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Irão: Teerão não aprovou qualquer texto de acordo com Washington

11 June 2026 at 22:00
Irão Guerra

O Irão negou hoje ter aprovado qualquer texto relativo a um eventual acordo com os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano suspender os ataques anunciaram para esta noite, avançaram os meios de comunicação iranianos.

”Não foi aprovado qualquer texto para um protocolo de acordo inicial com os Estados Unidos”, escreveu a Fars, citando uma fonte apresentada como bem informada e próxima da equipa de negociação iraniana.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha declarado pouco antes que “as negociações com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas”.

“Eu, na qualidade de Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques aéreos e bombardeamentos previstos contra o Irão para esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

“As discussões e os últimos pontos foram, tanto em conceito como em grande detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros”, adianta na publicação, sem especificar a que se refere.

Trump acrescentou que “a hora e o local da assinatura serão anunciados em breve” e garantiu que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos permanecerá vigor.

Luís Quintais vence Grande Prémio de Literatura DST com obra poética “Nocturama”

11 June 2026 at 19:58

O poeta Luis Quintais venceu a edição deste ano do Grande Prémio de Literatura DST, no valor de 15 mil euros, pela obra “Nocturama”, anunciou hoje a empresa que atribui o galardão.

Em comunicado, a DST indicou que o prémio “reconhece uma obra que confirma a singularidade do percurso literário de Luís Quintais”, que classifica como “uma das vozes mais consistentes da poesia portuguesa contemporânea”.

O júri, presidido por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, composto também por Cândido de Oliveira Martins e Carlos Mendes de Sousa, destacou “uma notável construção de linguagem, uma poética que enlaça pensamento e emoção, tanto nos registos biográficos como na análise da realidade social, e uma escrita em que o sentido de medida se torna não raro apelativo”.

“Notações de luz e sombra enquanto evidência de energia criativa e um engenho aprimorados”, descreve o júri, destacando que a obra de Luís Quintais, “de livro em livro, se tem afirmado por uma singularidade admirável”.

Para o poeta e ensaísta, é “muito gratificante” receber o Grande Prémio de Literatura DST, sobretudo por celebrar aquele que considera ser um dos seus “livros mais significativos num percurso que faz trinta anos em 2026”, data em que o prémio lhe é atribuído.

José Teixeira, presidente do DSTgroup, salienta que “o Grande Prémio de Literatura DST continua a afirmar a literatura como um lugar de pensamento, de inquietação e de construção de sentido”.

Quanto à obra de Luís Quintais, José Teixeira considera que “confirma a força da palavra poética enquanto instrumento de lucidez, de resistência e de revelação”.

“Há livros que iluminam e eliminam o vazio existencial e restauram o propósito e o significado da vida. Há livros que nos provam que a poesia pode salvar a economia. ‘Nocturama’ é um desses livros”, acrescentou

A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á no dia 27 de junho, no Theatro Circo, em Braga.

No mesmo dia, Luís Quintais participará numa conversa aberta ao público no MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, proporcionando um momento de encontro entre o autor, os leitores e o universo literário que sustenta a obra vencedora.

Segundo o grupo DST, a edição deste ano, dedicada à poesia, “reafirma a relevância de um prémio que, ao longo de mais de três décadas, tem distinguido algumas das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea”.

Alternando, anualmente, entre poesia e prosa, o Grande Prémio de Literatura dst conta no seu historial com autores como Luísa Costa Gomes, José Viale Moutinho, Teolinda Gersão, João de Melo, Lídia Jorge, João Luís Barreto Guimarães e Fernando Guimarães.

No ano passado, a obra vencedora foi “Visitar Amigos e Outros Contos”, de Luísa Costa Gomes.

Eurodeputados negociadores rejeitam proposta da UE para orçamento plurianual até 2034

11 June 2026 at 19:22

A eurodeputada socialista Carla Tavares e o eurodeputado romeno Siegfried Mureșan, negociadores do Parlamento Europeu para o orçamento plurianual, rejeitaram hoje a proposta da presidência cipriota rotativa da União Europeia (UE) por não estar “adaptada às realidades atuais”.

“Rejeitamos a proposta do Conselho, que simplesmente não está adaptada às realidades atuais. Não reflete nem as necessidades dos cidadãos europeus nem a posição do Parlamento Europeu, enquanto instituição democrática e orçamental da União”, reagem Carla Tavares e Siegfried Mureșan, numa posição hoje divulgada.

