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Ilhabela terá primeira usina de SP que transforma água do mar em potável

10 June 2026 at 00:25

A primeira usina que transformará água do mar em água potável, no estado de São Paulo, será construída em Ilhabela, no litoral norte paulista.

A obra tem previsão de término de três anos e contará com investimento da Sabesp (Companhia de Abastecimento de Água) de R$ 56,4 milhões.  A informação foi divulgada pelo Governo do Estado nesta terça-feira (9).

Nomeado como “Sistema de Dessalinização para Abastecimento Público de água“, o projeto implementará esquemas de bombeamento, tubulações e reservatórios para todo o processo que envolva captação da água no trecho do Ribeirão Água Branca, presente no município. Haverá também as etapas de elevação, adução, reservação, tratamento e reservação da água tratada, doce e potável.

Para transformar água do mar em água potável, a companhia utilizará a tecnologia de osmose reversa, que aplica alta pressão para forçar a passagem da água por membranas (filtros artificiais) capazes de reter o sal e outras impurezas.

O produto tratado irá fortalecer o sistema de produção Água Branca com vazão de 20 litros por segundo. Serão beneficiados os moradores e os visitantes das regiões central e norte da ilha, desde Piuva/Barra Velha até Ponta das Canas, passando por Green Park, Reino, Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Saco da Capela, Centro, Praia Feia, Barreiros, Siriuba, Pedra do Sino e Armação.

No Brasil, já há outras iniciativas parecidas. No Nordeste existe o Programa Água Doce, implantado no semiárido, e a usina Dessal Ceará, em Fortaleza. Já no Sudeste, o processo é feito somente para uso industrial, sendo utilizado no Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

A iniciativa acompanha uma série de medidas feitas pelo Governo que busca dar mais visibilidade e reforçar o abastecimento e o tratamento de esgota para a população de baixa renda no Litoral Norte. Segundo a administração paulista, até 2029, os municípios desta região receberão R$ 3,7 bilhões em investimentos da Sabesp para ampliar os serviços e fortalecer a segurança hídrica.

*Sob supervisão de Thiago Félix

MP desarticula esquema de agropecuária que lavou R$ 100 mi para o tráfico

10 June 2026 at 00:11

Uma organização criminosa envolvida em um esquema milionário de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas foi alvo, nesta terça-feira (9), de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Segundo as investigações, a ocultação dos valores acontecia por meio da falsa compra de bovinos e de atividades agropecuárias inexistentes. Ação era conhecida como “gado de papel”.

De acordo com o MP, o grupo teria movimentado cerca de R$ 100 milhões utilizando propriedades rurais arrendadas e transações fictícias. Ao todo, foram estabelecidos 35 mandados de busca e apreensão, e nove pessoas – uma em flagrante e 8 preventivas – foram presas.

As ordens judiciais foram cumpridas em Alegrete (12), Quaraí (2), Pelotas (7), Capão do Leão, Itaqui, Canoas e São Leopoldo, além de ações em presídios de São Gabriel, Uruguaiana e Cachoeira do Sul, bem como em Palhoça e Joinville, no estado catarinense.

 

Ao todo, foram apreendidos 46 celulares, oito aparelhos eletrônicos (notebooks e outras máquinas), duas armas, dois veículos e cerca de R$ 37 mil em dinheiro; e um imóvel sequestrado.  Além disso, houve o bloqueio judicial de R$ 100,7 milhões ligados a organização.

O Gaeco (Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) junto com a Brigada Militar (BM) e Polícia Penal, em parceria da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS), voltada ao enfrentamento de facções em todo o país, também auxiliaram na operação.

Entenda a investigação

Segundo o MP, a investigação foi desenvolvida ao longo de 10 meses e constatou a presença de cerca de 30 pessoas no esquema. Para lavar o dinheiro proveniente do tráfico, o grupo simulava a compra e venda de bovinos e outras atividades relacionadas a agropecuária para ocultar recursos ilícitos.

Para isso, duas propriedades rurais em Alegrete foram compradas. Também foram utilizados “laranjas” para emitir de notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs), mesmo sem a comprovação de qualquer movimentação real de rebanho.

As autoridades policiais chegaram a realizar monitoramentos com uso de drones nas regiões, que, apesar da grande movimentação documental, confirmaram a inexistência de gado nas áreas investigadas.

 

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O esquema chamado de “Gado de Papel” era comandado por um traficante denominado de “rei do gado” que já está preso e atuava dentro de um presídio.

Segundo o órgão, ele dividia as funções entre familiares e terceiros, que eram responsáveis pela movimentação financeira, ocultação patrimonial e emissão de documentos.

