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Referendo na Suíça para limitar a população ameaça comunidade portuguesa

A Suíça vai a votos no domingo para decidir se limita a população do país a 10 milhões de pessoas.

A proposta para o referendo partiu do partido de extrema-direita SVP e visa limitar a entrada de cidadãos estrangeiros no país.

Mas os críticos avisam que, a acontecer, vai ter consequências devastadoras para a economia do país.

A vitória do “sim” vai obrigar o governo helvético a tomar medidas para limitar a população até 2050, incluindo fortes restrições à reunificação familiar, autorizações de residência e de asilo. As medidas são acionadas caso a meta de 9,5 milhões de pessoas de habitantes do país seja atingida ao longo das próximas décadas, segundo o “The Guardian”.

Mas se a meta de 10 milhões for atingida até 2050, a proposta vai mais além, obrigando o país a sair do acordo de livre circulação que mantém com a União Europeia (UE), o que significa o fim do acesso ao mercado europeu, sob condições mais vantajosas.

A Suíça é conhecida pelos seus referendos: se tiverem 100 mil subscritores no espaço de 18 meses, a proposta vai a votos. Tipicamente, ocorrem quatro vezes por ano. Mas têm sido usados pelo SVP para impor a sua agenda de extrema-direita.

A população suíça tem crescido mais depressa dos que a média da UE, subindo 23% desde 2022, ano em que a Suíça aderiu ao acordo de circulação com a UE. No mesmo período, a economia do país cresceu 24%.

O país conta com 27% de cidadãos estrangeiros entre os residentes e os apoiantes consideram que a entrada de trabalhadores vindos da União Europeia (UE) colocam pressão na habitação, escolas, transportes, sistema de saúde e o modo de vida suíço em geral. Mais de 250 mil portugueses vivem na Suíça, o que significa que medidas futuras podem vir a ter impacto na comunidade lusa.

O país conta com menos de 9,1 milhões de habitantes atualmente. O Observatório da Emigração estima o número de residentes estrangeiros acima dos 32%, eram menos de 20% no ano 2000, ano em que o país contava com 7,2 milhões de habitantes.

Já o número de residentes portugueses na Suíça é de 255 mil pessoas, segundo dados das autoridades helvéticas.

“Há uma certa preocupação, não por aqueles [portugueses] que já cá estão, mas por aqueles que eventualmente poderão vir a seguir, pois continuam a chegar ano após ano. A esses é que se colocará o problema se isto viesse a ser aprovado”, disse o conselheiro da comunidade portuguesa João Figueiredo à “Agência Lusa”.

O impedimento de reagrupamento familiar pode repetir o cenário da década de 80, quando os portugueses iam trabalhar durante alguns meses para depois regressarem.

“Não sentem que seja dirigida contra eles. A comunidade portuguesa é muito valorizada aqui na Suíça, os portugueses sempre foram considerados bons trabalhadores e cidadãos exemplares, que vêm para trabalhar e não para usufruir do sistema. É muito bem vista aqui”, afirmou João Figueiredo.

O SVP argumenta que a “imigração descontrolada está a levar a Suíça a crescer muito rapidamente. As consequências negativas são palpáveis em toda a sociedade”. O partido é o maior na Assembleia Federal, tendo a maioria mais larga desde 1999.

“A medida vende a ilusão de um almoço grátis e simplesmente não vai resolver os nossos problemas de habitação ou de trânsito”, segundo Rudolf Minsch, economista-chefe da patronal Economiesuisse.

O Governo suíço, ou Conselho Federal, já se mostrou coletivamente (pois conta com membros do SVP) contra a medida, avisando para os impactos negativos na estabilidade nacional, na economia e prosperidade do país.

O Conselho Federal é composto por um executivo de sete membros. São eleitos pelos 246 membros da Assembleia Federal. Os sete membros representam os maiores partidos do país e as diferentes regiões linguísticas: alemão (a maioria com 62%)), seguido do francês (23%), do italiano (8%), as três línguas usadas pelo Governo federal (ainda existe o romanche falado por menos de 1% da população). O Conselho Federal é liderado por um presidente, que não conta com mais poderes, mas que lidera as reuniões e desempenha deveres de representação. Os sete membros do Conselho Federal acumulam várias pastas que estão habitualmente dispersas por mais ministros, como no Governo português, por exemplo.

