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PCP questiona financiamento de 60 mil euros da Câmara de Braga à Cimeira da Indústria

O PCP de Braga acusou a câmara local de brincar com o dinheiro público, ao financiar com 59.988 euros, através de três ajustes diretos, a Cimeira da Indústria, que reuniu “a fina flor do capitalismo nacional e regional”.

Em comunicado, o PCP refere que vai remeter participações à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), ao Tribunal de Contas e à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), para que sejam analisados os contornos financeiros do apoio do município.

O apoio foi atribuído através de três ajustes diretos, pela câmara (19.999 euros) e pelas empresas municipais TUB – Transportes Urbanos de Braga (19.999 euros) e AGERE- Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (19.990 euros).

O limite legal para a realização de um ajuste direto na aquisição de bens e serviços é de 20 mil euros.

Câmara responde que “não é um gasto”

Contactado pela Lusa, a câmara de Braga refere que “qualquer contratação prestada pelos municípios ou pelas empresas municipais está sujeita às regras estritas da contratação pública e fiscalização de custos, tal como aconteceu nesta situação”.

“Investimentos em montras como esta validam o trabalho de Braga e das suas empresas e capitalizam novas oportunidades. Não é um gasto, mas sim um investimento na atração de capital”, acrescenta.

Comunistas dizem que foi um “grande desvio”

O PCP refere que a Cimeira da Indústria, organizada pelo jornal Observador e que decorreu no dia 26 de maio em Braga, “juntou a fina flor do capitalismo nacional e regional” e “projetou os interesses de grandes grupos económicos e financeiros com atividade na região de Braga e no país”.

“A Câmara de Braga financiou um evento que teve como participantes a Bosch Portugal, Banco BPI, Siemens Portugal, Continental Mabor, Tabaqueira, TMG e DST Group, que, em conjunto, apresentam lucros de, pelo menos, mais de 800 milhões de euros (só o BPI teve lucros acima de 500 milhões de euros)”, acrescenta.

Para o PCP, trata-se de um “grave desvio” de dinheiro dos bracarenses para iniciativas de grupos milionários.

“Os munícipes de Braga e os trabalhadores das empresas municipais, que ajudaram a pagar estes luxos dos patrões, merecem explicações. Não se brinca com o dinheiro público que deve garantir boas condições de vida e de trabalho para todos os munícipes”, diz ainda o PCP.

A Câmara diz que o dinheiro “não foi para organizar a cimeira, mas para assegurar serviços de promoção institucional de Braga no âmbito do evento, nos termos legalmente previstos”.

Sustenta que a Cimeira da Indústria foi uma iniciativa pública, de entrada livre, realizada em Braga sobre “temas essenciais” para o desenvolvimento económico do concelho e do país.

“Braga tem uma economia forte, empresas relevantes, capacidade industrial e ambição de atrair ainda mais investimento. A Câmara Municipal de Braga não se envergonha de promover o concelho junto de decisores económicos, empresariais, políticos e académicos”, remata o município.

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José Fonte homenageado como “lenda do futebol português”

O internacional português José Fonte foi hoje alvo de uma cerimónia oficial de despedida pelo final da sua carreira pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), cujo presidente o caracterizou como “uma lenda do futebol português”.

O futebolista de 42 anos, que se retirou dos relvados a 28 de maio último pelo Casa Pia, numa partida diante do Torreense, na segunda mão do play-off que garantiu aos ‘gansos’ a manutenção na I Liga, foi homenageado por Pedro Proença, responsável máximo pela FPF, que destacou as suas 50 internacionalizações por Portugal e o contributo de excelência que o tornou, em seu entender, “um dos pilares” da geração lusa que conquistou o Euro2016.

“O José é, atrevo-me a dizer, um dos pilares da nossa seleção, da seleção que nos deu uma das nossas maiores alegrias até hoje, até à data em que vamos embarcar para os Estados Unidos. Despede-se com 50 jogos pela seleção nacional e hoje, no dia em que celebramos a sua carreira, é um prazer chamar a José Fonte aquilo que ele é – uma lenda do futebol português”, assinalou Proença.

José Fonte foi aplaudido por mais de meia centena de convidados, entre os quais estiveram antigos companheiros de seleção nacional, como Rui Patrício e Éder, ambos também já retirados.

