Vamos alargar a recolha de orgânico a mais freguesias e contamos com os vimaranenses para continuarmos a ser um exemplo a seguir em Portugal e na Europa”.

A empresa adianta que “continuará a investir em soluções inovadoras, sustentáveis e centradas nas pessoas, no ano em que alargará a recolha de resíduos orgânicos a mais 13 freguesias num total de 22”.

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Ex-autarca de Guimarães é mandatário de Sérgio Castro Rocha à Distrital de Braga do PS

O ex-presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, é o mandatário de Sérgio Castro Rocha à presidência da Federação Distrital de Braga do PS.

A candidatura foi oficializada na passada sexta-feira e, hoje, em comunicado, a candidatura adianta que a Comissão Organizadora do Congresso (COC) validou-a, tendo atribuído a Lista B para a eleição.

A lista de Delegados ao Congresso Federativo que a candidatura apresenta-se igualmente sob a designação Lista B – “Um Outro Caminho. Uma Federação para Todos”.

A candidatura anunciou também a constituição da sua equipa de mandatários, entre os quais Maria Torcato Ribeiro, conhecida por “Mariazinha”, como Mandatária para as Mulheres.

Citado no comunicado, Sérgio Castro Rocha reafirmou o seu compromisso com uma liderança agregadora, mobilizadora e aberta à participação de todos os militantes, assente na ética, na proximidade, no respeito pelas estruturas partidárias e na valorização do trabalho coletivo.

“Com uma visão de futuro para o Partido Socialista no distrito de Braga, assume o compromisso de colocar a sua competência, experiência, conhecimento e sentido ético ao serviço da construção de uma Federação mais forte, mais unida e mais próxima dos militantes, onde todas as concelhias contam, todos têm voz e ninguém fica para trás”, refere o comunicado.

As eleições para a Distrital de Braga do PS realizam-se no próximo dia 20 de junho.

Ricardo Costa, vereador da Câmara de Guimarães, também é candidato.

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Transição energética, o contributo a nível local

VTM

No passado dia 27 de maio, a RTP apresentou um muito interessante programa – o Episódio nº 3 do Grande Debate – exatamente, sobre esta problemática. Vários especialistas em presença, nomeadamente, dois ex-responsáveis governativos pelas questões da energia – Nuno Ribeiro da Silva e João Galamba. Integravam, ainda, o painel pessoas da área empresarial ou da investigação, claramente competentes. Dois dias depois, pude ler na newsletter “The European Correspondent” um trabalho sobre a crise energética e a sua resolução a nível local. Deve notar-se que esta newsletter, fundada por Julius Fintelman em 2022, é feita por jornalistas de toda a Europa que tratam temas das suas regiões com interesse não só para Bruxelas, mas para todo o continente, designadamente, na área da política, economia e cultura, e procuram fazê-lo de modo independente. Este trabalho trata a crise energética e a sua resolução a nível local. Por isso mesmo me despertou especial interesse.

Começa por apresentar o desafio: «será que a sua cidade está a fazer o suficiente para garantir energia segura?» E afirma que «os municípios podem fornecer energia limpa, local e acessível durante e após uma crise.» Apresenta três exemplos de municípios europeus que desenvolvem uma especial atividade procurando respostas para alcançar esse objetivo: Guimarães, Malaunay, no norte da França e Valencia, em Espanha. De Guimarães destaca o ser no presente ano Capital Verde Europeia e algumas atividades que envolvem os habitantes locais bem como o desenvolvimento de uma comunidade energética destinada a abastecer edifícios públicos e residenciais; de Malaunay realça a produção de energia com painéis solares nos edifícios do município e a expansão para edifícios privados criando comunidades energéticas; em Valência, as autoridades oferecem os telhados do município a organizações de cidadãos que produzem energia para si, comprometendo-se a ceder 10% ao município e a 5% a famílias vulneráveis ​​identificadas pelos serviços sociais locais para ajudar a reduzir seus custos com eletricidade. Experiências bem interessantes.

Por cá conheço um caso que tem tanto de inovador como de frustrante. Exatamente, no âmbito do programa INOVAR+2.0. Foi a tentativa de criar numa aldeia um bairro solar. Algo de semelhante ao que acontece em Malaunay. Um morador dispunha-se a distribuir o excedente da sua produção em painéis fotovoltaicos pelos vizinhos. A E-Redes criou problemas. E as expetativas goraram-se. Frustração, pois!

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Noite Branca regressa a Guimarães

A Noite Branca vai regressar a Guimarães no dia 18 de julho, anunciou o presidente da Câmara, Ricardo Araújo.

Segundo o Grupo Santiago, que cita o autarca, o executivo vimaranense já tinha anunciado o regresso da Noite Branca, mas a data só foi revelada, no início desta semana, em declarações após a reunião de Câmara quinzenal.

De acordo com a mesma fonte, p programa do evento será divulgado brevemente.

“Estamos a cumprir com o objectivo de reforçar a programação no espaço público, dinamizar a cidade, as atividades comerciais e a zona urbana com uma programação exigente e atrativa para os vimaranenses e para aqueles que nos querem visitar”, disse Ricardo Araújo.

