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Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

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O pequeno país caribenho será o próximo adversário do Brasil pelo Grupo C da Copa do Mundo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia (Estados Unidos). A seleção haitiana entrará em campo com um novo uniforme, sem referência à luta anticolonial, por exigência da Fifa. Fora de campo, Brasil e Haiti tem relações que vão além do futebol, passam pela cultura, acolhimento humanitário e ações de solidariedade.

No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010.  

Notícias relacionadas:

Orgulhosos da trajetória nas eliminatórias, os Granadeiros - referência a soldados que lançavam granadas - acreditam que o futebol é capaz de unir e de ser motivo de celebração.

"Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível", disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0, apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés.

Yon rèv. Yon pèp. Yon ekip. 🇭🇹 pic.twitter.com/K3oprvPmyw

— Concacaf (@Concacaf) June 13, 2026

Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.

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Em um dos momentos mais emblemáticos, em 2004,  a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil levou estrelas como Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho para um amistoso em Porto Príncipe, a capital haitiana. O "Jogo da Paz", como foi chamado, marcava o início de uma campanha de desarmamento no país, após intensos conflitos armados. A ideia era criar um laço entre a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, comandada pelo Brasil, e a população local.

Técnico da seleção brasileira à época, Carlos Alberto Parreira lembra do cenário antes da partida, durante o deslocamento do comboio da seleção até o estádio. "Eram pessoas aglomeradas nas ruas, dos dois lados, em áreas muito pobres, favelas mesmo, mas com sorriso, acenando", contou.

"Eles conheciam todos os jogadores, chamavam pelo nome Ronaldo, Ronaldinho, não paravam. Naquele momento, naquelas horas, o país esqueceu a guerra", recordou o treinador, campeão mundial com a Amarelinha em 1994. 

Com a classificação histórica para esta edição da Copa, passados mais de 20 anos após o Jogo da Paz, os haitianos endereçam agora sua torcida aos heróis nacionais. Entre eles, o centroavante Duckens Nazon, artilheiro dos Les Grenadiers, com 44 gols em mais de 80 jogos. No fim do ano passado, Nazon disse à Fifa que os haitianos mereciam alegria e felicidade e isso justificava sua dedicação ao time. Nazon, nascido na Europa, como outros jogadores haitianos, foi decisivo na classificação, fazendo três gols em uma única partida.

Duckens Nazon, haiti, seleção haitiana, Copa do Mundo 2026 Duckens Nazon, haiti, seleção haitiana, Copa do Mundo 2026
Artilheiro da seleção haitiana, Duckens Nazon foi decisivo na classificação para a Copa do Mundo, ao anotar um hat-trick (três gols) no empate em 3 a 3 contra a Costa Rica, pelas eliminatórias - Reprodução Instagram/NAZON

Situação política no Haiti

Desde a independência, a estabilidade no Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros representados por elites locais e um fator de desestabilização, avaliou o professor de História Gabriel Léccas, que pesquisa a revolução haitiana. O país é governando pelo primeiro ministro Alix Didier Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, e convive com grupos políticos armados que controlam a capital.

O quadro reflete novas relações coloniais impostas por potências e seus interesses econômicos no pequeno país, acrescentou Léccas, que também é mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.

"A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos", explicou o historiador.

Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.

"Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada", disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.

Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.

"No século 19, as elites escravocratas não queriam que a revolução haitiana inspirasse outras iniciativas na América", lembrou Léccas. "Nos séculos XX e XXI, o Haiti tornou-se símbolo de resistência e de rebeldia dessa comunidade negra afrodescendente diaspórica e isso incomoda grupos que têm interesse em manter as estruturas racistas funcionando".

Não houve outro jogo entre Brasil e Haiti desde 2004, mas os países mantiveram laços de solidariedade que ganharam novos contornos após o terremoto que devastou o país, em 2010. O desastre natural vitimou 200 mil pessoas - sendo 18 militares brasileiros em Missão de Paz - e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

Após a catástrofe, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública facilitou a entrada de haitianos no Brasil. Entre 2015 e 2024, o território nacional recebeu solicitações de refúgio de 175 países. Haitianos, antecedidos de cubanos e venezuelanos lideram a lista.

Como parte de ações de solidariedade, o Brasil também apoia a criação da Polícia Nacional do Haiti, por meio da formação de agentes, como uma das ações mais importantes, depois de deixar a controversa Missão das Nações Unidas. Quando o Brasil liderava as tropas da ONU, foram relatadas denúncias de violações de direitos humanos, abusos sexuais e cólera no país.  O general Augusto Heleno foi o primeiro comandante da missão. 

Rival do Brasil na Copa, Haiti celebra a esperança em meio à crise

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O pequeno país caribenho será o próximo adversário do Brasil pelo Grupo C da Copa do Mundo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia (Estados Unidos). A seleção haitiana entrará em campo com um novo uniforme, sem referência à luta anticolonial, por exigência da Fifa. Fora de campo, Brasil e Haiti tem relações que vão além do futebol, passam pela cultura, acolhimento humanitário e ações de solidariedade.

No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010.  

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Orgulhosos da trajetória nas eliminatórias, os Granadeiros - referência a soldados que lançavam granadas - acreditam que o futebol é capaz de unir e de ser motivo de celebração.

"Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível", disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0, apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés.

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Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.

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Em um dos momentos mais emblemáticos, em 2004,  a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil levou estrelas como Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho para um amistoso em Porto Príncipe, a capital haitiana. O "Jogo da Paz", como foi chamado, marcava o início de uma campanha de desarmamento no país, após intensos conflitos armados. A ideia era criar um laço entre a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, comandada pelo Brasil, e a população local.

Técnico da seleção brasileira à época, Carlos Alberto Parreira lembra do cenário antes da partida, durante o deslocamento do comboio da seleção até o estádio. "Eram pessoas aglomeradas nas ruas, dos dois lados, em áreas muito pobres, favelas mesmo, mas com sorriso, acenando", contou.

"Eles conheciam todos os jogadores, chamavam pelo nome Ronaldo, Ronaldinho, não paravam. Naquele momento, naquelas horas, o país esqueceu a guerra", recordou o treinador, campeão mundial com a Amarelinha em 1994. 

