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Veja o que esperar da primeira reunião de Warsh como presidente do Fed

17 June 2026 at 15:20

Espera-se que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas nesta semana. Mas para investidores, economistas e qualquer pessoa que espera por custos de empréstimo mais baixos, a grande questão é o que vem a seguir sob o novo presidente Kevin Warsh.

Seu antecessor, Jerome Powell, subia ao pódio após cada reunião de política monetária para explicar a mais recente decisão sobre as taxas e responder a perguntas de jornalistas, em um esforço de ser transparente com os americanos.

Investidores e observadores do Fed se acostumaram ao estilo de Powell de orientar os mercados, mas agora há um novo manual a ser aprendido.

A coletiva de imprensa pós-reunião de quarta-feira, agendada para as 14h30 (horário do leste dos EUA), dará a Warsh sua primeira oportunidade de se apresentar — e de apresentar sua abordagem à política monetária.

Wall Street está ansiosa para saber como ele avalia as perspectivas para as taxas de juros, agora que um acordo entre EUA e Irã reduziu o risco de um choque inflacionário provocado pelo petróleo em decorrência do conflito de meses no Oriente Médio.

A primeira aparição pública de Warsh como presidente marca o início do que ele descreveu como uma “mudança de regime” na forma como o banco central opera.

Isso pode incluir menos coletivas de imprensa e uma revisão da prática consolidada do Fed de publicar as projeções econômicas trimestrais dos dirigentes, que também estão previstas para esta reunião.

“Warsh deixou bastante claro que quer mudar muita coisa em termos de sistema e estrutura no Fed”, disse Jose Rasco, diretor de investimentos para as Américas no HSBC Global Private Banking and Wealth, à CNN.

“A maior mudança seria com as projeções, porque o mercado se acostumou tanto com elas.”

A questão dos aumentos de juros

A inflação está subindo, mas isso não significa automaticamente que o Fed precise elevar as taxas de juros.

Os banqueiros centrais estão analisando o que está impulsionando as pressões sobre os preços e se elas tendem a persistir.

A visão predominante tem sido a de que choques de oferta são tipicamente eventos pontuais que não geram inflação sustentada, portanto, o Fed deveria “ignorá-los”, como Powell observou em março.

Isso significa que os dirigentes esperam que a inflação arrefeça com o tempo sem a necessidade de aumentos de juros, especialmente se o conflito no Oriente Médio for totalmente resolvido.

“As ondas podem balançar o barco momentaneamente, mas raramente causam danos duradouros”, disse o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, em um evento no dia 21 de maio em Raleigh, Carolina do Norte.

“Aumentar as taxas para enfraquecer a demanda não resolve a causa raiz por trás da inflação impulsionada por choques de oferta. Isso não libera rotas comerciais, não reabre fábricas nem derrete gelo.”

Como a política monetária opera com defasagem, o Fed precisa estar convencido de que a alta inflação persistirá ao longo do próximo ano antes de elevar as taxas.

É por isso que os dirigentes buscam evidências de um ciclo de inflação autossustentável conhecido como “efeitos de segunda rodada”, no qual preços mais altos se transmitem aos salários e geram novos aumentos de preços. Até o momento, há poucas evidências de que tal dinâmica tenha se consolidado.

Por exemplo, os americanos não estão exigindo salários mais altos para compensar o aumento do custo de vida, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics, o que pressionaria ainda mais a inflação.

E, segundo pesquisas empresariais, muitas empresas estão hesitando em elevar os preços para lidar com os altos custos de energia porque os consumidores se tornaram muito sensíveis a preços.

Para filtrar ruídos e avaliar para onde a inflação pode estar se encaminhando, os dirigentes observam medidas de inflação núcleo que excluem os preços voláteis de alimentos e energia.

Essas leituras têm sido relativamente mais brandas nos últimos meses, ajudando o Fed a manter as taxas inalteradas por ora.

Os dirigentes também estão de olho nas expectativas das pessoas para a inflação, particularmente nos próximos 5 a 10 anos, pois elas podem se tornar autorrealizáveis caso subam.

Embora as expectativas de curto prazo tenham disparado, de acordo com diversas medidas, as expectativas de longo prazo avançaram de forma mais gradual.

“As expectativas determinam o que acontecerá com os preços”, disse Eugenio Alemán, economista-chefe do Raymond James.

“Mudança de regime” em curso?

Embora Warsh não possa, sozinho, entregar os cortes de juros que o presidente Donald Trump há muito tempo exige — o chairman do Fed tem apenas um voto em um comitê de 12 — ele deixou claro que as coisas não serão como de costume no Fed.

