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SP descarta segundo caso suspeito de ebola

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O governo de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola, que estava sob investigação na capital paulista.

Internada na quarta-feira (10), a paciente, uma brasileira de 31 anos, era acompanhada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Os exames que afastaram a suspeita foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

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A paciente está em tratamento para gastroenterocolite aguda. Ela havia viajado recentemente para a República Democrática do Congo (RDC), permanece internada e teve evolução clínica favorável. 

“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, em nota à imprensa.

O primeiro caso suspeito, de um homem de 37 anos que também viajou para a RDC, foi descartado no dia 1º de junho.

Durante o acompanhamento de ambos, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) iniciou a investigação após os pacientes atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos para a classificação como casos suspeitos, considerando o histórico recente de viagem a áreas com transmissão ativa e os sintomas apresentados, além de notificar o Ministério da Saúde.

“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, afirmou à imprensa Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde.

Surto 

A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola. O número de casos confirmados da doença já passa de 689, com registro de 139 mortes.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, 17 novos casos foram notificados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri, onde os primeiros casos foram registrados.

* Com informações da Reuters

Received — 12 June 2026 Agência Brasil

Produção de automóveis acumula 7,1% de aumento em relação a 2025

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os dados de produção e vendas para o mês de maio. Foram fabricados 253,5 mil veículos e emplacados 274,7 mil. O único segmento que não apresentou alta foi o de caminhões e ônibus, para o qual há expectativa de aumento de vendas com os subsídios do programa Move Brasil 2.

Segundo a entidade, o índice representa alta de 15,2% quando comparado com o mês de maio de 2025 e foi o melhor resultado para um mês desde 2019. Com 1,1 milhão de unidades produzidas, se registrou também uma alta de 7,1% sobre os cinco primeiros meses de 2025. 

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"A força desse ritmo produtivo vem da alta nas vendas de automóveis (+21,5%), o que inclui o bom desempenho dos carros de entrada com o programa Carro Sustentável. Comerciais leves, como picapes, vans e furgões, também vêm crescendo (+7,7%), enquanto os caminhões (-15,1%) e os ônibus (-16,3%) ainda estão em queda", indicou a análise do setor.

O aumento dos preços globais de combustíveis tem se apresentado como um fator econômico preocupante, pois aumentam os custos de produção e acumulam na ponta da cadeia, nos consumidores, pressionando a inflação e o ritmo da queda de juros por parte do Banco Central, avaliou a Anfavea.

Vendas tiveram ritmo semelhante

O mês de maio teve a melhor média diária de vendas desde dezembro de 2014, com 13,7 mil autoveículos (soma de leves e pesados) vendidos por dia. Os emplacamentos totais em maio foram de 274,7 mil unidades, 21,7% a mais do que o vendido em maio do ano passado. O acumulado das vendas também superou o marco simbólico de 1 milhão de unidades um mês antes de 2025, com 1.148,2 mil unidades, crescimento acumulado de 16,4%.

Os fabricantes apontaram a alta das vendas dos veículos eletrificados (elétricos, híbridos e híbridos plug-in) como uma parcela relevante desse resultado positivo. A participação do segmento passou de 10,6% em junho de 2025 para 19,5% em maio. Foi o mês com maior venda de elétricos puros, chegando a 21 mil unidades, enquanto a soma dos híbridos vendidos foi 30,7 mil. 

Exportações em queda, importações em alta

As vendas para o exterior em 2026 têm tido queda expressiva, principalmente para os parceiros da América do Sul. O principal parceiro continua sendo a Argentina, que comprou 89,6 mil unidades, recuo de 33,3%. Os mexicanos compraram 31,6 mil unidades, recuo de 0,5% e os colombianos 17,7 mil, aumento de 14,5%. As vendas também caíram para o Chile (-19,6%) e para o Uruguai (-34,5%), parceiros que compraram menos de 10 mil veículos cada.

O principal fornecedor de veículos para o mercado brasileiro em 2026 passou a ser a China, de quem importamos 108,4 mil unidades entre janeiro e maio, alta de 86,6%. Os modelos argentinos recuaram, 16,8%, com um total 71,3 mil. As vendas de importados em maio foram de 55 mil unidades, totalizando 223 mil nos cinco primeiros meses, elevação de 17,4%, mais que o dobro da venda de nacionais. 

