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O espaço deixou de ser ficção científica

12 June 2026 at 07:50

Elon Musk e Jeff Bezos acreditam que a próxima grande fonte de prosperidade poderá estar acima das nossas cabeças. A cerca de 400 quilómetros da superfície terrestre começa a desenhar-se uma nova fronteira económica, onde poderão nascer fábricas orbitais, centrais solares espaciais e indústrias capazes de produzir materiais impossíveis de fabricar no nosso planeta. O espaço oferece condições únicas. Empresas farmacêuticas já recorreram à Estação Espacial Internacional para realizar experiências de cristalização de proteínas, enquanto algumas ligas metálicas apenas podem ser fabricadas em ambientes de microgravidade. Ao mesmo tempo, painéis solares instalados em órbita têm a capacidade de gerar energia de forma praticamente ininterrupta, sem depender das condições meteorológicas ou da sucessão entre o dia e a noite.
A concretização desta visão depende de um fator decisivo: a redução contínua dos custos de acesso ao espaço. A SpaceX, fundada em 2002, conquistou uma posição dominante no setor dos lançamentos espaciais graças ao sucesso dos seus foguetões Falcon 9. A empresa realiza mais lançamentos do que todos os seus principais concorrentes, nos Estados Unidos e no resto do mundo, acumulando uma vantagem tecnológica difícil de igualar.
A estratégia da Blue Origin, fundada por Bezos em 2000, tem sido bastante diferente. Enquanto a SpaceX adotou uma filosofia de desenvolvimento baseada em testes frequentes, falhas e aperfeiçoamentos sucessivos, a Blue Origin privilegiou um modelo mais cauteloso, apostando em longos ciclos de desenvolvimento para garantir que os seus sistemas funcionassem de forma fiável desde os primeiros voos.
A retalhista anunciou recentemente a aquisição da operadora norte-americana de satélites Globalstar por 11,6 mil milhões de dólares (9,82 mil milhões de euros), numa operação que lhe permitirá reforçar a sua infraestrutura espacial e aceder a frequências de rádio estratégicas. O objetivo é acelerar o desenvolvimento dos seus serviços de conectividade global e reduzir a distância que a separa da Starlink.
À semelhança da subsidiária da SpaceX, a Amazon aposta numa rede de satélites de órbita baixa capaz de fornecer serviços de comunicação em zonas sem cobertura móvel tradicional. Os utilizadores poderão fazer chamadas, enviar mensagens e aceder à internet através de ligações diretas por satélite. O projeto ainda está numa fase inicial. Apesar de ter começado os primeiros lançamentos de teste em 2023, a empresa conta atualmente com cerca de 200 satélites em órbita, muito longe da meta de 3.200 unidades prevista para a sua constelação.
Para Chris Quilty, analista do setor espacial citado pela “Forbes”, o que está em causa é muito mais do que uma simples expansão das telecomunicações. “O que estamos a assistir é à preparação para uma batalha de titãs entre a SpaceX e a Amazon”, afirma. Segundo o especialista, a SpaceX também estava interessada em adquirir o mesmo espectro de frequências controlado pela Globalstar, o que ajuda a explicar o elevado valor pago pela Amazon.
A NASA anunciou esta semana que irá realizar uma série de testes cruciais na órbita da Terra em 2027 para preparar o regresso da humanidade à superfície lunar em 2028. O principal objetivo da missão Artemis III será testar os procedimentos críticos de acoplagem com os gigantescos módulos de aterragem comercial em desenvolvimento: o Starship, da SpaceX, e o Blue Moon Mark 2, da Blue Origin. “Hoje damos mais um passo ousado no regresso da humanidade à Lua, aproveitando os alicerces extraordinários lançados pelos astronautas da Artemis II”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman.