Sindicatos, a maior associação patronal do país e a maioria das
duas câmaras legislativas já recomendaram o chumbo da proposta.

Tal como a restante Europa ocidental, a Suíça enfrenta uma bomba demográfica: mais de 27% da população vai ter mais de 65 anos até 2055, hoje em dia está nos 21%.

Também tal como na restante Europa ocidental, a imigração é um tema polémico no país dos Alpes, sendo explorado por movimentos de extrema-direita de forma inflamada para ganhos eleitorais.

Este é o primeiro referendo mundial sobre um limite à população de um pais. Outros países regulam a imigração através de legislação. Em termos de demografia, a China impôs durante décadas a lei de um único filho, para conter o crescimento de população.

As sondagens apontam para uma corrida renhida, com o “não” a liderar, com mais de 50% dos votos nos inquéritos.

Apesar de as urnas abrirem no domingo, mais de 90% dos eleitores que votam no referendo usam o voto-postal. Os resultados devem ser conhecidos ao final da tarde de domingo.

Para a medida ser aprovada, é preciso ganhar tanto o voto popular como a maioria nos 26 cantões suíços (23 inteiros e seis meios cantões (já estiveram unidos historicamente, mas separaram-se a dado momento)).

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Mural “Unity in Diversity” celebra a diversidade e o espírito comunitário na Rogers Road

Créditos: Francisco Pegado

A diversidade que faz de Toronto uma das cidades mais multiculturais do mundo ganhou novas cores na Rogers Road com a inauguração do mural Unity in Diversity (Unidade na Diversidade).

A obra, criada pela artista peruana Estefania Cox mais conhecida por (Fefa Cox) e produzida pela Creativo Arts, em parceria com a Rogers Road BIA e a vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, foi instalada numa parede cedida pela Farmácia GO, com o apoio do proprietário Babak Khazra. O mural retrata crianças com equipamentos de futebol de vários países, numa imagem que representa a diversidade de Toronto, Davenport e da comunidade da Rogers Road. Entre cores vibrantes e rostos sorridentes, a obra celebra a convivência entre diferentes culturas e o espírito de união do bairro.

A artista Fefa Cox sublinhou que o projeto nasce da própria diversidade de Toronto, uma cidade onde diferentes culturas convivem diariamente e que considera “única”. Explicou ainda que o mural celebra a união, a inclusão e a comunidade através do futebol, uma linguagem universal que aproxima pessoas de todas as origens, destacando as crianças como símbolo do futuro e reforçando a importância da arte pública estar próxima da comunidade.

Rodrigo Ardiles, da Creativo Arts, destacou o impacto coletivo da iniciativa “é arte pública feita com a comunidade e para a comunidade, que une pessoas.”

Em representação da Rogers Road BIA, Giovanny Restrepo reforçou o espírito do bairro “aqui somos todos diferentes, mas somos uma só comunidade.” A vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, sublinhou o momento especial vivido na área “estamos a celebrar a comunidade e a alegria de viver juntos.”

O cônsul-geral adjunto do Peru em Toronto, José Exebio, destacou o orgulho na participação de uma artista peruana num projeto de grande valor cultural. Através do futebol, linguagem universal, o mural transmite mensagens de amizade, respeito e inclusão, num momento em que Toronto e Vancouver recebem jogos do Campeonato do Mundo FIFA 2026. As celebrações terminaram com a campanha “Soccer Lives Here”, numa verdadeira festa comunitária.

Mais do que um mural, esta obra deixa uma mensagem de união, pertença e orgulho comunitário na Rogers Road. O mural pode ser visitado na 324 Silverthorne Avenue, do lado da Rogers Road.

FP/MS

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Casa do Benfica de Toronto celebra 58.º aniversário com torneio de golfe

Golfe   

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Fotos: Adriana Paparella

A Casa do Benfica de Toronto assinalou o seu 58.º aniversário com a realização de mais um torneio de golfe, uma iniciativa integrada no calendário de atividades da ACAPO, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Num ambiente de grande convívio e boa disposição, o torneio anual voltou a reunir dezenas de participantes, confirmando-se como uma das atividades desportivas mais aguardadas pela comunidade portuguesa. Com condições ideais para a prática da modalidade, o dia ficou marcado pela competição saudável, pelo espírito de amizade e pela celebração das raízes portuguesas.

