Reading view

Gigantes de inteligência artificial preparam entrada em Wall Street a valer 12 vezes o PIB português

Três gigantes da Inteligência Artificial (IA) preparam a sua entrada em bolsa este ano. Juntas valem 3,6 biliões de dólares (3,1 biliões de euros) e prometem trazer muito capital a Wall Street. O valor é 12 vezes superior à riqueza gerada anualmente pela economia portuguesa, uma pipa de massa.

A OpenAI foi a tecnológica mais recente a juntar-se à lista de empresas que preparam a Oferta Pública Inicial (IPO em inglês) este ano, tendo entregado a documentação esta semana junto do regulador de mercado norte-americano, o SEC, revelou a “Bloomberg”.

Das três gigantes da IA, a SpaceX de Elon Musk é a que vale mais: 1,8 biliões de dólares (mais de 1,5 biliões de euros). Segue-se a Anthopic, responsável pelo ‘chatbot’ Claude, com 965 mil milhões de dólares (840 mil milhões de euros) e a OpenAI com 852 mil milhões (740 mil milhões).

A companhia liderada por Sam Altman disse que ainda não decidiu o timing do IPO, admitindo que pode “demorar um pouco”, pois há certas questões que prefere realizar enquanto não estiver em bolsa, não dando detalhes, e reconhecendo que até pode vir a acelerar o processo se for no seu melhor interesse.

A OpenAI foi responsável pelo disparo na IA generativa com o lançamento do ChatGPT no final de 2022, com o ‘chatbot’ a tornar-se sinónimo de IA para uma boa parte do mundo.

Mas a concorrência não dorme e a companhia está a enfrentar uma concorrência cada vez mais feroz, com a Anthropic e a Google a acelerarem.

A “Bloomberg” sublinha que a companhia falhou metas internas de receitas e de crescimento, com vários executivos a saírem da empresa.

Se se confirmar o calendário, o mundo vai assistir a um novo duelo entre os arqui-rivais Sam Altman e Elon Musk. O fundador da SpaceX já tentou processar a OpenAI e o seu presidente, mas não conseguiu.

Estas gigantes tecnológicas além de desenvolverem inteligência artificial, necessitam de comprar chips valiosos e espaço em centros de dados para alimentar o trabalho dos seus ‘chatbots’.

  •  

Emiratis querem dar trinca a hambúrgueres em Portugal

A gestora estatal de capital de risco de Abu Dhabi está interessada em comprar uma cadeia de hambúrgueres em Portugal.

A Mubadala está a preparar uma oferta pela empresa que detém a cadeia Burger King em Portugal e Espanha, detida pelo fundo britânico Cinven.

O “Expansion” revela que a Mubadala já contratou assessores para apresentar a oferta pela Restaurant Brand Europeu (RBE), que gere também as cadeias Popeyes e Tim Horton na Ibéria.

Outros interessados são os fundos americanos Meritage Group e Apollo Global Management, segundo o jornal espanhol, que preparam as ofertas não-vinculativas para apresentar nas próximas semanas.

A Mubadala chegou a ser acionista da EDP e é atualmente acionista da petrolífera espanhola Moeve.

A Burger King ibérica era detida pela Ibersol, mas foi vendida no final de 2022 por 260 milhões de euros à RBI, num total de 158 restaurantes.

  •  

Estádio do Boavista FC recebe proposta superior a 25 milhões

O estádio do Boavista FC recebeu uma proposta superior a 25 milhões de euros no leilão de insolvência que terminou esta terça-feira.

A última de 12 licitações deu entrada esta tarde, com a última a atingir os 25,7 milhões de euros, ainda abaixo do valor mínimo de quase 33 milhões de euros, segundo a leiloeira Leilosoc.

O leilão inclui o estádio do Bessa, assim como o complexo desportivo do Boavista, na cidade do Porto, que obteve 15 licitações, com a última a ser de 6,5 milhões de euros, acima do valor mínimo.

Os licitadores são principalmente do setor desportivo e imobiliário, segundo a leiloeira.

Longe dos dias de glória, o Boavista Futebol Clube está agora em processo de insolvência e viu vários ativos a serem vendidos.

Num passado longínquo, a 18 de maio de 2001, este clube da invicta conseguiu derrubar o domínio dos três grandes ao fim de 70 anos de primeira liga. No jogo frente ao Desportivo dos Aves, o Boavista Futebol Clube sagrou-se campeão nacional ao com 100 anos de história. A equipa era então capitaneada por Pedro Emanuel, treinada por Jaime Pacheco e presidida por João Loureiro.