Com a classificação histórica para esta edição da Copa, passados mais de 20 anos após o Jogo da Paz, os haitianos endereçam agora sua torcida aos heróis nacionais. Entre eles, o centroavante Duckens Nazon, artilheiro dos Les Grenadiers, com 44 gols em mais de 80 jogos. No fim do ano passado, Nazon disse à Fifa que os haitianos mereciam alegria e felicidade e isso justificava sua dedicação ao time. Nazon, nascido na Europa, como outros jogadores haitianos, foi decisivo na classificação, fazendo três gols em uma única partida.

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Artilheiro da seleção haitiana, Duckens Nazon foi decisivo na classificação para a Copa do Mundo, ao anotar um hat-trick (três gols) no empate em 3 a 3 contra a Costa Rica, pelas eliminatórias - Reprodução Instagram/NAZON

Situação política no Haiti

Desde a independência, a estabilidade no Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros representados por elites locais e um fator de desestabilização, avaliou o professor de História Gabriel Léccas, que pesquisa a revolução haitiana. O país é governando pelo primeiro ministro Alix Didier Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, e convive com grupos políticos armados que controlam a capital.

O quadro reflete novas relações coloniais impostas por potências e seus interesses econômicos no pequeno país, acrescentou Léccas, que também é mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Após uma revolução liderada por pessoas escravizadas, o Haiti conquistou a independência em 1804, fato que gera incômodo até os dias de hoje, a ponto de a própria Fifa vetar menção à revolta na camisa da seleção haitiana, que precisou substitui-la.

"A exigência da retirada da imagem, tanto pelo Comitê Olímpico Internacional [COI}, nos Jogos de Inverno, como agora, pela Fifa, está associada ao silenciamento da Revolução Haitiana que vem acontecendo há tempos", explicou o historiador.

Léccas pontuou que isso não acontece com outros países e vê discriminação na decisão.

"Essas posições deixam claro quem pode ou não ter sua história lembrada", disse, em referência à camisa dos Estados Unidos, com listras vermelhas, que são símbolo da independência do país sede do Mundial.

Mesmo depois de tanto tempo, segundo o historiador, uma revolução comandada por pessoas negras é uma ameaça ao poder econômico e um questionamento a hierarquias raciais.

"No século 19, as elites escravocratas não queriam que a revolução haitiana inspirasse outras iniciativas na América", lembrou Léccas. "Nos séculos XX e XXI, o Haiti tornou-se símbolo de resistência e de rebeldia dessa comunidade negra afrodescendente diaspórica e isso incomoda grupos que têm interesse em manter as estruturas racistas funcionando".

Não houve outro jogo entre Brasil e Haiti desde 2004, mas os países mantiveram laços de solidariedade que ganharam novos contornos após o terremoto que devastou o país, em 2010. O desastre natural vitimou 200 mil pessoas - sendo 18 militares brasileiros em Missão de Paz - e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

Após a catástrofe, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública facilitou a entrada de haitianos no Brasil. Entre 2015 e 2024, o território nacional recebeu solicitações de refúgio de 175 países. Haitianos, antecedidos de cubanos e venezuelanos lideram a lista.

Como parte de ações de solidariedade, o Brasil também apoia a criação da Polícia Nacional do Haiti, por meio da formação de agentes, como uma das ações mais importantes, depois de deixar a controversa Missão das Nações Unidas. Quando o Brasil liderava as tropas da ONU, foram relatadas denúncias de violações de direitos humanos, abusos sexuais e cólera no país.  O general Augusto Heleno foi o primeiro comandante da missão. 

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

Logo Agência Brasil

Pela primeira vez desde a convocação para a Copa do Mundo, Neymar treinou no campo do Columbia Park, centro de treinamento (CT) do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou imagens em vídeo do atacante no gramado, ao lado do preparador físico Mino Fulco, durante a atividade desta terça-feira (16), fechada à imprensa.

Neymar, inicialmente, deu trotes usando tênis. Depois, calçou as chuteiras, fez embaixadinhas e realizou um exercício de condução, seguido de mais corridas pelo campo. Ele não apareceu nos demais registros revelados pela CBF, em que os companheiros faziam trabalhos com bola.

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Manhã de treino concluída em Nova Jersey! 🇧🇷🫶#BateNoPeito

📸 Rafael Ribeiro/CBF pic.twitter.com/KW4iqC38ti — brasil (@CBF_Futebol) June 16, 2026

O camisa 10 está em processo de recuperação física, parte do tratamento da lesão grau dois na panturrilha direita sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, em 17 de maio, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o clube paulista informou que o atacante levou uma "pancada leve" na panturrilha, o que não o impediria de atuar.

No dia seguinte, Neymar foi convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial. Mais adiante, em 27 de maio, ao se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), o jogador foi submetido a um novo exame, que constatou uma lesão mais séria e não somente um edema, como indicava o departamento médico do Peixe.

O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, comunicou que Neymar precisaria de duas a três semanas para retomar as atividades em campo. O prazo se esgota nesta quarta-feira (17), justamente quando faz um mês da última vez que o camisa 10 participou de uma partida.

Tudo indica que Neymar segue como desfalque para o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo. Na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), a seleção de Ancelotti encara o Haiti na Filadélfia.

No empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia, no sábado passado (13), em Nova Jersey, o atacante acompanhou o duelo no banco. Cenário que deve se repetir contra os haitianos.

Neymar vai a campo pela primeira vez em treino da seleção brasileira

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Pela primeira vez desde a convocação para a Copa do Mundo, Neymar treinou no campo do Columbia Park, centro de treinamento (CT) do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou imagens em vídeo do atacante no gramado, ao lado do preparador físico Mino Fulco, durante a atividade desta terça-feira (16), fechada à imprensa.

Neymar, inicialmente, deu trotes usando tênis. Depois, calçou as chuteiras, fez embaixadinhas e realizou um exercício de condução, seguido de mais corridas pelo campo. Ele não apareceu nos demais registros revelados pela CBF, em que os companheiros faziam trabalhos com bola.

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Manhã de treino concluída em Nova Jersey! 🇧🇷🫶#BateNoPeito

📸 Rafael Ribeiro/CBF pic.twitter.com/KW4iqC38ti — brasil (@CBF_Futebol) June 16, 2026

O camisa 10 está em processo de recuperação física, parte do tratamento da lesão grau dois na panturrilha direita sofrida na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, em 17 de maio, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o clube paulista informou que o atacante levou uma "pancada leve" na panturrilha, o que não o impediria de atuar.

