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Violência na Irlanda do Norte: entenda a onda de protestos anti-imigração

10 June 2026 at 13:25

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em diferentes locais da Irlanda do Norte em uma onda de violência anti-imigração na noite de terça-feira (9), que acontece após um ataque com faca pelo qual um homem sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Homens mascarados incendiaram casas de famílias em Belfast, capital do país, e atearam fogo em carros e ônibus depois que um vídeo do ataque, no qual a vítima perdeu um olho, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas. “É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, declarou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um homem sudanês de 30 anos, identificado como Hadi Alodid, compareceu em um tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Primeira-ministra condena a “covardia” de homens mascarados

Vídeos do ataque circularam online durante toda a terça-feira, provocando apelos a protestos violentos nas redes sociais.

A polícia teve que ajudar uma família a escapar de uma casa em chamas. Diversos carros e um ônibus foram incendiados e reduzidos a cinzas. Políticos locais e um pastor disseram que muitas das vítimas eram negras.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, disse a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é nada menos que um ato de covardia repugnante.”

Elon Musk convoca protestos

O ataque, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, ocorre em um momento de tensões elevadas no Reino Unido após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido a ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Somente protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província num mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que as vossas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que se pode causar quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Manifestantes na Irlanda do Norte incendeiam ônibus em protestos anti-imigração após ataque com faca • Reprodução/Reuters

Protestos em Londres e na Escócia

Claire Hanna, líder do SDLP (Partido Social Democrata e Trabalhista, da oposição na Irlanda do Norte), descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, disse ela à Reuters.

Protestos menores foram relatados em outras partes da Grã-Bretanha na noite de terça-feira, incluindo em Londres, onde manifestantes bloquearam brevemente a Praça do Parlamento, e nas duas maiores cidades da Escócia, Glasgow e Edimburgo.

A desordem na Irlanda do Norte é o mais recente episódio de violência no Reino Unido em resposta a um crime, frequentemente associado a imigrantes, o que levou alguns proeminentes ativistas anti-islâmicos e anti-imigração a convocarem as pessoas a “irem às ruas”.

O pastor Jack McKee, de Belfast, disse à emissora britânica BBC que alguns membros de sua igreja, que moravam lá há 20 anos, estavam sendo expulsos simplesmente por serem negros.

A imigração tem sido historicamente baixa na Irlanda do Norte devido ao conflito de três décadas entre nacionalistas irlandeses, em sua maioria católicos, que buscavam a unificação da Irlanda, e unionistas pró-britânicos, predominantemente protestantes, que queriam permanecer no Reino Unido, e as forças armadas britânicas.

A migração tem aumentado nos últimos anos, e o sentimento anti-imigração tem se intensificado tanto na Irlanda do Norte quanto em partes da República da Irlanda.

Segundo o censo de 2021, 96,6% dos habitantes da Irlanda do Norte eram brancos.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigração no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pela promotoria.

Trump considera novos ataques à infraestrutura do Irã, diz emissora

10 June 2026 at 12:41

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode ordenar novos ataques a usinas de energia e pontes do Irã porque Teerã está demorando muito para chegar a um acordo, informou a emissora americana Fox News nesta quarta-feira (10), citando uma entrevista por telefone.

Ainda nesta quarta-feira, Trump disse em uma publicação na Truth Social

que o Irã demorou demais para negociar um acordo e agora “terá que pagar o preço”, sem dar mais detalhes.

“As Forças Armadas do Irã estão um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio MORREU!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora vão pagar o preço!!!”, escreveu o presidente americano.

O presidente não especificou o que esse “preço” implicaria, mas a declaração vem após os EUA anunciarem uma nova onda de ataques contra o Irã na terça-feira (9), depois que um helicóptero Apache do Exército caiu perto do Estreito de Ormuz.

Um oficial americano disse ontem à CNN que os novos ataques foram planejados como um aviso ao Irã e que os EUA acreditam que eles não atrapalharão as negociações para o fim da guerra.

Retomada de ataques

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein nesta quarta-feira (10), em retaliação aos ataques dos EUA contra alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz.

