A Pharol SGPS (ex-PT SGPS) anunciou ao mercado que que a declaração de falência da operadora brasileira de telecomunicações Oi, não tem “qualquer repercussão directa” na sua situação financeira, uma vez que a holding portuguesa já não detém participação acionista na empresa brasileira.
Em comunicado divulgado esta terça-feira ao mercado, a Pharol diz ter tomado conhecimento da decisão judicial que decretou a insolvência da Oi, mas sublinha que a sua exposição à operadora deixou de existir ao nível acionista.
“Não somos acionistas da Oi, portanto a falência não nos afecta directamente”
No entanto, a principal preocupação prende-se com litígios fiscais anteriores a 2014, cujo valor potencial máximo ascende a 153 milhões de euros e cuja responsabilidade havia sido contratualmente assumida pela Oi. Estes processos implicam responsabilidades solidárias para a Pharol, com os correspondentes mecanismos de garantias e contra-garantias.
Pharol tem um problema fiscal herdado que pode ser complicado
Existem litígios fiscais antigos (anteriores a 2014) no valor potencial máximo de 153 milhões de euros. Estes processos são tecnicamente responsabilidade da Oi (ela assumiu contratualmente essa obrigação), mas a Pharol tem responsabilidade solidária — ou seja, se a Oi não pagar, podem ir bater à porta da Pharol.
A holding portuguesa liderada por Luís Palha da Silva esclarece que, desde 31 de Dezembro de 2025, caducou a “quase totalidade” das garantias anteriormente prestadas pela Pharol mas custeadas pela Oi, no montante aproximado de 83 milhões de euros — o que representa uma redução material da sua exposição potencial.
Isto é, a Oi tinha prestado garantias à Pharol para cobrir esse risco. Com a falência, essas garantias (no valor de cerca de 83 milhões de euros) caducaram. É o impacto mais concreto da falência da Oi sobre a Pharol.
Mas a Pharol argumenta que o risco real e efetivo é muito menor do que os 153 milhões de euros teóricos.
Quanto às garantias remanescentes, a Pharol considera o seu valor “adequado” para fazer face aos processos classificados com risco provável ou possível, que líquidos de correções favoráveis ascendem a 3,1 milhões de euros. A empresa destaca, neste contexto, um depósito de 7,86 milhões de euros constituído pela sociedade de direito português PT Participações, sujeito ao Tribunal Cível da Comarca de Lisboa, destinado a assegurar as obrigações relativas aos litígios fiscais em causa.
Isto é, os processos com risco considerado provável ou possível valem apenas 3,1 milhões de euros (líquidos de correções). E para cobrir esse valor existe um depósito de 7,86 milhões de euros constituído pela PT Participações (entidade de direito português, portanto fora do alcance da falência brasileira), junto do Tribunal Cível de Lisboa. Ou seja, a Pharol diz ter uma almofada suficiente para o risco real.
A Pharol assegurou que não identificou, à data do comunicado, “qualquer alteração material” às avaliações e divulgações constantes da Nota 16 das demonstrações financeiras de 2025, para além da referida redução das garantias prestadas.
A empresa anunciou ainda que continuará a acompanhar, com os seus consultores jurídicos, o processo de falência da Oi, com o objectivo de salvaguardar a vigência das garantias existentes até ao termo de todos os processos de liquidação anteriores a 31 de Dezembro de 2014.
Recorde-se que no final de 2025 a 7.ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro declarou a falência da operadora de telecomunicações Oi, bem como das suas subsidiárias Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A, após ter falhado dois processos de reestruturação.
A Oi surgiu da fusão de várias operadoras brasileiras. Em 2011, comprou cerca de 10% da Portugal Telecom (PT). Em troca, a PT adquiriu 22,38% da empresa brasileira. Esta parceria permitiu que ambas nomeassem administradores nas duas companhias. A cooperação estreitou-se e resultou na fusão de ambas em 2013. Mas, a aliança desmoronou-se em 2014 devido à queda do Grupo Espírito Santo. O colapso deixou uma dívida de quase 900 milhões de euros à PT. Por isso, a Oi vendeu a PT Portugal à Altice em 2015. Ainda assim, a Oi segurou os seus 10% na operadora portuguesa, que mais tarde foi rebatizada como Pharol.
No ano passado, a Oi deixou de ter qualquer participação no capital social da Pharol, tendo alienado os 9,99% que detinha. A posição da operadora foi adquirida pela Burlington Loan Management DAC, uma sociedade afiliada e aconselhada pela Davidson Kempner European Partners LLP, que passou a deter 19,95% do capital da Pharol.
A Pharol SGPS é uma sociedade aberta com capital social de 26,895 milhões de euros.
O Portal da Queixa alertou esta terça-feira para um novo esquema de burla informática via SMS em nome do Ministério da Saúde, no qual os consumidores recebem mensagens fraudulentas com indicação de alegadas dívidas e referências bancárias para pagamento.
Segundo a plataforma, os relatos indicam que as mensagens apresentam valores em dívida, frequentemente associados a atendimentos de urgência ou serviços hospitalares, acompanhados de prazos curtos para regularização, criando um falso sentido de urgência.