 

Polícia Científica conclui laudo sobre explosão de gás em Jaguaré

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A Polícia Científica concluiu o laudo técnico sobre a explosão na rede de gás no bairro do Jaguaré, na zona oeste da cidade de São Paulo, no último 11 de maio, e que causou a morte de duas pessoas. 

De acordo com o governo estadual, as equipes mapearam a área, examinaram tubulações e solo, além de itens dos moradores e dos trabalhadores afetados.

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"O trabalho pericial foi realizado por uma força-tarefa multidisciplinar de peritos criminais, com atuação no local para coleta, preservação, documentação e análise de vestígios materiais", informou.

O trabalho técnico analisou amostras de gás subterrâneo, exames geofísicos de eletrorresistividade e sísmica rasa. Também fizeram parte do laudo os exames necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal.

"A definição sobre eventuais responsabilidades caberá ao inquérito policial – a partir do conjunto de elementos apurados – que é conduzido pela 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas da Polícia Civil na capital", complementou o governo estadual.

A explosão afetou cerca de 800 moradias, das quais 302 casas e 488 apartamentos em condomínios, sendo que 66 ficaram completamente destruídas. Duas pessoas morreram, uma delas um trabalhador terceirizado a serviço da Sabesp. A companhia fazia uma obra no local.

As concessionárias - Sabesp e Comgás - pagaram um auxílio às famílias que tiveram os imóveis afetados e reformaram 45 imóveis com danos mais significativos, dos quais 39 já foram entregues.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) alterou parte dos protocolos para obras em subsolo em áreas com compartilhamento de infraestrutura e criou um grupo técnico permanente voltado à prevenção de acidentes.

Relembre o caso 

A explosão na Rua Doutor Benedito de Moraes Leme, no bairro do Jaguaré, ocorreu por volta das 16h10 do dia 11 de maio. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fazia uma obra no local.

Segundo informações da Defesa Civil, a explosão pode ter sido causada por um problema na tubulação de gás natural encanado da Comgás atingida durante uma obra externa da Sabesp. 

Agência dos Estados Unidos confirma início do fenômeno El Niño

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A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até o final do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.

O órgão afirmou que o início do período de aquecimento é percebido em medições ao longo de toda a faixa tropical do Oceano Pacífico.

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Em geral o período é classificado como de El Niño quando a média das temperaturas medidas ao longo da faixa equatorial do oceano, entre a Indonésia e a América Central, é de 0,5 grau Celsius acima da média histórica. Na primeira semana de julho as medições apontaram 0,7 grau acima.

A análise dos cientistas do NOAA apontou, ainda, que a probabilidade de um aquecimento com mais de dois graus celsius acima da média é de 63%. Isso configura um El Niño bastante intenso, concentrado entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

No Brasil, isso determina um período de chuvas mais curto e menos intenso nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a possibilidade de secas, além de uma concentração considerável de chuvas na região Sul, afetando principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As duas condições foram observadas em 2024, última incidência do fenômeno, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.

Aquecimento dos oceanos

O professor Ricardo de Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explicou que é difícil fazer afirmações sobre o aumento da frequência ou a redução do intervalo entre fenômenos relacionados ao aquecimento dos oceanos, bem como estabelecer uma relação direta de que esses eventos estejam mais intensos. 

“É importante considerar que a região monitorada é bastante extensa e ela ficando mais quente que o normal é de se esperar que as médias globais de temperatura aumentem, o que aconteceu nesses últimos anos. Também precisamos considerar que os oceanos estão acumulando boa parte desse calor. A gente precisa tomar cuidado para não confundir mudança climática com variabilidade climática. Fenômenos como o El Niño fazem parte da variabilidade natural do planeta”, explica 

Para o professor, os critérios de avaliação do NOAA são consolidados e refletem pesquisas acadêmicas atuais e dados de uma rede ampla de coleta, com dados coletados na atmosfera, na superfície e através de uma rede de boias de profundidade.

