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3 de junho: a hotelaria e a restauração do Norte disseram “basta”

VTM

Depois da greve geral de 11 de dezembro, que mobilizou mais de três milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país, depois das manifestações nas empresas e nas ruas, os trabalhadores voltaram a dizer o que já tinham dito: este pacote não passa.

Em todo o Norte, a resposta foi concreta e visível. Na indústria, a greve dos trabalhadores da AUMOVIO parou a produção. Na cantina do hospital de Chaves, os trabalhadores do setor privado da ITAU aderiram a 100%, reduzindo o serviço aos mínimos legais. Nas cantinas escolares, os trabalhadores da Gertal fecharam as portas e juntaram-se aos funcionários públicos e professores para fechar as escolas. A greve não ficou num setor nem numa categoria: quem trabalha para o Estado e quem trabalha para uma empresa privada, pararam juntos. Foi transversal, foi coletiva e foi forte.

Para os trabalhadores da hotelaria, da restauração e das cantinas, não há “meio pacote” aceitável. Este setor já conhece de perto o que é a precariedade, os horários impossíveis, as folgas que não se cumprem e os salários que não chegam ao fim do mês. O pacote laboral não traz nada de novo para estes trabalhadores… traz apenas mais do mesmo, agravado e legitimado por lei.

É preciso que o Governo entenda o que está perante si. Este pacote não veio na sua campanha eleitoral. Não foi discutida qualquer alteração à legislação laboral em período de campanha, certamente não neste sentido de ataque aos direitos dos trabalhadores. A própria negociação em sede de concertação social pôs de lado a CGTP-IN, a maior central sindical do país. Não há negociações sérias sem ela. E mesmo assim, o pacote laboral não saiu da mesa de negociações… vai agora para o parlamento, mais uma vez a tentar ser imposto por cima algo que já foi veementemente rejeitado pelos trabalhadores.

A única alternativa que resta ao Governo é mostrar humildade e retirar o pacote laboral. A força que encheu as ruas, que parou as cantinas e fechou as escolas, não vai desaparecer. Pelo aumento dos salários, pelo fim da precariedade, contra o pacote laboral: a luta continua.

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11 June 2026 at 01:20
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La escuela como espejo

11 June 2026 at 04:30

En la consulta realizada la semana pasada sobre el preacuerdo al que llegaron las organizaciones sindicales con el Departamento de Educación participaron un total de 60.686 personas, de las 99.305 que componen el censo de docentes, el 61%. En las elecciones sindicales de 2023, en las que se eligieron a los representantes que luego negociarían con el Departamento las condiciones laborales del colectivo de maestros y maestras, habían participado 34.950, el 38% del total. Valgan estos simples datos como expresión cruda de la crisis de fondo en la que vivimos y de la que el actual conflicto escolar no es más que una (nueva) muestra. Crisis de intermediación, de representación, de legitimidad. En definitiva, crisis de sistema.

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© David Oller (Europa Press)

Manifestación de profesores, el pasado martes en Barcelona.
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