De acordo com a análise das reclamações registadas, este esquema está a ganhar expressão, com cerca de 30 queixas identificadas até ao momento. A primeira denúncia deste tipo de fraude remonta a junho de 2025, o que, segundo o Portal da Queixa, evidencia a continuidade e crescente sofisticação destas práticas.
Num dos testemunhos recolhidos, um utilizador relata: “Recebi um SMS com o seguinte: ‘Tem um valor em dívida da urgência de 46,70 euros. Tem até cinco dias para regularizar o valor (…) aparece no SMS como do MIN.SAÚDE’.”
Há também casos de consumidores que admitem ter efetuado pagamentos, acreditando tratar-se de comunicações legítimas. “Apareceu-me esta mensagem no telemóvel e paguei os 14,35 euros solicitados pois vinha identificado como despesa do Ministério da Saúde (…) pensei que era um débito associado”, refere outro relato.
O alerta surge após, em março deste ano, ter sido identificado um outro esquema semelhante, também via SMS, em nome de entidades como “MIN.SAUDE”, “SNS” e “SNS 24”, que prometia falsos reembolsos e incluía ligações fraudulentas para recolha de dados pessoais e bancários.
Face ao aumento de ocorrências, o Portal da Queixa recomenda aos consumidores que desconfiem de mensagens com pedidos de pagamento urgentes, mesmo quando aparentam ser de entidades oficiais, e que validem qualquer cobrança através dos canais oficiais do Ministério da Saúde, do SNS ou do SNS 24.
A plataforma aconselha ainda a não efetuar pagamentos com base em SMS não confirmados, nem partilhar dados pessoais ou bancários através de ligações ou contactos desconhecidos, sublinhando a importância de denunciar estas situações às autoridades competentes e em plataformas públicas de consumidores.
O governador do Banco de Portugal pediu hoje uma atitude permanente de reforma na Europa, com prioridade à conclusão do mercado único, para promover a inovação e um ambiente mais favorável às empresas.
Num debate sobre a economia europeia durante a conferência “The Lisbon Conference”, organizado pelo canal Now num hotel em Lisboa, Álvaro Santos Pereira afirmou que a Europa deve concentrar-se em “concluir o mercado único”.
“Para nós, deve ser uma prioridade máxima, porque há muitos domínios em que precisamos de concluir o mercado único, para aumentar a resiliência e a robustez” económica, para haver “mais inovação e um ambiente empresarial mais favorável às empresas”, defendeu, numa intervenção em inglês, em que participavam ainda Klaus Regling, antigo diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), o vice-ministro italiano da Economia, Valentino Valentini, e o antigo comissário europeu para a Agricultura e o Comércio Phil Hogan.
O governador do banco central português identificou a falta de uma atitude permanente de reforma como um dos problemas que a Europa enfrenta, além das questões relacionadas com a integração entre países.
“Não estamos a fazer o que os melhores países fazem, ou seja, adotar uma atitude de reforma que seja sempre insaciável”, disse.
“Temos de estar insatisfeitos com a nossa situação atual e compreender que precisamos de reformar, tentando constantemente reformar para que possamos melhorar”, acrescentou.
Para Álvaro Santos Pereira, “na Europa, as reformas têm sido, muitas vezes, motivo de discórdia, tanto a nível nacional como a nível europeu” e isso “não nos está a ajudar a criar um espaço comum”.
O governador defendeu que “a Europa tem um potencial que não está a ser concretizado, especialmente se comparamos o que está a acontecer numa das maiores revoluções das últimas décadas no domínio das tecnologias”, o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), que, disse, “conduzirá a um aumento significativo da produtividade em todo o mundo”.
“Apesar de estarmos numa nova fase de inovação, não estamos a deixar que a inovação floresça”, disse, considerando que este problema se manifesta, em particular, quando as empresas precisam de capital para investir e crescer.
O governador disse que está preocupado porque já existe um diferencial entre os Estados Unidos e a Europa, “que se agravou nos últimos cinco anos devido a um conjunto de razões não relacionadas com a IA” e o desenvolvimento desta tecnologia irá agravar essa diferencial.
Questionado pelo moderador da mesa redonda, José Barreto, ‘partner’ na Goldman Sachs, se a Europa está mais bem preparada do que em 2010 para responder a uma crise financeira se ocorrer de novo um choque da dívida soberana, um efeito de contágio no setor bancário ou ainda a uma perturbação externa, o governador português considerou que sim.
“Sem dúvida”, respondeu, dizendo que a Europa dispõe “de um sistema de supervisão, de resolução e de regulamentação muito mais robusto do que há 15 anos”.
¿Qué contiene el auto judicial contra Zapatero?, ¿qué puede alegar éste en su defensa?, ¿qué tienen que ver las joyas encontradas en su despacho con todo esto?
El asfalto del circuito de Fórmula 1 calienta motores en Madrid. Este martes se ha llevado a cabo la presentación oficial de los 5,47 kilómetros, las 22 curvas y por primera vez se ha podido recorrer el trazado completo en un autobús de la EMT. Se trata de una inversión de 450 millones, que desde el principio del proyecto la oposición cuestionó el retorno que generará.
