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Apple apresenta assistente Siri IA que não vai funcionar na Europa e na China

A Apple revelou esta segunda-feira a reformulação do seu assistente Siri transformado em inteligência artificial (IA) conversacional, mas apoiado na tecnologia da Google, dois anos depois do fracasso de uma primeira tentativa desenvolvida internamente.

Com lançamento previsto para o outono, exceto na China e na Europa por questões regulamentares, o assistente da Apple, renomeado SiriAI, permitirá delegar a redação de emails, pesquisar através das aplicações ou deixar a ferramenta interpretar o que aparece no ecrã.

O assistente, que necessita de dispositivos recentes com chips Apple, baseia-se numa adaptação própria dos modelos Gemini do Google, aumentando a dependência do gigante de Cupertino em relação ao seu vizinho em Mountain View.

A Apple, que fez da privacidade dos dados um argumento comercial central, ao contrário do Google, insistiu várias vezes na apresentação baseada no facto de estas funções IA funcionarem apenas no seu ecossistema seguro.

A apresentação de segunda-feira, 8 de junho, como de costume pré-gravada, marcou a última aparição do chefe da Apple, Tim Cook, na abertura da conferência anual de criadores (WWDC): “foi a honra de uma vida”, declarou no final aquele que cederá a direção geral a partir de 1 de setembro a John Ternus, responsável pela engenharia de hardware.

Alguns minutos antes da transmissão da “keynote”, Tim Cook veio saudar uma última vez a comunidade de criadores reunida na Apple Park, enxugando uma lágrima sob uma salva de aplausos, conforme constatou um jornalista da agência de notícias francesa AFP.

Há dois anos, durante a mesma conferência, Tim Cook tinha anunciado que a Apple estava a alcançar um marco importante para integrar massivamente a IA generativa, acompanhando o frenesim que tomou conta do setor desde o lançamento do ChatGPT. Mas, o lançamento nunca ocorreu. A tão esperada reformulação do assistente de voz Siri, elogiado nos anúncios do grupo, nunca se concretizou, custando à Apple uma ação coletiva de clientes americanos, que a empresa aceitou pagar este ano, de 250 milhões de dólares (216,8 milhões de euros).

O atraso da Apple na corrida à IA não é um obstáculo para muitos analistas. Com mais de 2,5 mil milhões de dispositivos ativos, a Apple poderia sair-se bem quando os usos de IA para o público em geral chegarem à sua maturidade.

“A Apple está a fazer uma enorme aposta na IA: não ter de gastar centenas de mil milhões por ano em infraestruturas de IA (…) para colher os frutos”, escreve John Gruber, um comentador muito seguido.

“A IA é uma tecnologia incrivelmente poderosa, capaz de moldar a sociedade a fundo”, declarou o responsável pelo software da Apple, Craig Federighi, no vídeo de apresentação.

“No entanto, alguns parecem avançar de cabeça baixa, como se estivessem a perseguir a IA pela IA, sem real consideração pelas pessoas”, acrescentou, ao apoiar esta nova estratégia.

O grupo apresentou também longamente o reforço do controlo parental, no momento em que os gigantes americanos da tecnologia enfrentam uma pressão crescente da sociedade civil em relação à proteção de menores.

Apesar da ausência de uma oferta de IA competitiva, a ação da Apple desafiou amplamente a gravidade nos últimos dois anos.

A sua capitalização supera os 4.000 mil milhões de dólares, estando entre as três maiores do mundo, atrás da Nvidia e próxima do Google.

No trimestre encerrado em março, a Apple registou um lucro líquido de quase 30 mil milhões de dólares [27,3 mil milhões de euro] (+19%) , impulsionado por vendas massivas do iPhone 17. As dificuldades do grupo em desenvolver as suas ferramentas de IA de forma autónoma contrastam com a sua cultura de controlo total, desde os chips caseiros até aos softwares.

