Reading view

Ginásio Olhanense mostra Taça Nacional de sub-18 de basquetebol na Câmara

A equipa de sub-18 masculina de basquetebol do Ginásio Clube Olhanense, recentemente coroada vencedora da Taça Nacional 2025/2026, foi recebida esta semana no Salão Nobre da Câmara Municipal pelo executivo liderado por Ricardo Calé.

A receção pretendeu «assinalar e homenagear a extraordinária conquista» alcançada pela formação olhanense, vencedora da competição – segundo patamar do escalão a nível nacional – após derrotar, em Maio, o Olivais de Coimbra na final disputada no Montijo.

A equipa concluiu a segunda fase e a final a quatro com um registo perfeito de 16 vitórias em 16 jogos, um feito notável que ficará para a história do clube e do desporto olhanense.

Durante a cerimónia, Ricardo Calé, que enquanto atleta representou o emblema, felicitou atletas, treinadores e dirigentes pelo trabalho desenvolvido ao longo da época, destacando o exemplo que representam para os jovens do concelho.

«Como antigo atleta do Ginásio Clube Olhanense, sinto um enorme orgulho por ver esta geração alcançar um feito tão marcante. Este título é o resultado do talento, da dedicação e do espírito de equipa demonstrados ao longo de toda a temporada. São um exemplo para a juventude de Olhão e dignificam o nome do nosso concelho em todo o país», afirmou.

Sul Informação

Além dos resultados desportivos, foi também destacado o espírito de fair-play demonstrado pela equipa durante a competição, nomeadamente por Bernardo Gago.

O jovem atleta recebeu um cartão branco na final a quatro ao reconhecer perante a equipa de arbitragem uma situação de jogo que beneficiava a equipa contrária.

«A conquista da Taça Nacional reforça o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ginásio Clube Olhanense na formação de jovens atletas, consolidando o clube como uma das principais referências do basquetebol de formação», reforça a autarquia.

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Ginásio Olhanense mostra Taça Nacional de sub-18 de basquetebol na Câmara aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Loulé abre exceções e permite obras de edificação e demolição nas zonas urbano-turísticas

A Câmara de Loulé vai abrir exceções e permitir a realização de obras de edificação e demolição nas zonas urbano-turísticas, entre 1 de Julho e 31 de Agosto.

A informação foi avançada pela própria autarquia, que esclarece que «não obstante a suspensão dos trabalhos neste período, autorizará que, quem apresentar a devida fundamentação, possa continuar com as empreitadas».

Deste modo, os promotores que pretendam prosseguir com as obras durante o verão deverão solicitar formalmente a sua continuidade.

As fundamentações deverão ser apresentadas até ao próximo dia 15 de Junho, nos serviços do Departamento de Urbanismo e Administração do Território, acompanhadas de elementos que permitam identificar qual o grau e natureza dos trabalhos que se pretende executar durante o período em questão.

No entanto, a edilidade sublinha que «quaisquer trabalhos que impliquem a diminuição da qualidade de vida dos cidadãos, incómodo, congestão de tráfego, ou mesmo violação do direito ao repouso e ao descanso, não poderão ter a virtualidade de ser autorizados».

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Loulé quer, «apoiar os promotores, minimizando os prejuízos que possam vir a ter com a suspensão imposta pela Lei, garantindo, no entanto, o direito ao descanso de residentes e turistas».

Para que a avaliação seja efetuada, os pedidos de continuidade devem incluir, de acordo com a autarquia, o levantamento fotográfico atualizado do estado da obra, o plano detalhado dos trabalhos previstos, horários estipulados para a laboração e medidas concretas para reduzir o impacte ambiental e sonoro.

O conteúdo Loulé abre exceções e permite obras de edificação e demolição nas zonas urbano-turísticas aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Beja e Faro entre os distritos com vários concelhos em perigo máximo de incêndio

Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.

O conteúdo Beja e Faro entre os distritos com vários concelhos em perigo máximo de incêndio aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Derrocada de edifício em Faro causada por obra sem «requisitos técnicos essenciais»

A obra que provocou, a 16 de Abril, a derrocada da parede lateral de um edifício habitacional, na Rua Cunha Matos, em Faro, «não
observava requisitos técnicos essenciais previstos nas normas legais e regulamentares aplicáveis».

A informação foi confirmada pela Câmara de Faro esta sexta-feira, 12 de Junho, e tem por base as conclusões técnicas emitidas pelo Instituto Superior de Engenharia, que apurou que «o projeto de estabilidade, escavação e contenção periférica da obra não observava requisitos técnicos essenciais previstos nas normas legais e regulamentares aplicáveis».

A Rua Cunha Matos, que se encontra encerrada desde então, assim permanecerá.

«Das análises efetuadas concluiu-se que, nesta fase, não se encontram reunidas as condições necessárias para proceder à reabertura da Rua Cunha Matos» pois «a manutenção do condicionamento da via constitui uma medida indispensável para garantir a segurança de pessoas e bens, bem como para permitir a conclusão das averiguações, perícias técnicas e trabalhos de demolição considerados necessários», salienta ainda a autarquia farense.

A Câmara de Faro salienta que desde a ocorrência do colapso do edifício, que desalojou dois idosos, «tem desenvolvido todas as diligências necessárias com vista à mitigação dos impactos decorrentes do sinistro, mantendo contactos permanentes com os representantes do edifício afetado, bem como com a entidade titular da obra de construção de um edifício habitacional e comercial a implantar no gaveto da Rua Aboim Ascensão com a Rua Cunha Matos, intervenção que esteve na origem da ocorrência».

Já os trabalhos da referida obra foram imediatamente suspensos após a ocorrência do sinistro e, por deliberação tomada em reunião de Câmara realizada em 8 de Junho, foi manifestada a intenção de declarar a nulidade da licença da referida obra.

Para apoiar a avaliação das causas do sinistro e das condições de segurança do local, o Município contou com a colaboração técnica do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve.

O conteúdo Derrocada de edifício em Faro causada por obra sem «requisitos técnicos essenciais» aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Cientistas do IPMA investigam verme marinho que tem potencial para nutracêutica, cosmética e farmacêutica

Há um organismo marinho pouco estudado, mas com presença relevante nas águas costeiras nacionais, nomeadamente no estuário do rio Mira, que, pela sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória), pode ser alvo de valorização e aplicações futuras em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico.

Trata-se do vermetídeo Vermetus triquetrus, que foi alvo de investigação por parte de uma equipa de investigadores do IPMA, no âmbito do projeto MAR2030 Genemare_Portugal, que visa a implementação de um repositório biológico da biodiversidade marinha das águas portuguesas, um bio-banco azul para o futuro.

Os André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra publicaram um artigo pioneiro sobre o vermetídeo Vermetus triquetrus, «um gastrópode séssil que forma recifes e tem uma presença relevante na costa nacional (no presente artigo foram estudados espécimes do Estuário do Mira), mas negligenciado pela comunidade científica», salienta o IPMA.

O artigo visou aspetos da composição bioquímica do organismo e da sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória) e diferenciou entre as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto (head-foot).

Sul Informação
Vermetus triquetrus

O artigo intitulado “Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource” foi publicado no passado dia 28 de maio na prestigiada revista científica da área, Marine Biotechnology, e, segundo o IPMA, «suscitou grande interesse e significativa repercussão dada a novidade de um estudo sobre este organismo».

O interesse pelo estudo foi também reforçado pelos resultados obtidos, «que mostraram elevados níveis de atividade biológica e permitiram identificar o V. triquetrus como uma fonte de compostos polifenólicos, especialmente no caso da massa visceral».

O artigo é de acesso livre e pode ser encontrado aqui: https://link.springer.com/article/10.1007/s10126-026-10632-3

Os investigadores do IPMA concluíram que, «dados os níveis de atividade biológica quantificados e os componentes presentes, não só se justifica um estudo mais aprofundado sobre a composição bioquímica e o refinamento das frações obtidas da biomassa, como também se pode procurar uma valorização e aplicações futuras destas frações em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico».