No dia seguinte, Neymar foi convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial. Mais adiante, em 27 de maio, ao se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), o jogador foi submetido a um novo exame, que constatou uma lesão mais séria e não somente um edema, como indicava o departamento médico do Peixe.

O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, comunicou que Neymar precisaria de duas a três semanas para retomar as atividades em campo. O prazo se esgota nesta quarta-feira (17), justamente quando faz um mês da última vez que o camisa 10 participou de uma partida.

Tudo indica que Neymar segue como desfalque para o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo. Na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), a seleção de Ancelotti encara o Haiti na Filadélfia.

No empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia, no sábado passado (13), em Nova Jersey, o atacante acompanhou o duelo no banco. Cenário que deve se repetir contra os haitianos.

Em recuperação, Neymar vai a campo e treina com a Seleção Brasileira

Neymar segue em tratamento para se recuperar de uma lesão na panturrilha direita e ainda não tem presença garantida na partida da Seleção Brasileira contra o Haiti, válida pela segunda rodada da Copa do Mundo. O confronto está marcado para sexta-feira (19), às 21h30, no horário de Brasília.

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Neymar faz novos exames e desfalca treino do Brasil; participação contra Haiti está descartada

Nesta terça-feira (16), o atacante participou de atividades no gramado do CT Columbia Park, nos Estados Unidos, como parte do processo de reabilitação. Apesar de já realizar trabalhos em campo, o jogador ainda não utilizou chuteiras durante os exercícios e permaneceu de tênis ao longo da atividade. O camisa 10 também não teve contato com a bola.

Recuperação ainda inspira cautela

Neymar foi diagnosticado com uma lesão de grau 2 na panturrilha direita e, nos bastidores da Seleção, havia expectativa de que ele estivesse apto para retornar justamente na partida diante dos haitianos. No entanto, a evolução do tratamento ainda não permite assegurar sua participação no confronto.

Desde a chegada da delegação brasileira aos Estados Unidos, o atacante do Santos tem seguido um cronograma específico de recuperação. O trabalho inclui atividades na academia, exercícios de fortalecimento muscular e acompanhamento constante da equipe médica.

Até o momento, Neymar ainda não participou de treinamentos com bola durante a preparação para o Mundial. A comissão técnica monitora diariamente a resposta física do atleta antes de definir se ele terá condições de ser relacionado para a próxima partida da Seleção Brasileira.

Confira o vídeo:

Neymar voltou a treinar no gramado, mas segue sem trabalhar com bola durante recuperação de lesão | Vídeo: Reprodução

The post Em recuperação, Neymar vai a campo e treina com a Seleção Brasileira appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Análise: Neymar virou problema para o Brasil na Copa

16 June 2026 at 18:12

A situação de Neymar na Copa do Mundo segue envolta em incertezas. O atacante não defende a seleção brasileira desde outubro de 2023 e está afastado dos gramados desde 17 de maio, quando sofreu uma lesão em partida contra o Curitiba. Mesmo assim, o jogador permanece convocado, sem previsão clara de retorno — e sem que qualquer corte oficial tenha sido anunciado.

O debate ganhou força no programa Convocação CNN, onde comentaristas analisaram o impacto dessa indefinição sobre o elenco e as alternativas disponíveis para a comissão técnica.

De convocado a incógnita

“Antes se buscava uma justificativa para entender por que o Neymar foi convocado para a Copa. Hoje a gente se pergunta por que ele não foi cortado ainda“, afirmou Henrique Marsalla.

O comentarista lembrou ainda o caso do jogador Wesley, que, ao se machucar, foi prontamente cortado da lista — situação que contrasta com o tratamento dado ao camisa 10.

Neymar fez atividades no gramado nesta terça-feira (16)
Neymar fez atividades no gramado nesta terça-feira (16) • Reprodução/Instagram – @Brasil

As informações sobre o retorno de Neymar foram se mostrando cada vez mais imprecisas ao longo do tempo. Em diferentes momentos, surgiu a expectativa de que ele estaria disponível para o amistoso contra o Marrocos, depois contra o Haiti e, em seguida, contra a Escócia — possibilidades que foram sendo descartadas uma a uma.

“Tudo que cerca o Neymar acaba sendo uma grande incógnita”, resumiu.

Intensidade física como obstáculo

Além da questão da lesão, os comentaristas levantaram dúvidas sobre a capacidade de Neymar se adaptar ao estilo de jogo exigido pela seleção brasileira atualmente.

Um dos participantes do debate recordou que, mesmo durante o período em que o jogador atuava pelo Santos e apresentava evolução física — correndo mais e participando com maior frequência das jogadas —, já seria difícil imaginá-lo correspondendo à intensidade de uma partida da seleção.

“Não há condição de fazer isso com ou sem lesão”, disse Jairo Nascimento, referindo-se à demanda física do time. Para ilustrar o nível de exigência, foi citado o exemplo de Cucurella, jogador da seleção espanhola, descrito como alguém que “não parava”, atuando de forma intensa tanto na marcação quanto no ataque durante toda a partida.

“A gente não tem o Neymar fazendo isso por característica dele, obviamente, e também porque ele não aguenta”, concluiu o comentarista.

Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Veja quais são as WAGs da Seleção Brasileira mais seguidas nas redes

16 June 2026 at 18:03

Em meio aos destaques esportivos devido à Copa do Mundo 2026, as esposas e namoradas de jogadores também têm chamado atenção. Chamadas de “WAGs”, pelas redes sociais, elas compartilham um estilo de vida luxuoso, mostrando a rotina com os filhos, hobbies e trabalho.

WAGs é nada menos do que a abreviação de “Wives and Girlfirends” (“esposas e namoradas”, em tradução para o português). O termo surgiu nos anos 2000 e ganhou força nos últimos dias com a estreia do torneio mundial.

Além dos jogadores em campo, o mundo para e observa looks e o cotidiano das WAGs. Abaixo, confira as maiores delas em seguidores em redes sociais como Instagram e TikTok.