O presidente da Casa do Benfica de Toronto, John Santos, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o apoio contínuo da comunidade. “Graças a Deus estamos cheios outra vez. O apoio da comunidade não podia ser melhor. Quero agradecer a todos os patrocinadores e a toda a gente que gosta de estar connosco e passar um dia bem divertido”, afirmou.

John Santos destacou ainda que, apesar de se tratar de uma iniciativa da Casa do Benfica, o objetivo principal é reunir a comunidade portuguesa “somos Benfica de Toronto, mas somos portugueses primeiro. Vamos celebrar o Dia de Portugal com os nossos colegas e com toda a comunidade. E quem nos quiser visitar, temos sempre as portas abertas para todos.” Para além da vertente desportiva, a iniciativa serviu também para assinalar uma data de grande significado para os portugueses dentro e fora de Portugal, reforçando os laços que unem a comunidade luso-canadiana.

O golfe, uma modalidade que combina técnica, concentração e precisão, proporcionou igualmente momentos de convívio e contacto com a natureza. Foi precisamente esse equilíbrio que voltou a marcar mais uma edição do torneio. Ao longo do percurso, participantes de diferentes clubes, gerações e experiências partilharam a mesma paixão pelo golfe, num ambiente aberto, acolhedor e inclusivo. Entre jogadores experientes e estreantes, o mais importante foi o convívio e a oportunidade de celebrar a comunidade.

Paulo Pereira, participante habitual do torneio, mostrou-se satisfeito com mais uma edição da iniciativa “o dia tem sido excelente. Já é a quarta vez que participo neste torneio da Casa do Benfica. Nem sou benfiquista, mas apoio a iniciativa a cem por cento”, disse, aproveitando também para deixar uma mensagem especial “quero desejar um feliz Dia de Portugal a todos.”

Também Sara Dantas destacou a importância do convívio proporcionado pela iniciativa “é uma oportunidade única. Não sou uma jogadora profissional de golfe, mas vou dar o meu melhor e acredito que vai correr bem”, afirmou.

A participante deixou ainda uma mensagem de incentivo à comunidade: “Acreditem nos vossos sonhos.” E, assinalando o Dia de Portugal, acrescentou “tenham orgulho no vosso país, tenham orgulho na vossa língua e, mais importante, vamos ganhar o Mundial.”

Tacadas precisas, desafios amigáveis e muitos momentos de boa disposição marcaram esta jornada nos campos de golfe. Entre excelentes jogadas, sorrisos e reencontros, a Casa do Benfica de Toronto voltou a proporcionar um dia memorável, onde o desporto e a comunidade caminharam lado a lado.

Mais do que uma competição, o torneio foi uma celebração da amizade, da união e do orgulho nas tradições portuguesas. Uma iniciativa que continua a aproximar gerações, fortalecer laços comunitários e preservar a identidade cultural portuguesa no Canadá.

Francisco Pegado/MS

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Bispo pede “nova sociedade” e alerta para o poder das palavras

VTM

“A Eucaristia abre-nos à justiça e à partilha, com uma atenção preferencial para com quem carrega o fardo da pobreza e da marginalização”, afirmou D. Nuno Almeida, na homilia proferida na aldeia de Pereira e na Catedral de Bragança.

Na sua intervenção sublinhou a exigência de traduzir o sacramento em ações concretas que combatam as exclusões geradas pelas novas redes económicas e tecnológicas. “Os cristãos sentem-se comprometidos a irradiá-la nos vários âmbitos da convivência humana através da experiência de fraternidade, do espírito da paz e reconciliação”, apontou.

E alertou para a necessidade de purificar a linguagem quotidiana, estabelecendo uma oposição clara entre as atitudes que geram união e as que provocam fraturas na sociedade. “O contrário de bendizer é maldizer, bendizer une e maldizer divide”, explicou o bispo.

A reflexão apoiou-se no magistério do Papa para exigir uma revisão profunda sobre os preconceitos e a agressividade instalada nos discursos atuais. “Temos uma possibilidade real de contribuir para o bem sempre que dizemos a verdade, quando damos um conselho sábio ou quando apoiamos quem precisa de conforto”, citou, a partir da primeira encíclica de Leão XIV, ‘Magnifica Humanitas’.

