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Morte em salto de rope jump em SP: entenda diferença de negligência e dolo

16 June 2026 at 19:31

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) em Limeira (SP). A jovem faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança.

O inquérito policial tipifica o caso como homicídio com dolo eventual, o que gera discussões jurídicas sobre a distinção entre a falha técnica (negligência) e a assunção do risco de matar.

Negligência ou dolo eventual?

No direito penal, a negligência ocorre quando há uma omissão ou falta de cuidado por parte do agente que não prevê um resultado que era previsível.

Já o dolo eventual caracteriza-se quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco de que ele ocorra, demonstrando indiferença.

A decisão judicial destaca que, por se tratar de uma atividade de elevado risco, a ausência da dupla checagem e o arremesso da vítima sem qualquer equipamento essencial configuram uma conduta que vai além do mero erro.

Segundo os autos, o local possui histórico de acidentes graves, o que reforça a previsibilidade do dano.

A visão das especialistas

Para a advogada criminalista Ana Krasovic, a irregularidade administrativa da empresa Entre Cordas, que não possuía CNPJ nem autorização municipal, é um agravante na análise do caso.

“A situação irregular de uma empresa não gera automaticamente responsabilidade criminal, mas pode influenciar significativamente a análise de culpa ou dolo a depender do caso concreto”, explica a especialista.

Beatriz Alaia Colin, especialista em Processo Penal, alerta que a responsabilização pode se estender à cadeia de comando da empresa.

“A responsabilidade jurídica pode alcançar não apenas quem executou o salto, mas também quem exercia poder de gestão e decisão sobre a atividade”, afirma.

Colin ressalta que a investigação deve focar se os responsáveis “criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar o acidente”.

Falhas nos protocolos de segurança

Os depoimentos colhidos apontam que os operadores não conseguiram explicar a omissão da corda, alegando lapsos de memória.

Testemunhas relataram que o procedimento de segurança — que exigiria fixação no peitoral e verificação verbal em voz alta — foi ignorado no salto de Maria Eduarda.

Além disso, a tentativa de alguns envolvidos em deixar o local após o acidente foi citada como um fator que demonstra o “desprezo pelas consequências do fato”, conforme análise técnica de Colin.

Obstruções e ocultações

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

De acordo com o depoimento de uma testemunha, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

União discute demolição de Ponte do Esqueleto após morte de jovem

Logo Agência Brasil

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute a eventual remoção da ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo, com os governos locais.

O posicionamento ocorre após a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morrer no local, na manhã do último sábado (13). A jovem moradora de Jandira (SP) foi erguida por instrutores de uma empresa privada e arremessada da ponte, sem estar presa às cordas do equipamento de segurança, de uma altura de cerca de 40 metros. 

Notícias relacionadas:

O salto seria na modalidade rope jump​​, quando um praticante salta no vazio a partir de locais muito altos.

Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.

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Reunião

Nesta segunda-feira (15), os representantes da Secretaria do Patrimônio da União e a Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no interior paulista e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Félix, e suas equipes.

 A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a ponte.  

As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.

Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas.

“A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população” afirmou.

O prefeito ainda pediu que a Polícia Federal investigue a divulgação, pelas redes sociais, de atividades futuras no local. 

Bloqueio à ponte

Até uma solução definitiva, os governos federal e municipais combinaram ações para conter o acesso à ponte.

Entre elas, a instalação de placas de advertência, o bloqueio de acessos por meio de instalação de barreiras físicas e a reabertura de valetas para impedir o acesso à estrutura.

Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que a vala que havia sido aberta para impedir o acesso ao local foi posteriormente fechada sem conhecimento de sua administração.

O acesso ao local configura crime, pois não se trata de área de acesso público permitido.

União discute demolição de Ponte do Esqueleto após morte de jovem

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A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute a eventual remoção da ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo, com os governos locais.

O posicionamento ocorre após a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morrer no local, na manhã do último sábado (13). A jovem moradora de Jandira (SP) foi erguida por instrutores de uma empresa privada e arremessada da ponte, sem estar presa às cordas do equipamento de segurança, de uma altura de cerca de 40 metros. 

Notícias relacionadas:

O salto seria na modalidade rope jump​​, quando um praticante salta no vazio a partir de locais muito altos.

Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.

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Reunião

Nesta segunda-feira (15), os representantes da Secretaria do Patrimônio da União e a Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no interior paulista e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Félix, e suas equipes.

 A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a ponte.  

As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.

Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas.

“A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população” afirmou.

O prefeito ainda pediu que a Polícia Federal investigue a divulgação, pelas redes sociais, de atividades futuras no local. 

Bloqueio à ponte

Até uma solução definitiva, os governos federal e municipais combinaram ações para conter o acesso à ponte.

Entre elas, a instalação de placas de advertência, o bloqueio de acessos por meio de instalação de barreiras físicas e a reabertura de valetas para impedir o acesso à estrutura.

Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que a vala que havia sido aberta para impedir o acesso ao local foi posteriormente fechada sem conhecimento de sua administração.

O acesso ao local configura crime, pois não se trata de área de acesso público permitido.

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

16 June 2026 at 18:09

A Polícia Civil de Limeira (SP) investiga indícios de ocultação de provas no inquérito que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13).

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

Relato de testemunha e sumiço de provas

De acordo com o depoimento da testemunha, que era um cliente que aguardava para saltar, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Análise jurídica: fraude e obstrução

A prática de remover a câmera do local do acidente possui implicações criminais diretas.

Segundo a advogada criminalista Ana Krasovic, a retirada do objeto “poderia se encaixar no crime de fraude processual, que seria a alteração da realidade física para enganar a atividade jurisdicional ou pericial”.

Por outro lado, a exclusão imediata do perfil no Instagram e do grupo de WhatsApp da empresa, embora tenha gerado críticas de clientes e familiares, possui interpretação jurídica distinta.

“Não pode ser interpretada como conduta criminosa, nem justificar qualquer responsabilização em qualquer seara do direito”, explica Krasovic sobre essa ação específica.

Para Beatriz Alaia Colin, especialista em Direito Penal, a investigação deve focar em verificar se os responsáveis criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar acidentes.

“Nesses casos, a Justiça costuma se apoiar em perícias, protocolos amplamente aceitos pela comunidade técnica, cursos de especialização, experiência prática e normas gerais de segurança aplicáveis a atividades de risco”, afirma.

Testemunha filmou e tentou ajudar

Uma enfermeira que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), prestou depoimento à Polícia Civil detalhando o ocorrido no último sábado. Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada.

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e realizou manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

O registro do acidente e o socorro

A mulher relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. No depoimento, a enfermeira explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento.

Ela só notou a gravidade da situação quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto. O vídeo, entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre.

Ao constatar o acidente, ela identificou-se como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída.

“Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas entrou em óbito por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Morte em salto de rope jump: suspeito diz que grupo saltava há meses em SP

16 June 2026 at 17:54

Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (SP), revelaram em depoimento que o grupo operava na região há aproximadamente um ano.

A jovem morreu no último sábado (13) após ser lançada da estrutura em queda livre, sem que a corda de segurança estivesse acoplada ao seu corpo.

Atuação sem regulamentação

Segundo Luis Felipe, um dos instrutores responsáveis pela operação técnica, a equipe realizava eventos frequentes no local, utilizando as redes sociais para atrair clientes.

Apesar do tempo de atuação e da estrutura comercial, os suspeitos admitiram que o grupo não possuía CNPJ ou alvará da prefeitura para explorar a atividade na Ponte do Esqueleto.

Eles alegaram à autoridade policial que o rope jump não possui federação ou regulamentação específica no Brasil.

Alto faturamento

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), o grupo organizador planejava realizar aproximadamente 100 saltos.

Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data superaria os R$ 15 mil.

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Morte em salto sem corda em SP: grupo iria faturar mais de R$ 15 mil no dia

16 June 2026 at 14:07

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos.

Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data seria de no mínimo R$ 15 mil.

Operação comercial sem regulamentação

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

O que dizem envolvidos

Em depoimento, o instrutor Luis Felipe, um dos presos no caso, classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano.

Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que exime a necessidade de autorizações formais, dependendo apenas da experiência dos instrutores.

Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e que não consegue compreender o que houve no momento do acidente.

“É algo que a gente está sem entender até agora”, disse à autoridade policial.