"No entanto, a gente sabe que os pesquisadores desses órgãos federais americanos estão enfrentando restrições do uso de certos termos, que foram meio que banidos pela administração Federal nos Estados Unidos, negacionista quanto à importância das mudanças climáticas”, pondera o pesquisador, que destaca a existência de outros centros importantes, como os europeus, o japonês e o australiano. 

Segundo Camargo, as telemetrias e os modelos adotados por esses centros são confiáveis, porém a rede de bóias de profundidade é mantida basicamente pelos Estados Unidos, e sua perda pode afetar consideravelmente a qualidade dos dados. 

O governo Trump já sinalizou o interesse em desligar tanto a rede de bóias do Pacífico e seu equivalente, no Atlântico.

A próxima avaliação do NOAA para o El Niño deve ser publicada em 9 de julho.

Received — 11 June 2026 Agência Brasil

Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos

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O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto. 

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.

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A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.

O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.

"A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica", declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

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O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

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Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, outra liderança da organização, para repassar rendimentos aos outros membros da rede. 

A rede também era composta pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. De acordo com o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

"A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro", afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma "refutam integralmente as imputações formuladas", embora não negue a relação patrimonial e os "elementos financeiros" da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

Received — 10 June 2026 Agência Brasil

São Paulo destinará R$ 90 milhões para audiovisual e economia criativa

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O governo paulista anunciou a destinação de R$ 90 milhões para o setor cultural, por meio de editais que serão publicados nesta quarta-feira (10). O valor será destinado às áreas de audiovisual, games, arquitetura, economia criativa, além de festivais e eventos em municípios com menos de 50 mil habitantes.
São Paulo (SP), 05/01/2024 - A secretária estadual da Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo, Marilia Marton, participa da abertura da mostra Chaves: A Exposição, que comemora os 40 anos de estreia do seriado no Brasil, no MIS Experience. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil São Paulo (SP), 05/01/2024 - A secretária estadual da Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo, Marilia Marton, participa da abertura da mostra Chaves: A Exposição, que comemora os 40 anos de estreia do seriado no Brasil, no MIS Experience. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Secretária de Cultura de SP, Marilia Marton - Rovena Rosa/Agência Brasil

“Este ano, aproveitamos o SP Audiovisual Hub para anunciar que estamos tirando do papel uma demanda histórica do audiovisual, que é o apoio direto às salas de cinema e de rua. Isso, somado aos já consolidados editais de fomento do Programa de Ação Cultural (ProAC), programa que celebra duas décadas em 2026”, afirmou Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, durante o evento de apoio ao audiovisual promovido pela própria secretaria.  

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O setor do audiovisual terá quatro editais de apoio distintos:
  • Produção de longa-metragem (produção/coprodução);
  • Produção de telefilme ou longa-metragem de baixo orçamento;
  • Salas de cinema (módulos cinemas de rua e cinemas de rua e itinerante);
  • Adaptação de obra literária para roteiro cinematográfico.

As linhas de apoio também incluirão a área de games, com edital para desenvolvimento ou finalização e publicação de jogos eletrônicos, dividido em dois módulos específicos. 

Para a área de arquitetura haverá o edital de elaboração de projeto de arquitetura para ocupação de bens tombados. 

A área de economia criativa terá o edital voltado para design de moda e de produtos, composto por dois módulos. 

Festivais e eventos

Está também previsto para hoje o lançamento do edital de mostras, festivais e eventos, além do destinado à realização de projetos culturais em municípios de até 50 mil habitantes. 

Esses dois chamamentos visam a complementar políticas de impacto mais restrito em cidades onde a estrutura municipal não tem condições de suprir as demandas dos artistas e da população.

Fenasamba defende financiamento do carnaval como política cultural

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O encerrar congresso em São Paulo, a Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba) pediu políticas públicas de valorização das agremiações de todo o país, além da formação de trabalhadores e do fomento ao turismo fora das grandes cidades. O Conasamba 2026 lançou campanha por políticas públicas permanentes de apoio às escolas, especialmente àquelas ligadas ao carnaval de rua em cidades de menor apelo turístico.

Na "Carta de São Paulo", divulgada ao fim do congresso, a organização defendeu um olhar voltado, para além dos grupos especiais do Rio de Janeiro e São Paulo, para as escolas de bairro e os desfiles comunitários.

