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ANR: PEC sobre 6×1 não pode trazer limitações para as relações de trabalho

12 June 2026 at 19:01

Em entrevista à CNN, o presidente da ANR (Associação Nacional de Restaurantes), Erik Momo, avaliou que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 tem viés eleitoral e não leva em conta as particularidades do setor de restaurantes. Para ele, a ausência de um período de transição adequado representa um dos principais complicadores para os empresários do segmento.

Momo destacou que os restaurantes são empregadores de grande número de pessoas e que a mão de obra precisa estar disponível exatamente no momento em que o consumidor busca atendimento. “A gente não tem muita flexibilidade de alocar essas pessoas para os horários em que seria interessante para o estabelecimento”, afirmou.

Impacto nos custos e nos preços

Segundo Momo, a implementação acelerada da mudança forçaria os estabelecimentos a realizarem um número maior de contratações para cobrir os horários em que a mão de obra não estaria disponível.

“Vai ter com certeza que fazer maior número de contratações para cobrir essa necessidade nos horários em que a gente não tem a mão de obra disponível”, disse. Como consequência direta, ele alertou que os custos adicionais seriam inevitavelmente repassados ao preço final cobrado do consumidor.

Momo também ressaltou que a proposta não contempla o tempo necessário para que os empresários realizem estudos de impacto e reorganizem suas escalas de trabalho. “Para ter um tempo de a gente conseguir fazer esse impacto, esse estudo, precisaria ter uma transição mais lenta, que se fosse por etapas”, declarou.

Ele sugeriu que uma alternativa seria já inserir os novos contratados no regime diferente, evitando o impacto imediato de uma equiparação salarial generalizada.

Diversidade do setor exige regras flexíveis

O representante da ANR chamou atenção para a grande diversidade de modelos de negócio dentro do setor de alimentação fora do lar. Enquanto um restaurante que funciona apenas no horário de almoço, de segunda a sexta, em uma zona comercial, já opera naturalmente em escala 5×2, estabelecimentos em cidades litorâneas dependem de uma mão de obra intensa em períodos específicos de temporada.

“A gente não tem uma regra que a gente consegue implantar para todo mundo e que seja igual para todos”, afirmou Momo.

Ele também questionou a lógica de proibir determinadas jornadas sem considerar a vontade do próprio trabalhador. “Se eu tenho um garçom que trabalha para mim hoje seis dias na semana e está ganhando bem, eu vou chegar para ele e falar: infelizmente, você está sendo proibido de trabalhar um sexto dia”, exemplificou.

Para Momo, a PEC, ao focar no objetivo de “acabar com a escala 6×1”, adota uma visão que não considera as consequências práticas da medida. “Quando a gente coloca acabar com a 6×1, a gente acaba trazendo uma visão mais obtusa de terminar com um tipo de jornada”, disse.

Necessidade de regra geral sem limitações operacionais

Momo defendeu que, por se tratar de uma PEC que altera a Constituição, a norma precisa ser uma regra geral que funcione para todos os setores, “sem limitações que tragam complexidades para a operação”.

Ele citou como exemplo setores que já possuem regulamentações específicas, como trabalhadores de plataformas petrolíferas e profissionais de saúde em hospitais, que operam em regimes diferenciados por necessidade. “Por que não olhar para as necessidades individuais?”, questionou.

Para o representante da ANR, a medida, da forma como está sendo conduzida, impõe uma solução sem efetividade real. “A gente está enfiando goela abaixo do empreendedor e da população uma solução que não vai ter uma efetividade a não ser um repasse para preço, para proteger a margem e proteger o próprio emprego”, afirmou.

Momo concluiu que, se o empreendedor for obrigado a fechar o negócio por falta de resultado, toda a equipe contratada acabará perdendo — algo que, segundo ele, não é do interesse nem dos trabalhadores nem dos empresários.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

A história doce e amarga do açúcar

12 June 2026 at 06:04
História, vício e alimentação. Iara Rodrigues e João Paulo Oliveira Costa explicam porque gostamos tanto de doces e como é que um produto de luxo se tornou presença diária à mesa.

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La Polacra, el bar en pleno Cabo de Gata al que todo el mundo quiere ir por sus brasas frente al mar

12 June 2026 at 04:25
Los clientes de La Polacra en la localidad almeriense de Las Negras disfrutan del atardecer en la terraza del paseo maritimo.

