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Jornalista e pesquisadora lança livro sobre como se proteger das 'fake news'

10 June 2026 at 01:53

É possível blindar nossos cérebros das armadilhas da desinformação? A jornalista e pesquisadora pernambucana Karoline Maria Fernandes da Costa e Silva garante que sim. No livro Meias#Verdades: aprenda a desmascarar táticas de desinformação e combater as fake news, lançamento da Editora Appris, a autora discorre sobre os conceitos de desinformação mais atuais e defende a aplicação do método prebunking ao design de jogos sérios (serious games) como estratégia eficaz para prevenir as pessoas contra a manipulação on-line.

“A desinformação está muito mais associada às nossas emoções do que à nossa razão. Alguns efeitos psicológicos descritos pela ciência evidenciam isso, como o Efeito de Verdade Ilusória, que está relacionado ao fato de mentiras repetidas soarem familiares, e por isso, confiáveis para nós. No Meias#Verdades me baseio num método inovador e que foi aplicado de maneira pioneira na audiência brasileira durante a minha pesquisa”, explica Karoline Fernandes.

divulgação
Livro MeiasENTITY_sharp_ENTITYVerdades: aprenda a desmascarar táticas de desinformação e combater as fake news - divulgação
 

O livro é fruto da tese de doutorado desenvolvida pela autora, no Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGCI-UFPE). A pesquisadora também atuou como pesquisadora visitante no Laboratório de Interações Humano-Computador da Faculdade de Ciências Sociais da KU Leuven University, na Bélgica. A instituição é reconhecida internacionalmente como um dos maiores centros de inovação do mundo.

O método abordado em Meias#Verdades é o prebunking, termo originado das palavras pre +debunking (pré-desmascaramento, em tradução livre). Criado pelos pesquisadores Sander Van der Linden e Jon Roozenbeek, do departamento de Psicologia Social da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o conceito se baseia da Teoria da Inoculação Psicológica.

De acordo com esse paradigma, assim como a vacina biológica tem o poder de proteger nosso corpo a partir da introjeção de doses enfraquecidas de vírus, da mesma forma, é possível estimular a produção de “anticorpos mentais” contra mensagens persuasivas, desde que sejamos expostos previamente a esses conteúdos, que precisam vir acompanhados do seu contexto e refutação.

“Em outras palavras, é possível treinar previamente as audiências sobre as estratégias adotadas pelos manipuladores para enganar para que, futuramente, quando essas pessoas se depararem com a desinformação, saibam se proteger e criem resistência contra esses discursos”, pontua a jornalista Karoline Fernandes.

Com prefácio do pesquisador em Semiótica e também escritor, Paolo Demuru, o livro Meias#Verdades: aprenda a desmascarar táticas de desinformação e combater as fake news foi editado a partir do edital Inova Mulher, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e está disponível no formato físico e também em e-book, no site da editora Appris (editoraappris.com.br) e na Amazon (amazon.com.br).

Jogo Meias#Verdades

Além do livro, Karoline Fernandes prepara o lançamento do jogo mobile Meias#Verdades, voltada para o treinamento de crianças e adolescentes contra a manipulação on-line. A ferramenta está sendo desenvolvida pela sua startup, Literacia Edu, e vai estar disponível ainda em 2026.

© Yacy Ribeiro / divulgação

O livro Meias#Verdades, escrito pela jornalista Karoline Fernandes, explora método que une ciência e jogos para "imunizar" contra o caos informacional

Livro da Climáximo é apresentado em Faro e Portimão

9 June 2026 at 17:19

Climáximo apresenta o livro «Quebrar em Caso de Emergência Climática» em Faro e Portimão, em duas sessões abertas ao público.

O conteúdo Livro da Climáximo é apresentado em Faro e Portimão aparece primeiro em Barlavento.

Livro “Maria – Uma História de Amor que Desafia o Impossível” apresentado em Lagoa

Foi repleta de emoção, que no passado dia 29 de maio, na Biblioteca Municipal de Lagoa teve lugar a apresentação do livro “Maria – Uma História de Amor que Desafia o Impossível“, da autoria de Sandra Ramos – um evento que superou todas as expectativas e se transformou numa noite de partilha e esperança.

A sala da Biblioteca de Lagoa esteve completamente preenchida, reunindo mais de 160 pessoas entre familiares, amigos, profissionais de saúde, educadores, cuidadores e membros da comunidade que quiseram conhecer a história da Maria, uma jovem com autismo e deficiência intelectual, e o percurso vivido ao longo de mais de duas décadas pela sua família.

Saliente-se que no âmbito desta apresentação literária, na própria noite, foram adquiridos mais de 140 exemplares e, entre vendas e encomendas registadas nos dias seguintes, o livro ultrapassou entretanto os 200 exemplares, entre Portugal e a Suíça.

Vale a pena destacar que, mais do que o lançamento de um livro, esta foi uma noite marcada por testemunhos, abraços, lágrimas e momentos de verdadeira ligação humana. Muitos dos presentes identificaram-se com os desafios, as dúvidas, as conquistas e o amor incondicional retratados nesta história.

A autora, guarda uma frase que resume o que sentiu naquela noite: “Acredito que as lágrimas daquela noite não foram de tristeza, mas de reconhecimento: muitas famílias viram ali um pouco da sua própria história.

Esta obra literária, “Maria – Uma História de Amor que Desafia o Impossível” é pois, “um testemunho real de amor, resiliência e esperança, que procura dar voz às famílias que vivem diariamente os desafios da deficiência e do autismo, mostrando que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar caminhos, crescimento e significado.”

Recorde-se ainda que por cada exemplar vendido é doado um euro à associação APEXA, contribuindo para apoiar o trabalho desenvolvido junto de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.

Livro reúne 108 vozes para "elevar o debate" sobre habitação

8 June 2026 at 23:56
 "É muito importante elevar o debate da habitação", saudou Patrícia Gonçalves Costa, também ela autora de um dos 108 textos, destacando o pensamento "plural" e "informado" do livro.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

"É muito importante elevar o debate da habitação", saudou Patrícia Gonçalves Costa

Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

Logo Agência Brasil

Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

Notícias relacionadas:

Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

Apresentação do livro “O Cavaleiro Rui Valente”, um pirata e corsário de Faro do séc. XV

Uma comunicação, sob a designação de Nota de Imprensa, chegou à redação do diariOnline Região Sul, anunciando a apresentação do “O Cavaleiro Rui Valente“, um pirata e corsário de Faro no Algarve do séc. XV – livro da autoria do Doutor Fernando Pessanha, que terá a apresentação a cargo da Dr.ª Mariana Ornelas do Rego.

A organização pertence à comendadoria do Algarve, Grão Priorato de Portugal da Ordem de São Lázaro e terá lugar no Velho Cavalinho – Taberna & Loja Medieval – em Castro Marim, no dia 12 de junho, pelas 19:00 horas.