As WAGs da Seleção Brasileira mais seguidas nas redes sociais

Cinco WAGs já ocupam a casa do milhão em fãs nas redes sociais. A mais seguida, Bruna Biancardi, possui cerca de 16 milhões. Por lá, mostra a rotina com as filhas com Neymar.

Em seguida, o segundo lugar é ocupado pela modelo Karoline Lima, que namora com Léo Pereira desde 2024. Com sete milhões de seguidores, ela ganhou grande popularidade nas redes sociais, compartilhando seu estilo de vida, e, recentemente, passou a atuar na cobertura de grandes eventos esportivos para a televisão. Ela também é ex do jogador Éder Militão, com quem tem a filha Cecília, 3.

Esposa de Raphinha, Natalia Belloli tem mais de três milhões de seguidores. Ela é modelo e influenciadora, e compartilha nas redes sociais sua rotina, dicas de moda, lifestyle e maternidade.

O top 5 é completado por Gabriely Miranda, esposa de Endrick, com 2,7 milhão de seguidores, e Duda Fournier, mulher de Lucas Paquetá, com 2,2 milhões.

Confira o ranking das WAGs da Seleção Brasileira mais seguidas nas redes sociais

  1. Bruna Biancardi (Neymar) – 16,6 milhão
  2. Karoline Lima (Léo Pereira) – 7 milhões
  3. Natalia Belloli (Raphinha) – 3,7 milhões
  4. Gabriely Miranda (Endrick) – 2,7 milhões
  5. Duda Fournier (Lucas Paquetá) – 2,2 milhões
  6. Carol Cabrino ( Marquinhos) – 750 mil
  7. Lais Moraes (Ederson)  – 900 mil
  8. Anna Mariana Casemiro (Casemiro) – 580 mil
  9. Natália Loewe Becker (Alisson Becker) – 412 mil
  10. Gabrielle Figueiredo (Gabriel Magalhaes) – 370 mil
  11. Isabella Rousso (Gabriel Martinelli) – 300 mil
  12. Rebeca Tavares (Fabinho) – 136 mil
  13. Ana Lídia Martins (Bruno Guimarães) – 108 mil
  14. Tammy Parisoto (Luiz Henrique) – 93 mil
  15. Jaqueline Maoski (Weverton) – 79 mil
  16. Gabriela Nogueira (Matheus Cunha) – 74 mil
  17. Duda Santos (Rayan) – 67 mil
  18. Leticia Carvalho (Igor Thiago) – 56 mil
  19. Bruna Ibañez (Ibañez) – 29 mil
  20. Myckaela Lobianco (Edérson) – 20 mil
  21. Deborah Claudino (Bremer) – 8 mil

Bruna Biancardi mostra detalhes do quarto de Mel, filha caçula com Neymar

Neymar treina pela primeira vez no campo com a Seleção na Copa

16 June 2026 at 17:22

Ainda se recuperando de lesão na panturrilha direita, Neymar treinou em campo pela primeira vez com a Seleção Brasileira desde que a equipe chegou para a disputa da Copa do Mundo nos Estados Unidos.

O camisa 10 fez exercícios físicos com a presença de membros da comissão técnica de Carlo Ancelotti. Um detalhe que chama a atenção é que Neymar fez a atividade com um tênis, e não com chuteiras.

“Em mais um passo de seu processo de recuperação física, Neymar treinou hoje no gramado do CT Columbia Park”, escreveu a CBF.

A atividade é um dos primeiros passos para a volta de Neymar aos gramados. O jogador, vale lembrar, passou por uma nova bateria de exames nesta segunda-feira (15) para avaliar a lesão na panturrilha direita que tem impedido o jogador de treinar com o restante da Seleção Brasileira desde que chegou aos EUA para disputar a Copa do Mundo.

Segundo fontes da CBF, os exames de Neymar apontaram uma evolução insuficiente e imediata para alta da lesão, mas houve uma “melhora na recuperação da fibra muscular”. Há também a previsão da repetição dos exames nos próximos dias e da continuação dos trabalhos diários de fisioterapia e do acompanhamento intensivo médico e nutricional.

A dúvida da dúvida

A reportagem também apurou que Neymar “não é mais dúvida contra o Haiti, mas também contra a Escócia”, visto que a cada dia o período entre uma possível recuperação total da lesão e a transição física fica cada vez menor até o último confronto da primeira fase no próximo dia 24 de junho. São oito dias entre esta terça e o dia da partida.

Os comandados por Carlo Ancelotti voltam aos treinos na manhã desta terça, no CT Red Bull, em Nova Jersey.

Do otimismo ao pessimismo

O prazo de recuperação de Neymar estimado pela equipe do doutor Rodrigo Lasmar, médico da Seleção Brasileira, termina na próxima quinta-feira (18), um dia antes da partida contra o Haiti. O período otimista era de duas semanas, o realista de três e o pessimista é de até cinco semanas de recuperação.

Neymar está lesionado desde o dia 17 de maio após partida contra o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro. Amanhã a lesão do craque completa um mês.

Próximo jogo

O Brasil entra em campo na sexta-feira (19), em jogo válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, para enfrentar o Haiti. A bola rola às 21h30 (de Brasília).

Copa do Mundo: veja as seleções que participaram de finais do Mundial

Estêvão volta a falar sobre lesão que gerou corte na Seleção Brasileira

16 June 2026 at 17:08

Estêvão está fora da Copa do Mundo e se manifestou mais uma vez sobre a lesão que gerou o corte da Seleção Brasileira, treinada por Carlo Ancelotti.

O jogador era um dos protagonistas do Brasil desde a chegada de Ancelotti, que se acostumou a escalar o jovem de 19 anos como titular. Estêvão se segurou e afirmou que é difícil falar sobre a grave contusão muscular que sofreu. Além disso, reiterou que seu sonho é jogar uma Copa do Mundo.

“Na hora da lesão eu só… Ah, é meio difícil falar porque ninguém gosta de se machucar, né? Só que o jogador está sempre muito exposto a lesões. Entreguei nas mãos de Deus. Confio nos sonhos de Deus”, disse, em entrevista ao portal GQ Brasil.

“Trabalhei tanto para chegar à seleção que preciso me apresentar com alegria, com amor, com paixão. Então, sempre que entro em campo com a amarelinha, sou muito feliz. Meu maior sonho para o futuro, com certeza, é conquistar uma Copa do Mundo”, acrescentou.