De acordo com os parlamentares, “a proposta do Conselho envia um sinal completamente errado”, já que, “ao reduzir em 2% a proposta global da Comissão, sugere, na prática, que os desafios da Europa exigem menos ação e não mais”.

A presidência cipriota do Conselho da UE apresentou hoje uma “versão revista e mais amadurecida” do orçamento plurianual comunitário, cortando em 32,8 mil milhões de euros a proposta da Comissão Europeia, mas preservando valores da coesão e agricultura.

Em causa está a chamada caixa de negociação, hoje publicada, que servirá de base para a discussão dos líderes da UE na reunião do Conselho Europeu da próxima semana, sendo o mote para negociações interinstitucionais nos próximos meses entre países (no Conselho da UE) e os eurodeputados (no Parlamento).

A proposta da presidência cipriota da UE prevê uma redução global moderada de cerca de 2% face ao orçamento apresentado pela Comissão Europeia, o equivalente a 32,8 mil milhões de euros.

A maior parte dos cortes incidirá sobre a competitividade, a defesa e a ação externa da UE sendo que, segundo Nicósia, mesmo com esta ligeira redução de 3,9%, os programas mantêm níveis significativamente superiores aos do período atual.

Ao todo, com esta revisão, o orçamento da União passaria a representar 1,23% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da UE, ou 1,13% se for excluído o reembolso associado ao fundo de recuperação pós-pandemia, que financia o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A ideia é que as políticas de coesão, pescas e agricultura – que foram as únicas que sofreram reduções em termos reais na proposta da Comissão Europeia quando comparadas com o atual QFP 2021-2027 -, mantenham os seus valores.

Visando reforçar o apoio a países mais pobres e atenuar cortes na agricultura e pescas, é defendido mais apoio aos Estados-membros com RNB abaixo de 90% da média da UE dado que têm de investir mais em transportes e ambiente sem terem financiamento suficiente.

Ao mesmo tempo, propõe-se aumentar o orçamento das pescas para dois mil milhões de euros, uma vez que a Comissão Europeia previa um corte de quase 70% neste setor, mas mesmo com este reforço o financiamento das pescas continuará abaixo do nível do atual QFP (em cerca de 38,5% inferior).

Já na agricultura são sugeridos ajustamentos para dar mais flexibilidade à Política Agrícola Comum.

Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um novo orçamento da UE a longo prazo, para 2028-2034 de dois biliões de euros, acima dos 1,2 biliões do atual quadro, que inclui mais contribuições nacionais e três novos impostos.

O Parlamento Europeu quer um orçamento mais ambicioso, defendendo contribuições nacionais equivalentes a 1,27% do RNB da UE, face aos 1,15% propostos pela Comissão Europeia, sem incluir os encargos associados ao reembolso da dívida dos Planos de Recuperação e Resiliência (0,11% do RNB).

Ao todo, e mesmo sem incluir tais juros, o QFP proposto pelo Parlamento Europeu ronda os 2,014 biliões, o que se compara aos dois biliões propostos pelo executivo comunitário incluindo o reembolso da dívida, estando em causa um aumento de cerca de 10%.

Os colegisladores (eurodeputados e países) vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo até final do ano.

Chega sem entendimento com Governo sobre reforma laboral após reunião com PM

11 June 2026 at 18:50

O presidente do Chega afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra “se tudo se mantiver como está”.

“Em relação à reforma laboral, que ocupou a grande parte da conversa que tivemos, não houve possibilidade de chegar a entendimento em relação a essa matéria. Há temas que continuam a dividir profundamente”, afirmou André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

O primeiro-ministro e o presidente do Chega estiveram hoje reunidos na residência oficial do chefe do executivo em São Bento, Lisboa, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirmou como “reunião de trabalho”.

De acordo com André Ventura, um dos temas fraturantes entre o seu partido e o Governo sobre as alterações à lei laboral continua a ser a descida da idade da reforma e a reposição de dias de férias.

“Se tudo se mantiver como está, se não houver alterações da parte do Governo em relação a temas essenciais, o Chega não acompanha esta reforma laboral”, acrescentou Ventura.

De acordo com o líder do Chega, ficou “acordado com o primeiro-ministro” que o partido voltará a “sistematizar as propostas” e a apresentá-las.