Este estudo «faz parte de um esforço de investigação mais amplo e de longo prazo, almejando a expansão das fronteiras do saber sobre a grande biodiversidade nas nossas águas e o aprofundamento do conhecimento sobre os diferentes grupos de organismos marinhos, indo dos microorganismos aos animais vertebrados e compreendendo as dimensões genómica, metabolómica e biotecnológica aplicada», explica o IPMA.

Tal esforço e desafio para o futuro só é possível no âmbito do projeto Genemare_Portugal “Biobanco Azul – Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos” – Projeto MAR2030 que financiou e suportou a todos os níveis a realização do estudo sobre o vermetídeo V. triquetrus.

Sul Informação
Vermetus triquetrus
Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Cientistas do IPMA investigam verme marinho que tem potencial para nutracêutica, cosmética e farmacêutica aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta»: a vida dos alunos imigrantes numa escola de Portimão

Daniil Kostiuk é aluno do 12ºH da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, de Portimão, tem 19 anos e é ucraniano. Ele é apenas um dos exemplos dos muitos alunos de nacionalidade estrangeira que frequentam esta escola, para quem um dos maiores desafios foi aprender português e entender no começo, já que a língua é completamente diferente do ucraniano.

Ele conta que no seu 4º ano de escolaridade aconteceu uma situação desagradável no começo do seu aprendizado:

«Quando eu cheguei cá, na minha turma tinha dois rapazes, naquela altura eu estava mais orientado com o português…e eu era uma criança que, quando me diziam alguma coisa, eu apontava e dizia: “olha, que giro!”. Os rapazes que eu achava que eram meus amigos apontam para uma gaivota e dizem: “olha, um paneleiro!”, e logo eu repeti também. Eu não conhecia a palavra em português, não sabia. Numa aula de educação física, que naquele tempo se chamava ginástica, eu chego até o professor e apontei para as gaivotas no céu e disse “olha, professor, paneleiros!”, e ele não achou muita piada».

Essa foi uma das experiências que Daniil passou ao longo da sua caminhada em Portugal como aluno de Português Língua Não Materna (PLNM). Ele só foi aprender o significado da palavra “paneleiro” no 7º ano. 

Isso reflete como, muitas vezes, a adaptação para uma nova língua pode ser constrangedora e intensa para muitos.

Ao decorrer das entrevistas, ficaram claras as dificuldades mais recorrentes para os falantes de língua portuguesa não materna, sobretudo daqueles cuja língua não tem origem no latim, como ucraniano, mandarim, ou árabe, entre outros que vêm de outras matrizes.

O professor de PLNM e a mediadora linguística da Secundária Manuel Teixeira Gomes relataram a veracidade desta realidade de alunos como Daniil, com uma língua oriunda de um ramo de línguas eslavas ou de matrizes distantes do latim:

«Aqui, quanto mais afastado for, mais difícil. Vai ter mais dificuldades, portanto as dificuldades são muitas, sobretudo para quem vem de culturas mais distantes, de matrizes diferentes», contou o professor Nuno Renca.

Cristina Lourenço, mediadora linguística da escola, acrescentou que «um alfabeto totalmente diferente do nosso é um dos pontos que estamos de acordo que é uma dificuldade deles. Existem línguas [como o árabe] onde escrevem de forma diferente de nós, por exemplo o sentido, escreve-se da direita pra esquerda. Nós nem pensamos, mas, quando olhamos, ‘’uau’’».

Tanisha, que veio da Índia, compartilha a mesma dificuldade em termos de fala, sendo um desafio para ela, após sair de uma mudança brusca de hindi para português, sendo um processo demorado. Mas salienta que a parte do tentar, do se esforçar para se integrar é importante em ambos os lados, tanto dos portugueses que acolhem, como dos imigrantes que cá aparecem.

«A criação de um ambiente acolhedor, o apoio dos colegas, atividades colaborativas, o uso da língua em contextos reais e o reconhecimento da cultura de origem dos alunos são fatores fundamentais para promover o sentimento de pertença e integração. É preciso querermos incluir. Aqui, o Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes tem vindo a dar passos muito significativos», acrescenta Nuno Renda, professor de PLNM.

«Claro que, do ponto de vista do aluno, também é fundamental querer integrar-se. Uma das medidas positivas que vem dar um contributo importante neste processo é a da figura do mediador linguístico e cultural. Atua como ponte de comunicação entre alunos estrangeiros e toda a comunidade educativa, apoiando os alunos nas suas necessidades linguísticas, sociais e emocionais, de acordo com o seu percurso de vida e nível de proficiência em português», disse ainda Nuno Renca.

Um dos entrevistados, João Araújo, do 11° K, que veio do Brasil, acabou por usar o sotaque português para sua adaptação.

Sul Informação
Multiculturalidade na escola – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

ESCOLA E INTEGRAÇÃO

Na maioria dos casos, a integração escolar teve cariz negativo nos primeiros anos em estadia em Portugal, pela forma de pensamentos estreitos de muitas pessoas sobre aqueles que vêm do exterior.

«Grande parte dos povos que têm pauta de serem contra a imigração são os países que mais migraram e que mais a população é imigrante, por exemplo Estados Unidos, que é um país feito de imigrantes completamente, ou Portugal, que emigrou tanto nos anos 40, 50 e 60. É uma hipocrisia muito grande, eu acredito», salienta o aluno brasileiro João Araújo.

Essa reflexão para começar o tema da integração é muito importante, pois muitos preconceitos podem atrapalhar esse processo custoso para aqueles que tiveram que deixar maior parte de sua família para trás, amigos e sua vida antiga para ter uma vida melhor.

«Apesar das diferenças, algumas pessoas são receptivas e boas. Uma coisa boa que aprendi foi lidar com as pessoas, e outras muitas coisas, pois foram muitas mudanças. Eu cresci muito aqui. Se eu estivesse em Angola, nossa! É outra coisa, outra forma de pensar, seria completamente diferente da que eu tenho agora, então lá como era o conservadorismo, religião, não há muitos espaços para questionamentos», diz Esmael Gongá, do 11ºF.

«Eu tenho agora nacionalidade portuguesa e até posso mostrar o meu cartão de cidadão. Vou eu e minha mãe à farmácia, ela ‘tá a falar e eu ‘tô ali no meu telemóvel a mexer, a viver a minha vida. Minha mãe a falar tem uma pronúncia estranha, é que ela não foi na escola como eu, ela não contacta com as pessoas como eu, porque minha pronúncia é algarvia. O medicamento era pra mim, a senhora, como quem diz que vão vocês para a puta que vos pariu e com aquele olhar de não vos quero servir, não quero vocês aqui, pediu o título de residência, que era meu, no caso, e ela foi toda feliz fazer as coisas. O clássico “volta pra tua terra”», recorda Daniil Kostiuk.

As entrevistas demonstram que a integração escolar em Portugal nem sempre acontece de forma imediata ou acolhedora.

Para muitos estudantes migrantes, os primeiros anos são marcados por dificuldades linguísticas, sensação de isolamento e preconceitos ligados à nacionalidade, sotaque, aparência ou origem cultural.

Em vários casos, a escola torna-se simultaneamente um espaço de crescimento e de exclusão.

Os relatos apresentados também revelam como o racismo e a xenofobia estrutural ainda permanecem presentes em muitos contextos eurocêntricos.

Nem sempre essas atitudes aparecem de forma explícita; muitas vezes manifestam-se em olhares, tratamento desigual, desconfiança, comentários sobre sotaques ou na ideia de que o estrangeiro precisa constantemente provar que “merece” estar ali. Isso afeta especialmente pessoas vindas de países historicamente marginalizados ou fora do eixo ocidental.

Ao mesmo tempo, as entrevistas mostram que a convivência entre culturas também pode transformar positivamente aqueles que migram.

Muitos entrevistados afirmaram ter desenvolvido novas formas de pensar, maior independência e crescimento pessoal através das diferenças encontradas em Portugal.

A integração, portanto, não depende apenas de quem chega, mas também da abertura da sociedade que recebe.

Compreender essas experiências é essencial para criar ambientes escolares mais humanos, empáticos e preparados para a diversidade cultural que atualmente faz parte da realidade portuguesa.