“É um campeão em todos os aspetos e como um homem é um exemplo para todos nós e para a formação em Portugal, porque foi um jogador que passou por várias adversidades – foi dispensado e conseguiu dar a volta por cima. Estes jovens devem também olhar para o percurso do José Fonte com ambição, porque ele fê-lo de uma forma extraordinária”, realçou Éder, que se notabilizou por ter marcado o golo que permitiu a Portugal derrotar a França na final do Euro2016 e alcançar essa inédita conquista para o futebol português.

Estiveram igualmente presentes os antigos internacionais João Vieira Pinto e Pedro Pauleta, atualmente diretores da FPF, e o selecionador nacional Roberto Martínez, que se encontra no estágio da equipa portuguesa, concentrada na Cidade do Futebol até esta sexta-feira, data em que partirá rumo aos Estados Unidos para disputar o Mundial2026.

José Fonte anunciou o fim da carreira a 17 de maio, “a lutar, sem desculpas, com a mesma fome do primeiro dia”, logo após o Casa Pia ter terminado a I Liga portuguesa de futebol na 15.ª posição, o que o obrigou a disputar o play-off.

Ao serviço do Casa Pia na última época, o defesa central participou em 20 partidas, com um golo marcado, e notabilizou-se numa carreira dividida entre Portugal, Inglaterra, França e China, num total de 882 jogos oficiais.

Após ter concluído a sua formação no Sporting, José Fonte cumpriu as primeiras épocas como sénior em Felgueiras, Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira e Estrela da Amadora, os dois últimos emprestado pelo Benfica, que nunca representou em jogos oficiais.

O central rumou a Inglaterra, onde alinhou no Crystal Palace, Southampton e West Ham, e passou meia época no futebol chinês, no Dalian Pro, para depois seguir para o Lille, onde, em cinco épocas, conquistou uma liga e uma Supertaça francesas.

Fonte regressou a Portugal em 2023, para reforçar o SC Braga, ao serviço do qual conquistou uma Taça da Liga, e completou o seu percurso profissional no Casa Pia, emblema por que jogou nas últimas duas temporadas.

Pela seleção portuguesa de futebol, o defesa atingiu os pontos mais altos da sua carreira, tendo levantado os troféus do Euro2016 e também a Liga das Nações, em 2018/19.

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Tem alergias? Cuidado, nos próximos dias há concentrações elevadas de pólen

A concentração de pólenes na atmosfera vai manter-se elevada na maioria das regiões de Portugal continental na próxima semana e com valores baixos nos Açores e na Madeira, segundo o Boletim Polínico hoje divulgado.

Segundo as previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), entre sexta-feira e a próxima quinta-feira, dia 18, os distritos de Coimbra (Região da Beira Litoral), Castelo Branco (Região da Beira Interior), Lisboa, Setúbal e Évora (região do Alentejo) estarão em risco elevado de concentração de pólen, sobretudo das árvores oliveira e sobreiro e das ervas gramíneas tanchagem, quenopódio, azeda, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Nos distritos de Coimbra (Região da Beira Litoral), Castelo Branco (Região da Beira Interior), Lisboa e Setúbal destaca-se também o pólen dos carvalhos.

Em Évora (região do Alentejo), haverá também concentração de pólen de eucalipto.

No norte do país, em Vila-Real (região de Trás-os-Montes e Alto Douro) a concentração de pólen no ar irá registar valores de risco moderado a elevado e a concentração de pólen será sobretudo das árvores oliveira, sobreiro e carvalho e das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, azeda, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

No Porto (região de Entre Douro e Minho) e no sul do país, em Faro (região do Algarve), haverá uma concentração de pólenes moderada e em ambas as regiões se destacam o pólen das árvores oliveira, sobreiro e carvalho e das ervas gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

No Funchal (região autónoma da Madeira), a concentração de pólen na atmosfera encontra-se baixa, observando-se grãos de pólen das árvores cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano e também das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Em Ponta Delgada (região autónoma dos Açores), a concentração de pólen na atmosfera será baixa. Na atmosfera observam-se os pólenes das árvores cipreste (e/ou criptoméria), pinheiro e também das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

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Mais de 200 bombeiros e 7 meios aéreos. Incêndio em Terras de Bouro continua com 2 frentes ativas

O incêndio que deflagrou na noite de quarta-feira no concelho de Terras de Bouro, estava hoje, pelas 19:00, a ser combatido por cerca de 200 operacionais, 58 veículos terrestres e sete meios aéreos.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado adiantou à agência Lusa que o incêndio, com origem na freguesia de Valdosende, continua a lavrar com duas frentes ativas, numa encosta e a consumir mato, sublinhando não haver casas ou bens em risco.

