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Acordo com UE ampliou interesse do Canadá no Mercosul, diz governo

13 June 2026 at 09:00

Com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o governo brasileiro notou um aumento “significativo” no interesse de outros parceiros em negociações comerciais com o bloco sul-americano.

Depois do tratado histórico, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para finalizar o quarto acordo de livre comércio fechado em quatro anos.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, há margem para fechar o acordo com o Canadá ainda em 2026.

Em maio, autoridades do Mercosul estiveram em Toronto para dar continuidade às negociações de um acordo de livre comércio do bloco. As reuniões levaram cinco capítulos do tratado à fase de encerramento.

Na avaliação de Tatiana Prazeres, o acordo comercial com a UE mostrou aos outros países que o Mercosul é capaz e tem interesse em concluir acordos comerciais relevantes.

Além disso, ela considera que o tratado acende um alerta nos outros parceiros de que há um concorrente tendo acesso preferencial aos mercados do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Os fatos dos europeus terem concluído um acordo que já está sendo implementado faz com que os outros vejam a nossa região de outra forma. Isso faz aumentar o interesse do Canadá e de outros pelo bloco do Mercosul”, disse Tatiana ao CNN Money.

Para fechar o acordo com os canadenses, ainda há algumas pendências relevantes em relação ao acesso de mercados. Entre as questões sendo negociadas, estão o cronograma da liberalização tarifária e regras de origem – tópicos centrais nesse tipo de negociação.

‘É natural que nesse momento da negociação haja uma combinação de interesses ofensivos e defensivos que ainda precisam ser equacionados”, disse a secretária.

Além da União Europeia, o bloco sul-americano já firmou acordos comerciais com EFTA e de Singapura. Na lista de negociações, o Mercosul busca avançar com a Indonésia, Vietnã, Índia, México e Emirados Árabes.

O que valem hoje os valores europeus na política global?

13 June 2026 at 06:05
Bruno Cardoso Reis e Jaime Nogueira Pinto analisam a crise dos valores europeus e o novo populismo. Exploram também choque entre elites e massas e impacto das potências na política internacional atual

O que valem hoje os valores europeus na política global?

13 June 2026 at 06:05
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Orçamento da UE dá mais 1,6 mil milhões a Portugal

13 June 2026 at 00:34
A presidência cipriota propõe que Portugal receba cerca de 35 mil milhões até 2034, mais 1,6 mil milhões do que a Comissão Europeia propôs. Miranda Sarmento fala em "longo caminho".

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Os colegisladores vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo

Conselho da Europa ameaça Portugal com novas ações

13 June 2026 at 00:13
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, participou entre 9 e 11 de junho na reunião do Comité de Ministros do Conselho da Europa, a qual analisou as condições de detenção do sistema prisional.

O organismo apelou ao Governo português para que adote rapidamente uma estratégia

PpDM preocupada com o incumprimento da Diretiva Europeia da Transparência Salarial1

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) manifesta a sua profunda preocupação face ao incumprimento generalizado do prazo de transposição da Diretiva Europeia da Transparência Salarial1 por parte da maioria dos Estados-Membros da União Europeia, Portugal incluído, que era o passado dia 7 de junho.

Apesar dos compromissos políticos assumidos em matéria de igualdade entre mulheres e homens, a realidade demonstra um persistente desfasamento entre o discurso e a ação. A ausência de transposição atempada desta Diretiva atrasa a concretização de um instrumento essencial para o combate às desigualdades salariais e para a promoção de um mercado de trabalho mais justo, transparente e equilibrado.

A desigualdade salarial entre mulheres e homens continua a ser uma realidade estrutural em Portugal e em toda a União Europeia, com impactos diretos na autonomia económica das mulheres, nas suas condições de vida e no valor das suas pensões futuras. A transparência salarial constitui uma ferramenta fundamental para tornar visíveis discriminações frequentemente ocultas e para assegurar a aplicação efetiva do princípio de salário igual para trabalho igual ou de igual valor.

A Plataforma sublinha que a igualdade salarial não é uma questão opcional ou meramente técnica, mas sim um direito fundamental e um pilar essencial das sociedades democráticas. O atraso na transposição desta Diretiva compromete não apenas os direitos das mulheres, mas também a credibilidade dos compromissos em matéria de igualdade.

