O que fazer no último fim de semana na Feira do Livro

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

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Setenta y cinco ediciones del Premio Planeta separan aquella de 1952 en la que un pionero Juan José Mira recogía su galardón, por 'En la noche no hay caminos', de la de este 2026, que tendrá lugar el próximo 15 de octubre, en Barcelona. Pero antes, el Grupo Planeta ha querido celebrar la efeméride con un acto histórico en la Galería de Cristal del Palacio de Cibeles al que han acudido más de 600 personalidades del mundo de la literatura, así como de otros ámbitos.
Una gala, presidida por el presidente de Grupo Planeta y Atresmedia, José Creuheras, que supone el pistoletazo de salida de una serie de actos conmemorativos que se irán sucediendo en los próximos meses hasta la entrega del nuevo reconocimiento.
Se trata de la primera vez que el Premio Planeta organiza un evento de estas características con motivo de un aniversario, un hecho que no se han querido perder las principales firmas de la editorial. No podían faltar la inmensa mayoría de los ganadores y finalistas del Premio Planeta, que han marcado la historia del galardón, como Javier Cercas, Juan del Val, María Dueñas, el trío de Carmen Mola, Sonsoles Ónega, Juan Eslava Galán, Paloma Sánchez-Garnica, Santiago Posteguillo...
Tampoco han faltado numerosas autoridades, reconocidas personalidades del mundo de la cultura, la empresa y la sociedad civil españolas. Desde el ministro de Cultura, Ernest Urtasun, al alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida. Pasando por Alberto Núñez Feijóo, presidente del Partido Popular; Isabel Díaz Ayuso, presidenta de la Comunidad de Madrid; y la presidenta del Congreso de los Diputados, Francina Armengol.
Durante el acto, algunos de los ganadores y finalistas del Premio Planeta de Novela explicarán en primera persona lo que ha significado para ellos obtener este galardón. Y a su vez, en el transcurso de la ceremonia se rendirá un homenaje especial a los finalistas, en reconocimiento a su contribución a la historia y al prestigio del Premio a lo largo de estos 75 años.


© La Razón
O poeta Luis Quintais venceu a edição deste ano do Grande Prémio de Literatura DST, no valor de 15 mil euros, pela obra “Nocturama”, anunciou hoje a empresa que atribui o galardão.
Em comunicado, a dst indicou que o prémio “reconhece uma obra que confirma a singularidade do percurso literário de Luís Quintais”, que classifica como “uma das vozes mais consistentes da poesia portuguesa contemporânea”.
O júri, presidido por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, composto também por Cândido de Oliveira Martins e Carlos Mendes de Sousa, destacou “uma notável construção de linguagem, uma poética que enlaça pensamento e emoção, tanto nos registos biográficos como na análise da realidade social, e uma escrita em que o sentido de medida se torna não raro apelativo”.
“Notações de luz e sombra enquanto evidência de energia criativa e um engenho aprimorados”, descreve o júri, destacando que a obra de Luís Quintais, “de livro em livro, se tem afirmado por uma singularidade admirável”.
Para o poeta e ensaísta, é “muito gratificante” receber o Grande Prémio de Literatura dst, sobretudo por celebrar aquele que considera ser um dos seus “livros mais significativos num percurso que faz trinta anos em 2026”, data em que o prémio lhe é atribuído.
José Teixeira, presidente do dstgroup, salienta que “o Grande Prémio de Literatura dst continua a afirmar a literatura como um lugar de pensamento, de inquietação e de construção de sentido”.
Quanto à obra de Luís Quintais, José Teixeira considera que “confirma a força da palavra poética enquanto instrumento de lucidez, de resistência e de revelação”.
“Há livros que iluminam e eliminam o vazio existencial e restauram o propósito e o significado da vida. Há livros que nos provam que a poesia pode salvar a economia. ‘Nocturama’ é um desses livros”, acrescentou
A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á no dia 27 de junho, no Theatro Circo, em Braga.
No mesmo dia, Luís Quintais participará numa conversa aberta ao público no MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, proporcionando um momento de encontro entre o autor, os leitores e o universo literário que sustenta a obra vencedora.
Segundo o grupo dst, a edição deste ano, dedicada à poesia, “reafirma a relevância de um prémio que, ao longo de mais de três décadas, tem distinguido algumas das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea”.
Alternando, anualmente, entre poesia e prosa, o Grande Prémio de Literatura dst conta no seu historial com autores como Luísa Costa Gomes, José Viale Moutinho, Teolinda Gersão, João de Melo, Lídia Jorge, João Luís Barreto Guimarães e Fernando Guimarães.
