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Miranda Sarmento destaca "resiliência" da economia portuguesa

Durante a cerimónia de lançamento da nova Alfândega de Sines, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), o ministro das Finanças citou um estudo do Banco de Portugal, "que será apresentado na segunda-feira", para demonstrar esta realidade.

Wall Street encerra sessão mista com Nasdaq a liderar as perdas num dia de escalada da guerra do Irão

9 June 2026 at 21:23

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, mista com o Nasdaq a liderar as perdas. O Dow Jones somou 0,17% para 50.870,94 pontos, o S&P 500 perdeu 0,27% para 7.385,48 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 0,97% para 25.678,82 pontos.

Wall Street fechou mista nesta terça-feira, com o Nasdaq a liderar as perdas (chegando a cair 3%) numa sessão na qual o índice de tecnologia foi pressionado por ações de inteligência artificial (IA).

Isto ocorre após a recuperação que essas empresas apresentaram na segunda-feira, com a volta em força dos compradores que aproveitaram as quedas, dando continuidade ao comportamento já comum que basicamente impede que as perdas se transformem em ajustes saudáveis ​​de avaliação.

A sessão foi marcada pela escalada da guerra do Médio Oriente. O presidente dos EUA anunciou esta terça-feira que voltaram a atacar o Irão como resposta pelo abate de um helicóptero norte-americano ao largo da costa de Omã. Donald Trump prometeu retaliação contra o regime de Teerão.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA refere que a ação militar é “uma resposta proporcional à injustificada agressão iraniana”, tendo “lançado ataques em auto-defesa contra o Irão às 17:00 [hora de Washington] por ordem do comandante em chefe”.

O petróleo reduziu as quedas que vinha a registar depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA devem responder a um ataque a um helicóptero norte-americano, que o republicano diz ter sido levado a cabo por forças militares iranianas, diminuindo as esperanças de uma resolução rápida do conflito.

O crude WTI no NYMEX subiu 1,53% para 89,55 dólares.

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

Logo Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

Notícias relacionadas:

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

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“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Mau tempo: Sul de Portugal abastecido de eletricidade por Espanha após Kristin

9 June 2026 at 20:30

O Sul de Portugal teve de ser temporariamente abastecido de eletricidade por Espanha na sequência da tempestade Kristin, no final de janeiro, por causa dos danos nas ligações energéticas no território nacional, revelou hoje a ministra do Ambiente.

“A ligação de muita alta tensão entre o Norte e o Sul de Portugal foi profundamente afetada” pela tempestade Kristin, “que varreu o país com ventos de mais de 220 quilómetros por hora, a 28 de janeiro deste ano”, disse Maria da Graça Carvalho, em Madrid.

“Como a grande parte da produção de eletricidade se encontra a Norte, o Sul do país foi abastecido através de Espanha”, acrescentou a ministra, que falava nas comemorações do 10 de Junho organizadas pela embaixada de Portugal em Madrid.

As comemorações oficiais em Madrid do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas decorreram hoje, num evento no auditório do Museu Nacional Rainha Sofía, que incluiu um concerto de Marta Pereira da Costa.

Na cerimónia esteve a ministra do Ambiente e da Energia de Portugal e a ministra para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha, Sara Aagesen.

“A presença conjunta das duas ministras reveste-se de particular simbolismo num ano em que as cheias que afetaram Portugal deram origem a uma pronta demonstração de solidariedade por parte de Espanha”, explicou a Embaixada de Portugal, num comunicado.

Na intervenção que fez hoje em Madrid, a ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha “trabalham em conjunto em muitas frentes”.

Ainda por causa do mau tempo e das inundações que atingiram a Península Ibérica este ano, Maria Graça Carvalho lembrou a gestão conjunta dos rios partilhados pelos dois países e como “a boa coordenação entre as barragens portuguesas e espanholas, no rio Tejo, evitaram uma cheia de grande dimensão em Lisboa”.

“De igual modo, a coordenação a nível do Guadiana permitiu-nos calcular com antecedência os efeitos e retirar as populações, nomeadamente da zona baixa de Mértola”, acrescentou.

A gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha está regulada pela Convenção de Albufeira, “que já conta com 26 anos de existência”, como lembrou hoje a ministra portuguesa.

