A exposição “As Sessões do Cineclube de Faro durante o Estado Novo”, patente na Biblioteca da Universidade do Algarve (UAlg), no campus de Gambelas, a partir desta quinta-feira, dia 11, vai revisitar o papel de «resistência cultural» do cineclube durante a ditadura.
Trata-se de uma iniciativa organizada pelo CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação e pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da UAlg, com o apoio do Cineclube de Faro.
Com curadoria do investigador e coordenador do Grupo de Trabalho em Estudos Fílmicos do CIAC Jorge Carrega, a exposição propõe «uma reflexão sobre o papel desempenhado pelo Cineclube de Faro na promoção da cultura cinematográfica e na dinamização de espaços de resistência cultural durante o período da Ditadura do Estado Novo».
A mostra reúne uma seleção de 30 programas de sessões realizadas pelo Cineclube de Faro entre 1956 e 1974.
Estes documentos «testemunham a atividade regular desta associação na divulgação de obras cinematográficas nacionais e internacionais».
O percurso expositivo é complementado por cerca de três dezenas de livros e DVD dedicados à história do cinema e à atividade cineclubista, «contribuindo para contextualizar a relevância cultural e social deste movimento».
Ao destacar materiais históricos raramente acessíveis ao público, a exposição evidencia «a importância dos cineclubes enquanto espaços de formação cultural, debate crítico e contacto com cinematografias alternativas», num contexto marcado pela censura e pelas limitações impostas pelo regime.
A inauguração será no dia 11 de Junho, às 17h00.
Uma hora mais tarde, no anfiteatro D do Complexo Pedagógico em Gambelas, decorre uma mesa-redonda sobre o tema “Resistência e Cineclubismo – O Caso do Cineclube de Faro”.
O debate, também integrado no Curso Livre de História do Algarve (exige inscrição prévia aqui), conta com as participações de Ana Isabel Soares, Fernando Leitão Correia, Manuel Dias Afonso, Olga Fonseca e Carlos Afonso.
A entrada é livre e a exposição poderá ser visitada durante o horário de funcionamento da Biblioteca da Universidade do Algarve, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h00, e ao sábado, das 9h30 às 15h30.
Fica concluída já no início desta semana a intervenção de enchimento do areal da praia da Fuzeta. A promessa foi deixada pela ministra do Ambiente numa visita ao local. Também as praias de Loulé, muito afetadas pelas tempestades de inverno, conseguiram com a alimentação artificial ganhar 50 metros de areal até ao mar, como mostra a reportagem da SIC.
A Fuzeta teve também a época balnear em perigo. Foi preciso avançar com uma intervenção de emergência: 400 mil euros e 40 mil metros cúbicos de areia vão permitir abrir a praia aos banhistas.
“Foi mesmo para salvar a época balnear e ainda bem que o fizemos”, afirma a ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, que aproveitou o Dia Mundial do Ambiente, na sexta-feira, para visitar a reta final da intervenção na Fuzeta.
As tempestades de inverno chegaram, nalgumas zonas, a ‘comer’ 15 metros de areal. Foi preciso uma intervenção de mais de 14 milhões de euros para assegurar que nos sete quilómetros do Forte Novo a Vale do Lobo e Vale Garrão houvesse época balnear.
Imagem extraída da reportagem da SIC
Seguem-se dentro de meses dragagens nos portos também da Fuzeta, Tavira e Lagos. No final do verão, será retomada a intervenção entre a Praia da Rocha e a dos Três Castelos.
“Temos tido problemas técnicos, tem sido difícil o transporte da mistura de areia e água. Não conseguimos acabar antes da época balnear por isso interrompeu-se e tirou-se tudo. Retomamos a seguir à época balnear”, explicou a ministra.
Entre obras concluídas, em curso ou contratualizadas, o investimento na reposição de areias e proteção costeira do Algarve aproxima-se dos 20 milhões de euros. Em média, a linha de costa tem recuado três metros por ano no Algarve.