Este incêndio foi tendo ao longo do dia de hoje vários momentos de reforço de meios terrestres e aéreos.

Às 06:30, o combate às chamas mobilizava 75 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 18 veículos, estando “a consumir uma área de mato numa encosta de difícil acesso”, indicou na ocasião o Comando Sub-regional do Cávado.

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Hospital de Braga vai ter Via Verde AVC durante 24 horas por dia

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga passará a assegurar, a partir de 01 de julho, a resposta da Via Verde AVC em regime contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULS refere que aquela evolução só é possível graças ao alargamento da cobertura da Neurorradiologia de Intervenção (NRI) ao período noturno.

“Até agora, a resposta nesta área encontrava-se assegurada entre as 08:00 e as 24:00. A inexistência de cobertura permanente obrigava à transferência anual de cerca de 25 a 30 doentes para hospitais do Grande Porto, com impacto nos tempos de acesso ao tratamento”, acrescenta.

Com a entrada em vigor do horário alargado, os utentes da área de influência da ULS Braga deixam de precisar daquelas transferências noturnas, passando a beneficiar de uma resposta “imediata e diferenciada numa situação clínica em que cada minuto é determinante para o prognóstico e recuperação”.

“A resposta permanente integra também o apoio contínuo à teleconsulta de NRI no âmbito das ativações da Via Verde AVC provenientes dos hospitais referenciadores”, diz ainda a ULS Braga.

Criada equipa multidisciplinar dedicada

Para garantir a cobertura contínua, a ULS Braga constituiu uma equipa multidisciplinar dedicada, composta em cada momento por um médico do Serviço de Neurorradiologia, um médico e um enfermeiro afetos do Serviço de Anestesiologia, um enfermeiro afeto ao Serviço de Imagiologia e um Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica.

Além disso, reforçou a equipa de Neurologia.

“O novo modelo assistencial representa um investimento superior a meio milhão de euros e permitirá realizar entre mais 50 e 75 trombectomias mecânicas por ano, consolidando a elevada diferenciação técnica e clínica já existente na instituição”, lê-se no comunicado.

Sublinha que o alargamento assistencial “ganha especial relevância” por acontecer precisamente um ano após os constrangimentos sentidos naquela Via Verde.

“Com esta resposta permanente, damos um passo decisivo na consolidação da capacidade da ULS Braga para tratar doentes com AVC de elevada complexidade, garantindo acesso atempado a terapêuticas diferenciadas e evitando transferências para outras unidades hospitalares”, destaca o presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.

Permitirá “ganhos de eficiência” para o SNS

Para Américo Afonso, este é um investimento “que reforça a qualidade dos cuidados prestados, melhora os resultados clínicos e aproxima os cuidados de saúde das populações”.

Além dos benefícios clínicos para os utentes, a reorganização permitirá “ganhos de eficiência” para o Serviço Nacional de Saúde, através da redução dos transportes inter-hospitalares e da retenção de atividade assistencial altamente diferenciada.

“Alinhada com as melhores práticas internacionais, a ULS Braga reforça, assim, a sua posição como centro de referência no tratamento do AVC, assegurando uma resposta cada vez mais robusta, segura e próxima dos cidadãos”,lê-se ainda no comunicado.

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Empresa que faliu e ganhou nova vida em Barcelos vai entrar em campo com 5 seleções no Mundial

Uma tecnológica de Barcelos está representada em força no Mundial de Futebol 2026, seja com caneleiras à medida adotadas por pelo menos cinco seleções, seja com meias de compressão popularizadas pelo guarda-redes alemão Manuel Neuer.

“Podemos dizer que seremos a marca portuguesa mais representada no Mundial”, disse o CEO da Sak Project à Lusa.

