Normal view

Nvidia lança “superchip” para portáteis

9 June 2026 at 07:00

Nos últimos anos, as apresentações de Jensen Huang, CEO da Nvidia, obedeciam a um guião previsível: revelar semicondutores, software e sistemas cada vez mais avançados para alimentar aplicações de inteligência artificial em centros de dados. No início deste mês, Huang aproveitou a Computex, uma feira anual da indústria tecnológica realizada em Taiwan, para apresentar uma nova frente de expansão.

Apresentou o RTX Spark, um chip para computadores pessoais (PCs) que será lançado ainda este ano, desenvolvido em colaboração com a Microsoft. A Nvidia está a desafiar a Intel e a AMD, os fabricantes de chips que dominam este segmento, apostando que a próxima fase da IA não se desenrolará apenas nos centros de dados, mas também nos dispositivos de ponta (“edge devices”).

Nos últimos anos, os PCs têm sido um dos setores menos dinâmicos da tecnologia. O Evercore, banco de investimento, estima que, na última década, as vendas unitárias de chips para computadores de secretária caíram 4% ao ano, enquanto as destinadas a portáteis permaneceram praticamente estáveis. O que está a renovar o interesse é o surgimento da IA “agêntica” (“agentic AI”), um software capaz de realizar tarefas complexas de forma autónoma.

A Nvidia argumenta que isso exigirá um novo tipo de máquina. Os PCs dependem de unidades centrais de processamento (CPUs), chips de uso geral que executam tarefas que vão desde o processamento de texto até à navegação na internet. As CPUs podem coordenar o trabalho dos agentes de IA, mas os modelos em que esses agentes se apoiam necessitam de outro tipo de chip: as unidades de processamento gráfico (GPUs), um mercado amplamente dominado pela Nvidia. Com o RTX Spark, a empresa combina os dois tipos de processadores num “superchip”. Segundo Huang, o resultado é a reinvenção do PC pela primeira vez em 40 anos, substituindo o modelo tradicional — em que os seres humanos faziam a maior parte dos cliques e da escrita — por outro em que agentes de IA executam grande parte do trabalho.

Nvidia reforça contactos na Coreia do Sul em plena procura por chips de memória

5 June 2026 at 09:45

O presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, deixou hoje Taiwan após uma visita de duas semanas e seguiu para a Coreia do Sul para se reunir com parceiros da empresa, numa altura de forte procura por ‘chips’ de memória.

“Temos fornecedores e parceiros lá e, nesta viagem, a caminho de casa, vamos agradecer a todos pelo trabalho árduo e preparar-nos para a segunda metade do ano e para o próximo, que será muito maior do que este”, afirmou Huang aos jornalistas no aeroporto de Songshan, em Taipé.

Em declarações transmitidas pelas televisões locais, o empresário reconheceu que a capacidade de produção permanece “apertada” em toda a cadeia de abastecimento, devido à forte procura gerada pelas aplicações de IA e computação de alto desempenho.

“A Nvidia também é compradora direta de memória. Os nossos sistemas integram memória, por isso somos um dos maiores compradores, e temos parceiros muito importantes e excelentes na Coreia”, acrescentou.

Huang permaneceu duas semanas em Taiwan para participar na cerimónia de lançamento da nova sede da Nvidia em Taipé e na Computex, uma das mais importantes feiras tecnológicas do mundo.

Na segunda-feira, o responsável promoveu ainda um jantar na capital taiwanesa com representantes de alguns dos principais parceiros sul-coreanos da empresa, incluindo a SK Hynix, a Samsung Electronics, a LG e a Naver.

A deslocação à Coreia do Sul ocorre num contexto de crescente competição pelo fornecimento dos componentes essenciais ao desenvolvimento da inteligência artificial, em particular a memória de alta largura de banda (HBM), um segmento dominado pela SK Hynix, Samsung e pela Micron Technology.

Impulsionadas pela procura ligada à IA, as ações da SK Hynix e da Samsung valorizaram-se 211,96% e 158,95%, respetivamente, na bolsa de Seul desde o início de 2026.

TSMC alerta que vai demorar tempo até conseguir dar resposta à procura por chips

4 June 2026 at 12:42

O CEO da TSMC, C.C. Wei, alertou, esta quinta-feira na assembleia anual de acionistas, que vai demorar tempo até que a empresa consiga dar resposta à procura que existe atualmente por chips.

“Levará muito tempo até que possamos satisfazer a procura dos clientes”, disse C.C. Wei, que lidera a maior fabricante de chips do mundo.

C.C. Wei salientou que a empresa não vai conseguir satisfazer a procura, que tem sido liderada pelo mercado norte-americano, mesmo que a empresa aumente a sua capacidade de produção nos Estados Unidos, referiu o CEO da TSMC, em declarações transcritas pela Bloomberg. O objetivo da organização passará por garantir a estabilidade dos negócios e por evitar aumentos abruptos de preço, como já aconteceu em setores como o da memória.

C.C Wei adiantou que a TSMC espera que as vendas aumentem mais de 30% este ano.

A empresa registou lucros de 572,48 mil milhões de dólares taiwaneses (15,4 mil milhões de euros) no primeiro trimestre, uma subida homóloga de 58,3%. Face ao trimestre anterior (outubro-dezembro de 2025), o lucro líquido aumentou 13,2%. A faturação cresceu 35,1% em termos homólogos entre janeiro e março, para 1,13 biliões de dólares taiwaneses (30,70 mil milhões de euros), acima das previsões internas da empresa. Os ‘chips’ mais avançados, produzidos com tecnologia de três nanómetros, representaram 25% das receitas, enquanto os de cinco e sete nanómetros contribuíram com 36% e 13%, respetivamente. A margem líquida atingiu 50,5% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 48,3% registados no trimestre anterior.

Esta procura por semicondutores produzidos pela empresa tem tido expressão na sua performance em bolsa. Desde o início do ano já valorizou 50% e nos últimos 12 meses soma uma subida de 140%.

❌