Sul Informação

DIFERENÇAS CULTURAIS

Ao longo das entrevistas, ficou evidente que adaptar-se a um novo país não envolve apenas aprender uma nova língua ou compreender um sistema diferente, mas também confrontar hábitos, valores e formas de convivência muitas vezes opostas às do país de origem.

Muitos entrevistados destacaram diferenças no modo como as pessoas se relacionam, comunicam e expressam emoções.

Para alguns, a sociedade portuguesa pareceu inicialmente mais reservada ou distante, sobretudo quando comparada com culturas mais abertas e coletivas, onde a convivência comunitária e familiar ocupa um espaço central no quotidiano.

Para outros, a maior liberdade individual e a possibilidade de questionar normas sociais representaram uma oportunidade de crescimento pessoal e mudança de perspetiva.

As diferenças culturais também se manifestam dentro da escola, nas expectativas em relação ao comportamento, à autonomia dos alunos e à forma como a autoridade é percebida.

Aquilo que, para alguns estudantes, pode parecer normal ou respeitoso, para outros pode ser interpretado como frieza, rigidez ou falta de acolhimento.

 Estas pequenas diferenças, muitas vezes invisíveis para quem sempre viveu em Portugal, podem tornar o processo de adaptação mais desafiante.

No entanto, muitos dos entrevistados também reconheceram a beleza desse encontro entre culturas. A convivência com diferentes formas de pensar permitiu-lhes desenvolver maior capacidade de adaptação, empatia e compreensão do mundo.

Mais do que abandonar a própria identidade, adaptar-se significa, muitas vezes, aprender a viver entre duas culturas, preservando origens enquanto se constrói um novo lugar de pertença.

«A desigualdade social no Brasil, em termos da minha criação, sinto que foi mais restrita, não tive acesso a muita coisa, então pude vir pra cá e ver realmente o que acontecia ao redor do mundo. Foi uma coisa que não pude voltar atrás, entendes? A pobreza que existia, a fome, as guerras, a corrupção, a desigualdade social, é uma coisa impossível de voltar atrás e fechar os olhos, o que é estranho, porque, no Brasil, eu vim pra cá com 8 anos e eu via as pessoas debaixo da ponte, via as pessoas sem comer. E vir pra cá e ver, ok, afinal isto não é tão normal assim. É um choque muito grande», comenta o brasileiro João Araújo.

João saiu de Belo Horizonte pra uma cidade muito pequena (Portimão), o que foi um «contraste bom», já que ele saiu da vivência fechada na  religião dentro dos valores tradicionais.

Para o ‘espírito’ livre dele, ajudou na sua liberdade individual e explorar mais suas origens brasileiras quando veio para cá, criando a necessidade de conectar com as raízes e não perder completamente sua essência.

O angolano Esmael Gongá compartilhou da mesma sensação que João, em termos de liberdade, da vivência conservadora e religiosa de muitos países da CPLP.

«Saber da existência do racismo, a perceção do racismo na pele. Eu sabia na teoria, mas na pele é totalmente diferente, foi uma questão que tocou muito quando eu cheguei aqui. Outra foi o diferencial de liberdade, vindo de um contexto africano, com uma visão de mundo muito religioso e conservador, então não tinha aquela liberdade toda», explica.

«Quando eu cheguei cá, um país mais liberal, uma sociedade mais liberal e muitas coisas, foi um choque grande. E foi uma das coisas que tive que me adaptar e me ajudou muito na forma de ver a vida e também mudou definitivamente minha visão de mundo. A orientação sexual, a forma de expressão, a roupa, a forma de vestir, foi uma mudança muito grande. Da orientação sexual, tem leis e tudo, a pessoa pode se casar com pessoas do mesmo sexo e ter outros relacionamentos, é uma desconstrução de papéis tradicionais. Vir de uma visão mais conservadora foi um choque pra mim nesse sentido, abriu minha mente para questionar as coisas, foi muito top», sublinha Esmael.

«Algumas pessoas se adaptam à língua e outras mais devagar. Eu, quando cheguei cá, tentei a língua muito rápido, mas meu português não é muito bom. É muito diferente a cultura daqui e da Índia, comida e outras coisas. Vejo o mundo de forma mais aberta e diferente, com mais calma e com mais força», frisa, por seu lado, Tanisha, aluna do 11ºO.

«Quando saí do Aeroporto de Lisboa, eu era uma criança e vi uma palmeira. E eu fui até à palmeira, a minha primeira foto em Portugal foi uma palmeira à frente do Aeroporto Humberto Delgado. O que me surpreendeu foram as palmeiras, o clima, nada a ver com aquilo que eu tinha na Ucrânia. A falta de neve também, foi uma coisa que eu tive de me desabituar muito, que ainda custa um bocadinho, com essa chuva da desgraça. A comida me surpreendeu positivamente, não estava nada à espera, estava à espera de uma comida britânica ali toda morta», recorda Daniil Kostiuk.

«Aqui em Portugal há uma falta de compreensão de que isto é nosso país e nós é que tratamos do nosso país, e que o governo trabalha para nós e não nós que trabalhamos pro governo. As pessoas aqui esperam que lhes seja dado, as pessoas aqui não protestam, não defendem os seus direitos, as pessoas aqui estão-se a borrifar pra política. A Ucrânia é ao contrário, é totalmente ao contrário, as pessoas não se borrifam pra política. A política é o tema que de que se fala sempre  e todos, jovens, velhos, moderados, todos protestam! Até durante a guerra tivemos protestos, quando o governo fazia alguma bosta, protestos! Não faz muito sentido as pessoas aqui ‘tarem a reclamar e não fazerem nada para corrigir a situação. Nem votar vão…», constata o aluno ucraniano.

Mostrando que também os impactos refletem nos termos de cidadão ativo e que luta por seus direitos, lá na Ucrânia, mesmo não sendo obrigatório legalmente, é socialmente obrigatório exercer sua cidadania. Por isso, Daniil sentiu-se indignado com tal atitude dos portugueses, como sendo de uma perspectiva completamente diferente.

Sul Informação

CONSELHOS

E que conselhos deixaram nossos entrevistados aos imigrantes?

«Que não tenham medo de errar, sejam resilientes. Ninguém espera que saibam tudo desde o início, e o esforço, a participação, dedicação e a vontade de aprender são mais importantes do que a perfeição. É crucial pedir ajuda sempre que precisarem, seja aos professores, colegas ou mediadores, pois a escola é um espaço de apoio e inclusão. Acreditar em si, enfrentar as dificuldades como parte natural do processo de integração e aprendizagem, ir ao encontro de colegas, fazer amigos com quem pratiquem a língua portuguesa diariamente. Aprender uma nova língua é um processo gradual, e com esforço, apoio e motivação, é possível alcançar bons resultados», salienta o professor Nuno Renca.

Dar voz a quem recomeça é também uma forma de construir um país mais consciente e mais humano.

Daniil Kostiuk aconselha: «Se não têm muita paciência, precisam de ganhar, porque vão precisar e não é pouca! E muito provavelmente vão se habituar ao desleixo e à preguiça aguda, a pessoa ganha preguicite aguda, e quando a pessoa não está habituada a isso, a pessoa fica passadinha. Por exemplo, minha mãe passou-se por isso, mas tem que ter paciência, vai correr tudo bem. Essa é minha dica: ganhar paciência, beber muito chá de camomila e ter paciência».

Esmael Gongá resume: «sejam curiosos e não sejam ignorantes».

«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta», é o conselho de Tanisha.

«Ser aberto, cem por cento aberto a tudo. Há muitos brasileiros sendo xenófobos com a população da Índia, por exemplo, e acho que eles esquecem que somos farinha do mesmo saco, também somos imigrantes, também viemos pra cá pra melhores condições de vida. Então é uma estupidez tão grande e uma hipocrisia também», admite João Araújo.

«Então a melhor coisa é experimentar novas coisas, novos trabalhos, novas experiências, novos pratos, nova música, tudo que não está habituado. Sair da zona de conforto que é teu país, ir pra outro continente, um outro país, precisas de ser aberto. Se não fores, vais acabar fazendo igual algumas pessoas fazem, criar tribos para manter familiaridade. Então, não existe tanto essa heterogênea, é tudo o mesmo. Ser aberto, andar descalço e com as mãos abertas onde quer que seja, porque nunca sabes quando vai pisar num caco de vidro ou quando vai encontrar um tesouro», acrescenta o aluno brasileiro.

