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Tribunal prova que cuidador terá matado idoso em Esposende com medicamentos

9 June 2026 at 22:48

O Tribunal de Braga já provou a coautoria de um imigrante argelino cuidador de idosos no assassínio de um octogenário, na Apúlia, em Esposende, tendo concedido um prazo à sua advogada de defesa, após o que proferirá o respetivo acórdão.  

Ficou provado que o arguido, Salha Eddine Mammeri, participou no assassínio de António Amaral Santos, ajudando a esconder o cadáver, mas como houve algumas alterações nos factos provados, a sua advogada pediu um prazo para apreciar as mudanças.

As três juízas do Tribunal Coletivo concluíram que o arguido, de 40 anos, imigrante argelino, que se encontra em prisão preventiva, na Cadeia Regional de braga, teve uma participação direta no homicídio da vítima, de 85 anos.

António Amaral Santos, natural da Póvoa de Varzim, estava separado de facto da mulher e foi acolhido num apartamento na vila da Apúlia, aos cuidados do casal acusado de o ter assassinado, continuando a mulher, de nacionalidade brasileira, fugida.

Salah Mammeri está a ser julgado sozinho, porque a companheira, Sandra Luiza Matias dos Santos, de 51 anos, que tinha adotado nome, Kadijah Matias Mammeri, mantém-se em parte incerta ainda antes da intervenção da PJ.

O assassínio foi cometido no dia 10 de dezembro de 2024, dentro do apartamento de acolhimento, na Praceta Manuel Rebelo, da Urbanização dos Moinhos, na Apúlia, em Esposende, após o que lhe desviaram 1.120 euros, dos seus dois cartões de crédito.

A Instância Central Criminal de Braga concluiu que o imigrante argelino e/ou a sua companheira “deram a tomar medicação, habitualmente não tomada por António Santos, em conjunto, tem efeitos notoriamente sedativos deixando o utilizador sem reação, prostrado e sem forças para se alimentar”, ficando assim à mercê de ambos, ainda mais indefeso do que habitualmente.

“Em consequência da referida medicação, a vítima ficou muito sedada, sem capacidade de comer, beber ou andar, e começou a manifestar problemas respiratórios”, consideraram já provado as três juízas do Tribunal Coletivo.

“Já na manhã do dia 10 de dezembro de 2024, António Santos não melhorava e continuava com dificuldades respiratórias e prostrado”, salientaram as magistradas, afirmando que “nem o arguido nem a sua mulher chamaram o INEM ou os Bombeiros, a fim de prestarem assistência à vítima, o que não fizeram concertadamente e com vista a tirar-lhe a vida, tendo António Santos vindo a falecer a hora não concretamente apurada, mas situada entre as 17:00 e as 19:00 do dia 10 de dezembro de 2024”.

“O arguido Salah Eddine Mammeri, bem sabendo que tinha sido ministrado, por um deles, medicação de sedação e com efeitos hipnóticos em doses elevadas, ou excessivamente desproporcionais, à vítima, António Amaral Santos, e este se encontrava com sérias e evidentes dificuldades respiratórias, carecendo de socorro médico urgente, tendo ainda o arguido conhecimento do historial médico da vítima, não chamou o INEM, nem os Bombeiros, assim deixando de atuar, prevendo necessariamente como possível que, por força dessa omissão, viesse a ocorrer a morte da vítima António Amaral Santos, como efetivamente ocorreu, conformando-se com tal resultado”, de acordo com os factos dados como provados pelo Tribunal Criminal de Braga.

Após o homicídio, o arguido Salah Mammeri e a sua mulher Kadijah Matias Mammeri, decidiram-se a fazer desaparecer o cadáver, por forma a encobrir a sua participação na morte de António Santos”, ainda segundo o Tribunal de Braga, referindo, com base nas investigações criminais da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária de Braga, deslocando-se o casal ao Pinhal de Ofir, na Vila de Fão, do concelho de Esposende, acompanhado de uma menor de 13 anos, filha de Kadijah Matias Mammeri, para esconder o cadáver, concluindo-se que “depois do arguido Salah Mammeri ter coberto com terra o cadáver e todo o buraco que antes escavara, ausentaram-se do local, trazendo consigo a caixa, a pá e as embalagens vazias da soda cáustica que deitaram em vários contentores de lixo que foram encontrando, indo de automóvel, ao longo da estrada em direção à Póvoa de Varzim”.