Além da lavagem de dinheiro, foram identificados mecanismos de falsidade ideológica, vendas fictícias entre integrantes e movimentações incompatíveis com a renda declarada.

*Sob supervisão de Thiago Félix 

Mulher que fingiu ser criança em SC passará por teste de insanidade mental

9 June 2026 at 22:28

A mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos e viveu como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina, passará por um exame de insanidade mental. A realização da perícia foi determinada pela Justiça Catarinense e está marcada para o dia 26 de junho.

A medida atende ao pedido da defesa e prevê a realização de um exame médico para verificar se ela possui capacidade de responder ao processo penal. Ela virou ré nesta terça-feira (9), por estelionato e falsa identidade.

No entanto, se for constatado que a mulher não tinha entendimento sobre seus atos na época dos fatos, o resultado poderá influenciar diretamente os rumos da condenação, prevendo a aplicação de medida de segurança em vez de pena privativa de liberdade.

Denominada como “Gabriele Ferreira dos Santos”, a farsa dela foi descoberta no último dia 2 de junho, após uma familiar estranhar o caso e a denunciar para a Polícia. Ela foi presa e, em interrogatório policial, confessou todos os crimes.

Como ela se passava por uma adolescente

A mulher residia com os pais adotivos há aproximadamente 14 meses e, ao longo desse período, apresentava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir frequente.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela tinha um quarto só dela, todo pintado de rosa e com adereços para crianças. A infratora fingia também sofrer crises de pânico, inseguranças para dormir sozinha e pedia para a mãe adotiva a colocasse na cama. 

Segundo a Polícia Civil, a mulher sustentava o disfarce sob a alegação de ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, o que fazia com que seus traços aparentassem ser de uma pessoa mais velha.

A mulher ainda de justificava sua aparência de adulta dizendo que seus traços eram decorrentes da utilização de hormônios de forma forçada durante a infância.

Ela afirmava à família adotiva ter sido submetida à prostituição durante a infância, inclusive sendo obrigada a tomar hormônios. De acordo com a corporação, esses alegações fez com que a família acreditasse na investigada.

Adoção nunca foi formalizada; entenda

De acordo com os investigadores, a adoção nunca foi formalizada pelos meios legais, como previsto na legislação. Em depoimento, os familiares relataram que tentaram iniciar os procedimentos necessários e chegaram, inclusive, a tentar matricular a suposta adolescente em uma instituição de ensino.

No entanto, segundo a polícia, a mulher tentava impedir o avanço do processo. Ela alegava que uma adoção formal comunicaria sua localização ao pai biológico e que, por isso, teria medo.

Como o crime foi descoberto?

O crime foi descoberto após uma tia, que pertencia à família adotiva da mulher, procurar a polícia. Ela e o pai adotivo da suspeita realizaram pesquisas na internet e constataram que a mulher já havia cometido o mesmo crime em ao menos cinco estados diferentes.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou a verdadeira identidade da suspeita e constatou que ela possuía registros de ocorrências em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Ela está presa desde 2 de junho.

*Sob supervisão de AR.

Mulher que fingiu ser criança de 12 anos se torna ré por falsa identidade

9 June 2026 at 21:23

A Justiça de Santa Catarina aceitou, nesta terça-feira (9), a denúncia feita pelo Ministério Público e tornou ré, por estelionato e falsa identidade, a mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos e viveu como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina, por cerca de 14 meses.

A decisão promulgada pelo juízo da 1ª Vara Criminal, determinou também a apresentação da defesa dela no prazo legal  – etapa realizada antes do caso entrar em julgamento.

Em um processo paralelo, o Tribunal de Justiça também ordenou que a mulher faça um exame de sanidade mental. A realização da perícia está marcada para o dia 26 de junho.

Denominada como “Gabriele Ferreira dos Santos”, a farsa foi descoberta no último dia 2 de junho, após uma familiar estranhar o caso e a denunciar para a Polícia. Ela foi presa e, em interrogatório policial, confessou todos os crimes.

Exame de insanidade mental; entenda

A medida atende ao pedido da defesa e prevê a realização de exame médico para verificar se ela possui capacidade de responder ao processo penal.

Caso seja constatado que a mulher não tinha entendimento sobre seus atos, o resultado poderá influenciar diretamente os rumos da condenação, prevendo a aplicação de medida de segurança em vez de pena privativa de liberdade.

Como o crime foi descoberto?

