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Há quatro ‘heróis’ em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes

12 June 2026 at 19:10

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga homenageou, na manhã desta sexta-feira, os quatro dadores de sangue em atividade com maior número de dádivas registadas no Banco de Sangue da instituição, numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala anualmente a 14 de junho.

Raul Torres Veloso (81 dádivas), Manuel Alberto Esteves Oliveira (56 dádivas), Joaquim Miguel Vieira Gomes (56 dádivas) e João Carvalho Garrido (56 dádivas), somam, em conjunto, 249 dádivas de sangue.

De acordo a ULS Braga, a iniciativa pretendeu “reconhecer publicamente o exemplo de altruísmo, solidariedade e compromisso destes cidadãos, cujo contributo tem sido fundamental para assegurar a disponibilidade de sangue necessária à prestação de cuidados de saúde à comunidade”.

Tendo em conta que cada dádiva pode beneficiar até três pessoas, estima-se que estas 249 dádivas tenham contribuído para apoiar até 747 vidas, em contextos como “situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e outras situações clínicas críticas”.

Há quatro 'heróis' em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes
Foto: ULS Braga

“O sangue não se fabrica. Temos de ser nós a dar sangue para salvar vidas”, referiu Raúl Veloso.

E acrescentou: “Deixei de dar sangue aos 66 anos e quando a idade limite passou a 70 voltei a dar. Tenho dois filhos que também já são dadores. Não custa nada e somos sempre bem tratados pela equipa do Hospital. Enquanto puder continuarei a dar. O meu objetivo é totalizar as 120 dádivas”.

Há quatro 'heróis' em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes
Foto: ULS Braga

Para Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, “esta homenagem é, acima de tudo, uma forma de agradecer o compromisso extraordinário destes quatro cidadãos com a comunidade. As suas 249 dádivas representam muito mais do que números: representam vidas apoiadas, famílias ajudadas e uma demonstração exemplar de solidariedade. O seu exemplo recorda-nos que a dádiva de sangue continua a ser um gesto simples, voluntário e insubstituível, essencial para a resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

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Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade

12 June 2026 at 16:20

O Caminho de Torres, que liga Sernancelhe (Viseu) a Valença, seguindo depois para Santiago de Compostela, acabou de ser certificado pelo Governo, de acordo com uma portaria que foi publicada hoje em Diário da República.

Para o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que falou à margem da sessão de abertura das Jornadas Europeias da Cultura, em Barcelos, este é um marco “importante” na “construção turística e cultural” do Norte de Portugal.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Alberto Santos, secretário de Estado, foi recebido nos Paços do Concelho de Barcelos pelo autarca Mário Constantino Lopes. Foto: Pedro Gonçalo Costa / O MINHO

O novo Caminho Português de Santiago, que se junta a outros já certificados (Central, Litoral e Interior) em território nacional, tem uma extensão de 180,49 quilómetros e atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, entrando no Minho por Guimarães, seguindo para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Imagem: DR

A certificação aponta que existem “condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.

Registos remontam ao século XII

Na portaria, o Governo sublinha a antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente que se encontra documentada por uma “rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo”.

“Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário, e de outros testemunhos de peregrinações no território atravessado, como os caminhos trilhados por São Gonçalo (séculos XII-XII), as notícias de um peregrino inglês na Sé de Lamego em 1683 ou os testemunhos da peregrinação de João Valente em 1723, que evidenciam a importância e dinâmica histórica deste Caminho”, nota.

O itinerário conta com reconhecidos pontos históricos de peregrinação, com destaque para as “edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval”.

Dois sítios Património Mundial da UNESCO

Entre os quais, de referir a Sé de Lamego e a sua capela de São Sebastião; o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o Tâmega em Amarante; o mosteiro de Pombeiro; a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira; os conventos de São Francisco e de São Domingos, últimas moradas de São Gualter e do beato Frei Lourenço Mendes, também em Guimarães; a Catedral de Braga; ou a Ponte de Ponte de Lima, um “dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional”.

A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário que atravessa duas unidades classificadas de Património Mundial da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – passando ainda por outras áreas de “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.

O Governo aponta ainda outras manifestações de cultura imaterial e práticas de culto relacionadas com o Caminho de Santiago, bem como a interessante proposta de “caminho literário” associado a este itinerário, marcado pela sua proximidade aos espaços habitados por alguns dos autores mais relevantes da história cultural portuguesa, como Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, José Leite Vasconcelos, Camilo Castelo Branco ou Aquilino Ribeiro.

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Em Viana e Caminha já “está tudo a postos” para o início da época balnear

12 June 2026 at 15:55

O presidente da Coordenada Decimal – Associação de nadadores-salvadores, disse hoje que, apesar das dificuldades recorrentes para contratar nadadores-salvadores, “está tudo a postos” para o início da época balnear em Viana do Castelo e Caminha.

A época balnear em Viana do Castelo abre no sábado, às 08:30, junto à estação salva-vidas, sessão organizada pela Câmara de Viana do Castelo

Segundo Nuno Cardoso, a associação conta com 33 nadadores-salvadores em permanência. Para assegurar as folgas destes profissionais, o número sobe para os 45.

Nuno Cardoso adiantou que a Coordenada Decimal “conseguiu, uma vez mais, o número de nadadores-salvadores suficientes para garantir a segurança dos banhistas desde a praia fluvial de Castelo de Neiva até à praia da Ínsua, em Afife.

“Nunca é uma missão fácil. Ainda não conseguimos trabalhar apenas com pessoas do concelho. Precisamos de pessoas fora do concelho ou até jovens que não são sejam portugueses”, explicou Nuno Cardoso, adiantando que, do total de nadadores-salvadores, “cerca de 80% são portugueses”.

Segundo o responsável cativar os jovens para esta profissão “é, cada vez mais, um processo mais difícil, mas felizmente também tem havido alguma procura por parte dos portugueses, o que não se verificava há dois, três anos”.

“Este ano, por exemplo, conseguimos fazer dois cursos. Isto é que alimenta a falta de nadadores ou a procura por eles, uma vez que já conseguimos dar-lhes trabalho durante todo o ano, em piscinas e praia. Permite que eles olhem para esta missão como uma profissão e acredito que seja uma tendência a nível nacional de cada vez mais haver praias e zonas com vigilância o ano inteiro”, afirmou.

A nível de equipamentos, a associação tem estacionadas em Viana do Castelo uma embarcação semirrígida, uma viatura 4×4 equipada com desfibrilador e, duas moto-quatro.

Dez nadadores-salvadores em permanência

A ação da Coordenada Decimal estende-se ao concelho vizinho de Caminha, em permanência estão 10 nadadores-salvadores, apoiados por uma moto-quatro para as duas praias que estão da responsabilidade do município.

Quanto a nadadores-salvadores “começam por ser seis, mas com a abertura das praias fluviais passam a ser 10, em permanência”.

A praia “tem horário de funcionamento de 10 horas diárias, das 09:30 às 19:30, o que significa que cada nadador-salvador realiza um turno de nove horas, com direito a uma hora para almoço”.

“As condições salariais estão um pouco acima do ordenado mínimo, contemplando horas extras e todos os direitos que qualquer trabalhador tem. Cada dia trabalha com tempo de uma hora extra”.

Gilson veio do Brasil Tomás do Equador

Na praia de Carreço, a Lusa encontrou Gilson Gonçalves. Natural do Rio de Janeiro, Brasil e, Tomás Rodríguez, do Equador.