Negócios
Estados e privados estão juntos numa disputa tecnológica pelo espaço sideral. A procura por dados e comunicações incentiva um negócio que tem os mais ricos do mundo entre os atores principais. Entendida de forma alargada, a economia do espaço impacta uma série de setores limítrofes, além do aeroespacial e da defesa, como as tecnologias de informação – tanto hardware como software – e das telecomunicações. Aliás, a grande fatia deste mercado respeita à utilização das comunicações por satélite, especialmente através da televisão, que representa cerca de um quarto do total do negócio.
O negócio está em franco crescimento, com as oportunidades mais significativas de curto e médio prazo a surgirem no acesso à Internet de banda larga via satélite, segundo o Morgan Stanley. O banco norte-americano prevê que a economia do espaço mais do que duplique nos próximos 20 anos, ultrapassando a fasquia do trilião de dólares (cerca de 860 mil milhões de euros). Antecipa, também, que o peso das comunicações aumente até representar 50% do negócio, num cenário central, ou até 70%, no cenário mais otimista. Isto, porque se espera que a procura por dados vai crescer e, ao mesmo tempo, o lançamento de satélites que oferecem serviço de Internet de banda larga ajudará a reduzir o custo desses mesmos dados.
O custo de lançamento de um satélite caiu para cerca de um terço, devido à tecnologia dos foguetes reutilizáveis, custando, agora, cerca de 60 milhões de dólares (cerca de 52 milhões de euros), mas pode diminuir, potencialmente, para cinco milhões de dólares (cerca de 4,3 milhões de euros), refere a instituição financeira.

A rivalidade chinesa
Em 2014, a China abriu o setor espacial ao investimento privado para rivalizar com a SpaceX e, cinco anos depois, as startups chinesas receberam financiamento de 300 milhões de euros. Em 2021, o governo chinês lançou a SatNet uma empresa esta tal que espera agilizar o processo de lançamento de satélites e formar uma rede de banda larga (com os 6.370 satélites ativos em órbita baixa, Musk controla 75% de todos os satélites ativos no espaço). A SpaceX opera num mercado global, em 50 países, e prepara-se para expandir a atividade nos continentes africano e asiático.
Responsáveis da empresa têm viajado ao redor do mundo para pedir permissão aos reguladores nacionais para vender ligações de internet de alta velocidade. A cooperação no espaço é uma parte fundamental da estratégia chinesa, tendo assinado 149 acordos, com 46 agências espaciais nacionais. E já forneceu a alguns países um sistema global de navegação por satélite que rivaliza com o GPS.
Aliás, 70% das infraestruturas de rede 4G em África foram construídas pela Huawei. Em dezembro do ano passado, a China lançou mais um lote de satélites de internet em órbita terrestre baixa para rivalizar com a SpaceX. No entanto, ainda está atrasada no que diz respeito ao domínio da tecnologia de foguetões reutilizáveis. Nas últimas décadas, a China investiu milhares de milhões de euros no seu programa espacial para recuperar o atraso em relação aos Estados Unidos e à Rússia. O país asiático espera enviar um astronauta à Lua antes de 2030 e construir uma base internacional em 2035.
Apesar da ambição chinesa, a liderança da nova economia espacial continua, para já, nas mãos de empresas privadas norte-americanas.

KFC vai investir 100 milhões e prevê abrir 120 restaurantes em Portugal e Espanha

9 June 2026 at 12:15

A KFC, cadeia de restauração especializada em frango frito, projeta um crescimento significativo da sua rede de estabelecimentos no mercado ibérico nos próximos três anos. A marca, que acaba de atingir os 300 restaurantes em Espanha e conta com 80 em Portugal, prevê alcançar um total de 500 entre os dois países até 2029, o que implicará a abertura de pelo menos 120 novos espaços durante esse período, segundo explicaram os responsáveis da filial espanhola ao jornal Cinco Dias.

Este plano exigirá um investimento de, pelo menos, 100 milhões de euros. A KFC Iberia, filial da Yum Brands!, é proprietária da marca KFC, que posteriormente é desenvolvida através de franchisados. Os principais operadores são os grupos AmRest e Ibersol, entre outros, que deverão assumir a maior parte desse investimento.