No ano passado, a obra vencedora foi “Visitar Amigos e Outros Contos”, de Luísa Costa Gomes.
O conteúdo Luís Quintais vence prémio literário de 15 mil euros atribuído por construtora de Braga aparece primeiro em O MINHO.



Sem o esperar dei comigo a ser premiado por um texto que escrevi para afirmar que a eternidade infantil é uma outra forma de dizer liberdade.
Um “jovem velho”, como procuro ser, escreve para fazer de todos os que o leem uma espécie de gatos ouvintes à espera que uma das palavras, arrumadas como filas de peças de dominó, se desequilibre para que possam, como felinos distraidamente atentos, saltar sobre elas e descobrir a porta da parede intransponível que é o refrigério do deserto em que as nossas almas, se perderem a eternidade infantil, se podem tornar.
Gatos leitores, gatos ouvintes, a maioria a deixar-se colorir com um eventual pitoresco que se lê e ouve, de olhos fechados, entre sorrisos que afirmam coincidências e confidências.
Escrevo, atrevo-me a generalizar: escrevemos para homenagear as crianças que fomos e que não queriam saber da vida mais do que o prazer de cada instante, para vencer qualquer outono e a saber que fruir o tempo é cada vez mais o espaço de viver a eternidade infantil.
Deixem que vos fale dos Três Castelos. Escrevi-os na esperança de encontrar as peças do puzzle da eternidade infantil as quais não sabia onde se escondiam, e a desejar poder reconstruir, numa qualquer esquina, o caudal inesgotável da alegria de quem, mesmo sem nunca lhe saber o lugar, deseja a utopia, sempre a brincar com o tempo e não lutar contra ele.
Brincar e ler ou o contrário. Isso também pertence à eternidade infantil: a criança contra a máquina; as mãos contra os interruptores; a música da vida; a arte de construir novas durações nas quais, nos limites da melodia, se desprezam os segundos; descobrir que o passado pode estar aqui, sem ser lembrado, e o futuro ali, sem ser previsto, no momento oportuno, no acontecimento inesperado, no encontro determinado pelo acaso.
E depois… ser criança. Apenas ser criança: aceitar o novo e desejar tudo; aprender a existir, a ser amado, a pertencer a todos os lugares; acreditar que há futuro; ser aventura, desafio; perdoar antes ainda de acabar a briga; gostar de quem fala com os olhos, sem gritar; ser artista, conquistado e conquistador; ser feliz com pouco; ser inventor, poeta e escritor antes das palavras; ser impaciente e apressado sem ligar ao tempo; ser giganteira e miniatura conforme apetece e conseguir ser do tamanho de um brinquedo; adorar olhar as nuvens de barriga para o ar e inventar o faz-de-conta; gostar de fantasias e acreditar nelas; não ter medo dos amigos imaginários; gostar do aconchego de um colo; desafinar na melhor das afinações; colar o nariz nas janelas e desenhar nuvens para o céu azul; pedir e oferecer com os olhos; saber como embrulhar os desapontamentos e abrir as caixinhas das surpresas; nada saber e poder tudo; gostar do perfume quente da mão dos avós e amar o perfume fresco das mãos dos netos.
Sem o esperar dei comigo a ser premiado pelo Pingo Doce, por um texto que escrevi para afirmar que a eternidade infantil é uma outra forma de dizer liberdade.
Bem haja a quem me leu, a quem nos lê para preservar, pela literatura, a eternidade infantil.
En la Feria del Libro hay espacio para todos los públicos y gustos lectores. No obstante, entre las más de 360 casetas que proporcionan una luz especial durante las primeras semanas de junio al Parque de El Retiro, se puede ver una tendencia clara, que es extrapolable a toda la industria editorial: la hegemonía de la narrativa.
Los datos muestran esa realidad: en lo que llevamos de año, el hábito de la lectura ha aumentado, pues las ganancias suben en 21 millones, pasando de los 475 millones de euros recaudados en este mismo periodo en 2025 frente a los 496 de este 2026. Sin embargo, la ficción se lleva la mayor parte del pastel, subiendo esa modalidad en 19 puntos porcentuales, mientras que la no ficción, si bien no se derrumba, sufre una pequeña caída.