O responsável diocesano clarificou que a vivência eucarística ultrapassa o mero cumprimento de um cerimonial religioso. “Faz-nos bem recordar que a Eucaristia não é algo, é Alguém, não é um ritual, mas encontro com Jesus Cristo vivo”, vincou D. Nuno Almeida.

O bispo rematou a pregação pedindo aos crentes que assumam uma dinâmica de doação contínua a favor do próximo no seu dia a dia. “Somos chamados a fazer ponte entre Jesus e a humanidade a quem Ele continua a dirigir o convite”, concluiu.

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Do West Fest 2026 trouxe vida à Dundas

 

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Fotos: Romulo Ávila

Toronto voltou a celebrar e a entrar no verão em grande estilo com mais uma edição do Do West Fest, que decorreu entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, em Little Portugal. O evento, que já se tornou uma das festas de rua mais emblemáticas da cidade, transformou cerca de 16 quarteirões da Dundas Street West — entre Ossington Avenue e Lansdowne Avenue — num espaço pedonal dedicado à música, arte, gastronomia e cultura comunitária.

A presentado pela Little Portugal Toronto BIA, o festival chegou à sua 13.ª edição com uma programação diversificada e acessível a todas as idades, reforçando o seu papel como ponto de encontro entre residentes, visitantes e artistas locais. Ao longo dos três dias, vários palcos deram vida ao festival, incluindo o Transmit Stage, o Lulaworld Stage e o Community Stage, com atuações de música ao vivo que abrangeram diferentes estilos e influências culturais. 

Paralelamente, artistas de rua e “buskers” animaram o percurso do festival, criando um ambiente contínuo de espetáculo ao ar livre.

A oferta gastronómica foi outro dos grandes destaques, com restaurantes da zona, “food trucks” e esplanadas alargadas a servirem pratos que refletiram a diversidade culinária do bairro. A componente artística também esteve em evidência, com murais, exposições, workshops e intervenções urbanas que reforçaram a identidade criativa da comunidade.

O evento incluiu ainda várias atividades familiares, tornando-se num espaço inclusivo onde crianças e adultos puderam participar em experiências interativas e culturais.

Com entrada gratuita, o Do West Fest voltou a afirmar-se como uma celebração da vida urbana e da cultura local, promovendo o espírito comunitário que caracteriza a Little Portugal. Apesar da grande afluência, o evento decorreu num ambiente festivo e organizado, com restrições de trânsito e desvios de transporte público implementados ao longo do fim de semana.

Tendo registado nesse ano uma participação superior à edição de 2025 e prevendo-se que ultrapassou a marca de um milhão de visitantes ao longo do fim de semana, um número que constituiu um novo recorde do evento. 

“Em balanço da edição deste ano, Anabela Taborda, Chair de Little Portugal Toronto BIA destacou o forte envolvimento da comunidade portuguesa, a adesão crescente dos comerciantes locais e o apoio demonstrado aos vendedores sediados em Toronto. “O festival continua a ser uma oportunidade importante para celebrar o património cultural do bairro, ao mesmo tempo que apoia os negócios locais e reúne a comunidade em geral”, referiu a líder da organização.

Entre os momentos mais marcantes da edição de 2026 esteve a expansão da programação destinada às crianças, através da criação de uma zona familiar dedicada, com espetáculos e atividades especialmente concebidos para os mais novos. Outro dos destaques foi a ativação de um palco junto à Ossington Avenue, transformado num novo centro do festival graças ao apoio da LiUNA Local 183. A mudança de um dos três palcos principais para este espaço permitiu criar uma área mais acessível e confortável para os visitantes.

“Ao realocarmos um dos nossos três palcos principais para este espaço, conseguimos criar um ambiente mais acessível, com assentos suficientes e espaço para os visitantes se reunirem confortavelmente”, explicou Taborda.