Neste contexto, a PpDM apela ao Governo português e às instituições competentes para que procedam, com urgência, à transposição completa, rigorosa e ambiciosa da Diretiva da Transparência Salarial, garantindo a sua efetiva aplicação na prática e não apenas no plano formal.

A igualdade entre mulheres e homens exige vontade política, medidas concretas e fiscalização eficaz. As mulheres não podem continuar a esperar por direitos que já deviam estar garantidos.

Enquanto a igualdade salarial continuar a depender da boa vontade política e não de mecanismos obrigatórios de transparência e fiscalização, as mulheres continuarão a perder rendimento, autonomia e futuro. Em Portugal e na Europa, já não faltam diagnósticos – falta ação”, afirma a presidente da PpDM, Paula Barros.

A Secretária-Geral da PpDM, Ana Sofia Fernandes acrescenta que “a cada ano de atraso na transposição desta Diretiva, perpetuam-se desigualdades que se acumulam em salários mais baixos, carreiras interrompidas e pensões mais reduzidas. A igualdade não pode continuar a ser adiada no tempo de vida das mulheres.”

1 DIRETIVA (UE) 2023/970 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, de 10 de maio de 2023, para reforçar a aplicação do princípio da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual entre homens e mulheres através de transparência remuneratória e mecanismos que garantam a sua aplicação disponível clicando aqui.
Ponto de situação da transposição nos países da UE disponível clicando aqui.

Orçamento da UE dá mais 1,6 mil milhões a Portugal

13 June 2026 at 00:34
A presidência cipriota propõe que Portugal receba cerca de 35 mil milhões até 2034, mais 1,6 mil milhões do que a Comissão Europeia propôs. Miranda Sarmento fala em "longo caminho".

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Os colegisladores vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo

Conselho da Europa ameaça Portugal com novas ações

13 June 2026 at 00:13
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, participou entre 9 e 11 de junho na reunião do Comité de Ministros do Conselho da Europa, a qual analisou as condições de detenção do sistema prisional.

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"Portugal não pode ser simples beneficiário" da UE

12 June 2026 at 22:52
Carlos Coelho falou na cerimónia dos 50 anos da Autonomia da Madeira e dos 40 anos da adesão à UE, no Funchal. "O problema europeu é défice de execução", avisou.

© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

António José Seguro esteve presente nas comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira

"Portugal não pode ser simples beneficiário" da UE

12 June 2026 at 22:52
Carlos Coelho falou na cerimónia dos 50 anos da Autonomia da Madeira e dos 40 anos da adesão à UE, no Funchal. "O problema europeu é défice de execução", avisou.

© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

António José Seguro esteve presente nas comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira

Brasil e UE fecham parceria para ampliar trocas sobre governança de IA

12 June 2026 at 19:42

O Brasil e a União Europeia assinaram na manhã desta sexta-feira (12) uma parceria digital, cujos objetivos são intensificar a cooperação em áreas como governança da inteligência artificial, infraestrutura pública digital e conectividade significativa.

O novo instrumento também vai ampliar a cooperação dos dois lados nas áreas de proteção de dados, semicondutores, computação de alta performance, inovação científica e tecnológica e governança global do ambiente digital.

Com o acordo, o Brasil e União Europeia esperam reduzir a dependência em áreas-chave, como a fabricação de chips e serviços de nuvem. Hoje o mercado é dominado por empresas norte-americanas.

“Essa parceria com a UE vem em um momento muito oportuno para gente, com essa mudança de status. Justamente, temos avançados dentro do governo em diversas iniciativas para fortalecer a nossa soberania digital. Em breve, o presidente [Lula] deve anunciar a aquisição de um supercomputador de IA, nessa tentativa da gente reforçar a nossa soberania digital”, disse a ministra Esther Dweck após a assinatura do acordo.

De acordo com o governo, o acordo também vai conferir uma orientação política de alto nível à relação de duas décadas entre os dois lados que existe no nível técnico.

A proposta partiu do bloco europeu, que mantém parceria desse tipo com apenas quatro países: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura.