Por ello, un puesto durante estos días cuyo principal atractivo se separa de los géneros imperantes del mercado significa algo más que un rincón donde sacar la tarjeta de crédito (o el aún existente dinero en efectivo) tras una revisión de su estantería. En ese universo, hay uno concreto que resiste año tras año. O rodaje tras rodaje, pues la literatura cinematográfica ha conseguido levantar, un nuevo año, más de una caseta.
“Ocho y Medio Libros de Cine” es una de las librerías especializadas en el séptimo arte con más recorrido en la ciudad de Madrid. Desde su apertura en 1995, proporciona cinefilia literaria en un, aún por encima, enclave único (la calle Martín de los Heros, donde se encuentran varios de los cines más icónicos de Madrid como son los Golem, Renoir y, en la plaza paralela, Princesa). Diego es encargado en tienda y se encuentra estos días custodiando la caseta que han montado en la edición 85 de la Feria, la número 78. Él no ve un problema de competencia por ser una librería de temas no narrativos, pues siente que el cine no es un nicho y que, justamente por estar especializada en una materia concreta, pueden atraer a un público específico. “Los que peor lo tienen son las librerías generalistas y el enorme mercado que cubren”, asegura.
Entre sus libros más demandados están los escritos por los realizadores más famosos del celuloide. Diego destaca dos ejemplos pragmáticos: “Esculpir en el tiempo”, de Andréi Tarkovski, y “El cine según Hitchcock”, autoría del gran nombre de la Nouvelle Vague, François Truffaut. La tienda también lanza algunos guiones de películas, cosechando éxito en ventas los de “Amarga Navidad” y “Los Domingos”, entendible si se analiza la difusión que sendas cintas han tenido en el circuito cinematográfico de este año. No obstante, el librero reconoce que este formato de publicación no suele triunfar entre el público, aunque en temporadas pasadas los de las películas de Rodrigo Sorogoyen consiguieron agotarse.
"La gente ve menos cine clásico actualmente porque hay menos oportunidades para consumirlo"
Guillermo Balmori
En este rato de cuestionario, varios transeúntes se detienen en el puesto para hojear alguno de los tomos. Uno es David Taulé, que se presenta ante nosotros como actor dramático, y que le gusta acudir a librerías especializadas en cine para buscar obras que contengan métodos de interpretación y así continuar con su formación. En sus manos tiene “El camino del artista”, de la periodista Julia Cameron, reflexionando sobre si adquirirlo o no. En otra esquina está Claudia, estudiante de Comunicación Audiovisual y autoproclamada cinéfila. Los ejemplares que más le atraen son aquellos que “analizan el cine desde una perspectiva feminista”. “De Tarkovski, Hitchcock o Truffaut ya se habla y se ha hablado mucho, por lo que me interesan más otras figuras”, explica la universitaria.
A pesar del gusto de Claudia por el fotograma, su rango de edad no es el mismo que el de “Notorious Ediciones”, editorial especializada principalmente en cine clásico que se encuentra en la caseta 341. Su fundador es Guillermo Balmori, que explica que la edad más común de su consumidor ronda entre los 45 y 65 años, con mayor presencia de hombres, lo que Balmori vincula a que suelen ser más coleccionistas. Sus productos suelen ser libros de tapa dura que se sacan por fechas especiales. Destaca “El universo de Marilyn Monroe”, escrito por un compendio de autores, como Juan Luis Álvarez y Espido Freire, con motivo del centenario del nacimiento de la diva rubia platina.
Balmori también escribe para su editorial. Nos enseña “Hollywood antes de la censura”, en el que explica el período pre Código Hays entre 1929 y 1934 en el que la meca del cine exportó tramas liberales en las que la homosexualidad, el adulterio o las drogas copaban la pantalla. Su interés por el “Old Hollywood” nace en la infancia. Enfrente, como no podía ser de otra manera, de la pantalla. Pero no del cine, sino de la televisión, pues habla de las emisiones de filmes clásicos de TVE como propulsor de su cinefilia, así como de la de muchos de los de sus compradores. Y dada la progresiva pérdida de la influencia de la pequeña pantalla sobre los más jóvenes, siente que no existe un relevo generacional entre sus lectores. “No es problema de la gente, sino de las oportunidades”, explica, y pone de relieve la dificultad de hacer zapping y encontrarse con películas antiguas. Sin embargo, no contempla abrir su mercado a corrientes audiovisuales más contemporáneas, alegando que perderían a sus fieles.
