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Goldenergy e Panike firmam parceria para fornecimento de biometano

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A Goldenergy, comercializadora de eletricidade e gás natural, e a Panike, líder no setor da panificação e pastelaria ultracongelada, formalizaram uma parceria estratégica. O objetivo é reforçar a transição energética da indústria de panificação em Portugal através do fornecimento de biometano com garantias de origem certificadas.

Este acordo marca a expansão da Goldenergy na introdução de gases renováveis no tecido industrial português, uma vez que a empresa já fornece biometano a setores como a cerâmica e o têxtil, além do turismo. O fornecimento à Panike foi reforçado em junho de 2026, com um aumento dos volumes adquiridos, representando atualmente cerca de 2% do consumo total de gás da empresa.

Henrique Soares, CEO e fundador da Panike, afirmou que “esta incorporação ecológica será implementada nas três unidades industriais da PANIKE – Maia, Santo Tirso e Tondela – e constitui mais um passo na estratégia de sustentabilidade da empresa.” Ele acrescentou que a utilização de biometano complementa os investimentos em eficiência energética e eletrificação, permitindo a descarbonização de processos produtivos que ainda dependem de energia térmica.

Miguel Checa, General Manager da Goldenergy, expressou o seu orgulho em apoiar a Panike na sua jornada rumo à neutralidade carbónica, destacando que a empresa já descarbonizou 15 empresas em Portugal através do biometano. Esta parceria representa a estreia da Goldenergy no abastecimento de biometano ao setor alimentar, alargando a sua quota de descarbonização industrial.

O biometano utilizado garante compatibilidade com as redes de transporte existentes, permitindo à Panike complementar a descarbonização do seu processo de fabrico sem a necessidade de investimentos adicionais em novos equipamentos ou alterações estruturais nas suas linhas de produção atuais.

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Plataforma Nordeste Vivo opõe-se a parques eólicos e fotovoltaicos

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O movimento, que se apresenta como apartidário, foi anunciado por José Jambas, um dos seus membros, que destacou a união de representantes de setores como turismo, meio ambiente, hotelaria e agricultura. A Plataforma Nordeste Vivo visa defender o território do Nordeste Transmontano e a qualidade de vida das populações locais.

José Jambas afirmou que a plataforma procura esclarecer a situação dos projetos de hibridização das barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua, onde a elétrica francesa Engie anunciou a instalação de parques de grande dimensão. “Todo este processo de implantação de parques eólicos e fotovoltaicos têm surgido de forma camuflada”, criticou, sublinhando que as comunidades afetadas não têm sido consultadas adequadamente.

Os membros da plataforma defendem que é necessário garantir seriedade e transparência nos processos de licenciamento, permitindo que as comunidades tenham uma voz ativa. Jambas enfatizou que, embora a plataforma seja favorável à transição energética, é contra a imposição de produção industrial na região.

A Plataforma Nordeste Vivo considera que o Nordeste Transmontano não deve ser visto como um espaço vazio para ocupação industrial, mas sim como uma terra rica em tradições e modos de vida que estão intimamente ligados à paisagem e cultura local. O movimento destaca que a agricultura, pecuária, caça, apicultura e turismo são atividades que devem ser preservadas.

Além disso, a plataforma alerta para os impactos profundos e irreversíveis que a instalação de megaprojetos de energia pode causar, incluindo efeitos diretos na saúde e qualidade de vida das populações, bem como a perda de solos férteis e áreas de pastorícia. Jambas afirmou que a região já contribui significativamente para a produção energética nacional e que a imposição de novos projetos vai contra a estratégia de desenvolvimento do território.

Por fim, a Plataforma Nordeste Vivo reivindica transparência total nos processos de licenciamento e a realização de Estudos de Impacto Ambiental rigorosos e acessíveis ao público antes de qualquer aprovação dos projetos propostos.