A troca de acusações, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã havia abatido um helicóptero Apache americano perto do estreito, representa uma das escaladas mais significativas desde que Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em abril.

Os militares americanos disseram ter atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância, em uma “resposta proporcional” ao abate do helicóptero, cujos dois tripulantes foram resgatados.

Os ataques de retaliação, poucos dias depois do Irã ter trocado bombardeios com Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo, lançaram novas dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã.

Os ataques dos EUA duraram cerca de quatro horas, com o Comando Central dos EUA informando pouco antes das 22h (horário de Brasília) que as operações haviam sido encerradas. Um oficial americano afirmou que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) informou que a ilha de Qeshm e a cidade portuária de Sirik foram atacadas. A mídia iraniana também noticiou explosões em Bandar Abbas, outra cidade portuária, e posteriormente perto de Jask, na entrada do Estreito de Ormuz.

Acordo de paz parece distante

cessar-fogo no início de abril foi anunciado com planos para negociações de paz. Desde então, diplomatas têm buscado reabrir o Estreito de Ormuz, encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos e criar um caminho para negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas, apesar de várias rodadas de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, os dois lados ainda parecem muito distantes.

Os combates em uma guerra paralela entre Israel e militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, continuaram, e Teerã manteve restrições à maior parte da navegação pelo estreito, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo.

Washington manteve seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

Trump afirmou que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega qualquer ambição nesse sentido.

As exigências de Teerã incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados, o reconhecimento de seu controle sobre o estreito e o fim dos combates no Líbano.

Trump diz que Irã demorou para negociar e irá “pagar o preço”

10 June 2026 at 12:13

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (10) que o Irã demorou demais para negociar um acordo e agora “terá que pagar o preço”, sem dar mais detalhes.

“As Forças Armadas do Irã estão um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio MORREU!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora vão pagar o preço!!!”, escreveu o presidente americano.

O presidente não especificou o que esse “preço” implicaria, mas a declaração vem após os EUA anunciarem uma nova onda de ataques contra o Irã na terça-feira (9), depois que um helicóptero Apache do Exército caiu perto do Estreito de Ormuz.

Um oficial americano disse ontem à CNN que os novos ataques foram planejados como um aviso ao Irã e que os EUA acreditam que eles não atrapalharão as negociações para o fim da guerra.

Retomada de ataques

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein nesta quarta-feira (10), em retaliação aos ataques dos EUA contra alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz.

A troca de acusações, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã havia abatido um helicóptero Apache americano perto do estreito, representa uma das escaladas mais significativas desde que Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em abril.

Os militares americanos disseram ter atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância, em uma “resposta proporcional” ao abate do helicóptero, cujos dois tripulantes foram resgatados.

Os ataques de retaliação, poucos dias depois do Irã ter trocado bombardeios com Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo, lançaram novas dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã.

Os ataques dos EUA duraram cerca de quatro horas, com o Comando Central dos EUA informando pouco antes das 22h (horário de Brasília) que as operações haviam sido encerradas. Um oficial americano afirmou que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) informou que a ilha de Qeshm e a cidade portuária de Sirik foram atacadas. A mídia iraniana também noticiou explosões em Bandar Abbas, outra cidade portuária, e posteriormente perto de Jask, na entrada do Estreito de Ormuz.

Acordo de paz parece distante

cessar-fogo no início de abril foi anunciado com planos para negociações de paz. Desde então, diplomatas têm buscado reabrir o Estreito de Ormuz, encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos e criar um caminho para negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas, apesar de várias rodadas de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, os dois lados ainda parecem muito distantes.

Os combates em uma guerra paralela entre Israel e militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, continuaram, e Teerã manteve restrições à maior parte da navegação pelo estreito, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo.

Washington manteve seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

Trump afirmou que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega qualquer ambição nesse sentido.

As exigências de Teerã incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados, o reconhecimento de seu controle sobre o estreito e o fim dos combates no Líbano.

