Normal view

Preços na produção industrial sobem 5,1% em maio

18 June 2026 at 12:10

O Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) teve uma subida homóloga de 5,1%, em maio, mais 1,3 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quinta-feira.

“Esta evolução foi sobretudo impulsionada pelo agrupamento Energia, cujo contributo para a variação total do índice
aumentou para 3,0 p.p. (2,7 p.p. no mês anterior), refletindo uma variação homóloga de 19,5%, face a 17,2% em
abril. O comportamento deste agrupamento deveu-se essencialmente à subida dos preços dos produtos
petrolíferos”, explica o INE.

“O agrupamento Bens Intermédios registou igualmente um contributo significativo, 1,7 p.p. (0,8 p.p. no mês
precedente), em resultado do crescimento homólogo de 4,8% (2,2% em abril). Os agrupamentos Bens de Consumo e Bens de Investimento registaram contributos de 0,2 p.p. cada, refletindo variações homólogas de 0,4% e 1,5%, respetivamente (0,2% e 2,2%, no mês anterior)”, acrescentou a mesma entidade.

Os dados indicam que a variação mensal ficou em 1,0% (-0,1% em maio de 2025). “Este aumento resultou sobretudo do agrupamento Bens Intermédios, que contribuiu com 0,8 p.p. para a variação agregada, refletindo um crescimento de 2,2% (-0,3% em maio de 2024). Os agrupamentos Energia e Bens de Consumo registaram igualmente contributos positivos (0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente), associados a variações mensais de 1,4% e 0,2%. Os Bens de Investimento apresentaram uma contração de 0,3% (crescimento de 0,4% em maio de 2025), traduzindo-se num contributo de – 0,1 p.p”, refere o INE.

Vendas no varejo da China têm primeira queda em 3 anos; indústria avança

16 June 2026 at 12:12

A economia da China apresentou um desequilíbrio crescente em maio, com as ​vendas no varejo caindo pela primeira vez em mais de ​três anos e o investimento em queda, enquanto a produção industrial ganhou ritmo.

Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (16) destacaram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do mundo, com as fábricas impulsionadas por exportações resilientes, mas a demanda interna enfraquecendo em meio a uma recessão de vários anos no mercado imobiliário.

As vendas no varejo, um importante indicador do consumo, caíram 0,6% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, revertendo ⁠o aumento de 0,2% registrado em abril ​e contra estimativa de estabilidade em pesquisa da Reuters. Foi a primeira queda mensal desde dezembro de ​2022.

A fragilidade ficou evidente no setor automotivo. A desaceleração nas vendas domésticas de automóveis se estendeu pelo oitavo mês ⁠consecutivo em maio, ressaltando o enfraquecimento da demanda no ⁠maior mercado automotivo do mundo, onde a pressão provavelmente persistirá pelo resto do ano.

Os gastos dos ​viajantes ‌durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho em maio foram moderados, e o impacto do programa ⁠governamental de troca de bens de consumo está diminuindo. Uma base elevada em relação a maio do ano passado também contribuiu para o declínio.

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, disse que os dados fracos das vendas no varejo pressionam o governo ‌a ⁠considerar medidas para estabilizar ‌o consumo. “Ainda espero que haja um ‘ajuste fino’ na política monetária em julho, após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre.”

Em contrapartida, a produção industrial cresceu 4,5% em maio em relação ao ano anterior, acelerando ante a taxa de 4,1% ⁠em abril e superando as expectativas de um aumento de 4,3%.

Um ⁠aumento no investimento global em IA e na demanda por tecnologias relacionadas ajudou o maior fabricante do mundo a compensar o impacto nas exportações ‌que muitos esperavam devido à guerra com o Irã. A produção industrial de alta tecnologia da China cresceu 15,1% em maio.

O consumo de serviços cresceu 5,4% no período de janeiro a maio, muito melhor do que as vendas de bens e tornando-se um motor crescente do consumo das famílias, mas também desacelerou em relação aos 5,6% registrados nos ‌primeiros quatro meses.

Os dados sobre investimentos também foram muito mais fracos do que o esperado. O investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, após um declínio de 1,6% entre janeiro e abril. ⁠Economistas esperavam queda de 2%.

O porta-voz do escritório de estatísticas, Fu Linghui, disse que a queda se deveu, em parte, às altas temperaturas e às chuvas intensas em algumas regiões, bem como à transição de antigos para novos motores de crescimento.

A ​China ainda tem ampla margem para investimentos no futuro, com a nova urbanização, a revitalização rural, o desenvolvimento de “novas forças produtivas ​de qualidade” e melhorias nos serviços públicos, todos necessitando de apoio, acrescentou Fu.

O investimento imobiliário ampliou sua queda nos primeiros cinco meses, caindo 16,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, após uma queda de 13,7% entre janeiro e abril. As vendas de imóveis e as novas construções ‌também registraram quedas mais acentuadas.

Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços

❌