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NATO reúne em Bruxelas para preparar cimeira de Ancara com foco na Ucrânia

Os Estados-membros da NATO vão encontrar-se esta quinta-feira no quartel-general da organização em Bruxelas – ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros – para prepararem a cimeira de Ancara, a 7 e 8 de julho. A agenda é dominada pela questão da guerra na Ucrânia, o que permite antecipar que, se nada de substancial acontecer até lá, esse será também o tema da reunião magna da Turquia. Está também prevista uma reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia (formato ‘Ramstein’).

A agenda da organização, e as decisões, estarão alinhadas com o que saiu da cimeira do G7 – que esteve reunida nos últimos dos dias em França – pelo que se antecipa o regresso de uma linguagem mais assertiva em termos da guerra na Ucrânia. Secundado a posição do G7, que determinou o regresso das sanções que estavam suspensas e a adição de novas medidas sancionatórias – a NATO vai por certo reforçar o seu empenho no auxílio ao país europeu invadido pela Rússia. A discussão de novos pacotes de armas e munições e o financiamento de longo prazo estarão em cima da mesa. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa no encontro

Mas há mais. Em debate estarão também sobre as recentes reduções de aeronaves e navios que os Estados Unidos disponibilizam para a NATO. Os aliados europeus discutem como cobrir essas falhas.

O aumento do investimento em defesa também está de regresso. Espera-se nova pressão da parte do secretário-geral, o neerlandês Mark Rutte, para que os países gastem mais na produção de armas e de tecnologia militar. Recorde-se que, no encontro mais recente, Rutte disse que o objetivo do conjunto deve avançar para gastos da ordem dos 5% do PIB, o que motivou algumas críticas – nomeadamente de Espanha.

O país garantiu que o seu orçamento militar vai fixar-se nos 2,1% do PIB. O governo liderado por Pedro Sánchez defende que este valor é suficiente para cumprir todas as obrigações internacionais, preferindo canalizar fundos públicos para apoios sociais e infraestruturas civis. A decisão gerou tensões diretas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a ameaçar aplicar tarifas comerciais contra produtos espanhóis como retaliação. No final, Espanha conseguiu negociar um acordo que isenta o país de gastos tão elevados. O tema não será, por isso consensual, mas como disse Mark Rutte na altura, é preciso insistir até que todos os Estados-membros cedam. O problema é o precedente criado por Espanha!

Haverá ainda uma reunião do Grupo de Planeamento Nuclear, uma sessão privada focada na segurança e dissuasão nuclear da Aliança. O Estreito de Ormuz também merecerá atenção especial.

 

Europa se prepara para tapar el agujero que deja Estados Unidos en la defensa de la OTAN

18 June 2026 at 04:45

Los aliados europeos de la OTAN buscan cómo llenar el nuevo agujero en el paraguas de seguridad que va a dejar de Estados Unidos en el viejo continente. Después de que Washington comunicase el mes pasado que dejará de mantener a disposición de la Alianza una cantidad significativa de fuerzas y medios —desde cazas y aviones cisterna hasta buques, portaviones o submarinos— que permanecen en sus bases en el país norteamericano pero que están asignados y listos para desplegarse en Europa en caso de crisis, los países europeos y Canadá negocian cómo asumirlos.

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© Artur Widak (NurPhoto/Getty Images)

Soldados estadounidenses preparan un dron interceptor en Polonia, el pasado noviembre.

NATO chief downplays US military cutbacks

17 June 2026 at 23:07
NATO Secretary-General Mark Rutte said Wednesday the U.S. cutting the number of troops and equipment it would provide to traditional allies in the event of an attack will not have an immediate impact. “This is not about where forces and assets are currently located,” Rutte told reporters in Brussels, according to The Associated Press. “It’s…

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17 June 2026 at 23:07
NATO Secretary-General Mark Rutte said Wednesday the U.S. cutting the number of troops and equipment it would provide to traditional allies in the event of an attack will not have an immediate impact. “This is not about where forces and assets are currently located,” Rutte told reporters in Brussels, according to The Associated Press. “It’s…

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