Interrogado sobre se haverá espaço para negociar, Ventura respondeu que “depende do Governo”.

Na quarta-feira, em declarações aos jornalistas, o presidente do Chega manifestou-se convicto de que a proposta do Governo de revisão das leis laborais será votada na generalidade, no parlamento, considerando “irracional” um cenário em que esse diploma baixe sem votação diretamente a especialidade.

A proposta de lei do executivo será debatida em plenário no próximo dia 18 e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.

Governo demite diretora clínica dos cuidados primários da ULS Santa Maria e nomeia Rita Molinar

11 June 2026 at 16:40
saúde

O Governo demitiu a diretora clínica dos cuidados primários da ULS Santa Maria, alegando ser urgente renovar a liderança face aos 120 mil utentes sem médico de família, e nomeou a médica Rita Molinar para o lugar.

Numa resolução do Conselho de Ministros (CM), hoje publicada em Diário da Republica, o executivo justifica a demissão de Eunice Carrapiço com base na lei, que permite a cessação de funções de gestores públicos por mera conveniência e que a dissolução pode ocorrer a qualquer tempo, por decisão do órgão responsável pela nomeação.

Segundo o Governo, os desafios da ULS Santa Maria impõem “uma nova dinâmica urgente, efetiva e eficiente”, conjugada com “uma reorganização funcional, moderna, eficaz e sustentável”, capaz de responder aos cerca de 120 mil utentes sem médico de família e concretizar “os vários projetos de articulação de cuidados e de inovação que exigem uma gestão diária e empoderada”.

“Apesar do esforço do atual conselho de administração, entende-se que para que esta unidade de saúde esteja efetivamente preparada para enfrentar os atuais e futuros desafios, e para que consiga imprimir uma nova dinâmica às unidades de Cuidados de Saúde Primários em Lisboa Norte e Mafra, é necessário e urgente renovar a sua liderança clínica”, salienta a resolução da Presidência do Conselho de Ministros, que entra em vigor na sexta-feira.

Para o Governo, é necessário que a gestão da instituição seja assegurada por “um conselho de administração capaz de adotar estratégias eficazes, quer de planeamento quer de gestão eficiente dos recursos disponíveis”, com “o objetivo último de se alcançar uma efetiva melhoria no acesso aos cuidados de saúde”.

Neste contexto, e por proposta do Conselho de Administração da ULS Santa Maria, presidido por Carlos Martins, o Governo nomeou Rita Molinar como diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários, que exercerá funções até completar o mandato em curso do atual Conselho de Administração.

A nomeação recebeu parecer favorável da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP).

Uma fonte hospitalar disse à Lusa que Eunice Carrapiço estava de baixa desde fevereiro de 2025, situação a que se seguiram uma licença de parentalidade de seis meses e um período de férias.

Segundo a mesma fonte, a administração solicitou a sua substituição por considerar que, tratando-se da maior ULS do país, “era imperioso” assegurar um conjunto de reformas destinadas a reforçar a articulação entre a área hospitalar e os cuidados de saúde primários.

Ana Rita Molinar é especialista em Medicina Geral e Familiar desde 2015. Atualmente, coordena a USF Professor Guilherme Jordão e, desde novembro de 2025, exerce funções como coordenadora dos adjuntos da direção clínica para os cuidados de saúde primários da ULS Santa Maria.

Tem experiência em gestão e coordenação de equipas, organização da atividade assistencial e desenvolvimento de projetos clínicos.

Irão: Trump ameaça com novos ataques para controlar petróleo iraniano

11 June 2026 at 13:59

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão “com muita força” esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

“Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar “num futuro não muito distante” a “ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás”, tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, “a funcionar brilhantemente” tanto para Caracas como para Washington.

Irão: Teerão volta a fechar estreito de Ormuz

11 June 2026 at 12:31

O Irão voltou hoje a encerrar completamente o estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, em resposta aos mais recentes ataques norte-americanos, anunciou a autoridade marítima iraniana.

“Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem”, afirmou em comunicado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem.

O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas contra o regime de Teerão a 28 de fevereiro, mas os militares têm permitido a passagem diária de cerca de 20 navios.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra “múltiplos alvos” no Irão como “resposta às agressões” do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe”, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os “bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão”.

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em “um ou dois dias”.