Gilson veio há cinco anos para Viana do Castelo “não tanto por questões financeiras, mas por sentir falta de segurança” na sua cidade natal

Aos 16 anos terminou o secundário em Viana do Castelo, como técnico de mecatrónica. Depois fez o curso de nadador salvador, mas não deixou de estudar. Hoje é aluno do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP)de mecatrónica, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Gilson, hoje com 20 anos, gosta de ser nadador-salvador, funções que não encara como um emprego, mas com um estilo de vida e que lhe permite pagar o curso com o ordenado que recebe.

“Para mim, ser nadador-salvador, é muito bom. Creio que é um trabalho que eu gostaria de fazer o ano inteiro. Fazer uma carreira nesta área”, adiantou.

Tomás Rodríguez, de 24 anos, é natural do Equador e veio para Viana do Castelo, seguindo as pisadas do irmão mais velho na procura de uma vida melhor.

“Decidi ficar em Viana do Castelo porque me lembra bastante a lugar de onde eu venho. Um lugar pequeno, com praia e estou muito familiarizado e acostumado com o mar. Venho de família de surfistas”, explicou.

Tomás Rodrigues quer “ficar mais tempo em Viana do Castelo enquanto termina o curso que está a tirar, ‘online’, numa universidade espanhola”.

“Ser nadador-salvador parece-me um bom trabalho, onde se pode crescer bastante”, acrescentou.

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Câmara de Braga quer obras do nó de Infias à noite para “causar o menor prejuízo às pessoas”

12 June 2026 at 14:26

A requalificação do nó de Infias, em Braga, deverá ser consignada em inícios de julho e a câmara vai tentar sensibilizar a Infraestruturas de Portugal (IP) para que uma parte das obras decorra em período noturno, foi hoje anunciado.

Falando na reunião quinzenal do executivo, o presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou que a obra, com um prazo de execução de 660 dias, nunca poderá ser feita apenas no período noturno.

No entanto, espera que a noite seja privilegiada “nos momentos de maior constrangimento, em períodos em que é preciso encerrar as vias e em que não se consegue passar”, para minimizar os problemas de trânsito.

“É óbvio que uma intervenção destas, como de resto as intervenções em espaço público, tem prejuízo enquanto decorrem as obras. Mas queremos causar o menor prejuízo possível às pessoas”, referiu,

A obra no nó de Infias, considerado um dos principais constrangimentos rodoviários de Braga, foi entregue por cerca de 11,3 milhões de euros e tem um prazo de execução de 660 dias.

O nó de Infias localiza-se na interceção da EN101 (variante EN101/EN201) com a EN14 (circular norte/variante EN14).

A intervenção tem como objetivos melhorar a circulação e a segurança rodoviária, aumentar a capacidade de escoamento de tráfego, requalificar as ligações da EN101 à Avenida António Macedo e as saídas da cidade de Braga.

Contempla a criação de novos ramos de ligação entre a EN101 e a EN14, a reformulação de acessos rodoviários e pedonais, trabalhos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização e segurança rodoviária e ainda a execução de obras de arte especiais.

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Hotéis de Braga quase cheios para o São João à ‘boleia’ dos turistas brasileiros

12 June 2026 at 14:11

O Norte tem vindo a recuperar o mercado de turistas brasileiros e mantido as preferências de europeus, americanos e canadianos neste período de pontes e feridos que culminará com o São João, cuja taxa de ocupação deverá superar os 85%, nomeadamente em Braga, além do Porto, Gaia e Vila do Conde.

Em entrevista telefónica à agência Lusa, o presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, contou hoje que, em relação a 2025, a região Norte está a registar um aumento “muito significativo” do mercado brasileiro, “mercado que tinha sofrido em termos nacionais uma ligeira quebra”.

“E agora, em 2026, nós de facto estamos a recuperar acima da média nacional”, referiu, acrescentando que neste período, o de junho e início de verão que coincide com vários feriados e potenciais pontes, “as taxas de ocupação já estão mais consistentes, nomeadamente nos mercados de proximidade como o espanhol e o francês”.

Em vésperas de São João, festividade popular que atrai muitos turistas ao Norte na noite de 23 para 24 de junho, Luís Pedro Martins mostra-se muito otimista, antecipando uma taxa de ocupação “seguramente acima dos 85%, nomeadamente no Porto, Gaia, Vila do Conde e Braga”.

Em jeito de convite ao público, o presidente da TPNP destacou a regata da Conferência do Vinho do Porto que se realiza na manhã de 24, um momento, antecipou, “muito bonito com imagens excecionais nas margens do Porto e de Gaia, uma única oportunidade de ver todos os barcos rebelos com as suas velas hasteadas, com as marcas de vinho do Porto”.

Quanto ao mercado do Reino Unido, este “tem tido um bom comportamento devido à entrada em operação de novas rotas”.

Já sobre os mercados de longa distância, o presidente da TPNP destacou o “bom desempenho” do americano e canadiano, e justificou o crescimento dos americanos com um elogio: “A entrada em operação de uma nova rota para os Estados Unidos [Porto-Nova Iorque/JFK] da Delta Airlines, a operar cinco vezes por semana, correu bem”.

Já o mercado nacional, Luís Pedro Martins disse que, em 2025, os portugueses colocaram o Porto e Norte no topo do ‘ranking de referência.

“E em 2026 estamos a manter essa tendência. Mas nós estamos a viver numa circunstância muito complicada, com muita incerteza devido aos conflitos que ainda persistem, nomeadamente o do Médio Oriente que tem um impacto junto das companhias aéreas. Estamos a conseguir ter bons resultados apesar dessas circunstâncias, mas nunca devemos esquecer-nos delas”, analisou.

Apontando que tem havido uma maior distribuição de turistas por toda a região – que está dividida em quatro: Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes – Luís Pedro Martins notou, no entanto, que estas “não estão no mesmo ritmo” com o Douro a conquistar mais turistas americanos e canadianos, e o Minho a conquistar mais turistas europeus, mas também brasileiros, enquanto Trás-os-Montes conquista mais turistas nacionais.

“Sabemos que há aqui uma região que ainda continua a ter que ser trabalhada. Apelo aos empresários que olham para o território de Trás-os-Montes, um território fantástico que ainda necessita de oferta. Estou convencido que se ela existir, nomeadamente se existir nos níveis de qualidade que correspondam às exigências dos mercados que agora temos atraído, conforme tem corrido bem no Douro e no Minho, também correrá em Trás-os-Montes”, apelou.

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Braga pondera instalar radares para melhorar segurança rodoviária

12 June 2026 at 13:43

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou hoje que o plano municipal de segurança rodoviária deverá estar pronto no início de julho, podendo a instalação de radares ser uma das soluções propostas.

“Não vejo obstáculo nenhum a isso [instalação de radares]. Eu não quero radar para garantir meios financeiros para a Câmara Municipal. Há determinadas zonas onde manifestamente os radares resolveriam muitas coisas, não tenho dúvida nenhuma”, referiu o autarca, em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.

No entanto, sublinhou que a última palavra sobre a instalação ou não de radares de velocidade caberá ao plano municipal de segurança rodoviária.

“O plano de segurança rodoviária pode dizer que não há radar nenhum”, apontou.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes”

A questão da sinistralidade rodoviária, em particular os atropelamentos, foi levantada na reunião de hoje pela oposição, tendo mesmo o vereador da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, falado num “massacre” das estradas de Braga.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes, que são atropeladas, que ficam com a sua vida estragada, ou mesmo que perdem a sua vida no município de Braga. É inaceitável”, disse Rui Rocha.