15 de junho – 09h00 / 16h00 ‘O NOVO URBANISMO – AS TRANSFORMAÇÕES IMPLEMENTADAS NA GESTÃO DO TERRITÓRIO PELO DECRETO – LEI N.º 108/2026’
Numa iniciativa do urbanista António Góis Nóbrega e integrada no Ciclo de Conferências sobre Urbanismo, Habitação e Qualidade de Vida, por si promovido e sem quaisquer fins lucrativos, decorre no Salão Nobre da Câmara Municipal de Albufeira, no próximo dia 15 de junho, entre as 09h00 e as 16h00, a conferência subordinada ao tema: ‘O Novo Urbanismo – As Transformações Implementadas na Legislação do Território, pelo Decreto Lei N.º 108/2026’.
Publicado no dia 29 de maio, este normativo vem alterar profundamente, alguns dos aspetos essenciais da legislação que envolve a gestão urbanística.
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, INEVITÁVEL NA GESTÃO URBANÍSTICA, A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS POR ARBITRAGEM E A RESPONSABILIZAÇÃO DOS INTERVENIENTES SÃO TEMAS A DEBATER E A APROFUNDAR
O novo diploma alivia e até isenta o controlo prévio municipal dos projetos e das obras em muitas situações, remetendo ao promotor e aos técnicos responsáveis a responsabilidade pelo cumprimento da lei e consequentemente da segurança e salubridade, mas estabelecem prazos para controlo sucessivo das operações urbanísticas.
ATÉ QUE PONTO AS AUTARQUIAS ASSUMIRÃO A RESPONSABILIDADE CIVIL PELOS ATOS PRATICADOS NO ÂMBITO DA GESTÃO URBANÍSTICA?
O planeamento e a gestão do território envolvem matéria fundamental em todos os setores relacionados com a vida humana.
A terra representa o suporte da existência e estabelece as suas regras específicas quanto á forma como o ser humano deve desenvolver as suas atividades.
NESTE EVENTO SERÃO DEBATIDAS, FRONTALMENTE, QUESTÕES PERTINENTES E DE SUSTENTABILIDADE DE TODO O SISTEMA DE CONTROLO PÚBLICO NO ÂMBITO DA GESTÃO URBANÍSTICA
A defesa, a sobrevivência, a seguranças, a saúde pública ou privada, a habitação, a família, a educação, cultura, tudo acontece no meio em que vivemos.
O debate objetivo e produtivo, a partilha de informação e a troca de conhecimentos neste domínio, mostra-se tão relevante como a qualidade da sociedade que construímos.
A NOVA LEI ALIVIA O CONTROLO PREVENTIVO POR PARTE DA CÂMARAS MUNICIPAIS, ASSIM, A PERGUNTA: SEM O CONTROLO PRÉVIO DAS CÂMARAS MUNICIPAIS, COM QUE METODOLOGIA, A ENGENHARIA GARANTIRÁ A SEGURANÇA E SALUBRIDADE DAS EDIFICAÇÕES?
Foram convidadas a participar em parceria, entre outras, as Ordens Profissionais diretamente envolvidas e que desempenham um papel fulcral, tanto na interpretação das regras, como e especialmente, na sua aplicação prática.
Foram convidados a participar na conferência:
A Ordem dos Engenheiros; – (confirmada)
A Ordem dos Advogados – (confirmada)
A ASMIP – Associação dos Mediadores do Imobiliário – (confirmada)
A Ordem dos Arquitetos;
O Prof. DoutorRosaldo Rossetti – Categrático Especialista em Inteligência Artificial aplicada ao urbanismo – U. Porto
A Associação Portuguesa de Arbitragem – Inovação na Resolução de Conflitos na Gestão Urbanística – DL 108/2026
A APPC _ Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores
Participam ainda, como oradores:
Dr. João Luis Gonçalves – Procurador – Tribunal Central Administrativo – Autor do Livro – ‘A Responsabilidade Civil das Autarquias’
António Góis Nóbrega – Urbanista e organizador do Ciclo de Conferências – URBANISMO, HABITAÇÃO E QUALIDADE D VIDA.
