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Impacto do fim da 6×1 chegará nas prateleiras dos mercados, diz Apas

13 June 2026 at 16:02

O eventual fim da escala de trabalho 6×1 pode gerar impactos diretos nos preços dos produtos nas prateleiras dos supermercados. É o que afirmou Erlon Ortega, da Apas (Associação Paulista de Supermercados), em entrevista ao Agora CNN deste sábado (13).

Segundo ele, o setor já enfrenta uma escassez significativa de mão de obra e teme que a mudança agrave ainda mais esse cenário.

Déficit de vagas e aumento de custos

Ortega destacou que, somente no estado de São Paulo, o setor supermercadista já registra um déficit de 35 mil vagas. “Um projeto que a gente tira 10% da nossa força de trabalho nos obriga a contratar cerca de 10% a mais”, afirmou.

Para ele, isso gera dois problemas centrais: o aumento do custo operacional e a dificuldade de encontrar trabalhadores disponíveis para preencher as novas vagas necessárias.

Em relação ao impacto nos preços ao consumidor final, Ortega foi direto: “Nós calculamos o impacto em torno de 9% a 10%”. Ele ressaltou que os efeitos não se limitariam ao setor de supermercados, alcançando também condomínios, hospitais, bares, restaurantes e a agricultura. “O impacto é matemático e chegará na prateleira”, declarou.

Alternativa da escala 5×2 é vista com bons olhos

Questionado sobre a possibilidade de adoção da escala 5×2 com manutenção das 44 horas semanais — alternativa mencionada anteriormente por João Galassi, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) —, Ortega afirmou que diversas lojas no estado de São Paulo já operam nesse modelo com resultados positivos.

“O colaborador tem duas folgas por semana, mas ele trabalha as 44 horas. E isso não implica num aumento de custo muito elevado”, explicou.

No entanto, Ortega alertou que pequenos e médios supermercados — que representam a grande maioria das 27 mil lojas no estado de São Paulo — teriam muita dificuldade de se adaptar caso as horas de trabalho sejam reduzidas sem alternativas flexíveis.

Ele defendeu o Projeto de Lei nº 12, em discussão no Senado, que permitiria maior liberdade na definição das jornadas de trabalho. “Nós precisamos que isso passe, nós não podemos mais ter esse engessamento”, afirmou.

Apelo por debate equilibrado

Ortega também elogiou a postura do Senado em conduzir a discussão com mais cautela do que a Câmara dos Deputados. Ele citou um manifesto assinado por mais de 3 mil entidades, incluindo confederações como CNI, CNC e Fiesp, expressando preocupação com os impactos da mudança.

“É o setor produtivo, é o setor que emprega, que está mostrando quanto isso pode ser prejudicial se tivermos essa discussão de afogadilho”, disse.

Para Ortega, ouvir o setor produtivo, os trabalhadores e, especialmente, os consumidores é fundamental para que a discussão seja conduzida de forma equilibrada e racional.

Ele defendeu ainda que a modernização das relações de trabalho poderia trazer para o mercado formal mais de 20 milhões de pessoas que hoje atuam na informalidade. “Não existe empresa forte com trabalhador fraco. Não existe também trabalhador forte com empresa fraca. Nós estamos do mesmo lado”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

España duplica en una década su producción ecológica y alcanza 3.250 millones de euros

13 June 2026 at 04:30
Cultivo ecológico de pimientos en la finca de la empresa Bioalverde, en Dos Hermanas, Sevilla, el pasado jueves.

España ha duplicado su producción ecológica en la última década y el año pasado alcanzó los 3.250 millones de euros, el doble que diez años atrás, entre la agricultura y la ganadería. Este crecimiento sostenido de los productos con el sello de la hoja verde ha hecho que la superficie también se haya disparado desde los dos millones de hectáreas que ocupaba hace 10 años hasta tres millones de hoy, un 12% del total, incluyendo tierras labradas y pastos permanentes.

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Juan Ignacio Artillo, frente a las cámaras frigoríficas de su empresa El Cercado de la Era, en Santiponce (Sevilla), el pasado jueves.Finca de la empresa de ganadería ecológica El Cercado de la Era, en Santiponce, el pasado jueves. Espantapájaros con forma de ave rapaz, en el centro de la finca de Bioalverde, en Dos Hermanas, el pasado jueves.

Los analistas incluyen a Dia en su carrito de la compra

13 June 2026 at 04:25
El nuevo supermercado Dia, en el local en el que se abrió el primer Zara de la historia.

Dia, antaño filial de Carrefour, cayó en desgracia en octubre de 2018, cuando se vio obligada a reformular sus cuentas del ejercicio anterior y entró el fondo Letterone, controlado por el magnate ruso Mikhail Fridman, que ahora ostenta el 77,7% del capital. Desde entonces, la cadena de supermercados ha puesto orden en su negocio, en su balance y en su cuenta de resultados. En los últimos 12 meses, se dispara un 50% en Bolsa, y los analistas han vuelto a confiar en ella de manera unánime. Todos los expertos que siguen el valor recomiendan comprar, de acuerdo con los datos de Bloomberg. El Santander ha reiniciado la cobertura de la compañía con un precio objetivo de 52,3 euros por acción y asegura que representa “márgenes y crecimiento de primer nivel a una valoración asequible“.

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