Arguido negou autoria do homicídio

Julgado pela acusação de assassinar o octogenário, com a sua companheira, no apartamento da Apúlia, em Esposende, preso preventivo, em Braga, Salah Eddine Mammeri, negou a autoria do homicídio, mas admitindo ter ajudado a esconder o cadáver.

“Só ajudei a esconder o cadáver”, afirmou o arguido, durante todo o julgamento, no Palácio da Justiça de Braga, depois de em finais de 2024, ter ido com a companheira à GNR de Esposende participar falsamente o desaparecimento do idoso a seu cargo.

A GNR de Esposende apercebeu-se de que a história estava mal contada, passou o caso para a Polícia Judiciária de Braga, que deteve Salah Eddine Mammeri, mas como fez a seguir à detenção, afirmou no julgamento não ter participado no homicídio do octogenário, mas apenas depois na ocultação do cadáver, acrescentando que apenas soube do homicídio de ter sido consumado.

Salah Eddine Mammeri alegou que foi a antiga companheira quem assassinou o idoso, antigo emigrante na África do Sul, dizendo ter sido a sua mulher, mais a filha deste, de 13 anos, que o convenceu a ajudar a enterrar o cadáver no Pinhal de Ofir.

“Se tu com 38 anos não tens coragem e eu com 13 anos arranjei a coragem para o fazer com a minha mãe”, terá dito a menor, segundo a versão do arguido, durante o julgamento, para destacar também que a sua enteada o convenceu a ocultar o cadáver.

A pena máxima de 25 anos de prisão efetiva para casos de homicídio qualificado, tinha sido solicitada pelo advogado Miguel Lages, que representa os familiares da vítima, um octogenário, cujo casal de acolhimento é suspeito da autoria do assassínio.

Tribunal prova que cuidador terá matado idoso em Esposende com medicamentos
Miguel Lages, advogado dos familiares da vítima da Apúlia. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A procuradora do Ministério Público, Albertina Santos, tal como o referido causídico, considerou ter sido provado um crime de homicídio qualificado, pedindo a correspondente condenação numa prisão efetiva, mas sem quantificar a pena pretendida.

A advogada de defesa, Beatriz de Almeida e Vasconcelos, concordando com o cliente, que só confessou ocultar o cadáver, negando a participação no homicídio, afirmou que o arguido só deveria ser condenado por esconder o corpo, uma pena menor.

Tribunal prova que cuidador terá matado idoso em Esposende com medicamentos
Beatriz de Almeida e Vasconcelos, advogada do arguido. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A viúva e os três filhos da vítima solicitaram a condenação do imigrante argelino por homicídio qualificado, com uma moldura penal de 12 a 25 anos de prisão, para além do pagamento de uma indemnização de 150 mil euros, por danos morais e materiais.

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Dez feridos após colisão entre carrinha e três carros em Braga. Variante cortada

8 June 2026 at 19:04

Uma colisão entre uma carrinha e três automóveis, em Braga, ao final da tarde desta segunda-feira, provocou dez feridos, segundo o balanço provisório feito pelas autoridades.

O acidente de viação ocorreu na Variante Sul de Braga, já na passagem pela União de Freguesias de Arcos e de Lomar, entre uma carrinha de caixa aberta de transporte de mercadorias e três automóveis.

As viaturas circulavam no sentido Sul-Norte (Porto/Braga), nas imediações do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga, perto de Nogueira.

Entre os 10 feridos, a maioria dos quais trabalhadores da construção civil, que regressavam a casa após mais uma jornada de trabalho, cinco foram assistidos no local e recusaram ser transportados ao Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga.

Em face do sinistro rodoviário, por volta das 19:00, isto é, uma hora depois da sua ocorrência, a circulação rodoviária estava interrompida com muitas dezenas de veículos parados até junto às portagens de Celeirós, apurou O MINHO no próprio local.

Estão no teatro de operações elementos do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga e dos Bombeiros Voluntários de Braga, além de militares do Destacamento de Trânsito e do Posto Territorial do Comando de Braga da Guarda Nacional Republicana.

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Freguesia de Braga de luto pela morte de ex-presidente da Junta

8 June 2026 at 17:10

O antigo presidente da Junta de Freguesia da Morreira, em Braga, João Carvalho, de 83 anos, mais conhecido como “Carvalho da Morreira”, faleceu no domingo. É considerado um dos autarcas mais carismáticos do pós-25 de Abril.