Cultura portuguesa em destaque

A celebração da cultura portuguesa manteve-se como um dos pilares centrais do Do West Fest. Ao longo do fim de semana, milhares de visitantes tiveram oportunidade de assistir a desfiles e atuações que refletiram a riqueza das tradições lusas presentes em Toronto. Grupos como o Luso Can Tuna, Os Bombos do Arsenal e o Grupo de Folclore do Centro Comunitário da Associação Migrante de Barcelos levaram às ruas da Dundas Street West manifestações culturais que marcaram o ambiente do festival. Ao mesmo tempo, a organização procurou dar visibilidade a uma nova geração de artistas portugueses radicados na cidade, com atuações de Sara Dantas, Marito Marques e Jonatan Haller Pereira. 

“Orgulhamo-nos de mostrar alguns dos talentos portugueses excecionais da cidade. Estes músicos ajudam a moldar a próxima geração da expressão cultural portuguesa em Toronto”, sublinhou a líder do BIA.

Objetivos alcançados

Para a organização, os objetivos definidos para esta edição foram cumpridos. “Os nossos objetivos principais eram apoiar os negócios locais, celebrar a cultura e o património do bairro e criar um evento comunitário inclusivo, e acreditamos que alcançámos esses objetivos”, afirmou Anabela Taborda.

Ainda assim, a entidade reconhece que um evento desta dimensão traz desafios logísticos e operacionais, garantindo que serão analisadas as lições retiradas desta edição para melhorar futuras realizações.

Futuro passa por consolidar o crescimento

Sem planos para alterar radicalmente o formato do festival, a Chair garante que continuará a procurar formas de reforçar a segurança, apoiar o comércio local e valorizar as diversas culturas que caracterizam o bairro.

“Continuamos a reconhecer tanto as contribuições históricas como as atuais da comunidade portuguesa, que desempenha um papel vital na formação desta área”, destacou.

Numa mensagem dirigida à comunidade, a BIA agradeceu o contributo de residentes, empresários, voluntários, artistas, patrocinadores e visitantes. “O festival existe graças a esta comunidade, e continuamos comprometidos em garantir que ele reflita as pessoas, culturas e negócios locais que tornam Little Portugal um lugar tão especial”, afirmou Anabela Taborda.

A organização acrescenta que continuará a ouvir atentamente o feedback dos moradores e participantes para garantir que o Do West Fest mantenha o espírito comunitário que o caracteriza desde a sua criação.

“Estamos incrivelmente orgulhosos das raízes portuguesas do bairro e das muitas comunidades que agora consideram esta área a sua casa. O Do West Fest é uma oportunidade para celebrar essa história partilhada, apoiar os negócios locais, mostrar talentos locais e reunir pessoas”, concluiu.

Mais do que um festival, o Do West Fest consolidou-se como um retrato vivo de Toronto no início do verão — onde a rua se transforma em palco e a comunidade assume o protagonismo.

Romulo Ávila/MS

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São Brás de Alportel | Município celebra Dia de Portugal com a comunidade são-brasense na Argentina

Décadas depois da grande vaga de emigração são-brasense para a Argentina, o Município de São Brás de Alportel realiza uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, entre 10 e 18 de junho, para reforçar os laços com a comunidade emigrante e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios. A deslocação, que terá […]

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Olhão convida a comunidade a desenhar o futuro da cultura no concelho

O Município de Olhão está a desenvolver um conjunto de iniciativas participativas destinadas a envolver a população na construção da Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão (ECCO), um documento orientador que definirá as políticas culturais e criativas do concelho para o período 2027-2030.

Uma das primeiras etapas deste processo terá lugar amanhã, dia 9 de junho, no Clube Recreativo Fuzetense, na Fuseta, através de um encontro de cidadãos que pretende recolher contributos, ideias, expectativas e propostas da comunidade. A designação ECCO pretende refletir o propósito desta estratégia: fazer eco das necessidades, visões e sugestões dos cidadãos e transformá-las em
políticas públicas realistas, consistentes e com impacto no desenvolvimento cultural e criativo do concelho.

O processo de participação decorre entre junho e outubro e inclui encontros comunitários nas várias freguesias, laboratórios participativos com associações culturais, recreativas, artísticas e patrimoniais, bem como sessões dirigidas a crianças e jovens dos agrupamentos escolares.

A versão final da Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão será apresentada publicamente no final de novembro de 2026, integrada na Bienal Participação Cívica e Cultura, que encerrará as comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.

