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Rússia ataca Kiev em meio a conversas de Zelensky com líderes do G7

A Rússia atacou Kiev com mísseis, disseram autoridades locais nesta quarta-feira (17), enquanto instavam os moradores a procurarem abrigo horas depois de o presidente Volodymyr Zelensky ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, e líderes europeus.

Uma testemunha da Reuters ouviu explosões em Kiev, enquanto autoridades da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, disseram que uma pessoa morreu em um ataque com drone, e alertas de ataque aéreo foram emitidos para a maior parte do território ucraniano.

“O inimigo está atacando a capital com mísseis balísticos. Permaneçam em locais seguros até que o alerta de ataque aéreo termine!”, disse Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, em uma publicação no Telegram.

Na França, Zelensky disse ter conversado com Trump e com o presidente francês, Emmanuel Macron, após se reunir com outros líderes que participavam de uma reunião do G7. Ele descreveu o encontro como uma “conversa de coordenação” para tentar pôr fim à guerra russa contra a Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.

O ataque a Kiev é o segundo ataque aéreo da Rússia nesta semana. Um mosteiro milenar, símbolo da herança espiritual e cultural da Ucrânia, foi gravemente danificado na segunda-feira (15) em um grande ataque da Rússia que matou 10 pessoas e atraiu a condenação de líderes europeus.

Trump afirmou na quarta-feira que a Rússia estava perdendo mais soldados do que a Ucrânia, após sugerir que tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quanto Zelensky pareciam dispostos a tomar alguma providência em relação à guerra.

Putin não discutiu a possibilidade de um encontro com Zelensky durante sua última ligação telefônica com Trump, segundo o Kremlin nesta semana. A Rússia vem afirmando que é a Ucrânia que está perdendo.

Na cidade ucraniana de Enerhodar, onde vive a maior parte dos funcionários da usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, o prefeito indicado pela Rússia, Maksim Pukhov, disse no Telegram que ataques ucranianos mataram uma pessoa e feriram quatro.

Na região fronteiriça russa de Belgorod, autoridades locais disseram que um ataque de drone ucraniano matou um homem dentro de seu carro.

Na quarta-feira, Moscou acusou a Ucrânia de atacar um ônibus que transportava estudantes bielorrussos, alegação que Kiev classificou como “falsa”. A Reuters não conseguiu verificar as informações de forma independente.

A Rússia e a Ucrânia negam ter como alvo deliberado civis na guerra que começou com a invasão russa em larga escala da Ucrânia em 2022.

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Zelensky diz ter conversado com Trump e Macron após a cúpula do G7

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na noite desta quarta-feira (17) que conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma “conversa de coordenação” ao final da cúpula do G7 em Evian.

“Esta foi uma importante conversa de coordenação que pode mudar muita coisa”, escreveu Zelensky no Telegram.

“Sou grato ao presidente Trump por sua atenção à Ucrânia e por sua disposição em ajudar a aproximar a paz. Sou grato a Emmanuel pela excelente organização da cúpula e pelo trabalho conjunto consistentemente forte”, disse.

Em uma publicação posterior no Telegram, Zelensky disse ter discutido os resultados da cúpula de Evian com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Bruxelas.

“O principal é trabalhar no fortalecimento de nossa defesa e na obtenção de licenças americanas para a produção de sistemas de defesa aérea”, escreveu Zelensky.

Ele agradeceu a Rutte pelo apoio e prometeu tornar a cúpula da Otan do próximo mês, em Ancara, “eficaz para a defesa da Ucrânia”.

Zelensky destacou a importância da reunião de quinta-feira (18) do grupo “Ramstein”, uma aliança de mais de 50 países que fornece ajuda financeira e militar a Kiev. Líderes da União Europeia também têm uma reunião agendada para quinta-feira.

O ministro da Defesa ucraniano, Mykhail Fedorov, afirmou na quarta-feira que Kiev busca um financiamento militar adicional de US$ 20 bilhões junto a seus aliados. Uma fonte da defesa ucraniana disse à Reuters na semana passada que a Ucrânia faria o pedido na reunião do grupo Ramstein.

Declaração conjunta

Os líderes do G7 declararam seu “apoio inabalável à Ucrânia”, incluindo um acordo para ampliar o envio de assistência em defesa aérea a Kiev e aumentar a pressão econômica sobre a Rússia — compromissos notáveis por terem recebido o aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração dos líderes sobre questões geopolíticas, divulgada pelo Palácio do Eliseu, afirma que eles se comprometeram a reforçar as sanções contra a Rússia, “incluindo aquelas voltadas aos setores de petróleo e gás”.

Entenda o que é a Cúpula do G7

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Após reunião, Lula diz que sentiu disposição de Zelensky para negociar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou a jornalistas em Genebra como foi a reunião com o presidente da Ucrânia Volodymir Zelensky nesta quarta-feira (17).

Os dois conversaram por 40 minutos e, segundo Lula, “foi a melhor conversa que já tiveram”.

“Eu já achava um ano atrás que essa guerra estava na hora de acabar, porque essa guerra já não tem mais nenhuma novidade, todo mundo sabe. […] Eu acho que foi uma reunião importante. Pela primeira vez, eu senti o Zelensky com muita disposição de encontrar uma solução e, naquilo que eu puder ajudar, vou ajudar”, disse Lula.

Lula ainda disse que quem pode parar a guerra da Ucrânia são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

“São eles os donos da ONU. São eles que têm o poder de veto. São eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz. Então, nessa conversa que eu tive com o Zelensky, eu disse para o Zelensky, olha, eu já fiz muitas propostas. Eu não sentia interesse do Zelensky, não sentia interesse do Putin, não sentia interesse do Xi Jinping, ou seja, era como se fosse uma guerra em que ninguém estava interessado. Agora, o Zelensky quer a paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer paz para poder discutir a paz. Eu acho justo”, detalhou o presidente brasileiro.

Lula afirmou que se comprometeu a ligar novamente para todos os membros permanentes do Conselho de Segurança para discutir a paz na Ucrânia. “Somente eles podem dar. No que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, afirmou.

O presidente brasileiro foi à Europa para participar da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Depois, Lula foi a Genebra, onde concedeu coletiva a jornalistas.

Me encontrei hoje em Évian, à margem da reunião do G7, a seu pedido, com o presidente Volodymir Zelensky. Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha… pic.twitter.com/RGQqkpWIdc

— Lula (@LulaOficial) June 17, 2026

 

 

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Catedral de Kiev-Pechersk: a história do lugar que prova que Putin não sabe assim tanto de História

Foi neste mosteiro que se imprimiu pela primeira vez um livro na Ucrânia. Os seus monges foram os intelectuais mais importantes do seu tempo. E foi a partir daqui que a fé ortodoxa se espalhou pelo Leste e pelo Pacífico. Existe há quase mil anos, precede a primeira menção escrita à cidade de Moscovo. Não encaixa na narrativa do Presidente russo sobre o nascimento da cultura eslava-ortodoxa e, por isso, foi bombardeada

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