A parceria vem meses depois da União Europeia assinar um acordo de livre comércio com o Mercosul. De acordo com a vice-presidenta Executiva da Comissão Europeia para Soberania Digital, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, o acordo comercial entre os blocos foi um impulso para avançar na parceria digital com o Brasil.

“Este é um passo muito importante após termos alcançado o acordo comercial com o Mercosul. Agora queremos aproveitar todos os benefícios que conquistamos com esse acordo”, disse Virkkunen durante a cerimônia.

Brasil e UE assinam parceria digital

12 June 2026 at 19:38
O acordo foi assinado em Brasília. Henna Virkkunen avisa que quem controla as tecnologias "domina não só a economia, mas também o mundo".

© RONALD WITTEK/EPA

Virkkunen declarou que a UE e o Brasil optaram por trabalhar como parceiros de confiança

Brasil e UE assinam parceria digital

12 June 2026 at 19:38
O acordo foi assinado em Brasília. Henna Virkkunen avisa que quem controla as tecnologias "domina não só a economia, mas também o mundo".

© RONALD WITTEK/EPA

Virkkunen declarou que a UE e o Brasil optaram por trabalhar como parceiros de confiança

Comunidades inteligentes e agro-política do QFP 2028-34

12 June 2026 at 17:00

 Na sociedade da informação e do conhecimento, uma comunidade inteligente é, antes de mais, um projeto coletivo com um propósito bem definido, depois uma aplicação utilitária do princípio ativo das redes, por fim, uma ação conjunta e colaborativa para fazer face às exigências atuais da sociedade tecno-digital.

Em todos os casos, são comunidades e plataformas inteligentes, baseadas em conhecimento, cooperação, inovação e criatividade, em ordem a criar e administrar uma oferta integrada de bens complementares de um determinado território ou região, sejam bens de mercado, bens públicos ou bens comuns.

No caso particular do mundo rural existem muitos exemplos de comunidades inteligentes que podem ser sugeridos, por exemplo: um parque agroecológico, uma área de paisagem protegida (um parque nacional ou natural), um condomínio de aldeias, uma associação ou cooperativa de agricultores, uma zona de intervenção florestal (as ZIF), um grupo de ação local (GAL) para a promoção de uma área de montanha ou uma amenidade paisagística, uma associação de desenvolvimento local (ADL) para gerir um banco de solos ou terrenos baldios semiabandonados, um centro de investigação ou grupo operacional de inovação (GOI) para ordenar e gerir um sistema agroalimentar local (SAL) ou agroflorestal (SAF), um núcleo de moradores e pequenos agricultores para gerir um projeto de agricultura periurbana, um núcleo empresarial para gerir um parque ou zona industrial, entre outros exemplos.

Na formação destas comunidades inteligentes, há instrumentos de ordenamento que são fundamentais para estimular o valor cognitivo da inteligência coletiva territorial (ICT), por exemplo: os planos regionais de ordenamento, os planos diretores municipais, os planos de ordenamento das áreas de paisagem protegida, os planos de pormenor de requalificação dos espaços circundantes dos equipamentos e infraestruturas, as marcas de referência territorial dos produtos e a certificação de serviços e destinos, a acreditação de estruturas coletivas para a promoção dos territórios, a criação de parcerias e protocolos com os centros de investigação e os grupos operacionais de inovação em espaço rural, etc.

Se este exercício de mapeamento do território for bem-sucedido, os parceiros e o ator-rede do território-rede estarão mais bem preparados para transformar recursos endógenos em ativos do desenvolvimento territorial, em linha com uma abordagem de oferta integrada de bens complementares e uma nova gramática dos bens comuns que acautelem os direitos das gerações vindouras e dos sujeitos ausentes.

Aqui chegados, já sabemos as tarefas ou missões que nos esperam. Em primeiro lugar, a formação de uma comunidade de destino e de um território-rede (1), em segundo, a formação do ator-rede ou estrutura de missão executiva (2), depois, a definição do conceito operacional de oferta integrada de bens complementares do território-rede (3), em seguida, a implementação de uma gramática dos bens e serviços comuns e da respetiva plataforma digital colaborativa (4), por fim, as novas dinâmicas de colaboração interpares e a respetiva interoperabilidade (5) que darão origem a combinações de soma positiva.