João Gonçalves de Carvalho contribuiu para o desenvolvimento da freguesia da Morreira, que faz fronteira com o concelho de Guimarães através da freguesia vimaranense de Balazar, destacando-se por ampliar e melhorar as estradas.

Motorista da antiga Rodoviária de Entre Douro e Minho, entretanto, Rodoviária Nacional, foi no seu consulado que se fizeram as principais infraestruturas na freguesia da Morreira, de obras públicas a trabalho de ação social.

Durante 16 anos, em quatro mandatos consecutivos, João Carvalho liderou a Junta de Freguesia da Morreira, do concelho de Braga, segundo recordou, na tarde desta segunda-feira a O MINHO, o então seu secretário na autarquia local, Manuel Martins.

“Foi sempre um homem e um autarca muito prestável, um autêntico servidor do povo, porque o bem dele era o fazer bem aos outros”, acrescentou Manuel Martins, que o sucedeu no cargo como presidente da União de Freguesia de Morreira e Trandeiras.

Ainda segundo Manuel Martins, “aprendi muito com o João Carvalho”, porque “ele era muito persistente, não olhava a cores partidárias, fazia o bem sem olhar a quem, sendo ele de uma geração de autarcas, aos quais o concelho de Braga muito deve”.

João Carvalho aproveitava as deslocações de autocarro, enquanto passageiro, entre a Freguesia da Morreira e o centro da cidade de Braga, para auscultar os problemas das pessoas residentes na Morreira e não só.

O funeral realiza-se na terça-feira, a partir das 17:30, na Igreja Paroquial da Morreira.

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“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”

7 June 2026 at 17:16

“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”, afirmou este domingo, um especialista na raça equina garrana, José Almeno Leite, falando sobre a antiguidade, cerca 30 milhões de anos, das Serras da Cabreira e do Gerês.

José Almeno Leite, médico veterinário, secretário-técnico do Livro Genealógico da Raça Equina Garrana falava na AgroVieira 2026, referiu perante o auditório, no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho, que “nunca compreendi porque é que a Serra da Cabreira não faz parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, são duas serras gémeas, somente separadas pelo rio Cávado”.

“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A questão levantada por José Almeno Leite vai ao encontro das posições de outros especialistas e de conhecedores da região, sendo que a equipa técnica que liderou a constituição do Parque Nacional da Peneda-Gerês saiu da Circunscrição Florestal de Vieira do Minho, liderada pelo engenheiro silvicultor Adolfo Morais de Macedo, o dirigente que mais vezes e por mais tempo dirigiu o único parque nacional português, tendo sido criado o parque a partir da sua realidade comum com Vieira do Minho.

Garranos muito apreciados pelos Romanos

Muito apreciados pelos Romanos, aquando da romanização da Península Ibérica, os garranos estavam no nosso país antes da última glaciação, há cerca de 15 mil anos, vivendo no inverno nas zonas serranas mais baixas, protegendo-se do frio, enquanto no verão sobem para as encostas mais altas, vivendo em grupos de 10 a 50 animais, podendo percorrer 40 quilómetros diários.

Acerca dos cavalos garranos, José Almeno Leite começou por referiu que a raça equina garrana é caraterizada por ser pequena, mas robusta, com tronco celta, cabeça grossa, curta, ganachuda, de orelhas pequenas, perfil reto, por vezes côncavo, escoço curto, espádua vertical e curta, segundo os ensinamentos do secretário-técnico do Livro Genealógico da Raça Equina Garrana.

Os garranos, com uma pelagem castanha, são pequenos, com uma altura inferior a um metro e 35 centímetros, sendo dóceis e aprendendo com facilidade, com bastante resiliência, caminhando e pastando, em zonas montanhosas, altas e rochosas e com caminhos difíceis, vivendo, na região do Minho, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, na Serra de Arga e na Serra da Cabreira.

Sendo cavalo de sela antigo do mundo, o garrano tem vestígios nas Gravuras Paleolíticas do Foz Côa, tal como na Coluna de Trajano, no século segundo após Cristo, tendo o príncipe Baltasar Carlos sido pintado a montar um garrano, sua raça preferida.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

O garrano é uma das quatro raças equinas portuguesas, a par das raças lusitana e sorraia, sendo a quarta a pónei da Terceira, dos Açores, sendo que o garrano faz pequenas tarefas agrícolas, transportando cargas e pessoas, mas sempre sob olhar do lobo.