Adaptar-se nunca é simples. Exige coragem para recomeçar, paciência para enfrentar dificuldades e força para continuar mesmo quando o sentimento de pertença ainda não existe.

Para quem chega a Portugal, é importante lembrar que sentir medo, saudade ou insegurança faz parte do processo. Aprender a língua, procurar apoio na escola, criar novas relações e manter ligação com as próprias raízes pode tornar essa transição menos difícil.

Ao mesmo tempo, a responsabilidade da integração não deve recair apenas sobre quem chega. A sociedade que acolhe também tem um papel fundamental. Pequenos gestos de empatia, escuta e abertura podem fazer uma diferença profunda na vida de alguém que está a reconstruir tudo do zero.

Num país cada vez mais diverso, compreender as experiências dos outros torna-se essencial para combater preconceitos e fortalecer a convivência entre comunidades.

Integrar não significa apagar diferenças, mas aprender a respeitá-las e reconhecê-las como parte da riqueza humana que hoje também constrói Portugal.

A integração começa quando deixamos de olhar para o outro como estrangeiro e começamos a reconhecê-lo como parte da comunidade.

Sul Informação

PORTUGAL, PAÍS DE EMIGRANTES E AGORA TAMBÉM DE IMIGRANTES

Portugal, ao longo dos anos, foi tornando-se um país de acolhimento para muitos imigrantes de outros países e continentes, acabando por passar por uma transição em vários aspectos, como sociais, idioma, burocracia, escola, relações sociais, acolhimento tanto da parte de outros imigrantes, quanto dos portugueses e choques culturais.

O objetivo deste artigo é dar voz a quem está reconstruindo sua vida aqui, mostrar essas diferenças, ajudando a promover a empatia, uma melhor compreensão e integração entre comunidades tão diferentes entre si, mas ao mesmo tempo humanamente iguais.

O contexto migratório em Portugal tem sido significativo para conseguir entender melhor o êxodo dessas comunidades. A balança de migração tem registrado saldos positivos nos últimos anos, impulsionada por um forte aumento da imigração (quase 10% da população é estrangeira), superando a saída de nacionais.

Embora a emigração jovem permaneça elevada (18,2% dos jovens emigrados em 2021), o fluxo de entrada tem sido crucial para o crescimento populacional e da força de trabalho, particularmente em setores como hotelaria e agricultura.

Em 2023, Portugal contava com quase meio milhão de estrangeiros a trabalhar por conta de outrem, um valor que aumentou significativamente desde 2014.

A imigração é o principal motor do crescimento demográfico, sendo fundamental para atenuar o envelhecimento populacional. Apresentando uma diversidade de origens como: Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), refugiados de guerras que ocorreram e imigração econômica.

Recorri ao ambiente escolar, pois, além de um espaço para educação, também funciona como um espaço de integração de cada nacionalidade, representando sua cultura e estruturas daquela sociedade em específico, que, ao chegarem aqui, se chocam. Também recorri à escola para demonstrar as diferenças de pontos de vistas diferentes tanto de imigrantes com língua materna ou não materna portuguesa. Das entrevistas a alunos da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, cheguei à conclusão do quão complexo é a imigração.

Reportagem feita no âmbito do projeto Geração SULi, promovido pelo Sul Informação ao longo de nove meses, em parceria com seis escolas secundárias do Algarve.
Conheça o site Geração SULi e o projeto clicando aqui.

NOTA: Todas as imagens são de arquivo (Depositphotos), à exceção da que está assinada

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo «Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta»: a vida dos alunos imigrantes numa escola de Portimão aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Quer passear em Alcoutim? Já lá há bicicletas elétricas partilhadas

Alcoutim já tem um sistema de bicicletas elétricas partilhadas, no âmbito do projeto Vilas em Movimento, uma parceria entre a Fundação Galp e Câmara Municipal deste concelho do Nordeste Algarvio.

A iniciativa, inaugurada esta sexta-feira, representa um investimento superior a 100 mil euros e pretende promover soluções de mobilidade mais sustentáveis, incentivar estilos de vida ativos e reforçar a valorização do território.

O novo sistema, inaugurado numa cerimónia que contou com as presenças de Paulo Paulino, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, e de Sandra Aparício, diretora-executiva da Fundação Galp, disponibiliza 14 bicicletas elétricas e quatro estações de partilha, localizadas na biblioteca municipal, no centro náutico, na praia fluvial e no parque de caravanas.

A infraestrutura estará ao serviço de residentes e visitantes, facilitando deslocações no concelho e promovendo uma forma mais sustentável de descobrir Alcoutim.

Desenvolvido pela CME – Construção e Manutenção Eletromecânica, empresa portuguesa especializada em soluções de mobilidade partilhada, o sistema inclui bicicletas elétricas, estações de carregamento e uma plataforma digital de gestão e utilização, adaptada às características do território.

Inserida numa região de elevado valor ambiental, junto ao rio Guadiana, esta iniciativa contribui para uma utilização mais sustentável do espaço público, promove a mobilidade suave e reforça a ligação das pessoas à natureza e ao património local.

Sul Informação

“Este projeto representa mais um passo na estratégia que temos vindo a desenvolver para valorizar Alcoutim enquanto território sustentável, inovador e com qualidade de vida. Com este sistema de bicicletas elétricas partilhadas, oferecemos novas formas de mobilidade para residentes e visitantes, promovemos hábitos mais saudáveis e reforçamos a ligação ao património natural e cultural do concelho”, afirmou Paulo Paulino.

“Este sistema de bicicletas elétricas é um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode gerar valor para as comunidades, promovendo uma mobilidade mais sustentável e reforçando a ligação das pessoas ao território”, diz Sandra Aparício. Este investimento integra uma estratégia mais ampla que a Fundação Galp tem vindo a desenvolver no Baixo Guadiana, em parceria com o Município de Alcoutim, a ODIANA e outras entidades locais”.

O sistema de bicicletas elétricas partilhadas integra o programa de investimento social da Galp e da sua Fundação Galp em Alcoutim, que inclui iniciativas nas áreas da energia, mobilidade sustentável, inclusão social e desenvolvimento comunitário.

Entre essas iniciativas destaca-se também o projeto Vilas em Movimento Baixo Guadiana 2.0, desenvolvido pela ODIANA com o apoio da Fundação Galp, que promove o envelhecimento ativo e combate o isolamento social e geográfico da população mais idosa dos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Desenvolvido em parceria com o Município de Alcoutim e agentes locais, este programa gera benefícios duradouros para a população, promovendo a valorização do território, a coesão social e a melhoria da qualidade de vida das comunidades do Baixo Guadiana.

Sul Informação
Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Quer passear em Alcoutim? Já lá há bicicletas elétricas partilhadas aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Zoomarine devolve seis tartarugas juvenis ao oceano

Seis tartarugas-marinhas juvenis da espécie Caretta caretta foram esta quinta-feira, 11 de Junho, devolvidas ao oceano pelo Porto d’Abrigo do Zoomarine Algarve, após meses de cuidados intensivos e reabilitação.

A operação decorreu a bordo do NRP Oríon da Marinha Portuguesa, sob o comando do Segundo-tenente Farinha Martins, que partiu do Ponto de Apoio Naval de Portimão para uma missão conjunta de conservação marinha.

As protagonistas desta devolução foram Xena, Xerém, Xerazade, Xénia, Xamã e Frankie, seis jovens tartarugas encontradas em diferentes pontos da costa atlântica – cinco na costa portuguesa e Frankie na costa da Irlanda.

De acordo com o Zoomarine «as primeiras cinco chegaram ao Porto d’Abrigo em condições debilitadas e a necessitar de acompanhamento veterinário especializado, enquanto que a Frankie foi transferida para Portugal para integrar este momento de devolução ao mar».

A devolução foi realizada a cerca de 6 milhas náuticas da costa de Portimão, fora da zona de maior esforço de pesca, «aumentando as probabilidades de sobrevivência dos animais no regresso ao seu habitat natural».