La Sala Parés, la primera galería de arte de España y una de las más antiguas de Europa que sigue en activo -solo superada por la londinense Colnaghi-, inicia nueva etapa con la compra por parte del Jaume Sabater, cofundador y CEO de Stoneweg, del 65% de la sociedad, garantizando la continuidad de un espacio que atraviesa tres siglos y cuyo futuro estaba en el aire por falta de relevo generacional dentro de la familia Maragall. De hecho fue su responsable, Joan Anton Maragall, que seguirá siendo el director artístico de la emblemática galería de la calle Petritxol, quien hace dos años y medio llamó a la puerta del empresario barcelonés con la esperanza de encontrar un socio que garantizara la continuidad del proyecto y le ayudara a dar el ansiado salto hacia la internacionalización de los artistas de su escudería, tanto los actuales como los históricos.
Um pequeno distrito montanhoso no Peru ficou perfeitamente dividido no segundo turno das eleições presidenciais – um retrato nítido da profunda divisão que molda a política do país.
Em Lahuaytambo, 181 eleitores apoiaram a conservadora Keiko Fujimori e 181 escolheram o esquerdista Roberto Sánchez nas eleições de 7 de junho, um empate raro que reflete uma disputa nacional extremamente acirrada. Com as urnas ainda em apuração, Fujimori mantém uma vantagem estreita de 50,09% contra 49,90% de Sánchez.
O resultado perfeitamente dividido é um microcosmo do eleitorado do Peru, onde a desilusão com as elites políticas e as desigualdades gritantes entre a capital e as regiões rurais levaram a uma das eleições mais acirradas e polarizadas dos últimos anos.
Situada a quase 3.400 metros de altura e a cerca de apenas 70 km de Lima, a viagem de Lahuaytambo à capital leva horas. A maior parte do caminho é uma estrada de terra sinuosa e propensa a deslizamentos, reforçando a distância que muitos moradores sentem do centro político.
Para muitos moradores, a política caótica de Lima é uma consideração secundária, e a principal questão é quem pode proporcionar algum benefício – como estradas pavimentadas, um reservatório de água ou melhores pensões – à comunidade remota e muitas vezes negligenciada.
Candidato de primeira viagem X Veterana política
“Votei em Keiko porque acho que ela se preocupa mais com as pessoas pobres nas montanhas”, disse Jonathan Javier Medina, 29 anos, agricultor e pai de dois filhos, acrescentando que espera que o seu governo impulsione a agricultura.
Mas a sua esposa, Enma Zabaleta, acha que é mais provável que Sánchez traga mudanças em Lahuaytambo.
“(Votei em Sánchez) para ver se há uma mudança nesta cidade, para ver se ele cumpre as promessas que fez”, disse ela, expressando esperança na pavimentação de estradas e outras infraestruturas. A divisão entre o casal reflete uma dicotomia mais ampla entre os moradores.
Francisca Pumayauli, 81 anos, e Yolanda Ramirez, 76, duas aposentadas que passam as tardes conversando na praça da cidade, disseram apoiar Fujimori porque acreditam que ela ajudará crianças e idosos.
Perto dali, os lojistas Sebastian Davila e Luz Zavaleta apoiaram Sánchez, alegando desconfiança em relação a Fujimori.
Davila disse que o seu ceticismo vem da longa proximidade de Fujimori com o poder, desde o seu papel como primeira-dama sob o governo do seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, até ao seu tempo no Congresso e múltiplas candidaturas presidenciais. “Há algo nisso, para mim, que não gosto”, disse ele.
Zavaleta disse que Sánchez, candidato presidencial pela primeira vez, poderia oferecer uma ruptura com o passado. “Eu sei o que Keiko diz, ela está concorrendo (à presidência) há muito tempo e o povo não a quer”, disse Zavaleta. “Votei em Sánchez porque é a primeira vez e ele é um homem que pode realmente cumprir tudo o que diz”.
Apesar das suas diferenças, os moradores concordam amplamente em um ponto: Lahuaytambo foi praticamente abandonada pelo governo central e as expectativas de mudança permanecem baixas, independentemente de quem vencer.
“A margem estreita que estamos vendo na votação se deve ao crescente desencanto dos cidadãos com a política, os candidatos e os partidos”, disse Paula Munoz, cientista política da Universidade do Pacífico do Peru, relembrando que Fujimori e Sánchez, juntos, obtiveram menos de 30% dos votos no primeiro turno. “Não podemos esquecer que a maioria não está satisfeita com nenhum dos dois, então isso obriga a escolher entre dois candidatos que a maioria dos eleitores não gostou”, afirma.
Poder urbano, frustração rural
Quase um terço dos 35 milhões de habitantes do Peru vive na região metropolitana de Lima, que abrange apenas uma fração do território do país, mas concentra grande parte do seu investimento, infraestruturas e poder político.