Em Portugal estão recenseados 2.444 garranos (2.073 fêmeas e 371 machos), sendo que em Vieira do Minho há 451 garranos (410 fêmeas e 41 machos), havendo em Portugal 624 criadores de garranos, 85 dos quais são do concelho de Vieira do Minho.    

Nas regiões do Minho e de Trás-os-Montes, a raça garrana predomina em 15 concelhos, designadamente em Amares, Arcos de Valdevez, Boticas, Cabeceiras de Basto, Caminha, Melgaço, Monção, Montalegre, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vila Verde e Vieira do Minho, estando em todo o nosso território até ao Algarve.

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José Milhazes veio ao Minho e contou a O MINHO quase tudo sobre o ‘czar’ de Vieira do Minho

6 June 2026 at 21:37

O jornalista José Milhazes, natural da Póvoa de Varzim e com raízes familiares na freguesia vizinha de Milhazes, no concelho de Barcelos, antecipou esta tarde a O MINHO quem era “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, protagonista do seu livro.

Este sábado, para quem não puder estar presente, a partir das 21 horas, na conversa entre o jornalista e escritor José Milhazes com o professor e historiador Armando Ferreira, em torno do livro “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, num dia que arranca ao som da Escola de Música de Vieira do Minho, na Feira do Livro de Vieira do Minho, antecipamos quem era o homem de confiança do czar, pela voz do próprio José Milhazes, especialista em questões da Rússia e todo o Bloco de Leste.

José Milhazes recordou que António de Vieira é um judeu português cuja família fugiu à Inquisição, e encontrou com o czar Pedro I na Holanda ou na Inglaterra, que o levou para a Rússia onde fez uma excelente carreira: esteve envolvido na construção da cidade de S. Petersburgo, organizou os serviços de bombeiros e de defesa civil e chegou a conde, título que usou até morrer”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

Por isso, o livro “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, conta a “extraordinária vida de António Manuel Luís de Vieira, nascido “muito provavelmente” em Vieira do Minho e que morreu em São Petersburgo em 1745, cidade que ajudou a criar de raiz, tendo ascendido à aristocracia da Rússia, um processo que foi marcado também por vários problemas com as autoridades.

José Milhazes disse “tratar-se de uma histórica verídica, a quem dediquei um livro e à sua família, quase até aos nossos dias, por que era um homem notável, que sendo um cristão-novo, foi para a Holanda, onde de Pedro, o Grande, o maior imperador da Rússia, que abriu caminhos da Rússia para a Europa, levando sempre consigo homens de confiança e Vieira e fui um deles”.

“Só que, depois da morte de Pedro, o Grande, António Vieira envolveu-se em lutas palacianas e foi parar à Sibéria durante 15 anos a mando de Catarina I”, disse o jornalista e escritor, explicando que “a condenação sob condições climatéricas adversas acabou por agravar o estado de saúde deste português, uma figura influente da corte durante o consulado de Pedro, o Grande”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

O livro a apresentar ao fim da tarde deste sábado, na Casa da Cultura de Vieira do Minho/Casa de Lamas, cita documentos da época, registos, cartas diplomáticas e estudos genealógicos da construção da capital fundada pelo czar Pedro I, após a Grande Guerra do Norte (1703) no delta do rio Neva e o papel que António de Vieira desempenhou na construção de São Petersburgo.

Ainda segundo José Milhazes, “o livro não se limita à investigação sobre o português do século XVIII na corte de Pedro, o Grande, porque, entretanto, descobri e estudei todos os descendentes de António Manuel Luís de Vieira até aos dias de hoje”.

“A parte mais gratificante foi ter descoberto os seus descendentes”

“A parte mais gratificante deste livro, como historiador, foi ter descoberto os descendentes de quem não se sabia praticamente nada e que acabei por encontrar na Rússia, na Bielorrússia e no Chipre”, segundo José Milhazes referindo que ainda em vida “o Conde António Manuel Luís de Vieira afrancesou o apelido para ‘Deviere’, tendo o nome sido mantido por várias gerações”.

Segundo José Milhazes, “pintores, jornalistas, poetas e heróis militares das guerras napoleónicas, dos vários ramos da família, fazem parte de conhecidas figuras da história contemporânea russa que descobri “com muita surpresa”, porque inicialmente supunha que “só encontraria familiares até à revolução comunista de 1917 e à guerra civil que se seguiu, mas segui-os todos”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

Entre os seus descendentes destacam-se, entre outros, os realizadores de cinema Andrei e Nikita Mikhalkov, filhos de uma descendente direta de António de Vieira, revelou José Milhazes, que se encontra durante todo este sábado em Vieira do Minho.