João Pestana disse ainda esperar que o Mundial constitua um “impulso significativo” no negócio da empresa, que este ano já prevê faturar meio milhão de euros, contra os 200 mil de 2025.

“Sempre que algum futebolista mostrar uma caneleira ou uma meia com o nosso nome, a marca sofrerá imediatamente um impulso significativo, porque será vista por milhões e milhões de pessoas em todo o mundo”, referiu.

Usadas por atletas de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil

Segundo João Pestana, no Mundial que hoje começa as caneleiras da Sak serão usadas por jogadores de “pelo menos” cinco seleções, designadamente Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil.

“No caso da Seleção Nacional, estamos a falar da esmagadora maioria dos jogadores, entre os quais Diogo Costa, Vitinha, João Neves, Diogo Dalot, João Cancelo, Rafael Leão, Nélson Semedo, Rúben Neves, Tomás Araújo e Francisco Trincão”, apontou.

Sublinhou que Diogo Costa estreou as suas caneleiras atuais no Campeonato da Europa de 2024, disputado na Alemanha, no dia em que defendeu três grandes penalidades consecutivas.

Explicou que são caneleiras feitas “totalmente à medida”, com base em tecnologia de 3D scan.

“Depois do scan, fazemos um molde de cada uma das pernas do jogador e criamos caneleiras completamente ajustadas, completamente à medida”, descreveu.

“Tem sido uma loucura”

Já o negócio das meias de compressão “disparou” no início deste mês, depois de terem sido apontadas por um jornal alemão como o segredo da recuperação do guarda-redes Manuel Neuer.

“De repente, começámos a ter mais de 200 encomendas por dia, todas oriundas da Alemanha. Tem sido uma loucura”, referiu João Pestana.

Atualmente, a Sak tem lojas físicas em 12 países da Europa, mas a empresa espera que o Mundial lhe abra novos horizontes.

A marca faliu em 2020, em Viseu, devido à pandemia. Em 2023, foi recuperada por João Pestana e mais dois sócios, num investimento de 300 mil euros, tendo sido transferida para a freguesia de Vilar do Monte, em Barcelos.

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Grupo privado de lares de idosos duplica camas em Barcelos e Amares

O grupo SER – Senior Exclusive Residences lidera o setor das residências assistidas e dos cuidados continuados em Portugal, com 1.386 camas em funcionamento e a intenção de alcançar duas mil camas até 2030. Em Barcelos e Amares, prevê aumentar de 155 para 336 o número de camas disponíveis.

Na freguesia de Tregosa (Barcelos), a capacidade deverá passar de 95 para 195 camas, enquanto que em Caldelas (Amares) a expansão prevista permitirá aumentar de 60 para 141 camas. Estas duas unidades integram o grupo SER desde 2021 e 2022, respetivamente.

Investimento de 9,5 milhões na compra de 5 unidades

A liderança acontece na sequência da aquisição de cinco unidades ao Grupo Naturidade, que representam 296 camas, num investimento de 9,5 milhões de euros, referiu a CoRe Capital, um dos acionistas.

Paralelamente, o SER prevê colocar em funcionamento até novembro mais 430 camas de cuidados continuados, resultantes de um investimento de 22 milhões de euros, lançado em 2024.

“No decurso de 2027, vamos acrescentar 42 camas às unidades que adquirimos ao Grupo Naturidade, fixando-nos nessa altura nas 1.428 camas. Mas não ficaremos por aí: temos um ‘pipeline’ de novos investimentos em avaliação e negociação para alcançar, até 2030, as duas mil camas em operação”, afirmou o CEO do grupo SER, Pedro Capitão.

A integração da Naturidade permitirá igualmente um aumento da dimensão económica do grupo. As nove unidades atualmente operadas pelo SER registaram receitas de cerca de 15 milhões de euros em 2025. Com as 16 unidades em pleno funcionamento, o grupo estima atingir uma faturação de 45 milhões de euros em 2027, ano em que Pedro Capitão acredita que poderá ser de “consolidação do grupo SER como operador de referência do setor em Portugal, uma marca que representa a qualidade de serviço para os segmentos médio e médio-alto nas regiões Norte, Centro e de Lisboa”.