Os dois países assinaram em 2024, numa cimeira em Faro, um acordo qualificado então pelas duas partes como histórico e o mais relevante das últimas décadas em termos de água, que, no quadro da Convenção de Albufeira, passou a garantir caudais mínimos diários no rio Tejo e caudais ecológicos no rio Guadiana.

Na cimeira ibérica seguinte, em Huelva, em março deste ano, tanto o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, como o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, referiram os temporais deste ano e destacaram que foram evitadas situações ainda mais graves graças à cooperação entre os dois países e aos acordos sobre água saídos da cimeira de Faro.

Luís Montenegro destacou a cooperação e articulação entre os dois governos por causa das cheias e disse que a gestão conjunta dos caudais “foi fundamental para que as consequências não tivessem sido ainda piores” nos dois países, “mas em particular do lado português”.

Além a energia e da água, a ministra Maria da Graça Carvalho destacou hoje a cooperação e alinhamento de Portugal e Espanha em fóruns multilaterais (europeus, ibero-americanos e outros) nas questões relacionados com o clima e a conservação da natureza e destacou um dos projetos de cooperação bilateral e “colaboração transfronteiriça” mais emblemático, o da recuperação do lince ibérico.

Numa referência ao apagão elétrico na Península Ibérico em 28 de abril do ano passado, a ministra sublinhou que houve “trabalho conjunto, diário, na recuperação da eletricidade”.

Euronext mantém PSI com 16 cotadas

9 June 2026 at 20:15

A Euronext anunciou esta terça-feira, 9 de junho de 2026, os resultados da revisão anual do índice PSI, que não registou quaisquer alterações na sua composição. A atualização será implementada após o fecho dos mercados na sexta-feira, 19 de junho, produzindo efeitos a partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026.

O índice principal da bolsa de Lisboa, o PSI (antigo PSI-20), é atualmente composto por 16 empresas cotadas.

De acordo com a entidade gestora, a revisão trimestral de junho concluiu pela manutenção de todas as empresas atualmente incluídas no principal índice bolsista nacional. Ainda assim, o supervisor independente reserva-se o direito de alterar a seleção divulgada, nomeadamente em caso de exclusão motivada por uma operação de aquisição, até à publicação dos dados finais após o fecho do mercado na quarta-feira, 17 de junho. A Euronext esclarece que quaisquer eventos ocorridos após essa data não implicarão a substituição de empresas que venham eventualmente a ser removidas da composição final do índice.

O PSI integra a família de índices da Euronext e é alvo de revisões trimestrais em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa realizada em março. A próxima reunião do Comité de Índices (Index Steering Committee) está agendada para 9 de setembro de 2026.

Spinumviva. Clientes já públicos na declaração de Montenegro

9 June 2026 at 20:13
Proteção de dados e consultoria de gestão dominam os serviços prestados pela Spinumviva. A lista, já conhecida, está agora visível na plataforma da Entidade para a Transparência.

© FERNANDO VELUDO/LUSA

Em abril de 2025, a Transparência rejeitou a entrega dos clientes da Spinumviva feita pelo primeiro-ministro

Cimeira da Indústria — os melhores momentos

9 June 2026 at 20:11
Académicos, empresários, gestores, decisores políticos. Um dia inteiro para ouvir algumas das vozes mais relevantes da economia em Portugal. Os melhores momentos da Cimeira da Indústria do Observador.

© Igor Martins

Clientes da Spinumviva já podem ser consultados na declaração de interesses de Luís Montenegro

A informação está agora visível na plataforma eletrónica da Entidade para a Transparência (EpT), cumprindo a exigência feita pelo órgão responsável por fiscalizar a declaração única de rendimentos, património e interesses dos titulares de cargos políticos.

Seguro defende que “boas relações” com EUA e autonomia da Europa são complementares

By: Lusa
9 June 2026 at 19:30
O Presidente da República defendeu esta terça-feira que se deve manter “boas relações” com os EUA, e aprofundá-las, mas ao mesmo tempo assegurar a “autonomia estratégica” da Europa em matéria de segurança e defesa. “Acho que as duas dimensões são perfeitamente complementares”, declarou António José Seguro aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde chegou, para as comemorações do Dia de Portugal, e se reuniu com a representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa. Questionado pelos jornalistas sobre qual o momento adequado para uma eventual revisão do acordo de cooperação e defesa entre

Alemania busca alternativa al FCAS y estudia un nuevo proyecto de avión de combate liderado por Airbus

9 June 2026 at 18:44
Sede de Airbus.

Una filial de Airbus con sede en Alemania, y otras empresas armamentísticas germanas proponen una alianza para desarrollar un nuevo avión de combate tras el fracaso del proyecto franco-alemán FCAS de cazas de sexta generación en el que también participaba España, según la revista Der Spiegel.