A grave lesão muscular gerou rompimento de 80% do bíceps da coxa direita. Era necessária a realização de cirurgia, de acordo com o departamento médico do Chelsea-ING, mas Estêvão optou por tratamento conservador para tentar jogar a Copa do Mundo. Ainda neste mês de junho, o atleta chegou a dizer que um médico afirmou que não via mais lesão após realização de exame.

Não foi possível, mas o atacante alega que fez de tudo para se juntar à Seleção Brasileira, inclusive com tratamentos particulares e profissionais do Palmeiras, seu ex-clube.

“Estou fazendo tudo certinho, cuidando da alimentação, do sono, tentando tudo o que é possível para me recuperar”, afirmou Estêvão.

Sem Estêvão, a Seleção Brasileira volta a jogar nesta sexta-feira (19), às 21h (de Brasília), contra o Haiti. Na estreia, o Brasil empatou em 1 a 1 com Marrocos.

Joia do México entra para ranking de mais jovens a atuar em uma Copa

 

Aposta de Ancelotti, Douglas Santos explica apoio tático a Vini Jr.

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O lateral-esquerdo Douglas Santos estreou pela Seleção Brasileira em 2016 e, depois, ficou quase uma década sem novas oportunidades. Com a vinda de Carlo Ancelotti, o paraibano de 32 anos voltou a ser lembrado para vestir a Amarelinha.

>> Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

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Douglas esteve em seis dos 12 jogos sob comando do italiano que antecederam a Copa do Mundo, sendo o mais utilizado na posição. O lateral concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16), no The Ridge, hotel de Nova Jersey (Estados Unidos) em que a delegação do Brasil está hospedada para o Mundial.

"O mister [Ancelotti] fala bastante comigo, que tenho crescido muito defensivamente, que me acompanha no Zenit [da Rússia], junto do estafe dele, e tem pedido que eu desfrute. Ele sabe das minhas características e, graças a Deus, vem dando certo. Venho focando ao máximo para entregar o melhor, defendendo bem e sendo uma surpresa no ataque", disse.

Douglas Santos foi titular na estreia diante do Marrocos, no último sábado (13), em Nova Jersey, que terminou em 1 a 1. Ao lado do atacante Vinícius Júnior, ele foi um dos destaques do Brasil no duelo, tanto no apoio ofensivo, com avanços para gerar situações de gol, como na defesa, deixando o camisa 7 livre no lado esquerdo para atacar.

"O Vini é um cara que tem sido nosso desafogo, sabendo também que, por ali, podem aparecer [os atacantes] Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha, o [volante] Bruno Guimarães, que chega muito na frente. A gente conversa muito no lado esquerdo para ele [Vinícius Júnior] ter liberdade para jogar o futebol que ele sabe. Contra Marrocos, ficou nítido", explicou Douglas Santos.

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Douglas Santos prepares to take a free kick REUTERS/John Sibley Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Douglas Santos prepares to take a free kick REUTERS/John Sibley
Douglas Santos em campo com a camisa da Seleção Brasileira - REUTERS/John Sibley/ Proibido reprodução

"Não vai existir jogo fácil"

Com um ponto no Grupo C, assim como o Marrocos, o Brasil volta a campo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia. O jogo é o de maior discrepância de posições no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) desta Copa. A seleção canarinho ocupa o sexto lugar, e a caribenha é a 83ª. Ainda zerados, os haitianos foram superados na estreia pela Escócia, em Boston, por 1 a 0.

"A gente está falando de uma Copa do Mundo. Não vai existir jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates [entre seleções com níveis diferentes]. Temos que estar preparados emocionalmente e fisicamente para entregar o melhor, sabendo que será muito difícil", finalizou o lateral.

Aposta de Ancelotti, Douglas Santos explica apoio tático a Vini Jr.

Logo Agência Brasil

O lateral-esquerdo Douglas Santos estreou pela Seleção Brasileira em 2016 e, depois, ficou quase uma década sem novas oportunidades. Com a vinda de Carlo Ancelotti, o paraibano de 32 anos voltou a ser lembrado para vestir a Amarelinha.

>> Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

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Douglas esteve em seis dos 12 jogos sob comando do italiano que antecederam a Copa do Mundo, sendo o mais utilizado na posição. O lateral concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16), no The Ridge, hotel de Nova Jersey (Estados Unidos) em que a delegação do Brasil está hospedada para o Mundial.

"O mister [Ancelotti] fala bastante comigo, que tenho crescido muito defensivamente, que me acompanha no Zenit [da Rússia], junto do estafe dele, e tem pedido que eu desfrute. Ele sabe das minhas características e, graças a Deus, vem dando certo. Venho focando ao máximo para entregar o melhor, defendendo bem e sendo uma surpresa no ataque", disse.

Douglas Santos foi titular na estreia diante do Marrocos, no último sábado (13), em Nova Jersey, que terminou em 1 a 1. Ao lado do atacante Vinícius Júnior, ele foi um dos destaques do Brasil no duelo, tanto no apoio ofensivo, com avanços para gerar situações de gol, como na defesa, deixando o camisa 7 livre no lado esquerdo para atacar.

"O Vini é um cara que tem sido nosso desafogo, sabendo também que, por ali, podem aparecer [os atacantes] Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha, o [volante] Bruno Guimarães, que chega muito na frente. A gente conversa muito no lado esquerdo para ele [Vinícius Júnior] ter liberdade para jogar o futebol que ele sabe. Contra Marrocos, ficou nítido", explicou Douglas Santos.

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Douglas Santos prepares to take a free kick REUTERS/John Sibley Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Douglas Santos prepares to take a free kick REUTERS/John Sibley
Douglas Santos em campo com a camisa da Seleção Brasileira - REUTERS/John Sibley/ Proibido reprodução

"Não vai existir jogo fácil"

Com um ponto no Grupo C, assim como o Marrocos, o Brasil volta a campo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia. O jogo é o de maior discrepância de posições no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) desta Copa. A seleção canarinho ocupa o sexto lugar, e a caribenha é a 83ª. Ainda zerados, os haitianos foram superados na estreia pela Escócia, em Boston, por 1 a 0.