A totalidade das 430 novas camas previstas para este ano será integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), através de contratos celebrados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A escassez de camas de cuidados continuados contribui para internamentos hospitalares sociais, “representando mais de 10% do total de internamentos no SNS, gerando custos anuais superiores a 300 milhões de euros” e levando ao “adiamento de muitas intervenções cirúrgicas por falta de camas disponíveis nos hospitais”.

“Há uma aposta clara do SER num setor que o Estado considera uma prioridade nacional, com falta de 30 mil novas camas a médio prazo”, afirmou o sócio da CoRe Capital e presidente do conselho de administração do grupo SER, Pedro Araújo e Sá.

O grupo SER opera nos dois segmentos principais do mercado das residências assistidas: os chamados estabelecimentos residenciais para pessoas de idade (ERPI) e as camas das unidades de cuidados continuados integrados (UCCI) contratadas com a respetiva rede nacional.

Além da expansão da capacidade instalada, o grupo está a desenvolver iniciativas destinadas a reforçar a qualidade dos serviços prestados. Entre elas incluem-se projetos de investigação em parceria com a Universidade do Porto nas áreas das demências, nutrição, fisioterapia, cognição e terapia ocupacional.

O administrador responsável pelas operações, Francisco Ribeiro, adiantou ainda que o grupo pretende certificar todas as suas unidades na metodologia Humanitude nos próximos dois anos, colocando a humanização dos cuidados no centro do modelo operacional.

A CoRe Capital entrou no setor das residências assistidas em 2020 através do fundo CoRe Restart. Em 2024, mobilizou o fundo CoRe Consolida para acelerar a expansão da operação e, em 2025, lançou a marca SER, que passou a concentrar as atividades do grupo neste segmento. O mesmo fundo financiou a recente aquisição das unidades do Grupo Naturidade.

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13.611 sócios podem votar nas eleições do Vitória SC

 As eleições para os órgãos sociais do Vitória SC, agendadas para sábado, reúnem 13.611 sócios que cumprem os requisitos para votar, informou hoje o clube da I Liga portuguesa de futebol, no site oficial.

O Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense vai acolher, entre as 09:00 e as 19:00, a Assembleia-Geral eleitoral dos minhotos, que admite a participação de todos os sócios com mais de 18 anos e mais de um ano de filiação no clube, que tenham pagado a quota relativa a maio até 31 de maio e que apresentem a quota de junho paga no dia da votação.

A lista A, encabeçada por Belmiro Pinto dos Santos, a lista B, de Júlio Vieira de Castro, a lista C, de Viriato Sampaio, e a lista D, de Rui Rodrigues, concorrem aos órgãos sociais para o triénio entre 2026 e 2029, num escrutínio com recorde de candidatos na história do emblema vimaranense.

No sufrágio anterior, realizado em 01 de março de 2025, em que o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, derrotou Luís Cirilo Carvalho, havia 12.787 sócios inscritos nos cadernos eleitorais.

As eleições de sábado, nas quais cada sócio tem direito a um voto, realizam-se por causa da demissão de António Miguel Cardoso, oficializada em 14 de abril, após o dirigente ter prometido que deixaria a liderança do Vitória caso a equipa principal de futebol não atingisse uma das cinco primeiras posições na edição 2025/26 da I Liga, o que sucedeu, com o nono lugar.

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Luís Quintais vence prémio literário de 15 mil euros atribuído por construtora de Braga

O poeta Luis Quintais venceu a edição deste ano do Grande Prémio de Literatura DST, no valor de 15 mil euros, pela obra “Nocturama”, anunciou hoje a empresa que atribui o galardão.

Em comunicado, a dst indicou que o prémio “reconhece uma obra que confirma a singularidade do percurso literário de Luís Quintais”, que classifica como “uma das vozes mais consistentes da poesia portuguesa contemporânea”.

O júri, presidido por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, composto também por Cândido de Oliveira Martins e Carlos Mendes de Sousa, destacou “uma notável construção de linguagem, uma poética que enlaça pensamento e emoção, tanto nos registos biográficos como na análise da realidade social, e uma escrita em que o sentido de medida se torna não raro apelativo”.