A capital gera cerca de metade da produção econômica do Peru, enquanto as zonas rurais andinas enfrentam níveis de pobreza significativamente mais elevados, evidenciando um desequilíbrio de longa data que continua a moldar as eleições.
Essa divisão ajudou a impulsionar Pedro Castillo, um professor rural, a uma vitória estreita sobre Fujimori em 2021. Muitos veem Sánchez como o seu herdeiro político.
Lahuaytambo também apoiou Castillo, embora a sua presidência tenha sido interrompida por escândalos de corrupção, um Congresso combativo e a sua destituição após tentativa de dissolução do parlamento em 2022.
O partido Força Popular de Fujimori desempenhou um papel central nesse Congresso, e os analistas dizem que ela poderá agora voltar ao poder enfrentando um cenário político igualmente fragmentado.
Eles dizem que a sua pequena vantagem reflete as preocupações dos eleitores com o crime, bem como uma campanha mais experiente e mais bem financiada.
Memória e expectativas
Como muitos moradores mais antigos, Hugo Pumayauli lembra quando Alberto Fujimori visitou a cidade e distribuiu arroz, lentilhas e peixe, imagem que ainda ressoa décadas depois.
A campanha da sua filha voltou nesta eleição com camisetas e cartazes, revivendo essas memórias e aumentando as esperanças de assistência futura. “Como o pai dela distribuiu peixes, alguns acham que ela fará o mesmo”, disse Pumayauli.
Mas ele rejeita o que considera como doações de curto prazo, argumentando que é necessário um investimento mais profundo. “Terei algo para comer agora, mas e amanhã?” disse ele, pedindo soluções de longo prazo, como um reservatório de água para apoiar a agricultura local.
Em uma cidade dividida igualmente entre dois candidatos, essa tensão – entre a ajuda imediata e o desenvolvimento duradouro – é o desafio mais amplo que o próximo líder do Peru enfrentará.
A reunião entre Luís Montenegro e André Ventura sobre a revisão da legislação laboral terminou sem acordo, apesar de Governo e Chega manterem o diálogo em aberto. Na antena da SIC Notícias, o líder do Chega afirmou que a redução da idade da reforma é um elemento central nas negociações e que é preciso parar de se "trabalhar até morrer e com cada vez menos direitos”.
O líder do Chega é o convidado da “Grande Edição” da SIC Notícias, no dia em que se reuniu com Luís Montenegro para discutir a revisão do pacote laboral. O encontro terminou sem acordo, embora as negociações entre as partes continuem em aberto.
O líder do Chega é o convidado da “Grande Edição” da SIC Notícias, no dia em que se reuniu com Luís Montenegro para discutir a revisão do pacote laboral. O encontro terminou sem acordo, embora as negociações entre as partes continuem em aberto.
A reunião entre Luís Montenegro e André Ventura sobre a revisão da legislação laboral terminou sem acordo, apesar de Governo e Chega manterem o diálogo em aberto. Na antena da SIC Notícias, o líder do Chega afirmou que a redução da idade da reforma é um elemento central nas negociações e que é preciso parar de se "trabalhar até morrer e com cada vez menos direitos”.
Javier Bardem ya es historia de Hollywood. Este martes, el actor, de 57 años, ha participado en una de esas ceremonias que tanto gustan en el mundo de los famosos de Estados Unidos, y que le consagran como la estrella que es: ha dejado sus huellas impresas en el Teatro Chino del Paseo de la Fama de Hollywood. Es el primer español en hacerlo.
Espen Undheim sorri ao recordar os primeiros treinos em que conheceu Erling Haaland . O craque não tinha o porte físico que possui hoje, mas seu antigo treinador se lembra de ter visto lampejos de potencial naquele garoto “magro”, que demonstrava uma paixão ardente pelo esporte.
Os dois se conheceram no Bryne FK, um clube de futebol no extremo sul da Noruega. Undheim era, e ainda é, treinador das categorias de base do time, e Haaland, então com cerca de 8 anos, era uma das milhares de crianças da região ansiosas para aprender o esporte.
“O que o tornava especial era que ele sempre buscava marcar gols, mesmo quando não estava em posição de fazê-lo. Ele se movimentava e tentava se colocar em situações onde pudesse marcar”, disse Undheim à CNN Sports.
“E quando ele marcava gols, comemorava muito, correndo por todo o campo. Mesmo quando criança, eu conseguia ver que ele tinha um instinto para marcar gols.”
Pode não ter parecido provável na época, mas essa habilidade para marcar gols mais tarde levaria Haaland ao topo do futebol, onde ele agora é um dos melhores jogadores do planeta.
Seus números falam por si só. Em suas quatro temporadas no Manchester City, Haaland foi artilheiro da Premier League em três ocasiões. Além disso, precisou de apenas 111 jogos no campeonato para marcar 100 gols na competição, o jogador mais rápido a atingir essa marca.
O jogador de 25 anos também levou a Noruega à Copa do Mundo deste verão – a primeira vez que seu país se classifica para o torneio desde 1998 – e espera-se que brilhe no maior palco de todos.
Mas antes da fama e dos contratos multimilionários, Haaland era como qualquer outra criança crescendo em sua pequena cidade norueguesa.