Agenda do ciclo de encontros comunitários de ativação cívica (1.ª fase):

9 jun / 20:30 / Clube Recreativo Fuzetense (Fuseta)
13 jun / 14:30 / Sede do Club Motard de Pechão (Pechão)
17 jun / 21:00 / Casa do Povo do Concelho de Olhão (Moncarapacho)
22 jun / 21:00 / Sede do Grupo Etnográfico de Quelfes (Quelfes)
30 jun / 21:00 / Largo 25 de abril (Olhão)

Os interessados podem obter mais informações ou enviar contributos através do Departamento de Cultura do Município, pelo e-mail departamento.cultura@cm-olhao.pt ou pelo telefone 922 215 879.

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Olhão convida a comunidade a desenhar o futuro da cultura no concelho

O Município de Olhão está a desenvolver um conjunto de iniciativas participativas destinadas a envolver a população na construção da Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão (ECCO), um documento orientador que definirá as políticas culturais e criativas do concelho para o período 2027-2030. Uma das primeiras etapas deste processo terá lugar amanhã, dia […]

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Sudoeste Retail Park comemora quarto aniversário envolvendo toda a comunidade

Espaço comercial sob a gestão da Retail Mind criou nova centralidade no concelho de Silves. Gestora e consultora de retalho está a reforçar área de gestão de ativos imobiliários e passou a gerir, também, o Lagos Retail Park. A gestão de outros espaços de retalho está no horizonte do grupo O Sudoeste Retail Park comemora […]

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Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença 

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Flight Path Home, livro de Steven M. Silva
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Créditos: Francisco Pegado

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

O evento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença.

Partindo da história da sua própria família, Steven Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua família e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

Francisco Pegado/MS

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PicNic Borges Foods: Um convívio solidário

@Julio Carias

É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.

Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.

Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.

@Julio Carias

Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.

Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.

Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.

Júlio Carias/Madalena Balça/MS

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42.ª Gala da UTPA celebra o mérito académico e o futuro da juventude portuguesa

 

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Membros da Direção da University of Toronto Portuguese Association (UTPA)
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Fotos: Francisco Pegado

Num ambiente de celebração, reconhecimento e orgulho comunitário, a University of Toronto Portuguese Association (UTPA) realizou a sua 42.ª Gala Anual no Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto.

Fundada em 1984, a associação tem como missão apoiar estudantes luso-canadianos, promovendo a educação, a cultura portuguesa e o envolvimento comunitário ao longo do ano.

O evento reuniu estudantes, famílias, líderes comunitários e representantes políticos, num momento de forte ligação intergeracional e de valorização do percurso académico dos jovens da comunidade.

Na abertura da cerimónia, o presidente da UTPA, Pedro Benevides, sublinhou a importância do papel da juventude na continuidade da comunidade portuguesa “hoje celebramos os jovens que se dedicam ao voluntariado nos nossos clubes e associações e que representam com orgulho a cultura portuguesa, enquanto prosseguem o seu percurso académico. Na UTPA, acreditamos que a juventude é um dos pilares da nossa comunidade. São os líderes de amanhã e terão um papel fundamental em levar a comunidade portuguesa a novos horizontes.”

Seguiu-se o momento central da noite: a atribuição de 12 bolsas de estudo a estudantes que se destacaram pela excelência académica, liderança e envolvimento comunitário. Os premiados deste ano foram Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie e Daniel Braga.

Num ambiente de emoção e reconhecimento, os bolseiros subiram ao palco para receber a distinção, sublinhando o impacto que este apoio terá nos seus percursos académicos e pessoais.

Entre eles, Victoria da Silva destacou o significado do percurso que a trouxe até este momento “sou muito grata por todo o apoio que tenho recebido da comunidade portuguesa desde o primeiro dia. Tive a felicidade de fazer parte da Queens Portuguese Association e de trabalhar com o deputado Charles Sousa, experiências que contribuíram muito para o meu crescimento pessoal e profissional. Fazer parte da comunidade portuguesa tem um significado muito especial para mim.”

Também Raphael Mendes reforçou o sentimento de gratidão e motivação perante esta distinção “ser selecionado pela UTPA é uma grande honra e uma recompensa por todo o esforço e dedicação ao longo dos anos. Esta bolsa será um apoio importante para mim e para a minha família e motiva-me a continuar os meus estudos com ainda mais empenho.”

