Ilhabela terá primeira usina de SP que transforma água do mar em potável
A primeira usina que transformará água do mar em água potável, no estado de São Paulo, será construída em Ilhabela, no litoral norte paulista.
A obra tem previsão de término de três anos e contará com investimento da Sabesp (Companhia de Abastecimento de Água) de R$ 56,4 milhões. A informação foi divulgada pelo Governo do Estado nesta terça-feira (9).
Nomeado como “Sistema de Dessalinização para Abastecimento Público de água“, o projeto implementará esquemas de bombeamento, tubulações e reservatórios para todo o processo que envolva captação da água no trecho do Ribeirão Água Branca, presente no município. Haverá também as etapas de elevação, adução, reservação, tratamento e reservação da água tratada, doce e potável.
Para transformar água do mar em água potável, a companhia utilizará a tecnologia de osmose reversa, que aplica alta pressão para forçar a passagem da água por membranas (filtros artificiais) capazes de reter o sal e outras impurezas.
O produto tratado irá fortalecer o sistema de produção Água Branca com vazão de 20 litros por segundo. Serão beneficiados os moradores e os visitantes das regiões central e norte da ilha, desde Piuva/Barra Velha até Ponta das Canas, passando por Green Park, Reino, Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Saco da Capela, Centro, Praia Feia, Barreiros, Siriuba, Pedra do Sino e Armação.
No Brasil, já há outras iniciativas parecidas. No Nordeste existe o Programa Água Doce, implantado no semiárido, e a usina Dessal Ceará, em Fortaleza. Já no Sudeste, o processo é feito somente para uso industrial, sendo utilizado no Porto de Tubarão, no Espírito Santo.
A iniciativa acompanha uma série de medidas feitas pelo Governo que busca dar mais visibilidade e reforçar o abastecimento e o tratamento de esgota para a população de baixa renda no Litoral Norte. Segundo a administração paulista, até 2029, os municípios desta região receberão R$ 3,7 bilhões em investimentos da Sabesp para ampliar os serviços e fortalecer a segurança hídrica.
*Sob supervisão de Thiago Félix