Ainda segundo o jornalista José Milhazes, atual comentador da SIC, “muitas das pessoas que encontrei com o apelido ‘Deviere’ conheciam perfeitamente a proveniência portuguesa do nome e a origem judaica do Conde António Manuel de Luís Vieira”.

“O nosso notável médico Ribeiro Sanches, um dos maiores crânios da nossa medicina, escreveu aquando da morte de António de Vieira, era que o conde era do Minho e o único lugar no Minho onde havia cristãos-novos era aqui, eu conclui com uma certeza quase absoluta que o Conde de Vieira era daqui da Vila de Vieira do Minho, por o nome das pessoas ser o da sua terra”.

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“A História da Inquisição demonstra que Portugal (1536-1821) perdeu pessoas de grande valor, mas com a lei que foi aprovada recentemente, permitindo o acesso à cidadania portuguesa a descendentes de sefarditas, pode-se, pelo menos, recuperar alguns destes descendentes”, recordou José Milhazes, revelando “graças a esta investigação, uma descendente direta do Conde Vieira, uma médica dentista russa residente no Chipre, pediu a nacionalidade portuguesa, entre outras descobertas graças ao seu livro.

José Milhazes, historiador, jornalista e professor, residiu em Moscovo desde o ano 1977, sendo autor de diversos livros de História contemporânea, enquanto o livro “O Favorito Português de Pedro o Grande” (Editora Livros D’Hoje/D. Quixote, 190 páginas) inclui fotografias e reproduções de retratos da época, sendo considerado uma das obras mais marcantes do jornalista.

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Audi elétrico voltou a incendiar-se em cima do reboque a caminho de Braga

6 June 2026 at 19:51

O Audi elétrico que tinha ardido, a meio da tarde deste sábado, na Póvoa de Lanhoso, voltou a incendiar-se, também na Estrada Nacional 103 (EN103) e igualmente na Póvoa de Lanhoso, ao final da tarde, quando estava a ser rebocado em direção a Braga.

O automóvel, totalmente elétrico, da marca e modelo Audi E-TRON GT, estando equiparado a um Porsche Panamera, já tinha incendiado cerca das 15h55, em Frades, na Póvoa de Lanhoso, tendo voltado a incendiar-se, em Covelas, na Póvoa de Lanhoso.

Apesar de ter sido totalmente extinto, o incêndio rodoviário, pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o automóvel elétrico, cerca das 18h20, voltou a incendiar-se, na zona da Rita, em Covelas, ficando, então aí, sim, completamente incinerado.

O veículo estava a ser rebocado, para a cidade de Braga, quando inesperadamente, apesar de ter sido apagado o primeiro fogo, voltou a arder, tendo o motorista daquele reboque, por razões de segurança, largado imediatamente o automóvel para a EN103.

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Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso

6 June 2026 at 17:12

Um automóvel de marca e modelo Audi ardeu totalmente a meio da tarde deste sábado, na Estrada nacional (EN103), entre Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, não havendo danos pessoais, mas o trânsito ainda está muito condicionado naquela via.

Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: BV Póvoa de Lanhoso

O sinistro irrompeu cerca de cinco minutos antes das 16 horas, na localidade de Frades, da União das Freguesias de Calvos e de Frades, no concelho da Póvoa de Lanhoso, por razões que ainda são indeterminadas, no sentido entre Igreja Nova e Frades.  

A ocorrência foi resolvida pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, com o recurso a 16 operacionais e seis veículos, e foi registada pela GNR da Póvoa de Lanhoso, que participou nas operações e manteve a segurança naquele troço da EN103.

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Aí está a AgroVieira

6 June 2026 at 17:09

O presidente da Câmara de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, afirmou durante este sábado que “a AgroVieira 2026 é muito mais do que uma feira agrícola, constituindo uma celebração das nossas raízes e também uma afirmação do valor agropecuário, para o presente e para o futuro, de Vieira do Minho, como se vê, agora, através de um programa diversificado”.

A AgroVieira 2026 arrancou este sábado, tendo o autarca vieirense, Filipe de Oliveira, destacado ainda “a Quinta Pedagógica para as crianças e para as famílias, a fim de aproximar as novas gerações das realidades agrícola e pecuária, permitindo e conhecer e valorizar um setor tradicional que continua a ser essencial para toda a nossa comunidade e para toda a nossa região”.