Encabezada por Airbus Defence and Space, la división de defensa del fabricante aeronáutico europeo Airbus, la industria armamentística alemana quiere aprovechar el vacío que ha creado el naufragado proyecto del Futuro Sistema Aéreo de Combate (FCAS).

La alianza se autodenomina 'Team Gen 6', en referencia a los cazas de sexta generación, que aún no existen en Europa y que en el proyecto franco-germano se iba a concretar en el reemplazo a partir de 2040 de los aviones Eurofighter y Rafale hoy en servicio, según EFE.

Ese grupo ha explicado en una carta dirigida al canciller alemán, Friedrich Merz, su intención de desarrollar conjuntamente un avión de combate de sexta generación, según Der Spiegel.

Además de Airbus Defence and Space, con sede en Taufkirchen, en el sur de Múnich, la alianza incluye a las empresas MBDA, Hensoldt, Diehl Defence, Liebherr, MTU Aero Engines, Rhode & Schwarz y Autopflug, de acuerdo con la misma fuente.

El principal impulsor de la iniciativa sería el jefe de Airbus Defence and Space, Michael Schöllhorn.

Der Spiegel asegura que los planes no están todavía muy desarrollados y que la intención de la carta era "enviar una señal al Gobierno alemán", que la víspera anunció el fin definitivo del proyecto germano-francés FCAS por diferencias entre Airbus y la gala Dassault, que quería hacerse con el control del 80 % del proyecto, pese a que inicialmente se había pactado una participación del 33 % para cada uno de los socios, que incluía a la española Indra.

La idea es hacer publica la alianza este miércoles en compañía de Merz en la Feria Internacional Aeoroespacial (ILA) en Berlín, como se desprende de una carta enviada al ministro alemán de Defensa, Boris Pistoriis.

El proyecto apunta a un caza menos complejo que el que preveía el proyecto del FCAS, teniendo en cuenta que los drones cobran cada vez más importancia en la estrategia militar, indicó Der Spiegel.

Los iniciadores de la alianza quieren sumar a la misma al consorcio aeronáutico sueco Saab.

Mientras que Airbus ha desarrollado aviones de combate como el Tornado y el Eurofighter siempre en colaboración con otros países y empresas, Suecia ha desarrollado de forma independiente aviones como el Saab JAS 39 Gripen.

No obstante, añade Der Spiegel, el Gripen, en su configuración actual, no se considera una base adecuada para un caza de sexta generación.

En cambio, los nuevos socios parecen descartar una cooperación con el consorcio de combate GCAP, impulsado por el Reino Unido, Italia y Japón, ya que consideran que su concepto no se ajusta a los requisitos alemanes.

Preguntado en una rueda de prensa junto a su homólogo checo, Jaromír Zůna, Pistorius señaló que hay "varias opciones" sobre la mesa para un nuevo avión de combate para Alemania.

"La primera sería adquirir más F-35 (estadounidenses), ya sea como solución temporal o para otros fines. La segunda opción sería incorporarnos a otro proyecto internacional que ya esté en marcha. Y la tercera sería desarrollar nosotros mismos un avión bajo liderazgo alemán, encabezado por Airbus y otros socios", explicó.

"Tal vez surja una cuarta opción de la que ahora no quiero hablar, pero sí, es algo imaginable y constituye una de las posibilidades", dijo sobre la alianza liderada por la filial germana de Airbus.

"Es lógico que, cuando se prevé que un proyecto pueda terminar, se empiece a estudiar qué otras opciones o alternativas podrían seguirle. Pero todavía no hay ninguna decisión tomada", indicó el ministro. 