"A gente está falando de uma Copa do Mundo. Não vai existir jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates [entre seleções com níveis diferentes]. Temos que estar preparados emocionalmente e fisicamente para entregar o melhor, sabendo que será muito difícil", finalizou o lateral.

Análise: Brasil deve entender que já não é mais favorito na Copa

16 June 2026 at 15:53

O empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos acendeu o debate sobre o real nível da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Para o comentarista da Itatiaia, Edu Panzi, que acompanha o torneio diretamente dos Estados Unidos, o resultado reflete uma realidade que precisa ser encarada com clareza: o Brasil não é favorito ao título.

“A principal lição é entender de uma vez por todas que o Brasil não é favorito a ganhar a Copa do Mundo”, afirmou Edu Panzi. Segundo ele, a Seleção está em um nível abaixo das equipes brasileiras de Copas anteriores, especialmente quando comparada ao Marrocos, adversário do mesmo grupo.

Marrocos joga melhor do que o Brasil

Edu Panzi foi enfático ao avaliar o desempenho coletivo das duas equipes.

“De 2022 para cá, os últimos três anos, três anos e meio, a seleção marroquina joga um futebol melhor do que o da seleção brasileira. Em termos de time, em termos coletivos, Marrocos é melhor que o Brasil”, declarou o comentarista, que afirmou ter encarado o resultado com “muita normalidade”.

Titularidade de jogadores pode ser questionada

Além do desempenho coletivo, Edu Panzi destacou que o empate trouxe outra lição importante: nenhum atleta deve considerar sua vaga garantida no time. O comentarista citou Casemiro como exemplo de jogador que “foi muito mal na estreia” e que pode perder a posição.

Na lateral direita, mencionou ainda a disputa entre Ibañes e Danilo, e a possível presença de Fabinho. Para o próximo jogo, diante do Haiti, Panzi sugeriu que a Seleção poderia se beneficiar de escalar um centroavante e explorar melhor as laterais do campo.

Zebras são normais em Copas do Mundo, avalia Panzi

Questionado sobre outros resultados surpreendentes da competição — como o empate entre Espanha e Cabo Verde e entre Bélgica e Egito —, Edu Panzi avaliou que surpresas fazem parte do torneio.

“As zebras vão aparecer. Toda Copa do Mundo, as zebras acontecem”, disse. Para ele, o empate de Cabo Verde contra a Espanha foi a maior zebra entre os resultados citados, enquanto o confronto entre Bélgica e Egito reflete um maior equilíbrio entre as seleções.

O comentarista lembrou ainda que a atual edição é a maior Copa do Mundo da história, com 48 seleções participantes.

Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

De olho no Haiti, Seleção Brasileira opta por fechar treino para imprensa

16 June 2026 at 08:00

A imprensa não terá acesso ao treino da Seleção Brasileira nesta terça-feira (16), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Segundo informou a CBF, o grupo comandado por Carlo Ancelotti vai a campo às 12h (de Brasília) para o trabalho do dia.

Antes disso, por volta das 9h45, o lateral Douglas Santos, titular no empate diante do Marrocos no último sábado, concede entrevista coletiva para os jornalistas no hotel The Ridge, onde a seleção está hospedada.

O treino fechado para a imprensa pode ser considerado incomum na preparação da Seleção Brasileira. Desde a chegada aos Estados Unidos, apenas no dia seguinte ao empate contra Marrocos os veículos não tinham acesso a pelo menos um trecho da atividade dos jogadores.

Brasil treina sem titulares

Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Raphinha não treinaram com o restante do grupo nesta segunda devido ao desgaste natural da estreia – Raphinha e Magalhães atuaram durante os 90 minutos.

Os jogadores trabalharam na parte interna do centro de treinamento ocupado pelo grupo durante a fase de grupos do Mundial.

Neymar em recuperação

O staff da CBF não quer apressar o retorno de Neymar antes de sua recuperação completa da lesão de grau dois na panturrilha, e o atacante também não esteve no treino.

Ele passou por exames hoje, e último boletim médico deve ser divulgado pela CBF nos próximos dias. Na última atualização, a entidade informou que o jogador apresentava boa evolução clínica, mas ainda seguia protocolo específico de recuperação.

Desde a chegada da Seleção aos Estados Unidos, Neymar tem realizado atividades em períodos alternados e acompanhado parte da rotina do elenco no CT Columbia Park.

 

 

 

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

Logo Agência Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o atacante Neymar foi submetido, nesta segunda-feira (15), a outro exame de controle. O procedimento faz parte do processo de recuperação do camisa 10, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita que o impossibilita de ir a campo – mesmo para treinar – desde a convocação para a Copa do Mundo, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

O atleta de 34 anos ficou novamente fora de um trabalho de campo da seleção brasileira no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown. A presença do atacante no jogo de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, é incerta e cada vez mais improvável, apesar da expectativa, reconhecida pelo técnico Carlo Ancelotti na última semana, de poder contar com o jogador.

Notícias relacionadas:

Desde que se apresentou à seleção brasileira, no último dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), Neymar realizou apenas sessões de fisioterapia e atividades de fortalecimento e preparação física. Quando questionados sobre o estágio da recuperação do atacante, CBF e Ancelotti têm dito apenas que ele está "evoluindo bem".

Ainda em Teresópolis, Neymar realizou um exame de ressonância magnética que confirmou a gravidade da lesão na panturrilha. No último dia 17, ou seja, dez dias antes de ele se apresentar na Granja Comary, o Santos informou que o atacante tinha somente um edema, por conta de uma "leve pancada" sofrida na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Posteriormente, o clube paulista comunicou que Neymar estaria "apto a voltar às atividades" até 31 de maio. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, porém, informou que o camisa 10 ainda precisaria de um tempo de recuperação entre duas e três semanas. O prazo termina nesta quarta-feira (17).

O Brasil estreou na Copa do Mundo com um empate por 1 a 1 com Marrocos no sábado (13), em Nova Jersey. As duas seleções somam um ponto. Na ocasião, Neymar ficou no banco de reservas e apoiou os companheiros durante a partida.

A liderança do Grupo C é da Escócia, que, no mesmo dia, venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. Os europeus têm três pontos, enquanto os caribenhos permanecem zerados.