Sempre acompanhado por Isabel Santana, do Departamento Técnico da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, na sessão de abertura, percorreu o certame, com o vice-presidente, Pedro Pires, e os dois vereadores, Sofia Rocha e Carlos Mota.   

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 decorre durante todo este fim de semana no Parque dos Moinhos, do centro de Vieira do Minho, “visando afirmar-se como uma referência no setor agrícola e no desenvolvimento económico e social da região”, segundo foi destacado.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, destacou também a importância da AgroVieira 2026 enquanto “um compromisso com o mundo rural e uma estratégia clara de valorização da raça garrana, uma das quatro raças de equinos portuguesas e que constitui símbolo identitário do concelho de Vieira do Minho e da nossa região envolvente”.

Segundo afirmou este sábado o autarca vieirense, “os apoios financeiros já atribuídos aos produtores, através do regulamento de apoio financeiro para a produção pecuária, reforçando o empenho do Município de Vieira do Minho no apoio ao setor agropecuário, que continua a desempenhar um papel preponderante na economia local e na preservação das paisagens rurais”.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho adiantou que esta edição “surge com uma nova roupagem, à semelhança de outros eventos promovidos pelo atual executivo camarário, apostando num formato mais concentrado e apelativo, com o enfoque reforçado na agropecuária e na valorização do mundo rural”, afirmou ainda, este sábado, o autarca, Filipe de Oliveira.

Entre as principais novidades anunciadas estão a realização de conferências e mesas-redondas, que decorrem já desde a manhã deste sábado, dedicadas aos desafios e oportunidades do setor agrícola, bem como uma grande inovação, que é a criação de uma Quinta Pedagógica, “pensada para aproximar as novas gerações das tradições e práticas ligadas à agricultura e à pecuária”.

“Com a AgroVieira 2026 promovemos o conhecimento, a partilha e a valorização dos produtos endógenos”, destacou Filipe de Oliveira, reforçando que o evento “quer afirmar-se como uma verdadeira montra da identidade vieirense e da vitalidade do território”, disse o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, falando no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho.

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Aí está a AgroVieira 9

Mercado da Terra entre muitas iniciativas

Entre os destaques da AgroVieira 2026 estão o Mercado da Terra, dedicado aos produtores locais, zonas de lazer e espetáculos musicais, o palco das raças, onde decorrerão corridas de cavalos a galope, chegas de bois e provas de atrelagem, e o palco do folclore, reservado às atuações dos ranchos folclóricos, bem como aos grupos de animação, às associações e aos expositores.

O auditório do agricultor acolherá uma palestra sobre financiamento e acesso a fundos para agricultores, uma mesa redonda sobre a valorização da raça garrana e o concurso de doce “Feijão d’Ouro”, que dará destaque ao Feijão Amarelo, um produto autóctone do concelho vieirense, que faz fronteira com Cabeceiras de Basto e a zona transmontana através da Serra da Cabreira.

“A componente equestre assumirá também especial relevância nesta edição, através da corrida a galope de cavalos garranos e do passeio equestre, reforçando a aposta do Município de Vieira do Minho na promoção e valorização da raça garrana enquanto património identitário de Vieira do Minho”, como afirmou Filipe de Oliveira durante a cerimónia que abriu a AgroVieira 2026.

A AgroVieira 2026 “pretende simultaneamente reforçar a ligação entre o mundo rural e o turismo, dois dos principais motores económicos do concelho, promovendo junto dos visitantes a autenticidade do território, os seus produtos, tradições e identidade cultural”, ainda segundo o jovem autarca vieirense, no recinto natural, entre as Avenidas João da Torre e Doutor Almeno Leite.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

“Com um programa diversificado e representativo do território, a AgroVieira 2026 quer afirmar-se como um certame de valorização do mundo rural, das tradições locais e da identidade agropecuária que distingue Vieira do Minho, reunindo produtores, criadores, agentes económicos, estabelecimentos de ensino e toda a comunidade em torno de um evento dedicado ao conhecimento, à inovação e à sustentabilidade”, referiu igualmente o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho.

A AgroVieira 2026 decorre ao longo de todo o fim de semana no Parque dos Moinhos, convidando a população e visitantes a descobrir os sabores, saberes e tradições que marcam a identidade de Vieira do Minho, segundo acrescentou também o autarca.