O crime foi descoberto após uma tia, que pertencia à família adotiva da mulher, procurar a polícia. Ela e o pai adotivo da suspeita realizaram pesquisas na internet e constataram que a mulher já havia cometido o mesmo crime em ao menos cinco estados diferentes.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou a verdadeira identidade da suspeita e constatou que ela possuía registros de ocorrências em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Como ela se passava por uma adolescente

A mulher, que usava falsamente o nome de “Gabriele”, residia com os pais adotivos há aproximadamente 14 meses e, ao longo desse período, apresentava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir frequente.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela tinha um quarto só dela, todo pintado de rosa e com adereços para crianças. A infratora fingia também sofrer crises de pânico, inseguranças para dormir sozinha e pedia para a mãe adotiva a colocasse na cama. 

Segundo a Polícia Civil, a mulher sustentava o disfarce sob a alegação de ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, o que fazia com que seus traços aparentassem ser de uma pessoa mais velha.

A mulher ainda de justificava sua aparência de adulta dizendo que seus traços eram decorrentes da utilização de hormônios de forma forçada durante a infância.

Ela afirmava à família adotiva ter sido submetida à prostituição durante a infância, inclusive sendo obrigada a tomar hormônios. De acordo com a corporação, esses alegações fez com que a família acreditasse na investigada.

Adoção nunca foi formalizada; entenda

De acordo com os investigadores, a adoção nunca foi formalizada pelos meios legais, como previsto na legislação. Em depoimento, os familiares relataram que tentaram iniciar os procedimentos necessários e chegaram, inclusive, a tentar matricular a suposta adolescente em uma instituição de ensino.

No entanto, segundo a polícia, a mulher tentava impedir o avanço do processo. Ela alegava que uma adoção formal comunicaria sua localização ao pai biológico e que, por isso, teria medo.

*Sob supervisão de AR.

Anvisa determina recolhimento de fórmula infantil; saiba qual

9 June 2026 at 19:51

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) determinou o recolhimento de todos os lotes da fórmula de leite infantil1ª e 2ª Infância, da Marca Essentia Pharma, fabricada pela HKM Farmácia de Manipulação Ltda. A medida foi publicada nesta segunda-feira (8), no DOU (Diário Oficial da União).

Segundo a agência, a ação acontece em razão da falta de regularização adequada do produto, que não possuí os indícios necessários para ser comercializado como ‘fórmula infantil‘.

“Utiliza rótulos, informações e alegações que podem levar o consumidor a acreditar que se trata de uma fórmula infantil autorizada. Não há comprovação de que o produto atenda aos requisitos de segurança, composição, qualidade e valor nutricional exigidos”, diz o comunicado da Anvisa.

Ainda segundo a agência, isso “expõe usuários e crianças pequenas a risco relacionados à saúde”, da mesma maneira que pode induzir o consumidor ao erro.

Com isso, além do recolhimento da fórmula, também está suspenso a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso do produto.

Outro lado

Em nota enviada à CNN Brasil, a HKM Farmácia de Manipulação explicou que a fórmula não é comercializada em larga escala, como indústrias e supermercados. Segundo eles, se trata de um produto feito em farmácias de manipulação mediante a prescrição médica.

A companhia afirma ainda que avaliará as medidas impostas e que permanece à disposição para prestar todas as informações necessárias.

Veja nota na íntegra: 

A HKM Farmácia de Manipulação Ltda informa ter tomado conhecimento da publicação da Anvisa relacionada ao produto “Fórmula Infantil – 1ª e 2ª Infância”. No entanto, esclarece que a formulação citada não é um produto de venda livre, mas uma preparação magistral, ou seja, fórmula manipulada, elaborada individualmente e apenas mediante prescrição médica.

A empresa entende ser importante esclarecer que as normas citadas na publicação se referem ao setor de alimentos, enquanto as farmácias de manipulação estão submetidas a regulamentação específica, especialmente a RDC nº 67/2007.

A empresa reafirma que observa rigorosamente as exigências técnicas e sanitárias aplicáveis ao setor magistral, incluindo controle de qualidade, rastreabilidade, rotulagem, estabilidade e análises microbiológicas.

Com 22 anos de atuação no setor de manipulação, a empresa destaca seu compromisso com a individualização de tratamentos, conforme prescrição profissional, inclusive com exclusão de componentes potencialmente alergênicos ou indesejados.

A empresa avaliará as medidas regulatórias, administrativas e jurídicas cabíveis para o adequado esclarecimento da questão e permanece à disposição para prestar todas as informações necessárias, reafirmando seu compromisso com a segurança dos clientes, a transparência e a atuação responsável no setor magistral.
HKM Farmácia de Manipulação LTDA

A CNN Brasil entrou em contato com a marca para um posicionamento e aguarda retorno. O espaço segue aberto. 

*Sob supervisão de

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