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EUA x Irã: Saiba por que acordo provisório deverá ser assinado virtualmente

13 June 2026 at 19:58

Os planos para a assinatura virtual do acordo provisório foram concretizados no último dia para consolidar o acordo rapidamente e evitar imprevistos de última hora, disseram autoridades familiarizadas com o assunto.

Embora o presidente Donald Trump tenha dito na semana passada que esperava que a assinatura ocorresse presencialmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance representando os EUA, esses planos não se concretizaram.

Isso se deve em parte a complicações de agenda.

O presidente e o vice-presidente não viajam ao exterior simultaneamente por questões de segurança e continuidade, e Trump tem uma viagem marcada para a cúpula do G7 na França na madrugada de segunda-feira (115).

Levar Vance de um evento de assinatura na Europa a tempo da partida de Trump seria difícil.

Em vez disso, foi oferecida uma assinatura eletrônica para finalizar o acordo provisório. O receio entre alguns dos mediadores é que, quanto mais tempo demorar para que seja assinado, maior a probabilidade de que algo comprometa o progresso ou que uma ou as duas partes descumpram o acordo, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

Até o momento, Washington e Teerã apresentaram versões um tanto conflitantes sobre o conteúdo do acordo, incluindo o auxílio financeiro que o Irã receberá.

Se essas divergências são meras diferenças na comunicação pública ou refletem algo mais profundo que poderia levar ao colapso do acordo, permanece incerto.

Impasse em assinatura

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.

O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.

Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.

“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”

“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.

Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”

Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”

A guerra elevou drasticamente os preços globais da energia e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde o conflito reacendeu a disputa entre Israel e o grupo militante Hezbollah, alinhado a Teerã.

O que está incluído no acordo?

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.

Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.

Irã mantém o estreito sob bloqueio há meses, e a Marinha dos EUA bloqueia portos iranianos para reduzir suas exportações de petróleo.

O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.

“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).

“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.

Eleições no Peru: Entenda o processo de revisão de votos que acontece agora

13 June 2026 at 19:47

A contagem inicial dos votos no segundo turno das eleições presidenciais peruanas foi concluída, mas agora o longo processo de revisão dos votos contestados está em andamento pelas autoridades eleitorais.

Com os candidatos separados por uma margem mínima, em um total de aproximadamente 18 milhões de votos, espera-se que o processo seja bastante disputado e minuciosamente analisado pelos dois lados.

Saiba como funciona o processo de revisão e quanto tempo pode levar até que o Peru saiba quem será seu próximo presidente.

As cédulas contestadas farão diferença?

Sim. A contagem inicial terminou com os candidatos separados por pouco mais de  mil votos, enquanto votos de mais de 1.600 seções eleitorais, representando cerca de 400 mil votos, estão em revisão e ainda não foram contabilizados.

A conservadora Keiko Fujimori terminou a contagem inicial com 9.036.046 votos, ou 50,004% do total, enquanto o esquerdista Roberto Sánchez obteve 9.034.743 votos, ou 49,996%.

Uma grande parte das cédulas sinalizadas para revisão são de Lima, que votou fortemente em Fujimori, enquanto votos do exterior também a favoreceram. Isso levou as duas campanhas a se concentrarem intensamente no processo de revisão.

O que faz os votos serem revisados?

Cada seção eleitoral preenche uma folha de resultados com o total final de votos para cada candidato. Se houver algum problema com a folha, como erros de cálculo, caligrafia ilegível ou outras inconsistências, ela é sinalizada para revisão e enviada a uma comissão eleitoral especial.

Observadores eleitorais partidários também podem contestar os resultados nas seções eleitorais, o que pode influenciar o processo de revisão. Ambas as campanhas mobilizaram observadores eleitorais em todo o país e no exterior.

O que acontece com os votos enviados para a revisão?

Um júri eleitoral especial, composto por três membros, revisa a ata da seção eleitoral contestada. Se o problema for um simples erro de contagem ou transcrição, o júri pode resolvê-lo e a ata passa a fazer parte da contagem oficial.

Caso contrário, o júri pode convocar uma audiência pública para examinar o caso. Essas audiências são públicas e, posteriormente, recursos podem ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral para resolução.

Quanto tempo levará para saber quem venceu?

O processo completo de revisão pode levar semanas. As autoridades eleitorais do Peru afirmaram que o vencedor oficial deverá ser declarado até 15 de julho, embora o resultado possa ficar mais claro antes, caso um candidato comece a se distanciar à medida que os votos revisados ​​forem adicionados à contagem.

Votos contestados são diferentes de pedidos de anulação?

Sim. Além das mais de 1.600 seções eleitorais sinalizadas para revisão devido a problemas com as atas de apuração, o partido de Sánchez entrou com quatro pedidos de nulidade separados, buscando anular os resultados de cerca de 2.400 seções eleitorais.

