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CPEX Embriões abre laboratório em SP e segue para o MS

13 June 2026 at 14:21

Além de ser o maior produtor e exportador de carne no mundo, o Brasil se consolidou como uma superpotência biotecnológica no campo.

A produção e comercialização de embriões bovinos por Fertilização In Vitro, chamada de FIV, é uma técnica que encurta gerações e redesenha, em laboratório, os ganhos produtivos do rebanho que dará origem à carne consumida nos mercados mais exigentes do planeta.

De acordo com dados da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) o Brasil responde hoje por mais de um terço de toda a produção global de embriões in vitro, consolidando-se como líder também nessa área.

Fundada em 2021, a CPEX Embriões é uma empresa brasileira especializada em projetos de multiplicação genética em larga escala. Em maio a empresa inaugurou na cidade de Mogi Mirim (SP) um laboratório de biotecnologia com objetivo de ampliar os controles de todo o processo da produção in vitro de embriões. Investimento que chega em um momento de expansão do mercado de embriões no país.

Matheus Oliveira, sócio e fundador da CPEX, explica que o volume de embriões produzidos no Brasil com a “Fertilização In Vitro” dobrou nos últimos 10 anos.

“A FIV, que inicialmente ganhou escala dentro dos projetos de genética de elite, passou a fazer parte também da rotina de propriedades focadas alta produtividade com eficiência. O novo laboratório foi projetado para esse novo momento do mercado, ressalta Matheus.  A projeção de faturamento da CPEX Embriões é de R$ 40 milhões em 2026 e R$ 50 milhões em 2027.

O método tradicional de reprodução bovina limita o ganho genético, no ciclo natural de uma fêmea, gera apenas um bezerro por ano.  Com o avanço da Aspiração Folicular (OPU) combinada com a FIV, uma única vaca, chama da de matriz, pode produzir centenas de descendentes em poucos meses. Vacas receptoras, chamadas de “barrigas de aluguel”, recebem esses embriões e dão à luz a um bezerro de melhor qualidade genética.

O avanço no uso FIV, com a tecnologia de transferência direta dos embriões (Direct Transfer ou DT), permite que pequenos e médios pecuaristas tenham acesso a materiais congelados e elevem o nível genético e produtivo de seus rebanhos.  O impacto do uso da tecnologia é imediato. Características que levariam várias gerações para se fixarem, no cruzamento convencional, são consolidadas em apenas uma geração de embriões.

No campo esses ganhos são vistos na terminação, o tempo entre o nascimento e o abate, que vem caindo gradualmente encurtando o ciclo produtivo da pecuária de corte nacional.

A nova estrutura em Mogi Mirim faz parte de um plano de integrar biotecnologias no desenvolvimento da atividade pecuária, mais sustentável do ponto de vista produtivo e financeiro.

Há também a expansão para regiões estratégicas do país, buscando maior proximidade logística com pecuaristas. O próximo laboratório da CPEX será instalado em Campo Grande (MS) e a perspectiva é começar a operar ainda em 2026.

Com capacidade para produzir até 30 mil embriões mensais, o laboratório de Mogi Mirim foi projetado com protocolos de biossegurança semelhantes aos adotados em ambientes de pesquisa de alta complexidade. As salas operam com pressão positiva e renovação de ar com mais de 99% de pureza, impedindo qualquer contato do ar externo com o ambiente interno, garantindo um diferencial estratégico para maior eficiência na produção de embriões, explica Matheus.

Com mais de 2 milhões de oócitos coletados em 5 anos, a CPEX já produziu mais de 410 mil embriões, além de 180 mil embriões transferidos e diagnosticados. A taxa média de concepção, incluindo embriões a fresco e congelados, é de quase 50% atualmente. Esses números colocam a empresa entre as principais referências do setor.

JBS encerra operações em duas fábricas nos Estados Unidos

12 June 2026 at 22:43

A JBS informou nesta sexta-feira (12) o fechamento de duas unidades nos Estados Unidos em meio ao cenário de redução da oferta de gado no país. As operações foram encerradas em uma planta de processamento de carne bovina na Pensilvânia e em uma fábrica de produtos de maior valor agregado localizada em Memphis, no estado do Tennessee.

Em nota, o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, afirmou que a decisão foi difícil devido aos impactos sobre os funcionários e as comunidades locais. Segundo ele, a empresa está concentrada em oferecer apoio aos colaboradores afetados, com transparência, respeito e oportunidades de realocação em outras unidades da companhia.

A JBS USA ressaltou que as medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla voltada para crescimento, modernização e competitividade de longo prazo nos Estados Unidos.

Ao longo do último ano, a empresa realizou investimentos significativos em novas instalações e melhorias em diversas operações no país, incluindo grandes expansões nos estados do Texas, Geórgia e Iowa. Os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade de produção de alimentos preparados e produtos de maior valor agregado, modernizar as operações e reforçar a capacidade da companhia de atender seus clientes nos próximos anos.

“A JBS USA está investindo fortemente nos Estados Unidos e no futuro da produção de alimentos”, disse Batista Filho. “Ao mesmo tempo, precisamos garantir que nossas operações sejam eficientes, modernas e competitivas. Ao investir onde estamos crescendo e realizar ajustes difíceis onde são necessários, estamos construindo uma empresa mais forte e resiliente.”

No início deste ano, a JBS USA integrou seus negócios de carne bovina e de produtos embalados prontos para o varejo em uma plataforma mais unificada, com o objetivo de aumentar a eficiência, melhorar a produtividade e ampliar a capacidade de produção de itens de maior valor agregado.
Por meio de comunicado, a JBS informou que a produção das unidades que serão desativadas será absorvida por outras plantas de sua rede nos Estados Unidos, de forma a preservar o fornecimento de produtos e o atendimento aos clientes.

A companhia também reforçou seu compromisso com o setor agropecuário norte-americano, destacando a continuidade das parcerias com pecuaristas, produtores e comunidades rurais em diferentes regiões do país.

Apesar dos ajustes nas operações, a empresa mantém uma visão positiva para os próximos anos. Segundo o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, a demanda global por proteínas segue em expansão, o que sustenta os investimentos da companhia em modernização, eficiência e crescimento. De acordo com o executivo, as mudanças anunciadas buscam fortalecer a competitividade da empresa e garantir melhores condições para atender o mercado no longo prazo.

Pesquisa: brasileiros devem continuar a consumir carne bovina

Ataques de lobo multiplicam-se e agravam dificuldades dos produtores

10 June 2026 at 19:09

VTM

No concelho de Montalegre, por exemplo, os produtores dão conta que os ataques têm sido frequentes nas últimas semanas, atingindo, sobretudo, ovinos e bovinos.

À VTM, Rafael Azevedo, da União dos Produtores de Gado Lesados pelos Lobos, realçou que os ataques “acontecem quase diariamente” e que os prejuízos se acumulam sem resposta eficaz. Só desde domingo, foram “pelo menos 10” os animais atacados.

“Isto tem sido diário. Os criadores já não sabem o que hão de fazer”, frisa, acrescentando que muitos produtores já equacionam abandonar a atividade.

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