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"Milhares de escolas de samba mantêm acesa a chama de uma tradição que atravessa gerações, formando artistas, preservando memórias e fortalecendo identidades", destacou o manifesto. 

O encontro, realizado entre os dias 4 e 7 de junho, discutiu carnaval de rua, empreendedorismo, sustentabilidade e a importância das mulheres na dinâmica da festa e das escolas, além de questões profissionais e desafios técnicos do setor. As discussões fizeram parte do documento, que destacou também o papel do samba na preservação das memórias e a importância de discutir a ampliação das fontes de financiamento.

A necessidade de financiamento é uma das propostas concretas do documento, com pedido de "políticas públicas de Estado permanentes que garantam a qualificação dos profissionais do carnaval, ampliem o acesso aos mecanismos de financiamento, promovam o intercâmbio de experiências e fortaleçam as estruturas das escolas de samba em todas as regiões do Brasil". 

Os representantes das escolas presentes ao congresso consideraram imprescindível a distribuição justa e proporcional de verbas públicas, pensando em mecanismos de equidade para favorecer grupos que não contam com visibilidade e apoio privado. A medida, defendem, permitiria um planejamento financeiro e evitaria decisões apressadas ou pontuais, dependentes de recursos de última hora. 

"Promover essas conexões é fortalecer o carnaval das escolas como identidade nacional na esfera global do samba, das escolas e do carnaval como manifestações culturais nacionais, presentes em todos os estados brasileiros", defendeu a Carta. Ela também cobrou, do Ministério da Cultura, a consolidação e criação imediata de uma Política Nacional de Fomento ao Carnaval, com recursos federais permanentes e distribuição equitativa entre estados, respeitando critérios técnicos, culturais e sociais. 

Received — 9 June 2026 Agência Brasil

MPF aciona Hospital Albert Einstein por descumprir cotas em residência

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O descumprimento da política de cotas nos programas de residência médica levou o Ministério Público Federal (MPF) a entrar com uma ação civil pública para que o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, implemente a política de ações afirmativas. Os procuradores pedem a abertura de editais complementares ainda no atual processo seletivo, de 2026, com a destinação de vagas para candidatos com deficiência, negros, indígenas, quilombolas e pessoas trans, conforme os percentuais definidos pelas normas vigentes.

"Para o MPF, a aplicação da política de cotas é fundamental para garantir igualdade de oportunidades a esses candidatos, de forma que a composição do corpo de médicos residentes represente de maneira efetiva a pluralidade étnica e sociocultural da sociedade brasileira", destaca o Ministério Público Federal em nota.

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O Ministério Público Federal aponta que, segundo os dados mais recentes, os negros representam a maioria da população, mas ocupam apenas 27,5% das vagas de residência na instituição. Por outro lado, 70,1% dos médicos residentes são autodeclarados brancos.

O órgão ressalta que "a aplicação de ações afirmativas nas residências médicas é obrigatória, mesmo em instituições de direito privado", pois os programas envolvem o treinamento em serviço no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com regulamentação do governo federal, de 2025.

"Contudo, no processo seletivo 2026, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein optou por não reservar vagas para minorias étnico-raciais e grupos vulnerabilizados, desrespeitando as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS)", diz a nota.

O MPF lembra que o Albert Einstein "é subsidiado por recursos públicos indiretos, pois se beneficia de expressiva exoneração fiscal, sob forma de imunidade tributária federal", conforme a peça assinada pela procuradora da República Ana Letícia Absy. O hospital está isento do recolhimento de contribuições federais, como as destinadas à seguridade social.

“O gozo de benefícios fiscais e a utilização de recursos públicos conferem à entidade obrigações positivas correlatas, que incluem a adoção de medidas concretas voltadas à promoção da igualdade material e à redução de desigualdades históricas”, afirma a procuradora.

Em abril deste ano, o MPF já havia se posicionado pela obrigatoriedade da reserva de vagas em certames para residência médica. A Nota Técnica PFDC nº 10/2026, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, concluiu que a aplicação das cotas "nesses casos não constitui mera discricionariedade administrativa da instituição de ensino".

Em nota enviada à Agência Brasil, o Hospital Albert Einstein afirmou que, até o momento, não foi citado sobre a ação, por isso, não tem conhecimento sobre o conteúdo do processo.

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