Robles, sobre el fracaso del caza europeo: "Se han antepuesto intereses de la industria a la seguridad de Europa"

9 June 2026 at 18:00

La ministra de Defensa, Margarita Robles, ha atribuido el fracaso del proyecto europeo para desarrollar un caza de sexta generación, conocido como Futuro Sistema Aéreo de Combate (FCAS), a que "se han antepuesto intereses de la industria a la seguridad de Europa". La ministra ha calificado este desenlace de "preocupante" y "grave" y ha asegurado que España trabajará para buscar alternativas que permitan avanzar en un programa que considera estratégico.

El proyecto ha quedado definitivamente suspendido después de que Alemania y Francia concluyeran al más alto nivel que las diferencias entre Airbus y Dassault Aviation eran insuperables, poniendo fin a una iniciativa en la que también participaba España.

En declaraciones a los periodistas en los pasillos del Senado, Robles ha lamentado que los intereses industriales hayan prevalecido sobre las necesidades de defensa del continente y ha advertido de que este desenlace supone un revés para la construcción de una política europea común de seguridad.

"Por parte de España vamos a hacer todo lo posible para que este proyecto tenga otra vía", ha señalado la ministra, que, aunque ha descartado mantener la plataforma conjunta en los términos planteados hasta ahora, ha defendido la necesidad de encontrar una solución común. A su juicio, existen "muchas alternativas" que los Gobiernos de Alemania, España y Francia tienen previsto abordar en los próximos días.

Robles ha considerado además que lo ocurrido debe servir de advertencia para las industrias implicadas en grandes programas de defensa. Según ha afirmado , cuando llega el momento de desarrollar proyectos estratégicos para Europa, "algo falla" y terminan imponiéndose los intereses económicos sobre los de seguridad y defensa.

La ministra ha insistido en que España necesita disponer de un avión de sexta generación y defendido la importancia de impulsar programas conjuntos europeos, especialmente en un contexto en el que la protección del espacio aéreo resulta cada vez más relevante. En este sentido, ha calificado la suspensión del FCAS como un síntoma del "fracaso de las políticas de seguridad y defensa de la Unión Europea".

El FCAS se remonta a 2019 y estaba concebido como uno de los principales proyectos industriales y militares de Europa. Impulsado a partes iguales por España, Francia y Alemania, tenía como objetivo sustituir a partir de 2040 a los actuales cazas Eurofighter y Rafale en servicio.

"Injustificada, inadmisible, inasumible y absolutamente intolerable": Adif se lanza contra Siemens por el caos en Rodalies el primer día de la visita del Papa

9 June 2026 at 16:37

El gestor ferroviario, Adif, tomará "acciones legales" contra Siemens, tras las dos averías registradas este martes en el Centro de Regulación del Tráfico para Rodalies, ubicado en la estación de Francia de Barcelona, desde donde la alemana da soporte informático para garantizar el funcionamiento de los sistemas de Adif.

Fuentes del gestor ferroviario han asegurado que Siemens, como encargada de dar este servicio, "es la responsable de una situación que afecta a miles de usuarios catalanes" y han criticado que la situación es "injustificada, inadmisible, inasumible y absolutamente intolerable".

Adif argumenta que, ante estas incidencias, se ve "abocada a tomar estas medidas en defensa del servicio público de calidad para los usuarios catalanes" y, por ello, ha iniciado un expediente para conocer cuáles han sido las circunstancias de lo ocurrido y aplicar, si procede, las penalizaciones pertinentes contra Siemens.

"No es la primera vez que Siemens falla en la gestión de este centro de control en Barcelona. Es una situación que ya se producido en otras ocasiones y, por tanto, reiterada", han criticado este martes desde el gestor, según EFE.

El pasado 3 de febrero, el ministro de Transportes, Óscar Puente, ya instó a la compañía a dar explicaciones, después de que el software del centro de control se cayera en dos ocasiones, a pesar de que ese sistema se había instalado apenas tres meses antes.

Este martes, la primera incidencia se ha producido a las 12:25 horas, aunque "la capacidad de respuesta de Adif ha facilitado que se activara rápidamente el sistema de respaldo del centro para garantizar que los trenes siguieran circulando".

La migración a los sistemas de respaldo se ha completado veinte minutos más tarde y a las 13.00 horas se ha normalizado la situación aunque la circulación podría verse aún afectada, ha defendido Adif.

