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Irmã de Kim Jong-un condena declaração do G7 sobre desnuclearização

18 June 2026 at 14:53

A norte-coreana Kim Yo Jong, influente irmã do líder ​Kim Jong-un, condenou um ​apelo do G7 pela desnuclearização do país, classificando o pedido como uma violação da Constituição e uma usurpação da soberania, informou a agência de notícias estatal KCNA nesta quinta-feira (18).

Kim afirmou que a desnuclearização é uma “agenda irreversivelmente encerrada” que jamais poderia ser concretizada, e que ⁠a posse nuclear é ​de interesse fundamental da Coreia do Norte e ​uma linha irreversível, segundo o comunicado divulgado pela KCNA.

A desnuclearização ⁠é a linha de não recuo ⁠que nunca pode ser cruzada”, disse Kim, segundo ​a ‌agência, acrescentando que qualquer um que tentasse prejudicar os ⁠interesses fundamentais de um Estado detentor de armas nucleares estaria fazendo “a pior escolha possível de convidar ao desastre”.

Kim também afirmou que as ‌armas nucleares ⁠da Coreia ‌do Norte constituem um meio de dissuasão para autodefesa, adquirido em resposta ao que ela chamou de ameaças nucleares persistentes por ⁠parte de seus inimigos, e ⁠as descreveu como uma “pedra angular” para garantir a paz.

Ela afirmou que os argumentos ‌que defendem a desnuclearização estão “completamente ultrapassados” e não mudarão, por mais que qualquer grupo critique o programa nuclear da Coreia do Norte.

Em uma declaração conjunta divulgada na quarta-feira após ‌a cúpula, os líderes do G7 expressaram “profunda preocupação” com os programas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte ⁠e reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização completa do país, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Os ​líderes também instaram a Coreia do Norte a resolver a ​questão dos cidadãos japoneses sequestrados por Pyongyang e pediram esforços conjuntos para combater os roubos de criptomoedas e os crimes cibernéticos cometidos pela Coreia do Norte.

O que são e como funcionam as armas nucleares?

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