Encontrando sua paixão
Undheim lembra-se de como Haaland e seus amigos praticamente viviam em um campo de futebol de salão na cidade. Se ele não estivesse comendo, dormindo ou na escola, podia ser encontrado lá, chutando uma bola com um grupo de garotos um ano mais velhos que ele.
Ele então começou a treinar três vezes por semana depois da escola, em um programa administrado por Undheim. Depois de alguns anos, ele foi transferido para o time juvenil de Bryne.
“Naquela época, ele era praticamente só canhoto”, disse Undheim. “Então ele teve que trabalhar muito no pé direito para melhorar.”
“Mas tudo se resumia à mentalidade dele. Se ele não recebia a bola, ficava muito bravo com os companheiros de equipe, e se não marcava gols em situações óbvias, também ficava muito bravo consigo mesmo. Isso era algo especial nele.”
Essa raiva ainda faz parte do seu jogo hoje em dia. Mesmo quando conquistou a FA Cup para o seu clube nesta temporada, Haaland ficou furioso porque um companheiro de equipe não lhe passou a bola no último lance da partida. É essa garra e essa vontade que o ajudaram a se tornar a máquina de gols que ele é hoje.
Mas o importante é que Haaland sabe como controlar essa vantagem, usando-a para ajudar a equipe, e não como uma força destrutiva.
A origem dessa mentalidade não é exatamente clara, mas houve duas influências principais, de acordo com seu ex-treinador.
Primeiro, Undheim disse que o ambiente de infância de Haaland em Byrne, uma comunidade agrícola tradicional, o ajudou a desenvolver resiliência. Segundo, ele recebia bons conselhos de seu pai, Alf-Inge Haaland, que também jogou futebol profissional pelo Manchester City.
Haaland, atacante do Manchester City, comemorando seu gol contra o Brentford • Reprodução/X/@ManCity
Mas, apesar de ter um pai famoso, Undheim afirma que Haaland não sentia nenhuma pressão extra sobre seus ombros. Quando criança, ele jogava apenas por diversão.
“Ele era um típico rapaz da cidade”, diz Undheim, sorrindo. “Era engraçado. Sempre respondia muito rápido. Antes e depois das partidas, gostava de fazer piadas.”
“Quando ouço entrevistas com ele agora, ainda posso dizer que este é o mesmo rapaz que conheço da época de Byrne… ele não mudou.”
Desenvolvimento físico
Mas as coisas começaram a ficar um pouco mais sérias à medida que ele foi subindo nas categorias de base. Aos 15 anos, ele já jogava pelo time sub-18 do Byrne e chamava a atenção de outros clubes na Noruega.
Em 2017, ele foi contratado pelo Molde, um dos maiores clubes do país. Depois de inicialmente jogar no time B, ele rapidamente chegou ao time principal com uma série de gols que atraíram a atenção de alguns dos maiores clubes da Europa.
Foi por volta dessa época que Haaland também começou a chamar a atenção da seleção nacional. Leif Gunnar Smerud é atualmente o auxiliar técnico do Angel City, time da NWSL. Mas o treinador de 49 anos iniciou sua carreira em seu país natal, a Noruega.
Em uma carreira diversificada, que também incluiu atuação como psicólogo, Smerud foi treinador de seleções de base nacionais, comandando as equipes sub-18 e sub-21, além de passagens como treinador das seleções principais masculina e feminina.
Durante sua passagem pela seleção norueguesa, ele se lembra de um pequeno burburinho em torno de um jovem jogador chamado Erling, mas disse à CNN Sports que não era nada muito diferente do normal, pelo menos no início.
“Eu o vi bem cedo”, disse ele. “Temos esses campos de treinamento na Noruega para jogadores de 14 e 15 anos.”
“Dava para ver que ele tinha paixão pelo futebol. Procurávamos jogadores que realmente tivessem paixão, quase mais do que talento, e ele tinha isso. Ele amava o futebol e isso era visível.”
“Mas o desenvolvimento dele foi interessante e ele realmente decolou numa fase posterior. Ele era bom, claro, mas não era como aquele que todos nós esperávamos.”
Foi por volta dessa época que Haaland começou a se desenvolver fisicamente por completo. Durante anos, ele teve que encontrar diferentes maneiras de driblar os defensores, muitas vezes enfrentando adversários mais fortes do que ele.
Na adolescência, porém, Haaland começou a crescer e ganhar massa muscular. É um físico que ele continuou a desenvolver a ponto de agora conseguir intimidar os defensores com seu tamanho e velocidade.
Smerud afirma que não ter tido essa vantagem física na infância foi benéfico para o seu desenvolvimento geral.
“Acho que isso ajuda muito, porque os jogadores que não são muito grandes quando crianças precisam ser inteligentes”, disse ele. “Se você é muito grande quando jovem e tem vantagem física, às vezes pode adquirir maus hábitos e se acostumar com as coisas funcionando só porque você é grande.”