Neymar faz novo exame e segue sem treinar na seleção brasileira

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o atacante Neymar foi submetido, nesta segunda-feira (15), a outro exame de controle. O procedimento faz parte do processo de recuperação do camisa 10, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita que o impossibilita de ir a campo – mesmo para treinar – desde a convocação para a Copa do Mundo, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

O atleta de 34 anos ficou novamente fora de um trabalho de campo da seleção brasileira no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown. A presença do atacante no jogo de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, é incerta e cada vez mais improvável, apesar da expectativa, reconhecida pelo técnico Carlo Ancelotti na última semana, de poder contar com o jogador.

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Desde que se apresentou à seleção brasileira, no último dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), Neymar realizou apenas sessões de fisioterapia e atividades de fortalecimento e preparação física. Quando questionados sobre o estágio da recuperação do atacante, CBF e Ancelotti têm dito apenas que ele está "evoluindo bem".

Ainda em Teresópolis, Neymar realizou um exame de ressonância magnética que confirmou a gravidade da lesão na panturrilha. No último dia 17, ou seja, dez dias antes de ele se apresentar na Granja Comary, o Santos informou que o atacante tinha somente um edema, por conta de uma "leve pancada" sofrida na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Posteriormente, o clube paulista comunicou que Neymar estaria "apto a voltar às atividades" até 31 de maio. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, porém, informou que o camisa 10 ainda precisaria de um tempo de recuperação entre duas e três semanas. O prazo termina nesta quarta-feira (17).

O Brasil estreou na Copa do Mundo com um empate por 1 a 1 com Marrocos no sábado (13), em Nova Jersey. As duas seleções somam um ponto. Na ocasião, Neymar ficou no banco de reservas e apoiou os companheiros durante a partida.

A liderança do Grupo C é da Escócia, que, no mesmo dia, venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. Os europeus têm três pontos, enquanto os caribenhos permanecem zerados.

Neymar, Raphinha, Bruno Guimarães e Magalhães não treinam com a Seleção

15 June 2026 at 22:56

A Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti iniciou a preparação para o duelo contra o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (15), em Morristown, Nova Jersey, nos Estados Unidos, sem Neymar, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Raphinha.

O camisa 10 ainda se recupera de uma lesão na panturrilha, e muito possivelmente não vai para o jogo. Segundo fontes ligadas à CBF, o entendimento interno é de que não vale a pena correr riscos neste momento.

 

 

Já Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães não foram à campo devido ao desgaste natural da partida contra Marrocos. No empate por 1 a 1, o trio foi titular. Raphinha e Magalhães atuaram durante os 90 minutos.

Os jogadores trabalharam na parte interna do centro de treinamento ocupado pelo grupo durante a fase de grupos do Mundial.

Neymar fora contra o Haiti

O staff da CBF não quer apressar o retorno de Neymar antes de sua recuperação completa da lesão de grau dois na panturrilha.

Nesta segunda-feira (15), o atacante será reavaliado novamente, uma semana após o último boletim médico divulgado pela CBF. Na ocasião, a entidade informou que o jogador apresentava boa evolução clínica, mas ainda seguia protocolo específico de recuperação.

Desde a chegada da Seleção aos Estados Unidos, Neymar tem realizado atividades em períodos alternados e acompanhado parte da rotina do elenco no CT Columbia Park.

O prazo de recuperação segue dentro da previsão apresentada pelo médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, ainda na Granja Comary, em 18 de maio. Na ocasião, o profissional estimou entre duas e três semanas para a recuperação da lesão.

Marquinhos cita dor das eliminações como combustível para 2026

“Tenho certeza”, diz Ronaldo Fenômeno sobre Endrick ser utilizado na Copa

15 June 2026 at 22:40

Ronaldo Fenômeno analisou a situação de Endrick na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. O pentacampeão mundial vê o camisa 19 hoje como a terceira opção do ataque, mas acredita que terá uma chance na competição.

Endrick não foi titular nenhuma vez sob o comando do técnico Carlo Ancelotti e na estreia da Copa do Mundo, contra Marrocos, o atacante não foi sequer acionado no segundo tempo.

“Eu tenho certeza que ele vai ter a oportunidade. Eu acho que ele entraria no jogo (contra Marrocos) se não fosse a substituição que o Bruno Guimarães pediu. É um detalhe importante para levar em consideração, porque com certeza o Ancelotti ia buscar a vitória”, disse Ronaldo Fenômeno em entrevista à ESPN Brasil.

No banco de reservas, o jogador não escondeu o descontentamento de não poder ajudar a Seleção em campo. Em dublagem labial feita pela TV Globo, revelada nesse domingo (14), no Fantástico, Endrick foi flagrado se queixando ao lado de Neymar.

Com Endrick no banco, Brasil começou mal a partida e saiu atrás de Marrocos, com gol de Saibari na metade do primeiro tempo. Depois, Vini Jr., em bela jogada individual, empatou o duelo ainda na etapa inicial.

Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

Ronaldo Fenômeno analisa situação de Endrick na Seleção: “3ª opção”

15 June 2026 at 22:26

O fraco desempenho ofensivo da Seleção Brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia na Copa do Mundo 2026 revoltou grande parte dos torcedores, que pediram Endrick, jovem atacante de 19 anos e autor do gol da vitória da Canarinho contra o Egito, no último amistoso antes do Mundial.

Ronaldo Fenômeno, um dos maiores especialistas da posição na história do futebol, concorda com o técnico Carlo Ancelotti, que optou por utilizar Igor Thiago e Matheus Cunha na frente do jovem.

“Eu tenho certeza que ele vai ter a oportunidade. Ele vai entrar em algum momento, mas agora mesmo ele é a terceira opção no ataque. Tem Igor Thiago, tem Matheus Cunha e aí depois é ele”, disse Ronaldo Fenômeno à ESPN Brasil.

Sequência

O Brasil retorna aos gramados pela Copa do Mundo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), para encarar o Haiti.

Na última rodada, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrenta a Escócia no dia 24, às 19h, em Miami. Marrocos x Haiti acontece no mesmo dia e horário, em Atlanta.

Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro

Logo Agência Brasil

Há oito meses, imagens de uma rua do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, impactaram o mundo: dezenas de corpos foram enfileirados no asfalto, sob os olhares de moradores da comunidade. Era o resultado da ação policial mais letal da história do estado, a Operação Contenção, que deixou 121 mortos.