A nota de imprensa é a seguinte:

A Comendadoria do Algarve do GrãoPriorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém anuncia a realização de uma sessão pública dedicada à apresentação da obra O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador, Doutor Fernando Pessanha.

O evento terá lugar no próximo dia 12 de junho, pelas 19h00, na Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim, local cuja ambiência histórica reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa.

A sessão contará com a presença do autor, sendo a apresentação conduzida pela Dr.ª Mariana Ornelas do Rego. A obra em destaque foi distinguida com o 1.º lugar na 3.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro.

Com esta iniciativa, a Ordem de São Lázaro reafirma o seu compromisso em preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento e valorizando os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio.

Apresentação de livro “O cavaleiro Rui Valente” de Fernando Pessanha – em Castro Marim

5 June 2026 at 20:19

A Comendadoria do Algarve do Grão‑Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém anuncia a realização de uma sessão pública dedicada à apresentação da obra O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador, Doutor Fernando Pessanha. O evento terá […]

Bienal nas Escolas entra em clima de Copa para estimular leitura no RJ

Logo Agência Brasil

Em clima de Copa do Mundo, os organizadores da Bienal do Livro do Rio de Janeiro realizam neste ano a primeira edição da Bienal nas Escolas fora do ano de realização do evento principal, que ocorre na capital fluminense nos anos ímpares.

A ação começou em abril, com alunos da Escola Municipal Maria das Dores Negrão, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. No próximo dia 11 de junho, será a vez da Escola Municipal Sarmiento, no Engenho Novo, também na zona norte. A previsão é passar por ao menos seis escolas ao longo do ano.

Notícias relacionadas:

A Bienal nas Escolas é realizada pela GL Events Exhibitions, empresa que organiza o evento literário, e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Diretor de Marketing e Conteúdo da GL, Bruno Henrique explicou, em entrevista à Agência Brasil, o objetivo de ir até os estudantes:

“É lá [na escola] que se forma o senso crítico e se tem, como em casa também, os principais valores de educação, de aculturamento”, afirmou. “Esse é um projeto que a gente tem muito carinho. O Bienal das Escolas surge da compreensão do propósito da força da Bienal do Livro do Rio”.

Álbum da Copa

Para dialogar com o evento da Fifa, a Bienal leva às escolas “um álbum de figurinhas” com uma seleção literária, com personagens da literatura clássica de diferentes países, como Dom Quixote, Sherazade, Iara, Sherlock Holmes e Peter Pan.

“Não tem como fugir desse assunto, porque a Copa do Mundo mobiliza vários países, e o Brasil, obviamente, é um deles. E, para a criançada, tem a brincadeira do álbum de figurinhas, que está sempre associado ao evento, mesmo para quem não gosta de futebol”, comentou o diretor.

As crianças podem trocar figurinhas e completar o álbum, criando, dessa forma, uma relação lúdica com as histórias e ampliando o contato com diferentes referências literárias.

Bruno Henrique acredita que a Bienal tem como propósito colocar o livro no lugar mais lúdico, no lugar de entretenimento, de prazer, que também é lugar de educação e cultura. O tema do projeto neste ano é Livros Mudam o Jogo. 

Neste ano, o projeto tem patrocínio de OLX e Accenture e vai distribuir 100 livros para cada escola, visando fortalecer bibliotecas e salas de leitura.

Diálogo com escritoras

Rio de Janeiro - 05/06/2026 - Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas Rio de Janeiro - 05/06/2026 - Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas
Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas

Na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, a convidada foi a escritora Kiusam de Oliveira, referência em literatura afrodidática. Kiusam reforça a importância da representatividade, da educação e do incentivo ao imaginário desde a infância. 

Para ela, o encontro com os alunos foi potente, “especialmente porque reconheço as histórias e as vivências desses estudantes. Eu sou uma mulher preta, professora há mais de 40 anos, e trago essa trajetória para dentro da minha escrita”, disse.

No entender de Kiusam de Oliveira, tudo começa com a leitura do mundo, antes mesmo da leitura das palavras. 

“É isso que me move como educadora e como escritora. Quando a criança se vê, quando ela se reconhece, ela entende que pode sonhar, que pode transformar a própria realidade. E é esse o meu compromisso: escrever para que essas crianças aprendam a sonhar e se reconheçam como potentes”.

Uma das estudantes, Lara Braga, de 10 anos, afirmou que Kiusam tem dois livros de que ela gosta muito: Com qual penteado eu vou e Tayó em quadrinhos

“Eu gosto porque eles falam de coisas importantes, como o respeito com o cabelo e com a cor da pele. Ler faz a gente sair um pouco das telas e ir para outros lugares. Acho que ajuda na imaginação e faz a gente aprender mais para o futuro”, disse a menina.

O próximo encontro será com a escritora Andrea Taubman​, que dialogará com os estudantes sobre seu livro Não me toca, seu boboca!, que tem feito muito sucesso com a criançada. ​A escolha dos autores é feita em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Educação.

Bruno Henrique informou que, em um primeiro momento, estão programadas cinco escolas para serem visitadas pelo projeto neste ano, beneficiando pelo menos 1 mil alunos de 6 a 10 anos.

“Mas esse número pode ser estendido, dependendo se for obtido mais apoio da iniciativa privada”.

Incentivo à leitura

Desde 2019 até agora, já foram visitadas 25 escolas, com média de 170 alunos atendidos a cada visita. Somente no ano passado, foram 11 escolas que integraram o projeto, com total de 2,2 mil alunos. 

Os escritores Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França estiveram presentes em escolas da capital e da Baixada Fluminense no ano passado.

Pesquisa realizada junto às escolas visitadas em 2025 indicou aumento de 25% na procura por livros nas bibliotecas municipais e estaduais. 

“A gente percebeu que, por onde o projeto passou, mudou o comportamento, a cultura e a busca pelo livro. Então, eu acho que esse reforço do impacto positivo no ambiente escolar e esse aumento na busca por livros nas escolas do ano passado foi muito importante para entender que estamos no caminho certo com o projeto”, avaliou Bruno Henrique. 

Bienal nas Escolas entra em clima de Copa para estimular leitura no RJ

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Em clima de Copa do Mundo, os organizadores da Bienal do Livro do Rio de Janeiro realizam neste ano a primeira edição da Bienal nas Escolas fora do ano de realização do evento principal, que ocorre na capital fluminense nos anos ímpares.

A ação começou em abril, com alunos da Escola Municipal Maria das Dores Negrão, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. No próximo dia 11 de junho, será a vez da Escola Municipal Sarmiento, no Engenho Novo, também na zona norte. A previsão é passar por ao menos seis escolas ao longo do ano.

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“É lá [na escola] que se forma o senso crítico e se tem, como em casa também, os principais valores de educação, de aculturamento”, afirmou. “Esse é um projeto que a gente tem muito carinho. O Bienal das Escolas surge da compreensão do propósito da força da Bienal do Livro do Rio”.

