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Hospital de Braga vai ter Via Verde AVC durante 24 horas por dia

11 June 2026 at 19:12

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga passará a assegurar, a partir de 01 de julho, a resposta da Via Verde AVC em regime contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULS refere que aquela evolução só é possível graças ao alargamento da cobertura da Neurorradiologia de Intervenção (NRI) ao período noturno.

“Até agora, a resposta nesta área encontrava-se assegurada entre as 08:00 e as 24:00. A inexistência de cobertura permanente obrigava à transferência anual de cerca de 25 a 30 doentes para hospitais do Grande Porto, com impacto nos tempos de acesso ao tratamento”, acrescenta.

Com a entrada em vigor do horário alargado, os utentes da área de influência da ULS Braga deixam de precisar daquelas transferências noturnas, passando a beneficiar de uma resposta “imediata e diferenciada numa situação clínica em que cada minuto é determinante para o prognóstico e recuperação”.

“A resposta permanente integra também o apoio contínuo à teleconsulta de NRI no âmbito das ativações da Via Verde AVC provenientes dos hospitais referenciadores”, diz ainda a ULS Braga.

Criada equipa multidisciplinar dedicada

Para garantir a cobertura contínua, a ULS Braga constituiu uma equipa multidisciplinar dedicada, composta em cada momento por um médico do Serviço de Neurorradiologia, um médico e um enfermeiro afetos do Serviço de Anestesiologia, um enfermeiro afeto ao Serviço de Imagiologia e um Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica.

Além disso, reforçou a equipa de Neurologia.

“O novo modelo assistencial representa um investimento superior a meio milhão de euros e permitirá realizar entre mais 50 e 75 trombectomias mecânicas por ano, consolidando a elevada diferenciação técnica e clínica já existente na instituição”, lê-se no comunicado.

Sublinha que o alargamento assistencial “ganha especial relevância” por acontecer precisamente um ano após os constrangimentos sentidos naquela Via Verde.

“Com esta resposta permanente, damos um passo decisivo na consolidação da capacidade da ULS Braga para tratar doentes com AVC de elevada complexidade, garantindo acesso atempado a terapêuticas diferenciadas e evitando transferências para outras unidades hospitalares”, destaca o presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.

Permitirá “ganhos de eficiência” para o SNS

Para Américo Afonso, este é um investimento “que reforça a qualidade dos cuidados prestados, melhora os resultados clínicos e aproxima os cuidados de saúde das populações”.

Além dos benefícios clínicos para os utentes, a reorganização permitirá “ganhos de eficiência” para o Serviço Nacional de Saúde, através da redução dos transportes inter-hospitalares e da retenção de atividade assistencial altamente diferenciada.

“Alinhada com as melhores práticas internacionais, a ULS Braga reforça, assim, a sua posição como centro de referência no tratamento do AVC, assegurando uma resposta cada vez mais robusta, segura e próxima dos cidadãos”,lê-se ainda no comunicado.

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Hospital de Braga fez pela primeira vez implante para dar audição a bebé que nasceu surdo

8 June 2026 at 19:35

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga realizou, na manhã desta segunda-feira, o primeiro implante coclear em idade pediátrica da instituição, num bebé com menos de um ano de idade.

De acordo com a ULS de Braga, este procedimento bilateral representa um “marco” para o Serviço de Otorrinolaringologia da ULS Braga e reforça a “capacidade da instituição na prestação de cuidados diferenciados à população”.

A cirurgia foi realizada pela equipa de otorrinolaringologia da ULS Braga constituída por Daniela Ribeiro e Miguel Breda, e contou com o acompanhamento de João Elói, médico otorrinolaringologista da ULS Coimbra e coordenador do Centro de Referência de Implantes Cocleares daquela instituição.

Hospital de Braga fez pela primeira vez implante para dar audição a bebé que nasceu surdo
Foto: ULS Braga
Hospital de Braga fez pela primeira vez implante para dar audição a bebé que nasceu surdo
Foto: ULS Braga
Hospital de Braga fez pela primeira vez implante para dar audição a bebé que nasceu surdo
Foto: ULS Braga

A ULS de Braga sublinha que o implante coclear bilateral em bebés com menos de um ano de idade é um procedimento de “elevada complexidade”.

“A intervenção exige um grau de precisão muito elevado na colocação de dispositivos, com particular cuidado na preservação do nervo facial, e implica uma gestão anestésica rigorosa, uma vez que crianças desta idade apresentam menor reserva sanguínea e menor tolerância a tempos cirúrgicos prolongados”, acrescenta.

Em crianças com surdez profunda, a realização do implante coclear antes dos três anos de idade é “determinante para a aquisição da audição, a discriminação de sons e o desenvolvimento normal da linguagem”.

Em comunicado, a instituição acrescenta que a “evidência científica demonstra que, quando o procedimento é adiado para além dessa janela, os resultados na discriminação auditiva e no desenvolvimento linguístico ficam significativamente comprometidos”.

O objetivo é permitir que “uma criança surda passe a ouvir, compreender e falar da mesma forma que qualquer outra criança da mesma idade”.

“Este é um momento muito significativo para a nossa equipa e para a ULS Braga. Realizar o primeiro implante coclear pediátrico na instituição e fazê-lo num bebé com menos de um ano de idade mostra que estamos preparados para oferecer esta resposta localmente, sem necessidade de deslocação a outros centros. O implante coclear é, provavelmente, uma das tecnologias mais transformadoras da medicina moderna: permite devolver a audição a quem nasce sem ela e abrir caminho para um desenvolvimento pleno da linguagem e da comunicação”, afirma Miguel Breda, médico otorrinolaringologista da ULS Braga, citado em comunicado enviado às redações.

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