Entre estas histórias de recuperação, o Zoomarine refer que Xena «destacou-se pela impressionante evolução após ter sido encontrada encalhada nas rochas da Praia da Mareta, em Sagres, com múltiplas lesões corporais, exposição de tecido ósseo e alterações pulmonares».

Ao longo de quatro meses de reabilitação, passou de 2,9 kg para 4,7 kg e recuperou plenamente a sua condição física.

Xerém, encontrada na Praia de São Torpes, em Sines, chegou ao Porto d’Abrigo com uma amputação já cicatrizada do membro anterior direito, alterações sanguíneas, problemas intestinais e evidências de ingestão de pequenos fragmentos de plástico. «Apesar de possuir apenas uma barbatana dianteira, demonstrou uma extraordinária capacidade de adaptação, aumentando o seu peso de 870 gramas para 1,4 kg durante o processo de recuperação», revela a nota.

Já Xerazade, encontrada debilitada na Praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes, apresentava uma condição corporal muito reduzida, alterações sanguíneas significativas e problemas respiratórios.

«Graças aos cuidados prestados pela equipa do Porto d’Abrigo, recuperou de 466 gramas para 1,1 kg, reunindo todas as condições para regressar ao oceano».

Xénia foi encontrada por uma embarcação marítimo-turística, “Capitão Nemo”, ao largo de Porches, em Lagoa, prostrada, a flutuar sem reação à aproximação do barco e com grande acumulação de algas em toda a carapaça. À chegada, apresentava desidratação e inflamação do trato digestivo. Durante a reabilitação, passou de 4,1 kg para 5 kg e o comprimento da carapaça aumentou de 30,3 cm para 31,2 cm.

Xamã, encontrada pela AIMM Portugal (Associação para a Investigação do Meio Marinho), chegou prostrada e com problemas de flutuabilidade, associados a problemas pulmonares. Com 2,4 kg e 25 cm de comprimento de carapaça à entrada, o seu nome simboliza a resiliência e a capacidade de recuperação de um animal profundamente ligado à natureza, que superou adversidades e regressa fortalecido ao oceano.

Por último, a tartaruga Frankie foi encontrada a 28 de novembro de 2025 em Belmullet, Co. Mayo, na Irlanda, e deu entrada no Dingle Oceanworld desidratada, com sintomas de pneumonia e problemas de flutuabilidade. Foi transferida para o Porto d’Abrigo a 16 de maio de 2026, de forma a poder ser devolvida em águas mais quentes e adequadas à espécie. Durante a sua permanência no Porto d’Abrigo, evoluiu de 4,4 kg para 4,7 kg e o comprimento da carapaça aumentou de 28,3 cm para 30,1 cm.

«Cada devolução ao oceano é um momento de enorme alegria para a equipa do Porto d’Abrigo. Falamos de seis tartarugas juvenis, seis histórias distintas de sobrevivência e recuperação, que regressam agora ao seu habitat natural com novas oportunidades de vida. Xena, Xerém, Xerazade, Xénia, Xamã e Frankie chegaram até nós em condições muito frágeis e vê-las regressar ao mar é também um sinal da importância do trabalho conjunto entre cidadãos, centros de recuperação, comunidade científica e entidades como a Marinha Portuguesa», afirma Antonieta Nunes, enfermeira veterinária responsável pelo Porto d’Abrigo do Zoomarine.

«Enquanto Comandante da Zona Marítima do Sul, gostaria de enaltecer a excelente parceria entre a Marinha e o Zoomarine, permitiu devolver ao mar seis tartarugas marinhas após um período de recuperação e cuidados especializados no Porto d’Abrigo do Zoomarine. Esta ação representa um exemplo notável de cooperação entre entidades que partilham o compromisso de proteger o património natural marinho e preservar a biodiversidade dos nossos oceanos. O sucesso desta devolução resulta da dedicação, competência e empenho de todos os profissionais envolvidos, demonstrando que o trabalho conjunto é fundamental para garantir a conservação das espécies marinhas e a sustentabilidade dos ecossistemas que temos a responsabilidade de proteger para as gerações futuras», afirma Conceição Dias, Comandante da Zona Marítima do Sul.

Antes da devolução ao mar, as seis tartarugas foram identificadas através da colocação de microchips nas barbatanas anteriores, o que permite a sua identificação e monitorização futura caso venham a ser novamente observadas.

A operação contou ainda com a participação dos investigadores Frédéric Vandeperre, do projeto COSTA (Okeanos – Centro de Investigação da Universidade dos Açores), e George Shillinger, da organização internacional Upwell.

No âmbito da parceria estabelecida entre o Zoomarine e a Upwell, foram também instalados transmissores de satélite ultraleves nas carapaças das tartarugas devolvidas ao oceano, que permitem acompanhar os movimentos dos animais através do sistema de satélite ARGOS e recolher informação valiosa sobre os seus percursos migratórios, habitats preferenciais e as condições ambientais encontradas ao longo da viagem.

A ação contou igualmente com o apoio da Marinha Portuguesa.

O conteúdo Zoomarine devolve seis tartarugas juvenis ao oceano aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Comunidades inteligentes e agro-política do QFP 2028-34

 Na sociedade da informação e do conhecimento, uma comunidade inteligente é, antes de mais, um projeto coletivo com um propósito bem definido, depois uma aplicação utilitária do princípio ativo das redes, por fim, uma ação conjunta e colaborativa para fazer face às exigências atuais da sociedade tecno-digital.

Em todos os casos, são comunidades e plataformas inteligentes, baseadas em conhecimento, cooperação, inovação e criatividade, em ordem a criar e administrar uma oferta integrada de bens complementares de um determinado território ou região, sejam bens de mercado, bens públicos ou bens comuns.

No caso particular do mundo rural existem muitos exemplos de comunidades inteligentes que podem ser sugeridos, por exemplo: um parque agroecológico, uma área de paisagem protegida (um parque nacional ou natural), um condomínio de aldeias, uma associação ou cooperativa de agricultores, uma zona de intervenção florestal (as ZIF), um grupo de ação local (GAL) para a promoção de uma área de montanha ou uma amenidade paisagística, uma associação de desenvolvimento local (ADL) para gerir um banco de solos ou terrenos baldios semiabandonados, um centro de investigação ou grupo operacional de inovação (GOI) para ordenar e gerir um sistema agroalimentar local (SAL) ou agroflorestal (SAF), um núcleo de moradores e pequenos agricultores para gerir um projeto de agricultura periurbana, um núcleo empresarial para gerir um parque ou zona industrial, entre outros exemplos.

Na formação destas comunidades inteligentes, há instrumentos de ordenamento que são fundamentais para estimular o valor cognitivo da inteligência coletiva territorial (ICT), por exemplo: os planos regionais de ordenamento, os planos diretores municipais, os planos de ordenamento das áreas de paisagem protegida, os planos de pormenor de requalificação dos espaços circundantes dos equipamentos e infraestruturas, as marcas de referência territorial dos produtos e a certificação de serviços e destinos, a acreditação de estruturas coletivas para a promoção dos territórios, a criação de parcerias e protocolos com os centros de investigação e os grupos operacionais de inovação em espaço rural, etc.

Se este exercício de mapeamento do território for bem-sucedido, os parceiros e o ator-rede do território-rede estarão mais bem preparados para transformar recursos endógenos em ativos do desenvolvimento territorial, em linha com uma abordagem de oferta integrada de bens complementares e uma nova gramática dos bens comuns que acautelem os direitos das gerações vindouras e dos sujeitos ausentes.

Aqui chegados, já sabemos as tarefas ou missões que nos esperam. Em primeiro lugar, a formação de uma comunidade de destino e de um território-rede (1), em segundo, a formação do ator-rede ou estrutura de missão executiva (2), depois, a definição do conceito operacional de oferta integrada de bens complementares do território-rede (3), em seguida, a implementação de uma gramática dos bens e serviços comuns e da respetiva plataforma digital colaborativa (4), por fim, as novas dinâmicas de colaboração interpares e a respetiva interoperabilidade (5) que darão origem a combinações de soma positiva.