Maicon Fernandes, também responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado tem capacidade para suportar mais de duas toneladas.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Ao ser questionado sobre a ausência da corda, Maicon declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. O instrutor não soube precisar se a responsabilidade final da checagem naquele salto específico era sua ou de Felipe.

Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”, declarou que sua função era apenas equipar os clientes e ajudar no impulso inicial.

Ele afirmou que o procedimento de colocação da corda é padrão para todas as modalidades e que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Governo Federal estuda demolição de ponte em SP após morte em rope jump

16 June 2026 at 13:38

O Governo Federal estuda a demolição da ponte do Esqueleto, localizada em Limeira, no interior de São Paulo, onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu, neste sábado (13), após ser lançada sem corda durante a prática de “rope jump”.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), duas reuniões foram realizadas na região da ponte, nesta segunda-feira (15), onde os governos federal e municipais discutiram soluções em conjunto e o bloqueio do acesso ao local.

A reunião contou com a representação do Governo Federal por meio da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) e da AGU (Advocacia Geral da União), e dos municipais com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix, e suas equipes.

Durante o encontro, tanto a prefeita de Cordeirópolis quanto o prefeito de Limeira afirmaram que existem ações de contenção que já são tomadas pelos municípios para bloquear o acesso à ponte. Os dois também se posicionaram a favor da demolição.

A Prefeitura de Cordeirópolis e a SPU combinaram o reforço de ações para conter o acesso à ponte, e a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que impedia o acesso ao local, mas foi fechada posteriormente, sem conhecimento do órgão.

A SPU-SP também se comprometeu com a instalação de barreiras físicas, além de placas de aviso, para informar que a ponte é de propriedade da União e a entrada é proibida.

Além disso, a SPU informou que a discussão com os governos locais continuará para encontrar uma solução definitiva para a ponte, podendo ser a demolição.

A ponte foi oficialmente transferida para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria em maio, e, segundo a SPU, a realização de atividades esportivas não foram autorizada no local.

Anteriormente, a Prefeitura de Limeira havia informado que processaria o Governo Federal, alegando omissão, já que seriam exclusivamente responsáveis pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte. A administração municipal diz que, desde 2025, já havia encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.

Entenda o caso de Maria Eduarda

A jovem de 21 anos que praticava rope jump em Limeira, na Trilha da Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, morreu na manhã deste sábado (13). A empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurar Maria Eduarda, que foi lançada de cerca de 40 metros.

Após a queda de Maria Eduarda, pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU, mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo. Até o momento, três funcionários da empresa foram presos.

Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos tentaram fugir em direção a uma área de vegetação. Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.

A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, e além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.

Por isso, os três foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. A audiência de custódia dos suspeitos foi realizada na manhã deste domingo (14) e a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

16 June 2026 at 13:31

Três instrutores foram presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13), na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves apresentaram suas versões à Polícia Civil de São Paulo, e foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, após a vítima ser arremessada da estrutura sem a corda de segurança.

Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva dos três em audiência de custódia.

“Foi uma fatalidade”, afirma instrutor

Em depoimento, Luis Felipe classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano.

Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que exime a necessidade de autorizações formais, dependendo apenas da experiência dos instrutores.

Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e que não consegue compreender o que houve no momento do acidente. “É algo que a gente está sem entender até agora”, disse à autoridade policial.

Lapsos na verificação de segurança

Maicon Fernandes, também responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado tem capacidade para suportar mais de duas toneladas.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Ao ser questionado sobre a ausência da corda, Maicon declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. O instrutor não soube precisar se a responsabilidade final da checagem naquele salto específico era sua ou de Felipe.

Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”, declarou que sua função era apenas equipar os clientes e ajudar no impulso inicial.

Ele afirmou que o procedimento de colocação da corda é padrão para todas as modalidades e que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Morte em rope jump: polícia busca por câmera que estava com mulher

16 June 2026 at 11:49

A polícia investiga o paradeiro de uma câmera do modelo GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento em que ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante um salto de rope jump. A jovem morreu após cair de uma altura estimada entre 30 e 40 metros sem estar presa às cordas de segurança.

Durante a audiência de custódia realizada no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que Maria Eduarda segurava a câmera no momento em que foi arremessada da ponte.