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GNR apanha traficante de droga que fazia negócio em Guimarães

A GNR deteve, na segunda-feira, um homem suspeito de tráfico de droga no concelho de Guimarães, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a GNR refere a detenção ocorreu na cidade do Porto, após o cumprimento a quatro mandados de busca domiciliária, um de busca não domiciliária e cinco buscas em veículo.

O suspeito foi detido em flagrante delito e foram apreendidos 16,28 gramas de MDMA, uma pistola de calibre 6,35, 70 euros em numerário, dois telemóveis, um revólver de alarme, uma pistola de alarme, uma caixa de munições de 22mm, cinco cartuxos de caçadeira de calibre 12mm, um colete balístico, diversas munições de diferentes calibres, diversos artigos de pirotecnia, diversas peças de fardamento das forças de segurança (PSP e Guarda Prisional), diversos logótipos exclusivos das forças de segurança, uma luz de emergência (pirilampo) de uso exclusivo das forças de segurança e duas box de IPTV.

GNR apanha traficante de droga que fazia negócio em Guimarães
Artigos apreendidos pela GNR. Foto: GNR

O detido foi libertado e os factos foram comunicados ao Ministério Público de Vila Nova de Famalicão.

A ação foi levada a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Guimarães e contou com o apoio da estrutura da Investigação Criminal do Comando Territorial de Braga bem como da PSP do Porto.

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Festival de circo contemporâneo chega a Viana do Castelo

A inclusão de Viana do Castelo no festival Vaudeville Rendez-Vous é a principal novidade da programação de 2026, entre 15 e 18 de julho, com um total de 18 espetáculos, cerca de 40 sessões e oito estreias nacionais.

Na apresentação pública da edição deste ano, no coreto do jardim público da cidade, o diretor artístico do festival, Bruno Martins, adiantou que no primeiro dia do festival a capital do Alto Minho recebe o espetáculo “Tenet”, pelo coletivo catalão Eunoia Kolektiva às 22:00, na Porta Mexia Galvão.

Oito acrobatas e um músico dão corpo a um espetáculo que combina a linguagem acrobática com dramaturgia visual. “Tenet” pode ainda ser visto nos dias 16 de julho, às 22:00, no Claustro do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, e no dia 17 de julho, às 22:00, na Praça Municipal de Braga.

“Não estamos apenas a programar espetáculos que questionam e exploram os processos de transformação do mundo contemporâneo, estamos também a transformar o próprio festival. A entrada de Viana do Castelo neste projeto representa um passo muito significativo, porque aquilo que durante anos foi pensado a partir da lógica do Quadrilátero Cultural passa agora a afirmar-se como um verdadeiro Pentágono Cultural”, sustentou.

O Pentágono Cultural – anteriormente Quadrilátero – juntou Viana do Castelo a Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos e tem como objetivo projetar o Minho a nível nacional e internacional, com descontos para os portadores de um cartão que abrange os cinco municípios.

A edição 2026 do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous, promovido pelo Teatro da Didascália, vai contar com a participação de “cerca de duas dezenas as companhias e artistas nacionais e internacionais”

Entre as oito estreias nacionais está o espetáculo “Thaumazein”, da companhia francesa H.M.G., que será apresentado pela primeira vez em Portugal no dia 17 de julho, às 22:00, sendo o único espetáculo programado para um espaço fechado: o Theatro Gil Vicente, em Barcelos.

Outra das estreias nacionais é “Ákri”, de Manel Rosés Moretó, um espetáculo falado em castelhano que se estreia no dia 16 de julho, às 22:00, na Praça D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão. Pode ainda ser visto, no dia 17 de julho, às 22:00, na Residência Universitária do Centro Académico Viana do Castelo, e no dia 18 de julho, no Polidesportivo da Quinta do Aparício, em Barcelos.

De França, chega “Anitya – L’impermanence”, de Inbal Ben Haim. Estreia-se dia 16 de julho, no Parque da Ponte (junto à capela), em Braga. No dia 18 de julho, às 22:00, é a vez da Praça de Pedra do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, receber o espetáculo.

No dia 16 de julho, às 22:00, o Polidesportivo da Quinta do Aparício, em Barcelos, acolhe “Fragmentos”, da companhia La Víspera, que pode ser visto no dia 17 de julho, às 22:00, no Claustro do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães e, no dia 18 de julho, na Praça D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão.

Outra das estreias nacionais é “Hot Dog”, da companhia francesa Le Galactik Ensemble, que será apresentado no dia 17 de julho, às 19:00, no Jardim do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães e, no dia 18 de julho, às 11:00, no Jardim da Biblioteca Municipal, em Viana do Castelo.

Já em “Início do Fim”, uma coprodução do Vaudeville Rendez-Vous, é explorado o tema da “libertação” através da desconstrução da figura do ‘clown’, por Leonardo Ferreira (da Cia Errância).

O espetáculo pode ser visto dia 16, às 22:00, na Porta Mexia Galvão, em Viana do Castelo, dia 17 de julho, às 22:00, na Praça D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão, e dia 18, às 22:00, na Praça Municipal, em Braga.