A esta agenda política que nos encaminha para a 2ª ruralidade do século XXI, acresce uma atenção especial às indicações da economia criativa, ou seja, às múltiplas referências sociotécnicas e socioculturais já em curso de operação, por exemplo, os sistemas de informação geográfica (SIG), os sistemas de precisão, a robótica, as máquinas inteligentes e a inteligência artificial.

Estes instrumentos sociotécnicos abrem novas janelas de oportunidade e permitem-nos lidar mais facilmente com os ecossistemas mais nucleares da 2ª ruralidade, por exemplo: o sistema-paisagem e os seus serviços de ecossistemas, a biodiversidade e os produtos biológicos, a sustentabilidade e a economia circular, as ações integradas de base territorial (AIBT) dos territórios-rede (T-R) e das comunidades intermunicipais (CIM).

Para gerir bem esta nova agenda política do território da 2ª ruralidade, o velho mundo analógico da primeira ruralidade já não é suficiente. Estamos em trânsito geracional para o mundo tecno-digital. Na sociedade da informação, do conhecimento e da comunicação, o ator-rede e a sua estrutura de missão são os agentes-principais da comunidade inteligente e da sua inovação sociotécnica e sociocultural.

Esta estrutura de missão executiva terá de desempenhar exemplarmente o papel de agente-principal da sua comunidade, isto é, uma liderança efetiva na mobilização dos pares, um bom uso da informação e conhecimento para consolidar uma geografia desejada e uma comunidade de destino, uma noção muito criteriosa no que concerne à utilização das redes de cooperação horizontais e verticais e respetivas plataformas colaborativas, um sentido crítico muito apurado no que diz respeito à inovação de processos e produtos, o respeito pela essência dos lugares em matéria de marketing territorial e produtos associados, uma abordagem muito aberta em relação ao capital humano e social e, em particular, ao empreendedorismo jovem e relações intergerações.

Dito isto, as comunidades inteligentes vão ser postas à prova e observadas numa série de situações particulares que serão suscitadas pela transição à 2ª ruralidade, por exemplo:

– A gestão colaborativa de parques empresariais e zonas industriais de um território-rede, uma CIM da baixa densidade, por exemplo, no que diz respeito aos custos de contexto e externalidades das unidades que os integram e, bem assim, à sua interoperabilidade,

– A gestão cooperativa de propriedades rústicas sob a forma de banco de solos e a gestão de um programa de emparcelamento rural tendo em vista a redução do risco de incêndio de uma ou mais zonas de intervenção florestal,

– A gestão comum e colaborativa de áreas integradas, por exemplo, uma associação de parques naturais, para efeitos de ordenamento do mosaico paisagístico, da sua biodiversidade e serviços de ecossistema, bioenergias e agricultura biológica,

– A gestão conjunta e colaborativa de agro parques e parques agroecológicos de âmbito municipal e intermunicipal com vista à criação de sistemas agroalimentares de base local (SAL) e de oferta integrada e complementar de agro-silvo-pastorícia,

– A gestão conjunta e colaborativa de consórcios e parcerias empresariais, tendo em vista a formação de clusters industriais, arranjos produtivos locais e marcas coletivas de referência regional, mas, também, a formação de ecossistemas de sucessão empresarial, formação e renovação intergerações,

– A gestão comum e colaborativa de ecossistemas específicos, por exemplo, áreas de montado, áreas de paisagem protegida, amenidades rurais e serviços de investigação-extensão, em associação com a academia e as ONG da área da proteção da natureza,

– A promoção de cooperativas e organizações de produtores, de sociedades de agricultura de grupo (SAG) e a gestão agrupada multiprodutos, em estreita associação com os laboratórios colaborativos, os grupos operacionais de investigação e os living labs,

– A gestão comum e colaborativa de propriedades, quintas e terroirs de fins múltiplos, onde se inclui o turismo ecológico, mas, também, as quintas pedagógicas, os condomínios rurais, os aldeamentos seniores (cohousing) e as explorações de agricultura alternativa.

Em todos os casos, estamos a gerir em comum e colaborativamente, através de comunidades inteligentes e plataformas de base local e regional, os incentivos disponibilizados pelos instrumentos de ordenamento da paisagem e preservação do património, os programas de inovação tecnológica, ambiental e social, mas, também, da economia criativa, por exemplo, o apoio às artes da paisagem, ofícios tradicionais e eventos culturais.

E, em todos os casos, estamos a usar os signos distintivos do território e a transferir o seu valor simbólico e icónico para os principais veículos produtivos desses territórios, que são os produtos com indicação geográfica de proveniência (IGP), os produtos com denominação de origem controlada (DOC), as marcas coletivas, os mercados de nicho, os terroirs de visitação, as cadeias de valor mais relevantes e as fileiras de exportação.

Hoje, em plena era digital, é bom não esquecer que, num espaço integrado como o europeu onde a gestão das restrições e condicionalidades muda substancialmente a natureza da administração, são os programas europeus, em boa medida, que reinventam ciclicamente os territórios, de cima para baixo, e não os territórios que formatam os programas e as medidas, de baixo para cima.

O próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, pode mudar o curso dos acontecimentos nesta matéria, não apenas por uma alteração substancial do policy-framework das políticas europeias, devido a novas prioridades geoestratégicas e geopolíticas da União Europeias com impacto estrutural no orçamento e no financiamento das políticas europeias mais convencionais como a política de coesão e a política agrícola comum, mas, sobretudo, pelo quadro de exigências sociotécnicas e socioculturais do novo período de programação que impõem uma transição e implementação mais rápidas em direção à 2ª ruralidade onde as comunidades inteligentes e a economia criativa têm um papel fundamental a desempenhar.

Isto dito, resta a pergunta sacramental. E o que vamos fazer com os territórios de baixa densidade e o rural remoto português, que somam quase dois terços do território português? Todos estes fatores fazem variar o perímetro das nossas comunidades inteligentes. Está em causa uma nova cultura do bem comum colaborativo.

E o que pode impedir esta nova cultura pública do bem comum colaborativo? O poder das corporações, o narcisismo dos líderes, a falta de liderança esclarecida, as burocracias políticas, a manipulação da comunicação social, a trivialização do espaço público, a desafeição pela política, a cacofonia discursiva. A acomodação da academia. O que não é coisa pouca.

Nota: Ilustração feita utilizando IA através do ChatGPT

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Comunidades inteligentes e agro-política do QFP 2028-34 aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Sábado há “Sunset no Parque” em Pechão

O Parque de Convívio e Lazer de Pechão recebe este sábado, 13 de Junho, a 1ª edição do “Sunset no Parque”, um evento de entrada livre promovido pelo Clube Oriental de Pechão, com música, convívio e animação ao ar livre.

Com início marcado para as 18h30 e prolongando-se até às 2h00, o evento contará com a atuação do Pagode do Buiú e do DJ King Bizz, num ambiente descontraído pensado para reunir famílias, jovens e visitantes numa das zonas mais emblemáticas da aldeia do concelho de Olhão.

Além da componente musical, os participantes poderão desfrutar de uma área de comes e bebes, com destaque para as tradicionais caipirinhas, criando o cenário ideal para celebrar a chegada do Verão.

Para Miguel Granja, Presidente da Direção do Clube Oriental de Pechão, esta iniciativa representa mais um passo na missão da associação:

«Queremos que o Sunset no Parque seja muito mais do que uma festa. Queremos criar momentos que aproximem as pessoas, valorizem a nossa terra e mostrem que uma aldeia como Pechão pode ter eventos modernos, diferenciadores e capazes de mobilizar toda a comunidade. Esta é a primeira edição e acreditamos que será o início de algo muito especial», refere o dirigente, citado em comunicado.

A organização convida toda a população da freguesia, concelho e visitantes da região a juntarem-se a esta celebração que assinala o início do verão num ambiente de partilha, música e boa disposição.

Sul Informação

O conteúdo Sábado há “Sunset no Parque” em Pechão aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Alunos de Olhão participaram em atividade de cidadania do programa “MyPolis”

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu esta sexta-feira, 12 de Junho, cerca de 40 alunos das escolas Paula Nogueira e Alberto Iria para uma dinâmica educativa do programa MyPolis focada na participação cívica.