Por su parte, la segunda incidencia se ha producido a las 15.14 horas y ha durado unos 15 minutos. Esta situación ha afectado de nuevo a los sistemas de regulación del tráfico. A las 15.30 horas se ha recuperado el numerador de los trenes y se ha retomado la circulación, aunque con retrasos en la red.

Los fallos coinciden con el primer día de la visita del papa León XIV a Barcelona, lo que había llevado a Renfe a diseñar un plan de refuerzo de la red con un incremento de más del 35 % de las plazas.

En la rueda de prensa posterior a la reunión del Ejecutivo catalán, la portavoz del Govern y consellera de Territorio, Sílvia Paneque, ha explicado que se está implementando un nuevo sistema informático de Siemens que la empresa "está ajustando" y que, durante este proceso, "está dando estos problemas".

"Estamos realizando ajustes para que estas incidencias dejen de producirse. Cuando esté implementado en su totalidad, tendremos un sistema mucho más seguro", ha asegurado. 

España consolida su liderazgo en desalación respecto a Europa con Acciona, Veolia, Sacyr Agua y Cox como actores clave

9 June 2026 at 15:59

La desalación avanza como uno de los segmentos con mayor proyección dentro del sector del agua, impulsando el posicionamiento de grandes grupos industriales y energéticos que ven en este ámbito una palanca de crecimiento vinculada al aumento del estrés hídrico y a la transformación de los sistemas productivos.

España utiliza ya en torno al 43% de sus recursos disponibles, con una fuerte concentración del consumo en la agricultura, que representa cerca del 80% del total, a lo que se suma el impacto del turismo y determinados usos industriales, según recoge el informe Spanish Water Industry 2050, elaborado por la consultora Arup. Además, el sector arrastra un déficit estructural de inversión superior a los 5.000 millones de euros anuales en el ciclo urbano del agua.

En este escenario, España es la quinta potencia mundial en desalinización con más de 770 plantas desaladoras, según Adyr, consolidándose como uno de los principales laboratorios de esta tendencia. A nivel global, el mercado de la desalación podría alcanzar los 97.000 millones de euros en 2030, reforzando su atractivo como segmento estratégico.

En este contexto, compañías como Acciona han consolidado una posición de liderazgo en el desarrollo y operación de plantas desaladoras en España, con una fuerte presencia en las principales infraestructuras del arco mediterráneo. La compañía participa en la desaladora de Torrevieja (Alicante), una de las mayores de Europa, así como en instalaciones clave como Valdelentisco y Águilas–Guadalentín (Murcia), además de otras plantas relevantes en la Comunidad Valenciana y el sureste peninsular.

Junto a ella, Veolia gestiona la desaladora de agua de mar (IDAM) de Bahía de Palma de Mallorca y de Andratx, impulsando el liderazgo del archipiélago en implementación de tecnologías de desalinización en el país; así como la desaladora de agua de mar del Campo Dalías, en la provincia de Almería, una de las desaladoras más grandes de Europa.

Por su parte, Sacyr Agua ha reforzado su presencia en el ámbito de la desalación en España, especialmente en el sureste peninsular y en proyectos vinculados al regadío. La compañía participa en infraestructuras como Águilas–Guadalentín (Murcia), uno de sus principales activos, así como en instalaciones relevantes como Carboneras y Bajo Almanzora (Almería), además de proyectos de menor escala como Cuevas del Almanzora.

Además, empresas como Cox están desarrollando modelos que integran infraestructuras de agua y energía. En España, la compañía ha reforzado su presencia en el ámbito de la desalación a través de proyectos como la ampliación de la desaladora de El Cangrejo (El Hierro), y la operación y mantenimiento de la planta de Sagunto (Valencia), una de las principales instalaciones de la Comunidad Valenciana.

El informe de Arup subraya que el reto del agua en España trasciende la disponibilidad tecnológica. La desalación, junto con otras soluciones como la reutilización o la digitalización, se perfila como una pieza clave dentro del mix de soluciones, pero no como una respuesta aislada, en un sistema marcado por la fragmentación territorial, la presión creciente sobre los recursos y la necesidad de avanzar en modelos de gobernanza e incentivos más alineados con la realidad del recurso.