O vereador da IL lembrou que o plano municipal de segurança rodoviária foi anunciado há mais de um ano, mas ainda não avançou.

“Passaram 12 meses. Se tivermos em conta que temos tido atropelamentos, em média, de três em três dias, vejam quantas pessoas poderiam, neste momento, não estar a sofrer se houvesse esse plano, se fossem identificados os pontos negros da cidade, se fossem tomadas medidas que podem ser variadas. Nós não podemos continuar a assistir a este massacre a acontecer em Braga e a ter o plano de segurança rodoviária na gaveta”, acrescentou.

“É um documento para ser posto em prática”

Na resposta, João Rodrigues manifestou preocupação com o problema e anunciou que o plano deverá estar fechado em inícios de julho.

“Não é um documento de cabeceira, é um documento para ser posto em prática, é um documento onde há dados e há informação (…), segundo parâmetros oficiais de qualidade (…). Um documento absolutamente fulcral para olharmos para o território num todo e para atuarmos de forma concertada, planeada, porque nós temos noção de que há muitas falhas e há muitas questões para resolver”, adiantou.

“Já peca por tardio”

O vereador Ricardo Silva, do movimento Amar e Servir Braga, disse que o plano “já peca por tardio”, considerando que em causa estão “questões que já são mais que conhecidas”, muitas das quais entraram nos programas eleitorais.

“Aquilo que nós queremos efetivamente é que se comece a passar das palavras às ações e que não tenhamos de esperar tanto tempo para salvaguardar a vida humana (…). Acima de tudo, o município tem de chamar a si esta responsabilidade de transformar a morfologia da cidade, precisamente para criar alguns condicionamentos ao excesso de velocidade. Pode ser com a transformação das vias, com a colocação das passadeiras alteadas, com os radares. Os mecanismos existem e já estão mais que aferidos e mais que verificados”, reclamou.

João Rodrigues sublinhou que o município não está à espera do plano para começar a tomar medidas.

“Nós já estamos a fazer muitas coisas”, garantiu o presidente da câmara.

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Gigante espanhola que emprega 500 trabalhadores investe mais 16,6 milhões no Alto Minho

12 June 2026 at 10:37

A multinacional espanhola Gestamp vai investir 16,6 milhões de euros para expandir a fábrica de Vila Nova de Cerveira, onde emprega 500 trabalhadores, para produzir componentes para veículos elétricos e híbridos.

Segundo o jornal Eco, que avança a informação, por ser considerado um investimento de interesse estratégico, vai receber um apoio do Estado português de 4,2 milhões de euros

Fonte oficial da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Gestamp quer aumentar a capacidade da unidade de Cerveira através “da construção e equipamento de uma nova nave, tendo em vista o fabrico de novos componentes de alta e ultra alta resistência mecânica para veículos elétricos e híbridos”.

Em causa está um investimento total que “ronda os 16,6 milhões de euros, prevendo-se, em cruzeiro, a criação líquida de 11 postos de trabalho qualificados”.

De acordo com a mesma fonte, a gigante espanhola de produção de componentes para automóveis conta com cerca de 500 trabalhadores e produz mais de mil referências de peças estampadas, soldadas ou montadas para várias marcas automóveis.

O projeto, considerado de “interesse estratégico para a economia nacional ou de determinada região”, enquadra-se no Regime Contratual de Investimento (RCI).

A minuta do contrato foi aprovada em 06 de fevereiro, na sequência da candidatura apresentada pela empresa ao Sistema de Incentivos à Competitividade Empresarial estabelecido no Regulamento Específico da Área Temática Inovação e Transição Digital (REITD).

“Na sequência da análise levada a cabo pela AICEP, nos termos do RCI, concluiu-se que a referida operação reúne as condições necessárias à concessão de incentivos financeiros, o que motivou a aprovação da respetiva proposta negocial, integrando, nomeadamente, o incentivo máximo a conceder, taxa e forma de apoio, bem como as condições para a respetiva concessão”, refere o despacho assinado pelo secretário de Estado da Economia, João Rui da Silva Gomes Ferreira, e publicado em Diário da República em 08 de junho.

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Gasóleo vai descer

12 June 2026 at 10:23

O preço do gasóleo deverá descer, enquanto o da gasolina deverá subir na próxima semana (15 a 21 de junho).

Segundo o Automóvel Club de Portugal (ACP), o gasóleo deverá ficar mais barato três cêntimos por litro.

Já a gasolina deverá ficar mais cara meio cêntimo por litro.

O ACP salienta que, caso se confirmem as previsões, o preço médio do gasóleo simples vai subir para 1,889 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá descer para 1,885 euros por litro.

A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.

O aumento dos preços dos combustíveis nos últimos meses acontece num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, recuava 1,87% para 88,70 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em julho, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixava 1,87% para 88,70 dólares. cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.

Notícia atualizada às 10h59 com mais informação.

Com Lusa

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Hoje é o dia mais quente da semana. Braga chega aos 38 graus

12 June 2026 at 07:43

Os distritos de Braga e Viana do Castelo mantêm-se sob aviso amarelo devido ao calor até às 21:00 de sábado, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com as previsões do IPMA, hoje será o dia mais quente da semana, com os termómetros a chegarem aos 38 graus Celsius em Braga.

Hoje é o dia mais quente da semana. Braga chega aos 38 graus
Fonte: IPMA
Hoje é o dia mais quente da semana. Braga chega aos 38 graus
Fonte: IPMA

Em Viana do Castelo, a máxima hoje será 33ºC.

Recorde-se, ainda, que em vários concelhos do Minho se irão registar noites tropicais (ou seja, com mínimas iguais ou superiores a 20ºC).

No entanto, para amanhã, o IPMA prevê que, nas zonas mais montanhosas dos dois distritos, ocorram episódios de trovoada e granizo.

Hoje é o dia mais quente da semana. Braga chega aos 38 graus
Fonte: IPMA
Hoje é o dia mais quente da semana. Braga chega aos 38 graus
Fonte: IPMA

O aviso amarelo estende-se hoje a todo Portugal continental e amanhã só o distrito de Faro será exceção.

O calor sentido em todo o país deve-se, segundo o IPMA, à “ação conjunta de um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, que se deslocará gradualmente para o Golfo da Biscaia, e que se estende em crista até França, e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica”.

“A influência destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre Portugal continental, a qual será responsável por uma subida acentuada dos valores de temperatura”, explica o instituto.

Todo o país em risco muito elevado de exposição à radiação UV

Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o risco muito elevado de exposição à radiação UV vai manter-se no continente e arquipélagos da Madeira e Açores pelo menos até segunda-feira.

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.

Para as regiões em risco extremo, o instituto recomenda que se evite a exposição ao sol sempre que possível.

No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

Para as regiões com risco elevado recomenda-se o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima a variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura máxima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

Mais de 160 concelhos de 17 distritos do continente em perigo máximo

Mais de 160 concelhos de todos os distritos do continente, exceto Viana do Castelo, apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA.

Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental até às 21:00 de sábado.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro por causa da agitação marítima forte até às 12:00 de sábado.