Álbum da Copa

Para dialogar com o evento da Fifa, a Bienal leva às escolas “um álbum de figurinhas” com uma seleção literária, com personagens da literatura clássica de diferentes países, como Dom Quixote, Sherazade, Iara, Sherlock Holmes e Peter Pan.

“Não tem como fugir desse assunto, porque a Copa do Mundo mobiliza vários países, e o Brasil, obviamente, é um deles. E, para a criançada, tem a brincadeira do álbum de figurinhas, que está sempre associado ao evento, mesmo para quem não gosta de futebol”, comentou o diretor.

As crianças podem trocar figurinhas e completar o álbum, criando, dessa forma, uma relação lúdica com as histórias e ampliando o contato com diferentes referências literárias.

Bruno Henrique acredita que a Bienal tem como propósito colocar o livro no lugar mais lúdico, no lugar de entretenimento, de prazer, que também é lugar de educação e cultura. O tema do projeto neste ano é Livros Mudam o Jogo. 

Neste ano, o projeto tem patrocínio de OLX e Accenture e vai distribuir 100 livros para cada escola, visando fortalecer bibliotecas e salas de leitura.

Diálogo com escritoras

Rio de Janeiro - 05/06/2026 - Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas Rio de Janeiro - 05/06/2026 - Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas
Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas

Na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, a convidada foi a escritora Kiusam de Oliveira, referência em literatura afrodidática. Kiusam reforça a importância da representatividade, da educação e do incentivo ao imaginário desde a infância. 

Para ela, o encontro com os alunos foi potente, “especialmente porque reconheço as histórias e as vivências desses estudantes. Eu sou uma mulher preta, professora há mais de 40 anos, e trago essa trajetória para dentro da minha escrita”, disse.

No entender de Kiusam de Oliveira, tudo começa com a leitura do mundo, antes mesmo da leitura das palavras. 

“É isso que me move como educadora e como escritora. Quando a criança se vê, quando ela se reconhece, ela entende que pode sonhar, que pode transformar a própria realidade. E é esse o meu compromisso: escrever para que essas crianças aprendam a sonhar e se reconheçam como potentes”.

Uma das estudantes, Lara Braga, de 10 anos, afirmou que Kiusam tem dois livros de que ela gosta muito: Com qual penteado eu vou e Tayó em quadrinhos

“Eu gosto porque eles falam de coisas importantes, como o respeito com o cabelo e com a cor da pele. Ler faz a gente sair um pouco das telas e ir para outros lugares. Acho que ajuda na imaginação e faz a gente aprender mais para o futuro”, disse a menina.

O próximo encontro será com a escritora Andrea Taubman​, que dialogará com os estudantes sobre seu livro Não me toca, seu boboca!, que tem feito muito sucesso com a criançada. ​A escolha dos autores é feita em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Educação.

Bruno Henrique informou que, em um primeiro momento, estão programadas cinco escolas para serem visitadas pelo projeto neste ano, beneficiando pelo menos 1 mil alunos de 6 a 10 anos.

“Mas esse número pode ser estendido, dependendo se for obtido mais apoio da iniciativa privada”.

Incentivo à leitura

Desde 2019 até agora, já foram visitadas 25 escolas, com média de 170 alunos atendidos a cada visita. Somente no ano passado, foram 11 escolas que integraram o projeto, com total de 2,2 mil alunos. 

Os escritores Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França estiveram presentes em escolas da capital e da Baixada Fluminense no ano passado.

Pesquisa realizada junto às escolas visitadas em 2025 indicou aumento de 25% na procura por livros nas bibliotecas municipais e estaduais. 

“A gente percebeu que, por onde o projeto passou, mudou o comportamento, a cultura e a busca pelo livro. Então, eu acho que esse reforço do impacto positivo no ambiente escolar e esse aumento na busca por livros nas escolas do ano passado foi muito importante para entender que estamos no caminho certo com o projeto”, avaliou Bruno Henrique. 

SP: A Feira do Livro recebe Ana Maria Machado nesta sexta-feira

Logo Agência Brasil

A escritora Ana Maria Machado participa, nesta sexta-feira (5), d’A Feira do Livro, realizada na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. Membro da Academia Brasileira de Letras e Personalidade Literária do Jabuti 2025, a autora repassa mais de 50 anos de carreira literária em um encontro com o público, às 11h, no Palco da Praça

O festival literário conta com extensa programação de encontros e debates sobre temas que abordam literatura, quadrinhos, meio ambiente, consumismo na era digital e lendas e saberes da cultura afro-brasileiros. Além disso, diversos autores recebem o público em sessões de autógrafo. O evento acontece até domingo (7), com entrada e programação gratuitas.

Notícias relacionadas:

A programação para crianças e jovens tem oficinas, bate-papos, mediação de leitura e contação de histórias ao longo do dia no Espaço Rebentos. Destaque para o bate-papo “Nas sextas usamos branco”, às 12h, em que Maytê Freitas, Rodrigo Andrade e Waldete Tristão falam sobre mitos, lendas e saberes ancestrais africanos e afro-brasileiros que a literatura infantil ajuda a preservar.

Palco da Praça

No encontro “Laços de família”, às 14h30, as escritoras francesa Estelle-Sarah Bulle e a brasileira Bianca Santana conversam, com mediação de Adriana Ferreira Silva, sobre Onde o vento faz a curva, obra em que Bulle tematiza suas raízes familiares em Guadalupe, e Apolinária, romance de Bianca Santana sobre a vida de sua avó, baiana, na periferia de São Paulo.

Às 16h15, em Infância sob ditadura, Chico Mattoso e Maria Brant, com mediação de Patrícia Ditolvo, conversam sobre livros que narram histórias do Brasil visto por crianças que viveram o fim da ditadura e a cultura dos anos 1980.

No fim do dia, às 18h, a mesa “É sempre hora” reúne Mariana Salomão Carrara e Carla Madeira, duas das autoras de ficção brasileira mais premiadas e lidas dos últimos anos, com mediação de Iara Biderman.

Auditório Museu do Futebol

Às 13h15, Clara Rellstab recebe Gabriela Borges e Dani Marino, criadoras do Minas de HQ, projeto pioneiro de quadrinhos de autoria feminina e que celebra 10 anos de existência.

Na sequência, às 15h, os especialistas Januária Cristina Alves e Fernando José de Almeida  conversam sobre o papel da educação frente às transformações tecnológicas, sociais e culturais contemporâneas.

Tablados Literários

Às 13h, no Espaço Motiva, a pesquisadora Ana Rüsche e a escritora e cineasta Gisele Mirabai debatem, com mediação de Ana Luiza Sério, a produção literária e cinematográfica, de ficção e não ficção, sobre a emergência climática no Brasil. No debate “Narrar o som”, às 15h40, Roberta Martinelli e Vinicius Castro conversam sobre escuta e reinvenção na escrita sobre música.