ENVOLVIDOS TÉCNICOS PROJETISTAS E DIRETORES DE OBRAS, A FIM DE SE APROFUNDAR A DIGNIDADE DO TERMO DE RESPONSABILIDADE, OU SEJA, O TERMO SUBSCRITO PELO TÉCNICO, GARANTIRÁ, EFETIVAMENTE, O CUMPRIMENTO DA LEGALIDADE E A SEGURANÇA JURÍDICA.
Estas e muitas outras questões importantes e oportunas, serão abordadas nesta Conferência que tem como Media Partner o jornal diariOnline Região Sul. O debate consciente e informado é a base essencial de qualquer política pública credível.
Tendo em consideração a lotação da sala, as inscrições serão aceites pela ordem de registo e regularização. A participação na conferência tem um custo de 90,00€, valor que deve ser pago através de transferência bancária para o NIB: 0045.7012.4000.1231702.11, enviando depois o comprovativo para o e-mail: urbanismoordenamento@gmail.com. Para participar pode inscrever-se clicando aqui.
L’intelligenza artificiale è uscita dalla fase della curiosità tecnologica per entrare stabilmente nelle strategie delle imprese. Il punto, però, è che riconoscerne il potenziale non significa necessariamente essere pronti a sfruttarlo. E proprio qui emerge il principale nodo che il sistema produttivo italiano deve affrontare nei prossimi anni. Secondo l’Osservatorio “Pronti a competere?”, realizzato da Lenovo in collaborazione con il Comitato Triregionale dei Giovani Imprenditori di Confindustria e presentato al Convegno di Rapallo 2026, oltre otto imprese su dieci non ritengono di possedere oggi le competenze necessarie per utilizzare pienamente l’intelligenza artificiale. L’82,4 per cento delle aziende intervistate dichiara infatti di non disporre di risorse interne adeguate per governare questa trasformazione.
Il dato appare ancora più significativo se confrontato con il livello di consapevolezza ormai raggiunto dal mondo imprenditoriale. Il 43,3 per cento degli intervistati considera già oggi l’AI un fattore di crescita “fondamentale” o “molto importante”, mentre il 67,5 per cento ritiene che diventerà indispensabile per la competitività entro i prossimi tre anni. Eppure soltanto il 18,7 per cento delle imprese utilizza attualmente l’intelligenza artificiale in modo strutturato all’interno dei propri processi.
La distanza tra intenzioni e realtà è il vero elemento che emerge dall’indagine. Da una parte cresce la convinzione che l’intelligenza artificiale rappresenti una leva strategica per la competitività; dall’altra, le aziende faticano ancora a tradurre questa consapevolezza in organizzazione, competenze e processi concreti.
«I dati dell’Osservatorio “Pronti a competere?” evidenziano un nodo centrale per il futuro del sistema produttivo italiano: oggi la competitività delle imprese non è limitata dalla tecnologia, ma dalla capacità di adottarla e governarla», osserva Enza Truzzolillo, amministratore delegato di Lenovo Italia. «La vera sfida oggi non è introdurre l’intelligenza artificiale, ma renderla una leva concreta di competitività: e questo è un tema di leadership, metodo e governo del cambiamento».
Secondo Truzzolillo, la questione assume un’importanza ancora maggiore in una fase di crescente competizione internazionale. «In un contesto globale sempre più competitivo, la capacità di governare l’adozione dell’intelligenza artificiale diventa decisiva anche per il futuro del Made in Italy: senza un’integrazione efficace dell’intelligenza artificiale nei processi industriali e decisionali, il rischio è una progressiva perdita di competitività sui mercati internazionali».