Irlanda do Norte vive onda de violência em meio a protestos anti-imigração

10 June 2026 at 11:48

Homens mascarados incendiaram casas em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e atearam fogo em diversos veículos numa onda de violência anti-imigrante que começou na noite de terça-feira (9), na sequência de um ataque com faca pelo qual um sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em vários locais do país depois que um vídeo do ataque com faca, que deixou uma pessoa com ferimentos graves no pescoço e na cabeça, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas.

“É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

Um vídeo transmitido pela emissora britânica BBC mostrou a polícia ajudando uma família a escapar de uma casa em chamas. Políticos locais e um pastor afirmaram que muitas das vítimas eram negras.

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um sudanês de 30 anos identificado como Hadi Alodid, compareceu em tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Na manhã desta quarta-feira (10), os moradores inspecionaram os danos às casas. Algumas apresentavam fachadas e marcas escuras deixadas pela fumaça, enquanto outras foram completamente destruídas pelo fogo, com janelas quebradas ou queimadas. Alguns carros foram reduzidos a carcaças.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, declarou a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é um ato de pura covardia.”

Starmer descreve ataque com faca como “repugnante” 

Starmer descreveu o ataque inicial com faca, ocorrido no norte de Belfast na noite de segunda-feira (8), como “repugnante”.

O caso, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, acontece em um momento de tensões elevadas na Grã-Bretanha após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido aos ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Só protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”.

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província em um mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que suas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que pode ser causado quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Claire Hanna, líder do Partido Social Democrata e Trabalhista (SDLP), da oposição na Irlanda do Norte, descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, declarou ela à Reuters.

Protestos menores também ocorreram em frente ao Parlamento, em Londres, enquanto outras manifestações foram relatadas em todo o Reino Unido.

Veículos incendiados pela cidade

Na Irlanda do Norte, jovens mascarados se reuniram no início da noite de terça-feira em vários pontos de Belfast, levando a polícia a mobilizar veículos blindados. Os manifestantes incendiaram diversos carros pela cidade, enquanto um ônibus foi consumido pelas chamas na zona leste de Belfast.

A BBC noticiou que uma multidão de cerca de 100 homens arrombou portas e quebrou janelas de casas em uma rua na zona leste da capital.

“Eles estão sendo expulsos simplesmente por serem negros”, disse o pastor Jack McKee à BBC após os ataques a residências na zona norte da cidade.

O suspeito do esfaqueamento, um sudanês de 30 anos, foi indiciado na noite de terça-feira por tentativa de homicídio, porte de arma branca em local público e ameaça de morte.

Ele deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Belfast na quarta-feira.

A vítima, um homem na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves nos olhos e cortes profundos no rosto e nas costas durante o ataque “brutal”. Uma faca de cozinha foi encontrada no local, afirmou o Subchefe de Polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson.

Imagens mostraram várias pessoas tentando conter o agressor antes da chegada da polícia, e elas foram creditadas por oficiais superiores por terem salvado a vida do homem.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigrantes no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pelo Ministério Público.

Irã afirma estar “revisando” negociações com os EUA após novos ataques

10 June 2026 at 10:38

O Irã está “reavaliando” as negociações com os Estados Unidos em função dos ataques americanos contra Teerã na terça-feira (9) e na madrugada desta quarta-feira (10), afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, citado pela SNN (Rede de Notícias Estudantil Iraniana na sigla em inglês).

Baghai acusou os EUA e Israel de “repetidas violações do cessar-fogo” e disse que a diplomacia não pode “ocorrer no vácuo”, acrescentando que “um ambiente mínimo propício ao seu funcionamento” é necessário para que as negociações avancem.

“Infelizmente, os Estados Unidos estão minando esse processo por meio de mensagens contraditórias, mudanças frequentes em suas posições e exigências, bem como por repetidas violações do cessar-fogo”, disse ele, acrescentando que Israel também demonstrou má-fé por meio de ataques recorrentes ao Líbano.

Na mais recente troca de tiros, o Irã afirmou ontem à noite ter lançado ataques retaliatórios contra alvos americanos na região após ter sido alvo de disparos dos EUA.

Os militares americanos disseram ter concluído ataques contra o Irã, que, segundo eles, foram uma resposta à queda de um helicóptero do Exército.

