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Privatização da Copasa se torna 2ª maior do setor de saneamento

12 June 2026 at 22:51

A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) encerrou seu processo de privatização na noite da quinta-feira (11) movimentando nas duas fases de sua oferta secundária de ações (follow on) um montante de R$ 8,4 bilhões, o qual deve chegar aos cofres do Estado mineiro, único vendedor das ações.

Esta é a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.

A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior da oferta, na qual participou sem concorrentes.

O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões.

A ação foi vendida a R$ 49,03, no mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia na primeira fase do processo, e somente o lote base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.

Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi colocada à disposição de investidores institucionais.

O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido. Esse lote representa 5% da Copasa, a participação que o governo mineiro ficou. Segundo uma fonte, como já havia um investidor de referência, a Equatorial, o governo de MG preferiu ficar com 5% da Copasa e garantir assento no conselho.

O BTG Pactual atuou como coordenador líder da transação e os bancos UBS BB, Itaú BBA, Citi e Bank of America como coordenadores globais. O Bradesco BBI assessorou a Equatorial durante o processo de entrega de propostas para investidor de referência.

A Equatorial se comprometeu com metas de universalizar o acesso a água e saneamento no Estado de Minas Gerais até 2033.

“O saneamento é avenida prioritária de crescimento para o grupo”, disse o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, em teleconferência na quinta para comentar a aquisição. “É um setor com enorme necessidade de investimento, regulação cada vez mais madura e oportunidades relevantes de geração de valor”, completou.

A forte demanda pelos papéis foi impulsionada pela perspectiva positiva de crescimento do setor de saneamento, mas também por uma oportunidade de ganho imediato, por conta do preço menor ofertado em relação aos negociados no mercado.

Na quinta, o papel fechou a R$ 58,50, ou seja, o preço de venda na privatização teve um desconto de 16%.

“Múltiplos investidores locais e estrangeiros”, incluindo fundos soberanos, de pensão e fundos dedicados a saneamento participaram da oferta, disseram fontes ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A estratégia também foi assegurar que as ações da Copasa chegassem as mãos de maior número de investidores institucionais de longo prazo, os chamados fundos ‘long only’, que acabaram representando 85% dos compradores. Investidores de prazo mais curto prazo, e mais especulativos, os hedge funds, somaram 15%.

As alocações foram previamente discutidas com o governo de Minas Gerais. Uma reunião aconteceu na quinta a partir das 18h com representantes do governo mineiro para discutir os detalhes finais da operação. O resultado final da transação aconteceu já próximo à meia-noite.

Os 10 investidores principais receberam 30% dos pedidos da oferta de mercado, enquanto os 20 maiores receberam 50%, segundo uma fonte. A Equatorial havia manifestado interesse em comprar até 48 milhões de ações no lote de mercado, o equivalente a R$ 2,35 bilhões, não foi alocada.

Equatorial

Para pagar os R$ 5,6 bilhões pela fatia de 30% na Copasa, a Equatorial contratou um financiamento ao prazo de 18 meses com um grupo de bancos.

De acordo com a diretora de Estratégia Financeira e de Relações com Investidores da empresa, Tatiana Queiroga Vasques, a companhia vai avaliar agora as opções de “take-out” – as operações financeiras em que uma dívida de curto prazo é substituída por outra operação de mais longo prazo.

Entre elas, emissão de títulos de dívida ou operação de venda de ações (follow-on) no mercado, além do uso de caixa e dividendos.

A Equatorial se comprometeu em não vender metade das ações que comprou da Copasa pelo prazo de 4 anos, ou seja, até junho de 2030, no chamado ‘lock-up’, disse o CFO da empresa, Leonardo Lucas, em teleconferência.

Os outros 50% restantes só podem ser vendidos após dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização do acesso a águe a esgoto em Minas Gerais, o que ocorrer primeiro.

A privatização da Copasa era uma bandeira do governo de Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro do ano passado, quando começaram os trâmites no legislativo mineiro. Desde então, a empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente a R$ 21 bilhões.

Demanda por energia aumentará 25% até 2034, diz governo

Mesmo com crise hídrica, Sanepar descarta possibilidade de rodízio

12 June 2026 at 20:00

Apesar do cenário de escassez hídrica que levou o governo do Paraná a decretar emergência em parte do estado, a Sanepar descarta, neste momento, a necessidade de adotar rodízio no abastecimento de água.

 

Em entrevista à CNN, o presidente da companhia, Wilson Bley, afirmou que a empresa já possui um plano de contingência para enfrentar eventuais problemas de abastecimento, mas avalia que o avanço do fenômeno El Niño deve trazer volumes significativos de chuva para o estado nos próximos meses.