“(Haaland) não tinha isso, então ele teve que trabalhar no seu tempo de reação, posicionamento, movimentação e técnica, todas essas coisas. Então eu acho que isso realmente o ajudou.”
“Acho também que o fato de ele ter o físico que tem agora o ajuda, porque é um esporte de alto nível.”
Nove gols em um jogo
Haaland representou seu país em várias categorias de base, mas foi na Copa do Mundo Sub-20 de 2019 que ele realmente se destacou.
Apesar da Noruega ter sido eliminada na fase de grupos, Haaland foi o artilheiro do torneio, com todos os seus nove gols marcados na goleada de 12 a 0 sobre Honduras.
Smerud era o treinador da seleção sub-21 na época, mas afirmou que as atuações de Haaland no torneio o levaram rapidamente à seleção principal.
Foi também nessa época que ele assinou com o time austríaco RB Salzburg, onde Haaland continuou a corresponder às expectativas.
Ele marcou 28 gols em 22 jogos em sua primeira temporada na Áustria, incluindo oito gols em seis partidas da Liga dos Campeões. Foi essa boa fase que o colocou no radar dos maiores clubes da Europa, principalmente o Manchester United.
Mas foi o gigante alemão Borussia Dortmund que venceu a corrida para contratar o jovem, concretizando uma transferência avaliada em mais de 20 milhões de dólares em 2019. Na Bundesliga, Haaland mostrou um futebol impressionante e rapidamente se tornou um dos jogadores mais cobiçados do futebol mundial.
A transferência para o City em 2022 e quatro temporadas repletas de troféus se seguiram, mas aqueles que o conheciam antes ainda conseguem ver o garotinho de Bryne.
Durante 2021, houve preocupações com a Copa do Mundo de 2022 entre os jogadores em campo. O atacante norueguês Erling Braut Haaland usa uma camiseta com o slogan “Direitos humanos, dentro e fora do campo” enquanto se aquece antes da partida •
“Acho que sua maior qualidade é ser o mesmo cara de sempre. Ele é um bom companheiro de equipe, um bom ser humano, e não acho que nada possa mudar isso”, diz Smerud.
“Os perigos do sucesso sempre existirão, mas eu ficaria muito surpreso se ele não lidasse bem com isso. Ele é de uma região do país onde as pessoas lhe dirão se ele estiver mudando demais. Ele ama sua cidade natal, ama as pessoas de lá, e se ele perder o respeito delas, acho que nada mais importará para ele.”
E embora Haaland já tenha conquistado a imaginação do mundo do futebol, ele poderá se tornar uma estrela ainda maior se conseguir ter um bom desempenho na Copa do Mundo deste verão.
A Noruega enfrenta um grupo difícil ao lado de França, Senegal e Iraque, mas tem talento suficiente para lutar por uma vaga nas fases eliminatórias.
Os noruegueses enfrentarão o Iraque em sua primeira partida da fase de grupos, nesta terça-feira (16), e Haaland deverá fazer sua estreia na Copa do Mundo.
Aconteça o que acontecer, ele terá o apoio de sua cidade natal, Bryne. Undheim afirma que há planos para convidar 1.000 jovens jogadores para o campo coberto onde Haaland costumava jogar, para assistirem à partida entre Noruega e França.
“Estamos muito orgulhosos dele. Em nossa arena coberta, temos um quadro dele com 50 metros de altura e 15 metros de largura”, diz Undheim.
“Ele é muito, muito popular, claro, e as pessoas estão ansiosas para vê-lo na Copa do Mundo.”
"No nos diferenciamos por ser un centro en el que no haya problemas, todo lo contrario". Estas son las palabras con las que la directora del IES Benito Pérez Armas, Esther Alonso, describe a su propio centro. A priori cuesta imaginar que un espacio como este acabe de recibir un premio de la Consejería de Educación por su modelo de Convivencia, Bienestar y Protección. De hecho, el equipo viajó este martes hasta La Gomera para recoger estos Distintivos de Excelencia 2025, que también fueron otorgados a otros diez centros del Archipiélago por la calidad de sus proyectos. Sin embargo, este galardón no es fruto de un milagro, ni tampoco de ningún truco de magia. Lo que de verdad diferencia a esta comunidad educativa de otros institutos del Archipiélago es su compromiso con el bienestar del alumnado.
O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, presenteou o chanceler do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, com uma camisa da Seleção Brasileira durante um encontro de embaixadores de países latino-americanos nesta terça-feira (16), na capital iraniana.
O canal oficial do ministro das Relações Exteriores do Irã no Telegram divulgou uma foto do embaixador brasileiro segurando a camisa da Seleção, lado do chanceler iraniano. Segundo o comunicado, a entrega do presente aconteceu à margem da reunião de embaixadores e chefe de missões estrangeiras em Teerã com Abbas Araghchi.
“Neste breve encontro, os embaixadores do Uruguai e do Brasil, em um ato simbólico e ao mesmo tempo do clima apaixonante da Copa do Mundo, entregaram as camisas das seleções nacionais de futebol de seus países ao Ministro das Relações Exteriores do nosso país”, diz a publicação no Telegram.