Ao longo deste sábado, até à noite, os visitantes poderão conhecer a Feira de Produtos Locais e a Quinta Pedagógica, além de assistir a diversas demonstrações ligadas ao setor agrícola e pecuário, mantendo-se com um programa recheado, até domingo.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 arrancou oficialmente este sábado, às 09h30, no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho, dando início a um fim de semana inteiramente dedicado à agricultura, à pecuária, aos produtos locais e às tradições rurais do concelho, com a animação igualmente a cargo do Grupo Rufeiros de Pena Má, da freguesia de Salamonde, do concelho de Vieira do Minho.

A sessão de abertura marcou o início de um certame que tem como objetivo valorizar o mundo rural, promover os produtores locais e proporcionar ao público experiências de convívio, aprendizagem e animação para todas as idades, segundo foi referido.

Entre os destaques estão a demonstração de fermentação selvagem para queijo vegan e a tosquia de ovelhas, incluindo o programa inclui ainda um passeio equestre, uma degustação de produtos regionais e uma palestra sobre “O Futuro da Política Agrícola Comum (PAC) e os desafios e oportunidades para a região”, entre diversas outras iniciativas e os encontros informais.

A animação musical e cultural será contínua, havendo um debate com agricultores locais, a Horta dos Pequenos Agricultores e com o concurso de doce “Feijão d’Ouro (o célebre feijão amarelo), ficando as atuações musicais a cargo do Rancho Folclórico e Recreativo de Pandozes (Parada de Bouro, em Vieira do Minho), dos grupos Jotatê e Mário Costa e do DJ Pedro Gonçalves.

No domingo, o evento prossegue com especial destaque para a valorização da Raça Garrana, através de uma mesa-redonda dedicada ao tema, provas de atrelagem, apresentações da raça, passeios a cavalo em família e ainda outras atividades equestres.

O programa inclui ainda a tradicional Chega de Bois, uma corrida de cavalos a passo travado e a atuação musical de Hélder Baptista, motard da concertina, fazendo apelo às tradições musicais da região, bem como aos valores e costumes agropecuários.

Um dos espaços mais procurados e de destaque será a Quinta Pedagógica, onde crianças e adultos poderão contactar de perto com diversas espécies animais e conhecer melhor a realidade agrícola e pecuária do concelho de Vieira do Minho e da região.

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Incêndio no forno dos frangos assusta no Pingo Doce em Braga

5 June 2026 at 12:01

Um foco de incêndio no forno dos frangos da loja do Pingo Doce de Santa Tecla, em Braga, levou à pronta intervenção do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga, que extinguiu logo a fonte do fogo, para tranquilidade de clientes e funcionários.

A ocorrência verificou-se a meio da manhã desta sexta-feira, na Rua Francisco Duarte, uma das zonas mais movimentadas da cidade, tendo comparecido diversos operacionais com um veículo de combate a incêndios urbanos.

Agentes da 2.ª Esquadra do Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública foram ao local e registaram o sinistro, que causou alguma preocupação na zona em geral  no estabelecimento em particular, mas foi tudo logo rapidamente resolvido.

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António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura

4 June 2026 at 19:10

O Presidente da República, António José Seguro, visitou a cidade de Braga esta tarde e até comeu uma fartura, aproveitando a sua deslocação para a capital minhota, onde presidiu à sessão de abertura da 15.ª edição do Congresso Nacional das Misericórdias.

António José Seguro, descontraído, visitou as barracas das festividades sanjoaninas, nas imediações do Fórum Braga, em pleno Parque de São João da Ponte, tendo desejado felicidades aos comerciantes.

António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura
Foto: Paulo Seabrete
António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura
Foto: Paulo Seabrete
António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura
Foto: Paulo Seabrete
António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura
Foto: Paulo Seabrete
António José Seguro esteve em Braga e até comeu uma fartura
Foto: Paulo Seabrete

Foi muito saudado por todos, alguns dos quais fazendo questão de se fotografarem com o Presidente da República, para mais tarde recordar, como se dizia no reclame Kodak.

Vídeo: Paulo Seabrete
Vídeo: Paulo Seabrete
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Depois de alguns minutos a conviver com o povo bracarense, o Presidente da República seguiu já para Lisboa, acompanhado da sua comitiva e sempre escoltado pelo Corpo de Segurança Pessoal, da Polícia de Segurança Pública.