No Tablado Mário de Andrade, às 13h, Cidinha da Silva, que lança o livro Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: nós e os livros, conversa com Tatiana Nascimento sobre o lugar das mulheres negras no mercado editorial brasileiro, e as estratégias que têm reconfigurado o sistema literário, ampliado o acesso a narrativas que foram historicamente invisibilizadas.

No Tablado Bubu, às 17h, em “Raízes do Brasil avivado”, o pesquisador André Castro e o filósofo Douglas Barros debatem o fenômeno evangélico no Brasil, movimento religioso contemporâneo que se reflete em transformações no país.

 

SP: A Feira do Livro recebe Ana Maria Machado nesta sexta-feira

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O festival literário conta com extensa programação de encontros e debates sobre temas que abordam literatura, quadrinhos, meio ambiente, consumismo na era digital e lendas e saberes da cultura afro-brasileiros. Além disso, diversos autores recebem o público em sessões de autógrafo. O evento acontece até domingo (7), com entrada e programação gratuitas.

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Palco da Praça

No encontro “Laços de família”, às 14h30, as escritoras francesa Estelle-Sarah Bulle e a brasileira Bianca Santana conversam, com mediação de Adriana Ferreira Silva, sobre Onde o vento faz a curva, obra em que Bulle tematiza suas raízes familiares em Guadalupe, e Apolinária, romance de Bianca Santana sobre a vida de sua avó, baiana, na periferia de São Paulo.

Às 16h15, em Infância sob ditadura, Chico Mattoso e Maria Brant, com mediação de Patrícia Ditolvo, conversam sobre livros que narram histórias do Brasil visto por crianças que viveram o fim da ditadura e a cultura dos anos 1980.

No fim do dia, às 18h, a mesa “É sempre hora” reúne Mariana Salomão Carrara e Carla Madeira, duas das autoras de ficção brasileira mais premiadas e lidas dos últimos anos, com mediação de Iara Biderman.

Auditório Museu do Futebol

Às 13h15, Clara Rellstab recebe Gabriela Borges e Dani Marino, criadoras do Minas de HQ, projeto pioneiro de quadrinhos de autoria feminina e que celebra 10 anos de existência.

Na sequência, às 15h, os especialistas Januária Cristina Alves e Fernando José de Almeida  conversam sobre o papel da educação frente às transformações tecnológicas, sociais e culturais contemporâneas.

Tablados Literários

Às 13h, no Espaço Motiva, a pesquisadora Ana Rüsche e a escritora e cineasta Gisele Mirabai debatem, com mediação de Ana Luiza Sério, a produção literária e cinematográfica, de ficção e não ficção, sobre a emergência climática no Brasil. No debate “Narrar o som”, às 15h40, Roberta Martinelli e Vinicius Castro conversam sobre escuta e reinvenção na escrita sobre música.

No Tablado Mário de Andrade, às 13h, Cidinha da Silva, que lança o livro Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: nós e os livros, conversa com Tatiana Nascimento sobre o lugar das mulheres negras no mercado editorial brasileiro, e as estratégias que têm reconfigurado o sistema literário, ampliado o acesso a narrativas que foram historicamente invisibilizadas.

No Tablado Bubu, às 17h, em “Raízes do Brasil avivado”, o pesquisador André Castro e o filósofo Douglas Barros debatem o fenômeno evangélico no Brasil, movimento religioso contemporâneo que se reflete em transformações no país.

 

Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros

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A inserção de mulheres negras no mercado editorial brasileiro, que historicamente privilegia homens brancos, faz com que suas histórias ganhem vida, dignidade e humanidade. A avaliação é da autora Cidinha da Silva, que lança Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros, da Relicário Edições, nesta sexta-feira (5), durante mesa de conversa n’A Feira do Livro

“Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas”, disse Cidinha da Silva, em entrevista à Agência Brasil.

Notícias relacionadas:

O lançamento da autora ocorre a partir das 13h, no Tablado Literário Mário de Andrade. Na obra, ela investiga as tensões, armadilhas e insurgências que atravessam a experiência de escritoras negras no mercado editorial. Após a programação, Cidinha receberá o público em sessão de autógrafos.

A escritora ressalta que é preciso enfrentar os critérios racistas, machistas, misóginos e lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos nesse espaço.

“Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.”

A trajetória de Carolina Maria de Jesus, lembrou a autora, abriu caminhos para mais escritoras negras, além de revelar elementos como: “a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la”.

Além da programação integralmente gratuita do festival literário, cada visitante pode escolher dois títulos de uma seleção diversa, disponibilizados gratuitamente, na tenda da prefeitura de São Paulo. No estande, o público terá informações sobre a rede de bibliotecas municipais, ferramenta de democratização do acesso à leitura.

Dois dos títulos disponíveis são Escritoras de Cadernos Negros, com textos de Esmeralda Ribeiro e Conceição Evaristo; e Olhos de Azeviche, que reúne dez autoras negras, como a própria Cidinha da Silva e Geni Guimarães.

Confira os principais trechos da entrevista com Cidinha da Silva:

Agência Brasil - Qual é o lugar das mulheres negras no mercado editorial atualmente?

Cidinha da Silva - No mundo das editoras, o lugar ocupado pelas autoras negras é diverso e está muito relacionado ao poder de fogo da autora em tela, mensurado, por exemplo, pelo interesse manifesto de outras editoras em publicá-la, o que leva a editora da vez a oferecer boas condições para ter mais títulos dela no catálogo, ou mesmo para fidelizá-la. A definição desse lugar deve-se também às cotas raciais, toda editora quer uma autora negra para chamar de sua.

No que concerne aos eventos literários, é o lugar de alguns grandes nomes que ocupam espaços por elas mesmas, pelo reconhecimento do trabalho construído, ou seja, já ultrapassaram as cotas de participação destinadas às escritoras negras, são elas Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Marilene Felinto, Ana Paula Maia e Grace Passô. Tem um outro pelotão em ascensão que em breve integrará o primeiro, composto por mulheres como Bianca Santana, Luciany Aparecida, Eliane Marques, Bárbara Karine, Carla Akotirene e Rosane Borges.

Depois vem um terceiro pelotão que ocupa um lugar de alternância na cota destinada a autoras negras nos eventos literários de diferentes portes, por motivos como contemplar uma autora negra por ano ou edição do evento ou disparidade de cachês. O ideal seria contratar as autoras X, Y e Z, mas, como o cachê destas é considerado muito alto e a agenda muito ocupada por eventos que realmente valem a pena, os organizadores fazem cruzamentos de visibilidade pública, número de seguidores em redes sociais, histórico de participação em outros eventos, humores, local de residência no país - valor do bilhete aéreo -, traquejo para tirar a galera do chão e capacidade geral de entretenimento. Depois de descreverem e solucionarem a equação, as substitutas são escolhidas e convidadas.

