Normal view

Deolane Bezerra e Marcola: veja elementos que indicam crimes em denúncia

11 June 2026 at 13:33

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra e o líder da maior facção do país, Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), foram alvos da Operação Vérnix. A investigação avançou e ambos foram denunciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por trás das negativas de ambas defesas sobre qualquer atuação em conjunto dos denunciados, existe o convencimento do MPSP (Ministério Público de São Paulo) de que diversos elementos corroboram com a tese de culpa.

Caso a justiça aceite a denúncia, Deolane, Marcola e seus familiares virarão réus pelos crimes

Elementos contra Deolane Bezerra

Segundo os investigadores, a influenciadora e advogada ocuparia uma posição de destaque no esquema devido aos vínculos, incompatibilidade patrimonial e estruturas patrimoniais para ocultação das ilegalidades.

Caso Deolane Bezerra: mães com filhos ainda crianças podem ficar presas?

Deolane manteria vínculos pessoais e negociais estreitos com membros da facção criminosa e com gestores “fantasmas” de empresas investigadas.

A denúncia aponta movimentações financeiras expressivas e incompatibilidades entre o patrimônio da influenciadora e suas rendas declaradas.

Deolane Bezerra: veja a linha do tempo do caso da influencer

Para o MP, Deolane utilizava sua projeção pública, atividade empresarial formal e movimentação de bens de alto padrão para criar uma “aparência de legalidade”, dificultando a identificação da origem ilícita dos recursos.

Foi identificado o uso de pessoas jurídicas e estruturas patrimoniais sucessivas para dificultar o rastreamento da circulação e do destino final do dinheiro.

  • 1 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 2 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 3 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 4 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 5 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 6 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 7 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 8 de 11

    Influencer Deolane Bezerra, que chegou a ser presa na operação da polícia de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais • Reprodução/Redes Sociais

  • 9 de 11

    Imagens de Deolane Bezerra em Pernambuco • Rafael Vieira/Agif/Estadão Conteúdo

  • 10 de 11

    Deolane Bezerra em postagem após deixar a prisão • Instagram

  • 11 de 11

    Deolane Bezerra celebra liberdade ao lado de Solange Bezerra, sua mãe. • Instagram/Deolane Bezerra

Elementos contra Marcola

A investigação, iniciada em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, identificou elementos que ligavam familiares do líder do PCC, a transportadora investigada e a influenciadora.

Marcola é apontado como alguém que coordena as ações de lavagem de dinheiro de dentro do sistema prisional.

Agentes penais apreenderam materiais com presos que revelavam a atuação das lideranças encarceradas, dinâmicas internas da facção e planos de ataques contra agentes públicos.

Além de Marcola, familiares como seu irmão Alejandro Camacho (“Marcolinha”) e seus sobrinhos, Leonardo e Paloma Camacho, foram denunciados por envolvimento direto no esquema.

O que dizem as partes

A defesa de Deolane Bezerra afirma que ainda não teve acesso integral à acusação, mas nega que ela faça parte de organização criminosa ou tenha cometido crimes.

A defesa de Marcola e família argumenta que Marcola e Alejandro estão em presídios de segurança máxima com restrições severas, o que inviabilizaria a participação nos fatos. Sobre os familiares, alega que o vínculo afetivo não pode ser confundido com participação criminosa.

Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

Logo Agência Brasil

O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

Notícias relacionadas:

Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, outra liderança da organização, para repassar rendimentos aos outros membros da rede. 

A rede também era composta pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. De acordo com o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

"A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro", afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma "refutam integralmente as imputações formuladas", embora não negue a relação patrimonial e os "elementos financeiros" da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

Logo Agência Brasil

O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

Notícias relacionadas:

Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, outra liderança da organização, para repassar rendimentos aos outros membros da rede. 

A rede também era composta pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. De acordo com o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

"A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro", afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma "refutam integralmente as imputações formuladas", embora não negue a relação patrimonial e os "elementos financeiros" da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

Deolane e Marcola são denunciados por esquema de lavagem de dinheiro

10 June 2026 at 20:14

O Ministério Público de São Paulo denunciou Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), pelo esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado na Operação Vérnix.

A denúncia foi apresentada à justiça nesta quarta-feira (10). Além de Marcola e Deolane, que foi presa na operação no último dia 21 de maio, também foram denunciados Alejandro Camacho (“Marcolinha”), Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho, os dois sobrinhos do chefe do PCC.

No dia 29 de maio, após a conclusão do relatório final da operação que prendeu Deolane, a Polícia Civil indiciou os investigados. A denúncia do MP, apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, era o último passo antes do possível início da ação penal contra os acusados. 

Caso a justiça aceite a denúncia, Deolane, Marcola e seus familiares virarão réus pelos crimes

Nesta terça-feira (9), a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus impetrado pela defesa da influenciadora, que solicitava a revogação da prisão preventiva da advogada e a conversão para prisão domiciliar.

Deolane está presa na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Já Marcola está preso desde 2019 na Penitenciária Federal em Brasília.

Outro lado

A defesa da família de Marcola enviou um posicionamento sobre a denúncia à CNN Brasil. Veja:

“Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, vem a público informar que o Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou, na presente data, denúncia em desfavor de seus constituintes no contexto da denominada Operação Vérnix, atribuindo-lhes, em tese, a prática dos delitos previstos no artigo 2.º da Lei n.º 12.850/2013 (organização criminosa) e no artigo 1.º da Lei n.º 9.613/1998 (lavagem de capitais).

A Defesa reitera que Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior encontram-se custodiados em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação.

Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho também refutam integralmente as imputações formuladas. A Defesa destaca que o mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude.

Quanto aos elementos de natureza patrimonial e financeira mencionados na denúncia, a Defesa esclarece que eles serão devidamente contextualizados no decorrer da instrução processual, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações apontadas pela acusação. A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos seus constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário”. 

Em nota, a defesa de Deolane afirmou que ainda não teve acesso à acusação. Leia na íntegra:

“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa. A defesa ainda não teve acesso a acusação e tão logo for citada, apresentará a devida resposta, reafirmando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo”. 

A reportagem tenta contato com os representantes de Everton de Souza para um posicionamento.

Entenda a investigação

Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), prendeu Deolane no dia 21, após a identificação de sua participação nas ações criminosas.

A investigação começou em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, que identificou atuações de lavagem de dinheiro coordenadas pelo PCC.

Agentes da Polícia Penal apreenderam bilhetes e manuscritos no interior da penitenciária, que estavam com dois presos. Os conteúdos dos materiais revelaram algumas dinâmicas internas da facção, como atuação de lideranças encarceradas e possíveis ataques contra agentes públicos.

Deolane mantinha vínculos pessoais e negociais com membros do PCC e um dos gestores fantasmas da transportadora Lopes Lemos Transportadora Ltda, de nome fantasma “Lado a lado”, também investigada.

O papel de Deolane

Segundo os investigadores, Deolane tinha estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada.

As apurações apontam que a influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Os levantamentos mostraram o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

A investigação também identificou o uso de estruturas empresariais e patrimoniais sucessivas, mecanismo que teria como finalidade dificultar o rastreamento da origem, circulação e destinação dos recursos.

Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP

❌