No domingo e na segunda-feira, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

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Empresa de Ponte de Lima por trás da ‘Disneylândia’ do futebol de 450 milhões

11 June 2026 at 22:38

O grupo JFA, de Ponte de Lima, é um dos dois principais promotores de um investimento privado de 450 milhões de euros associado ao Campeonato do Mundo de 2030, que vai nascer em Santarém.

Através do investimento nesta ‘Disneylândia’ do futebol, com o impulso do JFA Group – José Ferraz & Associados, empresa com raízes em Ponte de Lima que opera nas áreas da engenharia, arquitetura e consultoria e foi fundada em 2002 por José Miguel Ferraz -, está prevista a criação de 800 postos de trabalho diretos e a atração de cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano.

Apresentado publicamente no Convento de São Francisco, o projeto “Viva Mundo” tem abertura prevista para 29 de abril de 2030 e é apresentado como uma infraestrutura “âncora com impacto económico e turístico à escala regional e nacional”, contribuindo para “reforçar a projeção de Santarém como destino de investimento internacional”.

"Viva Mundo" vai estar pronto para o Mundial 2030. https://t.co/keE8npPehm#Mundial2030 #futebol pic.twitter.com/bWJDyl2WY8

— O MINHO (@ominhopt) June 11, 2026

De acordo com a Câmara Municipal, a escolha de Santarém reflete “um sinal de confiança” num território que tem vindo a ganhar visibilidade, nomeadamente devido à sua localização geográfica, às acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e à proximidade a futuras infraestruturas estruturantes.

80 hectares e capacidade para 4.000 pessoas

De acordo com os elementos apresentados durante a apresentação, o projeto “Viva Mundo” ocupará uma área de cerca de 800 mil metros quadrados (80 hectares).

O conceito assenta na criação de um parque temático dedicado ao futebol, estruturado em várias zonas funcionais. No centro do recinto ficará o “Football World”, descrito como o núcleo principal do projeto, com quatro subzonas temáticas: “Centre Circle”, “Passion”, “Glory” e “Fantasy”, organizadas em torno de um lago central.

O projeto integra ainda uma zona de entretenimento, com uma arena com capacidade para cerca de 4.000 pessoas, destinada à realização de concertos, espetáculos e eventos ao vivo, e uma “Fan Zone”, pensada como um espaço interativo, com experiências imersivas.

Vai “revolucionar” Santarém

Em declarações após a apresentação pública do projeto, o presidente da Câmara de Santarém considerou que o projeto “Viva Mundo”, vai “revolucionar” o concelho e contribuir para o desenvolvimento da região, destacando o impacto económico e a criação de emprego.

O autarca classificou a iniciativa como “um parque temático dedicado ao futebol” com potencial para gerar valor “à escala nacional e regional”, apontando como referências equipamentos semelhantes em cidades como Paris ou Orlando.

Segundo o responsável, o município tem vindo a trabalhar com os investidores desde o início do ano, defendendo que a escolha de Santarém resultou da sua “localização estratégica, acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e proximidade a futuras infraestruturas”, incluindo o novo aeroporto.

“Somos servidos pelos principais eixos rodoviários e pela principal linha férrea e temos projetos importantes de ligação ao futuro aeroporto internacional”, afirmou, acrescentando que o clima também foi um fator relevante para a instalação do projeto.

O autarca reiterou que o equipamento deverá entrar em funcionamento em 2030, em paralelo com o arranque do Mundial, competição que Portugal vai coorganizar com Espanha e Marrocos, sublinhando tratar-se de uma infraestrutura que funcionará durante todo o ano.

O presidente da autarquia destacou ainda o impacto regional do projeto, defendendo uma abordagem intermunicipal no planeamento, uma vez que os efeitos se estenderão ao “conjunto do território do Oeste e Vale do Tejo”.

Neste contexto, apontou como prioritário o desenvolvimento de um novo nó intermodal em Santarém, junto ao CNEMA, para “reforçar a ligação ferroviária e rodoviária”, bem como integrar “soluções inovadoras de mobilidade”, incluindo um vertiporto.

Relativamente às acessibilidades, o autarca reconheceu a necessidade de reforço do investimento público na região, defendendo a concretização de projetos rodoviários como a A13 e melhorias na ferrovia, embora considere que o concelho já dispõe de uma rede relevante de autoestradas.

O gestor do projeto “Viva Mundo”, Carlos Carreiras, afirmou que o empreendimento está a cumprir um calendário “muito exigente”, indicando que os primeiros compromissos de aquisição de serviços e equipamentos deverão ser assumidos já a partir de setembro.

Segundo o responsável, até ao final do ano deverá decorrer a fase de adjudicações, em paralelo com o processo de licenciamento, estando previsto que os primeiros trabalhos no terreno avancem no início do próximo ano.

De acordo com Carlos Carreiras, o investimento resulta sobretudo da iniciativa de dois principais promotores, o grupo limiano JFA e um investidor de origem inglesa, que agregaram outros parceiros internacionais.

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Apresentação VIVA MUNDO

PCP questiona financiamento de 60 mil euros da Câmara de Braga à Cimeira da Indústria

11 June 2026 at 20:30

O PCP de Braga acusou a câmara local de brincar com o dinheiro público, ao financiar com 59.988 euros, através de três ajustes diretos, a Cimeira da Indústria, que reuniu “a fina flor do capitalismo nacional e regional”.

Em comunicado, o PCP refere que vai remeter participações à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), ao Tribunal de Contas e à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), para que sejam analisados os contornos financeiros do apoio do município.

O apoio foi atribuído através de três ajustes diretos, pela câmara (19.999 euros) e pelas empresas municipais TUB – Transportes Urbanos de Braga (19.999 euros) e AGERE- Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (19.990 euros).

O limite legal para a realização de um ajuste direto na aquisição de bens e serviços é de 20 mil euros.

Câmara responde que “não é um gasto”

Contactado pela Lusa, a câmara de Braga refere que “qualquer contratação prestada pelos municípios ou pelas empresas municipais está sujeita às regras estritas da contratação pública e fiscalização de custos, tal como aconteceu nesta situação”.

“Investimentos em montras como esta validam o trabalho de Braga e das suas empresas e capitalizam novas oportunidades. Não é um gasto, mas sim um investimento na atração de capital”, acrescenta.

Comunistas dizem que foi um “grande desvio”

O PCP refere que a Cimeira da Indústria, organizada pelo jornal Observador e que decorreu no dia 26 de maio em Braga, “juntou a fina flor do capitalismo nacional e regional” e “projetou os interesses de grandes grupos económicos e financeiros com atividade na região de Braga e no país”.

“A Câmara de Braga financiou um evento que teve como participantes a Bosch Portugal, Banco BPI, Siemens Portugal, Continental Mabor, Tabaqueira, TMG e DST Group, que, em conjunto, apresentam lucros de, pelo menos, mais de 800 milhões de euros (só o BPI teve lucros acima de 500 milhões de euros)”, acrescenta.

Para o PCP, trata-se de um “grave desvio” de dinheiro dos bracarenses para iniciativas de grupos milionários.

“Os munícipes de Braga e os trabalhadores das empresas municipais, que ajudaram a pagar estes luxos dos patrões, merecem explicações. Não se brinca com o dinheiro público que deve garantir boas condições de vida e de trabalho para todos os munícipes”, diz ainda o PCP.

A Câmara diz que o dinheiro “não foi para organizar a cimeira, mas para assegurar serviços de promoção institucional de Braga no âmbito do evento, nos termos legalmente previstos”.