[Outro elemento para a escolha é a] avaliação de linguagem da autora em tela - doce, contemplativa, ácida, raivosa, amarga, assertiva, ressentida, vitimista, altiva, vingativa, ou aquilo que os organizadores consideram ponderação - para definir o que é mais adequado ao momento, baseado nos interesses dos patrocinadores, do público, do peso na bolsa de valores da imprensa cultural, da crítica literária etc. [Além da] capacidade de articulação e trânsito junto aos donos e donas da banca, ou seja, aos players que definem quem entra e quem sai de cena, quem é lembrado e quem é esquecido, quem ficará sob holofotes e quem será relegado às sombras ou às feras.

Agência Brasil - Por muito tempo, as principais referências no mercado editorial eram homens brancos. Você avalia que há alguma mudança nesse modelo?

Cidinha da Silva - Sim, há mudanças, mas ainda estamos longe de alcançar um percentual de escritoras que se aproxime do número avassalador de leitoras que compõem o todo da audiência leitora. O que fazer para mudar? Enfrentar de peito aberto e com medidas propositivas os critérios racistas, machistas, misóginos, lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos.

Agência Brasil - Quais obstáculos as mulheres negras enfrentaram e ainda enfrentam para inserção nesse espaço?

Cidinha da Silva - Os obstáculos enfrentados são aqueles atinentes às sociedades racializadas - hierarquicamente organizadas por critérios raciais - e racistas como a sociedade brasileira. Neste espaço, como em todos os outros, a inserção se deu e se dá pela luta política, afinal, ninguém aqui adormece ouvindo a canção da meritocracia estética, não é?

[As estratégias que viabilizaram essa inserção incluem] não alimentar ilusões, ter atenção incessante aos jogos de interesses e de poder, compreender que nada está ganho, tudo está em disputa.

Agência Brasil - Que resultados e reflexos podemos observar a partir da maior participação das mulheres negras no mercado editorial?

Cidinha da Silva - Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas -, têm ganhado vida, dignidade e humanidade. A expressão “bibliodiversidade” tem tido os sentidos ampliados. Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.

A gente refloresta os imaginários, como nos ensinou a irmã guarani, Geni Núñez, e, reflorestá-los é potencializar a vida em alternativas mais saudáveis e plenas.

Agência Brasil - Gostaria que você citasse algumas das mulheres negras fundamentais para abrir os caminhos no mercado editorial brasileiro.

Cidinha da Silva - São muitas, em diferentes épocas, citarei algumas, embora seja consciente do risco de cometer grandes injustiças. Dentre as escritoras precursoras temos Maria Firmina dos Reis e Auta de Souza, nomes que tiveram existência isolada no século 19 e cujo significado foi recuperado mais de século depois de elas terem partido.

O fenômeno Carolina Maria de Jesus também escancarou portas e mostrou pelo menos três coisas fundamentais: a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la. A gente aprendeu e aprende muito com a trajetória de Carolina.

Antonieta de Barros e Ruth Guimarães foram autoras negras que construíram a obra e um lugar na literatura brasileira nas primeiras décadas do século 20, totalmente à revelia dos holofotes. Geni Guimarães tem aproximações de Ruth Guimarães, as duas são do interior de São Paulo, atuaram como professoras e ousaram bater na porta das editoras estabelecidas para apresentar seu trabalho, conseguiram, se firmaram, foram premiadas e isso nos abriu portas. 

Conceição Evaristo é um dos fenômenos contemporâneos de acolhimento do público, vendagem de livros e reconhecimento da crítica, tendo sido a primeira representante consagrada daquilo que desde os anos 1980 tem sido compreendido como literatura negra.

Agência Brasil - Quais outras contemporâneas você citaria?

Cidinha da Silva - A meu ver, existem quatro escritoras contemporâneas pouco incensadas que ao longo de décadas têm feito um trabalho despreocupado dos ditames do mercado e muito focado em projetos literários consistentes, implementados como possível nas editoras tradicionais: Marilene Felinto, Elisa Lucinda, Heloísa Pires Lima e Ana Paula Maia.

Djamila Ribeiro tem também atuação gigantesca em nosso favor no mercado editorial brasileiro e não abriu apenas portas, abriu comportas. A existência de rios de diferentes matizes tem sido possível a partir de suas articulações e projetos, [como] a coleção Feminismos Plurais e o espaço de protagonismo negro ocupado por ela, [que] merece estudos aprofundados. A capacidade de negociação de Djamila no mercado também é algo admirável, inspirador e definidor de novos patamares para autorias negras.

Bárbara Karine, que me parece seguir com estilo próprio as veredas abertas por Djamila, também ensina muito, principalmente às novas gerações. Por fim, nossa imortal da ABL [Academia Brasileira de Letras], Ana Maria Gonçalves, que é acadêmica, reconhecida, premiada e imortalizada também pelo samba - samba-enredo da Portela em 2024 -, abrindo possibilidades para que outras autoras também sejam imortalizadas em vida pelo cancioneiro popular.

Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros

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A inserção de mulheres negras no mercado editorial brasileiro, que historicamente privilegia homens brancos, faz com que suas histórias ganhem vida, dignidade e humanidade. A avaliação é da autora Cidinha da Silva, que lança Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros, da Relicário Edições, nesta sexta-feira (5), durante mesa de conversa n’A Feira do Livro

“Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas”, disse Cidinha da Silva, em entrevista à Agência Brasil.

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O lançamento da autora ocorre a partir das 13h, no Tablado Literário Mário de Andrade. Na obra, ela investiga as tensões, armadilhas e insurgências que atravessam a experiência de escritoras negras no mercado editorial. Após a programação, Cidinha receberá o público em sessão de autógrafos.

A escritora ressalta que é preciso enfrentar os critérios racistas, machistas, misóginos e lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos nesse espaço.

“Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.”

A trajetória de Carolina Maria de Jesus, lembrou a autora, abriu caminhos para mais escritoras negras, além de revelar elementos como: “a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la”.

Além da programação integralmente gratuita do festival literário, cada visitante pode escolher dois títulos de uma seleção diversa, disponibilizados gratuitamente, na tenda da prefeitura de São Paulo. No estande, o público terá informações sobre a rede de bibliotecas municipais, ferramenta de democratização do acesso à leitura.

Dois dos títulos disponíveis são Escritoras de Cadernos Negros, com textos de Esmeralda Ribeiro e Conceição Evaristo; e Olhos de Azeviche, que reúne dez autoras negras, como a própria Cidinha da Silva e Geni Guimarães.

Confira os principais trechos da entrevista com Cidinha da Silva:

Agência Brasil - Qual é o lugar das mulheres negras no mercado editorial atualmente?