O equipamento, no entanto, desapareceu após o acidente, e os investigadores acreditam que as imagens registradas por ele podem ser fundamentais para esclarecer o que ocorreu durante o salto.

Testemunha relata retirada da câmera do corpo da vítima

Uma testemunha presente no local afirmou ter visto funcionários da empresa responsável pelo salto retirando a câmera do corpo de Maria Eduarda. O evento atraía um número considerável de pessoas, e já existem vídeos obtidos por terceiros que mostram o momento em que a jovem é arremessada da ponte.

Segundo esses registros, o procedimento de segurança exigido — que incluía a colocação de uma corda no peitoral da vítima e dupla checagem pelos operadores — não foi realizado.

Prisão preventiva dos três funcionários é mantida

Três funcionários da empresa foram presos em flagrante após o ocorrido. Durante a audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg constatou que a prisão em flagrante está em  ordem e converteu o flagrante em prisão preventiva.

Conforme revelado em interrogatórios, o procedimento padrão para o salto exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da praticante antes do arremesso, seguida de dupla checagem dos operadores — etapas que não foram cumpridas no caso de Maria Eduarda.

Instrutor classifica morte como “fatalidade”

A CNN teve acesso aos vídeos dos depoimentos dos presos. Em um dos relatos, um dos instrutores afirmou não se recordar se a responsabilidade pela colocação da corda era dele ou de outro colega.

“Cara, eu acho que foi realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse”, disse o instrutor durante o depoimento.

As investigações prosseguem e, com a localização da câmera GoPro, os investigadores esperam que as imagens gravadas pelo equipamento ampliem a compreensão sobre o que foi negligenciado durante o salto.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Rope jump e bungee jump: veja quais são as normas de segurança

16 June 2026 at 07:34

A prática de esportes radicais exige atenção rigorosa às normas técnicas para evitar acidentes. Uma mulher de 21 anos morreu, na manhã do último sábado (13), enquanto praticava uma atividade de “rope jump” na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Enquanto o bungee jump é uma atividade regulamentada pela ABNT NBR 16.714, o rope jump (ou pêndulo humano) ainda carece de protocolos oficiais e federações que determinem padrões de segurança no país.

Veja também: Funcionário tirou câmera de morta em rope jump após queda, diz testemunha

Diferenças técnicas e equipamentos

No bungee jump, utiliza-se uma corda elástica específica, feita de látex, com sistemas redundantes que evitam o impacto com o solo mesmo em caso de rompimento do cabo principal.

Já o rope jump costuma utilizar cordas de alpinismo comuns, que não são homologadas para o esforço de tração gerado nesse tipo de salto.

O que verificar antes do salto

Para garantir a segurança, o praticante deve confirmar se a empresa possui:

  • Registro no Cadastur e CNPJ ativo.
  • Implementação do Sistema de Gestão de Segurança (ABNT 21.101).
  • Seguro para acidentes pessoais e equipe técnica qualificada.

A autorização prévia dos órgãos competentes para o local da atividade é obrigatória. Negligenciar a manutenção de equipamentos ou operar sem certificação pode resultar em sanções judiciais graves, incluindo acusações de homicídio.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

União já havia pedido bloqueio de ponte antes de morte de jovem em salto em Limeira

16 June 2026 at 00:21

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado (13/06) na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), após ser lançada sem cordas de uma altura de cerca de 40 metros (equivalente a um prédio de 12 andares) em um salto de rope jump.

Segundo a SPU, em 2024, quando ocorreu um outro acidente fatal no local envolvendo uma ciclista, foi solicitado às prefeituras que bloqueassem o acesso à ponte. “Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Limeira”, diz nota do órgão.

A prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão. Segundo a nota, desde 2025 a administração municipal cobrava providências dos órgãos federais responsáveis pela ponte. “A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal.”

Segundo a SSP de São Paulo, a morte aconteceu durante atividade de rope jump promovida por empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. Após a morte, a Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual.

O advogado Arthur Rollo afirmou que a responsabilidade é solidária entre União e prefeitura. “A União deveria ter zelado por aquela área e impedido o acesso, e a prefeitura de Limeira já sabe que aquela área é utilizada para atividades de aventura e deveria ter fiscalizado isso.”

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