“El cine ha cambiado mucho. Antes lo era todo y ahora está más diversificado. Miremos la relevancia que tenía antes la estrella de cine que actualmente ha perdido. Nuestro consumo es mucho más rápido”, analiza el propietario de la editorial. Sin embargo, no lo comenta desde la tristeza, sino desde el realismo y aceptando que los “tiempos modernos”, como diría Chaplin, son distintos. La joven Claudia observa “un resurgir audiovisual entre la Generación Z, pues ahora veo a muchos influencers dedicando su contenido al cine”. Sea por el medio por el que sea, aún quedan muchas generaciones dispuestas a “morir de cine”. Título de uno de los libros de Jose Luis Garci, que, además, Notorious tiene en su estantería, pues son los editores del realizador. Que comience la sesión.


© PHOTOGRAPHERS


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Para sorpresa de pocos, o asombro de muchos si abrazamos esa mentalidad de que los estereotipos no se tienen por qué cumplir, Loira, aldea costera de la localidad pontevedresa de Marín, nos recibió con los brazos abiertos… de lluvia. Sin embargo, tampoco podemos ser hipócritas y quejarnos de la meteorología gallega y, a la vez, entonar en voz alta lo bonito que es el paisaje verde del territorio.
De cualquier manera, los tópicos causan risa floja hasta un punto. Porque, si bien es cierto que «sequía gallega» suena a oxímoron, Arantza Portabales no recuerda sus veranos por la comunidad autónoma, como tampoco lo hace un servidor, bajo una nube gris intermitente. «Yo venía de Donosti, donde nos bañábamos con lluvia porque no había otra opción, y llegaba a aquí y todo era sol y luz», recuerda, pues esta tierra es la última en Europa en adentrarse en la noche durante el periodo estival.
A pesar de que nació y vivió en la capital guipuzcoana como resultado de los movimientos migratorios gallegos, que son aún más certeros que las concepciones climáticas, finalmente la «morriña» venció y su familia se afincó en su región de origen, más también admite que «algo me peta en el corazón» cuando recuerda la playa de La Concha. Actualmente vive cerca de Santiago de Compostela, y aunque estudió Derecho y se sacó unas oposiciones, sustituyó el papeleo administrativo por el literario. Empezó en 2015 con «A Celeste la compré en un rastrillo», una colección de microrrelatos. En 10 años se ha posicionado dentro del género que, sin lugar a dudas, ha aterrizado con más fuerza en Galicia: la novela negra. «La gente estaba cansada de que todo pasara en Madrid y Barcelona. Salir de escenarios grandes e irnos a otros más pequeños crea microuniversos con realidades más reconocibles», explica la autora sobre las razones por las que cree que se dio ese nicho narrativo-geográfico.
Ella desarrolla su carrera en español y gallego, más prefiere no especificar en cuál de ambas escribe primero, pues «una lengua no puede ser un elemento de confrontación». Ahora ha publicado «Asesinato en el Molino del Cura», editada en castellano por Lumen y en gallego por Galaxia. Es el segundo tomo de su saga autoconclusiva «Los crímenes de Loeiro». En esta nueva trama, la detective Iria Santaclara y el comisario jubilado César Araujo investigarán el caso de Alba, una mujer con amnesia que no recuerda nada de su infancia… Porque quizá fue supuestamente asesinada. La historia se desarrolla en el pueblo de los recuerdos infantiles de la escritora, cambiando su denominación a «Loeiro». A pesar de la modificación nominal, el relato se abastece de los recuerdos que una niña de 9 años almacena, a diferencia de la protagonista, de sus idilios estivales. «Me extrañaba ese cambio entre San Sebastián, dónde a todo el mundo le dabas igual, al de esta aldea en la que todos saben quién eres», explica.
«Eso de que la lluvia es arte es mentira, la lluvia en Galicia es una mierda»
Arantza Portabales
Si bien los correteos por la orilla o la música de la orquesta sonando hasta tarde son una postal envidiable, Portabales también encuentra necesario ofrecer una imagen del rural alejada del buenismo. «El rural es cruel, pues todo se magnifica e importa más. La gente quedó sorprendida al ver “As bestas”, pero no parecen recordar que es una historia real», sentencia. Aunque, como buena gallega, también ve el «depende» detrás de cada situación: «El rural da una visión natural del mundo. Yo ya con 10 años presencié la matanza de un cerdo».
En esa búsqueda de la cara menos visible de un fenómeno es donde reside su pluma. «La literatura son tópicos, y yo abuso de ellos, pues permiten que el lector entre de lleno en la trama, pero también me encanta desmontarlos», estipula. Por eso mismo procura que sus novelas no muestren constantemente una Galicia lluviosa. «Aquí existe un nivel de suicidios del que no se habla, y se debe única y exclusivamente al clima. Ese rollo de “En Galicia la lluvia es arte”… Que llueva es una mierda», confiesa sin filtros.