Da “programação constam ainda três espetáculos-percurso que prometem uma experiência diferenciadora por parte do público”, como “How Much We Carry?”, da Cirque Immersif, em que o público é convidados a acompanhar a dupla de artistas que com a percha acrobática e em desequilíbrio permanente vai percorrendo locais do quotidiano. No dia 16 de julho, o ponto de encontro é às 19:00, na Praça da República, em Viana do Castelo. No dia 17 de julho, será às 19:00, no Largo São João do Souto, em Braga. No dia 18 de julho, às 11:00, na Alameda D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão, e às 19h00, no Largo Cónego José Maria Gomes, em Guimarães.

Outra das propostas do festival é “The Place”, com estreia nacional agendada para dia 16 de julho, às 19:00 com ponto de encontro no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães. No dia 17, o espetáculo pode ser visto em Vila Nova de Famalicão, com ponto de partida em frente à Câmara Municipal. Já no dia seguinte, 18 de julho, é a vez de Barcelos receber o espetáculo, com saída do Parque dos Poetas.

No âmbito dos espetáculos-percurso, o Vaudeville Rendez-Vous acolhe a estreia nacional de “Qui Vive”, para ver dia 17 de julho, às 19:00, com ponto de encontro na Zona ribeirinha (junto ao parque estacionamento do Centro Cultural), em Viana do Castelo e, no dia 18 de julho, às 19:00, tendo como ponto de encontro a Alameda D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão.

O festival conta com uma nova linha de programação, dedicada aos artistas emergentes, apelidada de “Circo Escondido”, que selecionou, através de candidaturas abertas, cinco projetos que serão apresentados nas cinco cidades do festival e que só vão ser anunciados no próprio dia, por SMS ou e-mail enviados pela organização aos participantes inscritos.

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Guimarães: Empresário de automóveis livra-se da prisão mas tem de pagar 1,5 milhões ao Estado

O Tribunal da Relação de Guimarães manteve a pena de quatro anos e oito meses de prisão, suspensa na sua aplicação por igual período, de um empresário do ramo automóvel, da zona de Guimarães, por fraude ao fisco, na forma qualificada, na importação de mais de 200 veículos.

Óscar C. fica com a pena suspensa, mas, para isso, tem de pagar 1,587 milhões de euros ao Estado, verba correspondente à vantagem ilícita conseguida em duas firmas com a alegada atividade criminosa.

Segundo a acusação, entre 2016 e 2018, uma das sociedades por ele geridas realizou numerosas aquisições intracomunitárias de veículos que foram registadas no sistema VIES (Sistema de Intercâmbio de Informações sobre o IVA) , mas que não correspondiam aos valores declarados à Autoridade Tributária portuguesa.

Para ocultar essas operações, o arguido terá utilizado ou mandado elaborar faturas e documentos falsificados ou adulterados, emitidos em nome de terceiros, apresentando-os junto da Alfândega para a legalização dos veículos em Portugal.

Num dos casos, das cerca de 100 viaturas adquiridas nestas circunstâncias, 38 foram legalizadas em nome de uma empresa, mas mediante alteração da fatura original quanto ao fornecedor e/ou ao valor de aquisição; outras 54 foram legalizadas em nome doutra firma, uma em nome de uma terceira empresa e cinco registadas a favor de pessoas singulares.

A acusação sustenta que as aquisições intracomunitárias estavam sujeitas a IVA em Portugal, mas não foram declaradas nem tributadas, originando falta de entrega de imposto ao Estado.

Além disso, entre 2016 e 2019, a firma vendeu diversos veículos em território nacional sem proceder à correta liquidação do IVA.

No processo, é imputado ao arguido o recurso indevido ao regime especial da margem para bens em segunda mão, quando as operações deveriam ter sido tributadas pelo regime normal de IVA, incidindo o imposto sobre a totalidade do preço de venda. É ainda referida a duplicação de registos com vista à dedução indevida de IVA.

A acusação concluiu que o arguido agiu deliberadamente para proporcionar vantagens patrimoniais indevidas à sociedade, ocultando aquisições e vendas de veículos e evitando a entrega do IVA devido ao Estado, sabendo que tal conduta era proibida por lei.

Mais 111 carros importados

Num segundo processo, o Tribunal concluiu que uma outra empresa, cuja atividade incluía a comercialização de veículos automóveis, também se encontrava sujeita ao regime geral de IRC e ao regime normal de IVA.

Assim, entre outubro de 2014 e a dissolução da sociedade em 2017, o arguido exerceu a gestão e representação da empresa, sendo responsável pelo cumprimento das suas obrigações fiscais.

No âmbito da atividade de compra e venda de veículos usados provenientes do espaço económico europeu, a sociedade adquiriu diversas dezenas de viaturas destinadas à revenda em Portugal. Para esse efeito, procedeu à legalização junto da Alfândega de pelo menos 111 veículos, durante o quarto trimestre de 2015 e os dois primeiros trimestres de 2016.

O processo judicial discrimina essas operações, para concluir que também houve crime fiscal, praticado com os mesmos métodos.

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