“Notações de luz e sombra enquanto evidência de energia criativa e um engenho aprimorados”, descreve o júri, destacando que a obra de Luís Quintais, “de livro em livro, se tem afirmado por uma singularidade admirável”.

Para o poeta e ensaísta, é “muito gratificante” receber o Grande Prémio de Literatura dst, sobretudo por celebrar aquele que considera ser um dos seus “livros mais significativos num percurso que faz trinta anos em 2026”, data em que o prémio lhe é atribuído.

José Teixeira, presidente do dstgroup, salienta que “o Grande Prémio de Literatura dst continua a afirmar a literatura como um lugar de pensamento, de inquietação e de construção de sentido”.

Quanto à obra de Luís Quintais, José Teixeira considera que “confirma a força da palavra poética enquanto instrumento de lucidez, de resistência e de revelação”.

“Há livros que iluminam e eliminam o vazio existencial e restauram o propósito e o significado da vida. Há livros que nos provam que a poesia pode salvar a economia. ‘Nocturama’ é um desses livros”, acrescentou

A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á no dia 27 de junho, no Theatro Circo, em Braga.

No mesmo dia, Luís Quintais participará numa conversa aberta ao público no MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, proporcionando um momento de encontro entre o autor, os leitores e o universo literário que sustenta a obra vencedora.

Segundo o grupo dst, a edição deste ano, dedicada à poesia, “reafirma a relevância de um prémio que, ao longo de mais de três décadas, tem distinguido algumas das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea”.

Alternando, anualmente, entre poesia e prosa, o Grande Prémio de Literatura dst conta no seu historial com autores como Luísa Costa Gomes, José Viale Moutinho, Teolinda Gersão, João de Melo, Lídia Jorge, João Luís Barreto Guimarães e Fernando Guimarães.

No ano passado, a obra vencedora foi “Visitar Amigos e Outros Contos”, de Luísa Costa Gomes.

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‘Call center’ pode ficar no edifício da Câmara de Fafe até final do ano

O ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços que ocupa um edifício camarário em Fafe, vai poder manter-se naquelas instalações até 31 de dezembro, informou hoje a Câmara Municipal.

“Importa igualmente esclarecer que a Intelcia remeteu formalmente ao Município um pedido de extensão do prazo de permanência nas atuais instalações, solicitando a desocupação até 31 de dezembro de 2026, por forma a garantir uma transição organizada e sem sobressaltos. O pedido foi deferido favoravelmente pela Câmara Municipal, compreendendo a necessidade de criar condições para uma transição mais estável e salvaguardar os postos de trabalho”, lê-se num esclarecimento da autarquia enviado à Lusa, no qual não é especificado de quando data esta decisão.

Esta resposta surge depois de, na quarta-feira, mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia terem realizado uma concentração diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongasse até 31 de dezembro o arrendamento do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Hoje, admitindo que a decisão de prolongar a permanência nas instalações não foi tornada pública antes, fonte do Município de Fafe referiu à Lusa que a decisão é anterior ao protesto.

No esclarecimento da autarquia, esta recorda que teve em 2015 “um papel decisivo na instalação desta operação no concelho, através da celebração de um protocolo que permitiu a implementação de um centro de contacto em Fafe, assumindo desde então uma postura de permanente colaboração institucional com a empresa”.

“Ao longo dos últimos 10 anos, primeiro com a Randstad II e posteriormente com a Intelcia, a autarquia acompanhou a consolidação desta operação enquanto importante fonte de emprego, qualificação profissional e dinamização económica local”, lê-se.

A Câmara acrescenta que, em 2021, apesar do contrato inicial se encontrar praticamente cessado, autorizou a renovação anual do arrendamento do imóvel municipal, permitindo a continuidade da atividade que se prolongou por mais cinco anos, num quadro de cooperação e estabilidade.

No entanto, “com a criação do novo Departamento Municipal de Segurança e Fiscalização, agregando os serviços de Polícia Municipal, Proteção Civil e Fiscalização, tornou-se necessário recuperar o edifício municipal para instalação de serviços públicos essenciais, reforçando a capacidade de resposta e proximidade à população”, acrescenta.