A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6º ano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1º ao 3º ciclo.

Durante a atividade, as crianças foram convidadas a partilhar o que conhecem do concelho e a sugerir ideias de melhoria para a comunidade num contexto de aprendizagem.

A sessão incluiu ainda a “Mansão Civitas”, uma escape room digital onde os alunos do 2.º ciclo exploraram conceitos democráticos através de um jogo virtual.

O conteúdo Alunos de Olhão participaram em atividade de cidadania do programa “MyPolis” aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Torneio leva centenas de jovens basquetebolistas a Tavira no início de Julho

O XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”, a realizar entre os dias 1 e 5 de Julho, vai contar com a presença de centenas de atletas de vários escalões de formação.

A prova, organizada pelo Clube de Basquetebol de Tavira (CBT), tem-se consolidado «como um dos maiores eventos desportivos de formação realizados no Algarve».

Ao longo de cinco dias, a cidade algarvia acolhe centenas de atletas, além de treinadores, dirigentes e familiares provenientes de diversos pontos de Portugal e do estrangeiro, «proporcionando uma verdadeira celebração do basquetebol, da juventude e do convívio intercultural».

A edição de 2026 contará com dezenas de jogos distribuídos por vários escalões de formação. Este ano também se junta à festa do desporto as outras modalidades do CBT: o ténis de mesa e os matraquilhos.

Para além da componente desportiva, o torneio continuará a afirmar-se como «um importante veículo de promoção turística e económica do concelho», dinamizando a cidade e dando a conhecer a riqueza cultural, patrimonial e gastronómica de Tavira aos visitantes.

O programa oficial contempla a realização dos jogos, cerimónias protocolares, momentos de convívio entre participantes e a habitual cerimónia de encerramento e entrega de prémios, que distinguirá equipas e atletas participantes.

O conteúdo Torneio leva centenas de jovens basquetebolistas a Tavira no início de Julho aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Proyeto Jazz Colombia dão concerto na República 14 em Olhão

A República 14, em Olhão, recebe este sábado, dia 13 de Junho, o concerto dos Proyecto Jazz Colombia, uma formação sediada em Sevilha que cruza os ritmos tradicionais colombianos com a linguagem livre e improvisada do jazz.

O projeto, criado em 2020, tem vindo a afirmar-se nos palcos andaluzes, juntando três músicos andaluzes com sólida experiência no flamenco e jazz e a guitarrista e cantora colombiana Juana Gaitán, investigadora dedicada das tradições musicais do seu país.

Desta colaboração nasceu uma sonoridade original, onde o diálogo entre as heranças musicais da Andaluzia e da Colômbia assume um papel central.

No espetáculo será apresentado o álbum de estreia “De Aquel Alto Vengo”, que percorre as diversas regiões da Colômbia através de uma viagem sonora profundamente inspirada pelas suas tradições.

A formação é composta por Juana Gaitán (guitarra elétrica, voz e arranjos), Bernardo Parrilla (saxofones, flauta e arranjos), Javier Delgado (contrabaixo) e Nacho Megina (bateria e percussão).

O concerto arranca às 21h00 e os bilhetes podem ser adquiridos no local ou aqui.

O conteúdo Proyeto Jazz Colombia dão concerto na República 14 em Olhão aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Na Biblioteca de Loulé, fala-se sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos

O Município de Loulé vai promover esta sexta-feira, dia 12 de Junho, às 18h30, o ciclo de conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…”, desta vez dedicado ao tema “Gerir a tecnologia e os ecrãs com crianças e adolescentes”.

A iniciativa visa apoiar as famílias na orientação consciente e equilibrada do uso de dispositivos digitais, promovendo hábitos de vida mais saudáveis.

A sessão será dinamizada por Bruno Martins, psicólogo clínico com vasta experiência e trabalho nesta área.

«No mundo atual, a tecnologia e os ecrãs fazem parte integrante da vida das crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades de aprendizagem, comunicação e entretenimento. Gerir o uso da tecnologia não significa proibir, mas orientar de forma consciente e equilibrada», lê-se na nota.

O debate abordará ainda, de acordo com a autarquia, «estratégias práticas para pais e educadores estabelecerem limites claros de tempo de ecrã adaptados a cada idade, com pausas regulares, bem como a importância de criar rotinas livres de tecnologia, especialmente durante as refeições e antes de deitar».

Promovido mensalmente pelo Município de Loulé, este ciclo de conversas desafia a população em geral a «participar, refletir e partilhar experiências sobre variados temas ligados à saúde e ao bem-estar».

Para facilitar a presença das famílias, os pais que pretendam assistir à conversa poderão deixar os seus filhos (de idade igual ou superior a 3 anos) numa atividade gratuita de promoção do livro e da leitura. Esta dinamização estará a cargo dos profissionais da biblioteca e requer inscrição prévia através deste link.

O conteúdo Na Biblioteca de Loulé, fala-se sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Visitas guiadas dão a conhecer a “Silves Subterrânea” no sábado

Visitas guiadas vão dar a conhecer, no sábado, 13 de Junho, alguns dos mais importantes espaços arqueológicos e estruturas históricas existentes sob a cidade de Silves.

Trata-se de uma iniciativa da autarquia local, no âmbito das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026, que pretende proporcionar ao público «uma perspetiva única sobre o património escondido de Silves».

«Reconhecida pela riqueza do seu legado histórico e arqueológico, Silves guarda sob as suas ruas edifícios e monumentos testemunhos de diferentes épocas que ajudam a compreender a evolução da cidade ao longo dos séculos», assinala o município, em comunicado.

Através desta iniciativa, residentes e visitantes terão a oportunidade de explorar locais habitualmente inacessíveis ou pouco conhecidos, acompanhados por técnicos especializados.

O programa inclui visitas guiadas às ruínas arqueológicas localizadas sob a Biblioteca Municipal de Silves, à Couraça Islâmica, ao Poço-Cisterna, à Cisterna da Rua do Castelo e às Ruínas Arqueológicas da Arrochela.

Estas visitas terão lugar às 10h00 e às 16h00, com ponto de encontro na Biblioteca Municipal de Silves.

Ao longo do dia, será ainda possível visitar o Poço-Cisterna, integrado no Museu Municipal de Arqueologia, e a Cisterna da Rua do Castelo, situada a norte da Sé Catedral, entre as 10h00 e as 13h00 e das 15h00 às 18h00, através de visitas acompanhadas.

Sul Informação

A iniciativa pretende aproximar a comunidade do património arqueológico local, «sensibilizando para a sua importância histórica, científica e cultural», ao mesmo tempo que promove a valorização e salvaguarda deste legado para as gerações futuras.

Integradas nas Jornadas Europeias de Arqueologia, estas atividades associam Silves a uma rede de centenas de cidades europeias que, anualmente, abrem as portas dos seus sítios arqueológicos e promovem o conhecimento da arqueologia junto do grande público.

A participação é gratuita. Para mais informações, pode contactar o sector de Património/Arqueologia através do número 282440800 ou pelo email arqueologia@cm-silves.pt.

O conteúdo Visitas guiadas dão a conhecer a “Silves Subterrânea” no sábado aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Orquestra de Jazz do Algarve apresenta-se hoje em Sevilha com “Ella and More”

A Orquestra de Jazz do Algarve vai levar o programa “Ella and More” a Sevilha, num concerto especial que terá lugar esta sexta-feira, 12 de Junho, às 21h00, no Consulado Geral de Portugal.

Trata-se de um espetáculo integrado nas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Este concerto presta homenagem a Ella Fitzgerald, uma das maiores vozes da história do jazz e uma figura incontornável da música do século XX.

Através de uma seleção de grandes clássicos do repertório jazzístico, o concerto «revisita o legado da artista com arranjos vibrantes, espaço para a improvisação e uma abordagem contemporânea que preserva toda a elegância e autenticidade da sua obra».

Para esta apresentação internacional, a Orquestra de Jazz do Algarve volta a contar com a participação da cantora Sara Miguel.

«A presença da Orquestra de Jazz do Algarve em Sevilha constitui um momento de grande relevância cultural e simbólica, realizando-se sob convite da Região de Turismo do Algarve e acolhida pelo Consulado Geral de Portugal em Sevilha, reforçando os laços culturais entre Portugal e Espanha através da música», refere a orquestra fundada em 2004.