UAX y NTT DATA se alían para formar a universitarios en IA agéntica e impulsar su empleabilidad

9 June 2026 at 15:50

La Universidad Alfonso X el Sabio (UAX) y NTT DATA han celebrado la jornada 'Construyendo el futuro de la IA agéntica: talento, universidad y empresa', un encuentro que ha servido para presentar a la primera promoción del programa de formación en IA agéntica, creado y desarrollado conjuntamente por ambas entidades.

La iniciativa, dirigida a estudiantes de titulaciones del área de tecnología de la Facultad de Business & Tech de UAX, nace con el objetivo de capacitar a jóvenes perfiles tecnológicos en una de las áreas con mayor proyección como es la aplicación de esta tecnología a los ciclos de desarrollo de software, uno de los ámbitos donde su impacto puede ser especialmente relevante para mejorar la eficiencia, la calidad y la capacidad de innovación de las organizaciones.

Con esta colaboración, UAX y NTT DATA indican que refuerzan un modelo de cocreación universidad-empresa orientado a anticipar las necesidades de talento del mercado y a preparar a los estudiantes para un entorno profesional marcado por la evolución de la IA, la automatización de procesos y la transformación de los modelos de trabajo.

La primera edición del programa ha contado con una veintena de estudiantes de los grados tecnológicos de UAX, como Computación e Inteligencia Artificial, Ingeniería Matemática, Física e Ingeniería Informática, e incluso con la participación de un estudiante del Máster Online en Inteligencia Artificial. La experiencia ha sido muy positiva para todas las partes, por lo que está previsto que tenga continuidad durante los próximos cursos.

“En UAX trabajamos para que nuestros estudiantes no solo aprendan tecnología, sino que sepan aplicarla con propósito en contextos reales. Esta alianza con NTT DATA nos permite dar un paso más en nuestro modelo de universidad conectada con la empresa, acercando a los estudiantes a proyectos de alto impacto y a las competencias que ya están transformando el mercado laboral”, ha señalado Luis Couceiro, director de la Facultad de Business & Tech de UAX.

Por su parte, Zobeida Duben, responsable de talento, cultura y diversidad de NTT DATA, ha manifestado que “la IA agéntica está redefiniendo las capacidades que necesitarán los profesionales del futuro. A través de esta colaboración acercamos a los estudiantes a entornos reales de innovación y reforzamos la conexión entre universidad y empresa para formar el talento que liderará la transformación digital de los próximos años”.

A través de esta formación, los estudiantes de UAX trabajan competencias técnicas avanzadas, pero también habilidades cada vez más determinantes en el nuevo entorno profesional, como el pensamiento crítico, la capacidad de adaptación, la resolución de problemas complejos, el trabajo colaborativo y la comprensión ética del uso de la tecnología.

El objetivo es que los alumnos puedan desenvolverse en escenarios reales de innovación y comprendan cómo la IA puede integrarse en los procesos empresariales para generar valor. Este enfoque conecta directamente con el modelo educativo de UAX, basado en el aprendizaje práctico, la innovación y la colaboración con empresas líderes. Además, los estudiantes participantes tienen la posibilidad de realizar sus prácticas y, posteriormente, incorporarse a la plantilla de la compañía tecnológica.

Innovación y empleabilidad

El programa de Formación en IA agéntica forma parte del convenio marco de colaboración firmado por el Grupo Educativo UAX y NTT DATA, que establece una hoja de ruta común para desarrollar proyectos conjuntos en ámbitos como la formación, la investigación, la innovación, la difusión del conocimiento, la captación de talento y la empleabilidad.

Este acuerdo contempla, entre otras líneas de trabajo, el impulso de prácticas profesionales en disciplinas de interés mutuo, la participación de profesionales de NTT DATA en actividades docentes, masterclasses y eventos orientados a la empleabilidad, la colaboración en el desarrollo de nuevas titulaciones o especializaciones adaptadas a las necesidades del mercado, así como la participación conjunta en reuniones, seminarios educativos, técnicos y científicos.

Además, el convenio abre la puerta a la colaboración en proyectos de investigación aplicada, la participación de NTT DATA en iniciativas vinculadas al modelo UAXmakers, la definición conjunta de retos reales para estudiantes y la conexión entre el ecosistema académico y profesional. De esta forma, ambas entidades apuestan por un modelo de colaboración a largo plazo, orientado a generar impacto real en la formación de los estudiantes y en la respuesta a las demandas de talento de las empresas.

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