  •  

Donos da mina de Boticas lamentam nova tentativa de atrasar projeto de lítio

Os donos do projeto de lítio de Boticas, distrito de Vila Real, lamentam a nova tentativa de travar o projeto.

A Savannah confirmou esta terça-feira que recebeu uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnica dada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, na sequência de uma providência cautelar.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da Direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira
vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, segundo comunicado divulgado hoje.

“Estamos em total acordo com a Senhora Ministra do Ambiente e da Energia que referiu recentemente: “o verdadeiro “flagelo” no que toca à demora dos projetos são as providências cautelares e não os processos de licenciamento, que são “rigorosos” e têm tempo limite”, pode-se ler na nota.

A companhia britânica garante que vai “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar. A Savannah irá também, com toda a normalidade, retomar os trabalhos assim que tenha confirmação para o fazer pelas autoridades competentes, tal como aconteceu no ano passado, em 2025”.

A empresa disse que só foi notificada hoje e que a suspensão só produz efeitos a partir desta data, “ao contrário do veiculado pelo grupo de sempre e que comprova o carácter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos das nossas equipas no terreno”.

  •  

Portugueses concluem projeto de baterias na América

A EDP Renováveis concluiu um projeto de baterias no estado do Arizona, nos Estados Unidos da América.

Este é o seu maior sistema de armazenamento de baterias com capacidade de 200 MW/800 MWh, suficiente para abastecer mais de 44 mil famílias.

O projeto Flatland Energy Storage vai contribuir para “garantir um fornecimento fiável durante períodos de maior procura e para apoiar o crescimento das necessidades energéticas do estado”.

“Os sistemas elétricos estão a tornar-se cada vez mais complexos e a procura de energia continua a aumentar, tornando cada vez mais importante o investimento em sistemas mais resilientes. Projetos de armazenamento de energia à escala, como este — o maior dentro do Grupo EDP até à data — são fundamentais para reforçar a estabilidade e a resiliência da rede, bem como para assegurar um desempenho mais fiável do sistema”, disse Miguel Stilwell d’Andrade, presidente-executivo do Grupo EDP.

Este projeto vai gerar mais de 17 milhões de euros de impacto económico local e regional ao longo da sua vida útil, incluindo receitas para as autoridades locais.

“A EDP Renováveis América do Norte é um dos principais promotores e operadores de infraestruturas de energia limpa no Arizona, com cerca de 600 MW de capacidade operacional bruta em energia solar e armazenamento, abastecendo o equivalente a mais de 113.000 lares”, segundo a companhia.

A EDP conta com um portfólio de mais de 460 MW de armazenamento em operação e em construção nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico.

  •  

Estaleiro da Mitrena em Setúbal vai a concurso

O Porto de Lisboa-Setúbal (PLS) está a dar os primeiros passos para lançar o concurso de concessão e futuro modelo de exploração do estaleiro da Mitrena em Setúbal, agora concessionado à Lisnave.

Neste âmbito, o PLS vai lançar um concurso para contratar os “estudos especializados necessários à preparação do concurso de concessão e futuro modelo de exploração”.

Desta forma, serão desenvolvidos os “estudos técnicos, jurídicos, económico-financeiros e operacionais que irão suportar o programa de concurso e o respetivo caderno de encargos”.

Objetivo: “valorizar uma infraestrutura que emprega cerca de dois mil trabalhadores e apresenta elevado potencial nas áreas da reparação naval, reciclagem verde de navios, construção naval, indústria marítima, apoio à economia azul e produção de energia eólica offshore”.

“Esta decisão representa mais um passo na estratégia Portos 5+ e na valorização dos ativos portuários, industriais e logísticos nacionais de base marítima, promovendo a modernização das infraestruturas, a atração de investimento privado e a criação de condições para um crescimento sustentável das atividades marítimo-portuárias”, segundo Vítor Caldeirinha, presidente do Conselho de Administração do Porto Lisboa-Setúbal.

A ideia é “reforçar a capacidade do Estaleiro da Mitrena para atrair investimento privado, gerar emprego qualificado e consolidar Setúbal como polo estratégico da economia marítima e industrial”.

A Lisnave detém a concessão da Mitrena desde 1997 e a atual concessão termina a 31 de julho de 2027 e “tem-se afirmado como uma referência técnica no mercado global de manutenção naval, consolidando a sua posição como um dos maiores estaleiros do Atlântico Norte, com capacidade de servir os maiores navios do mundo e os mais importantes armadores internacionais”.

O PLS prossegue a sua estratégia de “modernização e valorização dos seus ativos estratégicos, preparando o futuro de uma infraestrutura com relevância nacional para os setores marítimo, industrial e logístico”.

  •  
❌