O conteúdo Orquestra de Jazz do Algarve apresenta-se hoje em Sevilha com “Ella and More” aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

No Teatro de Palha, há de tudo

Há cinema, música, teatro, novo circo, dança, e, acima de tudo, uma grande escultura «efeméra e habitável» onde tudo acontece. É o Teatro de Palha do Lavrar o Mar que regressa, de 27 de Junho a 26 de Julho, ao Parque Industrial da Feiteirinha, em Aljezur.

Feito de palha, luz, vento e noite, o Teatro de Palha regressa como lugar de encontro entre criação artística, natureza e comunidade. Nesta edição, a programação parte de uma pergunta simples: o que fazemos com aquilo que pesa? Com o peso das memórias, das histórias, dos afetos, dos objetos, das paisagens e do próprio tempo.

Para criar a arquitetura desta IV edição do Teatro de Palha, Pedro Quintela partiu da geometria da lebre-do-mar, um peculiar molusco marinho existente na região.

Construído mais uma vez com a cumplicidade dos agricultores locais, o Teatro de Palha nasce a partir de um único material: a palha, abundante no território e presente nestas paisagens nesta altura do ano.

A programação abre no dia 27 de Junho com os Terrakota, colectivo português que cruza ritmos afro, reggae, ecos balcânicos e sonoridades de diferentes geografias numa celebração da mistura e da liberdade. Seguem-se propostas internacionais como “Par le Boudu”, de Bonaventure Gacon, figura incontornável do circo contemporâneo; “Barolosoul’O”, da companhia francesa Barolosolo, uma viagem poética entre música, água e pequenos naufrágios do quotidiano; e “People”, de Claudio Stellato, onde dança, novo circo e artes visuais se encontram num universo entre caos, humor e humanidade.

O Teatro de Palha recebe ainda a Orquestra do Algarve, dirigida por Martim Sousa Tavares, que revisita a magia do cinema mudo através da obra-prima The General, de Buster Keaton, e encerra com a Orquestra de Jazz do Algarve e o concerto “Caribe Libre”, uma viagem pelos ritmos afro-caribenhos que deram origem ao Latin Jazz.

A gastronomia volta também a transformar-se em experiência artística com “400 gramas para partilhar – Uma ode à convivialidade”, uma criação da companhia belga Laika – Théâtre des Sens com a participação do Turak Théâtre. Cada participante contribui com 400 gramas de ingredientes que serão transformados numa refeição colectiva, onde cozinhar e comer se tornam gestos de encontro e partilha.

O cinema regressa ao Teatro de Palha com o ciclo “Paisagens da Memória e do Futuro”, com curadoria de Candela Varas. Entre 28 de Junho e 23 de Julho serão apresentados seis filmes que atravessam diferentes geografias emocionais, políticas e artísticas: “One to One: John & Yoko”, de Kevin Macdonald; “Arco”, de Ugo Bienvenu; “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho; “Um Poeta”, de Simón Mesa Soto; “A Pequena Amélie”, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han; e “Orlando Pantera”, de Catarina Alves Costa.

Pela primeira vez, o Teatro de Palha apresenta um programa dedicado a famílias, convidando crianças e adultos a descobrir este espaço através de propostas onde a imaginação é uma forma de olhar o mundo.

O programa reúne cinco experiências de dança, música, marionetas, magia, objectos e cinema: “Abraço”, de Berna Huidobro; “Arco”, de Ugo Bienvenu; “Chão de Meninos”, de Madalena Victorino e convidados; “A Pequena Amélie”, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han; e “Mundo dos Mundos”, de Madalena Victorino com Matilde Tudela, Francisca Poças e Susana Vilar.

Durante todo o período do Teatro de Palha poderá ainda ser visitada a exposição “10 anos | 134 cartazes”, que reúne uma década de criação gráfica da Lavrar o Mar, com assinatura da 1000olhos, transformando o espaço num arquivo vivo de memórias, projectos e encontros.

O programa completo está disponível aqui, onde também podem ser adquiridos os bilhetes.

O conteúdo No Teatro de Palha, há de tudo aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Todo o país em risco muito elevado de exposição à radiação UV

Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o risco muito elevado de exposição à radiação UV vai manter-se no continente e arquipélagos da Madeira e Açores pelo menos até segunda-feira.

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.

Para as regiões em risco extremo, o instituto recomenda que se evite a exposição ao sol sempre que possível.

No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

Para as regiões com risco elevado recomenda-se o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima a variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura máxima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

O conteúdo Todo o país em risco muito elevado de exposição à radiação UV aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Tradição da Arte Xávega da Meia Praia regressa com caráter episódico

A tradição do lançamento da arte xávega da Meia Praia foi retomada no passado dia 6 de Junho e promete regressar de forma episódica, no âmbito de um acordo entre Câmara de Lagos e Associação de Moradores 1.º de Maio.

O primeiro lançamento desta tradição, retomada em contexto cultural com o apoio do município, reuniu moradores, populares e visitantes, contando ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagos Hugo Pereira, revelou a autarquia, em comunicado.

Na manhã de sábado, a Meia Praia voltou a ser palco de uma arte que marcou durante décadas a vida das comunidades piscatórias de Lagos.

O lançamento da Arte Xávega, realizado no areal junto ao Bairro 1º de Maio, reuniu dezenas de pessoas, «que acompanharam com visível emoção o regresso de uma tradição que muitos temiam estar em risco de se perder», refere a Câmara de Lagos, em comunicado.

A iniciativa resulta do protocolo de colaboração assinado, em Março de 2026, entre o município de Lagos e a Associação de Moradores 1.º de Maio, que estabeleceu as condições para «dar continuidade a esta arte de pesca tradicional, agora exclusivamente enquanto manifestação cultural de caráter episódico».

Este primeiro lançamento teve também um significado de homenagem, tendo sido dedicado à memória de José da Glória Santos, conhecido por Zé Bala, falecido no final de 2025.

«Guardião incontornável desta arte, Zé Bala dedicou uma vida inteira a lutar pela sua preservação, tornando-se no seu maior símbolo», escreve o município.

Hugo Pereira fez questão de participar no evento, sublinhando o compromisso do município com a salvaguarda do património cultural imaterial do concelho.

«A Arte Xávega da Meia Praia integra um conjunto de práticas e saberes que definem a identidade de Lagos e das suas gentes e que importa proteger, não apenas como herança, mas como memória viva para as novas gerações», sublinhou.

Em estreita articulação com a Associação de Moradores 1.º de Maio, o município prevê a realização de mais lançamentos ao longo do ano, que serão previamente anunciados nos respetivos canais de comunicação.

A Arte Xávega da Meia Praia é uma técnica de pesca tradicional com arte envolvente-arrastante e alagem para terra. A arte é lançada ao mar com o apoio de uma embarcação, deixando um cabo em terra e regressando com o outro cabo. Depois, de terra, a rede é puxada pela companha e ajudantes. Este processo, sendo feito com a força braçal humana, tem uma duração média de quatro horas.

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

os vários aspectos do primeiro lanço da Arte Xávega Tradicional da Meia Praia, enquanto manifestação cultural de recriação da tradição.

Sul Informação

Sul Informação

Sul Informação

os vários aspectos do primeiro lanço da Arte Xávega Tradicional da Meia Praia, enquanto manifestação cultural de recriação da tradição.

O conteúdo Tradição da Arte Xávega da Meia Praia regressa com caráter episódico aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

“A Sentença” vai ter emissão especial gravada em Faro

O programa “A Sentença”, da TVI, vai ter uma emissão especial gravada na próxima segunda-feira, 15 de Junho, a partir das 14h30, no antigo Governo Civil, em Faro. A entrada é livre.

O programa apresentará três casos inspirados em processos que marcaram a região.

Os interessados em assistir podem inscrever-se através do endereço de e-mail sentenca.publico@tvi.pt, indicando o respetivo nome e contacto.

O conteúdo “A Sentença” vai ter emissão especial gravada em Faro aparece primeiro em Sul Informação.

  •  
❌