“Ainda assim, o Município privilegiou, desde o primeiro momento, uma transição responsável, equilibrada e dialogante, comunicando a denúncia do contrato com uma antecedência superior (dobro) à legalmente exigida e prevista no contrato”, garante, reafirmando “total disponibilidade para continuar a colaborar e sensibilizar a empresa no sentido de manter os postos de trabalho e a atividade no concelho”.

Na quarta-feira, Inês Silva contou que a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Revelou ainda que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

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Internacional neerlandês sub-21 reforça Famalicão

O defesa neerlandês Finn van Breemen assinou contrato válido por quatro temporadas com o Famalicão, após transferência definitiva dos suíços do Basileia, anunciou hoje o clube da I Liga portuguesa.

O central, de 23 anos, chega ao emblema minhoto depois de três épocas ao serviço do Basileia, formação pela qual conquistou o campeonato e a Taça da Suíça, além de ter participado na Liga Conferência.

Formado no ADO Den Haag, dos Países Baixos, Finn van Breemen estreou-se pela equipa principal antes de se transferir, em 2023, para o clube helvético, percurso que lhe valeu também a chamada à seleção neerlandesa de sub-21.

Em declarações aos meios de comunicação do Famalicão, o defesa manifestou satisfação pelo novo desafio, considerando uma “honra” representar o clube minhoto e elogiando o estilo de jogo da equipa, que classificou como “bem organizada” e adepta de um futebol “corajoso e de qualidade”.

O jogador revelou ainda ter recolhido informações junto de Roméo Beney, seu antigo companheiro no Basileia e atual atleta do Famalicão, antes de aceitar a mudança para Portugal, assumindo a ambição de evoluir na I Liga e contribuir para que o clube alcance os seus objetivos desportivos.

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Vela votiva usada por mordomas de Viana já é Património Cultural Imaterial

A Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial face à sua “importância enquanto símbolo identitário da população”, foi hoje revelado.

Segundo o anúncio hoje publicado em Diário da República, consultado pela agência Lusa, a Vela Votiva é importante, “em particular para os grupos de mordomas que a utilizam em contextos festivos e religiosos, transcendendo atualmente o contexto da romaria de Santa Marta de Portuzelo”.

“Os processos sociais e culturais nos quais teve origem, destacando-se o papel do artesão e armador Álvaro do Rego Sales na sua criação na década de 1950, detentor e herdeiro de um saber-fazer das artes decorativas em papel, transmitido no seio familiar desde o século XIX”, lê-se no documento.

O despacho do presidente do conselho diretivo Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I. P. destaca ainda “os modos em que se processa a transmissão intergeracional do saber-fazer associado à produção da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, a qual se tem centrado na família Sales, indo já na terceira geração de artesãos”.

A inscrição da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial esteve em consulta pública durante 30 dias, desde 16 de fevereiro.

Segundo a página na Internet Vela Votiva de Santa Marta (VVSM), aquele adereço empunhado pelas mordomas foi criado na década de 50 do século passado, por Álvaro Sales Gomes.

O artesão, natural de Santa Marta de Portuzelo, criou a vela votiva de Santa Marta para figurar no cortejo da Mordomia da Romaria de Santa Marta.

A vela “tem cera, mede 55 centímetros (cm) de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, rondando os 200 gramas de peso”.

É “constituída por uma armação de madeira para manter direita e segura a fim de engrinaldar. A armação de madeira dá mais cinco centímetros à altura da vela. Desta forma fica com 60 cm de comprimento, dos quais 15 cm pertencem à cera nua, 35 cm às grinaldas e, por fim, os restantes 10 cm à base ou punho da vela”.

“As grinaldas são de papel metalizado prateado e vermelho. De papel prateado são as flores de imitação de malmequeres e vermelho são os botões de rosa, símbolos que caracterizam a freguesia como uma sociedade agrícola. Os botões são azuis para a vela empunhada pela mordoma que de luto esteja. As grinaldas são colocadas de forma a criar um tronco de cone com aproximadamente 15 cm de diâmetro, prendem-se na base com galão e forra-se com papel metalizado prateado. Seguidamente, cobre-se as grinaldas com trena [fita decorativa] e coloca-se a bobeche [peça do castiçal que apara a cera derretida] sobre as grinaldas. Na base, dá-se um laço em fita de seda com 5 cm de largo e 200 cm de comprimento”, lê-se na publicação.

