Eis a tripulação da Artemis III. O primeiro europeu é o italiano que quase se afogou no Espaço

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O astronauta italiano Luca Parmitano foi anunciado nesta terça-feira (9) como piloto da missão Artemis III, operação da Nasa que integra o programa de retorno humano à Lua.
Natural de Paternò, embora considere Catânia como sua cidade natal, Parmitano nasceu em 27 de setembro de 1976 e é casado, com duas filhas.
Antes da carreira espacial, Luca construiu uma longa trajetória militar e acadêmica. Ele se formou em ciências políticas pela Universidade de Nápoles Federico II e também concluiu a formação na Academia da Força Aérea Italiana.
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O astronauta realizou treinamentos de voo com a Força Aérea dos Estados Unidos no Texas e participou de cursos táticos militares na Alemanha e na Bélgica. Em 2009, concluiu um mestrado em engenharia experimental de testes de voo em Toulouse, na França.
Na Força Aérea Italiana, Parmitano atuou como piloto do caça AM-X entre 2001 e 2007. Durante o período, obteve diversas qualificações militares, incluindo missões de combate e reabastecimento aéreo.
Posteriormente, foi selecionado para atuar como piloto de testes experimental e passou a integrar programas ligados à aviação militar avançada.

Promovido a coronel antes da missão Beyond, em 2019, Luca acumula mais de 2 mil horas de voo e possui qualificação em mais de 20 tipos de aeronaves militares e helicópteros.
Parmitano foi selecionado como astronauta da Agência Espacial Europeia em maio de 2009. Desde então, participou de missões na Estação Espacial Internacional e também atuou em operações de caminhadas espaciais.
Agora, será o piloto da Artemis III, missão que terá comando de Randy Bresnik. A tripulação também conta com Andre Douglas e Frank Rubio como especialistas de missão.

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O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina. Filho de sobreviventes de campos de concentração nazistas e do Gueto de Varsóvia, o autor é uma voz contundente contra o genocídio na Palestina.
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“Ele é a principal voz internacional crítica a Israel, sobretudo porque ele é um judeu antissionista, com muitos livros publicados e traduzidos no mundo, e foi perseguido também”, avaliou Cauê Seignemartin Amenio, editor e publisher da editora Autonomia Literária, pela qual Finkelstein está sendo publicado.
Na obra, o autor examina a instrumentalização política da memória do extermínio promovido pelos nazistas. Finkelstein argumenta que a memória do Holocausto foi transformada em uma representação ideológica a serviço de interesses de classe e das elites judaicas dos Estados Unidos. Essa instrumentalização do sofrimento judeu traria uma imunidade ideológica ao Estado de Israel.
“Israel está em guerra com dois países [Líbano e Irã], depois de ter dizimado os palestinos na Faixa de Gaza, e também está em permanente guerra na Cisjordânia expandindo suas colônias - que é um processo desde 1936. Agora está bombardeando o sul do Líbano, para anexar também”, lembrou Cauê.
“É o país que está mais em guerra no mundo, sendo uma ferramenta central do imperialismo norte-americano e ocidental no Oriente Médio.”
Para Cauê, o autor adquiriu ainda mais relevância no contexto internacional após rechaçar, conforme e-mails vazados, as investidas de Jeffrey Epstein.
“Ele é um teórico, estudioso, filhos de vítimas do Holocausto, tem seu lugar de fala para abordar tudo isso. E é um dos caras mais íntegros hoje em dia no mundo, porque o resto caiu ‘no bolso’ do Epstein, desde Chomsky a Trump e Clinton.”
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Também n’A Feira do Livro, uma conversa sobre como a literatura de países pouco traduzidos está redefinindo o panorama literário global vai ocupar o Espaço Motiva Tablado Literário, nesta quarta-feira (3), às 15h40. Os convidados Graziella Beting (Carambaia), Laura di Pietro (Tabla) e Leonardo Garzaro (Rua do Sabão) comentam ainda, na mesa Literatura Além do Eixo, o que se perde quando essas histórias deixam de ser lidas.
Diretora editorial da Tabla, Laura di Pietro ressalta a importância de trazer para o Brasil diversidade de referências e culturas, especialmente diante dos conflitos internacionais mais recentes.
“A literatura é uma forma de resistência, e a diversidade da literatura [também é], porque ela alcança as pessoas”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
“Trazer essa bibliodiversidade, criar empatia, abrir os horizontes, porque a narrativa hegemônica está vindo com muita força, e de uma forma muito equivocada. É uma maneira de furar essa grande barreira das grandes mídias e dessa narrativa única. Isso é muito importante, neste momento mais do que nunca”, acrescentou.
Ela afirmou que o trabalho das editoras independentes no país é o que tem garantido essa bibliodiversidade.
“O trabalho que essas editoras fazem é muito impressionante. A qualidade literária e a coragem editorial vem muito dessas editoras. As literaturas da África e da América Latina eram super esquecidas, o Brasil tinha muito essa visão de trazer só a Europa e Estados Unidos”, lembrou Laura.
O recorte da editora Tabla atualmente abarca produções da Ásia Ocidental e Norte da África. Embora o termo mais popular seja Oriente Médio, Laura explica que já existe uma crítica por ser um termo colonial. “É um território muito pouco conhecido no Brasil, tanto a política, a história e a literatura. Tudo que a gente recebe sobre esse território vem da grande mídia, uma visão completamente distorcida, estreita e equivocada também.”
“Nesse mundo tão conturbado, violento e injusto, estamos vendo essas forças, essas potências, tentando impor uma narrativa, tentando justificar o injustificável. Então é fundamental criar critério, pensamento crítico, diversidade”, avalia. Ela acrescenta que, nos territórios trabalhados pela Tabla, existe uma diversidade étnica, linguística, religiosa e cultural muito grande, e que é pouco traduzida no Brasil.


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