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GNR Vence XXII Torneio Inter-Instituições de Futsal de Vila Real

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A competição decorreu no Polivalente da Estação e contou com a participação de oito instituições do concelho, envolvendo um total de 112 praticantes. O torneio foi disputado em duas fases: uma fase inicial de grupos e uma fase eliminatória, para a qual se apuraram as duas equipas melhor classificadas de cada série.

A final realizou-se a 30 de maio, no Polivalente da Estação, encerrando uma edição marcada “pelo espírito desportivo, pela camaradagem e pelo fortalecimento das relações entre as diferentes instituições participantes”.

A equipa da Guarda Nacional Republicana sagrou-se vencedora da competição. A Casa do Pessoal do Hospital de Vila Real ficou em segundo e o CCD da Câmara Municipal de Vila Real completou o pódio. Seguiram-se o CCD da Segurança Social, a Polícia de Segurança Pública, a Autoridade Tributária e Aduaneira de Vila Real, o ICNF – Serviços Florestais e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Foram ainda atribuídos diversos prémios individuais e coletivos que distinguiram o desempenho e o espírito desportivo demonstrados ao longo da competição. O título de Melhor Marcador foi atribuído a André Cardoso, da GNR, enquanto José Caetano, da Casa do Pessoal do Hospital de Vila Real, recebeu o prémio de Melhor Guarda-Redes. O Troféu Fair Play distinguiu o ICNF – Serviços Florestais e o Troféu Equipa Melhor Apresentada foi entregue à PSP.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Alexandre Favaios, destacou a importância desta iniciativa para o fortalecimento dos laços entre instituições do concelho, afirmando que “este torneio é um excelente exemplo de como o desporto pode aproximar pessoas e instituições, promovendo valores como o respeito, a cooperação, o espírito de equipa e estilos de vida saudáveis. Mais do que uma competição, é um momento de convívio e partilha que contribui para reforçar a ligação entre os trabalhadores das diversas entidades do nosso concelho”.

 

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PSP de Bragança detém quatro pessoas em três dias

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Três das detenções estão relacionadas com suspeitas de tráfico de estupefacientes e uma resultou do cumprimento de um mandado de detenção internacional.

A primeira ocorrência teve lugar no dia 5 de junho, em Mirandela, onde agentes da PSP deram cumprimento a um mandado de detenção internacional emitido por suspeitas da prática de um crime de roubo ocorrido no Brasil. A detida é uma mulher de 54 anos, que será presente ao Tribunal da Relação de Guimarães para os procedimentos legais subsequentes. A operação contou com a colaboração da INTERPOL, através do Departamento de Investigação Criminal da PSP e do Núcleo de Investigação Criminal do Comando Distrital de Bragança.

No dia seguinte, 6 de junho, a Divisão Policial de Bragança deteve um homem, de 50 anos, por suspeitas de tráfico de droga. Durante a intervenção policial foram apreendidos 11,41 gramas de cocaína, 1,07 gramas de heroína e 4,81 gramas de haxixe.

Já no dia 7 de junho, em Mirandela, foi detido um homem, de 52 anos, no âmbito de uma investigação em curso relacionada com tráfico de estupefacientes. Na sua posse foram encontradas e apreendidas 501,33 gramas de haxixe, 26,24 gramas de cocaína e 14,4 gramas de heroína.

Ainda nesse dia, na cidade de Bragança, a PSP deteve outro homem, de 57 anos, também por suspeitas de tráfico de droga. A operação resultou na apreensão de 12,07 gramas de cocaína.

Os três suspeitos detidos por tráfico de estupefacientes serão presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

Em comunicado, o Comando Distrital da PSP de Bragança reafirma que “continuará a desenvolver ações de prevenção e combate à criminalidade, em articulação com as autoridades competentes, no cumprimento da sua missão de garantir a segurança pública”.

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Carlos Gonçalves sagra-se Campeão Nacional de Sub-19

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O atleta Carlos Gonçalves, do CTM de Vila Real, conquistou o título de Campeão Nacional Individual de Sub-19 nos Campeonatos Nacionais Individuais realizados em Vagos, distrito de Aveiro.