Hoje, parte da rua, chamada de Estrada José Rucas, no entorno da Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, recebeu novas cores e desenhos. Artistas se juntaram a pessoas da comunidade para decorar o ambiente com temas ligados à seleção brasileira e à Copa do Mundo de 2026.

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15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Luan Medeiros artista lider do projeto que pintou rua na Penha. Foto: Cadu Maia/Divulgação 15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Luan Medeiros artista lider do projeto que pintou rua na Penha. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Pintura traz sensação de recomeço, diz Luan Medeiros, um dos artistas à frente da decoração na Vila Cruzeiro - Foto: Cadu Maia/Divulgação

Notícias relacionadas:

Um dos líderes do projeto, Luan Medeiros ressalta a importância da arte para tentar transformar o espaço e a vida dos moradores.

"A gente quis trazer uma nova realidade para a nossa rua. O morador da Penha já passou por momentos muito difíceis, e ver essas cores traz uma sensação de recomeço, mostrando que a nossa comunidade também tem o direito de celebrar e de se orgulhar de sua própria arte", diz o artista.

Luan, que possui uma forte relação com a comunidade onde vive, lembra que o clima no local era de desalento depois dos acontecimentos do ano passado.

"A área tinha ficado muito triste, com aquela memória sempre latente na cabeça de todo mundo. Sabemos que não tem como apagar a memória do que houve aqui, mas a pintura ajuda a amenizar esse sentimento. É também uma forma de mostrar que 99% das pessoas na comunidade são trabalhadores, são pessoas de bem", acrescenta.
 

15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Foto: Cadu Maia/Divulgação 15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Crianças ajudam na pintura de temas ligados à seleção brasileira e à Copa do Mundo - Foto: Cadu Maia/Divulgação

Hugo Silvério, que também participou do projeto, destaca o valor da identidade comunitária na escolha das referências visuais para a pintura.

"Nosso objetivo principal foi ressignificar esse espaço físico através da arte urbana. Escolhemos elementos que conectam a nossa fé, representada pela Igreja da Penha, o futebol e o orgulho de ser brasileiro. É uma forma de valorizar o talento que existe dentro da própria favela", explica o artista.

Hugo, que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ressalta que o impacto da operação policial de 2025 mobilizou todo o estado, ultrapassando os limites geográficos da comunidade.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro, 29/10/2025 - Trazidos por moradores, dezenas de corpos de mortos na Operação Contenção foram levados para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

"Foi algo que envolveu e mexeu com todo o estado do Rio de Janeiro. Durante o trabalho, uma mãe passou por nós e comentou que antes ela não conseguia sequer olhar para esta rua e não imaginar o corpo do filho estendido no chão. E, hoje, ela consegue ressignificar esse sentimento e ver novas cores", conta o artista.

"O envolvimento das crianças que participaram pintando com a gente também foi muito especial. O projeto não vai apagar o que aconteceu, mas transforma a nossa relação com o espaço e traz um pouco mais de esperança", conclui.

Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro

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Há oito meses, imagens de uma rua do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, impactaram o mundo: dezenas de corpos foram enfileirados no asfalto, sob os olhares de moradores da comunidade. Era o resultado da ação policial mais letal da história do estado, a Operação Contenção, que deixou 121 mortos.

Hoje, parte da rua, chamada de Estrada José Rucas, no entorno da Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, recebeu novas cores e desenhos. Artistas se juntaram a pessoas da comunidade para decorar o ambiente com temas ligados à seleção brasileira e à Copa do Mundo de 2026.

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15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Luan Medeiros artista lider do projeto que pintou rua na Penha. Foto: Cadu Maia/Divulgação 15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Luan Medeiros artista lider do projeto que pintou rua na Penha. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Pintura traz sensação de recomeço, diz Luan Medeiros, um dos artistas à frente da decoração na Vila Cruzeiro - Foto: Cadu Maia/Divulgação

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Um dos líderes do projeto, Luan Medeiros ressalta a importância da arte para tentar transformar o espaço e a vida dos moradores.

"A gente quis trazer uma nova realidade para a nossa rua. O morador da Penha já passou por momentos muito difíceis, e ver essas cores traz uma sensação de recomeço, mostrando que a nossa comunidade também tem o direito de celebrar e de se orgulhar de sua própria arte", diz o artista.

Luan, que possui uma forte relação com a comunidade onde vive, lembra que o clima no local era de desalento depois dos acontecimentos do ano passado.

"A área tinha ficado muito triste, com aquela memória sempre latente na cabeça de todo mundo. Sabemos que não tem como apagar a memória do que houve aqui, mas a pintura ajuda a amenizar esse sentimento. É também uma forma de mostrar que 99% das pessoas na comunidade são trabalhadores, são pessoas de bem", acrescenta.
 

15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Foto: Cadu Maia/Divulgação 15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Crianças ajudam na pintura de temas ligados à seleção brasileira e à Copa do Mundo - Foto: Cadu Maia/Divulgação

Hugo Silvério, que também participou do projeto, destaca o valor da identidade comunitária na escolha das referências visuais para a pintura.

"Nosso objetivo principal foi ressignificar esse espaço físico através da arte urbana. Escolhemos elementos que conectam a nossa fé, representada pela Igreja da Penha, o futebol e o orgulho de ser brasileiro. É uma forma de valorizar o talento que existe dentro da própria favela", explica o artista.

Hugo, que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ressalta que o impacto da operação policial de 2025 mobilizou todo o estado, ultrapassando os limites geográficos da comunidade.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro, 29/10/2025 - Trazidos por moradores, dezenas de corpos de mortos na Operação Contenção foram levados para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

"Foi algo que envolveu e mexeu com todo o estado do Rio de Janeiro. Durante o trabalho, uma mãe passou por nós e comentou que antes ela não conseguia sequer olhar para esta rua e não imaginar o corpo do filho estendido no chão. E, hoje, ela consegue ressignificar esse sentimento e ver novas cores", conta o artista.

"O envolvimento das crianças que participaram pintando com a gente também foi muito especial. O projeto não vai apagar o que aconteceu, mas transforma a nossa relação com o espaço e traz um pouco mais de esperança", conclui.

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