 

No início de maio, a Sanepar decretou situação de emergência hídrica e proibiu o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais. De acordo com a companhia, 69% dos reservatórios monitorados operam fora das condições consideradas normais e, desse total, cerca de 17% estão em situação de estiagem.

O decreto prevê uma série de medidas para preservar os recursos hídricos, incluindo a possibilidade de adoção de rodízio no abastecimento. Apesar disso, a avaliação da empresa é que o cenário climático esperado para os próximos meses deve reduzir a pressão sobre os sistemas de captação e armazenamento de água.

 

A última vez que o Paraná passou por um período de rodízio, a situação perdurou por quase dois anos. Entre março de 2020 e janeiro de 2022, Curitiba e municípios da Região Metropolitana passaram por um dos mais longos relacionamentos da história recente do estado, em meio à pior estiagem registrada em quase um século.

 

Segundo projeções meteorológicas, o El Niño voltou a se formar e pode ter intensidade significativa nos próximos meses, aumentando a ocorrência de chuvas em parte da região Sul do país. A expectativa da Sanepar é que esse cenário contribua para a recuperação gradual dos reservatórios e afaste o risco de medidas mais restritivas no abastecimento.

Redução de perdas d’água abasteceria 48 milhões de pessoas, aponta estudo

12 June 2026 at 11:00

A redução de perdas de água no Brasil poderia abastecer e beneficiar cerca de 48 milhões de pessoas, segundo mostrou um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados.

Durante o processo de abastecimento de água, podem ocorrer perdas por vários motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.

Esses desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das companhias, o que deixa mais caro o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, os clientes.

O levantamento foi elaborado a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), com base em 2024 e compreende as cinco regiões do país, além dos estados e o DF, além dos 100 municípios mais populosos do país (incluindo as capitais), que figuraram no Ranking do Saneamento de 2026.

Em volume economizado, a marca seria de 2,8 bilhões de m³ por ano, número suficiente para abastecer a população do Canadá durante um ano. O país conta com 41,4 milhões de habitantes.

Ao todo, o Brasil perde 39,5% da água potável nos sistemas de distribuição e tem como meta reduzir as perdas para 25% até 2033, ano limite determinado pelo Marco Legal do setor

Sancionado em 2023, o marco já ultrapassou metade do prazo, espalhando dúvidas sobre a capacidade de alcance das metas fixadas até 2033.

O Novo Marco Legal do Saneamento estipulou que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

Segundo mostrou a CNN, um levantamento da Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), apontou que apenas apenas 94 municípios caminham rumo à universalização dos serviços de água e esgoto no país.

Entre as capitais, Curitiba (PR) apresenta o melhor desempenho e é a única com pontuação suficiente para entrar na categoria “rumo à universalização”.

Na lista das cidades de grande porte, as melhores classificações estão com Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara D’Oeste (SP).

Já na região Norte – as capitais Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Porto Velho (RO) — registraram desempenho ruim, mostrando pouco depois da estipulação do marco legal.

 

Concessão da Compesa vai atrair R$ 20 bilhões privados para água e esgoto

10 June 2026 at 17:07

O processo de transição da concessão parcial dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve ser concluído entre o final de setembro e o início de outubro. A informação foi detalhada nesta quarta-feira (10) pelo presidente da empresa, Douglas Nóbrega, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

O novo modelo repassa a operação da distribuição de água e o tratamento de esgoto para a iniciativa privada pelos próximos 35 anos.

"A Compesa continua pública, continua com todo o quadro preservado. A Compesa continua responsável pela captação, tratamento e produção da água e vai entregar para que as concessionárias façam a distribuição à população e trabalhem na ampliação da rede de esgoto", afirma Douglas Nóbrega.

Metas de universalização e investimentos

Atualmente, Pernambuco registra cerca de 80% de cobertura de água, índice que inclui regiões sob regime de rodízio severo, e apenas 32% de esgotamento sanitário. O objetivo da concessão é atingir as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento até 2033, que exigem 99% de atendimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

Para sanar o déficit, o plano prevê R$ 30 bilhões em investimentos: R$ 10 bilhões do Estado e da Compesa até 2030 na produção de água, e R$ 20 bilhões das concessionárias privadas.

"O prazo é o período de concessão de 35 anos, mas tem por obrigação contratual em torno de 60% pelo menos desse dinheiro ser investido nos próximos cinco anos. A meta de todo mundo é avançar nisso até 2033", afirma Douglas Nóbrega.