A esta agenda política que nos encaminha para a 2ª ruralidade do século XXI, acresce uma atenção especial às indicações da economia criativa, ou seja, às múltiplas referências sociotécnicas e socioculturais já em curso de operação, por exemplo, os sistemas de informação geográfica (SIG), os sistemas de precisão, a robótica, as máquinas inteligentes e a inteligência artificial.

Estes instrumentos sociotécnicos abrem novas janelas de oportunidade e permitem-nos lidar mais facilmente com os ecossistemas mais nucleares da 2ª ruralidade, por exemplo: o sistema-paisagem e os seus serviços de ecossistemas, a biodiversidade e os produtos biológicos, a sustentabilidade e a economia circular, as ações integradas de base territorial (AIBT) dos territórios-rede (T-R) e das comunidades intermunicipais (CIM).

Para gerir bem esta nova agenda política do território da 2ª ruralidade, o velho mundo analógico da primeira ruralidade já não é suficiente. Estamos em trânsito geracional para o mundo tecno-digital. Na sociedade da informação, do conhecimento e da comunicação, o ator-rede e a sua estrutura de missão são os agentes-principais da comunidade inteligente e da sua inovação sociotécnica e sociocultural.

Esta estrutura de missão executiva terá de desempenhar exemplarmente o papel de agente-principal da sua comunidade, isto é, uma liderança efetiva na mobilização dos pares, um bom uso da informação e conhecimento para consolidar uma geografia desejada e uma comunidade de destino, uma noção muito criteriosa no que concerne à utilização das redes de cooperação horizontais e verticais e respetivas plataformas colaborativas, um sentido crítico muito apurado no que diz respeito à inovação de processos e produtos, o respeito pela essência dos lugares em matéria de marketing territorial e produtos associados, uma abordagem muito aberta em relação ao capital humano e social e, em particular, ao empreendedorismo jovem e relações intergerações.

Dito isto, as comunidades inteligentes vão ser postas à prova e observadas numa série de situações particulares que serão suscitadas pela transição à 2ª ruralidade, por exemplo:

– A gestão colaborativa de parques empresariais e zonas industriais de um território-rede, uma CIM da baixa densidade, por exemplo, no que diz respeito aos custos de contexto e externalidades das unidades que os integram e, bem assim, à sua interoperabilidade,

– A gestão cooperativa de propriedades rústicas sob a forma de banco de solos e a gestão de um programa de emparcelamento rural tendo em vista a redução do risco de incêndio de uma ou mais zonas de intervenção florestal,

– A gestão comum e colaborativa de áreas integradas, por exemplo, uma associação de parques naturais, para efeitos de ordenamento do mosaico paisagístico, da sua biodiversidade e serviços de ecossistema, bioenergias e agricultura biológica,

– A gestão conjunta e colaborativa de agro parques e parques agroecológicos de âmbito municipal e intermunicipal com vista à criação de sistemas agroalimentares de base local (SAL) e de oferta integrada e complementar de agro-silvo-pastorícia,

– A gestão conjunta e colaborativa de consórcios e parcerias empresariais, tendo em vista a formação de clusters industriais, arranjos produtivos locais e marcas coletivas de referência regional, mas, também, a formação de ecossistemas de sucessão empresarial, formação e renovação intergerações,

– A gestão comum e colaborativa de ecossistemas específicos, por exemplo, áreas de montado, áreas de paisagem protegida, amenidades rurais e serviços de investigação-extensão, em associação com a academia e as ONG da área da proteção da natureza,

– A promoção de cooperativas e organizações de produtores, de sociedades de agricultura de grupo (SAG) e a gestão agrupada multiprodutos, em estreita associação com os laboratórios colaborativos, os grupos operacionais de investigação e os living labs,

– A gestão comum e colaborativa de propriedades, quintas e terroirs de fins múltiplos, onde se inclui o turismo ecológico, mas, também, as quintas pedagógicas, os condomínios rurais, os aldeamentos seniores (cohousing) e as explorações de agricultura alternativa.

Em todos os casos, estamos a gerir em comum e colaborativamente, através de comunidades inteligentes e plataformas de base local e regional, os incentivos disponibilizados pelos instrumentos de ordenamento da paisagem e preservação do património, os programas de inovação tecnológica, ambiental e social, mas, também, da economia criativa, por exemplo, o apoio às artes da paisagem, ofícios tradicionais e eventos culturais.