“Somos atualmente o terceiro maior operador de restauração rápida em Espanha e duplicámos a faturação nos últimos quatro anos, num contexto económico competitivo e complexo”, afirmou João Almeida, responsável pelo mercado ibérico da KFC. Segundo o responsável, o conjunto de restaurantes que operam sob a marca atingiu um volume de negócios de 500 milhões de euros entre os dois países. Com as 120 inaugurações previstas, a empresa espera aproximar-se dos 700 milhões de euros em 2029.

As novas aberturas deverão concentrar-se sobretudo nas grandes cidades, tendo Madrid, Barcelona, Bilbao e Valência como principais objetivos. A cadeia está também a adaptar a sua oferta, alargando o menu para além do frango frito, incluindo produtos como arroz. Além disso, procura responder à crescente concorrência dos supermercados enquanto opção alimentar frequente e de baixo custo.

“A realidade existe e tem impacto. Cadeias como o Mercadona oferecem alternativas a preços reduzidos. O efeito na frequência de consumo é evidente e natural. Um operador de restauração rápida deve apresentar preços competitivos todos os dias, e talvez isto nos obrigue a estar mais atentos para manter essa proposta de valor”, referiu Kerman Romeo, diretor de marketing da KFC Iberia.

Procura de superpetroleiros atinge máximos históricos

9 June 2026 at 12:08

A indústria marítima está a viver uma verdadeira febre do petróleo. Segundo a agência Bloomberg, os armadores de todo o mundo já encomendaram um número recorde de superpetroleiros, ultrapassando até o máximo registado durante o boom de 2008, pouco antes de o mercado ficar saturado de navios e as tarifas de transporte entrarem em colapso.

Atualmente, existem 262 superpetroleiros em construção em estaleiros de todo o mundo, de acordo com dados da Clarkson Research Services, um número suficiente para transportar, por si só, todas as exportações de petróleo bruto dos Estados Unidos.

Este crescimento é impulsionado pelo extraordinário rali do transporte marítimo provocado pela guerra com o Irão e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, fatores que fizeram disparar as tarifas para várias centenas de milhares de dólares por dia em determinados momentos. O valor bolsista das grandes companhias de transporte marítimo de petróleo também disparou, ultrapassando já os 60 mil milhões de dólares, praticamente o dobro do registado no início do ano.

No entanto, por detrás da euforia começam também a surgir sinais de alerta. A Bloomberg explica que muitos executivos do setor receiam que a indústria esteja a lançar as bases para um futuro excesso de capacidade.

George Economou, multimilionário armador grego e fundador da TMS Group, reconheceu durante a feira Posidonia, realizada em Atenas, que o contexto atual é “temporariamente melhor” do que o vivido entre 2004 e 2008, embora tenha advertido que “se isto continuar, acabará por ser mau para os petroleiros”. George Youroukos, presidente da Global Ship Lease, resumiu o principal perigo: “O maior risco que o transporte marítimo enfrenta neste momento são os armadores ricos.”

AirHelp: Humberto Delgado é o pior aeroporto português

9 June 2026 at 10:45

A AirHelp, empresa líder mundial em tecnologia de compensação de passageiros aéreos, apresentou hoje os resultados do AirHelp Score Aeroportos 2026. Esta edição avalia 279 aeroportos de 76 países – o maior número de sempre – analisando o desempenho dos aeroportos entre 01 de maio de 2025 e 30 de abril de 2026. Em Portugal, o Aeroporto de Faro mantém a liderança nacional, enquanto o Aeroporto do Porto sobe para segundo lugar, ultrapassando o da Madeira. O Aeroporto de Lisboa Humberto Delgado continua a registar o pior desempenho entre os aeroportos portugueses, estando muito perto do final do ranking mundial.

