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Cabaz alimentar com maior descida desde início de abril

Preço do cabaz teve a maior descida e "ficou próximo dos valores registados no início de abril", declara a DECO. Couve, pão de forma e manteiga continuam a liderar cesto como os produtos mais caros.

© Getty Images

Já no início de 2022 gastava-se menos 67,87 euros (uma diferença de 36,16%) e há, quatro anos, o mesmo cabaz essencial custava menos 67,87 euros (36,16%)
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Preço do cabaz alimentar fica próximo dos valores registados no início de abril

O preço do cabaz alimentar que é monitorizado pela DECO PROteste atingiu um custo de 255,57 euros, na semana compreendida entre 3 de junho e 10 de junho, menos 3,74 euros que na semana anterior. “Depois da subida registada na semana anterior, o preço do cabaz tem a maior descida das últimas semanas e fica próximo dos valores registados no início de abril”, refere a associação de defesa do consumidor.

“Desde o início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 13,75 euros (menos 5,69%). Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 14,79 euros (menos 6,14%). Já no início de 2022, era possível gastar menos 67,87 euros (uma diferença de 36,16%)”, refere a DECO PROteste.

A associação adianta que na semana, entre 3 de junho e 10 de junho, a “couve-coração aumentou 0,15 euros (9%), o pão de forma sem côdea subiu 0,16 euros (7%) e a manteiga com sal registou um acréscimo de 0,12 euros (5%)”, sendo os três produtos que sofrem a maior subida no seu preço, em comparação com a semana anterior.

“Comparando com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (37% custando atualmente 1,85 euros/kg), o carapau (32%, custando atualmente 5,38 euros/kg) e os brócolos (28%, o que se reflete num custo de 3,39 euros/kg)”, diz a mesma entidade.

Desde que a DECO PROteste iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os “maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (125% para 13,08 euros/kg), a couve-coração (87% para 2,10 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros)”.

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UAlg elimina carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo

A Universidade do Algarve vai implementar a campanha “O Futuro Começa no Prato”, uma iniciativa que pretende sensibilizar estudantes, docentes, investigadores, técnicos, assistentes e colaboradores para escolhas alimentares mais conscientes, equilibradas e responsáveis. Uma das medidas é a eliminação da carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo.

Sob o mote “Pequenas escolhas. Grande impacto”, a iniciativa parte da ligação entre a saúde das pessoas e do planeta. Pequenas escolhas no prato dos estudantes universitários, com maior proporção de vegetais e de alimentos de origem marinha, podem gerar um grande impacto no planeta e na saúde, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e justa no futuro e para uma menor pressão sobre os recursos naturais, tanto no consumo de água quanto na produção de resíduos.

A campanha também chama a atenção para o impacto ambiental da alimentação. Os sistemas alimentares atuais representam cerca de 26% a 34% das emissões globais de gases com efeito de estufa, sendo que a produção de carne de vaca pode emitir mais de 50 quilos de CO₂ equivalente por quilo (kg) de alimento, o que a coloca entre os produtos com maior impacto ambiental.

Os chamados alimentos azuis (“Blue Foods”), provenientes de ambientes marinhos, como peixes pelágicos – nomeadamente a sardinha e a cavala – e bivalves, como o mexilhão e a amêijoa, fornecem nutrientes essenciais, como proteína de elevada qualidade, vitamina D, vitamina B12 e ferro, habitualmente associados ao consumo de carne de vaca. Para além disso, estes alimentos azuis, bem como as algas, tal como a maioria dos vegetais locais e regionais, podem apresentar menor impacto ambiental do que a carne de vaca. São, por isso, uma alternativa nutricionalmente rica e mais sustentável para a saúde humana.

A evidência reunida pelos trabalhos de Carlos Duarte (Doutor Honoris Causa da UAlg) demonstra que a alimentação de base marinha, em especial através da aquacultura marinha e da produção de algas, pode desempenhar um papel decisivo na segurança alimentar global e na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

A campanha valoriza uma alimentação alinhada, no contexto regional, com os princípios gerais da Dieta Mediterrânica, privilegiando alimentos de origem diversificada, de base local e da estação.