L’indagine mostra comunque un atteggiamento tutt’altro che ostile verso la tecnologia. Il 79,5 per cento degli imprenditori associa all’intelligenza artificiale sentimenti positivi come opportunità, fiducia ed entusiasmo, mentre il 60,7 per cento prevede di aumentare gli investimenti nel settore nei prossimi 12-24 mesi. Circa il trenta per cento ritiene inoltre che l’intelligenza artificiale cambierà in modo profondo o radicale il proprio settore entro i prossimi tre anni.
Le difficoltà emergono soprattutto in un contesto economico che le imprese continuano a percepire come complesso. Tra le principali criticità vengono citate l’incertezza macroeconomica, l’aumento dei costi e la difficoltà nel reperire competenze specializzate. Non sorprende quindi che il 38,2 per cento degli intervistati individui nella perdita di competitività il principale rischio legato a una mancata adozione dell’intelligenza artificiale, davanti alla minore efficienza e alla ridotta capacità di innovazione.
Il tema delle competenze è centrale anche per il sistema dei Giovani Imprenditori di Confindustria. «Come Giovani Imprenditori Confindustria siamo impegnati, a livello nazionale e territoriale, a diffondere conoscenza e consapevolezza sull’intelligenza artificiale quale leva fondamentale per la crescita futura», spiega Maria Anghileri, presidente dei Giovani Imprenditori di Confindustria.
Per Anghileri, l’Italia parte comunque da una base solida. «L’Italia dispone di un patrimonio unico di dati industriali, competenze, filiere e saperi: dobbiamo innestare l’intelligenza artificiale in questo patrimonio per generare valore, produttività e nuovi spazi di mercato». E aggiunge: «Partendo dai bisogni concreti delle imprese, stiamo mostrando applicazioni reali e favorendo connessioni tra startup, grandi imprese, Pmi e ricerca. Costruiamo ecosistemi abilitanti mettendo le persone – chiave di volta di ogni cambiamento – al centro».
La sfida, conclude la presidente dei Giovani Imprenditori, è trasformare una rivoluzione tecnologica in un vantaggio competitivo reale: «Nel nostro Sistema abbiamo le intelligenze e le capacità per affrontare i rischi e cogliere le opportunità: dobbiamo impegnarci al massimo per governare questa rivoluzione e trasformarla in un motore concreto di efficienza e trasformazione industriale».
La fotografia che emerge da Rapallo è quindi quella di un sistema imprenditoriale che ha ormai compreso la portata dell’intelligenza artificiale, ma che deve ancora colmare il divario tra consapevolezza e capacità di esecuzione. Un passaggio decisivo, soprattutto considerando che l’ottantuno per cento delle imprese intervistate ritiene che l’Italia sia oggi in ritardo rispetto ai principali Paesi europei sul fronte dell’intelligenza artificiale.
Al Mugello, durante il weekend del Gran Premio d’Italia, il rumore arriva prima di tutto il resto. Arriva prima delle immagini, prima dei tempi sul monitor, prima delle spiegazioni tecniche. È un suono fisico, quasi solido, che attraversa l’aria e ricorda a chiunque si trovi nel paddock che questo sport resta una faccenda viscerale, meccanica, umana. Poi, però, appena ci si avvicina al box Ducati Lenovo Team, la percezione cambia. La MotoGP, per certi versi, è la stessa di tanti anni fa, fatta di benzina, gomma, freni incandescenti e traiettorie impossibili. Ma oggi non è più soltanto questo. Si capisce subito che la prestazione dei piloti in pista è solo l’ultimo anello di una catena invisibile e lunghissima. C’è un’intera filiera di dati, simulazioni, sensori, infrastrutture mobili e decisioni prese in pochi minuti. La MotoGP contemporanea si corre anche dentro un sistema tecnologico.