O comunicado ainda afirma que o ministro iraniano enfatizou a necessidade de “desenvolver a cooperação em vários campos e, apreciando a iniciativa dos embaixadores do Brasil e do Uruguai, considerou importante o papel da diplomacia esportiva no fortalecimento da proximidade das nações”.
Embaixador do Uruguai entrega camisa da Seleção ao chanceler do Irã • Reprodução/Telegram
Fontes confirmaram ao analista de Política da CNN Caio Junqueira que a diplomacia brasileira vê o acordo provisório como positivo, mas ainda enxerga há muitas “ameaças” à sua viabilização. Entre elas, a oposição interna de setores americanos ao acordo e a resistência de Israel.
O capitão da 'equipa das quinas' deixou uma mensagem de confiança e união aos adeptos da Seleção Nacional na véspera da estreia no Mundial 2026. Portugal defronta na quarta-feira a República Democrática do Congo, pelas 18h00, num jogo que será transmitido em direto na SIC.
As ações da SpaceX registaram uma valorização de quase 30% desde a sua aguardada estreia no mercado público na passada sexta-feira, demonstrando um forte apetite dos investidores pela “revolução espacial” e pela empresa emblemática de Elon Musk.
Em negociação pré-market, os títulos da tecnológica aeroespacial subiram mais 3%, aproximando-se da marca dos 200 dólares por ação. Este desempenho confere à SpaceX uma capitalização bolsista estimada em cerca de 2,6 biliões de dólares, impulsionada pelo domínio da empresa nos serviços de lançamento orbital, pelas elevadas barreiras à entrada de concorrentes, pela sua liderança tecnológica e pela importância estratégica da rede Starlink, cujo valor prático ficou recentemente demonstrado no conflito na Ucrânia.
De acordo com uma análise de mercado divulgada pela corretora XTB, este forte impulso resultou num prémio de avaliação extraordinário que se torna difícil de justificar através da análise fundamental tradicional, embora o ativo possa continuar a desafiar os quadros de avaliação convencionais se o sentimento do mercado se mantiver favorável.
Caso as ações da SpaceX duplicassem em relação aos níveis atuais e atingissem os 400 dólares, a construtora ultrapassaria a Nvidia em capitalização de mercado.
No entanto, a análise realça que os fundamentais financeiros divergem significativamente: enquanto a SpaceX registou um prejuízo líquido de 4,94 mil milhões de dólares em 2025 (após um lucro inferior a 800 milhões de dólares em 2024), a Nvidia gerou mais de 120 mil milhões de dólares em lucro líquido só no ano de 2025.
Os analistas alertam ainda que, caso o sentimento geral do mercado se deteriore, a realidade económica poderá alcançar a empresa, cujos membros da administração continuam impossibilitados de vender ações devido a restrições de bloqueio (lock-up) por mais alguns meses.
Paralelamente à dinâmica das ações, a SpaceX parece decidida a estabelecer as suas próprias regras no relacionamento com os investidores, quebrando com os canais de comunicação financeira convencionais.
A empresa planeia publicar os seus resultados financeiros exclusivamente no seu site corporativo e na rede social X, contornando as agências e os serviços tradicionais de notícias.
Embora esta estratégia proporcione à SpaceX um maior controlo sobre as mensagens, o momento da publicação e a apresentação da informação, o mercado alerta para o reverso da medalha: os investidores passarão a depender de canais controlados diretamente pela empresa, e alguns participantes que dependem dos sistemas tradicionais de informação financeira poderão enfrentar uma acessibilidade reduzida às divulgações corporativas.
Quase metade das empresas portuguesas, 43%, afirma estar a sentir os efeitos da guerra comercial em curso, que está a pressionar os custos dos produtos e as margens comerciais em 25% dos casos. Os dados constam do Estudo de Gestão de Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform.
O peso da instabilidade tarifária disparou face à ronda anterior do inquérito, realizada no outono, quando apenas 12% das empresas reportavam impacto. Atualmente, a incerteza em torno da evolução das tarifas já afeta uma em cada quatro empresas. Além disso, 3% das inquiridas indicam estar ativamente à procura de novos parceiros comerciais para contornar o custo das tarifas.
O estudo aponta a crescente incerteza do ambiente geopolítico como o principal desafio diário para o tecido produtivo nacional, referido por 38% das empresas. Seguem-se os encargos burocráticos e regulamentares, com 33%, os atrasos nos pagamentos e os custos laborais, ambos com 31%, e a redução das margens comerciais, com 30%.
Outros obstáculos identificados incluem a dificuldade em atrair novos clientes, citada por 25% das empresas, e o aumento da concorrência, referido por 20%.
SA Crédito y Caución é uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 22,1%. Presente também em Espanha e no Brasil, opera no resto do mundo como Atradius e integra o GCO, com presença direta em mais de 50 países.
A Iberinform, filial da Crédito y Caución, atua nas áreas de marketing, vendas, financeira e risco, transformando dados de negócios em informação através de análise avançada e algoritmos preditivos, com base em 400.000 entrevistas anuais a empresas, registo comercial, notariado e outras fontes públicas.