As palavras dos restantes bolseiros refletiram igualmente o reconhecimento coletivo de que esta oportunidade representa um voto de confiança no seu potencial.

O significado da educação como pilar da comunidade foi também sublinhado pelos representantes políticos presentes. Entre eles, o deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou a evolução da presença portuguesa no ensino superior ao longo das últimas décadas:“tenho muito orgulho em ser luso-canadiano e em ver os nossos jovens a alcançar cada vez mais sucesso. Quando entrei na universidade, éramos poucos; hoje, vemos estudantes portugueses a destacar-se em muitas áreas. A educação sempre foi uma prioridade para a nossa comunidade, e iniciativas como estas bolsas de estudo ajudam os jovens a concretizar o seu potencial e a construir um futuro melhor.”

Na mesma linha, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância destas iniciativas na preservação e valorização da língua, cultura e identidade portuguesa junto das novas gerações.

A gala prosseguiu com momentos de convívio, gastronomia tradicional portuguesa e a atuação da Luso-Can Tuna, num ambiente marcado pela partilha e pelo orgulho das raízes.

A noite encerrou com homenagens, música e dança, reforçando o compromisso da UTPA em apoiar a educação e inspirar as futuras gerações de luso-canadianos.

Francisco Pegado/MS

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Portuguese Canadian Walk of Fame volta a homenagear luso-canadianos de excelência

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Fotos: Adriana Paparella

A Camões Square, em Toronto, voltou a ser palco de uma das mais significativas celebrações da comunidade portuguesa no Canadá. Entre abraços, reencontros e momentos de emoção, realizou-se mais uma edição do Portuguese Canadian Walk of Fame, uma iniciativa que homenageia homens e mulheres cujo trabalho e dedicação deixaram uma marca duradoura na comunidade luso-canadiana.

Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o evento celebra a herança portuguesa, as histórias de perseverança e os valores que ajudaram gerações de imigrantes e seus descendentes a construir um lugar de destaque na sociedade canadiana. É também uma oportunidade para recordar aqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicaram a sua vida ao serviço da comunidade.

Este ano, foram homenageados Sónia Pereira, Joaquina Pires, Tony do Vale e António do Forno, este último a título póstumo. Quatro percursos distintos, unidos pelo compromisso com a comunidade, pela generosidade e pela vontade de fazer a diferença, não só na comunidade portuguesa, mas também na construção de um Canadá melhor.

A cerimónia reuniu familiares, amigos, líderes comunitários e representantes de diversas organizações portuguesas, num ambiente marcado pelo orgulho e pela gratidão.

Para Manuel DaCosta, fundador e presidente do Portuguese Canadian Walk of Fame, a edição de 2026 foi uma das mais desafiantes no processo de seleção “recebemos muitas nomeações de enorme qualidade. Este ano decidimos olhar para além dos votos e concentrar-nos sobretudo no impacto humano e comunitário de cada pessoa. Há muitas pessoas extraordinárias que dedicam a sua vida aos outros sem nunca procurarem reconhecimento. Sentimos que os homenageados deste ano representam precisamente esse espírito de dedicação e serviço.”

Segundo o Manuel DaCosta, a essência do projeto está precisamente em reconhecer aqueles que trabalham em silêncio, muitas vezes sem esperar qualquer recompensa “a melhor parte é ver a reação dos homenageados. Muitos nunca imaginaram receber uma homenagem destas. São pessoas humildes que fazem o bem sem esperar nada em troca. Ver a emoção e a gratidão nos seus rostos faz todo o esforço valer a pena.”

Numa mensagem dirigida à comunidade, apelou ainda à importância de continuar a valorizar aqueles que contribuem para o bem coletivo “todos temos talentos diferentes e formas distintas de servir a comunidade. É importante reconhecer aqueles que dedicam o seu tempo e energia a ajudar os outros e a fortalecer a nossa comunidade.”

Entre os homenageados deste ano esteve Tony do Vale, reconhecido pelo seu percurso de liderança e pelo trabalho desenvolvido no sindicato LIUNA Local 506. Ao receber a distinção, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento “sempre procurei fazer o melhor possível pela nossa comunidade. Este reconhecimento significa muito para mim, mas não muda quem eu sou. Vou continuar a ajudar sempre que puder.”