A competição contou com a participação de vários atletas do clube vila-realense, nomeadamente Carolina Sarmento, Marta Costa, Manuel Gonçalves, Leonardo Moreira, Vicente Frade, Guilherme Alvadia, Rafael Teixeira e Carlos Gonçalves, todos acompanhados pelo técnico Milton Aires. Segundo o clube, os atletas alcançaram os objetivos definidos para esta importante prova do calendário nacional.

O grande destaque da participação do CTM de Vila Real vai para Carlos Gonçalves, que voltou a demonstrar o seu talento ao conquistar o título nacional de Sub-19. Com este triunfo, o jovem atleta encerra uma temporada de excelência, somando duas medalhas de ouro em Campeonatos Regionais e cinco medalhas de ouro em Campeonatos Nacionais durante a época 2025/2026.

No final da competição, Carlos Gonçalves não escondeu a satisfação pela conquista. “Estou muito contente por conseguir alcançar este título. Já consegui em Sub-17, que é o meu escalão. Tive jogos difíceis e equilibrados e consegui ganhar”, afirmou.

O desempenho alcançado ao longo da época valeu ainda ao atleta a convocatória para a Seleção Nacional, que irá representar Portugal no Campeonato da Europa de Jovens, competição que decorrerá entre os dias 10 e 19 de julho.

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Setor dos registos inicia hoje greve de uma semana contra “situação crítica” do setor

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A greve, agendada até 13 de junho, acontece depois de um plenário nacional na passada sexta-feira, que contou com três mil trabalhadores dos serviços inscritos e que paralisou alguns serviços, com maior expressividade nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, e nas regiões da grande Lisboa e grande Porto, segundo dados sindicais.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN), que convoca a greve, denunciou também no dia do plenário tentativas de condicionamento da paralisação por parte do Governo, acusando a tutela de usar o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) como “instrumento político” para divulgar informação relativa a um acordo sindical que não inclui o STRN e que este sindicato não subscreve.

O STRN considerou-o “uma tentativa de interferir na mobilização e de mascarar a falta de soluções para os problemas estruturais do setor”.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Justiça rejeitou as acusações de instrumentalização politica do IRN.

O “flash informativo”, divulgado na quarta-feira, nas vésperas do plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, dizia respeito a um acordo celebrado há quatro meses com seis dos oito sindicatos representativos dos trabalhadores do setor.

Na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinhou que “o IRN informou os trabalhadores sobre um acordo que os abrange” e que “o diploma que o concretiza está a ser ultimado”.

O acordo, assinado em 2 de março com seis sindicatos, prevê aumentos salariais com efeitos a 1 de julho de 2025.

O sindicato, que anunciou a greve no final de maio, acusou na altura o Governo de “manter uma situação considerada ilegal, injusta e insustentável no setor dos registos”, uma vez que continua a recusar o acordo defendido pelo sindicato, decidindo deixar “o setor à beira do colapso”.

O sindicato acrescentou ainda que existe uma “ausência de soluções para os problemas estruturais que afetam os serviços de registo em todo o país”.

No pré-aviso de greve, já entregue ao Governo, o STRN faz 11 reivindicações, que incluem “um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta” e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.

A crise de recursos humanos é, para o STRN, grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta – o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.

A propósito do recrutamento, na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça referiu a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.

O sindicato acusou a tutela de falta de investimento e inação, com consequências na degradação do serviço público que é prestado.

O STRN apontou ainda que o Governo quer eliminar a categoria de oficial de registos especialista, “apesar de o PSD, atualmente no poder, ter denunciado em 2023 a mesma prática que agora procura consolidar”, lê-se no comunicado.

Além desta mudança, denunciou o sindicato, o Governo pretende “manter um modelo de poupança à custa dos direitos dos cidadãos e trabalhadores”, uma vez que as medidas reivindicadas pelo STRN representam 0,49% da receita anual do IRN.

A greve que hoje começa tem serviços mínimos previstos para casos urgentes, como casamentos civis e testamentos na iminência de morte, ou emissão e entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.

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