A vila de Almodôvar vai receber, nos dias 3, 4 e 5 de julho de 2026, mais uma edição da FACAL — Feira de Artes e Cultura de Almodôvar, um evento que volta a afirmar-se como um dos momentos de destaque da agenda cultural do concelho e da região.
Ao longo de três dias, a iniciativa promete levar ao público um programa diversificado, centrado na animação, cultura, património, gastronomia e artesanato, reunindo diferentes expressões artísticas e valorizando a identidade local e regional.
O cartaz musical da edição de 2026 conta, no dia 3 de julho, com a atuação de Nininho Vaz Maia, acompanhado por American House Party e DJ Sotto, seguindo-se, no dia 4, Bárbara Bandeira, Cromos da Noite e DJ Zarra. O encerramento, no dia 5 de julho, estará a cargo de Jorge Belchior.
A FACAL volta assim a apostar numa programação capaz de atrair públicos de várias gerações, conjugando nomes bem conhecidos do panorama musical nacional com uma oferta cultural mais ampla, num ambiente de convívio e celebração. Com esta proposta, Almodôvar reforça a sua aposta na dinamização cultural do território, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade e convidando residentes e visitantes a participar numa iniciativa marcada pela diversidade e pela valorização do património local.
As Piscinas Municipais Victor Martelo, em Reguengos de Monsaraz, vão receber no dia 20 de junho o 1.º Torneio de Reguengos de Monsaraz – Capital da Natação Master.
A competição é promovida numa parceria que inclui o Município de Reguengos de Monsaraz, a Federação Portuguesa de Natação, a Associação de Natação do Alentejo e o Instituto Português do Desporto e Juventude.
De acordo coma nota de imprensa emitida pelo Município, o torneio decorrerá em duas sessões, com a primeira a ter início às 10:00 horas e a segunda às 16:30 horas, reunindo nadadores masters de várias regiões do país numa jornada dedicada à modalidade.
A nota da autarquia recorda que as Piscinas Municipais Victor Martelo recebem há mais de uma década diversas provas de natação master, reunindo algumas centenas de atletas, como aconteceu no Campeonato Nacional Master de Verão e no Open Internacional Master de Verão.
A autarquia de Reguengos de Monsaraz recorda que a natação masters é aberta a qualquer pessoa a partir dos 25 anos de idade, independentemente do seu nível de experiência desportiva, desde que esteja inscrita numa entidade ou clube federado. As competições são organizadas por escalões etários de cinco em cinco anos, permitindo a participação de nadadores recreativos e de antigos atletas de competição.
O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira, que abrange os concelhos de Odemira e Aljezur, vai ter um novo modelo de distribuição de água na campanha de 2026, por a albufeira de Santa Clara estar praticamente cheia.
De acordo com o boletim mensal de maio da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), com sede em Odemira e responsável pela gestão do aproveitamento, «o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar».
No documento, consultado pela agência Lusa, a ABM indicou que a albufeira de Santa Clara «encontra-se perto do pleno armazenamento», o que leva a que o Aproveitamento Hidroagrícola do Mira (AHM) «deixe formalmente de estar em situação de contingência por seca» e sejam levantadas «as restrições à rega que vigoraram nos últimos anos».
Nesse âmbito, adiantou a Associação, os beneficiários que já fizeram inscrições na primeira fase, cujo prazo terminou a 27 de fevereiro deste ano, «podem agora inscrever áreas adicionais ou alterar as culturas declaradas anteriormente».
Ainda assim, acrescentou, «nas culturas permanentes e protegidas, as novas inscrições ficam sujeitas a aprovação prévia pela ABM e Autoridade Nacional do Regadio», só podendo ser inscrita a área «que está efetivamente em produção e sujeita a rega».
O novo modelo de distribuição de água no AHM «prevê um reforço significativo das ações de controlo», pelo que a ABM «irá verificar no terreno as áreas e culturas instaladas, recorrendo a inspeções presenciais, imagens de satélite e drones».
«Sempre que se verifique uma discrepância entre o que foi declarado e o que existe no terreno, o volume de água atribuído será ajustado em conformidade», explicou a associação.
A ABM acrescentou que, «após a atribuição dos volumes, os regantes receberão semanalmente, por correio eletrónico, um relatório com o volume total atribuído, o consumo acumulado, o consumo da semana anterior e a percentagem de volume disponível».
«Serão também enviados avisos quando forem atingidos 50%, 90% e 120% do volume atribuído», sendo que, neste último caso, «o fornecimento será suspenso».
Para a ABM, «a maior disponibilidade hídrica não dispensa o compromisso com uma utilização racional e responsável da água».
Por isso, a associação «propõe reduzir perdas na rede coletiva do perímetro, investir em sistemas de rega mais precisos e gerir os consumos com rigor», uma vez que «a variabilidade climática é uma realidade com que o setor agrícola tem de contar».
«Aí serão os agricultores que já tiverem adotado práticas mais eficientes os que estarão em melhor posição para continuar a produzir», sustentou.
O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira tem como origem a albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, e é gerido pela ABM.
O seu perímetro de rega possui uma área equipada de 15.200 hectares (ha), com uma área beneficiada de 12.000 ha, nos municípios de Odemira e de Aljezur.
Um homem de 23 anos foi detido na terça-feira pela GNR por suspeitas de tráfico de droga, no concelho de Grândola, tendo-lhe sido apreendidas 192 doses de canábis resina, segundo esta força de segurança.
O Comando Territorial Setúbal indicou, em comunicado, que o suspeito foi detido durante uma fiscalização rodoviária, depois de os militares terem detetado a existência de droga no veículo.
Além do canábis resina, a guarda apreendeu 33 euros em dinheiro e uma faca alegadamente utilizada no corte da droga.