È soprattutto una ricerca spasmodica di dettagli. Millesimi di secondo. Piccole cose che, sommate, permettono a una moto di andare più forte di un’altra. Il pilota resta fondamentale, certo. Ma la moto, oggi, non è più solo un oggetto meccanico: è una piattaforma piena di sensori, circa cinquanta, che misurano continuamente quello che accade durante ogni gara. Tutto, dalle frenate ai trasferimenti di carico, dal comportamento delle sospensioni alle risposte dell’elettronica, diventa informazione. E l’informazione, in MotoGP, è una materia prima di inestimabile valore.
Durante un weekend di gara le Ducati in pista producono centinaia di gigabyte di dati. Il regolamento, però, impedisce la trasmissione continua dalla moto al garage. Non esiste un flusso in tempo reale come si potrebbe immaginare guardando una gara in televisione. La moto, di base, non comunica con il box. Alcune informazioni possono essere trasmesse, molte altre no. Il grosso del lavoro comincia quando il pilota rientra. A quel punto i dati vengono scaricati, processati, interpretati. E da quella lettura deve uscire una decisione.
Lo ha spiegato bene Nicolò Mancinelli, Vehicle Development Manager di Ducati Corse, durante la roundtable: in MotoGP la prestazione nasce da una ricerca quasi ossessiva di dettagli. «Il pilota fa ancora la differenza, ma la moto oggi è un oggetto meccanico attraversato dai dati», ha detto. Sensori, analisi a fine run, confronto con le sensazioni del pilota e interventi su setup, aerodinamica ed elettronica compongono una catena rapidissima, in cui la tecnologia non sostituisce l’esperienza degli ingegneri ma la rende più precisa, più veloce, più spendibile nel tempo limitato di un weekend di gara.
Lenovo
È qui che la tecnologia di Lenovo diventa parte della prestazione. Non una presenza decorativa sul cupolino, non un logo da hospitality, ma un pezzo dell’architettura competitiva di Ducati Corse. La differenza sta nella velocità con cui un’enorme massa di dati viene trasformata in un’indicazione utile: cambiare una regolazione, modificare un parametro, provare un assetto diverso, intervenire sull’elettronica, preparare la moto per la sessione successiva.
La MotoGP, vista da dentro, è meno romantica e più affascinante di quanto sembri. Perché non toglie nulla al talento dei piloti, ma lo circonda di una complessità che rende ogni giro il risultato di un lavoro collettivo. Le condizioni della pista, la temperatura, il tipo di gomma, lo stile di guida del singolo pilota, l’aerodinamica, le sospensioni, la gestione dell’impennata, il modo in cui la centralina taglia o restituisce potenza: tutto è variabile, tutto è misurabile, tutto è migliorabile.
Al centro c’è un’infrastruttura che deve essere potente, ma soprattutto mobile e affidabile. In pista non c’è il comfort di un data center stabile. C’è un campionato itinerante, che sposta persone, moto e tecnologia da un continente all’altro, in ambienti radicalmente diversi: caldo secco, umidità estrema, polvere, freddo, ritmi compressi. In questo contesto la tecnologia non deve soltanto essere performante. Deve funzionare sempre, ovunque, sotto pressione.
Il paradosso del box è che tutto sembra orientato alla tecnica del pilota, ma dietro ogni gesto in pista c’è una macchina organizzativa che lavora per ridurre l’incertezza. Gli ingegneri analizzano i dati raccolti dalle moto, li confrontano con le sensazioni dei piloti, li mettono in relazione con simulazioni, configurazioni precedenti, caratteristiche del circuito. L’obiettivo non è “fare tecnologia” per raccontarla, ma prendere decisioni migliori quando il tempo a disposizione è pochissimo.
La collaborazione tra Ducati e Lenovo, iniziata nel 2018, è cresciuta dentro questa necessità. Lenovo fornisce strumenti per trasformare i dati in informazioni, eseguire simulazioni complesse e supportare decisioni strategiche in tempi rapidissimi. Nel 2024 la partnership ha introdotto nel garage del Ducati Lenovo Team l’infrastruttura iperconvergente ThinkAgile e i server edge ThinkSystem SE350, pensati per gestire e analizzare grandi quantità di dati anche in ambienti difficili. Non è un dettaglio tecnico: è il modo in cui il garage diventa una piccola centrale di calcolo itinerante.