O Aeroporto de Faro (posição 125 mundial) é novamente o melhor aeroporto português, com uma pontuação global de 7,61: 7,90 na pontualidade; 7,60 na experiência do passageiro e 6,90 nas instalações e conforto. Apesar de uma ligeira descida face à posição 118 em 2025, Faro mantém-se consistentemente no topo nacional, beneficiando do seu menor volume de tráfego que contribui para melhores índices de pontualidade.

Em segundo lugar surge o Aeroporto do Porto (posição 192 mundial), com uma pontuação de 7,41. Face a 2025, o Porto sobe da posição 205 para 192, registando uma melhoria assinalável, sobretudo na pontuação de experiência do passageiro (8,20). Esta evolução positiva contrasta com a queda verificada no ano anterior e posiciona o Porto como um aeroporto em recuperação e com desempenho crescente.

O Aeroporto da Madeira (posição 262 mundial) desce para terceiro lugar, com uma pontuação de 6,96, uma queda de 61 posições face a 2025 (posição 201). A descida reflete uma menor pontuação em instalações e conforto (5,70), que pode indicar uma perceção menos positiva dos passageiros sobre as comodidades oferecidas por este espaço.

O Aeroporto de Lisboa Humberto Delgado (posição 274 mundial) permanece como o pior aeroporto português com uma pontuação de 6,59, ao continuar muito perto do final do ranking global, com uma pontualidade de apenas 6,30. O elevado volume de tráfego (cerca de 225.000 voos anuais) continua a pressionar o desempenho operacional.

Banco Central Europeu deverá aumentar taxas de juro

9 June 2026 at 10:16

Michael Krautzberger, diretor de Investimento Global de Mercados Públicos, Allianz GI, antecipou, numa nota de análise, que o BCE deve subir a taxa de juro diretora em 25 pontos-base, para os 2,25%, em linha com as orientações que tem dado desde março.

“A restrição monetária continua a justificar-se: uma sucessão de choques na oferta mantém a inflação acima do objetivo, e o BCE está empenhado em evitar a repetição do cenário pós-Covid, em que o atraso na adoção de medidas acabou por exigir aumentos de juros mais agressivos”, explicou.

O analista sinalizou ainda que é provável que a presidente do BCE, Christine Lagarde, mantenha a porta aberta a subidas adicionais, com um aumento final de 25 pontos-base em setembro, enquanto em julho a possibilidade de uma subida dependa de uma deterioração adicional significativa das perspetivas de inflação.

Para Martin Wolburg, o aumento da taxa de juro em junho “serviria principalmente para preservar a credibilidade anti-inflacionista do BCE e ajudar a ancorar as expectativas”.

Ainda assim, com as esperanças de um acordo de paz no conflito com o Irão a dissiparem-se novamente e os riscos de estagflação a manterem-se elevados, “é provável que a presidente Lagarde queira manter a porta aberta para um maior aperto monetário, se necessário”, notou.

BPF lança 100 milhões nas primeiras Basket Bonds com garantia pública em Portugal

9 June 2026 at 09:38

O Banco Português de Fomento (BPF) anuncia o lançamento das primeiras emissões de Basket Bonds com garantia pública em Portugal, um instrumento financeiro inovador que permitirá às Pequenas e Médias Empresas (PME) aceder ao mercado de capitais, de forma mais simples, eficiente e com maior capacidade de financiamento.  Num primeiro momento, serão lançados 100 milhões de euros, divididos em dois produtos de 50 milhões de euros cada: um para PME de diversos setores da economia, com rating de risco de 1 a 4; outro para empresas do setor do Turismo, de diferentes dimensões, com rating de risco de 1 a 6, numa parceria com o Turismo de Portugal.

“Este é um passo estrutural para o financiamento das Empresas Portuguesas, em particular PME. Pela primeira vez, estamos a criar em Portugal um mecanismo de acesso ao mercado de capitais, suportado por garantia pública, permitindo diversificar fontes de financiamento, reduzir a dependência do crédito bancário e aproximar diversos investidores e Empresas”, explica Luís Guimarães, CCO do Banco Português de Fomento.”