Sustenta que a Cimeira da Indústria foi uma iniciativa pública, de entrada livre, realizada em Braga sobre “temas essenciais” para o desenvolvimento económico do concelho e do país.

“Braga tem uma economia forte, empresas relevantes, capacidade industrial e ambição de atrair ainda mais investimento. A Câmara Municipal de Braga não se envergonha de promover o concelho junto de decisores económicos, empresariais, políticos e académicos”, remata o município.

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Hospital de Braga vai ter Via Verde AVC durante 24 horas por dia

11 June 2026 at 19:12

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga passará a assegurar, a partir de 01 de julho, a resposta da Via Verde AVC em regime contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULS refere que aquela evolução só é possível graças ao alargamento da cobertura da Neurorradiologia de Intervenção (NRI) ao período noturno.

“Até agora, a resposta nesta área encontrava-se assegurada entre as 08:00 e as 24:00. A inexistência de cobertura permanente obrigava à transferência anual de cerca de 25 a 30 doentes para hospitais do Grande Porto, com impacto nos tempos de acesso ao tratamento”, acrescenta.

Com a entrada em vigor do horário alargado, os utentes da área de influência da ULS Braga deixam de precisar daquelas transferências noturnas, passando a beneficiar de uma resposta “imediata e diferenciada numa situação clínica em que cada minuto é determinante para o prognóstico e recuperação”.

“A resposta permanente integra também o apoio contínuo à teleconsulta de NRI no âmbito das ativações da Via Verde AVC provenientes dos hospitais referenciadores”, diz ainda a ULS Braga.

Criada equipa multidisciplinar dedicada

Para garantir a cobertura contínua, a ULS Braga constituiu uma equipa multidisciplinar dedicada, composta em cada momento por um médico do Serviço de Neurorradiologia, um médico e um enfermeiro afetos do Serviço de Anestesiologia, um enfermeiro afeto ao Serviço de Imagiologia e um Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica.

Além disso, reforçou a equipa de Neurologia.

“O novo modelo assistencial representa um investimento superior a meio milhão de euros e permitirá realizar entre mais 50 e 75 trombectomias mecânicas por ano, consolidando a elevada diferenciação técnica e clínica já existente na instituição”, lê-se no comunicado.

Sublinha que o alargamento assistencial “ganha especial relevância” por acontecer precisamente um ano após os constrangimentos sentidos naquela Via Verde.

“Com esta resposta permanente, damos um passo decisivo na consolidação da capacidade da ULS Braga para tratar doentes com AVC de elevada complexidade, garantindo acesso atempado a terapêuticas diferenciadas e evitando transferências para outras unidades hospitalares”, destaca o presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.

Permitirá “ganhos de eficiência” para o SNS

Para Américo Afonso, este é um investimento “que reforça a qualidade dos cuidados prestados, melhora os resultados clínicos e aproxima os cuidados de saúde das populações”.

Além dos benefícios clínicos para os utentes, a reorganização permitirá “ganhos de eficiência” para o Serviço Nacional de Saúde, através da redução dos transportes inter-hospitalares e da retenção de atividade assistencial altamente diferenciada.

“Alinhada com as melhores práticas internacionais, a ULS Braga reforça, assim, a sua posição como centro de referência no tratamento do AVC, assegurando uma resposta cada vez mais robusta, segura e próxima dos cidadãos”,lê-se ainda no comunicado.

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Empresa que faliu e ganhou nova vida em Barcelos vai entrar em campo com 5 seleções no Mundial

11 June 2026 at 19:00

Uma tecnológica de Barcelos está representada em força no Mundial de Futebol 2026, seja com caneleiras à medida adotadas por pelo menos cinco seleções, seja com meias de compressão popularizadas pelo guarda-redes alemão Manuel Neuer.

“Podemos dizer que seremos a marca portuguesa mais representada no Mundial”, disse o CEO da Sak Project à Lusa.

João Pestana disse ainda esperar que o Mundial constitua um “impulso significativo” no negócio da empresa, que este ano já prevê faturar meio milhão de euros, contra os 200 mil de 2025.

“Sempre que algum futebolista mostrar uma caneleira ou uma meia com o nosso nome, a marca sofrerá imediatamente um impulso significativo, porque será vista por milhões e milhões de pessoas em todo o mundo”, referiu.

Usadas por atletas de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil

Segundo João Pestana, no Mundial que hoje começa as caneleiras da Sak serão usadas por jogadores de “pelo menos” cinco seleções, designadamente Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil.

“No caso da Seleção Nacional, estamos a falar da esmagadora maioria dos jogadores, entre os quais Diogo Costa, Vitinha, João Neves, Diogo Dalot, João Cancelo, Rafael Leão, Nélson Semedo, Rúben Neves, Tomás Araújo e Francisco Trincão”, apontou.

Sublinhou que Diogo Costa estreou as suas caneleiras atuais no Campeonato da Europa de 2024, disputado na Alemanha, no dia em que defendeu três grandes penalidades consecutivas.

Explicou que são caneleiras feitas “totalmente à medida”, com base em tecnologia de 3D scan.

“Depois do scan, fazemos um molde de cada uma das pernas do jogador e criamos caneleiras completamente ajustadas, completamente à medida”, descreveu.

“Tem sido uma loucura”

Já o negócio das meias de compressão “disparou” no início deste mês, depois de terem sido apontadas por um jornal alemão como o segredo da recuperação do guarda-redes Manuel Neuer.

“De repente, começámos a ter mais de 200 encomendas por dia, todas oriundas da Alemanha. Tem sido uma loucura”, referiu João Pestana.

Atualmente, a Sak tem lojas físicas em 12 países da Europa, mas a empresa espera que o Mundial lhe abra novos horizontes.

A marca faliu em 2020, em Viseu, devido à pandemia. Em 2023, foi recuperada por João Pestana e mais dois sócios, num investimento de 300 mil euros, tendo sido transferida para a freguesia de Vilar do Monte, em Barcelos.

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Associação diz que Braga “não pode responder com silêncio quando tem 1 atropelamento a cada 3 dias”

11 June 2026 at 17:43

A associação Braga Ciclável alertou hoje para os recentes atropelamentos na cidade e referiu que Braga “não pode responder com silêncio quando tem um atropelamento a cada três dias”.

Em comunicado, lembrou a criança de 12 anos que foi atropelada na Avenida Dr. António Palha, em Lamaçães, na terça-feira, e ainda outro atropelamento recente que envolveu uma criança de 10 anos na Avenida da Liberdade. Ambos ocorreram durante atravessamentos na passadeira.

A Braga Ciclável considera que não são sinistros “isolados”, mas sim “episódios de um problema estrutural documentado, denunciado e com soluções conhecidas, que o Município continua a não dar resposta”.

“Os números do concelho falam por si. Entre 2019 e 2023, foram registados quase 400 atropelamentos no Concelho de Braga, o equivalente a um a cada três dias. O distrito de Braga registou 214 atropelamentos em 2025, o segundo valor mais alto do país, acima de Lisboa. Quase 70% dos atropelamentos em Braga ocorrem em passadeiras. Em 2026, foram já noticiados pelo menos quatro atropelamentos em Braga, todos em passadeiras, sendo que os dados oficiais irão revelar muito mais”, nota.

Lembra que a Câmara de Braga tem um Plano Municipal de Segurança Rodoviária que “não é conhecido publicamente e por conseguinte não existe nenhuma medida executada”.