Retomada de ataques

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein nesta quarta-feira (10), em retaliação aos ataques dos EUA contra alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz.

A troca de acusações, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã havia abatido um helicóptero Apache americano perto do estreito, representa uma das escaladas mais significativas desde que Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em abril.

Os militares americanos disseram ter atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância, em uma “resposta proporcional” ao abate do helicóptero, cujos dois tripulantes foram resgatados.

Os ataques de retaliação, poucos dias depois do Irã ter trocado bombardeios com Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo, lançaram novas dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã.

Os ataques dos EUA duraram cerca de quatro horas, com o Comando Central dos EUA informando pouco antes das 22h (horário de Brasília) que as operações haviam sido encerradas. Um oficial americano afirmou que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) informou que a ilha de Qeshm e a cidade portuária de Sirik foram atacadas. A mídia iraniana também noticiou explosões em Bandar Abbas, outra cidade portuária, e posteriormente perto de Jask, na entrada do Estreito de Ormuz.

Acordo de paz parece distante

O cessar-fogo no início de abril foi anunciado com planos para negociações de paz. Desde então, diplomatas têm buscado reabrir o Estreito de Ormuz, encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos e criar um caminho para negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas, apesar de várias rodadas de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, os dois lados ainda parecem muito distantes.

Os combates em uma guerra paralela entre Israel e militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, continuaram, e Teerã manteve restrições à maior parte da navegação pelo estreito, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo.

Washington manteve seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

Trump afirmou que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega qualquer ambição nesse sentido.

As exigências de Teerã incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados, o reconhecimento de seu controle sobre o estreito e o fim dos combates no Líbano.

Países do Oriente Médio condenam novos ataques do Irã na região

10 June 2026 at 10:15

Países do Oriente Médio têm criticado a mais recente série de ataques retaliatórios do Irã contra estados da região, que Teerã afirmou terem sido disparados contra alvos militares dos Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter lançado ataques contra bases americanas na região na madrugada desta quarta-feira (10). Isso ocorreu após ataques anteriores dos EUA contra Teerã.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito declarou que “condena nos termos mais veementes” os ataques iranianos contra a Jordânia, o Bahrein e o Kuwait nesta quarta-feira.

Os ataques, segundo o comunicado, “representam uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial desses países irmãos, e uma escalada muito perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade de toda a região”.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou o que descreveu como “ataques terroristas iranianos contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia” e ofereceu total solidariedade dos Emirados Árabes Unidos aos três países.

Retomada de ataques

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein nesta quarta-feira (10), em retaliação aos ataques dos EUA contra alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz.

A troca de acusações, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã havia abatido um helicóptero Apache americano perto do estreito, representa uma das escaladas mais significativas desde que Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em abril.

Os militares americanos disseram ter atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância, em uma “resposta proporcional” ao abate do helicóptero, cujos dois tripulantes foram resgatados.

Os ataques de retaliação, poucos dias depois do Irã ter trocado bombardeios com Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo, lançaram novas dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã.

Os ataques dos EUA duraram cerca de quatro horas, com o Comando Central dos EUA informando pouco antes das 22h (horário de Brasília) que as operações haviam sido encerradas. Um oficial americano afirmou que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) informou que a ilha de Qeshm e a cidade portuária de Sirik foram atacadas. A mídia iraniana também noticiou explosões em Bandar Abbas, outra cidade portuária, e posteriormente perto de Jask, na entrada do Estreito de Ormuz.

Acordo de paz parece distante

O cessar-fogo no início de abril foi anunciado com planos para negociações de paz. Desde então, diplomatas têm buscado reabrir o Estreito de Ormuz, encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos e criar um caminho para negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas, apesar de várias rodadas de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, os dois lados ainda parecem muito distantes.

Os combates em uma guerra paralela entre Israel e militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, continuaram, e Teerã manteve restrições à maior parte da navegação pelo estreito, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo.

Washington manteve seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

Trump afirmou que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega qualquer ambição nesse sentido.

As exigências de Teerã incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados, o reconhecimento de seu controle sobre o estreito e o fim dos combates no Líbano.

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