Cidinha da Silva - No mundo das editoras, o lugar ocupado pelas autoras negras é diverso e está muito relacionado ao poder de fogo da autora em tela, mensurado, por exemplo, pelo interesse manifesto de outras editoras em publicá-la, o que leva a editora da vez a oferecer boas condições para ter mais títulos dela no catálogo, ou mesmo para fidelizá-la. A definição desse lugar deve-se também às cotas raciais, toda editora quer uma autora negra para chamar de sua.

No que concerne aos eventos literários, é o lugar de alguns grandes nomes que ocupam espaços por elas mesmas, pelo reconhecimento do trabalho construído, ou seja, já ultrapassaram as cotas de participação destinadas às escritoras negras, são elas Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Marilene Felinto, Ana Paula Maia e Grace Passô. Tem um outro pelotão em ascensão que em breve integrará o primeiro, composto por mulheres como Bianca Santana, Luciany Aparecida, Eliane Marques, Bárbara Karine, Carla Akotirene e Rosane Borges.

Depois vem um terceiro pelotão que ocupa um lugar de alternância na cota destinada a autoras negras nos eventos literários de diferentes portes, por motivos como contemplar uma autora negra por ano ou edição do evento ou disparidade de cachês. O ideal seria contratar as autoras X, Y e Z, mas, como o cachê destas é considerado muito alto e a agenda muito ocupada por eventos que realmente valem a pena, os organizadores fazem cruzamentos de visibilidade pública, número de seguidores em redes sociais, histórico de participação em outros eventos, humores, local de residência no país - valor do bilhete aéreo -, traquejo para tirar a galera do chão e capacidade geral de entretenimento. Depois de descreverem e solucionarem a equação, as substitutas são escolhidas e convidadas.

[Outro elemento para a escolha é a] avaliação de linguagem da autora em tela - doce, contemplativa, ácida, raivosa, amarga, assertiva, ressentida, vitimista, altiva, vingativa, ou aquilo que os organizadores consideram ponderação - para definir o que é mais adequado ao momento, baseado nos interesses dos patrocinadores, do público, do peso na bolsa de valores da imprensa cultural, da crítica literária etc. [Além da] capacidade de articulação e trânsito junto aos donos e donas da banca, ou seja, aos players que definem quem entra e quem sai de cena, quem é lembrado e quem é esquecido, quem ficará sob holofotes e quem será relegado às sombras ou às feras.

Agência Brasil - Por muito tempo, as principais referências no mercado editorial eram homens brancos. Você avalia que há alguma mudança nesse modelo?

Cidinha da Silva - Sim, há mudanças, mas ainda estamos longe de alcançar um percentual de escritoras que se aproxime do número avassalador de leitoras que compõem o todo da audiência leitora. O que fazer para mudar? Enfrentar de peito aberto e com medidas propositivas os critérios racistas, machistas, misóginos, lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos.

Agência Brasil - Quais obstáculos as mulheres negras enfrentaram e ainda enfrentam para inserção nesse espaço?

Cidinha da Silva - Os obstáculos enfrentados são aqueles atinentes às sociedades racializadas - hierarquicamente organizadas por critérios raciais - e racistas como a sociedade brasileira. Neste espaço, como em todos os outros, a inserção se deu e se dá pela luta política, afinal, ninguém aqui adormece ouvindo a canção da meritocracia estética, não é?

[As estratégias que viabilizaram essa inserção incluem] não alimentar ilusões, ter atenção incessante aos jogos de interesses e de poder, compreender que nada está ganho, tudo está em disputa.

Agência Brasil - Que resultados e reflexos podemos observar a partir da maior participação das mulheres negras no mercado editorial?

Cidinha da Silva - Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas -, têm ganhado vida, dignidade e humanidade. A expressão “bibliodiversidade” tem tido os sentidos ampliados. Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.

A gente refloresta os imaginários, como nos ensinou a irmã guarani, Geni Núñez, e, reflorestá-los é potencializar a vida em alternativas mais saudáveis e plenas.

Agência Brasil - Gostaria que você citasse algumas das mulheres negras fundamentais para abrir os caminhos no mercado editorial brasileiro.

Cidinha da Silva - São muitas, em diferentes épocas, citarei algumas, embora seja consciente do risco de cometer grandes injustiças. Dentre as escritoras precursoras temos Maria Firmina dos Reis e Auta de Souza, nomes que tiveram existência isolada no século 19 e cujo significado foi recuperado mais de século depois de elas terem partido.

O fenômeno Carolina Maria de Jesus também escancarou portas e mostrou pelo menos três coisas fundamentais: a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la. A gente aprendeu e aprende muito com a trajetória de Carolina.

Antonieta de Barros e Ruth Guimarães foram autoras negras que construíram a obra e um lugar na literatura brasileira nas primeiras décadas do século 20, totalmente à revelia dos holofotes. Geni Guimarães tem aproximações de Ruth Guimarães, as duas são do interior de São Paulo, atuaram como professoras e ousaram bater na porta das editoras estabelecidas para apresentar seu trabalho, conseguiram, se firmaram, foram premiadas e isso nos abriu portas. 

Conceição Evaristo é um dos fenômenos contemporâneos de acolhimento do público, vendagem de livros e reconhecimento da crítica, tendo sido a primeira representante consagrada daquilo que desde os anos 1980 tem sido compreendido como literatura negra.

Agência Brasil - Quais outras contemporâneas você citaria?

Cidinha da Silva - A meu ver, existem quatro escritoras contemporâneas pouco incensadas que ao longo de décadas têm feito um trabalho despreocupado dos ditames do mercado e muito focado em projetos literários consistentes, implementados como possível nas editoras tradicionais: Marilene Felinto, Elisa Lucinda, Heloísa Pires Lima e Ana Paula Maia.

Djamila Ribeiro tem também atuação gigantesca em nosso favor no mercado editorial brasileiro e não abriu apenas portas, abriu comportas. A existência de rios de diferentes matizes tem sido possível a partir de suas articulações e projetos, [como] a coleção Feminismos Plurais e o espaço de protagonismo negro ocupado por ela, [que] merece estudos aprofundados. A capacidade de negociação de Djamila no mercado também é algo admirável, inspirador e definidor de novos patamares para autorias negras.

Bárbara Karine, que me parece seguir com estilo próprio as veredas abertas por Djamila, também ensina muito, principalmente às novas gerações. Por fim, nossa imortal da ABL [Academia Brasileira de Letras], Ana Maria Gonçalves, que é acadêmica, reconhecida, premiada e imortalizada também pelo samba - samba-enredo da Portela em 2024 -, abrindo possibilidades para que outras autoras também sejam imortalizadas em vida pelo cancioneiro popular.

Feira do Livro de SP terá participação de diretor da EBC em painel

By: EBC
4 June 2026 at 20:28

Logo Agência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marca presença no evento A Feira do Livro de São Paulo, durante o painel Samba e Afins com Nei Lopes, conduzido pelo compositor e escritor nesta quinta-feira (4), às 18h. A EBC será representada pelo diretor-geral, Thiago Regotto, que irá celebrar em sua fala os 90 anos da Rádio Nacional como patrimônio cultural do país.