Dirigindo-se aos jovens, deixou uma mensagem de orgulho e identidade “conheçam as vossas raízes. Nunca se esqueçam de onde vieram os vossos pais e avós. O futuro da nossa comunidade está nas mãos das novas gerações.”

Também Sónia Pereira recebeu a homenagem com surpresa e emoção. Reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto de famílias e pessoas com necessidades especiais, aproveitou o momento para destacar a importância da empatia e da inclusão “foi uma enorme surpresa receber esta distinção. Precisamos de ser mais pacientes, mais compreensivos e mais bondosos. Muitas famílias enfrentam desafios invisíveis e é importante não julgarmos sem conhecer a história de cada pessoa.”

Sónia sublinhou ainda que a sensibilização para as necessidades especiais continua a ser uma responsabilidade de toda a sociedade.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia aconteceu durante a homenagem póstuma a António do Forno, empresário, líder comunitário e uma figura muito respeitada na comunidade portuguesa de London, Ontário.

Em representação da família, o filho Paul do Forno recordou o legado deixado pelo pai “é um enorme orgulho ver o nome do meu pai reconhecido desta forma. Tudo o que ele fez foi motivado pelo desejo de ajudar os outros. Nunca procurou reconhecimento. Fazia-o porque acreditava que era a coisa certa a fazer.”

Visivelmente emocionado, recordou também os sacrifícios feitos pela geração pioneira dos portugueses no Canadá “o meu pai chegou ao Canadá há 60 anos e trabalhou incansavelmente para criar oportunidades para a família e para ajudar quem precisava. A vida que temos hoje é fruto do esforço e dos sacrifícios da sua geração.”

A homenagem a Joaquina Pires foi igualmente recebida com emoção. Figura incontornável da promoção da cultura portuguesa em Montreal e noutras comunidades canadianas, Joaquina dedicou grande parte da sua vida à valorização da língua portuguesa, da educação e da participação cívica “receber esta notícia foi uma enorme surpresa. Aceito esta homenagem com muita humildade porque sinto que esta estrela representa todas as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo dos últimos 60 anos.”

Ao recordar o seu percurso, destacou a importância da colaboração e do trabalho em equipa “sempre acreditei que os melhores projetos nascem quando as pessoas trabalham juntas. Não são apenas os recursos financeiros que fazem a diferença. São as ideias, a dedicação e a capacidade de unir esforços.”

Numa mensagem dirigida às futuras gerações, apelou à preservação das tradições e ao envolvimento dos jovens na vida comunitária “é fundamental mantermos vivas as nossas raízes e transmitir aos mais novos o orgulho pela nossa cultura. Precisamos dos jovens para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de tantas décadas.”

A edição de 2026 foi inspirada no tema ‘o espírito, o povo, a terra’, uma homenagem às raízes, às tradições culturais e às paisagens que moldam a identidade e a história do povo português. O tema assenta no trabalho fotográfico de Irwin Karnick, que capta de forma sensível a ligação profunda entre as pessoas e as suas origens.

Com a colocação das suas estrelas na Camões Square, os homenageados passam agora a integrar permanentemente o Portuguese Canadian Walk of Fame, juntando-se a uma lista crescente de luso-canadianos que ajudaram a escrever a história da comunidade portuguesa no Canadá.

Mais do que um reconhecimento individual, cada estrela simboliza um legado de dedicação, serviço e orgulho cultural. São histórias de trabalho, perseverança e generosidade que continuam a inspirar as gerações atuais e futuras.

Ano após ano, o Portuguese Canadian Walk of Fame reafirma-se como um símbolo vivo da herança portuguesa no Canadá, celebrando aqueles que, através das suas ações, fortalecem a comunidade e enriquecem o mosaico cultural canadiano.

Francisco Pegado/MS

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UFF | Ensino Clínico em Enfermagem na Comunidade | Parceria UFF com a Universidade do Algarve 

A União das Freguesias de Faro (UFF), tem vindo a acolher estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve, no âmbito do protocolo de colaboração existente com a UAlg – Escola Superior de Saúde. Este Ensino Clínico decorre em contexto comunitário e tem como principal objetivo aproximar os futuros enfermeiros da realidade […]

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