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

Embaixadores do grupo E3 encontraram-se com vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros

Os embaixadores da França, do Reino Unido e da Alemanha – Nicolas de Riviere, Nigel Casey e Alexander Lambsdorff, respetivamente – estiveram no Ministério das Relações Exteriores da Rússia para uma reunião com um vice-ministro Mikhail Galuzin, segundo avança a agência russa TASS. Os enviados europeus entraram no Ministério sem fazer qualquer comentário à imprensa.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou esta quarta-feira que os embaixadores do Reino Unido, da França e da Alemanha – o chamado grupo E3 – tinham proposto uma reunião para discutir o conflito na Ucrânia. Lavrov também havia declarado, em março de 2024, que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia havia convocado os enviados de todos os países da União Europeia devido à participação destes na criação de um mecanismo para interferir nas eleições presidenciais russas, recorda a TASS. No entanto, os diplomatas da UE se recusaram a comparecer dois dias antes da reunião. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou a atitude como uma perda de prestígio para os diplomatas profissionais.

Em meio às crescentes tensões diplomáticas sobre a Ucrânia, a Rússia atendeu assim a um pedido dos embaixadores do E3 para se reunirem no Ministério das Relações Exteriores em Moscovo, embora Lavrov tenha minimizado a importância do encontro, classificando-o como um exercício de sondagem em vez de uma reabertura do diálogo. Um comunicado do Ministério confirmava o encontro, mas não fornecia mais detalhes.

Os líderes do E3, uma das principais fontes de apoio internacional à Ucrânia, reuniram-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Londres no último domingo, onde declararam apoiar o seu apelo a um cessar-fogo.

Na reunião em Downing Street, os quatro presentes concordaram que a atual linha de contacto entre as forças russas e ucranianas deveria ser o ponto de partida para as negociações.

Irão: Teerão diz que vai converter Médio Oriente “num inferno” para os EUA

11 June 2026 at 09:15

O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente “num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.

“Acham que podem tornar o sagrado estreito de Ormuz num lugar inseguro? Vamos converter toda a região num inferno para vocês”, declarou Majid Mousavi, em resposta à “agressão norte-americana”, informou a televisão estatal Press TV.

O Exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra “múltiplos alvos” em território iraniano em “resposta a agressões” da República Islâmica, às 00:30 de hoje em Teerão (21:00 de quarta-feira em Lisboa), anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom).

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana retaliou com o lançamento de drones e mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia durante a madrugada de quinta-feira, noticiou a agência Fars.

No contexto dos ataques, o Exército iraniano anunciou o encerramento “total” do estreito de Ormuz a todo o tipo de embarcações, advertindo que disparará contra qualquer navio que tente atravessar a via estratégica para o comércio mundial de petróleo.

“O estreito de Ormuz foi encerrado por completo a todo o tipo de embarcações, incluindo navios comerciais”, declarou o Quartel-General Central Jatam al Anbiya em comunicado citado pela agência Tasnim.

Os Estados Unidos, porém, negaram que este bloqueio esteja em vigor, garantindo que os navios comerciais continuam a transitar.

“Esta noite, os navios comerciais prosseguem a passagem para dentro e fora do estreito de Ormuz”, afirmou o Centcom numa breve nota.

Apesar de Washington e Teerão estarem a discutir um acordo de paz com a mediação de países como o Paquistão, os ataques intensificaram-se esta semana, com os Estados Unidos a justificarem inicialmente a ofensiva com o derrube de um helicóptero no estreito de Ormuz na terça-feira.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde com NOS a subir mais de 5%

11 June 2026 at 08:22

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira com uma valorização de 0,90% para os 8.977,17 pontos.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a NOS que valoriza 5,10% para os 5,36 euros, seguida pela EDP Renováveis que avança 2,54% para os 13,71 euros, e a EDP que sobe 1,28% para os 4,43 euros.

No verde está ainda a Galp Energia, o Banco Comercial Português (BCP), a Sonae, a REN, a Teixeira Duarte, os CTT, a Mota-Engil, e a Altri.

No vermelho encontra-se a Ibersol que quebra 1,38% para os 10,02 euros, seguida pela Corticeira Amorim que desce 0,30% para os 6,63 euros, e a Jerónimo Martins que desliza 0,28% para os 17,65 euros.