A Braga Ciclável frisa que solicitou ao Município de Braga o estado do Plano Municipal de Segurança Rodoviária bem como a apresentação pública de um “calendário concreto” para a implementação das medidas de segurança pedonal e ciclável.

Radares, passadeiras sobrelevadas e fiscalização

A associação propõe radares fixos de velocidade nas avenidas com maior sinistralidade, como a Avenida Padre Júlio Fragata, a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e as vias que compõem a Rodovia. Seria uma medida de “baixo custo”, “rápido retorno financeiro” e “elevado impacto na segurança rodoviária comprovado”.

Apela ainda à sobrelevação das passadeiras ao nível dos passos na zona densa e plana da cidade “eliminando a diferença de cota que induz o aumento de velocidade na aproximação”. “Esta medida não requer obras de grande envergadura e pode ser executada de forma faseada, com prioridade para as artérias com maior volume de tráfego pedonal e ciclável e registo de sinistros na última década”, refere.

Por fim, a Braga Ciclável pede ainda o reforço da fiscalização do cumprimento dos limites de velocidade e das regras de cedência de passagem a peões e ciclistas nos atravessamentos da cidade, em coordenação com a PSP e Polícia Municipal.

Em abril de 2024, a mesma associação já tinha publicado o Manifesto 40/24, com 40 medidas em 24 meses, entregando-o a todos os responsáveis políticos da cidade. Nesse manifesto, a associação propôs as seguintes medidas para reduzir os atropelamentos e melhorar a segurança rodoviária: “Adopção da Visão Zero Municipal – zero mortes nas ruas do concelho; Cidade 30 – limite de velocidade com medidas físicas de cumprimento, incluindo sobrelevação de passadeiras; Colocação de radares fixos de velocidade nas principais avenidas; Sobrelevação de todas as passadeiras na zona densa e plana da cidade”.



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Grupo privado de lares de idosos duplica camas em Barcelos e Amares

11 June 2026 at 16:33

O grupo SER – Senior Exclusive Residences lidera o setor das residências assistidas e dos cuidados continuados em Portugal, com 1.386 camas em funcionamento e a intenção de alcançar duas mil camas até 2030. Em Barcelos e Amares, prevê aumentar de 155 para 336 o número de camas disponíveis.

Na freguesia de Tregosa (Barcelos), a capacidade deverá passar de 95 para 195 camas, enquanto que em Caldelas (Amares) a expansão prevista permitirá aumentar de 60 para 141 camas. Estas duas unidades integram o grupo SER desde 2021 e 2022, respetivamente.

Investimento de 9,5 milhões na compra de 5 unidades

A liderança acontece na sequência da aquisição de cinco unidades ao Grupo Naturidade, que representam 296 camas, num investimento de 9,5 milhões de euros, referiu a CoRe Capital, um dos acionistas.

Paralelamente, o SER prevê colocar em funcionamento até novembro mais 430 camas de cuidados continuados, resultantes de um investimento de 22 milhões de euros, lançado em 2024.

“No decurso de 2027, vamos acrescentar 42 camas às unidades que adquirimos ao Grupo Naturidade, fixando-nos nessa altura nas 1.428 camas. Mas não ficaremos por aí: temos um ‘pipeline’ de novos investimentos em avaliação e negociação para alcançar, até 2030, as duas mil camas em operação”, afirmou o CEO do grupo SER, Pedro Capitão.

A integração da Naturidade permitirá igualmente um aumento da dimensão económica do grupo. As nove unidades atualmente operadas pelo SER registaram receitas de cerca de 15 milhões de euros em 2025. Com as 16 unidades em pleno funcionamento, o grupo estima atingir uma faturação de 45 milhões de euros em 2027, ano em que Pedro Capitão acredita que poderá ser de “consolidação do grupo SER como operador de referência do setor em Portugal, uma marca que representa a qualidade de serviço para os segmentos médio e médio-alto nas regiões Norte, Centro e de Lisboa”.

A totalidade das 430 novas camas previstas para este ano será integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), através de contratos celebrados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A escassez de camas de cuidados continuados contribui para internamentos hospitalares sociais, “representando mais de 10% do total de internamentos no SNS, gerando custos anuais superiores a 300 milhões de euros” e levando ao “adiamento de muitas intervenções cirúrgicas por falta de camas disponíveis nos hospitais”.

“Há uma aposta clara do SER num setor que o Estado considera uma prioridade nacional, com falta de 30 mil novas camas a médio prazo”, afirmou o sócio da CoRe Capital e presidente do conselho de administração do grupo SER, Pedro Araújo e Sá.

O grupo SER opera nos dois segmentos principais do mercado das residências assistidas: os chamados estabelecimentos residenciais para pessoas de idade (ERPI) e as camas das unidades de cuidados continuados integrados (UCCI) contratadas com a respetiva rede nacional.

Além da expansão da capacidade instalada, o grupo está a desenvolver iniciativas destinadas a reforçar a qualidade dos serviços prestados. Entre elas incluem-se projetos de investigação em parceria com a Universidade do Porto nas áreas das demências, nutrição, fisioterapia, cognição e terapia ocupacional.

O administrador responsável pelas operações, Francisco Ribeiro, adiantou ainda que o grupo pretende certificar todas as suas unidades na metodologia Humanitude nos próximos dois anos, colocando a humanização dos cuidados no centro do modelo operacional.

A CoRe Capital entrou no setor das residências assistidas em 2020 através do fundo CoRe Restart. Em 2024, mobilizou o fundo CoRe Consolida para acelerar a expansão da operação e, em 2025, lançou a marca SER, que passou a concentrar as atividades do grupo neste segmento. O mesmo fundo financiou a recente aquisição das unidades do Grupo Naturidade.

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Continental produz 18 milhões de pneus por ano e emprega 3.200 pessoas em Famalicão

11 June 2026 at 12:29

Com uma produção anual de 18 milhões de pneus e 3.200 trabalhadores, a Continental, em Lousado, Famalicão, celebrou, na terça-feira, “dois marcos importantes”: os 80 anos de produção de pneus no local e 36 anos como parte da multinacional alemã. Além disso, assinou um memorando com a escola profissional FORAVE, num investimento global de dois milhões de euros, a concretizar ao longo de um período de dez anos.

Em comunicado enviado hoje a O MINHO, a empresa refere que “antigos e atuais colaboradores, as suas famílias e representantes da comunidade local reuniram-se para assinalar oito décadas de história industrial e reconhecer o papel da fábrica como um dos maiores empregadores da região”.

Como parte das comemorações do aniversário, a Continental assinou um Memorando de Entendimento com o Município de Vila Nova de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica de Lousado (FORAVE), com o objetivo de apoiar a formação técnica das futuras gerações.

Continental produz 18 milhões de pneus por ano e emprega 3.200 pessoas em Famalicão
Foto: DR

“Alcançar 80 anos de produção de pneus em Lousado e 36 anos dentro da Continental é uma conquista extraordinária, que não teria sido possível sem a dedicação, resiliência e paixão dos nossos colaboradores”, afirmou Pedro Carreira, presidente do Conselho de Administração da Continental Lousado, citado no comunicado. “Também temos muito orgulho em celebrar este marco em conjunto com representantes da nossa comunidade, que nos tem apoiado ao longo dos anos”, acrescenta.