Para a reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, «o contexto atual, marcado pelas alterações climáticas, pela instabilidade geopolítica e pelo aumento global da inflação, exige uma resposta clara e efetiva por parte das instituições de ensino superior».

Tal urgência é reforçada pelo facto de os sistemas alimentares constituírem um dos principais fatores de transgressão dos limites planetários, como sublinha o mais recente relatório da EAT-Lancet Commission on healthy, sustainable, and just food systems.

«Os sistemas alimentares permanecem no centro das grandes questões do nosso tempo, nomeadamente da segurança alimentar, da saúde humana, da sustentabilidade ambiental, da justiça social e da resiliência. Mais da metade da população mundial continua sem acesso a dietas saudáveis, com impactos negativos tanto na saúde pública quanto no ambiente», refere a  reitora. 

Assim, segundo Alexandra Teodósio, «uma alimentação mais assente em produtos de origem vegetal e marinha, produzidos de forma sustentável, contribui não só para a saúde e para a sustentabilidade ambiental, mas também para a justiça social».

Esta mudança, acrescenta, permite «reduzir a pressão sobre a terra, a água e a biodiversidade, ao mesmo tempo que ajuda a contrariar as desigualdades entre o Norte e o Sul Globais na distribuição dos custos e benefícios dos sistemas alimentares».

Sublinha ainda que os impactos negativos destes sistemas recaem, muitas vezes, de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, embora os maiores níveis de consumo estejam concentrados nos grupos mais ricos.

Neste contexto, a transformação dos sistemas alimentares é urgente: mudanças profundas nos comportamentos individuais e coletivos. 

«É, por isso, fundamental que nas Instituições de Ensino Superior como a UAlg, com ambiente regional, mas também forte internacionalização e multiculturalidade, ações coletivas, como a campanha que lançamos “O futuro começa no prato” e a oferta alimentar, sejam também entendidas como instrumentos de aprendizagem e de promoção de estilos de vida mais sustentáveis, no presente e no futuro dos nossos estudantes, proporcionando padrões alimentares equilibrados e sustentáveis, adaptáveis a diferentes regiões e culturas», explica a reitora.

Além da eliminação da carne de vaca da oferta alimentar na UAlg, no próximo ano letivo, esta mudança também será visível nos campi universitários, com a disponibilização de opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis, “verdes e azuis”. Em Gambelas, está prevista a abertura de um novo espaço no edifício da Nave das Artes; na Penha, avançará a remodelação do espaço do bar de Engenharia Civil. A iniciativa está igualmente alinhada com os objetivos definidos no Plano Estratégico UAlg Horizonte 2030, que identifica a sustentabilidade e os campi saudáveis como prioridades estratégicas da Universidade.

A campanha surge no âmbito do concurso de ideias “Greening Our Campus”, promovido pelo grupo de trabalho da UAlg na Universidade Europeia dos Mares – SEA-EU, na sequência do projeto “Mudança Sistémica da Alimentação na UAlg”, um dos vencedores da edição de 2025.

Para a reitora da UAlg, «esta é uma das formas mais visíveis da UAlg se associar a iniciativas globais como as recentemente comemoradas do Dia Mundial do Ambiente (5 de Junho) e do Dia Mundial dos Oceanos (8 de Junho), demonstrando o compromisso ativo com a proteção da natureza e do planeta como um todo».

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Boa notícia para quem gosta de coreano: kimchi ajuda a eliminar nanoplásticos do intestino

Uma equipa de investigadores sul-coreanos descobriu que uma bactéria presente no kimchi pode ligar-se aos nanoplásticos e ajudar a expulsá-los do corpo, mostrando-se promissora como abordagem probiótica para reduzir a acumulação de plástico no nosso organismo. Um novo estudo mostra que o kimchi, alimento tradicional coreano tão apreciado, poderá ajudar a remover nanoplásticos dos nossos intestinos antes de estes conseguirem atravessar a barreira intestinal e acumular-se no cérebro, nos pulmões,  nos ossos ou noutros órgãos e tecidos onde já foram detetados. Segundo o estudo, publicado no mês passado na revista Bioresource Technology, este efeito deve-se à bactéria láctica de origem

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