A quinta edição do festival literário começou no último sábado (30) e termina no próximo domingo (7), na Praça Charles Miller, no Pacaembu, como parte do calendário oficial da cidade.

Notícias relacionadas:

“A participação da Rádio Nacional na mesa Samba e Afins com Nei Lopes reforça o papel da comunicação pública na preservação e difusão da cultura brasileira. Ao celebrar os 90 anos da Rádio Nacional, a EBC reafirma seu compromisso com a memória sonora do país, com a valorização do samba e das matrizes afro-brasileiras, fundamentais para a construção da identidade cultural brasileira”, destaca Thiago.

Segundo ele, a trajetória da Rádio Nacional se confunde com a própria história do samba. “Estar ao lado de Nei Lopes, referência intelectual e artística do país, é também reconhecer a importância da democratização do acesso à cultura e do rádio como espaço de memória afetiva, diversidade e patrimônio imaterial vivo”, lembra o diretor-geral.

Apoio institucional

Além da participação no painel, a EBC é apoiadora institucional do festival literário pelo quarto ano consecutivo. Ao apoiar a iniciativa, a empresa reafirma seu papel como agente de promoção do acesso democrático à cultura e ao conhecimento, contribuindo para a formação cidadã e para o fortalecimento da esfera pública de diálogo e reflexão no país.

As marcas da Rádio Nacional 90 Anos e da TV Brasil estarão expostas nos materiais de divulgação e na ambientação dos espaços da feira. As emissoras públicas também farão cobertura e divulgação do festival, o que marca o engajamento na difusão cultural, no incentivo à educação e na valorização da produção artística e literária brasileira, fortalecendo o ecossistema cultural e criativo nacional.

“Entendemos que a realização da feira contribui diretamente para o fortalecimento da formação crítica da sociedade, incentivando o pensamento plural, o intercâmbio de ideias e a democratização do conhecimento. Ao reunir autores, editoras, educadores, artistas e o público em geral, o evento amplia o acesso à produção literária nacional e internacional, estimulando a valorização da cultura escrita como instrumento de cidadania e desenvolvimento social”, diz a gerente executiva de Marketing e Negócios da EBC, Ana Carolina Machado.

Ao longo dos últimos anos, A Feira do Livro de São Paulo se consolidou como o maior festival literário gratuito e a céu aberto da cidade, reunindo leitores, autores, editoras e instituições em torno do livro, da cultura e do debate público. Na edição de 2025, o evento recebeu mais de 80 mil visitantes.

Cobertura especial

A Rádio Nacional de São Paulo apresentará programação especial dedicada ao evento. A equipe da emissora traz as novidades da feira no programa Tarde Nacional - São Paulo, de segunda a sexta, das 15h às 17h. A cobertura terá entrevistas e participação dos apresentadores Victor Ribeiro e Roberto Camargo e da colunista Priscila Kerche.

Sobre A Feira do Livro

Com programação de nove dias, o festival literário chega à quinta edição e dá destaque para novos formatos de jornalismo, literatura latino-americana e biografias. Estão previstas 105 atividades gratuitas nos três palcos da programação oficial, entre debates, atividades para crianças e oficinas sobre a cultura do livro.

Nos três Tablados Literários – espaços dedicados à programação paralela –, expositores e parceiros apresentam lançamentos, autografam seus livros e realizam debates. Entre as novidades deste ano está uma plataforma digital, especialmente desenvolvida para explorar as programações oficial e paralela e os mais de 160 expositores participantes de A Feira do Livro 2026, disponível no site oficial do evento.

Feira do Livro de SP terá participação de diretor da EBC em painel

By: EBC
4 June 2026 at 20:28

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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marca presença no evento A Feira do Livro de São Paulo, durante o painel Samba e Afins com Nei Lopes, conduzido pelo compositor e escritor nesta quinta-feira (4), às 18h. A EBC será representada pelo diretor-geral, Thiago Regotto, que irá celebrar em sua fala os 90 anos da Rádio Nacional como patrimônio cultural do país.

A quinta edição do festival literário começou no último sábado (30) e termina no próximo domingo (7), na Praça Charles Miller, no Pacaembu, como parte do calendário oficial da cidade.

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“A participação da Rádio Nacional na mesa Samba e Afins com Nei Lopes reforça o papel da comunicação pública na preservação e difusão da cultura brasileira. Ao celebrar os 90 anos da Rádio Nacional, a EBC reafirma seu compromisso com a memória sonora do país, com a valorização do samba e das matrizes afro-brasileiras, fundamentais para a construção da identidade cultural brasileira”, destaca Thiago.

Segundo ele, a trajetória da Rádio Nacional se confunde com a própria história do samba. “Estar ao lado de Nei Lopes, referência intelectual e artística do país, é também reconhecer a importância da democratização do acesso à cultura e do rádio como espaço de memória afetiva, diversidade e patrimônio imaterial vivo”, lembra o diretor-geral.

Apoio institucional

Além da participação no painel, a EBC é apoiadora institucional do festival literário pelo quarto ano consecutivo. Ao apoiar a iniciativa, a empresa reafirma seu papel como agente de promoção do acesso democrático à cultura e ao conhecimento, contribuindo para a formação cidadã e para o fortalecimento da esfera pública de diálogo e reflexão no país.

As marcas da Rádio Nacional 90 Anos e da TV Brasil estarão expostas nos materiais de divulgação e na ambientação dos espaços da feira. As emissoras públicas também farão cobertura e divulgação do festival, o que marca o engajamento na difusão cultural, no incentivo à educação e na valorização da produção artística e literária brasileira, fortalecendo o ecossistema cultural e criativo nacional.

“Entendemos que a realização da feira contribui diretamente para o fortalecimento da formação crítica da sociedade, incentivando o pensamento plural, o intercâmbio de ideias e a democratização do conhecimento. Ao reunir autores, editoras, educadores, artistas e o público em geral, o evento amplia o acesso à produção literária nacional e internacional, estimulando a valorização da cultura escrita como instrumento de cidadania e desenvolvimento social”, diz a gerente executiva de Marketing e Negócios da EBC, Ana Carolina Machado.

Ao longo dos últimos anos, A Feira do Livro de São Paulo se consolidou como o maior festival literário gratuito e a céu aberto da cidade, reunindo leitores, autores, editoras e instituições em torno do livro, da cultura e do debate público. Na edição de 2025, o evento recebeu mais de 80 mil visitantes.

Cobertura especial

A Rádio Nacional de São Paulo apresentará programação especial dedicada ao evento. A equipe da emissora traz as novidades da feira no programa Tarde Nacional - São Paulo, de segunda a sexta, das 15h às 17h. A cobertura terá entrevistas e participação dos apresentadores Victor Ribeiro e Roberto Camargo e da colunista Priscila Kerche.