Oito décadas de inovação e crescimento

A unidade de Lousado iniciou operações em 1946, produzindo vários tipos de pneus. Desde que integrou a Continental em 1990, a fábrica especializou-se em pneus para veículos de passageiros e comerciais ligeiros (PLT) e expandiu o seu portefólio para incluir pneus fora de estrada (OTR) em 2018. “Ao longo das décadas, Lousado tem evoluído através de um investimento contínuo em inovação, sustentabilidade e excelência operacional, reforçando o papel da unidade como um dos principais polos de produção europeus do Grupo Continental”, salienta o comunicado.

Continental produz 18 milhões de pneus por ano e emprega 3.200 pessoas em Famalicão
Foto: DR

“Atualmente, a fábrica afirma-se como um símbolo de resiliência, progresso e forte envolvimento com a comunidade, no contexto da rede global da Continental”, reforça a empresa, completando que a unidade dispõe atualmente de uma capacidade anual de produção superior a 18 milhões de pneus e é um dos maiores empregadores de Famalicão, contando com cerca de 3.200 trabalhadores.

Reforçar os laços com a comunidade local

Através do acordo com a FORAVE e a autarquia, “a Continental e os seus parceiros comprometem-se a melhorar as infraestruturas existentes da escola, contribuindo para garantir um fluxo contínuo de especialistas técnicos qualificados para o futuro”.

“A iniciativa reforça o compromisso da Continental com a educação, o desenvolvimento de competências e a competitividade industrial a longo prazo da região”, destaca o comunicado.

Continental produz 18 milhões de pneus por ano e emprega 3.200 pessoas em Famalicão
Foto: DR

A cerimónia de assinatura teve lugar nas instalações da Continental em Lousado e contou com a presença de Ulrike Hintze, membro do Conselho de Administração do Grupo Continental e responsável pelos Recursos Humanos, Pedro Carreira, presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, Mário Passos, presidente da Câmara de Famalicão, e Manuela Guimarães, diretora da FORAVE.

Para além da cooperação com a FORAVE, a fábrica de Lousado mantém parcerias de longa data com organizações locais. Nesta ocasião da comemoração do aniversário foram entregues donativos monetários à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente (APPACDM), na Trofa, a Ave Cooperativa de Intervenção Psico-Social (ACIP) e o Centro Social e Paroquial de Ribeirão (CSPR).

A Continental é um fabricante líder de pneus e especialista na indústria. Fundada em 1871, a empresa registou vendas de 19,7 mil milhões de euros em 2025 e emprega atualmente cerca de 78.000 pessoas em 54 países e mercados.

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Distrital de Braga do PSD quer “afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional”

11 June 2026 at 11:37

A Distrital de Braga do PSD quer “afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional”. A prioridade estratégica foi apresentada, ontem, na primeira assembleia do órgão deste novo mandato, liderado por Carlos Eduardo Reis, e na qual também foi apresentado o novo ‘site’ institucional.

Em comunicado, a Distrital social-democrata refere que a sessão reuniu representantes das 14 secções do distrito e teve como tema central o próximo Congresso Nacional do PSD, através da apresentação da moção “Minho, Região Competitiva”, que defende um papel mais relevante do Minho no desenvolvimento do país, assente numa maior descentralização, em mais capacidade de decisão para os territórios e na afirmação da região como projeto-piloto nacional de governação territorial.

Para Carlos Eduardo Reis, presidente da Comissão Política Distrital de Braga do PSD, “os partidos políticos existem para servir as pessoas e as suas comunidades”.

“E estamos mais longe de cumprir esse objetivo se não estivermos próximos delas”, acrescenta o também vereador na Câmara de Barcelos, citado no comunicado.

“O mundo transformou-se profundamente com a revolução digital. Hoje não basta fazer política no terreno. É igualmente necessário estar presente nos canais onde as pessoas se informam, participam e acompanham a vida pública. Este ‘site’, bem como a futura plataforma de gestão interna, representam um compromisso com uma comunicação mais próxima, mais transparente e mais acessível”, defende.

Distrital de Braga do PSD quer "afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional"
Foto: DR

O dirigente social-democrata sublinha ainda que a nova plataforma digital “não substitui as redes sociais, mas permite institucionalizar no espaço digital aquilo que é a nossa organização, reforçando a ligação entre o PSD e as comunidades que representa”.

“Começamos este mandato a discutir uma das grandes ambições para o Minho”

A escolha do tema para o Congresso na primeira Assembleia Distrital reflete, segundo Carlos Eduardo Reis, uma prioridade estratégica para a região. “Começamos este mandato a discutir uma das grandes ambições para o Minho: afirmar a região como motor de desenvolvimento nacional. Há já algum tempo que não levamos documentos estruturantes à nossa reunião magna. O Minho possui capacidade económica, dinamismo empresarial, conhecimento, instituições e talento. O que muitas vezes lhe falta é uma maior influência nas decisões que condicionam o seu futuro”, disse, citado no comunicado.

A moção apresentada – explica o comunicado – propõe uma reforma da governação territorial baseada na descentralização responsável, na valorização das Comunidades Intermunicipais, numa maior participação dos territórios na gestão dos fundos europeus e na criação do Minho como projeto-piloto nacional de governação territorial integrada.

Para concretizar esta visão, a Distrital de Braga propõe ao Congresso Nacional do PSD a aprovação de doze compromissos políticos estruturantes, incluindo o reforço da descentralização com meios adequados, a criação de contratos-programa territoriais, o fortalecimento das Comunidades Intermunicipais e uma maior participação dos territórios na programação, execução e avaliação dos fundos europeus.

Distrital de Braga do PSD quer "afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional"
Foto: DR

“O Minho não pede privilégios. O Minho exige instrumentos adequados para responder aos desafios das suas populações e para continuar a ser um dos principais motores de desenvolvimento do país. Queremos afirmar a região como uma voz forte no debate nacional e como um exemplo de uma nova forma de governar mais próxima, mais eficiente e mais responsável”, defende Carlos Eduardo Reis.

O presidente da Distrital reafirmou ainda a ambição de construir uma estrutura política mais ativa e mais influente: “Queremos uma Comissão Política Distrital mais interventiva, com pensamento político próprio, apostada na formação e permanentemente ao lado dos autarcas dos 14 concelhos do distrito. Uma estrutura aberta à participação de todos e capaz de afirmar uma voz forte do Minho e da região no debate nacional”.

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Vela votiva usada por mordomas de Viana já é Património Cultural Imaterial

11 June 2026 at 11:21

A Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial face à sua “importância enquanto símbolo identitário da população”, foi hoje revelado.

Segundo o anúncio hoje publicado em Diário da República, consultado pela agência Lusa, a Vela Votiva é importante, “em particular para os grupos de mordomas que a utilizam em contextos festivos e religiosos, transcendendo atualmente o contexto da romaria de Santa Marta de Portuzelo”.

“Os processos sociais e culturais nos quais teve origem, destacando-se o papel do artesão e armador Álvaro do Rego Sales na sua criação na década de 1950, detentor e herdeiro de um saber-fazer das artes decorativas em papel, transmitido no seio familiar desde o século XIX”, lê-se no documento.

O despacho do presidente do conselho diretivo Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I. P. destaca ainda “os modos em que se processa a transmissão intergeracional do saber-fazer associado à produção da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, a qual se tem centrado na família Sales, indo já na terceira geração de artesãos”.

A inscrição da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial esteve em consulta pública durante 30 dias, desde 16 de fevereiro.

Segundo a página na Internet Vela Votiva de Santa Marta (VVSM), aquele adereço empunhado pelas mordomas foi criado na década de 50 do século passado, por Álvaro Sales Gomes.