Carlos Abade, Presidente do Turismo de Portugal, considera que “É com entusiasmo que o Turismo de Portugal tem trabalhado em conjunto com o BPF para o lançamento desta importante iniciativa. As basket bonds são um importante mecanismo de financiamento, não só porque se traduzem num instrumento de financiamento alternativo para as empresas, mas também porque permitem alargar o âmbito dos investidores no turismo, num contexto de um modelo de desenvolvimento do setor que, focado na criação de valor, exige continuamente mais investimento por parte das empresas do turismo”.

As primeiras emissões estão previstas até julho deste ano, numa parceria com a Flexdeal, a primeira e única Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia (SIMFE) em Portugal, e a plataforma de financiamento colaborativo Raize. Este modelo representa uma nova porta de financiamento e uma alternativa complementar ao crédito bancário, permitindo às PME financiarem o seu crescimento através da emissão de obrigações no mercado, com o apoio de uma garantia do BPF. Permite, por outro lado, alargar a base de investidores que beneficiam de garantia pública.

Esta iniciativa permite aproximar empresas e investidores, através de um modelo inovador que torna o acesso ao mercado de capitais mais simples e eficiente para as PME. Ao aumentar a escala das emissões e a atratividade para os investidores, estamos a contribuir para o desenvolvimento do financiamento alternativo e do mercado de capitais em Portugal”, afirma Alberto Amaral, CEO da Flexdeal e da Raize.

As PME passam a poder emitir obrigações individuais que são, posteriormente, agregadas (“basket”) e colocadas junto de investidores, através de um marketplace de operadores especializados. Este modelo reduz a complexidade e os custos de acesso ao mercado de capitais, tornando-o mais acessível a Empresas de menor dimensão.

Nvidia lança “superchip” para portáteis

9 June 2026 at 07:00

Nos últimos anos, as apresentações de Jensen Huang, CEO da Nvidia, obedeciam a um guião previsível: revelar semicondutores, software e sistemas cada vez mais avançados para alimentar aplicações de inteligência artificial em centros de dados. No início deste mês, Huang aproveitou a Computex, uma feira anual da indústria tecnológica realizada em Taiwan, para apresentar uma nova frente de expansão.

Apresentou o RTX Spark, um chip para computadores pessoais (PCs) que será lançado ainda este ano, desenvolvido em colaboração com a Microsoft. A Nvidia está a desafiar a Intel e a AMD, os fabricantes de chips que dominam este segmento, apostando que a próxima fase da IA não se desenrolará apenas nos centros de dados, mas também nos dispositivos de ponta (“edge devices”).

Nos últimos anos, os PCs têm sido um dos setores menos dinâmicos da tecnologia. O Evercore, banco de investimento, estima que, na última década, as vendas unitárias de chips para computadores de secretária caíram 4% ao ano, enquanto as destinadas a portáteis permaneceram praticamente estáveis. O que está a renovar o interesse é o surgimento da IA “agêntica” (“agentic AI”), um software capaz de realizar tarefas complexas de forma autónoma.

A Nvidia argumenta que isso exigirá um novo tipo de máquina. Os PCs dependem de unidades centrais de processamento (CPUs), chips de uso geral que executam tarefas que vão desde o processamento de texto até à navegação na internet. As CPUs podem coordenar o trabalho dos agentes de IA, mas os modelos em que esses agentes se apoiam necessitam de outro tipo de chip: as unidades de processamento gráfico (GPUs), um mercado amplamente dominado pela Nvidia. Com o RTX Spark, a empresa combina os dois tipos de processadores num “superchip”. Segundo Huang, o resultado é a reinvenção do PC pela primeira vez em 40 anos, substituindo o modelo tradicional — em que os seres humanos faziam a maior parte dos cliques e da escrita — por outro em que agentes de IA executam grande parte do trabalho.

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