Sobre A Feira do Livro

Com programação de nove dias, o festival literário chega à quinta edição e dá destaque para novos formatos de jornalismo, literatura latino-americana e biografias. Estão previstas 105 atividades gratuitas nos três palcos da programação oficial, entre debates, atividades para crianças e oficinas sobre a cultura do livro.

Nos três Tablados Literários – espaços dedicados à programação paralela –, expositores e parceiros apresentam lançamentos, autografam seus livros e realizam debates. Entre as novidades deste ano está uma plataforma digital, especialmente desenvolvida para explorar as programações oficial e paralela e os mais de 160 expositores participantes de A Feira do Livro 2026, disponível no site oficial do evento.

Feriado em SP tem programação gratuita em feira do livro no Pacaembu

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A quinta edição do evento A Feira do Livro, que ocupa a Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer durante o feriado de Corpus Christi, na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário reúne autores e especialistas em debates, lançamentos, sessões de autógrafos e oficinas até domingo (7).

Um dos destaques do evento, o sambista e escritor Nei Lopes marca presença nesta quinta-feira (4), a partir das 18h, no Palco da Praça. Ele apresenta suas últimas obras, incluindo o Dicionário de Direitos Humanos e Afins.

Notícias relacionadas:

Na sequência, o Quinteto de Metais, grupo de câmara do Instituto Baccarelli, leva ao festival um repertório que transita pela música de concerto e pela música popular. A partir das 19h30, a apresentação ocorre no Espaço Motiva Tablado Literário.

Autora de Benditas Coisas que Eu Não Sei, a cantora e escritora Zélia Duncan estará no Palco da Praça, no sábado (6), às 11h, em conversa com a jornalista Alice Granato.

São três palcos da programação oficial: Palco da Praça, Auditório do Museu do Futebol e Espaço Rebentos. Os Tablados Literários – Espaço Motiva, Tablado Mário de Andrade e Tablado Bubu – são espaços dedicados à programação paralela, com expositores e parceiros realizando atividades para públicos diversos.

Entre os convidados nacionais, a programação conta com outros autores consagrados como Ana Maria Machado, Silviano Santiago, além dos destaques contemporâneos Ian Uviedo, Mariana Salomão Carrara e Jeferson Tenório.

Jornalismo, política, cultura afro-brasileira, pensamento indígena, futebol, infância, cultura do livro, comportamento e meio ambiente são alguns dos temas presentes no festival. A programação completa está no site oficial do festival literário.

Não ficção

Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu Norman G. Finkelstein lançará A Indústria do Holocausto: Reflexões sobre a Exploração do Sofrimento Judeu, hoje (4), às 16h45. O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina.

O filósofo Vladimir Safatle participa do debate Novos Fascismos Globais, no sábado, a partir das 11h40, no Tablado Literário Mário de Andrade, junto com o historiador Michel Gherman, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles conversam sobre a compreensão contemporânea do fascismo.

Da não ficção, a feira receberá ainda Fernando Morais, que biografou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; João Barile, autor de biografia sobre Silviano Santiago; e Erika Palomino, que aborda vida noturna, música e cultura urbana.

Transporte gratuito

Durante o evento, serão oferecidas ao público vans gratuitas que farão o trajeto contínuo entre a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela, e o local da feira. Os veículos da Motiva, parceira do festival, realizam o embarque no acesso Belas Artes da estação, na Rua da Consolação. No dia 7 de junho, o transporte terá partida e retorno da Estação Oscar Freire, em vez da Estação Paulista.

O serviço funcionará em dois sentidos: para a ida, as vans partem da estação das 14h às 20h30 nos dias úteis e das 10h às 19h30 aos finais de semana e feriados. Na volta, o trajeto até o metrô ocorre das 14h30 às 21h durante a semana e das 10h30 às 20h aos sábados, domingos e feriados.

Feriado em SP tem programação gratuita em feira do livro no Pacaembu

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A quinta edição do evento A Feira do Livro, que ocupa a Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer durante o feriado de Corpus Christi, na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário reúne autores e especialistas em debates, lançamentos, sessões de autógrafos e oficinas até domingo (7).

Um dos destaques do evento, o sambista e escritor Nei Lopes marca presença nesta quinta-feira (4), a partir das 18h, no Palco da Praça. Ele apresenta suas últimas obras, incluindo o Dicionário de Direitos Humanos e Afins.

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Na sequência, o Quinteto de Metais, grupo de câmara do Instituto Baccarelli, leva ao festival um repertório que transita pela música de concerto e pela música popular. A partir das 19h30, a apresentação ocorre no Espaço Motiva Tablado Literário.

Autora de Benditas Coisas que Eu Não Sei, a cantora e escritora Zélia Duncan estará no Palco da Praça, no sábado (6), às 11h, em conversa com a jornalista Alice Granato.

São três palcos da programação oficial: Palco da Praça, Auditório do Museu do Futebol e Espaço Rebentos. Os Tablados Literários – Espaço Motiva, Tablado Mário de Andrade e Tablado Bubu – são espaços dedicados à programação paralela, com expositores e parceiros realizando atividades para públicos diversos.

Entre os convidados nacionais, a programação conta com outros autores consagrados como Ana Maria Machado, Silviano Santiago, além dos destaques contemporâneos Ian Uviedo, Mariana Salomão Carrara e Jeferson Tenório.

Jornalismo, política, cultura afro-brasileira, pensamento indígena, futebol, infância, cultura do livro, comportamento e meio ambiente são alguns dos temas presentes no festival. A programação completa está no site oficial do festival literário.

Não ficção

Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu Norman G. Finkelstein lançará A Indústria do Holocausto: Reflexões sobre a Exploração do Sofrimento Judeu, hoje (4), às 16h45. O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina.

O filósofo Vladimir Safatle participa do debate Novos Fascismos Globais, no sábado, a partir das 11h40, no Tablado Literário Mário de Andrade, junto com o historiador Michel Gherman, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles conversam sobre a compreensão contemporânea do fascismo.

Da não ficção, a feira receberá ainda Fernando Morais, que biografou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; João Barile, autor de biografia sobre Silviano Santiago; e Erika Palomino, que aborda vida noturna, música e cultura urbana.

Transporte gratuito

Durante o evento, serão oferecidas ao público vans gratuitas que farão o trajeto contínuo entre a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela, e o local da feira. Os veículos da Motiva, parceira do festival, realizam o embarque no acesso Belas Artes da estação, na Rua da Consolação. No dia 7 de junho, o transporte terá partida e retorno da Estação Oscar Freire, em vez da Estação Paulista.

O serviço funcionará em dois sentidos: para a ida, as vans partem da estação das 14h às 20h30 nos dias úteis e das 10h às 19h30 aos finais de semana e feriados. Na volta, o trajeto até o metrô ocorre das 14h30 às 21h durante a semana e das 10h30 às 20h aos sábados, domingos e feriados.

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