Portabales no solo se encuentra dentro del noir gallego, también del resurgir de la cultura en el idioma autóctono. No le gusta hacer «épica» sobre el asunto, no obstante considera «importante normalizar el escribir y leer en gallego». «He ido a institutos y me han dicho cosas terribles como “Tus libros son tan chulos que no parece que estén en gallego”. Tenemos que acercarnos a la juventud con temas interesantes», comenta.
Ella es consciente de la necesidad de proporcionar argumentos adictivos, pues la cita con la que da comienzo su libro es de la maestra de la intriga y del entretenimiento, Agatha Christie. «Me da muchísima rabia el movimiento que existió para denostarla por ser considerada una autora poco profunda. Su arquitectura narrativa era muy sólida». exterioriza la escritora. Para ella, el «pacto lector», como lo define, consiste en eso: hablar la misma lengua que tus lectores para que vean verosímil aquello que no lo es. Por lo tanto, que se escriba un nuevo crimen. Gallego, a poder ser.


© Cristina Padín


© Cristina Padín
El novelista británico Julian Barnes (Leicester, 1946) ha sido galardonado con el Premio Princesa de Asturias de las Letras. El también periodista, educado entre Londres y Oxford, es considerado una de las mayores revelaciones de la narrativa inglesa de las últimas décadas. El jurado de la Fundación ha destacado "su condición de extraordinario narrador y ensayista, dotado de humor, ironía y de un 'optimismo melancólico y un pesimismo alegre', según sus propias palabras. Barnes ofrece una visión lúcida, cálida y compasiva del género humano, y emplea la memoria como configuradora de identidad sin renunciar a la imaginación, con el amor como principio esencial".
Barnes es autor de numerosas novelas, cuentos y ensayos, destacando entre sus más tratados temas el del amor, el paso del tiempo, el duelo, la memoria o la naturaleza esquiva de la verdad. A través de una prosa irónica y reflexiva, de una sensibilidad narrativa devastadora, es considerado, a sus 80 años, un autor fundamental de la literatura a nivel internacional. Su obra, según continúa el acta del jurado, "reelabora, con mirada europeísta, la historia de la literatura, el arte, la música e incluso la gastronomía, hasta alcanzar un estilo único, que lo singulariza dentro de una generación de autores británicos especialmente brillantes, que ha marcado la literatura contemporánea".
Ante la noticia del galardón, el autor ha dicho estar "encantado" y "sumamente honrado" por sumarse a la nómina de galardonados. "Estoy encantado de recibir el Premio Princesa de Asturias de las Letras, del que tenía conocimiento desde hace muchos años", ha dicho en unas declaraciones difundidas por la Fundación Princesa de Asturias. Ha destacado, asimismo, que "la valía de un premio siempre reside en la calidad de quienes lo han recibido anteriormente", y por ello se siente "sumamente honrado" de unirse "a este listado de tan distinguidas personas de todo el mundo".
Tras graduarse en Lenguas Modernas en el Magdelen College de la Universidad de Oxford, Barnes trabajó como lexicógrafo para el diccionario Oxford y como crítico literario en diferentes medios. Fue redactor en el "Sunday Times" y en el "New Statemant", además de columnista en "The Observer" y "The New Yorker". Calificado por sus novelas e historias cortas como posmodernista, debutó en la literatura con la publicación de "Metrolandia" (1980), su primera novela, por la que ganó el Premio Somerset Maugham. Dos años después publicó "Antes de conocernos", así como la obra que consolidó su reputación fue "El loro de Flaubert" (1984). Con ella planteó una de las grandes tesis de su literatura, la del pasado como territorio inalcanzable, así como fue finalista del Premio Booker, galardón que ganó en 2011 por "El sentido de un final".
Fue el pasado mes de mayo cuando Barnes visitó por última vez España, para promocionar "Despedida", obra con la que dice adiós a la literatura. "Empecé a escribir este libro sin saber si sería el último o que lo dejaría por un tiempo sin acabar hasta después de mi muerte", explicaba en una entrevista concedida a este diario. "Pensé que lo debía acabarlo. La verdad es que no sé que se siente al ser el último. He sido periodista y escritor de ficción y seguramente seguiré con ensayos y críticas si me lo piden. Pero cuando has dicho todo y has tocado todas melodías ya está. He escrito sobre todo y he dicho todo lo que debía hacer", añadía.