E, em todos os casos, estamos a usar os signos distintivos do território e a transferir o seu valor simbólico e icónico para os principais veículos produtivos desses territórios, que são os produtos com indicação geográfica de proveniência (IGP), os produtos com denominação de origem controlada (DOC), as marcas coletivas, os mercados de nicho, os terroirs de visitação, as cadeias de valor mais relevantes e as fileiras de exportação.

Hoje, em plena era digital, é bom não esquecer que, num espaço integrado como o europeu onde a gestão das restrições e condicionalidades muda substancialmente a natureza da administração, são os programas europeus, em boa medida, que reinventam ciclicamente os territórios, de cima para baixo, e não os territórios que formatam os programas e as medidas, de baixo para cima.

O próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, pode mudar o curso dos acontecimentos nesta matéria, não apenas por uma alteração substancial do policy-framework das políticas europeias, devido a novas prioridades geoestratégicas e geopolíticas da União Europeias com impacto estrutural no orçamento e no financiamento das políticas europeias mais convencionais como a política de coesão e a política agrícola comum, mas, sobretudo, pelo quadro de exigências sociotécnicas e socioculturais do novo período de programação que impõem uma transição e implementação mais rápidas em direção à 2ª ruralidade onde as comunidades inteligentes e a economia criativa têm um papel fundamental a desempenhar.

Isto dito, resta a pergunta sacramental. E o que vamos fazer com os territórios de baixa densidade e o rural remoto português, que somam quase dois terços do território português? Todos estes fatores fazem variar o perímetro das nossas comunidades inteligentes. Está em causa uma nova cultura do bem comum colaborativo.

E o que pode impedir esta nova cultura pública do bem comum colaborativo? O poder das corporações, o narcisismo dos líderes, a falta de liderança esclarecida, as burocracias políticas, a manipulação da comunicação social, a trivialização do espaço público, a desafeição pela política, a cacofonia discursiva. A acomodação da academia. O que não é coisa pouca.

Nota: Ilustração feita utilizando IA através do ChatGPT

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TAP conclui plano de reestruturação e devolve 25 milhões de euros ao Estado

By: Lusa
12 June 2026 at 17:10
A TAP concluiu oficialmente o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia em 2021, após finalizar a alienação das participações na Cateringpor e na SPdH – Serviços Portugueses de Handling, anunciou esta sexta-feira a companhia. A conclusão do plano incluiu a devolução de 24,99 milhões de euros ao Estado, no âmbito de uma operação de redução de capital social deliberada em junho pela acionista única da TAP, a República Portuguesa, através da Entidade do Tesouro e Finanças, informou em comunicado a companhia. “O valor já foi devolvido ao acionista”, acrescenta. A devolução deste montante resulta do compromisso assumido por

Eslovénia cessa controlo de fronteiras com Hungria e Croácia

12 June 2026 at 15:32
Mudança foi decidida pelo novo Governo conservador, que aplicará "medidas compensatórias" junto às fronteiras e no interior do país, em locais que apresentam maior risco de migração e criminalidade.

© ANTONIO BAT/EPA

O Governo planeia também melhorar a cooperação com as polícias dos países vizinhos através da partilha de dados e do reforço das patrulhas mistas

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Entradas irregulares na UE caem 40% entre janeiro e maio

12 June 2026 at 14:03
Frontex registou 39 mil travessias irregulares das fronteiras externas da UE — uma redução que reflete a cooperação contínua com os países parceiros. Corredor da Líbia para Creta continua ativo.

© ADRIEL PERDOMO/EPA

O Mediterrâneo Oriental registou cerca de 11.500 passagens, uma quebra de 28%

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© ADRIEL PERDOMO/EPA

O Mediterrâneo Oriental registou cerca de 11.500 passagens, uma quebra de 28%

Estímulo orçamental livra economia alemã da contração, diz Bundesbank

Banco central da maior economia europeia reviu em baixa o crescimento económico para este ano e o próximo, devido à guerra no Médio Oriente. Megapacote orçamental para a defesa evita entrada em terreno negativo. Inflação ficará próxima dos 3% este ano.

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