A negociar no vermelho está também a Navigator.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias estão a negociar no verde. O DAX (Alemanha) quebra 0,03% para os 24.210,00 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,11% para os 8.171,10 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) avança 0,19% para os 10.273,90 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,43% para os 1.056,49 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,20% para os 18.179,09 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avança 0,51% para os 50.284,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 0,05% para os 93,15 dólares e o crude valoriza 0,21% para os 90,22 dólares.

O euro está a valorizar 0,09%, face ao dólar, para os 1,15471 dólares e o euro quebra 0,02%, face à libra, para as 0,86277 libras.

Irão: Teerão anuncia bombardeamento e destruição de base dos EUA na Jordânia

11 June 2026 at 08:00

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

Esta “operação punitiva contra o agressor” teve como alvo “a base aérea de Al-Azraq e o seu centro de controlo, com a utilização de 12 mísseis balísticos”, declarou a Guarda, citada pela agência Tasnim, garantindo ter destruído essas instalações “e um grande número de aviões de combate”.

Em comunicados publicados antes pela agência de notícias iraniana Fars, a Guarda afirmou ter atacado 18 alvos em duas vagas de ataques contra as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Issa, no Bahrein, e voltou a afirmar a determinação de controlar a navegação através do estreito de Ormuz, especificando que está fechado.

Washington negou que o estreito esteja fechado. “Esta noite [quarta-feira], os navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) num breve comunicado.

As forças iranianas indicaram ainda que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein.

“Nesta onda de ataques com drones militares, as antenas de comunicações e as instalações de radar do sistema [de mísseis] Patriot da Quinta Frota foram o alvo”, referiu a Fars.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra “múltiplos alvos” no Irão como “resposta às agressões” do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe”, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os “bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão”.

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em “um ou dois dias”.

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

“Estávamos mesmo prestes a chegar a um acordo, mas eles não param de nos enrolar, estão a gozar connosco”, exclamou Trump perante a imprensa.

Hegseth, por sua vez, acusou o Irão de “brincar ao gato e ao rato” nas negociações e ameaçou: “Se tivermos de negociar à base de bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso”.

Irão: Teerão ataca bases dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait

11 June 2026 at 07:57
Irão Guerra

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje ter atacado bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, em resposta à ofensiva lançada pelo exército dos Estados Unidos.

Em comunicados publicados pela agência de notícias iraniana Fars, a guarda afirmou ter atacado 18 alvos em duas vagas de ataques contra as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Issa, no Bahrein.

As forças iranianas indicaram ainda que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein.

“Nesta onda de ataques com drones militares, as antenas de comunicações e as instalações de radar do sistema [de mísseis] Patriot da Quinta Frota foram o alvo”, refere a Fars.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra “múltiplos alvos” no Irão como “resposta às agressões” do país persa, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês).

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe”, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem no X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmou que os “bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão”.

Por seu lado, a agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Apesar de Washington e Teerão estarem a debater um acordo de paz através de países mediadores como o Paquistão, na quarta-feira à noite já trocaram ataques na sequência da agressão contra o helicóptero.

Irão: Trump diz que Teerão pediu a Washington para cessar ataques

11 June 2026 at 07:53

Um jornalista da emissora Fox News, que diz ter conversado com o Presidente norte-americano por telefone, afirmou que Donald Trump lhe disse que altos responsáveis iranianos pediram que cessasse os ataques contra o Irão.

“O Presidente Trump disse-me que o Irão lhe ligou esta noite [quarta-feira]”, indicou o jornalista Trey Yingst. “Ele disse-me que os iranianos lhe pediram para cessar os bombardeamentos”, declarou o repórter no canal Fox News.

O Presidente norte-americano garantiu também que “os bombardeamentos cessarão em breve”, ainda segundo Yingst.

Teerão negou de imediato a informação, de acordo com um comunicado emitido pelos Guardas da Revolução, o exército ideológico iraniano.

“As alegações de Trump de que responsáveis iranianos o teriam contactado são veementemente negadas e não passam de um pretexto para escapar à guerra”, declararam.

O exército norte-americano anunciou ter lançado “novos ataques em legítima defesa contra vários alvos no Irão”, anunciou o Comando Militar para o Médio Oriente (Centcom, na sigla em inglês).