O artesão, natural de Santa Marta de Portuzelo, criou a vela votiva de Santa Marta para figurar no cortejo da Mordomia da Romaria de Santa Marta.

A vela “tem cera, mede 55 centímetros (cm) de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, rondando os 200 gramas de peso”.

É “constituída por uma armação de madeira para manter direita e segura a fim de engrinaldar. A armação de madeira dá mais cinco centímetros à altura da vela. Desta forma fica com 60 cm de comprimento, dos quais 15 cm pertencem à cera nua, 35 cm às grinaldas e, por fim, os restantes 10 cm à base ou punho da vela”.

“As grinaldas são de papel metalizado prateado e vermelho. De papel prateado são as flores de imitação de malmequeres e vermelho são os botões de rosa, símbolos que caracterizam a freguesia como uma sociedade agrícola. Os botões são azuis para a vela empunhada pela mordoma que de luto esteja. As grinaldas são colocadas de forma a criar um tronco de cone com aproximadamente 15 cm de diâmetro, prendem-se na base com galão e forra-se com papel metalizado prateado. Seguidamente, cobre-se as grinaldas com trena [fita decorativa] e coloca-se a bobeche [peça do castiçal que apara a cera derretida] sobre as grinaldas. Na base, dá-se um laço em fita de seda com 5 cm de largo e 200 cm de comprimento”, lê-se na publicação.

Há ainda uma lenda associada à vela votiva, segundo a página criada para divulgar esta peça de artesanato tradicional, que versa que “as mordomas são raparigas que, formando grupos, têm a responsabilidade de ajudar e promover a romaria da festa do Santo venerado na terra em que vivem”.

São “solteiras e a condição exige que sejam donzelas”. “O tempo de duração da missa é para elas angustiante pelo receio de que a vela se possa apagar”, refere, acrescentando que, “se por alguma corrente de ar ou sopro maldoso a vela se apaga durante a missa, tal acontecimento dava azo a uma interpretação que em nada abonava a mordoma portadora de tal vela”.

“Apagá-la é castigo de Santo que não aceita o embuste de quem já não sendo virgem por ela quer passar”, reza a lenda. 

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História da Vela Votiva de Santa Marta.Candidatura a Património Cultural Imaterial.

Braga vai dar continuidade a projetos da Capital Portuguesa da Cultura

11 June 2026 at 10:30

Braga vai dar continuidade a vários projetos que nasceram da Capital Portuguesa da Cultura, em 2025, mantendo a aposta no setor como elemento fundamental da vida na cidade, disse à Lusa o administrador executivo da empresa municipal Faz Cultura.

De acordo com Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, Braga considerou que o projeto da Capital Portuguesa da Cultura “não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para algo mais”.

Nesse contexto, hoje, às 18:00, vai ser apresentado um livro intitulado “B25”, no Theatro Circo, que reúne “fotografias de algumas das mais de 1.300 atividades [… do] programa, bem como 25 testemunhos de participantes na construção da Braga 25 — artistas, agentes culturais, associações, cidadãos bracarenses de diferentes áreas de intervenção”.

Nuno Gouveia explicou que o município, a par da Faz Cultura, decidiu que o “legado continuasse no tempo”, optando pela continuidade de alguns projetos.

Assim, o projeto de incentivo à criação e difusão das artes performativas Supracasa vai abrir uma nova convocatória em setembro, depois de edições em 2024 e 2025.

Também com continuidade prevista está o Clube Raiz, de apoio à música popular portuguesa, integrado igualmente na programação do Theatro Circo e que vai contar com um concerto em outubro com Vitorino e Janita Salomé, com o pianista João Paulo Esteves da Silva e o grupo de Cantadores do Redondo.

Nuno Gouveia realçou ainda o caso do Festival Extremo, que acontece na fronteira entre Braga e Guimarães, em 18 de julho, com a presença de artistas como Alessandro Cortini e Valentina Magaletti, entre outros.

Dentro desta dinâmica insere-se ainda o Festival Square, que vai ter Braga por epicentro e expandir-se por Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, em janeiro de 2027.

“É um festival dedicado à música emergente dos países que banham o Atlântico, portanto do continente europeu, africano, América do Sul e América do Norte”, sublinhou Nuno Gouveia, que indicou que ainda esta semana seria lançada uma ‘open call’.

O Square tem uma vertente profissional, sendo um festival “que serve para capacitar os profissionais, os agentes da região e do país, e por outro lado é também importante esta colaboração municipal com os concelhos vizinhos”.

O administrador executivo da Faz Cultura destacou igualmente a continuidade do festival de arquitetura e arte Forma da Vizinhança, que será concretizado no próximo ano, com o “trabalho de auscultação e mediação das comunidades” a arrancar em 2026.

Nuno Gouveia salientou a importância do legado do projeto da Capital Portuguesa da Cultura para o futuro de Braga, em particular em termos daquilo que pode representar ao nível da qualidade de vida.

“Nós hoje sabemos que a nossa qualidade de vida está muito relacionada com a oferta cultural dos espaços onde vivemos”, afirmou o administrador da empresa, lembrando que a aposta na cultura conta com apoio entre as principais forças partidárias.

Braga encerrou no final de dezembro do ano passado o projeto da Capital Portuguesa da Cultura, passando o testemunho a Ponta Delgada, que ocupa o lugar este ano, antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura em 2027.

De acordo com dados da organização, o projeto em Braga contou com 253 espetáculos e 95 exposições, de 1.200 artistas, metade dos quais locais, que receberam perto de 1,5 milhões de espectadores.

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Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)

11 June 2026 at 08:59

Os distritos de Braga e Viana do Castelo estão, entre hoje e pelo menos até à noite de sábado, sob aviso amarelo devido ao calor, mas as altas temperaturas deverão trazer também trovoada e granizo para as zonas interiores, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo para os distritos de Braga e Viana do Castelo, está em vigor entre as 09:00 de hoje e as 21:00 de sábado, estendendo-se, durante o dia de amanhã, a todo o território continental.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Para Braga são esperadas máximas de 35ºC hoje e 38ºC amanhã. Em Viana do Castelo, o IPMA prevê que os termómetros subam até aos 28ºC hoje e 33ºC amanhã.

“O estado do tempo nos próximos dias será condicionado pela ação conjunta de um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, que se deslocará gradualmente para o Golfo da Biscaia, e que se estende em crista até França, e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. A influência destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre Portugal continental, a qual será responsável por uma subida acentuada dos valores de temperatura”, explica o IPMA em comunicado.

Ainda de acordo com o IPMA, “o céu estará pouco nublado ou limpo, embora a partir da tarde de dia 12 [sexta-feira], e com maior probabilidade na tarde de dia 13, a aproximação de um vale nos níveis altos da atmosfera, deverá originar um aumento temporário de nebulosidade no interior, onde em zonas montanhosas, há condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas, e eventualmente, queda de granizo”.

Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
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Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
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Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA

Assim, entre sábado e segunda-feira, o IPMA prevê a possibilidade de trovoada e queda de granizo para concelhos como Guimarães, Cabeceiras de Basto, Fafe, Ponte de Lima ou Melgaço.

Por fim, o IPMA assinala que “a diminuição da intensidade do vento associada à subida da temperatura, irá contribuir de forma considerável, para uma sensação de calor mais significativa”.

Para domingo e segunda-feira, “está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, com a rotação do vento para o quadrante oeste”.

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