Portugal, Espanha e Itália deverão reforçar a cooperação tecnológica com a criação de uma plataforma mediterrânica-atlântica para acelerar o investimento e a inovação em tecnologias de ponta (“deep tech”), uma iniciativa que será formalizada durante a XIX Cimeira Cotec Europa, que decorre hoje e quarta-feira em Veneza.
A nova agenda de cooperação, que conta com o apoio dos chefes de Estado dos três países e da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, prevê a assinatura de um memorando de entendimento para lançar uma plataforma destinada a mobilizar capital, articular ecossistemas de inovação e apoiar o crescimento de empresas tecnológicas europeias com potencial de escala global.
A iniciativa, designada Mediterranean-Atlantic Deep Tech Fund-of-Funds, envolverá instituições como o Banco Português de Fomento, o Centro para el Desarrollo Tecnológico y la Innovación (CDTI), de Espanha, e a Cassa Depositi e Prestiti, de Itália, procurando desenvolver mecanismos conjuntos de investimento, inovação tecnológica e crescimento empresarial.
No âmbito deste reforço da cooperação será também criado o Cotec Committee for Mediterranean-Atlantic Innovation, uma estrutura permanente entre as três organizações Cotec destinada a desenvolver uma agenda comum de inovação, investimento e cooperação tecnológica e a acompanhar a evolução da futura plataforma.
Segundo a organização, esta iniciativa responde a um dos principais desafios identificados na estratégia europeia de competitividade, nomeadamente a necessidade de ultrapassar a fragmentação dos mercados de capital, reforçar o financiamento da inovação de base científica e tecnológica e aproximar investigação, indústria e investimento.
A XIX Cimeira Cotec Europa decorre este ano sob o tema “Repensar o trabalho na era da IA: Transformação, Oportunidade, Governação” e reúne líderes académicos, empresariais, institucionais e políticos de Portugal, Espanha e Itália para debater o impacto da inteligência artificial no futuro do trabalho, nas competências, nos modelos organizacionais, na competitividade empresarial e na governação ética da inovação.
De acordo com a Cotec Portugal, o encontro dá continuidade à agenda lançada na edição de 2025, realizada em Coimbra, num contexto em que a Europa procura reforçar a sua competitividade, autonomia tecnológica e capacidade industrial face à crescente competição geopolítica e à aceleração da transformação tecnológica.
Entre os temas em discussão estarão os riscos e oportunidades associados à inteligência artificial, os desafios da sua governação e regulação, a transformação das organizações e a visão das novas gerações sobre o futuro do trabalho.
Numa nota divulgada antes do encontro, o diretor-geral da Cotec Portugal, Jorge Portugal, defendeu que os três países “reúnem hoje um conjunto de ativos complementares” capazes de afirmar o espaço mediterrânico-atlântico como uma das regiões de inovação mais competitivas da Europa, sublinhando a necessidade de os transformar “numa agenda comum com escala, velocidade, investimento e cooperação”.
A Aon Portugal anunciou esta terça-feira o reforço da sua estrutura com a entrada de Bernardo Sottomayor para a área de Sales, de Maria Carolina Gonçalves como diretora de M&A e Transaction Solutions e de Vasco Girão Severo como diretor executivo da área de Grandes Clientes.
Segundo a empresa, estas contratações visam consolidar competências em segmentos-chave do negócio, numa altura em que as empresas enfrentam contextos de maior complexidade e necessidade de gestão de risco.
Bernardo Sottomayor chega à área comercial com experiência em consultoria estratégica e desenvolvimento de negócio, tendo passado pela EY-Parthenon, onde desempenhou funções de principal e diretor. Ao longo do seu percurso, esteve envolvido em projetos de crescimento, transformação e definição estratégica em diferentes setores, depois de iniciar carreira nas áreas de banca e setor público.
Já Maria Carolina Gonçalves integra a área de M&A e Transaction Solutions, onde terá um papel na assessoria a processos de fusões e aquisições, incluindo a estruturação de soluções seguradoras associadas a transações. Com experiência na assessoria jurídica a investidores nacionais e internacionais, tem trabalhado em operações imobiliárias, incluindo portfolios, projetos logísticos, escritórios e retail parks.
Por sua vez, Vasco Girão Severo assume a liderança executiva da área de Grandes Clientes, sendo responsável pela coordenação estratégica e pela definição de soluções integradas para organizações com perfis de risco complexos, muitas delas com operações internacionais. O gestor traz experiência em liderança, desenvolvimento de negócio e gestão estratégica no setor segurador e da consultoria.
Citado em comunicado, o CEO da Aon Portugal, Carlos Freire, afirma que “estas contratações refletem a nossa aposta contínua no reforço de áreas estratégicas para o crescimento da Aon em Portugal”, sublinhando a ambição de “antecipar desafios e apoiar os clientes com soluções mais integradas e orientadas para a criação de valor”.
A empresa destaca ainda que o reforço da equipa permitirá aumentar a capacidade de apoio a clientes em processos de transformação, investimento e gestão de riscos, num contexto de crescente competitividade no mercado nacional.