Ma il lavoro non finisce in pista. C’è anche Borgo Panigale, il quartier generale, il cosiddetto Ducati Lenovo Remote Garage, dove gli ingegneri possono collaborare da remoto con il team presente sul circuito. C’è il lavoro sulle simulazioni aerodinamiche e fluidodinamiche, alimentato dall’HPC. C’è la progettazione degli aggiornamenti che arriveranno più avanti, perché ogni Gran Premio non è solo una gara: è anche un laboratorio che produce conoscenza per quella successiva.
Lenovo
La parte più interessante, però, è ciò che sta arrivando. Durante la roundtable si è parlato di intelligenza artificiale non come parola magica, ma come strumento concreto. Uno degli sviluppi più promettenti è un chatbot interno, addestrato sui dati aziendali, capace di aiutare ingegneri e tecnici a ritrovare rapidamente prove, simulazioni, risultati precedenti, correlazioni. Non per sostituire chi decide, ma per accorciare il tempo tra la domanda e l’informazione utile.
In uno sport in cui i weekend sono compressi e ogni scelta pesa, poter chiedere a un sistema: “Che cosa era successo in una condizione simile?”, “Quale configurazione aveva funzionato?”, “Che risultato aveva dato quella simulazione?” potrebbe diventare un vantaggio decisivo. L’intelligenza artificiale permette una ricerca accelerata, è un sistema di sintesi operativa.
Un altro ambito è la manutenzione predittiva. In MotoGP un componente che si rompe può compromettere una gara, generare penalizzazioni, o addirittura creare rischi per il pilota. Se l’analisi dei dati permette di capire che un componente è vicino a una soglia critica, la decisione può essere presa prima del guasto. Cambiarlo in anticipo significa proteggere la prestazione, ma anche la sicurezza.
È in questo punto che il motorsport mostra la sua natura più contemporanea. La moto migliore e il pilota migliore non bastano più, se non esiste attorno a loro un ecosistema tecnologico capace di farli esprimere. La prestazione non nasce da un singolo elemento, ma dall’integrazione tra talento, meccanica, elettronica, dati, software, infrastruttura e organizzazione.
Per Lenovo, lo sport è anche questo: un ambiente estremo in cui mettere alla prova le proprie soluzioni. Lo ha spiegato Lara Rodini, Global Sponsorships & Activation Director di Lenovo, durante la conversazione nel paddock, rispondendo alla domanda su come raccontare ai tifosi la partnership con Ducati. I fan del motorsport, ha detto, sono sempre più tech minded. Non cercano solo velocità e limite, ma vogliono sentirsi parte di ciò che accade. Vogliono scoprire cosa c’è dietro, vivere contenuti, esperienze, accessi digitali, nuove forme di vicinanza.
Lara Rodini – Lenovo
In questa trasformazione, Lenovo si posiziona su due livelli. Da una parte supporta il partner tecnico, mettendo infrastruttura e tecnologia al servizio della ricerca di quei millisecondi che possono cambiare una qualifica o una gara. Dall’altra contribuisce a creare contenuti ed esperienze per un’audience sempre più frammentata e curiosa: creator, community femminili, gaming, sportivi digitali, nuovi appassionati che non vivono il motorsport come lo vivevano le generazioni precedenti.
La risposta di Lara è stata interessante anche per un altro motivo. Ha spostato il discorso dal “perché Lenovo è in MotoGP” al “che cosa la MotoGP restituisce a Lenovo”. Il motorsport, ha spiegato, permette di testare tecnologie e infrastrutture in condizioni di stress reale. Prodotti e soluzioni devono funzionare dopo viaggi intercontinentali, in ambienti climatici opposti, sotto pressione, con margini di errore minimi. Se una tecnologia regge lì, può reggere anche nelle aziende, nei data center, nelle organizzazioni che hanno bisogno di affidabilità oltre che di potenza.