Há ainda uma lenda associada à vela votiva, segundo a página criada para divulgar esta peça de artesanato tradicional, que versa que “as mordomas são raparigas que, formando grupos, têm a responsabilidade de ajudar e promover a romaria da festa do Santo venerado na terra em que vivem”.

São “solteiras e a condição exige que sejam donzelas”. “O tempo de duração da missa é para elas angustiante pelo receio de que a vela se possa apagar”, refere, acrescentando que, “se por alguma corrente de ar ou sopro maldoso a vela se apaga durante a missa, tal acontecimento dava azo a uma interpretação que em nada abonava a mordoma portadora de tal vela”.

“Apagá-la é castigo de Santo que não aceita o embuste de quem já não sendo virgem por ela quer passar”, reza a lenda. 

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História da Vela Votiva de Santa Marta.Candidatura a Património Cultural Imaterial.
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Braga vai dar continuidade a projetos da Capital Portuguesa da Cultura

Braga vai dar continuidade a vários projetos que nasceram da Capital Portuguesa da Cultura, em 2025, mantendo a aposta no setor como elemento fundamental da vida na cidade, disse à Lusa o administrador executivo da empresa municipal Faz Cultura.

De acordo com Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, Braga considerou que o projeto da Capital Portuguesa da Cultura “não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para algo mais”.

Nesse contexto, hoje, às 18:00, vai ser apresentado um livro intitulado “B25”, no Theatro Circo, que reúne “fotografias de algumas das mais de 1.300 atividades [… do] programa, bem como 25 testemunhos de participantes na construção da Braga 25 — artistas, agentes culturais, associações, cidadãos bracarenses de diferentes áreas de intervenção”.

Nuno Gouveia explicou que o município, a par da Faz Cultura, decidiu que o “legado continuasse no tempo”, optando pela continuidade de alguns projetos.

Assim, o projeto de incentivo à criação e difusão das artes performativas Supracasa vai abrir uma nova convocatória em setembro, depois de edições em 2024 e 2025.

Também com continuidade prevista está o Clube Raiz, de apoio à música popular portuguesa, integrado igualmente na programação do Theatro Circo e que vai contar com um concerto em outubro com Vitorino e Janita Salomé, com o pianista João Paulo Esteves da Silva e o grupo de Cantadores do Redondo.

Nuno Gouveia realçou ainda o caso do Festival Extremo, que acontece na fronteira entre Braga e Guimarães, em 18 de julho, com a presença de artistas como Alessandro Cortini e Valentina Magaletti, entre outros.

Dentro desta dinâmica insere-se ainda o Festival Square, que vai ter Braga por epicentro e expandir-se por Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, em janeiro de 2027.

“É um festival dedicado à música emergente dos países que banham o Atlântico, portanto do continente europeu, africano, América do Sul e América do Norte”, sublinhou Nuno Gouveia, que indicou que ainda esta semana seria lançada uma ‘open call’.

O Square tem uma vertente profissional, sendo um festival “que serve para capacitar os profissionais, os agentes da região e do país, e por outro lado é também importante esta colaboração municipal com os concelhos vizinhos”.

O administrador executivo da Faz Cultura destacou igualmente a continuidade do festival de arquitetura e arte Forma da Vizinhança, que será concretizado no próximo ano, com o “trabalho de auscultação e mediação das comunidades” a arrancar em 2026.

Nuno Gouveia salientou a importância do legado do projeto da Capital Portuguesa da Cultura para o futuro de Braga, em particular em termos daquilo que pode representar ao nível da qualidade de vida.

“Nós hoje sabemos que a nossa qualidade de vida está muito relacionada com a oferta cultural dos espaços onde vivemos”, afirmou o administrador da empresa, lembrando que a aposta na cultura conta com apoio entre as principais forças partidárias.

Braga encerrou no final de dezembro do ano passado o projeto da Capital Portuguesa da Cultura, passando o testemunho a Ponta Delgada, que ocupa o lugar este ano, antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura em 2027.

De acordo com dados da organização, o projeto em Braga contou com 253 espetáculos e 95 exposições, de 1.200 artistas, metade dos quais locais, que receberam perto de 1,5 milhões de espectadores.

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