Alex Oliveira/JC Imagem
Presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, na Rádio Jornal - Alex Oliveira/JC Imagem

Repasses financeiros aos municípios

O modelo de concessão também gerou receitas diretas para o poder público. A Compesa receberá R$ 1,8 bilhão e o Estado ficará com cerca de R$ 2 bilhões para investimentos no setor. Já as prefeituras têm direito a R$ 1,5 bilhão no total, com repasses que variam de R$ 45 milhões a R$ 120 milhões por município, conforme o porte da cidade. Desse montante, 60% foram pagos entre março e abril.

A aplicação desses recursos possui restrições legais. Embora os municípios tenham liberdade para aplicar a verba preferencialmente em saneamento ou em obras complementares de infraestrutura, é expressamente proibido usar o dinheiro para pagamento de salários, despesas de custeio, manutenção ou eventos como shows. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) prepara uma cartilha orientadora para os prefeitos.

Combate ao furto e perdas na rede

Outro gargalo apontado pela gestão é o índice de perda de água no estado, que gira entre 40% e 45%, provocado por vazamentos operacionais e furtos, conhecidos popularmente como "jacarés" ou "gatos".

Com as novas regras, o prejuízo financeiro das perdas na distribuição passará a ser integralmente das concessionárias privadas, o que deve intensificar a fiscalização.

"Quando a gente passar a parte da distribuição para as concessionárias, a gente naturalmente vai focar nas perdas na produção e as concessionárias já estão se organizando para isso", afirma Douglas Nóbrega.

A estatal mantém um grupo especial de inteligência e uma parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS). Atualmente, um tenente-coronel da Polícia Militar atua diretamente dentro da companhia para coordenar as ações de combate a fraudes.

© Divulgação

Distribuição dos recursos pelo Governo de Pernambuco será feita de forma proporcional à população

Lagoa acelera para executar obras apoiadas pelo ALGARVE 2030 e já pensa em novas candidaturas

10 June 2026 at 02:00

A primeira “leva” de obras financiadas pelo Programa Regional ALGARVE 2030, em Lagoa, está concluída ou em vias de o ser e a Câmara lagoense já pensa em candidatar mais projetos aos fundos europeus geridos a nível regional.

Esta foi a mensagem passada por Luís Encarnação, presidente da Câmara de Lagoa, num balanço que fez sobre o andamento das obras financiadas por fundos europeus, no concelho.

«Temos vários a serem apoiados, alguns também já em fase de conclusão. Concluídos, temos a ampliação do reservatório das Sesmarias e a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho. Estes estão concluídos», resumiu.

«Depois, temos, em fase final de obra, a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e temos o nosso Centro de Deposição de Resíduos e todo o investimento que está a ser feito nessa área», acrescentou.

«Nós pretendemos concluir tudo o que está em execução até final do ano, nomeadamente a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e tudo o resto. Mas queremos também aproveitar para lançar, até ao final do ano, outros investimentos importantes e que o ALGARVE 2030 também vai apoiar, que tem a ver com a nossa estratégia relativamente à gestão eficiente da água, porque estamos mais ou menos a meio do caminho».

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É precisamente nesta última área que se enquadram as duas obras cofinanciadas, entretanto concluídas.

«Fizemos um aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência, mas agora encontrámos no ALGARVE 2030 uma ferramenta indispensável para completarmos o investimento em termos de gestão eficiente da água. Vamos aproveitar o Programa Regional, porque é um complemento àquilo que já desenvolvemos nessa matéria com o PRR».

«O apoio [do ALGARVE 2030] permitiu-nos, desde logo, encontrar a solução para a questão da água, nomeadamente com o reservatório das Sesmarias. Passámos de uma capacidade de 600 metros cúbicos (m³) para 6680 m³», enquadrou.

Antes deste investimento na ampliação do reservatório das Sesmarias, «sempre que havia um corte de água, por alguma razão ou uma rotura que demorava mais de uma ou duas horas a ser resolvida, havia uma vasta área do nosso concelho, da freguesia de Lagoa e Carvoeiro e também de Estômbar, que ficava sem água».

«Agora, com a ampliação do reservatório, temos uma autonomia de mais de 24 horas, o que permite que possamos fazer a reparação da rotura sem que as populações fiquem privadas de água», explicou.

Luís Encarnação também destacou a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho, que «vai permitir, num futuro muito próximo, que todas as fossas sépticas sejam desativadas».

«Ficamos com uma rede de saneamento que vai melhorar consideravelmente o bem-estar da população. Deixa de haver aquela questão da fossa e de ter que estar a ligar para fazer a limpeza, passam a estar ligados à rede de saneamento», disse.

