Copa do Mundo a milissegundos de distância, mas nem sempre foi assim
Para sentir a emoção da arquibancada vibrando ao fundo enquanto o atacante supera a defesa e manda a bola para o gol, era preciso que ondas eletromagnéticas percorressem milhares de quilômetros até transformar a jogada em imagem nas telas de TV e em lembrança na memória do torcedor.
Hoje, pensar na cobertura de uma Copa do Mundo é falar de velocidade: um universo digital que opera em ritmos impensáveis para as tecnologias de comunicação de décadas atrás.
Velocidade 5G e o futebol
O 5G chegou ao Brasil em 2022 e passou a oferecer velocidades médias superiores a 200 Mbps, podendo ser milhares de vezes mais rápido do que a internet discada dos anos 1990. Se comparada às tecnologias, ele é 10 vezes mais rápido que o antecessor 4G.
Em 2002, quando a Seleção Brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0 e conquistou o pentacampeonato mundial, a internet no Brasil passava por transição. Foi quando experimentamos na navegação online aquela sensação de trocar uma corrida de bicicletas por carros na vida real. Na época, passamos dos 0,056 Mbps da internet discada para conexões ADSL (internet de alta velocidade pela mesma rede de fios de cobre usada pelo telefone fixo) que podiam atingir até 10 Mbps, sendo 180 vezes mais rápida que a tecnologia anterior.
Só que, na época, nada de Instagram, WhatsApp ou X. Interagir com os colegas online, só mesmo com serviços como ICQ, bate-papos online ou então por correntes de e-mail. Vale lembrar que, quando Ronaldo Fenômeno marcou os dois gols que deram ao Brasil o pentacampeonato mundial, o YouTube ainda não existia — ele só seria criado em 2005.
O streaming de vídeo em larga escala ainda engatinhava, e os smartphones que hoje colocam a Copa na palma da mão sequer faziam parte da rotina dos consumidores. Nesta época, os jogos eram acompanhados principalmente pela TV aberta, pelo rádio e pelos portais de notícias na internet, que ofereciam textos, fotos e atualizações em tempo real.
Nem TV, nem internet
A Copa de 1970, no México, foi um marco tecnológico e tanto para as transmissões do campeonato para os brasileiros. Foi a primeira vez que os torcedores puderam assistir a uma Copa do Mundo ao vivo, graças ao uso de satélites de telecomunicações. Um avanço e tanto para os profissionais de rádio e TV.
Edemar Annuseck narrou cinco mundiais entre os anos de 1974 e 1990 e lembra da dificuldade de transmitir um campeonato naquele tempo. “No rádio era preciso ter um sinal de satélite; e nem sempre a gente conseguia ter retorno do que estava sendo transmitido”. Fazendo uma ponte com as coberturas em tempo de internet, diz: “Hoje, com um computador, você faz a transmissão e a narração das partidas direto do estádio. Antes, era preciso ter 4 canais (áudio): dois para envio da voz e o restante para retorno.”
Luiz Fernando Magliocca, pesquisador e professor de rádio e TV, começou a trabalhar na área em 1964 e lembra de situações inusitadas quando os jogos eram em campo brasileiro. “Às vezes, durante as transmissões esportivas no rádio, havia interferências e até linhas cruzadas no meio da transmissão”. Com a chegada da internet, diz que o jogo fora do campo mudou: “Hoje ampliou a oferta de telas. A oferta maior é agora, com diversas emissoras e plataformas fazendo a transmissão dos jogos, enquanto o torcedor acompanha tudo pelo celular”.
Do carro popular ao trem-bala digital
Hoje, a combinação entre fibra óptica e redes 5G permite acompanhar os jogos em alta definição, com baixa latência, acesso simultâneo a múltiplas telas e velocidades de navegação que variam de 300 Mbps a 500 Mbps, podendo chegar a 1 Gbps em algumas localidades.
No Brasil, essa velocidade alcança 221 Mbps em média, segundo dados divulgados no início de maio pela consultoria Ookla. O país está entre os líderes da América Latina em velocidade, embora ainda distante dos países que lideram o ranking global, como Singapura, Eslovênia e França. E o melhor, tudo em multiplataformas. Uma experiência que fica ainda mais intensa com a cobertura jornalística e diversidade de aplicativos.
Na CNN a cobertura do evento vai além dos jogos
O time da CNN Brasil entra em campo para a cobertura multiplataforma da Copa do Mundo de 2026 e acompanha a Seleção Brasileira e os principais destaques do torneio em parceria com a Itatiaia.
Na programação da CNN Brasil, o público tem conteúdos exclusivos, com quadros fixos nos telejornais Novo Dia, Live e CNN Prime Time. E no fim do dia, depois que a bola rola no campo, o “CNN na Copa” traz um resumo dos principais acontecimentos do Mundial.
No digital, a emissora aposta em uma programação robusta no YouTube, com lives diárias de até duas horas, e novidades no site. Na página oficial, a CNN também disponibiliza o Simulador da Copa do Mundo 2026 de resultados automatizado, permitindo que os torcedores façam projeções completas do chaveamento até a final.
E já que todo brasileiro tem um pouco de técnico no sangue e nunca é tarde para “palpitar”, a CNN Brasil criou o Simulador Convocação – Copa 2026, uma plataforma de escalação dos sonhos em que o público pode escolher os 26 jogadores que deveriam representar o Brasil no Mundial.
Agora, a decisão está nas mãos do torcedor: qual seria a sua convocação para a Copa do Mundo de 2026? Simulador Convocação – Copa 2026.