O suspeito foi detido e constituído arguido, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Grândola.
O programa Alentejo 2030 abriu dois concursos, com uma dotação global de 4,5 milhões de euros, para apoiar a economia circular e infraestruturas tecnológicas na região, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Em comunicado, a CCDR do Alentejo indicou que os avisos de concurso, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), foram lançados no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem.
Um dos avisos, denominado “Economia Circular (SI) – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, dispõe de uma dotação de um milhão de euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 60%, e dirige-se às pequenas e médias empresas (PME) do Alentejo.
Este apoio, segundo a CCDR do Alentejo, visa promover a transição para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis, incentivando “a circularidade dos recursos e redução do consumo de matérias-primas”.
O desenvolvimento de novos produtos com base em subprodutos, a adoção de soluções de ecodesign e novos modelos de negócio sustentáveis e a circularidade da água nas empresas são outras das ações incentivadas.
Neste caso, o período para apresentação de candidaturas decorre até 30 de novembro deste ano.
Já o outro aviso, intitulado “Infraestruturas e Equipamentos Tecnológicos – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, conta com uma dotação de 3,5 milhões de euros e uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%.
Este destina-se a apoiar projetos de instituições de ensino superior, entidades sem fins lucrativos e outras em cooperação que visem a criação, qualificação ou expansão de infraestruturas tecnológicas, especialmente na área da bioeconomia sustentável.
Com o período de candidaturas a decorrer até 30 de outubro, o aviso pretende reforçar a capacidade regional de transferência e valorização do conhecimento, apoio ao ciclo de inovação e maturidade tecnológica e resposta às prioridades das Estratégias de Especialização Inteligente.
“Ambos os avisos incidem sobre a região Alentejo, no âmbito do ITI Água e Ecossistemas da Paisagem, reforçando o compromisso com uma gestão mais sustentável dos recursos naturais e com o desenvolvimento económico baseado na inovação”, acrescentou.
A escultura dedicada ao rei e poeta Al-Mu’tamid, da autoria do escultor Silvestre Raposo, vai ser inaugurada no sábado, 13 de Junho, às 18h00, no Largo das Portas de Mértola, junto à Caixa Geral de Depósitos, em Beja.
Esta iniciativa, e para assinalar o momento, conta com a participação do músico Paulo Ribeiro, para interpretar canções inspiradas nos poemas de Al-Mu’tamid, nascido em Beja, no ano de 1040.
«Com esta escultura é prestada homenagem a uma das figuras que marca a história da cidade», salienta a Câmara Municipal de Beja.
Na composição escultórica, o autor, Silvestre Raposo, evoca momentos e símbolos da vida de Al-Mu’tamid: o castelo erguido sobre o rochedo, a lágrima da saudade, a chave da casa perdida, o jardim da infância, o coração ferido, a coroa deixada para trás e a permanência da palavra poética como legado intemporal.
Esboço da escultura
Com um percurso artístico reconhecido nacional e internacionalmente, Silvestre Raposo é autor de diversos monumentos de arte pública e de uma obra marcada por dois valores fundamentais: a paz e a cultura.
Silvestre Raposo dedica esta escultura a um poeta que nasceu em Beja há cerca de mil anos. «Quis o destino que fosse rei, mas a sua arma não foi a espada, mas a palavra escrita, a poesia. É na sua obra poética que os diferentes elementos da composição», explica o escultor.
Al-Mu’tamid referia-se ao seu reino como sendo ele próprio «uma enorme montanha». Durante o cativeiro, evocava com saudade a sua casa e a cidade da sua infância, onde existiam jardins. No final da vida, afirmava ter perdido tudo, exceto a palavra e a sua poesia.
Assim, Silvestre Raposo ergue um castelo no rochedo, com uma lágrima derramada na frente, aos lados, a chave, símbolo da sua casa, e o jardim.
Na parede de trás, um coração ferido, uma coroa que tinha ficado no passado e uma máscara fúnebre numa campa rasa.
Local onde será inaugurada a escultura – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação (foto de arquivo)
Quem é Silvestre Raposo?
Formou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde foi também membro do Conselho Pedagógico. Foi professor de Design no Instituto Superior D. Afonso III, em Loulé;
Autor de cinco monumentos de arte pública e de mais 22 obras presentes em museus e espaços públicos. Os seus monumentos e esculturas têm sempre dois elementos comuns: a paz e a cultura.
Possui uma Casa-Museu com o seu nome;
Autor de várias obras de poesia, duas das quais editadas em Pontevedra, na Galiza.
Quem era Al-Mu’tamid?
Al-Mu’tamid (1040–1095), nascido na cidade de Beja (então no Gharb al-Andalus), foi o terceiro e último rei da dinastia Abádida da Taifa de Sevilha e um dos mais célebres poetas de Al-Andalus. Conhecido historicamente como o “rei-poeta”, a sua vida cruzou a governação política, o requinte cultural e um trágico exílio final.
Na sua juventude, governou a cidade algarvia de Silves em nome do seu pai. Herdou o trono da Taifa de Sevilha, controlando vastos territórios no sul da Península Ibérica.
Perante o avanço das forças cristãs, aliou-se aos Almorávidas do Norte de África, que mais tarde o destronaram e exilaram em Marrocos, onde morreu na pobreza.
A sua poesia é considerada como um dos maiores monumentos literários do período do Al-Andalus, possuindo uma relevância histórica, estética e biográfica profunda para as culturas árabe e ibérica
Apesar de ter morrido na pobreza, o poeta e rei está hoje sepultado no Mausoléu de Al-Mu’tamid, localizado na antiga cidade medieval de Aghmat, em Marrocos, monumento construído em 1970 e que serve como local de peregrinação para amantes da literatura e da história.
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