Além disso, «há os benefícios ambientais, porque estávamos numa zona muito perto do mar, uma zona cárstica e havia aqui algumas dúvidas de que pudesse haver algumas infiltrações a partir das fossas. Isso vai deixar de existir, há aqui também uma grande vantagem ambiental».

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Casa da Cidadania

Os fundos europeus estão igualmente a ser usados pela Câmara de Lagoa para requalificar «espaços muito importantes no nosso concelho».

«Começo com a requalificação da Casa da Cidadania, de onde vai partir toda a rede museológica do concelho, um museu que será diferente, o Museu dos Movimentos Sociais, que vai contar a história dos lagoenses, dos mais anónimos aos mais célebres, mas que vai também reunir uma série de documentação de tudo o que foram os movimentos políticos do Sul de Portugal», contou.

«Por outro lado, também temos o Parque Urbano do Parchal, que, no fundo, foi pegar num espaço que estava devoluto e criar um parque com 33 mil metros quadrados, que está a ser um enorme sucesso, com as famílias a poderem desfrutar da natureza, e que vai também apoiar a biodiversidade, com a criação de espaços ajardinados e a preservação de algumas espécies autóctones».

Ali perto, situa-se o Centro de Congressos de Lagoa, antes chamado Pavilhão do Arade, que agora abriu portas, «um equipamento que estava devoluto, que se dizia que seria uma espécie de um elefante branco».

«Nós acreditamos que é precisamente o contrário, que tem um potencial enorme e isso está já demonstrado. Decorreu lá o 32º Congresso Nacional de Medicina Interna, com quase duas mil pessoas, e temos uma programação já até final do ano, em que temos poucos fins de semana livres. Também já estamos a receber propostas e reservas para 2027. Este é um equipamento que está ao serviço da economia de Lagoa, do Barlavento Algarvio e da própria região do Algarve, apoiado por fundos europeus», resumiu.

Há ainda outros projetos para os quais a Câmara de Lagoa aguarda a aprovação de apoio, nomeadamente a requalificação do Espaço Gamboa, que, no fundo, passa por «transformar uma ala do nosso Convento de São José num espaço dedicado a esse grande artista lagoense, algarvio, português e do mundo, porque Manuel Gamboa era um artista lagoense e do mundo. Esse apoio vai nos permitir criar aqui mais um equipamento cultural, que ficará disponível para os lagoenses e para os muitos milhares de turistas que nos visitam».

Sul Informação

A Câmara de Lagoa pondera igualmente candidatar a fundos do ALGARVE 2030 o projeto de museologia da Casa da Cidadania, com o objetivo de arranjar financiamento para a parte de apetrechamento e operacionalização do futuro museu.

Entre os projetos que o ALGARVE 2030 está a financiar em Lagoa, conta-se ainda o “Tudo Inclusivo/All Inclusive”, que, explica Luís Encarnação, «é um projeto cultural cujo objetivo é trabalhar com os nossos jovens NEET, aqueles que nem trabalham, nem estudam. Achamos que é uma forma muito interessante de, através da cultura, envolvermos estes jovens, dando-lhe uma atividade, apontando-lhes um caminho, procurando também, de alguma forma, motivá-los a encontrar um sentido para poderem sair desta situação em que nem estudam, nem trabalham».

Para o mesmo público-alvo, mas também a pensar na população adulta, será criado um centro de formação vocacionado para a aprendizagem ao longo da vida.

«Nós, neste momento, com o ALGARVE 2030, temos cerca de 14 milhões de euros de apoio, de investimento, o que é um aumento considerável relativamente ao CRESC ALGARVE 2020. No 2020, foram 3 milhões, agora são 14. Há aqui um aumento considerável», salientou Luís Encarnação.

A Câmara de Lagoa, através deste instrumento de financiamento, «está a procurar alavancar a realização de projetos e obras que são indispensáveis para o futuro do nosso concelho, que podemos concretizar com este apoio. Desta forma, podemos ir pensando noutros temas, noutros projetos importantes, noutras obras para continuarmos a melhorar o nosso concelho».

«Se não tivéssemos o apoio de fundos europeus, não conseguiríamos executar grande parte daquilo que estamos a fazer. A nossa estratégia é lançarmos as obras com os nossos fundos próprios e, à medida que vamos vendo estes projetos e estas obras apoiadas, isso vai libertando verbas para podermos lançar outras obras e outros projetos. Essa é a estratégia que vamos continuar a desenvolver ao longo deste mandato autárquico, procurando aproveitar ao máximo aquilo que são os apoios do ALGARVE 2030», concluiu o presidente da Câmara de Lagoa.

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