Hey Siri, pede pf ajuda ao Google para dar um jeito na IA da Apple

By: AFP
9 June 2026 at 13:40
É o tudo ou nada para a Apple, que apresentou uma versão completamente nova da IA do seu iPhone, desenvolvida com a ajuda da Google — dois anos depois de a empresa ter tropeçado na primeira tentativa. A nova assistente, agora Siri AI, vai ter uma app independente, inteligência visual e ações entre aplicações. A Apple apresentou esta segunda-feira, na sua Worldwide Developers Conference,  a nova Siri AI. A assistente de voz IA foi construída de raíz, com base no Google Gemini, e concebida para ser mais capaz, conversacional e atenta ao que está no ecrã do utilizador. Esta foi

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https://www.youtube.com/watch?v=2PW5y3zAvPE É o tudo ou nada para a Apple, que apresentou uma versão completamente nova da IA do seu iPhone, desenvolvida com a ajuda da Google — dois anos depois de a empresa ter tropeçado na primeira tentativa. A nova assistente, agora Siri AI, vai ter uma app indep

Google paga 920 milhões por mês à SpaceX para alugar capacidade computacional

9 June 2026 at 15:38

A Google vai pagar 920 milhões de dólares (795,3 milhões de euros à taxa de câmbio atual), por mês, entre outubro de 2026 e junho de 2029, para alugar capacidade computacional à SpaceX, de acordo com um documento entregue junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC) na passada sexta-feira.

Este acordo surge numa altura em que a SpaceX se prepara para entrar em bolsa esta sexta-feira (12 de junho). O momento será histórico. A empresa de satélites, foguetões, e de inteligência artificial, liderada por Elon Musk, colocara as suas ações a um preço de 135 dólares. Isto deixa a avaliação da empresa em 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros). Como resultado a organização deve captar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) superando o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco de 2019.

O banco que vai liderar a oferta pública inicial da empresa (IPO) será o Goldman Sachs. E na dianteira estará também o Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e JP Morgan Chase.

A entrada em bolsa da SpaceX tornará Elon Musk o primeiro bilionário da história. Este detém mais de 40% das ações da empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial, e possui 82% do poder de voto.

Esta cedência de capacidade computacional da SpaceX, à Google, resulta do investimento que tem sido feito pela empresa dirigida por Elon Musk em centros de dados (data centers) que possuem mais de dois gigawatts, como assinala a Euronews.

A Alphabet, detentora da Google, é uma das investidoras na SpaceX.

O documento entregue junto da SEC refere que a Google vai utilizar 110 mil unidades de processamento gráfico (GPU), processadores e componentes de memória da Nvidia instalados nos centros de dados da SpaceX.

Mas se a SpaceX não conseguir fornecer essa quantidade de GPU contratada, até 30 de setembro de 2026, a Google pode rescindir o contrato ou aceitar as GPU fornecidas por um valor reduzido após um período de carência de um mês.

Google pretende angariar 80 mil milhões de dólares para financiar procura “sem precedentes” por IA

A Google anunciou a 1 de junho que pretendia angariar 80 mil milhões de dólares (68,6 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) com o objetivo de financiar investimento na sua infraestrutura de computação de inteligência artificial (IA) para responder à procura “sem precedentes” de clientes. A Berkshire Hathaway adquiriu 10 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros) em ações da tecnológica, numa colocação privada, composta por cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de Classe A a um preço de 351,81 dólares por ação e cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de categoria C a um preço de 348,20 dólares por ação.

A oferta de ações que a Google anunciou na segunda-feira inclui: “Ofertas subscritas simultâneas: ofertas públicas subscritas de 30 mil milhões de dólares (25,7 mil milhões de euros), consistindo em: 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em recibos de depósito que representam ações preferenciais obrigatórias convertíveis; e 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em ações ordinárias Classe A e ações de capital Classe C; Oferta no mercado: Programa de oferta no mercado (ATM) de 40 mil milhões de dólares (34,3 mil milhões de euros) para ações ordinárias de Classe A e ações ordinárias de Classe C ao longo do tempo, com início previsto para o terceiro trimestre de 2026”, esclareceu a Google sobre a oferta de ações que está a colocar no mercado.

STCP disponibiliza horários em tempo real no Google Maps

9 June 2026 at 11:17
Para consultar horários através do Google Maps, "basta introduzir o ponto de partida e o destino, selecionar um dos percursos e verificar, em tempo real, quantos minutos faltam", informa a empresa.

© ESTELA SILVA/LUSA

No final de maio, o presidente da Transportes Metropolitanos do Porto anunciou que a empresa espera que, até ao final do ano, seja possível consultar os horários da rede Unir em tempo real no 'Google Maps'

STCP disponibiliza horários em tempo real no Google Maps

9 June 2026 at 11:17
Para consultar horários através do Google Maps, "basta introduzir o ponto de partida e o destino, selecionar um dos percursos e verificar, em tempo real, quantos minutos faltam", informa a empresa.

© ESTELA SILVA/LUSA

No final de maio, o presidente da Transportes Metropolitanos do Porto anunciou que a empresa espera que, até ao final do ano, seja possível consultar os horários da rede Unir em tempo real no 'Google Maps'
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