Alla fine, il punto non è stabilire se la tecnologia abbia cambiato la natura della MotoGP. Lo ha già fatto. La questione, semmai, è capire chi riesce a integrarla meglio dentro la cultura della competizione. Al Mugello, il Ducati Lenovo Team mostra proprio questo: non una semplice somma tra un costruttore di moto e un’azienda tecnologica, ma un sistema in cui l’esperienza racing di Ducati e la capacità di calcolo, analisi e infrastruttura di Lenovo lavorano nella stessa direzione.
È qui che la partnership trova il suo significato più concreto. Lenovo non è soltanto title partner, ma un abilitatore tecnologico che accompagna Ducati Corse dalla progettazione alla pista: dalle workstation e dai server che supportano ricerca e sviluppo a Bologna, fino agli strumenti che nel weekend di gara aiutano il team a leggere i dati, simulare scenari, prendere decisioni più rapide. Ducati porta la cultura della velocità, dell’ingegneria e del limite; Lenovo porta la potenza necessaria per trasformare quella cultura in metodo, informazioni e scelte operative.
Per stare al top in MotoGP bisogna far dialogare mondi che un tempo sembravano distanti. Meccanica e software, pilota e algoritmo, pista e data center, intuizione e simulazione. Il valore dell’alleanza tra Ducati e Lenovo sta esattamente qui: nel dimostrare che l’eccellenza non nasce più da un solo gesto, da un solo motore o da un solo talento, ma da una rete di competenze che si muove insieme. E quando questa rete funziona, anche pochi millesimi possono diventare una differenza mondiale.
Goldman Sachs alza il target sul gruppo cinese e punta sul ricambio dei computer aziendali
Lenovo balza in Borsa. Il maggior produttore di personal computer, che ha rilevato la statunitense Ibm nel 2004, da inizio anno ha messo a segno un balzo del 183%, segnando il massimo storico dalla quotazione a Hong Kong nel 1994. La galoppata, soprattutto nelle ultime otto sedute, è avvenuta grazie alla presentazione di un nuovo chip che integra le funzionalità di intelligenza artificiale direttamente nei laptop e nei computer desktop.
Il chip, sviluppato da Nvidia con la taiwanese MediaTek, debutterà questo autunno su laptop e desktop di tutti i principali produttori di pc come Dell, Hp, ovviamente Lenovo, Asus, Microsoft Surface a cui seguiranno i modelli delle taiwanesi Acer e Gigabyte. Goldman Sachs, ha alzato il prezzo obiettivo della società cinese, ritenendo che Lenovo, in quanto marchio leader mondiale nel settore dei Pc, sarà uno dei principali beneficiari dato che il nuovo chip, che sarà prodotto da un’altra società taiwanese, Tsmc, e che porterà i benefici derivanti dall’Ai nei pc. Ed è per questo che il parco dei personal computer, che da anni non vede vere innovazioni, è destinato ad essere rapidamente rinnovato da aziende e privati.
Quanto al chip si tratta dell’Rtx Spark, una combinazione tra un microprocessore e un chip grafico, basato sull’architettura Arm e ottimizzato per il sistema operativo Windows di Microsoft. L’amministratore delegato di Nvidia, Jensen Huang, l’ha definito “il più efficiente chip per pc mai realizzato”. La strategia di Nvidia è chiara. L’azienda che più vale al mondo vuole diffondere l’uso dell’intelligenza artificiale nei vari comparti dell’economia “reale” in modo da garantirsi nuove fonti di entrate e rassicurare gli investitori. Infatti, sta puntando soprattutto sull’industria automobilistica, in particolare sui sistemi di guida autonoma. E ora anche sui personal computer. Infatti, anche gli i titoli degli altri produttori sono cresciuti in Borsa tanto che anche l’americana Dell, come Lenovo, ha toccato il massimo storico di sempre.