Um dos pedidos da equipe de Sánchez buscava invalidar os resultados de cerca de 1.750 seções eleitorais, principalmente em Lima, enquanto outros três abrangiam cerca de 650 seções eleitorais no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

Uma comissão eleitoral rejeitou esses pedidos na sexta-feira (12) porque o partido não incluiu toda a documentação necessária.

O partido não pode reapresentar os pedidos nem apresentar novos, pois o prazo já expirou, segundo as autoridades.

Franceses protestam contra sistema judiciário após morte de criança

13 June 2026 at 19:16

A França viveu uma semana marcada por protestos em diversas cidades após o assassinato de Lyhanna, uma criança de 11 anos.

Ela estava desaparecida desde o dia 29 de maio, em Fleurance, após sair da escola. O corpo da menina foi encontrado seis dias depois, no dia 4 de junho, em uma área rural. A causa da morte ainda não foi divulgada.

A mobilização ganhou força depois que veio à tona a informação de que o principal suspeito do crime, Jérôme Barella – pai de uma colega de Lyhanna -, já havia sido acusado, em agosto de 2025, por estupro contra outra criança. Apesar das acusações, ele não chegou a ser interrogado pelas autoridades.

Manifestantes foram às ruas para exigir explicações e cobrar mudanças no sistema judicial francês.

Durante os atos, participantes denunciaram o que consideram negligência institucional e defenderam medidas mais rigorosas para prevenir a reincidência de crimes sexuais contra mulheres e crianças.

Anne-Cecile Mailfert, da Fundação de Mulheres (Fondation des Femmes), criticou o governo durante um protesto em Paris na segunda-feira (8).

“Estamos cansados ​​de sermos tratados como idiotas. É evidente que o sistema não funciona e que aqueles em posições de responsabilidade não estão fazendo o que deveriam.”

A pressão popular alcançou o governo. Diante da repercussão do caso, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião de emergência na terça-feira (9), na qual exigiu o fortalecimento de um projeto de lei de proteção à criança e requisitos mais rigorosos para o arquivamento de casos.

O governo planeja propor, ainda, o aumento das penas máximas de prisão para condenados por estupro de crianças, de 20 anos para prisão perpétua.

O presidente Emmanuel Macron se pronunciou sobre o caso quando Lyhanna ainda estava desaparecida. Ele reconheceu a existência de “disfunções” e falhas no sistema judicial francês e afirmou que o governo trabalhará para identificar responsabilidades e corrigir eventuais problemas estruturais que possam ter contribuído para a situação.

Os protestos aumentaram a pressão sobre o ministro da Justiça e sobre todo o governo francês, que já se prepara para a eleição presidencial do ano que vem.

Além disso, eles surgem na sequência de uma série de escândalos envolvendo menores de idade na França. O sistema escolar de Paris enfrenta alegações de abuso generalizado por parte de funcionários não docentes.

No ano passado, segundo a polícia francesa, mais de 75 mil menores foram vítimas de violência sexual, um aumento de 5% em relação a 2024.

Organizações de defesa dos direitos da criança e das mulheres afirmam que 160 mil crianças são vítimas de abuso sexual na França todos os anos e que as denúncias não são tratadas com a devida prontidão devido à falta de recursos, deixando as crianças expostas aos abusadores.

Esse, inclusive, é um dos pontos levantados pela defesa da família de Lyhanna. O advogado François de Roujou de Boubée afirma que maiores recursos judiciais poderiam ter evitado a morte da garota.

Irã critica Trump e volta a dizer que não assinará acordo no domingo (14)

13 June 2026 at 18:33

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.

A IRGC descreveu o cronograma como um “teste para a equipe de negociação iraniana” e afirmou que o anúncio de Trump ocorre “apesar de negociadores iranianos terem declarado explicitamente que o memorando ainda não foi finalizado e que a assinatura no domingo definitivamente não acontecerá”.

Em uma publicação no Telegram, o grupo sugeriu que Trump pretendia agendar a assinatura para coincidir com seu aniversário, em 14 de junho.

“Alguns observadores acreditam que sua insistência pode ser motivada pelo desejo de usar a ocasião simbolicamente e transformá-la em um evento de autopromoção”, diz a declaração.

O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.

Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.

“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”

“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.

Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”

Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”

A guerra elevou drasticamente os preços globais da energia e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde o conflito reacendeu a disputa entre Israel e o grupo militante Hezbollah, alinhado a Teerã.

O que está incluído no acordo?

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.

Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.

O Irã mantém o estreito sob bloqueio há meses, e a Marinha dos EUA bloqueia portos iranianos para reduzir suas exportações de petróleo.

O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.

“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).

“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.

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