Warsh já contratou dois veteranos conservadores de políticas públicas como assessores temporários do Fed, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto — nenhum dos quais tem experiência direta em política monetária ou regulação bancária.

Um deles é Paul Winfree, que trabalhou no primeiro governo Trump em política doméstica e foi o autor da seção sobre o Fed no Project 2025, o plano conservador para transformar o governo.

A outra pessoa contratada por Warsh é Daniel Heil, fellow da Hoover Institution da Stanford University, onde foi colega de Warsh, trabalhando em política econômica, e ex-assessor na candidatura de Jeb Bush à presidência em 2016.

Warsh afirmou que há “muita gordura para cortar” no Fed, sugerindo que poderia reformular o quadro de funcionários do banco central, com cerca de 3.000 servidores sediados em Washington, DC.

Powell já havia iniciado no ano passado um processo para reduzir o número de funcionários, em consonância com esforços semelhantes em todo o governo federal.

Warsh também propôs que os dirigentes do Fed adotem uma visão diferente sobre a inflação, com foco em medidas alternativas conhecidas como “trimmed-mean averages”.

Durante sua audiência de confirmação em abril, Warsh afirmou que essas medidas capturam “qual é a taxa de inflação subjacente, e não qual é a variação pontual de preços decorrente de uma mudança geopolítica ou de uma mudança no preço da carne bovina”.

Com novos assessores em posição e o discurso de “mudança de regime” já em curso, a coletiva de imprensa de quarta-feira deve oferecer os primeiros sinais claros de até onde Warsh pretende ir na reformulação do banco central dos EUA.

Entenda por que Trump acusa diretora do Fed de “fraude hipotecária”

Governo quer juntas a entregar dinheiro em freguesias onde não forem instalados multibancos

17 June 2026 at 14:15

O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que nas freguesias onde não forem montadas caixas Multibanco o objetivo é serem as Juntas de Freguesia a ter dinheiro para entregar às pessoas que precisem de fazer levantamentos.

Em audição na Comissão parlamentar da Reforma do Estado e Poder Local, Castro Almeida falou do projeto que o Governo tem vindo a trabalhar com a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco de Portugal e a empresa SIBS (gestora da rede Multibanco) para instalação de caixas Multibanco em freguesias onde não há e que se estimam em mais de 1.000.

O governante explicou que, nas maiores freguesias sem caixas automáticas, o objetivo é “poder instalar as normais máquinas Multibanco”.

Já nas mais pequenas, o objetivo é “instalar não as máquinas Multibanco mas aquelas pequenas plataformas que permite fazer o que uma máquina Multibanco permite, a não ser dar dinheiro”.

Ou seja, nestas freguesias, o objetivo é instalar máquinas que permitam aos cidadãos fazer operações como pagamentos, mas sem a opção de levantar dinheiro.

Aí, disse, o projeto é que sejam as Juntas de Freguesias a entregar dinheiro às pessoas que pretendem levantar dinheiro ‘vivo’.

“Aí temos de montar um sistema com as freguesias para as pessoas poderem fazer movimentos com, digamos assim, a participação monetária das freguesias. Terão de ser as juntas a ter dinheiro líquido para poder entregar às pessoas”, disse Castro Almeida.

A falta de caixas Multibanco tem sido uma preocupação regularmente levantada pela Associação Nacional de Freguesias – Anafre que, inclusivamente, foi debatida no congresso de final de janeiro. Aí, foi aprovada uma moção que pedia atenção para este assunto.

Sobre serem as Juntas de Freguesia a entregar dinheiro, no passado, a Anafre já tinha levantado dúvidas sobre a capacidade de as Juntas de Freguesia adiantarem dinheiro.

Quando tomou posse como governador do Banco de Portugal, em outubro de 2025, Álvaro Santos Pereira disse que o sistema bancário tem de manter suficientes caixas automáticas em todo o país para garantir que a população consegue aceder facilmente a dinheiro físico.

Em setembro de 2025, a Denária, associação que defende a utilização do numerário como um meio de pagamento, criticou os “desertos de numerário” em Portugal, devido à falta de caixas multibanco, considerando que afeta sobretudo os grupos mais isolados e vulneráveis.

A associação citava dados do Banco de Portugal de 2022, segundo os quais 1.276 freguesias (41%) não tinham qualquer ponto de acesso a dinheiro físico. Há freguesias onde os habitantes têm de fazer dezenas de quilómetros para aceder a uma caixa automática.