Irão: Estados Unidos negam que estreito de Ormuz esteja encerrado

11 June 2026 at 07:46

Washington negou que o estreito de Ormuz esteja fechado, como afirmou Teerão, pouco depois de os Estados Unidos terem iniciado uma nova onda de ataques, no maior pico de tensão desde a assinatura do cessar-fogo em abril.

“Esta noite [quarta-feira], os navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) num breve comunicado.

O exército do Irão avisou que dispararia contra todo o tipo de embarcações se estas tentassem atravessar o estreito, pelo que declarou fechado este ponto-chave para o comércio global de petróleo bruto.

Até mesmo a Guarda Revolucionária iraniana publicou uma mensagem, divulgada pela agência de notícias Tasnim, na qual afirma ter disparado contra dois navios que tentaram atravessar Ormuz.

“Fontes da comunicação social iraniana afirmam que o Irão atacou um navio de guerra norte-americano no estreito de Ormuz. FALSO”, publicou o Centcom, na rede social X.

Tanto o secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como o Presidente do país, Donald Trump, ameaçaram durante uma conferência de imprensa de quarta-feira retomar os bombardeamentos, depois de o abate de um helicóptero norte-americano na terça-feira ter desencadeado uma nova troca de ataques.

Trump afirmou hoje que “estavam perto” de selar o acordo e repreendeu o Irão por ter atacado o helicóptero, o que levou a uma ofensiva de retaliação norte-americana, à qual o Irão respondeu contra alvos militares norte-americanos em toda a região, incluindo Jordânia, Kuwait e Bahrein.

Entretanto, o Centcom já veio anunciar que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão a atacar vários alvos no Irão.

“As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje [quarta-feira] ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão, sob ordens do Comandante-Chefe [Donald Trump]. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irão”, adianta a publicação.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram explosões na costa sul do Irão, adiantando que foram ouvidas na ilha de Qeshm, em Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas.

Irão: Portugal entre países que exigem a Teerão fim de ataques contra pessoas no exterior

11 June 2026 at 07:43

Vinte e dois países, incluindo Portugal, Estados Unidos e Austrália, exigem que o Irão cesse os ataques contra pessoas no exterior, num comunicado conjunto publicado hoje.

Os 22 países condenam os ataques levados a cabo na Europa, na América do Norte e na Austrália por entidades estatais iranianas contra dissidentes iranianos, jornalistas ou membros das comunidades judaicas e israelitas nestes territórios.

“A República Islâmica do Irão deve cessar imediatamente estes atos”, escrevem, de acordo com o texto, publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de França e Reino Unido.

O grupo de países, que inclui também Alemanha, Bélgica e Canadá, “condena as tentativas de homicídio e outras ações maliciosas levadas a cabo na Europa, na América do Norte e na Austrália pelo Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, pelos serviços de informações, pela Força Al-Qods e pelo Ministério da Informação e Segurança do Irão”.

Os países denunciam igualmente “a recente campanha de ataques levada a cabo na Europa contra as comunidades judaicas, jornalistas iranianos e interesses norte-americanos, reivindicada pelo grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI) e apoiada pelos seus intermediários”.

O HAYI, um grupo islamita pró-iraniano, reivindicou incêndios e um ataque com faca em Londres contra dois homens judeus em abril, bem como outros atos noutros locais da Europa desde o início da guerra no Médio Oriente.

Irão: Forças Armadas dos EUA estão a atacar “múltiplos alvos”

EUA

As Forças Armadas dos Estados Unidos estão a atacar múltiplos alvos no Irão, anunciou o Comando Central militar norte-americano numa publicação nas redes sociais.

“As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão, sob ordens do Comandante-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irão”, adianta a publicação.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta quarta-feira continuar a atacar o Irão “com força”, insistindo que Teerão deve assinar o acordo que está a ser negociado há semanas pelos dois países.

“Atacámo-los com força ontem e vamos atacá-los com força novamente hoje”, assegurou o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas na Casa Branca, alegando que tinha o direito de o fazer após a queda de um helicóptero na segunda-feira, um incidente que os EUA atribuem a Teerão.

Os Estados Unidos atacaram de novo o Irão nas últimas horas com vários mísseis, depois de um helicóptero norte-americano ter sido atingido por um drone perto do estreito de Ormuz, que Teerão diz ser parte das águas territoriais.

O Irão respondeu com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, incluindo a Jordânia, o Kuwait e o Bahrein.

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