Más que un paseo marítimo es un paseíto frente al mar. Surge como de la nada tras callejear por Las Negras, minúscula localidad en pleno parque natural de Cabo de Gata, en Almería. Allí hay un pequeño murito cubierto de madera para sentarse a respirar el Mediterráneo, que amasa lento una playa de rocas. Al fondo se levanta un cerro negro, imponente promontorio oscuro por la tierra volcánica. Y en esa paz de rumor de olas emerge, ondeando al frecuente viento, una bandera de Japón. Ese círculo rojo sobre blanco es también el símbolo que identifica a La Polacra, restaurante camino de cumplir su primer aniversario cuya fachada encalada tiene una gran lámpara circular y roja cerca del mástil. Un lugar que se aprovecha de la belleza del paisaje y lo celebra con cócteles, vinos naturales y una cocina informal con protagonismo de las brasas. La música, pinchada en vinilos, hace el resto.

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Algunas de las tapas que se sirven en La Polacra, en la localidad almeriense de Las Negras.Gonzalo Méndez y Leandro Moschnner son los dueños de La Polacra.La cocinera brasileña María Eduarda, a la que llaman Macaxeira, al mando de las brasas.Los pinchos a la brasa son una de las especialidades de La Polacra.La terraza de La Polacra al atardecer.

La Polacra

  • Dirección: Pescador, 7. Las Negras, Níjar.
  • Horario: A diario (o casi) desde las 13.00 horas hasta la 1.00 de la madrugada.
  • Precio medio: 20-25 euros por persona.

El restaurante de EEUU que afirma ser "el lugar de nacimiento de la hamburguesa"

12 June 2026 at 04:00

Son varias las teorías que hablan sobre los orígenes de la hamburguesa, uno de los platos más conocidos en el mundo, el favorito de muchos amantes de la gastronomía de España y de otros países y el almuerzo preferido de empresarios conocidos de la talla de Bill Gates.

Una de dichas teorías nos traslada a Estados Unidos, concretamente a Connecticut, donde hay un restaurante que confirma ser "el lugar de nacimiento de la hamburguesa", a pesar de que lo más curioso sea que la hacen con pan tostado y no con el que todo el mundo conoce.

Así es el 'lugar de nacimiento de la hamburguesa'

Ubicado en la ciudad de New Haven (Connecticut) y fundado en 1895, Louis' Lunch explica en su página web que "los orígenes de la hamburguesa, tal como la conocemos hoy, fueron bastante sencillos. Un día de 1900, un caballero entró apresuradamente en Louis' Lunch y le dijo al propietario, Louis Lassen, que tenía prisa y quería algo para comer rápido. En un instante, Louis colocó su mezcla especial de carne picada entre dos rebanadas de pan tostado y despidió al caballero. Y así nació el sándwich estadounidense más emblemático".

La hamburguesa está presente en la carta por un precio de 8,25 dólares. "Hoy, el bisnieto de Louis, Jeff Lassen, continúa con la tradición. Las hamburguesas han cambiado poco desde su prototipo histórico y siguen siendo la especialidad de la casa. Se preparan frescas a diario; se enrollan a mano con una mezcla exclusiva de cinco variedades de carne y se cocinan al momento en las parrillas originales de hierro fundido que datan de 1898", expone el establecimiento en su página web.

Además, subrayan que "la familia Lassen mantiene su firme decisión de no ofrecer ningún condimento. La experiencia de Louis' Lunch se centra en el sabor y la sencillez de una hamburguesa fresca a la parrilla, cocinada a la perfección. El queso, el tomate y la cebolla son los únicos acompañamientos permitidos".

Una teoría sin confirmar

Es una teoría sin confirmar que Louis' Lunch es el lugar donde se creó la hamburguesa. De hecho, Erik Ofgang, periodista de The Washington Post, explicaba en un reportaje que "en enero escribí un artículo que planteaba dudas sobre si Louis' Lunch era el lugar de nacimiento de la hamburguesa. Sin embargo, no pude refutar la afirmación de forma concluyente. Tras la publicación del artículo, un lector llamado Thomas Pieragostini me envió por correo electrónico un enlace a una serie de anuncios que aparecieron en el Shiner Gazette de Texas en la primavera de 1894, en los que se anunciaban 'sándwiches de filete de hamburguesa' que se servían en un salón local".

"He encontrado más de una docena de referencias periodísticas a las hamburguesas en la década de 1890, incluyendo Virginia, Illinois, Iowa, Nebraska, Nevada, Nueva York, California y Hawái", añadía el periodista.

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