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Dois feridos após aparatoso capotamento em Terras de Bouro

4 June 2026 at 18:00

Duas pessoas ficaram feridas, esta quinta-feira, na sequência de um aparatoso despiste, seguido de capotamento, na Estrada Nacional 205-5, na freguesia de Rio Caldo, Terras de Bouro, à passagem entre as localidades de Pedreirinha e do Beiral.

O automobilista seguia no sentido de Valdosende para Rio Caldo, a meio da tarde, quando inesperadamente perdeu o controlo do veículo ligeiro. Sofreu ferimentos ligeiros, assim como um dos ocupantes que seguia no automóvel.

A Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa socorreu ambos os sinistrados, ainda no local da própria ocorrência, tendo-os conduzido ao Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga.

O caso foi registado pelo Posto da GNR do Gerês.

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Homens que assaltaram com navalha em Famalicão saem em liberdade

3 June 2026 at 19:55

Os dois assaltantes à armada de Famalicão detidos pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga foram esta quarta-feira libertados, com as medidas de coação de apresentações periódicas trissemanais, nos postos das autoridades policiais das suas áreas de residência.

Os dois suspeitos estão proibidos ainda de contactar as vítimas e as testemunhas dos dois assaltos à mão armada, em Famalicão, pelos quais se encontram indiciados, segundo determinou, esta tarde, a juíza de instrução criminal da Comarca de Guimarães.

Ambos foram detidos pela PJ, pela alegada autoria de dois assaltos à mão armada, cometidos ao início da manhã de 12 de março de 2026, nos dois casos com a ameaça de navalhas contra três vítimas, em Vila Nova de Famalicão.

Como O MINHO noticiou, os assaltos terão sido cometidos no espaço de cerca de uma hora, com os assaltantes a aproveitarem o facto das vítimas estarem dentro dos automóveis, em ambas as situações, quando foram assaltadas pelos dois suspeitos, sempre sob a ameaça de navalhas.

O primeiro assalto verificou-se cerca das 07:00, quando a vítima se preparava para ir trabalhar, após ter deixado a filha num infantário, em Vila Nova de Famalicão, sendo obrigado a levantar 20 euros, único dinheiro que tinha no multibanco.

Entretanto, uma hora depois, os dois assaltantes, sequestraram dois jovens, obrigando-os a andar consigo num automóvel, após o que lhes roubaram as únicas moedas que tinham nessa ocasião, colocando-se de imediato em fuga, ambos para parte incerta.

Estão indiciados pela suposta autoria de três crimes de roubos e de sequestros, no concelho de Vila Nova de Famalicão, ambos os suspeitos, encontrando-se os dois conotados com o submundo da droga, tendo algumas referências policiais por tais ilícitos.

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Famalicão: Pai deixa filha no infantário e é assaltado com ameaça de navalha

2 June 2026 at 17:44

Dois suspeitos foram detidos ontem, pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, pela alegada autoria de dois assaltos à mão armada, perpetrados ao início da manhã de 12 de março de 2026, ambos com a ameaça de navalhas contra três vítimas, em Vila Nova de Famalicão.

Os assaltos terão sido cometidos no espaço de cerca de uma hora, com os assaltantes a aproveitarem o facto das vítimas estarem dentro dos automóveis, em ambas as situações, quando foram assaltadas pelos dois suspeitos, sempre sob a ameaça de navalhas.

O primeiro assalto verificou-se cerca das 07:00 quando a vítima se preparava para ir trabalhar, após ter deixado a filha num infantário, em Vila Nova de Famalicão, sendo obrigado a levantar 20 euros, único dinheiro que tinha no multibanco.

Entretanto, uma hora depois, os dois assaltantes, sequestraram dois jovens, obrigando-os a andar consigo num automóvel, após o que lhes roubaram as únicas moedas que tinham nessa ocasião, colocando-se de imediato em fuga, ambos para parte incerta.

Os dois suspeitos serão presentes pela PJ de Braga na manhã de quarta-feira, à juíza de instrução criminal, no Palácio da Justiça de Guimarães, a fim de serem submetidos a primeiro interrogatório judicial, para a aplicação das respetivas medidas de coação.

Indiciados pela suposta autoria de três crimes de roubos e de sequestros, cometidos no concelho de Vila Nova de Famalicão, ambos os suspeitos encontram-se já conotados com o submundo da droga, tendo algumas referências policiais por tais ilícitos.

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