Para a associação, é imperativo reforçar a cobertura da rede e garantir que todos os portugueses têm o direito de utilização do numerário.

No final de 2025, existiam 13.700 caixas automáticas em Portugal, segundo dados do Banco de Portugal.

Los bancos centrales esperan comprar oro este año a un ritmo nunca visto

16 June 2026 at 11:34

Más bancos centrales que nunca prevén aumentar sus reservas de oro, ha señalado el World Gold Council (WGC) en un informe publicado el martes. En su encuesta a 74 entidades monetarias, el 45% afirmó que planea comprar oro en el próximo año, dos puntos más que el año pasado y el mayor porcentaje jamás registrado en los datos recopilados por el WGC y YouGov desde 2018. Este récord apunta a que una de las fuerzas clave detrás de la subida histórica del oro en los últimos tres años sigue intacta y se apoya ahora en las compras tras las fuertes ventas registradas durante la guerra en Irán.

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© Maja Smiejkowska (REUTERS)

Edificio del Banco de Inglaterra en Londres, en una fotografía de archivo. Foto sin fecha

BC do Japão eleva taxa de juros ao maior nível em 31 anos

16 June 2026 at 11:30

O Banco do Japão elevou a taxa de juros para o ​maior patamar em 31 anos nesta terça-feira (16), marcando mais ​um passo decisivo na normalização da política monetária, com foco em conter as pressões inflacionárias decorrentes do choque energético causado pela guerra no Oriente Médio.

O aumento foi o primeiro desde dezembro e alinha o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando uma política monetária mais restritiva para combater a inflação, incluindo o Banco Central Europeu.

O vice-presidente Shinichi Uchida reconheceu o recente acordo de paz entre os ⁠EUA e o Irã, que descreveu ​como uma “medida bem-vinda”, mas observou riscos inflacionários persistentes.

“Em comparação com a reunião anterior, o ​risco de uma deterioração acentuada da economia diminuiu. Por outro lado, os aumentos de preços estão ⁠se generalizando e há o risco de que ⁠a inflação subjacente se desvie de nossa meta”, disse Uchida em uma coletiva ​de ‌imprensa realizada em nome do presidente Kazuo Ueda, que não compareceu à reunião por motivos de saúde.

Em ⁠um movimento amplamente esperado, o banco central decidiu elevar sua taxa de juros de curto prazo de 0,75% para 1%, levando os custos dos empréstimos a níveis vistos pela última vez em 1995.

Em comunicado anunciando ‌a ⁠decisão, o Banco do ‌Japão afirmou que o risco de uma deterioração acentuada da economia japonesa devido ao conflito no Oriente Médio diminuiu graças aos avanços na obtenção de fontes alternativas de energia.

Por outro lado, as perspectivas de ⁠preços merecem atenção, já que as empresas estavam repassando ⁠os custos crescentes do petróleo umas às outras em um “ritmo relativamente rápido”, o que pode elevar os preços ao consumidor ‌em uma ampla gama de itens, afirmou.

“Levando em conta que as expectativas de inflação de médio e longo prazo também continuaram a aumentar, há o risco de a inflação subjacente se desviar para acima de nossa meta de preços”, afirmou o banco central.

A decisão foi tomada por 7 ‌votos a 1. Toichiro Asada, que ingressou na diretoria em abril como o primeiro membro escolhido a dedo pela primeira-ministra Sanae Takaichi, discordou da visão de que os riscos de queda para ⁠o crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio eram maiores do que os riscos de inflação.

O Banco do Japão também decidiu suspender seu programa de redução gradual de compras de títulos a partir de ​abril do próximo ano e continuar a comprar cerca de 2 trilhões de ienes (US$ 12,5 bilhões) em ​títulos do governo japonês por mês.

Ele descontinuará a prática de realizar uma revisão anual de seu plano de redução de compras de títulos, mas permanecerá pronto para ajustar o ritmo das compras, se necessário, em futuras reuniões de política monetária.

Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços

Kevin Warsh: l’uomo del “regime change” alla prova dei fatti

4 June 2026 at 09:10

Confermato dal Senato con i soli voti repubblicani, Warsh promette di rivoluzionare la Fed. Ma il presidente non decide da solo. E la vera domanda non è se subirà pressioni da Trump, ma come eserciterà l’autonomia che la legge americana gli garantisce.

L'articolo Kevin Warsh: l’uomo del “regime change” alla prova dei fatti proviene da Lavoce.info.

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